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O Brasil está sensível aos benzedeiros de plantão



O Brasil está sensível aos benzedeiros

A cada dia que passa vemos como está confuso o quadro político brasileiro. Não só o quadro político, mas o empresariado, o executivo, o judiciário se misturam com o legislativo.
Aliás as bancadas sempre existiram. Bancadas ruralistas, sindicalistas, da bala, bancada dos parentes, dos vices financiadores, etc. Até bancadas patrocinada por Deus...as bancadas evangélicas....

 Cada hora uma liderança de um desses setores é levada a fôrca com denúncias, intimidações, ou atos de bravuras. Cada vez mais verificamos, de uma forma ou de outra, como eles eram unidos até pouco tempo atrás. Há denúncias a quilo para quem quiser tanto no legislativo, como no executivo e judiciário. Ha suspeitas em todos os níveis e nos 4 pontos cardeais.

Um certo absurdo tomou conta do país. Se formos julgar de forma equânime,  muito pouco irá sobrar fora da cadeia, tanto de empresários, como no campo jurídico , como no executivo e assim como legislativo. Mesmo os que sobrarem, muitos necessariamente não estão isentos de culpa e sim de fatos conhecidos.

Aí criaram mecanismos de suavizar penas de criminosos casos eles entreguem seus antigos parceiros. Quem entregar primeiro leva mais vantagens. Não importa quem pagou ou recebeu. Uma prática que foi usada na Itália para prender a Máfia mas que mais tarde se viu ineficaz.
Ninguém é a favor da impunidade de criminosos. Claro que não!

Mas não podemos também sermos agora "vestais". A grande parte das pessoas que podemos chamar de  "pensante do país"  sempre soube que a política sempre foi tocada pelo caixa dois de empresários.

Isso começa desde a pequena gráfica de santinhos que ajuda um determinado candidato a vereador em uma pequena cidade, até as grandes empreiteiras que ajudam o caixa das candidaturas a presidente. Sempre foi assim. O que muda são os zeros.

Quem conhecer uma pessoa lúcida, com conhecimento do meio legislativo, executivo, judiciário  a quem respeite, que me diga que nunca achou que houvesse caixa dois ou ajuda financeira não declarada a políticos nas eleições. Adoraria conhecê-la!

Caixa dois nunca até então foi considerada crime. Não era legal, assim como o jogo do bicho, mas era tolerado, assim como as casas de luzes vermelhas.

Agora, aumentar preços de serviços públicos para se levar propina é crime,  manipulação de concorrência para alimentar poder financeiro partidário e com isso permanecer no poder é crime. Pegar caixa dois para comprar consciência  e ou  votos no Congresso é crime.

Isso tudo só foi existir ha pouco tempo. Ou melhor, esticaram a tolerância que havia com o caixa dois e fizeram vários puxadinhos....ou até mesmo triplex...

Agora, arrependidos desse olhar, estamos tentando implantar no Brasil o "tolerância zero".
Também não vai funcionar no país dos jeitinhos...

Nesse tsunami de conflitos e julgamentos,  quem está pagando o preço maior, como sempre é o povo brasileiro. Perdido, sem saber o que fazer, desempregado, sem esperança, sabendo que algum grupo de pessoas terá que tomar conta desse imenso país em 2018, esperando um milagre e o pior de tudo.....muito sensível aos benzedeiros de plantão!


Socorro!

PSDB cobra agilidade na análise das propostas contra a corrupção








Nesta quarta- feira (22/6), o plenário da Câmara dos Deputados se transformou em comissão geral para debater as 10 medidas de combate à corrupção constantes no Projeto de Lei 4850/2016, originário de ações propostas pelo Ministério Público Federal. Deputados do PSDB participaram da discussão e destacaram a importância das propostas.

O projeto “10 Medidas Contra a Corrupção” faz parte de uma campanha lançada em julho de 2015. Há uma semana, os tucanos participaram do ato de apresentação de mais de 90 mil assinaturas de brasileiros em apoio ao projeto. Parlamentares, representantes da sociedade civil e do MPF entregaram as rubricas ao presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que autorizou a criação da comissão especial. Antes, 2 milhões de assinaturas já tinham sido encaminhadas ao Congresso em apoio às medidas.

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), um dos parlamentares que sugeriram o debate, ressaltou que há dezenas de propostas em tramitação na Casa visando o combate à corrupção. Uma delas, de autoria do tucano, estende a exigência da Ficha Limpa a entidades filantrópicas, patronais, de empregados, OSCIPs e ONGs.

Em seu discurso, o parlamentar defendeu a avaliação de desempenho do servidor. “O funcionário público que não trabalha, não se especializa, não atende bem o cidadão, também é um corrupto. A avaliação de desempenho não pode ser negligenciada no Brasil. Temos obrigação de trabalhar e prestar contas e estar sempre disponíveis para a população. Todas as variáveis que possam esta gerando corrupção e descaminho do direito público precisam ser discutidas”, afirmou.

Entre os diversos convidados para o debate, esteve presente o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal que atua no caso da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Esse é um projeto que tem três focos centrais: o primeiro é criar punição adequada, em termos de pena, fechando as atuais brechas na lei; o segundo foco é prever instrumentos para recuperar recursos desviados; e, por fim, o terceiro foco é criar, estimular a informação, a educação e a conscientização da população, para que tenha reações automáticas de combate à práticas de corrupção”, explicou o procurador.

Corrupção, uma prática inaceitável

Convidado pelo PSDB, o promotor de Justiça do estado de São Paulo Roberto Livianu afirmou que o Brasil está vivendo um momento especial da democracia, e lembrou a coleta das assinaturas em defesa do projeto em todo o país. “E necessário atualizar as estruturas e punir a corrupção. O povo brasileiro não aguenta mais”, ressaltou Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.

Segundo ele, esse é o ponto de partida para que o sistema seja atualizado e o país não se torne uma máquina de produzir impunidade. Ele parabenizou o trabalho do Ministério Público Federal.“Queremos escrever uma página de honradez. O custo de não punir a corrupção é muito elevado. Temos uma sensação de injustiça de que o mais esperto é que vence, e não podemos deixar isso acontecer”, justificou.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) afirmou que a política está cada vez mais presente na rotina do cidadão brasileiro, um indicativo de que existe uma mudança em andamento. Exemplo disso são os mais de 2 milhões de cidadãos que se manifestaram a favor das medidas contra a corrupção. “Nós, no Parlamento brasileiro, precisamos e temos que dar a resposta. Essa resposta tem que vir por meio dessas propostas que estão aqui presentes para o debate”, explicou. O tucano ressaltou que a aliança entre a luta contra a corrupção e a reforma política é o remédio ideal para o país avançar.

O deputado Izalci (PSDB-DF) cobrou agilidade na aprovação das 10 medidas, começando pela rápida instalação da comissão especial. O parlamentar cobrou ainda a valorização dos organismos de controle, como os tribunais de contas, o MPF e a Polícia Federal. Na avaliação do tucano, investir na educação é essencial para prevenir a corrupção. “E tudo isso começa pela educação”, alertou o tucano, que tem uma histórica atuação neste setor.

Andrade Gutierrez confessa que propina abasteceu campanha de Dilma em 2014


Andrade Gutierrez diz que propina abasteceu campanha de Dilma em 2014, afirma jornal

A empreiteira Andrade Gutierrez teria feito fez doações legais às campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e de seus aliados em 2010 e 2014, utilizando propinas procedentes de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (07) pelo jornal Folha de S.Paulo, são de delação premiada do ex-presidente da construtora Otávio Marques de Azevedo, sendo apresentada pelo empresário em uma planilha à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conforme a matéria, o ex-presidente e o ex-executivo Flávio Barra esmiuçaram os detalhes do documento em depoimentos ocorridos em fevereiro, enquanto negociavam a delação premiada que aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa seria a primeira vez que um empresário detalha o esquema — apurado pela Operação 'Lava Jato' — de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral.

Repasse de R$ 20 milhões

De acordo com a apuração da Folha de S.Paulo, em 2014, a Andrade Gutierrez repassou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Na tabela, que inclui também doações realizadas em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões destinados às campanhas da presidente estão vinculados à participação da construtora em contratos de obras públicas.

A matéria pondera ainda que não está claro se o valor endereçado à petista foi entregue ao comitê ou ao Diretório Nacional do PT.

