DROPS MISTO

Twitter, Facebook, Instagram, Tik Tok, Youtube, são os nomes quentes de hoje. Mas ao buscar um nome para o meu Blog lembrei-me que quando criança gostava de DROPS MISTO. Aquele que tinha vários sabores, várias cores. Talvez um conjunto de sabores me diz melhor sobre a diversidade da vida. Sou cineasta porque o cinema trabalha com muitas formas de expressão artística. Essa diversificação de interesses será o tema de nosso Blog onde conto com vocês para um animado debate de temas atuais.

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Artigo de Aécio Neves na Folha de São Paulo sobre o momento atual

Artigo de Aécio Neves na Folha de São Paulo

Em meio à agenda de reformas fundamentais para recolocar o país nos trilhos, uma é premente, pois tem data-limite para acontecer. Até início de outubro, precisamos aprovar novas regras que vigorarão nas eleições gerais do ano que vem. Todo esforço deve ser empreendido para reaproximar a política das pessoas, antes que seja tarde.

Nas últimas semanas, o debate em torno da reforma política acabou sendo desvirtuado em função de propostas distantes, ou mesmo contrárias, do que a população almeja. É o caso da adoção do sistema eleitoral conhecido como distritão e da criação de um fundo público de financiamento de campanhas, para suprir o buraco deixado pela proibição das doações de fontes privadas.

Que a democracia tem custos, ninguém discute. Mas envolver mais dinheiro do contribuinte numa hora em que o Estado brasileiro beira a falência, em razão da malversação que marcou a gestão afastada em 2016, não parece ser uma saída.

O ideal seria voltar a permitir o financiamento privado, sob regras e fiscalização rigorosas. Já o distritão só se justificaria como transição para o voto distrital misto. Todavia, em ambos os casos, não há mais tempo para mudanças com vistas a 2018.

Distante da polêmica, há propostas prontas a serem apreciadas pelo Congresso e que, se aprovadas, resultarão num sistema político e eleitoral muito melhor para o país. E já com vigência no próximo pleito.

Refiro-me especificamente à proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 282, relatada na Câmara pela deputada Shéridan (PSDB-RR).

O texto ora em discussão tem origem na PEC 36, apresentada pelo senador Ricardo Ferraço e por mim, ano passado, e já aprovada pelo Senado. Seus objetivos são: proibir as coligações entre partidos nas eleições proporcionais -ou seja, para deputados federais, estaduais e vereadores- e estabelecer uma cláusula de desempenho mínimo para que as legendas possam ter acesso a dinheiro público, tempo de rádio e TV e funcionamento parlamentar.

O que se pretende com a iniciativa? Atacar algumas das piores distorções da nossa democracia representativa. As coligações, tal como são hoje, acabam elegendo representantes alheios à vontade do eleitor. Já a adoção da cláusula de desempenho visa impedir a proliferação de partidos interessados unicamente em negócios movidos a dinheiro público.

O texto original prevê que as coligações ficarão proibidas a partir de 2020, quando serão eleitos os próximos vereadores. A vedação se estenderá à escolha de deputados a partir de 2022.

A medida força os partidos a preservarem alguma identidade com o eleitor e ajudará a pôr fim aos que representam a si próprios: dos 25 hoje presentes no Congresso, é possível que metade sobreviva.

Assim também deverá ocorrer com a imposição de percentuais mínimos de votos (que começam em 1,5% em 2018 até chegar a 3%, distribuídos por pelo menos nove unidades da federação) para acessar o fundo partidário e dispor de tempo de rádio e TV.

Partidos que não atingirem tais patamares poderão se organizar em federações, com um mínimo de afinidade ideológica e programática.

A PEC 282 está pronta para votação. Para tanto, é imperativo que as lideranças partidárias na Câmara se entendam e levem o texto imediatamente ao plenário.

Também na política o ótimo é inimigo do bom. Não adianta protelarmos a reforma em busca de uma solução que resolva todos os problemas da democracia brasileira, uma vez que ela pode não vir.

E certamente não virá no tempo e na premência que a crise atual demanda.

Os avanços contidos na PEC 282 abrem caminho para, passo seguinte, adotarmos o voto distrital misto, aproximando de vez representantes de representados.

Ato contínuo, o país poderá estar pronto para a reforma definitiva, com a adoção, sob condição de referendo da população, do sistema parlamentarista de governo. Não temos o direito de perder esta chance.


Aécio Neves 
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Aécio : "Do encontro com a verdade nascerá um novo Brasil"


O fim e o começo
Aécio Neves / Folha de São Paulo

Vivemos um momento especialmente difícil da vida nacional. Um capricho do destino combinou o agravamento da crise econômica com o pior momento do terremoto político que ameaça o governo.

De um lado, a constatação de que, na economia, a queda vertiginosa do PIB configura anos de crescimento perdido para o país. De outro, as revelações vindas à tona na Operação Lava Jato lançam luzes sobre o mundo de sombras no qual opera o grupo instalado no poder. Trata-se de uma combinação letal. De certo, não sobreviverão nem mesmo algumas biografias.