Segundo a delação de Azevedo, a propina que teria servido à campanha tinha origem em contratos da Andrade Gutierrez para as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, da usina nuclear de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte, que estão entre as 10 maiores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A tabela, segundo a Folha de S.Paulo, também relaciona valores para as campanhas de Dilma em 2010 e para o Diretório Nacional do PT nas eleições municipais de 2012. O jornal ainda salienta que não há menção à campanha dos adversários tucanos da presidente.

Resposta

Em contato com o periódico paulista, o comando da campanha de Dilma em 2014 negou, por meio de nota, qualquer irregularidade nas doações feitas à petista.

"Aliás, a empresa fez doações legais e voluntárias para a campanha de 2014 em valores inferiores à quantia doada ao candidato adversário", diz o texto, assinado pelo coordenador jurídico da campanha presidencial, Flávio Caetano.

http://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/andrade-gutierrez-diz-que-propina-abasteceu-campanha-de-dilma-em-2014-afirma-jornal-1.374804

Aécio : " O Brasil não aceita mais esse padrão de governo, incompetente e conivente com a corrupção"



A Favor do Brasil

Aécio Neves / Folha de São Paulo

Temos um embate muito claro no Brasil de hoje. De um lado, ideias ultrapassadas que insistem em um modelo que privilegia o Estado centralizador, demoniza o capital privado, subestima os fundamentos econômicos e dispõe da máquina pública para servir a um projeto de poder. O resultado é o país imerso em escândalos e com a economia em frangalhos.

De outro lado – e estamos falando da grande maioria dos brasileiros – estão os que acreditam na urgência de se promover mudanças capazes de resgatar o país e recolocá-lo em uma rota de crescimento e credibilidade.
Ciente de suas responsabilidades neste momento delicado, a oposição tem dado provas concretas de que fará o que for possível em favor do Brasil.

Duas vertentes têm nos mobilizado: a primeira passa por manter o apoio claro e decidido à operação Lava Jato, assim como às investigações que se dão no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral e por fortalecer a crítica aos descaminhos desse governo.

A segunda é o esforço para, mesmo sendo minoritários nas duas Casas do Congresso Nacional, garantir a aprovação de iniciativas que possam sinalizar o início de um novo momento no país. Alguns projetos em tramitação ilustram bem este movimento. A mudança na lei do petróleo, proposta pelo senador José Serra, é um bom exemplo. A iniciativa é tão significativa que a Firjan já calcula que a nova regra, ao destravar os processos licitatórios e estimular a cadeia de fornecedores da indústria, pode trazer US$ 420 bilhões em investimentos até 2030.

Também é urgente enfrentar o loteamento político no Estado e a ineficiência dos serviços públicos, que tanto prejudicam os brasileiros

O projeto de lei 555, de autoria do senador Tasso Jereissati, estabelece normas de governança corporativa para as empresas públicas e torna a gestão mais transparente. Já o projeto do senador Paulo Bauer combate o aparelhamento político dos fundos de pensão das estatais, que, sob o comando de sindicalistas ligados ao PT, estão hoje com um rombo bilionário, ameaçando o futuro dos beneficiários. Outra proposta pronta para ser votada é a que apresentei e que limita o número e garante critérios de meritocracia para o preenchimento dos cargos comissionados, hoje em grande parte ocupados pelos "companheiros".

Essas iniciativas, dentre outras, não vão por si só nos tirar do abismo econômico em que as administrações petistas nos lançaram, mas servem de alento em um país que se especializou em medidas equivocadas.

A verdade é que o Brasil não aceita mais este padrão de governo, incompetente na administração, conivente com a corrupção, incapaz de prover os cidadãos de serviços mínimos de qualidade em qualquer área.

Aécio Neves

PF irá convocar Pimentel sobre pagamentos feitos à sua mulher, Carolina Oliveira



26/02/2016
Polícia Federal convocará Pimentel para explicar pagamentos indevidos feitos por empresas à mulher dele

Determinação foi feita pela Procuradoria-Geral da República, que também quer explicações do governador sobre irregularidades encontradas na prestação de contas da campanha de 2014

A semana termina com mais uma má notícia para o governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, no campo da Justiça. Depois de ter a reprovação das contas de sua campanha ao governo do Estados confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) ter autorizado a utilização de provas colhidas pela Polícia Federal na Ação em que o Ministério Público Eleitoral pede a cassação de seu mandato, nesta sexta-feira (26/02) a Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou que para a mesma Polícia Federal o ouça sobre suspeitas de pagamentos indevidos de empresas à sua mulher, Carolina Oliveira.

A PGR quer que o petista preste esclarecimentos também sobre irregularidades encontradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral referente à campanha que o elegeu governador em 2014. Além de gastos abusivos durante a campanha, já comprovados pelo TRE-MG, está sendo investigado um esquema de “caixa dois” que teria abastecido a campanha petista.

As informações sobre a determinação da PGR para que a Polícia Federal ouça Pimentel foram publicadas nesta sexta-feira (26/02) pelo jornal O Globo. O governador e a mulher são investigados em inquérito no STJ (Superior Tribunal de Justiça) na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura desvios de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais.

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) considera importante que Pimentel preste contas sobre os fatos suspeitos. “Na democracia é muito importante que a sociedade perceba que ninguém está acima da lei. Todos tem que prestar contas dos seus atos, principalmente aqueles que tem vida pública”, disse Pestana.

Desvio de recursos do BNDES

Relatório da Polícia Federal, segundo o jornal, aponta que Carolina mantinha uma empresa de fachada. O empreendimento recebeu recursos do BNDES, banco vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, no período em que Fernando Pimentel era titular da pasta. Marcus Pestana ressalta que é grave que o governador seja objeto de ações tanto eleitorais quanto criminais.

“Então o governador Fernando Pimentel tem sido objeto de ações tanto na área eleitoral quanto criminal, vai apresentar suas razões, sua defesa, mas os fatos revelados são muito graves”, afirmou o deputado.
Contas de campanha eleitoral também são alvo de inquérito que investiga se o governador deixou de declarar à Justiça Eleitoral gastos com empresas em nome de um amigo, alvo da Operação Acrônimo.

Leia também:

TRE-MG autoriza utilização de provas da Operação Acrônimo no processo de cassação de Pimentel

Tribunal Superior Eleitoral mantém decisão do TRE-MG que desaprovou as contas de campanha de Fernando Pimentel em 2014

Confira abaixo íntegra da matéria do jornal O GLOBO



TSE mantém rejeição de contas de campanha de Fernando Pimentel- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-convocara-pimentel-para-explicar-pagamentos-indevidos-feitos-por-empresas-a-mulher-dele#sthash.gjSWJsrT.dpuf

Governo Pimentel: CPI do BNDES aponta provas de crime contra Fernando Pimentel e Carolina de Oliveira



Governador de Minas é acusado de praticar os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e advocacia administrativa; o relatório pede o indiciamento da primeira-dama Carolina Oliveira e do empresário Benedito Rodrigues, cúmplice do casal.

O sub-relator da CPI do BNDES, deputado federal Alexandre Baldy, apontou em seu relatório, protocolado na última sexta-feira (29/01), que existem provas nos autos da Comissão da prática de quatro tipos de crimes que teriam sido praticados pelo governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel. De acordo com reportagem publicada no jornal O GLOBO, Baldy afirma que há “prova de ocorrência” e “indícios suficientes de autoria” por parte de Pimentel nos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e advocacia administrativa.

O sub-relator afirmou que só não pediu o indiciamento do governador mineiro porque jurisprudência do STF determina que CPIs não podem tomar tal providência com relação a agentes públicos com foro privilegiado. Tal providência deverá ser tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), corte que está julgando as denúncias contra Pimentel levantadas pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal.

Indiciamento de primeira-dama é solicitado

Entretanto, o sub-relator da CPI do BNDES, Alexandre Baldy, pede em seu relatório o indiciamento da primeira-dama de Minas e esposa de Pimentel, Carolina de Oliveira Pereira, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Propõe ainda a mesma medida para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e para Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, acusado de ser operador do milionário caixa dois que abasteceu a campanha de Pimentel do PT ao governo de Minas em 2014.

Carolina foi assessora de Fernando Pimentel quando ele comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O casal é acusado de intermediar empresas suspeitas de envolvimento com irregularidades com o BNDES. Em operação de busca e apreensão na casa do casal durante a Operação Acrônimo, a Polícia Federal apreendeu documentos que mostrariam pagamentos de algumas dessas empresas a uma empresa registrada no nome de Carolina.