O fracasso na gestão econômica e as impropriedades cometidas pelo grupo no poder –cada dia elas estão mais expostas– não são uma invenção da oposição e nem fruto de uma conjuntura adversa. O conjunto da obra tem DNA e carteira de identidade petistas. A crise na qual estamos mergulhados é resultado de crenças equivocadas, valores desvirtuados e ambições desmedidas.

Infelizmente o PT não entende a crise, sequer a reconhece. Faz o pior: parece querer aprofundá-la, com uma sucessão de atitudes que beiram a irresponsabilidade cívica, como as pressões a favor de troca de ministros, a crítica contumaz à independência das instituições e da imprensa e a divulgação recente de um programa econômico alternativo ao do próprio governo que preside.

À deriva e maculado por escândalos cada vez mais próximos do seu núcleo de poder, este governo não está apto a restaurar a confiança essencial à reconstrução do país.

A hora que vivemos exige coragem e serenidade de todos os democratas.

Serenidade para não aceitar as provocações que nascem da intolerância daqueles que, sem argumentos, insistem em disseminar o ódio e dividir o Brasil para tentar esconder a realidade. Palavras de ordem ensaiadas não vão calar o país. Não se trata de quem grita mais ou mais alto. Os brasileiros aprenderam a ouvir uma nova voz: a da Justiça.

Coragem para continuar a busca da verdade. A sociedade não merece menos do que isso. Devemos apoiar os trabalhos do Ministério Público, da Polícia Federal e das demais instituições que zelam pela democracia. É hora de assegurar que elas continuem trabalhando sem constrangimentos, sempre nos limites da ordem constitucional. Afronta a democracia quem, dizendo agir em seu nome, quer destruir seus pilares.

Mas, apesar de tudo o que enfrentamos, nosso olhar não pode ficar refém dos dias que vivemos. É preciso enxergar mais adiante. Do encontro com a verdade nascerá um novo Brasil. Confiante, fortalecido na sua esperança como povo e nação.

Um país com credibilidade, capaz de retomar o crescimento e recuperar o respeito da nossa gente e do mundo. É nessa direção que precisamos caminhar.


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Aécio: "Responsabilidade não se adia. A vida não espera"


A vida não espera, por Aécio Neves
Coluna Folha de São Paulo

A juventude brasileira termina o ano assustada. Poucas vezes o país viveu uma derrocada tão brutal como a atual, atingindo em cheio os planos das novas gerações.

Enquanto as questões políticas mobilizam a opinião pública, os jovens que chegam ao mercado de trabalho estão encontrando as portas fechadas. Só nos últimos 12 meses, mais de 1 milhão de brasileiros perderam seus empregos. Grande parte dos novos desempregados tem até 24 anos de idade.

Com o PIB deste ano em queda livre, economistas já preveem recessão até 2017, o que significa para milhões de brasileiros o caos num futuro próximo.

Não bastasse isso, a tragédia ambiental que se abateu sobre Mariana e se estendeu pelo Rio Doce até o oceano deixou um rastro de destruição que contamina o presente e o futuro. Em seu lugar surgiu uma paisagem devastada. Quantas gerações serão necessárias para nos recuperarmos desse desastre ambiental?

Parte inestimável da nossa flora e fauna morreu, e, com ela, o território de trabalho e emprego que abastecia centenas de municípios. Os expulsos de suas terras certamente seguirão a sina de engrossar o contingente urbano saturado de infortúnios. E em especial os jovens.

Nas cidades, são também eles os principais alvos da violência. Entre os 55 mil assassinados por ano no Brasil, são os jovens as vítimas preferenciais. São vidas e dores invisíveis escondidas pela frieza das estatísticas.

Uma juventude anônima que se esgota antes da hora. Este é o Brasil da ausência do Estado, onde as prioridades do governo não dialogam com a realidade.

Este mesmo Brasil está hoje diante de uma outra tragédia que comove e revolta. Milhares de novas gestantes vivem sob o signo do medo, em função da epidemia do zika –o vírus causador de microcefalia nos bebês. O mosquito transmissor é responsável pela maior epidemia de dengue de nossa história. Já são mais de 1,5 milhão de casos notificados, 811 pessoas morreram neste ano.

Na falta de saneamento e na negligência com a saúde pública, prolifera não apenas o mosquito que mata, mas, igualmente, a nossa vergonha. Os meninos e meninas que já nascem com má-formação do cérebro serão para sempre o retrato cruel de nossa incompetência em lidar com prioridades e emergências.

E neste cipoal de notícias ruins, temos como pano de fundo uma grave crise de governabilidade, fruto dos erros e omissões de um modelo de gestão que vive seus estertores. Mais cedo ou mais tarde, dentro dos trâmites constitucionais e democráticos, esta crise será resolvida.

Até lá, há um país que não pode permanecer paralisado, esperando indefinidamente por soluções e perspectivas. Responsabilidade não se adia. A realidade não espera. A vida não espera

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Aécio Neves : "Felizmente a sociedade avança pela força e mobilização das mulheres"






A defesa dos direitos das mulheres mobilizou o país nas últimas semanas. A grave crise econômica e política perdeu espaço para discussões imperativas e para campanhas que denunciam o assédio e condenam machistas, racistas e retrocessos que envergonham a sociedade.

Embora estejam cada vez mais integradas ao mercado de trabalho e ao comando de instituições, as mulheres que devem ser centro das políticas públicas ainda são as principais vítimas de preconceitos, discriminadas até mesmo na remuneração inferior a dos homens. Estão sub-representadas na política e na sociedade, o que precisa ser superado.

Neste momento de defesa e valorização das mulheres, e em meio a uma grave crise social da qual elas são grandes vítimas, é oportuno resgatarmos o legado da professora e antropóloga Ruth Cardoso.

Ela personificou um tipo de ação fundamental no país em que vivemos. Buscava o fortalecimento da iniciativa e da responsabilidade individual e coletiva. Contribuiu para a defesa das minorias e o fortalecimento dos movimentos sociais.

Com o Comunidade Solidária, ouviu a sociedade, os mais pobres. Defendia a autonomia, não a dependência. A superação, não a administração diária da pobreza. Por isso, priorizava a educação, a capacitação e a participação social.

Com uma equipe comprometida, Ruth Cardoso trabalhou movida pela convicção de que os pobres têm o direito fundamental de fazer a travessia a uma inclusão social verdadeira e permanente. Sustentável.

Acima de tudo foi uma entusiasta da parceria entre sociedade e Estado. Suas ideias nunca foram tão atuais em um tempo em que o estatismo social do PT submete as políticas sociais à perversidade da lógica e do calendário políticos.

Essencial na consolidação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, criado em 1985, com seu humanismo, ela estaria hoje condenando com veemência as tentativas de coerção, abuso e violência contra cada brasileira.

Felizmente a sociedade avança pela força e mobilização das mulheres. Assistimos ao Outubro Rosa deste ano se espalhar com delicadeza e firmeza por todo país. A defesa de direitos que antes se traduzia em manifestações segmentadas, hoje une profissionais de todas as áreas e estratos sociais, mães, estudantes, negras, idosas e vítimas generalizadas de preconceitos ainda enraizados em nossa cultura.

Os desafios são enormes, mas os movimentos das últimas semanas em defesa da dignidade nos mostram que as vozes a favor dos direitos das mulheres não devem ter gênero. Precisam ser de toda a sociedade.

É importante estar e lutar ao lado delas. Sem a força, inteligência e sensibilidade femininas não há mundo que resista. Nem que valha a pena.
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"Crise social, por Aécio Neves"






- Artigo publicado pelo portal PSDB Nacional: “Crise social, por Aécio Neves”, em que destaca o último artigo do senador, Aécio Neves para a Folha de S. Paulo. Comentando a difícil situação econômica e social do país, o presidente do PSDB argumentou a falta de sensibilidade do governo, que em momento de reajuste fiscal vira as costas para a população e planeja reduzir os benefícios sociais. Tudo isso atrelado ao mal momento da economia, que encolhe e que não apresenta novas oportunidades de emprego, puxa para baixo as famílias que nos últimos anos conquistaram pequenas vitórias no estabelecimento de uma vida melhor: “Basta ver as imensas diferenças entre números do mesmo governo sobre o que seriam os avanços na realidade social do país. O que temos hoje de fato é que, nos últimos meses, mais de 1 milhão de famílias voltaram para as classes D e E. A miséria voltou a aumentar, segundo fontes oficiais como o Ipea, num retrocesso real na condição de vida de crianças, jovens, mães e pais que sonharam com outro futuro. Este triste quadro evidencia os limites das políticas sociais que se restringem à transferência de renda sem levar em conta as privações enfrentadas pelas famílias. Bastou a torneira das receitas começar a secar para os mais pobres se verem onde sempre estiveram: em péssimas condições e sem perspectivas verdadeiras de melhoria de vida.”
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Aécio cobra mais agilidade do Congresso







Aécio Neves cobra agilidade do Congresso na votação do projeto que torna obrigatório repasse dos recursos da segurança pública

Aécio Neves é autor do projeto de lei 698, que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário.

O senador Aécio Neves cobrou hoje (14/10) do Congresso Nacional maior agilidade na aprovação do projeto de lei que torna obrigatória a transferência de recursos do governo federal para os estados na área de segurança pública. Em reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), esta manhã, Aécio disse que os estados e municípios têm tido seus recursos de segurança bloqueados pelo governo federal ao longo dos últimos dez anos, impedindo os investimentos necessários à proteção da população e na ampliação e melhoria do sistema prisional.

Aécio Neves é autor do projeto de lei 698, que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário, tornando o repasse obrigatório aos estados e municípios, como já ocorre na área da educação.

"A proibição do contingenciamento dos recursos de segurança pública - com a sua transferência por duodécimos para os estados federados e através de critérios de índice de violência e população - é algo maduro nesta Casa. Está pronto para ser colocado em votação. O tema de educação e o tema de segurança pública são aqueles mais urgentes a serem deliberados por essa Casa", disse o senador.

Aécio Neves acrescentou que, ano passado, o Fundo Nacional de Segurança, aprovado pelo Congresso, não teve sequer 30% do seu volume aprovado executado. O Fundo Penitenciário não teve executado sequer 10%.