Clique aqui para ler a íntegra da matéria do jornal O GLOBO.- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/sub-relator-afirma-que-ha-provas-contra-pimentel-do-pt-nos-autos-da-cpi-do-bndes#sthash.9Ni9b9NX.dpuf

PF pede ao STJ o indiciamento de Fernando Pimentel por 3 crimes





A Polícia Federal pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o indiciamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer contrário à medida. Caberá ao ministro Herman Benjamin, relator do caso na Corte, dar a palavra final a respeito.

Pimentel é investigado na Operação Acrônimo por suposto recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ele comandou de 2011 a 2014.

Em outra frente de investigação, a PF apura suposta “venda” de portarias que beneficiavam o setor automotivo durante a gestão do petista e de seu sucessor, Mauro Borges, na pasta. Ambos negam. Também há suspeitas de que houve financiamento irregular da campanha do ex-ministro ao Governo de Minas, em 2014.

A PF pediu autorização para interrogar Pimentel e, se for o caso, indiciá-lo. Ao analisar a questão, no entanto, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, afirmou que a legislação não prevê o indiciamento , pela polícia, de autoridade com prerrogativa de função perante o STJ. Segundo ela, também não há previsão para que o Ministério Público Federal autorize esse tipo de “procedimento inquisitorial”.

A vice-procuradora argumentou que cabe ao MPF decidir o momento oportuno para o interrogatório, e não à PF, pois os procuradores da República teriam prerrogativa exclusiva para investigar autoridades com o chamado foro privilegiado em inquéritos instaurados no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, bem como requerer diligências.

Procurada pelo Estado, a defesa de Pimentel não atendeu.

http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=132898

Aécio Neves : Dilma é a "não presidente". Até quando?




A "não presidente"

Por Aécio Neves - Folha de São Paulo


O  arremedo de reforma ministerial que acaba de ser anunciado expõe ao limite máximo a constrangedora fragilidade da presidente da República e tem como principal efeito o adensamento da desqualificação da sua gestão à frente do país.

No momento em que o Brasil precisava de um gesto de desprendimento e coragem para fazer mais do que uma reforma, uma revolução gerencial, com intervenções profundas na estrutura governamental e a introdução de mecanismos inovadores em busca de eficiência e resultados, além de uma imperativa limpeza ética, o que se viu foi uma reforma marcada pela covardia e pela farta distribuição de nacos de poder, como se fossem mercadorias entregues àqueles que, de alguma forma, ameaçavam a permanência da presidente no cargo.

Ou alguém em sã consciência pode acreditar que a escolha dos novos ministros - para ficar apenas nas duas pastas mais relevantes - teve como objetivo melhorar a qualidade da saúde pública oferecida aos brasileiros ou colocar de pé a falaciosa "pátria educadora"?

A lógica da reforma não foi servir ao Brasil, mas, uma vez mais, atender às conveniências e aos interesses nada republicanos do governo e do PT. A verdade é que a presidente capitulou e jogou pela janela o pouco de autoridade que lhe restava.

Com o país mergulhado em crises cada vez mais graves, meses de discussões foram consumidos nos gabinetes de Brasília com o único propósito de evitar o encontro de contas com a Justiça, de uma presidente eleita através de manobras sob drástica suspeição e pressionada por sucessivas denúncias de que o dinheiro da corrupção alimentou o caixa de sua campanha eleitoral.

Está chegando a hora de esclarecer com rigor tudo o que aconteceu. Os órgãos de controle do país saberão cumprir com independência, e sob o olhar atento da sociedade brasileira, o papel que deles se espera. Porque ninguém pode estar acima da lei, em especial quem deveria dar o exemplo - a presidente da República.

Se antes tínhamos uma presidente frágil, acossada pela crise econômica que seu próprio governo criou; pelos seus efeitos sociais que atingem de forma avassaladora principalmente os mais pobres, com o desemprego alarmante, juros escorchantes e inflação crescente; e por uma crise moral sem precedentes, com denúncias que chegam cada vez mais próximas do seu governo e do seu antecessor, resta agora uma "não presidente", que, para continuar no Palácio da Alvorada e frequentando o escritório do Planalto, parece ter abdicado das suas responsabilidades constitucionais.

A sensação que nos resta está expressa na frase proferida pelo ex-presidente Fernando Henrique: "A presidente já não governa mais. Ela é governada".

Até quando?

Gilberto Carvalho, ex -Ministro de Lula e Dilma: "O PT errou e tem que sofrer "




PT errou ao se envolver em escândalos de corrupção, diz Gilberto Carvalho

Agência Brasil
O ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirma que o PT errou ao se envolver em escândalos de corrupção e que está pagando por isso. Para ele, o partido “tem que sofrer”. Em entrevista, nessa terça-feira (29), ao programa Espaço Público, da TV Brasil, ele se referiu à Operação Lava Jato e reclamou do que chama de “vazamentos seletivos” ou “interrogatórios parciais”.

“É duro ser apontado na rua, chamado de bandido, ter companheiros presos. Temos nossa cota de responsabilidade, temos que sofrer. Mas a grande pergunta é: por que os vazamentos da Operação Lava Jato só saem nas questões do PT? Os vazamentos estão sendo seletivos ou os interrogatórios são parciais? De qualquer forma, isso é errado”.

O ex-ministro disse ainda que a operação da Polícia Federal, que investiga pagamentos de propina na Petrobras, está “desmontando um processo oligopólico que sempre existia no Brasil”. Ele ressaltou que se essa estrutura de corrupção deixar de existir, então não “tem problema” o partido passar pelo que está passando.

Carvalho, que é presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), defendeu o veto da presidenta Dilma Rousseff ao financiamento de partidos por empresas, proibido pelo Supremo Tribunal Federal. Ele disse estar orgulhoso da decisão, cobrou a postura de todos os partidos e chamou de “hipócrita” aqueles que não levantarem a bandeira do veto à matéria.

“Estou orgulhoso da nossa presidenta e da decisão tomada pelo Supremo [Tribunal Federal]. Agora vamos ver quem é de fato a favor da corrupção. Quero ver o PSDB, o PMDB e o PT se posicionarem, porque quem quiser derrubar a decisão do Supremo é demagogo e hipócrita. Com esse veto [presidencial] e essa proibição [do Supremo] daremos um passo importante no combate à corrupção”, afirmou.




História do partido

Para ele, o PT teve que “seguir uma regra imposta” pelos outros partidos para conseguir chegar ao governo e aderir a esse tipo de financiamento, contrariando uma filosofia histórica do partido. “Nesse processo virtuoso, estamos sujeito a erros. Fomos nos burocratizando, nos afastando das lutas sociais, criando uma certa empáfia e seguindo a prática que condenávamos nos outros partidos. [Mas vejo que] não fosse a contratação milionária do Duda Mendonça [publicitário responsável pela campanha de Lula em 2002], não teríamos feito a campanha que fizemos, não ganharíamos e não faríamos as importantes mudanças que fizemos no país. Nós seguimos a regra do jogo que estava posta.”




Carvalho lembrou que o PT deveria ter proposto essa mudança após o processo do mensalão, o que acabou não ocorrendo. “Ao ver que sofremos as dores da corrupção, tínhamos que ter feito uma reforma política e colocado na pauta o fim do financiamento. Acho que estávamos tão envolvidos no projeto de mudança do país que não fizemos. Estávamos percebendo que o partido começava a apodrecer por dentro. Empresa não doa, faz investimento. Amarram o político a seus interesses.”




http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/pt-errou-ao-se-envolver-em-escandalos-de-corrupc-o-diz-gilberto-carvalho-1.349607


Governo Pimentel: "PF suspeita de caixa 2 em antiga empresa de Pimentel"



PF investiga repasse de Sintram a ex-firma de Pimentel

OPR sucedeu a P-21 Consultoria, que teve o político como sócio e recebeu R$ 1,1 milhã
BELO HORIZONTE. A antiga empresa de consultoria do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 1,1 milhão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), que reúne concessionárias do transporte público na Grande BH e tem interesse direto nas decisões do governo, de acordo com reportagem do jornal “O Globo”.

A Polícia Federal suspeita que se trata de caixa dois para a campanha do petista e investiga o caso. Oficialmente, os pagamentos foram realizados a título de “avaliação mercadológica” do patrimônio do sindicato e das empresas. Por lei, o Sintram não pode fazer doações eleitorais.