"Quando não há prioridade do governo para a questão da segurança pública, cabe ao Congresso Nacional garantir que essa prioridade seja efetivada em lei, com a proibição do contingenciamento desses recursos", destacou Aécio Neves.


http://www.onortao.com.br/noticias/aecio-neves-cobra-agilidade-do-congresso-na-votacao-do-projeto-que-torna-obrigatorio-repasse-dos-recursos-da-seguranca-publica,53761.php
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Aécio fala de um país sem rumo




Sem rumo

Por Aécio Neves/Folha de São Paulo

Se questionados, provavelmente 9 em cada 10 brasileiros achariam o atual governo um dos mais fracos e ineptos de toda a história do país. O décimo teria certeza.

Contrariando a máxima de que toda unanimidade é burra, vai se consolidando no país a convicção de que vivemos um período de desgoverno sem paralelo, agravado pela reiterada incapacidade de quem o comanda de se colocar à altura da complexidade da crise. Crise, aliás, urdida e fomentada nas hostes do partido governista, sob as bênçãos de suas maiores lideranças.

O que mais assusta é a ausência de perspectivas. Não há uma agenda visível e factível para o país.

Para onde vamos, afinal? O que estamos assistindo, entre assustados e indignados, é a erosão crescente do nosso futuro. O presente, por sua vez, é uma incógnita que se sustenta na falta de uma coordenação efetiva. Este é um governo que reage apenas a espasmos, quando se sente acuado.

Foi preciso perder a nota de crédito de uma agência de risco para anunciar o esforço necessário para apresentar um Orçamento que não fosse deficitário. O pacote improvisado está longe de reduzir o ônus do Estado obeso e ineficaz que a nação é obrigada a carregar e impõe sacrifícios a quem já paga uma das taxas de tributação mais altas do planeta.

O receituário de plantão é um só: aumentar a arrecadação com mais impostos. Já pressionado pela conjugação de inflação e recessão, o brasileiro se vê forçado a pagar ainda mais ao Estado. A verdade é que parece que a presidente não quer mudar nada. Ao que tudo indica, ela nunca achou que estivesse errada. Para que tenha êxito, qualquer programa de ajuste depende da confiança em quem o conduz.

Mas como confiar em quem usou e abusou da mentira, omitindo do país uma realidade que já se anunciava extremamente grave, apenas para vencer as eleições? Como confiar em um governo que diz uma coisa hoje e amanhã age de forma contrária?

Os movimentos erráticos proliferam em todas as direções, desnorteando empresários, investidores e cidadãos. Os ministros da área econômica divergem sem constrangimento, as bases de sustentação da atual administração clamam contra as medidas e o próprio Planalto dá sinais ambíguos sobre as políticas e medidas que defende em público.

Nas relações conflituosas com o Poder Legislativo e no desrespeito com as forças legítimas da oposição, o governo tem sido pródigo em contrariar todos os fundamentos da boa política.

O que mais falta acontecer?

P.S.: Em meio a todo o debate sobre a grave crise econômica, chama a atenção o ensurdecedor silêncio do ex-ministro Guido Mantega. Nem uma palavra em defesa da obra que conduziu sob as bênçãos dos presidentes Lula e Dilma.
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Aécio desmascara Dilma e lamenta o marketing de "Pátria Educadora"


Educadora?

Por Aécio Neves / Folha de São Paulo

São muitos os problemas da educação brasileira. Falta de planejamento, inadequação da grade curricular, pouca valorização dos professores, investimento baixo em pesquisa e outros desafios se acumulam há anos, sem solução.

Essa precariedade generalizada é fruto da mesma fonte: a incapacidade do país de tratar a educação como política de Estado prioritária.

Nada mais falacioso do que o slogan "Pátria Educadora", anunciado com júbilo pela presidente Dilma como âncora de seu segundo mandato, e solenemente ignorado em sua gestão. Programas como Fies, Pronatec e Ciência sem Fronteiras sofreram uma degola radical. O Ministério da Educação foi dos mais atingidos no arrocho fiscal em curso.

É nesse contexto de fragilidade que o país assiste, com assombro, ao desmonte das universidades públicas brasileiras. Trata-se de uma das piores crises vividas pelo setor em toda a sua história.

Neste ano, a verba repassada para as universidades federais foi reduzida em 30%, provocando adiamento de obras, paralisação de cursos e atraso no pagamento de bolsas.

Grandes universidades como a UFMG, UFRJ ou a UNB, entre outras, enfrentam graves dificuldades. Milhares de alunos são prejudicados, mas não apenas eles. O colapso do sistema universitário atinge também o cidadão ao afetar o atendimento em hospitais universitários, os serviços de atenção jurídica e uma série de programas voltados para a sociedade.

É também muito grave a situação de órgãos capazes de impactar a modernização de nossa economia. Instituições de importância estratégica como o CNPq e a Capes nunca estiveram tão abandonadas.

Denúncias revelam que a Capes cortou 75% da verba de custeio para apoio à pós-graduação. É como desligar a tomada que nos dá acesso a setores de ponta do conhecimento. Menos pesquisa, menos inovação, menor competitividade.

A educação deficiente está na raiz de nossa baixa produtividade. Não há como competir no mercado global a bordo dos nossos indicadores.

O momento exige responsabilidade e compromisso. Não há milagre capaz de reverter a presente situação. Bons resultados na Educação não surgem da noite para o dia, dependem de políticas públicas consistentes e de longo prazo.