No entanto, várias associadas negam terem tido os bens avaliados. O patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/pf-investiga-repasse-de-sintram-a-ex-firma-de-pimentel-1.1100436

Doméstica desconhece R$ 1,6 milhões de campanha de Dilma







Doméstica diz não ter recebido R$ 1,6 milhão de campanha petista

Estadão Conteúdo

Apesar de a empresa de Ângela Maria do Nascimento ter faturado R$ 1,6 milhão da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o valor recebido pela empregada doméstica foi R$ 2 mil pelos poucos meses trabalhados para montar cavaletes de propaganda da então candidata presidencial.

A empresa de Ângela, Mascote Flag, foi alvo nesta quarta-feira, 26, de um pedido do ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e relator das contas de Dilma, para que o Ministério Público investigasse indícios de irregularidades. O pedido ainda não chegou à Procuradoria.

"Nem faço ideia de quanto é isso tudo de dinheiro", disse ela ao jornal Cruzeiro do Sul sobre o total de R$ 1,6 milhão. A empregada doméstica afirmou ao jornal O Globo ter recebido apenas R$ 2 mil do montante.

Com base em informações de um relatório encaminhado ao TSE pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), Mendes suspeita que a empresa seja de fachada porque, segundo ele, não foram identificados "registros de entrada de materiais, produtos e serviços" e "destaque de pagamentos de impostos nas notas fiscais emitidas".

A Sefaz identificou que, apesar de a Mascote Flag ter faturado R$ 1,6 milhão em os serviços de fabricação de banners, bandeiras e faixas para a campanha petista, a compra dos materiais foi feita pela Embalac Indústria e Comércio Ltda - o que motivou a desconfiança do TSE.

As duas empresas funcionam lado a lado, na mesma Rua Paraguai, na cidade de Sorocaba, a 100 km de São Paulo.

A Embalac pertence à empresária Juliana Cecília Dini Morello, para quem Ângela trabalha há 25 anos. Juliana é filha de Fernando Dini, famoso publicitário na cidade, morto em 2013. A Mascote Flag, empresa aberta no nome de Ângela, tem o mesmo nome da antiga empresa do publicitário.

'Laranja'.

O jornal O Estado de S. Paulo esteve ontem na casa onde Ângela mora, no Parque Três Meninos, bairro da periferia de Sorocaba. Seu filho disse que ela estava viajando, sem data de retorno.

Responsável pela abertura da empresa, o contador Carlos Carmelo Antunes disse que a funcionária tinha ciência da abertura da empresa em seu nome. Carmelo afirmou que, em agosto do ano passado, foi procurado por Ângela, acompanhada de Juliana, para iniciar o processo. "Ela assinou todos os documentos", declarou.

Carmelo rechaça a afirmação de que a Mascote Flag é uma empresa "laranja" e limita a questão a um erro contábil. "Bastaria que fosse feita uma operação entre as empresas". Segundo ele, todos os serviços faturados foram prestados.

De acordo com o contador, a Mascote foi criada para faturar os serviços de publicidade durante a campanha e, assim, evitar que a receita originada pelos serviços prestados à campanha petista desenquadrasse a empresa da empresária Juliana, a Embalac, do regime Simples Nacional, cujo limite de imposto é de R$ 3 milhões. A Mascote ultrapassou esse teto em dois meses de funcionamento.

Procurada pela reportagem em seus endereços comercial e residencial, a empresária Juliana não quis se manifestar.
Hoje em Dia

Governo Pimentel: Falta de verbas deixa Bombeiros de Minas em crise



ABANDONO - Veículos obsoletos ou com manutenção atrasada parados nos pátios dos batalhões
Falta de verba compromete atuação dos Bombeiros em Minas

Gabriela Sales - Hoje em Dia

Flávio Tavares/Hoje em Dia



O serviço de resgate do Corpo de Bombeiros está comprometido. Sem repasse da taxa de incêndio desde janeiro, batalhões de todo o Estado não têm dinheiro para comprar equipamentos ou reparar viaturas. Somente em três unidades com sede na Grande Belo Horizonte, 108 veículos – um terço da frota desta região – apresentam algum tipo de avaria.

Apenas no 2º Batalhão, em Contagem, responsável por atender a 32 municípios, 30 estão encostados por causa de defeitos diversos, inclusive ambulâncias. “A oficina só tem sucata. Muitos carros já não suportam revisão. O ideal seria a aquisição de novos”, afirmou um oficial que pediu para não ter o nome revelado.

Entre as avarias listadas por ele estão carros com desgaste nos freios, para-brisas quebrados e lataria enferrujada ou amassada. Alguns têm pneus carecas.

No pátio do 1º Batalhão, no Funcionários, unidade referência na região Centro-Sul de BH, 48 viaturas lotam o lugar esperando conserto. “Faltam carros para o combate a incêndios e, principalmente, para transportar equipamentos”, disse outro oficial, que também pediu anonimato por medo de represálias do comando da corporação.

Prejudicial

A escassez de equipamentos prejudica o atendimento à população. Na última quarta-feira, um pelotão subordinado ao 2º Batalhão de Contagem precisou pedir uma ambulância de resgate emprestada a outra unidade para socorrer uma vítima de acidente de carro. “A única viatura em funcionamento estava empenhada em uma ocorrência de atropelamento. A outra foi recolhida para manutenção faz três meses para troca de pastilhas de freio e até agora está sem data para devolução”, contou um oficial.

Por causa disso, os socorristas gastaram 40 minutos para chegar ao local, quando, normalmente, o tempo de resposta é de, no máximo, dez minutos. A mesma deficiência de viaturas é registrada nas regiões Norte de Minas, Triângulo Mineiro e Campo das Vertentes. “As unidades do interior não recebem novas viaturas há pelo menos quatro anos, e as que são enviadas são as recuperadas e que estavam rodando na capital”, revela o oficial do 1º Batalhão.

À espera de dinheiro

Em nota, o governo do Estado informou ter liberado para as unidades do Corpo de Bombeiros R$ 3,7 milhões para a compra de viaturas e R$ 2,5 milhões para manutenção e aquisição de peças.

A corporação reconhece a situação grave de falta de estrutura e informou aguardar a liberação da verba para recuperar os equipamentos. “Estamos com uma defasagem de quatro anos na captação de recursos. Há um número significativo de viaturas para manutenção. Tão logo o dinheiro seja liberado, os reparos serão feitos de imediato”, disse o chefe da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, capitão Thiago Miranda. A expectativa é normalizar os serviços em aproximadamente um mês.

Veículo de R$ 3,5 milhões com pane elétrica desde junho

O pátio do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, no bairro São Francisco, em BH, também está repleto de viaturas quebradas. São 30 no total, mas com um agravante. Dentre elas está o único veículo capaz de atuar em incêndios em altura, como em edifícios.

O chamado “autobomba plataforma escada” apresenta problemas elétricos e mecânicos. A manutenção não acontece desde junho, quando venceu contrato com a oficina especializada.

“Hoje, se ocorrer um incêndio de grande proporção em edificações na cidade, teremos problemas no resgate”, conta um oficial do batalhão.

O caminhão especial foi adquirido em 2006, na Finlândia, por R$ 3,5 milhões. Dentre os equipamentos está uma escada que pode atingir 54 metros de altura e um jato de água de precisão. O veículo foi empenhado pela última vez em 2012, em um incêndio em um edifício na avenida Afonso Pena.

A assessoria de imprensa da corporação confirmou que o equipamento está parado desde o primeiro semestre e aguarda a abertura de licitação para a contratação da empresa de manutenção.

Verbas

Desde de 2004, o Corpo de Bombeiros conta com recurso da taxa de incêndio. O decreto nº 43.779 de 2014 estabelece que o valor arrecado seja aplicado na compra e manutenção de viaturas. “O problema é que, a partir de 2008, grande parte desse dinheiro passou a ser utilizado para cobrir despesas administrativas do governo”, explica Cláudio Teixeira, ex-comandante da corporação e coronel da reserva.

Em nota, o governo do Estado informou que, no primeiro semestre de 2015, foram arrecadados R$ 59,9 milhões com a taxa de incêndio. Porém, não informou o valor destinado à corporação.