Mas é possível, em curto prazo, fazer mais do que promover cortes orçamentários destinados a encobrir rombos fiscais provenientes de má gestão.

Ao escolher um slogan que contraria na realidade, o governo dá mais uma demonstração da opção pelo marketing.

Ao golpear a universidade brasileira, a "Pátria Educadora" atinge o sonho de milhares de jovens que enxergam na formação superior uma fonte de qualificação e de ascensão social. Não é justo que façamos isso com aqueles que irão responder pelo futuro do país.
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Aécio : "Balanço da Petrobras atesta má gestão e corrupção"




Balanço da Petrobras é novo episódio de “má gestão e corrupção”, diz Aécio

Estadão Conteúdo

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou nesta quinta-feira (23) nota em que diz que os dados divulgados pelo balanço da Petrobras mostram "mais um capítulo de um filme de má gestão e corrupção" e que, ao contrário do que defendem governistas, "não há nada para comemorar". O tucano afirmou que, em pouco mais de uma década, o governo do PT conseguiu "manchar anos de eficiência da estatal", que há poucos anos era a maior da América Latina e uma das empresas mais eficientes do mundo no seu setor.

"Não há nada para comemorar em relação aos dados publicados hoje. A empresa registrou um prejuízo de R$ 21,58 bilhões, em 2014, ante um lucro de R$ 23,4 bilhões, em 2013, e teve um crescimento de sua divida de mais de 30%, terminando o ano de 2014 com um endividamento total de R$ 351 bilhões. Essa dívida elevada é incompatível com o plano de investimento da companhia, o que significa que para cumprir parte do seu plano de investimento a empresa terá que vender ativos", afirmou.

O tucano afirmou que as perdas de R$ 6,194 bilhões relacionadas à corrupção, que constaram no balanço, podem ser ainda maiores. Ele ressaltou que a apuração dos escândalos de corrupção envolvendo a estatal e seus fornecedores ainda está em andamento pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal.

Para Aécio, a reavaliação de ativos (o impairment), que totalizou R$ 44 bilhões, é um valor elevado e evidencia o que considera como "indiscutível da falta de planejamento decorrente da má gestão e uso político da Petrobras pelo governo do PT".

O presidente do PSDB citou o fato que em 2010 o governo petista alterou o marco regulatório de exploração do setor ao instituir o regime de partilha e a criação da Pré-Sal Petróleo S.A. Segundo ele, ao invés do fortalecimento da Petrobras, o resultado foi uma maior intervenção do governo no setor, na administração da empresa, no controle dos preços dos combustíveis e a exigência onerosa de a Petrobras ser operadora única do pré-sal com participação mínima de 30% na exploração e produção do pré-sal.

O tucano disse ainda que, mesmo com a capitalização da estatal, cinco anos atrás, de R$ 120 bilhões, "a maior capitalização já realizada no mundo", a empresa hoje está com um endividamento excessivo, com problema de geração de caixa para financiar o seu plano de investimento e pagar a sua dívida, e teve que reconhecer no balanço de 2014 divulgado nesta quarta-feira, dia 22 de abril de 2015, uma perda de mais de R$ 50 bilhões decorrente dos escândalos de corrupção e reavaliação de ativos.

"A forma de recuperar a capacidade de investimento da Petrobras e da sua rede de fornecedores no Brasil já é conhecida. O governo deve, entre outras ações, eliminar a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora única do pré-sal, voltar a usar o regime de concessão da Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo), profissionalizar a gestão da Petrobras e o Conselho de Administração da companhia com profissionais respeitados e de ilibada reputação", enumerou o tucano.

Aécio disse que é preciso "salvar" a Petrobras do seu uso político em mais de uma década de governos do PT. "Se o governo deixar a empresa trabalhar, ela voltará novamente a ser uma das maiores empresas do mundo e a maior da América Latina para o benefício de todos os brasileiros", concluiu a nota.
O Tempo

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Aécio lembra que também os "Correios" foram ocupados pelo PT




E os Correios?

Dias atrás, a Justiça atendeu ao pedido da Associação dos Profissionais dos Correios e suspendeu o pagamento das contribuições extras de participantes do fundo de pensão Postalis como forma de equacionar o enorme rombo existente, resultado da negligência e da crônica má gestão.

Revisito a matéria porque, com todas as atenções voltadas para os graves desdobramentos do escândalo da Petrobras, outras situações não menos graves vão se diluindo sem conseguir mobilizar o país.

É exatamente o que acontece com a crise dos Correios, outra empresa que se transmudou em uma espécie de resumo das mazelas que ocorrem no país: corrupção, compadrio, ineficiência e uso vergonhoso do Estado em favor de um partido político.

Nos últimos anos, os Correios, assim como outras empresas públicas e seus fundos de pensão, foram ocupados pelo PT. Na campanha eleitoral do ano passado, a estatal foi instrumento de graves irregularidades.

A propaganda da candidata oficial à época foi distribuída sem o devido e necessário controle. A consequência foi que milhões de peças podem ter sido encaminhadas sem o pagamento correspondente. Recentemente, o TCU concluiu que a empresa agiu de forma irregular. Até aqui, pelo que se sabe, ficou por isso mesmo.