‘Vaquinha’ para comprar de gasolina a luva descartável

Além da precariedade nas viaturas de resgate e combate a incêndio, a falta de equipamentos para a realização dos atendimentos traz risco aos militares. Para desinfetar viaturas, macas e demais equipamentos, bombeiros são obrigados a tirar dinheiro do próprio bolso para a compra de material químico.

“O risco de contaminação é grande, tanto para a vítima quanto para os militares. Em alguns batalhões, os produtos disponibilizados estão vencidos, o que gera risco ainda maior”, conta o oficial que pediu anonimato.

“Vaquinha” tem de ser feita também para a compra de gasolina de equipamentos como motosserra. A aquisição de luvas, seringas e gaze depende da “caridade” dos próprios bombeiros.

No 3º Batalhão, a casa de máquinas da piscina usada em treinamentos está quebrada há um ano. No 2º Batalhão, faltam material de limpeza e espaço para armazenar e guardar equipamentos de salvamento.

Piora

Para o deputado Sargento Rodrigues (PDT), representante da Comissão de Segurança Pública da Assembleia, faltam investimentos para manter a estrutura da corporação.

“Desde janeiro, a situação que já era ruim pirou muito. Há um descaso com uma corporação responsável por salvar vidas. Isso reflete diretamente na assistência à população”.

Segundo o chefe da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, capitão Thiago Miranda, os atendimentos de urgência e emergência estão sendo realizados normalmente.

A falta de insumos, garante ele, está sendo resolvida com a liberação dos recursos do governo do Estado. A corporação também espera a liberação do dinheiro para melhorar as instalações.

1.085Viaturas estão disponíveis no Estado para operações de resgate e combate a incêndios

A Polícia Militar, que também registra sucateamento de viaturas, aguarda o processo de terceirização da frota, previsto para o fim do ano. Segundo a corporação, a elaboração dos detalhes do convênio está em fase final. A aquisição estimada é de 3 mil veículos

Oposição quer CPI para investigar suposto esquema de desvios de Pimentel



Varredura - Policiais vasculharam QG da campanha de Pimentel em BH

Oposição articula CPI para apurar desvio de recursos

Alessandra Mendes - Hoje em Dia
Wesley Rodrigues/Hoje em Dia


A investigação da Polícia Federal que apura suposto esquema de desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais, como a do governador Fernando Pimentel, pode gerar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Conforme informação divulgada pela revista Época ontem, Carolina Oliveira, esposa do governador Fernando Pimentel, recebeu R$1,2 milhão de empresas com contratos com o BNDES. O banco estava subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, chefiado à época por Pimentel.

Diante dos fatos, a bancada do PSDB na Câmara Federal pretende pressionar a presidência da Casa para a instalação da CPI. O objetivo é investigar possíveis ilícitos em contratos do BNDES.

“A partir desses novos dados fica, a meu ver, evidenciada uma ligação entre empresas beneficiadas pelo BNDES e a corrupção”, afirma o deputado federal Domingos Sávio, presidente do PSDB em Minas.

As assinaturas para a abertura da CPI já foram coletadas e o pedido já foi protocolado.

As ações da segunda fase da Operação Acrônimo, deflagrada ontem, também repercutiram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A bancada da oposição já se movimenta para tentar convocar o governador para prestar esclarecimento sobre a situação. “Na próxima-terça feira vamos discutir essa possibilidade”, explica o deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB).

Parlamentares do PT não veem motivo para alarde. “Essa é uma ação política muito clara, desrespeitando uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É a Polícia Federal agindo de forma partidária contra o Fernando Pimentel”, avalia o líder do governo na Assembleia, Durval Ângelo (PT). O deputado ainda afirmou que possíveis ações legais contestando as investigações competem ao governo do Estado.

Investigações já levaram à cassação de quatro governadores

Ns últimos cinco anos, pelo menos cinco governadores brasileiros foram alvo de investigação da Polícia Federal, sendo que quatro casos terminaram com a cassação de mandato.


Em março de 2009, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Jackson Lago (PDT), então governador do Maranhão, acusado de abuso de poder e compra de votos. No lugar dele, assumiu a senadora Roseana Sarney (PMDB), que havia ficado em segundo lugar nas eleições de 2006.

No ano seguinte, José Roberto Arruda (ex-DEM), então governador do Distrito Federal (DF), foi preso por tentativa de suborno e cassado, posteriormente, por infidelidade partidária. Nas eleições do ano passado, Arruda ainda liderava pesquisas de intenção de voto para governador do DF. Porém, depois de ser classificado como ficha suja, foi obrigado a desistir.

Em maio de 2014, Silval Barbosa (PMDB), governador do Mato Grosso, foi alvo da operação Ararath, com mandado de busca e apreensão no gabinete e no apartamento do político. Em novembro do mesmo ano, Chico Rodrigues (PSB), então governador de Roraima, teve o mandato cassado por crime eleitoral. Em março deste ano, Confúcio Moura (PMDB), então governador de Rondônia, e o vice, Daniel Pereira (PSB), tiveram o mandato cassado depois de serem investigados pela operação Plateias. Eles foram acusados de abuso de poder econômico nas eleições de 2014 e compra de votos.

PF pede buscas na residência de Pimentel, mas STJ nega




PF pede busca na residência de Pimentel, mas STJ nega
Ezequiel Fagundes - Hoje em Dia
Wesley Rodrigues/Hoje em Dia

Agentes da Polícia Federal estão em frente a residência e escritório do governador Pimentel (PT)

Agentes da Polícia Federal (PF) de Brasília cumprem em Belo Horizonte, na manhã desta quinta-feira (25), mandados judiciais da segunda fase da operação Acrônimo, que investiga o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), e a primeira dama do estado, Carolina Oliveira. Fontes ouvidas pelo Hoje em Dia informaram que a Polícia Federal chegou a pedir ao Superior Tribunal de Justiça a realização de busca no apartamento do governador, na região Centro-Sul da capital, e na sede do PT mineiro. Porém, os mandados para estes locais foram negados.

Conforme a PF, a ação pretende cumprir 19 mandados de busca e apreensão, sendo 7 em Minas Gerais (6 em Belo Horizonte e 1 em Uberlândia), em Brasília (10), São Paulo (1) e Rio de Janeiro (1). Os mandados ocorrem na sede das empresas agência Pepper Comunicação, Diálogo, Roller Print, MDM e OPR, antiga P-21. Essa última empresa teria pertencido ao governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, que é investigado na operação.

Em Belo Horizonte, agentes da Polícia Federal se posicionaram em frente ao escritório e à residência do governador. O prédio onde mora Pimentel fica ao lado do escritório. Um advogado e assessores de Pimentel foram ao local. A assessoria informou que a busca foi realizada no prédio onde funcionou um escritório político da campanha de 2014 do petista. Os agentes chegaram no escritório do petista por volta das 5h e saíram por volta de 11h, levando um malote de documentos e uma CPU.

Segundo a PF, uma equipe de Brasília veio para Minas para atuar na operação. Não foi expedido mandado de prisão. A operação corre em sigilo.

Durante a primeira etapa da operação, em abril, os federais realizaram busca e apreensão de documentos nas empresas de Bené e em um imóvel usado até o ano passado por Carolina Oliveira, em Brasília.

Em 19 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu um inquérito que apura o suposto envolvimento de Pimentel no esquema de lavagem de dinheiro operado por Bené por meio de contratos milionários com o governo federal, além de indícios de crimes eleitorais na campanha do PT em Minas em 2014.

Carolina, por meio de advogado, refuta qualquer envolvimento. Já o governador mineiro tem evitado até agora falar sobre a investigação. No STJ, o inquérito contra Pimentel está sob a relatoria do ministro Hernan Benjamin. A Acrônimo foi iniciada em outubro do ano passado, quando a PF apreendeu, em Brasília, R$ 113 mil em espécie dentro do avião de Bené, que vinha de Belo Horizonte. A Gráfica e Editora Brasil, controlada por Bené, foi contratada para prestar serviços na campanha de Pimentel ao governo de Minas. Além da capital mineira, a PF cumpre mandados em São Paulo. O ex-deputado federal petista Virgílio Guimarães também está entre os investigados.

Atualizada às 11h

Revista Isto É :" Pimentel e Carolina Oliveira podem estar envolvidos em lavagem de dinheiro"



Conexões mineiras
As investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e da CGU que mostram como o governador de MG e sua mulher podem estar envolvidos em um esquema de desvio de recursos públicos, caixa dois e lavagem de dinheiro, sob o comando do empresário BenéCláudio Dantas Sequeira e Mário Simas Filho


É público que entre o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), sua mulher, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, existe uma forte relação de amizade. Por trás da estreita ligação entre eles, no entanto, pode estar um milionário esquema de desvios de recursos públicos, contratos superfaturados em diversos ministérios, enriquecimento ilícito, caixa dois em campanhas eleitorais e lavagem de dinheiro. É isso o que apontam inquéritos da Polícia Federal e do Ministério Público, processos que tramitam no Tribunal Regional Eleitoral de Minas e relatórios da Controladoria Geral da União. ISTOÉ teve acesso à parte das investigações e, segundo procuradores ouvidos pela revista na última semana, há uma “organização criminosa” coordenada por Bené que atuou no financiamento irregular da campanha eleitoral que levou o petista Pimentel ao governo de Minas e que pode ter favorecido a outros políticos. “Temos fortes indícios de que a campanha de Pimentel recebeu dinheiro de um esquema ilegal operado por Bené e foi usada para lavar recursos, inclusive com a participação de empresa da primeira dama de Minas”, afirma um dos delegados responsáveis pela Operação Acrônimo, que desde outubro do ano passado rastreia as ligações e os nebulosos negócios de Bené e seu grupo (leia quadro na página 37).



Nas próximas semanas, parte da investigação será remetida ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal, pois durante buscas e apreensões realizadas na sexta-feira 29, inclusive em um apartamento onde Carolina morou em Brasília, os agentes da Polícia Federal encontraram elementos que ligam as empresas de Bené e da primeira dama não só à campanha de Pimentel, mas também a outros políticos com foro privilegiado. Entre os documentos apreendidos estariam listas com diversas ordens de pagamento e também uma relação de despesas identificadas como parte da campanha de Pimentel.



Outros documentos obtidos por ISTOÉ mostram que a Polícia Federal e o Ministério Público estão convencidos que a Oli Comunicações e Imagens, empresa que até o início do ano pertenceu a Carolina Oliveira, seria, na verdade, apenas uma “fachada” usada para forjar contratos e serviços para lavar dinheiro do grupo comandado por Bené. Logo depois da busca e apreensão, a primeira dama de Minas afirmou que a Oli não está mais ativa e que nunca houve nenhuma relação da empresa com o grupo de Bené. A Polícia Federal já constatou, porém, que a Oli funcionava no mesmo endereço da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que pertence a Bené. As investigações também mostraram, segundo relatório da Procuradoria da República no Distrito Federal, que no endereço da Oli “não foi encontrada nenhuma evidencia de seu funcionamento.” “Tanto quanto a empresa PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, a empresa Oli Comunicação e Imagens também seria uma empresa fantasma, possivelmente utilizada para os fins da ORCRIM (organização criminosa), com a conivência de sua proprietária, Carolina de Oliveira Pereira”, diz o relatório do Ministério Público. Pimentel e Carolina veem negando sistematicamente qualquer vinculação da empresa ao grupo de Bené e asseguram que todos contratos feitos pela Oli se referem a serviços efetivamente prestados.

CONTRATOS SUPERFATURADOS

O empresário amigo do governador e da primeira dama de Minas teve um crescimento meteórico durante as gestões do PT no governo federal, principalmente no segundo mandato de Lula e no primeiro de Dilma Rousseff. Levantamento que faz parte do inquérito da Polícia Federal mostra que somente com a Gráfica Brasil, uma das empresas de Bené, entre 2006 e 2015 o empresário assinou contratos com o governo que somam R$ 465 milhões. Entre 1998 e 2006, os contratos da gráfica com órgãos públicos somaram apenas R$ 975 mil. “Os números mostram que a partir de 2006 as empresas de Bené passaram a ter um trânsito facilitado em diversos ministérios”, conclui um técnico da Controladoria Geral da União (CGU) que analisou vários contratos feitos pelas empresas de Bené. Além do enorme volume de recursos públicos movimentado, chamam a atenção da Polícia e do Ministério Público as irregularidades encontradas em diversos desses contratos.



As fiscalizações feitas pela CGU identificaram, por exemplo, falhas graves em convênios da Due Promoções e Eventos (ex-Dialog) com os ministérios das Cidades e do Turismo, assinados nas gestões de Marcio Fortes e de Walfrido Mares Guia. Neste último, o contrato envolve a Fundação Universa, acusada de desviar recursos públicos por meio de subcontratações. Em 2011, a Operação Voucher da PF prendeu o diretor de licitações da entidade ligada à Universidade Católica de Brasília e o ex- secretário-executivo do Ministério. A mesma empresa foi listada em ocorrências da CGU por contratos com o Ministério das Relações Exteriores, Instituto Chico Mendes, Iphan, Ministério da Cultura, Fundo Nacional Antidrogas, Secretaria Especial de Agricultura e Pesca, IBAMA, entre outros. No caso da Gráfica Brasil, a CGU identificou outros contratos com problemas graves envolvendo também os ministérios das Cidades e Turismo, além de uma série de ocorrências suspeitas sobre contratos nos ministérios da Saúde e no Desenvolvimento Social. Foi identificada ainda uma polêmica licitação com a Universidade de Juiz de Fora, no valor de R$ 38 milhões. A Gráfica Brasil, aliás, tem contratos considerados suspeitos, segundo a PF, com vários governos estaduais e municipais, e até com o Ceres, fundo de pensão dos servidores da Embrapa e da Embrater.



Para exemplificar as falhas graves encontradas pela CGU, entre 2005 e 2010, um contrato de R$ 8 milhões foi renovado por meio de seguidos aditivos em mais de 100% sobre o valor original – o limite legal é 25%. Não bastassem os aditivos, o projeto básico para a contratação era absolutamente diferente do objeto da ata de preços. Esta previa uma “solução de gerenciamento de documentos”, já o projeto falava em prestação de serviços de “arte, edição, confecção de fotolitos, diagramação e produção de documentos”. Em vários itens analisados, Tribunal de Contas da União e CGU constaram superfaturamento nos contratos das empresas de Bené com vários ministérios. Foram identificadas falhas graves em 39 contratos assinados por órgãos do governo federal com as empresas de Bené apenas entre 2006 e 2013. Nos últimos meses, os ministérios envolvidos veem recebendo orientação da CGU para que revejam os contratos analisados.

A ENFERMEIRA DE R$ 36 MILHÕES

Bené ganhou destaque no noticiário nacional durante a primeira campanha de Dilma, em 2010. Era ele o locatário de uma mansão em Brasília usada pelo comitê da petista para abrigar uma equipe responsável pela elaboração de dossiês contra o então candidato tucano, José Serra. Na época, chegou a ser investigada pela Justiça Eleitoral a participação de Pimentel na contratação do grupo. Em outubro do ano passado, Bené voltou ao noticiário quando foi preso ao desembarcar de seu avião bimotor turboélice PR-PEG em Brasília transportando R$ 113 mil em espécie. A partir desse episódio a Polícia Federal começou a investigar o esquema de Bené e suas relações com o PT, com Pimentel e com Carolina Oliveira. “Vamos provar que o grupo de Bené abasteceu campanhas do PT com dinheiro obtido de contratos superfaturados e usou as próprias campanhas para lavar recursos”, diz um dos procuradores que atua junto ao TRE de Minas, onde deverá ser julgado um pedido de cassação do mandato de Pimentel por causa de irregularidades na prestação de contas na campanha.



Um cruzamento de dados feito pela equipe da Operação Acrônimo e pelo TRE mineiro constatou que durante as eleições do ano passado a Gráfica e Editora Brasil, de Bené, recebeu aproximadamente R$ 40 milhões. O dinheiro seria a remuneração pela confecção de santinhos e adesivos para candidatos do PT mineiro. É comum que nos períodos de campanha política as gráficas tenham seus faturamentos turbinados. O problema com a gráfica de Bené é que, segundo a TRE, R$ 36,2 milhões do faturamento vieram da candidata a deputada estadual Helena Maria de Souza, ou Helena Ventura. Trata-se de uma enfermeira aposentada de 61 anos que nas três últimas eleições somou 29 votos. À Justiça Eleitoral, Helena que não tem carro, mora em uma rua sem calçamento em Betim, declarou ter um patrimônio de R$ 290 mil e planejou gastar R$ 3 milhões na campanha. Até outubro de 2014 havia arrecadado apenas R$ 26,9 mil. Como então, Bené pode ter recebido R$ 36,2 milhões dessa candidata? “É evidente que estão usando a campanha para fazer lavagem de dinheiro”, disse um dos procuradores que trabalham no caso.