Mas não foi só isso. Além de fazer o que não podiam, os Correios não fizeram sua obrigação: deixaram de entregar correspondências eleitorais pagas pelos partidos de oposição. Ação na Justiça denuncia que correspondências de partidos com críticas ao PT simplesmente nunca chegaram aos seus destinatários.

Some-se a isso o escândalo do vídeo gravado durante uma reunião, no qual um deputado petista cumprimenta funcionários da empresa e, sem nenhum pudor, reconhece o uso político dos Correios. Diz ele: "Se hoje nós estamos com 40% [de votos] em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios".

Denúncias como essas foram feitas por funcionários da estatal indignados não só com o prejuízo financeiro, mas com o comprometimento da imagem de uma empresa que até pouco tempo atrás tinha a confiança de todos os brasileiros. A conta é alta: o rombo do Postalis pode ser de R$ 5,6 bilhões.

O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados, de uma forma ou de outra, pela doença do aparelhamento e da má gestão, com prejuízos incalculáveis aos trabalhadores e ao país.

O Brasil aguarda e exige que investigações rigorosas alcancem também as autênticas caixas-pretas em que esses fundos se transformaram e que resumem o que há de pior na vida pública brasileira. É hora de cobrar responsabilidades e transparência.
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Silêncio, artigo de Aécio Neves no jornal Folha de São Paulo



Na última semana estive em Lima, no Peru, honrado pelo convite de Mario Vargas Llosa –Prêmio Nobel de literatura e presidente da Fundação Internacional para a Liberdade– para discutir a realidade latino-americana.

No amplo debate sobre os desafios da região, onde temas como corrupção e intolerância política ocuparam muitas das conversas paralelas, uma questão se impôs. A preocupação dos participantes com os rumos de governos que limitam as liberdades de opinião e de imprensa e que usam a violência contra opositores e contra manifestações legítimas da população, como ocorre, em especial, na Venezuela.

Foi importante ouvir os relatos das esposas dos líderes oposicionistas venezuelanos sobre a violação de direitos humanos pelo governo daquele país. Mitzy Ledezma, mulher do prefeito de Caracas, Antônio Ledezma, preso em fevereiro, e Lílian López, mulher do ativista Leopoldo López, preso há mais de um ano, deram um tom de emoção e de urgência ao encontro em busca por solidariedade dos democratas de outros países.

Anoto aqui a dura cobrança feita por Mario Vargas Llosa pelo engajamento dos governos dos países latino-americanos em defesa da democracia na região e da liberdade dos ativistas presos. Como bem disse Lílian, trata-se de uma luta moral por direitos que estão sendo violados constantemente. Nesse campo temos cometido uma grave omissão, tomados por um silêncio obsequioso e uma estranha solidariedade política.

No que diz respeito ao Brasil é preciso reconhecer que continua inexistindo uma política externa eficiente do ponto de vista comercial e corajosa no campo político, capaz de fazer valer nossas posições. A natural liderança do nosso país no continente se apequenou. A defesa de valores humanitários universais cedeu lugar à conveniência de aliados alinhados ideologicamente.

É sempre danoso quando governos priorizam o discurso, a propaganda e projetos de poder. Quem paga a fatura é a população. Em especial, os mais pobres, aqueles em cujo nome alguns governos dizem agir para tentarem se colocar acima do bem e do mal.

O seminário em Lima teve o sentido político de revelar que, diante da cúmplice inércia desses governos, lideranças de diversos países estão se mobilizando em defesa das liberdades e dos valores democráticos. Esse, inclusive, é o significado do convite feito pelo ex-primeiro ministro espanhol Felipe González e aceito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para participar da banca de defesa de Leopoldo López.

Gestos como esses simbolizam a nossa intocada crença na liberdade, na democracia e na Justiça. Que buscamos para nós e desejamos para todos os povos.

Aécio Neves
 
Folha de São Paulo
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Aécio : " Ontem, um dia do qual devemos nos orgulhar"



"Ruas


Existem momentos na vida de um país em que a alma da nação parece se inquietar e transbordar, criando identidades que nos ajudam a lembrar que somos não um conjunto de indivíduos mergulhados em problemas e desafios pessoais, mas um povo que tem muito em comum.

O dia de ontem foi um momento assim. Em que a individualidade cedeu lugar à coletividade. Um dia do qual devemos nos orgulhar.

Curiosamente, há exatos 30 anos, o Brasil vivia um outro momento de forte identidade coletiva. Em outro 15 de março deveria ter ocorrido a posse do primeiro presidente civil e de oposição depois de 20 anos de ditadura. O calvário pessoal de Tancredo, paradoxalmente, ajudou na constituição e fortalecimento de laços coletivos.

Naquela época, pouco antes da morte do presidente, circulava no país uma anedota que dizia que uma enfermeira se encontrava no quarto com Tancredo quando ele começou a ouvir o barulho da multidão que se aglomerava na porta do hospital, em orações e homenagens. Que barulho é esse? perguntou ele. É o povo, presidente, o povo está todo aí embaixo, respondeu ela. E o que o povo está fazendo aqui? Ele veio se despedir, presidente. Ué, e o povo tá indo pra onde minha filha?, perguntou o presidente.

A delicadeza dessa cena fictícia, mas que combina bem com o espírito de Tancredo, me vem à memória de tempos em tempos. Não podemos nunca perder de vista que, em meio ao legítimo sentimento de indignação e revolta, existe um tipo de agressividade e de radicalização do ambiente político que interessa apenas àqueles a quem faltam argumentos, aos responsáveis pelo descalabro do país.

A estratégia do PT tem sido clara. Para esconder a verdadeira dimensão da insatisfação popular, tentam transformar todos os críticos do governo em defensores de um golpe ou do impeachment da presidente. Querem convencer o Brasil de que as manifestações populares, espontâneas, nascidas no coração de milhões de brasileiros, são, na verdade, ações ardilosas preparadas por partidos políticos. Não são. Fazem isso para não enfrentarem a realidade de que o governo deve satisfação a milhões de brasileiros. Fazem isso para tentar interditar o debate sobre temas que não interessam ao partido.

As ruas estão ocupadas por diferentes reivindicações e pela indignação com a corrupção, mas também contra a hipocrisia do discurso de parte das lideranças do país, que, por conveniência, e contraditoriamente, hoje repudiam posições que ontem defendiam.
As manifestações desse domingo, que superaram todas as previsões, não dizem respeito ao passado nem ao resultado das eleições. Dizem respeito ao futuro. E, por isso, preocupam tanto o governo"


Coluna Aécio Neves ? Folha de São Paulo
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Advogado de Youssef confirma que ele nunca falou de Aécio Neves, e que nem conhece ele.





Advogado de Youssef sai em defesa de Aécio

'Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio.
brasil247.com 05 Março de 2015 - 07:29




Uma mensagem encaminhada pelo advogado Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, descarta a especulação sobre suspeita de envolvimento do presidente do PSDB, Aécio Neves, no esquema de corrupção montado na Petrobras.

O pedido de investigação contra o senador mineiro foi arquivado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Leia a mensagem de Figueiro Basto:

“Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio. Quando questionado sobre fatos envolvendo o ex-deputado federal José Janene, Youssef esclareceu que nunca esteve com o senador Aécio Neves ou com sua irmã, e que somente "ouviu dizer", que Aécio teria "negócios" ou influências em Furnas, sem contudo indicar um fato concreto que justificasse tal suspeita.

Na condição de advogados inclusive alertamos ao MPF que ele Youssef somente esclareceria fatos que pudesse comprovar e que tivesse efetiva participação e não faria qualquer colaboração por "ouvir dizer", posicionamento vencido frente a firme posição do MPF.

Portanto, não existe qualquer fato concreto ou prova que vincule o Senador Aécio Neves com meu cliente.


Figueiredo
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Aécio afirmou que investirá em metrô de superfície nas grandes cidades


Em agenda eleitoral no Rio, Aécio fez a travessia entre a capital fluminense e o município de Niterói em um catamarã. (Foto: Janaína Carvalho/G1)




No Rio, Aécio promete investir em metrô de superfície e VLTs se for eleito
Candidato tucano também voltou a falar que revisará o fator previdenciário.
Aécio afirmou a jornalistas que programa de governo 'não é escrito a lápis'.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira (23), durante ato político no Rio de Janeiro, que, se vencer a eleição de outubro, fará investimentos em mobilidade urbana priorizando o metrô de superfície, veículos leves sobre trilhos (VLTs) e o marco regulatório do setor ferroviário.

Aécio ressaltou as parcerias com o setor privado como prioridade de seu eventual governo e garantiu que, em um possível mandato, licitará as obras da linha 3 do metrô, que ligará as cidades fluminenses de Niterói e Itaboraí. Ele também criticou o modelo de transporte público adotado atualmente no Brasil.

"O nosso governo é o único que tem um compromisso de fazer um grande mutirão de mobilidade no Brasil, com regras claras, que atraem o capital privado para investirmos principalmente nas grandes e médias cidades, priorizando o metro de superfície e VLTs", afirmou o candidato tucano.

O presidenciável do PSDB aproveitou sua agenda eleitoral no Rio para fazer a travessia entre a capital fluminense e o município de Niterói a bordo de um catamarã. Ele embarcou por volta das 10h30 pela roleta.

Aécio Neves fez a travessia marítima do Rio para
Niterói em um catamarã batizado de "Neves V".
(Foto: Janaína Carvalho/G1)

A viagem durou cerca de 20 minutos. Durante o percurso, Aécio só levantou uma vez para ver a paisagem da Baía de Guanabara pela janela. Em seguida, voltou para o seu assento, ao lado de cabos eleitorais e candidatos a deputado federal e estadual pelo Rio de Janeiro.

Ao desembarcar do catamarã, Aécio Neves foi alertado de que o nome da embarcação é "Neves V". Ele, então, sorriu e fez pose para foto embaixo da inscrição.

Fator previdenciário
Nesta terça, Aécio voltou a afirmar que pretende buscar alternativa ao fator previdenciário. Na semana passada, o presidenciável chegou a afirmar que sua equipe econômica já estuda uma solução "responsável" para substituir o mecanismo criado durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para inibir as aposentadorias precoces.

O fator previdenciário desestimula a aposentadoria por tempo de contribuição antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens – quando mais cedo a pessoa decidir se aposentar, menor será o valor do benefício.