À equipe do TRE de Minas que visitou sua casa, a candidata disse que não conhece Bené, que não contratou seus serviços e que jamais imaginou gastar R$ 36 milhões. “Se eu tivesse R$ 1 milhão para gastar seria eleita”, disse a ex-candidata. Mas não foram só os R$ 36 milhões da candidata Helena Ventura que despertaram a atenção do TRE mineiro para uma estranha ligação entre o empresário Bené a contabilidade petista. Segundo dados apresentados ao tribunal, a coligação Minas pra Você, que comandou a candidatura de Pimentel, fez pequenas doações a três candidatos do PCdoB e a um do PRB. As contribuições somam R$ 5,6 mil. O problema é que o CNPJ listado pelo PT é o mesmo da Gráfica Brasil, de Bené. Até o final da semana passada, o TRE de Minas ainda não havia encerrado as investigações sobre a contabilidade da campanha de Pimentel, mas já era sabido que milhões de reais provenientes do Fundo Partidário foram indevidamente usados nas campanhas petistas. Parte desse dinheiro foi parar nas contas das empresas de Bené, inclusive o que é atribuído à candidata Helena Ventura.



A Justiça Eleitoral de Minas já está acusando formalmente Pimentel por abuso de poder econômico na campanha do ano passado. O caso só não avançou por causa de uma manobra jurídica promovida pela defesa do governador. Mas na segunda-feira 1 o Tribunal resolveu dar andamento no processo. Ainda não há data para o julgamento, mas certamente o uso de dinheiro do fundo partidário e as confusões em torno dos recursos obtidos pelo grupo de Bené serão considerados.

Fotos: Folhapress, Lula Marques Imagens; Kika Dardot
http://www.istoe.com.br/reportagens/421366_CONEXOES+MINEIRAS

Suposto operador de corrupção da cota PT, chora na frente do juiz e pede agua.



Operador de propinas diz a juiz que está 'ficando fraco' e chora

Estadão Conteúdo

Preso pela Operação "Lava Jato", o empresário Mário Frederico Mendonça Góes - suposto operador de propinas na Diretoria de Serviços, cota do PT no esquema de corrupção na Petrobras -, chorou diante do juiz federal Sérgio Moro.

"Eu estou ficando fraco cada vez mais. Eu tenho problema, eu operei a coluna lombar. Eu tenho problema cervical. Para ficar sentar sentado é muito complicado, tenho que ficar deitado. Eu estava com a minha vida normal. Não estou reclamando de jeito nenhum das pessoas do sistema carcerário. Dentro da legalidade sou tratado com dignidade. Mas é diferente, minhas comidas eu não consigo. Tenho colite, diverticulite uma série de problemas digestivos. Isso vai me consumindo um pouco."

Góes está preso em caráter preventivo, por ordem de Sérgio Moro. A audiência foi solicitada pela defesa de Góes para pedir conversão da custódia em regime domiciliar, "mesmo com uso de tornozeleira". A defesa orientou o prisioneiro a não falar sobre o mérito da acusação e argumentou que "a situação carcerária" do alvo da "Lava Jato" é incompatível cm seu estado de saúde.

Segundo seu advogado, Góes em regime domiciliar poderá ter o tratamento que necessita, a realização de vários exames. "O paciente tem quadro hipertensivo, colite, diverticulite, é diabético, sofre de uma série de problemas ortopédicos que recomendam acompanhamento constante, alimentação adequada, acompanhamento de natureza psiquiátrica."

O juiz da "Lava Jato" voltou-se para Góes e perguntou a ele. "Sr. Mário, tem alguma coisa que quer dizer diretamente?"

Ele respondeu. "Eu gostaria de dizer o seguinte: eu não me nego a responder o processo, eu tenho um processo que vem de uma única acusação." Nesse momento, Góes começou a chorar.

"O sr. pode tomar uma água se quiser", recomendou o juiz Sérgio Moro.
Fonte: Hoje em Dia

Copa do Mundo do Brasil está sendo investigada



Escolha do Brasil como sede do mundial está sob suspeita

Copa do Mundo do Brasil é alvo de investigações

Ezequiel Fagundes - Hoje em Dia


Menos de um ano depois da realização da Copa do Mundo no Brasil, a procuradora geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, revelou que o Mundial de 2014 está na lista das competições investigadas pela operação que desarticulou nesta quarta-feira (27) um esquema de corrupção na Fifa e afiliadas, entre elas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Somente em isenções, a Fifa deixou de pagar R$ 1 bilhão em impostos. O lucro com o evento foi de R$ 5 bilhões. Em contrapartida, deixou apenas R$ 100 milhões para o desenvolvimento do futebol brasileiro.

“O processo de candidatura do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 já está sendo investigado. No entanto, não posso dar mais detalhes sobre isso no momento. As penas para os acusados podem chegar a 20 anos de cadeia, mas depende. Vamos avaliar cada investigação caso a caso para ver a possível pena para cada indivíduo”, declarou Loretta Lynch, durante coletiva em Nova York, após a deflagração da operação do FBI, a Polícia Federal dos EUA.

A ação resultou na prisão do ex-presidente e atual número 2 da CBF, José Maria Marin, e outros seis cartolas, em Zurique, na Suíça.

O próximo passo do processo é a extradição dos envolvidos. Seis dos sete dirigentes detidos notificaram as autoridades suíças que recusam-se a ser extraditados para os Estados Unidos. O Ministério da Justiça da Suíça indicou que vai pedir aos Estados Unidos o envio de “pedidos formais de extradição num prazo de 40 dias”, conforme o tratado em vigor entre ambos os países. Apenas um dos sete detidos aceitou ser submetido a uma extradição simplificada.

“Estamos atrás dos esquemas e não vamos descansar até que a corrupção seja erradicada e o mundo entenda que esses esquemas não serão tolerados e serão julgados com todo o rigor da lei”, salientou James Comey, diretor do FBI.

Durante a entrevista, Richard Weber, da Receita Federal dos EUA, afirmou que divergências na declaração do Imposto de Renda do presidente da FIFA, Josef Blatter, e aquisição de propriedades por parte dos cartolas também serão investigados.

Blatter, que disputa eleição, hoje, em busca de seu quinto mandato consecutivo, admitiu, em nota, que as denúncias do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra dirigentes da entidade terão um impacto negativo para a imagem da organização, mas prometeu cooperar com as autoridades e garantiu que a apuração norte-americana foi provocada por informações que a própria entidade forneceu às autoridades suíças, no final de 2014.
Fonte: Hoje em Dia


FHC: " Nunca se roubou tanto em nome de uma causa!"




DANIELA LIMA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) -

No programa nacional do PSDB, que irá ao ar na noite desta terça-feira (19), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atacará a gestão petista na Petrobras e dirá que "nunca antes na história desse país se errou tanto e se roubou tanto em nome de uma causa". O escândalo na estatal é um dos temas mais explorados no filme e integra as falas de FHC e do presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disputou a última eleição presidencial e foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff. 

Como antecipou a Folha de S.Paulo, FHC diz que é preciso "passar a limpo" o que houve na empresa e que os desmandos começaram antes do governo Dilma, com a chegada do ex-presidente Lula ao poder. "A primeira coisa para reerguer o Brasil é passar a limpo os erros que nos trouxeram até aqui. A raiz da crise atual foi plantada bem antes da eleição da atual presidente. Os enganos e desvios começaram já no governo Lula", diz FHC. O ex-presidente afirma ainda que o "não só a Petrobras foi roubada", mas "o país foi iludido com sonhos de grandeza enquanto a corrupção corria solta". Aécio também aborda os problemas na estatal e diz, de maneira velada, que há um risco para o país com a manutenção do PT no poder. "Se a corrupção ganhar, ela vai voltar cada vez pior, cada vez mais forte. É hora de fazer o que é certo", diz o tucano no filme. Numa vacina contra o discurso de petistas de que expressa o desejo de golpistas ao criticar a presidente Dilma, 

Aécio reafirma que seu partido respeita o resultado das eleições, mas ressalta que o povo escolheu um governo, mas também elegeu uma oposição. "Para nós, palavra empenhada numa eleição é para ser cumprida", encerra o senador. 

MENTIRA 
O programa também evidencia a tese da oposição de que Dilma enganou o povo para se reeleger, relembrando promessas feitas por ela durante a última eleição. Falas da presidente sobre o controle da inflação, o reajuste nas contas de energia e a promessa de não arrochar salários nem cortar direitos dos trabalhadores são destacadas. Desde o início do mandato, Dilma iniciou um ajuste fiscal e mudou as regras para a concessão do seguro-desemprego, por exemplo, endurecendo as normas para acesso ao benefício. Um locutor ressalta que todo mundo aprende ainda criança que "mentir é feio" e que, quando é a presidente quem mente, o caso é "mais grave". 

A propaganda é permeada por lemas que defendem a atuação da oposição. "Ser oposição não é dizer não a tudo. É ser a favor do país", diz o principal deles. Além de Aécio e FHC, os líderes do PSDB na Câmara e no Senado, deputado Carlos Sampaio (SP) e senador Cássio Cunha Lima (PB) também aparecem na peça.

No fim perdemos todos



No fim, perdemos todos
O ESTADO DE S.PAULO



A má notícia de que a Petrobrás teve no ano passado um prejuízo de astronômicos R$ 22 bilhões, o primeiro resultado negativo em quase um quarto de século, foi de certo modo contrabalançada pela boa notícia de que a Justiça, no prazo relativamente curto de um ano, começa a condenar os responsáveis pelo assalto aos cofres da estatal. Para o governo do PT, no entanto, a quarta-feira trouxe apenas as más notícias de mais três derrotas no Congresso: a aprovação, no Senado, do projeto que institui o voto distrital para vereadores; a aprovação, na Câmara, da proposta de limitar a 20 o número de Ministérios; e, também na Câmara, a aprovação do texto original que amplia a terceirização de serviços para todas as atividades das empresas.


Abalado pela maciça reprovação popular, o governo de Dilma Rousseff contempla impotente o esfacelamento de sua base de apoio parlamentar, enquanto as principais lideranças de seu maior "aliado", o PMDB, governam de fato e tripudiam sobre a incompetência política do Palácio do Planalto.


Diante desse circo de horrores, a ameaça de impeachment, ainda longe de uma base legal concreta capaz de viabilizá-lo, é certamente a menor das preocupações da presidente. Sem poder de influência sobre um Legislativo comandado por políticos que se têm dedicado a explorar o desprestígio da chefe do governo em benefício próprio e de uma estrutura política que lhes convém - veja-se o exemplo da triplicação da verba do Fundo Partidário -, Dilma Rousseff enfrenta o desafio de corrigir os erros de seu primeiro mandato sem o apoio - pior, com a hostilidade - do Parlamento. Veja-se o exemplo da resistência de deputados e senadores às medidas propostas para o reajuste fiscal.


É claro que o Congresso Nacional não tem obrigação de aprovar tudo o que o Poder Executivo pede, pois a autonomia e a independência dos Poderes da República são fundamento institucional do sistema democrático de governo. Mas tanto o Executivo como o Legislativo exercem poderes delegados pela sociedade para serem aplicados em benefício da coletividade e não de interesses mesquinhos. E isso só funciona quando os mandatários da vontade popular são capazes de estabelecer um mínimo de harmonia entre os Poderes. Não é o que se vê.


Dilma assumiu o segundo mandato ciente de que teria pela frente a tarefa extremamente desafiadora de corrigir a sucessão de erros cometidos nos seus primeiros quatro anos. Tanto que, uma vez eleita, renegou o que havia afirmado e prometido na campanha eleitoral e entregou o comando da equipe econômica a um economista de formação liberal. Possivelmente prevendo as dificuldades que teriam pela frente, Dilma e o PT chegaram à conclusão de que era necessário reforçar a hegemonia petista no Congresso, mas escolheram o caminho errado: fragilizar o maior aliado, o PMDB. O tiro saiu pela culatra.


Por sua vez, o PMDB, partido do vice-presidente da República e eventual beneficiário do impeachment de Dilma, uma vez tendo submetido o governo à comprovação pública de sua incompetência também na área política, passou a demonstrar, por palavras e atos, sua verdadeira vocação: o exercício do poder como um fim em si mesmo, com todas as vantagens e privilégios daí decorrentes. No que, aliás, em nada se diferencia do PT. E não satisfeitas com a conquista do poder de fato, as principais lideranças do PMDB passaram a tripudiar sobre a desventura petista.


Diante da indignação geral com que foi recebida a triplicação da verba do Fundo Partidário, o notório Renan Calheiros, presidente do Senado, jogou toda a responsabilidade sobre os ombros de Dilma Rousseff, declarando que a presidente da República optou pela "pior solução" ao não vetar a medida. Até as maçanetas do Senado sabem que Dilma pode ter tido o impulso, mas faltaram-lhe condições para vetar, diante da pressão dos partidos, inclusive do PMDB, e do temor de que sua decisão comprometesse ainda mais a tramitação no Congresso dos projetos relacionados ao ajuste fiscal.


Nesse cenário burlesco exposto a uma nação perplexa, pode parecer que só o governo perde. Mas, no fim, perdemos todos.

Aécio : "Balanço da Petrobras atesta má gestão e corrupção"




Balanço da Petrobras é novo episódio de “má gestão e corrupção”, diz Aécio

Estadão Conteúdo

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou nesta quinta-feira (23) nota em que diz que os dados divulgados pelo balanço da Petrobras mostram "mais um capítulo de um filme de má gestão e corrupção" e que, ao contrário do que defendem governistas, "não há nada para comemorar". O tucano afirmou que, em pouco mais de uma década, o governo do PT conseguiu "manchar anos de eficiência da estatal", que há poucos anos era a maior da América Latina e uma das empresas mais eficientes do mundo no seu setor.

"Não há nada para comemorar em relação aos dados publicados hoje. A empresa registrou um prejuízo de R$ 21,58 bilhões, em 2014, ante um lucro de R$ 23,4 bilhões, em 2013, e teve um crescimento de sua divida de mais de 30%, terminando o ano de 2014 com um endividamento total de R$ 351 bilhões. Essa dívida elevada é incompatível com o plano de investimento da companhia, o que significa que para cumprir parte do seu plano de investimento a empresa terá que vender ativos", afirmou.

O tucano afirmou que as perdas de R$ 6,194 bilhões relacionadas à corrupção, que constaram no balanço, podem ser ainda maiores. Ele ressaltou que a apuração dos escândalos de corrupção envolvendo a estatal e seus fornecedores ainda está em andamento pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal.

Para Aécio, a reavaliação de ativos (o impairment), que totalizou R$ 44 bilhões, é um valor elevado e evidencia o que considera como "indiscutível da falta de planejamento decorrente da má gestão e uso político da Petrobras pelo governo do PT".

O presidente do PSDB citou o fato que em 2010 o governo petista alterou o marco regulatório de exploração do setor ao instituir o regime de partilha e a criação da Pré-Sal Petróleo S.A. Segundo ele, ao invés do fortalecimento da Petrobras, o resultado foi uma maior intervenção do governo no setor, na administração da empresa, no controle dos preços dos combustíveis e a exigência onerosa de a Petrobras ser operadora única do pré-sal com participação mínima de 30% na exploração e produção do pré-sal.

O tucano disse ainda que, mesmo com a capitalização da estatal, cinco anos atrás, de R$ 120 bilhões, "a maior capitalização já realizada no mundo", a empresa hoje está com um endividamento excessivo, com problema de geração de caixa para financiar o seu plano de investimento e pagar a sua dívida, e teve que reconhecer no balanço de 2014 divulgado nesta quarta-feira, dia 22 de abril de 2015, uma perda de mais de R$ 50 bilhões decorrente dos escândalos de corrupção e reavaliação de ativos.

"A forma de recuperar a capacidade de investimento da Petrobras e da sua rede de fornecedores no Brasil já é conhecida. O governo deve, entre outras ações, eliminar a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora única do pré-sal, voltar a usar o regime de concessão da Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo), profissionalizar a gestão da Petrobras e o Conselho de Administração da companhia com profissionais respeitados e de ilibada reputação", enumerou o tucano.

Aécio disse que é preciso "salvar" a Petrobras do seu uso político em mais de uma década de governos do PT. "Se o governo deixar a empresa trabalhar, ela voltará novamente a ser uma das maiores empresas do mundo e a maior da América Latina para o benefício de todos os brasileiros", concluiu a nota.
O Tempo