"Nós vamos substituí-lo [o fator previdenciário] por outro sistema que não puna os aposentados, numa discussão franca, olho no olho com as centrais sindicais. Esse é o meu compromisso, que parte do reconhecimento de que o fator previdenciário pune os aposentados. Nós vamos discutir alternativas, inclusive algumas que estão em tramitação no Congresso Nacional, para que possa ser substituído por uma outra alternativa que não puna os aposentados como o fator pune hoje", disse.

Após concluir a agenda em Niterói, Aécio divulgou nota oficial para ressaltar que seu compromisso com a Força Sindical, assumido por escrito, é de encontrar uma alternativa ao fator previdenciário. "Vou discutir com as centrais sindicais, os trabalhadores e aposentados os caminhos para que o impacto do fator previdenciário possa ser reduzido. Iremos substituir o fator por outro modelo que penalize menos a renda dos aposentados brasileiros e, ao mesmo tempo, respeite a responsabilidade fiscal, escreveu no comunicado.
saiba mais


Questionado por jornalistas sobre o fato de ainda não ter divulgado seu programa de governo – faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições –, Aécio voltou a ironizar o conjunto de propostas da adversária do PSB, Marina Silva. Segundo ele, o programa de governo dele é "escrito a caneta, e não a lápis".

Facebook
À tarde, o candidato tucano respondeu a perguntas de eleitores pelo Facebook. Aécio falou sobre suas propostas para as áreas de segurança pública, educação e saúde, repetiu a promessa de que irá manter o Bolsa Família, o Mais Médicos e o Ciência Sem Fronteiras e a de que pretende reduzir o número atual de ministérios (39) à metade.

Indagado sobre quais “medidas impopulares” tomará caso seja eleito, Aécio aproveitou para atacar a gestão da presidente Dilma Rousseff, sua adversária na disputa, e respondeu que “as medidas impopulares, o atual governo já tomou”.

E continuou: “Inflação estourando a meta, crescimento muito baixo e denúncias de corrupção que não terminam. O nosso governo terá uma política fiscal transparente, resgate das agências reguladoras, previsibilidade na política macroeconômica e, sobretudo, ética na gestão dos recursos públicos”.

Aécio comentou ainda sobre o escândalo de corrupção que atinge a Petrobras e prometeu “retirar” a estatal da política.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/eleicoes/2014/noticia/2014/09/no-rio-aecio-promete-investir-em-metro-de-superficie-e-vlts-se-eleito.html
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Dilma escapa ! .Sobrou para o 2° escalão pagar pelo prejuízo da Petrobrás



Sobrou para o 2º escalão

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/07/24/interna_politica,122756/sobrou-para-o-2-escalao.shtml

TCU isenta Dilma e integrantes do Conselho de Administração da estatal de responsabilidade na compra de refinaria nos EUA. Ex-presidente e ex-diretores estão com bens bloqueados


André Shalders

Brasília – O Tribunal de Contas da União decidiu ontem atribuir ao segundo escalão da Petrobras os prejuízos causados pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), entre 2006 e 2012. Para os ministros, a empresa brasileira sofreu um prejuízo de US$ 792,3 milhões durante a operação de compra das instalações da multinacional Astra Oil. De forma unânime, o TCU aprovou o voto do relator, José Jorge, que isentou de responsabilidade o Conselho de Administração da empresa. Na época, o colegiado era chefiado pela atual presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT).



O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa e outros dirigentes da empresa terão os bens bloqueados. A estimativa do próprio relator José Jorge é de que a Tomada de Contas Especial aberta para dar continuidade às investigações esteja concluída em cerca de 90 dias.



A decisão e o rol de responsáveis pelo prejuízo podem mudar ao longo da investigação. Durante a votação, o ministro André Luís de Carvalho antecipou que votará pela inclusão de Dilma entre os responsáveis. “Eu sou pela inclusão do Conselho de Administração. É competência desse conselho eleger os diretores e fiscalizar a atuação deles. Então, se eventualmente o conselho não teve acesso a uma dada informação, isso permite que se exclua a responsabilidade criminal, mas não a civil”, disse. Cabe ao conselho também definir as estratégias e diretrizes da empresa.



Além de Gabrielli, Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, o TCU também está acusando dirigentes que permanecem na empresa, como o diretor Almir Barbassa. Eles terão prazo de 15 dias para se pronunciar e apresentar novas evidências ao Tribunal de Contas da União. Apenas o ministro Benjamin Zymler discordou da estimativa de prejuízos apresentada. Ele chegou a pedir vista do processo, mas recuou em seguida.



Durante o voto, que durou quase duas horas, o relator José Jorge atribuiu a maior parte do prejuízo na compra de Pasadena ao fato de a Diretoria Executiva ter feito a oferta de compra com base em um Estudo de Viabilidade (EVTE) da Petrobras, que teria superestimado o preço da refinaria. Enquanto a avaliação de uma empresa do ramo contratada pela Petrobras trabalhava com o valor de US$ 186 milhões, o estudo da estatal avaliou a planta em US$ 745 milhões, já levando em conta os possíveis rendimentos de Pasadena após reformas e ampliações, a serem bancadas pela estatal.



À época, o EVTE foi avalisado pelo ex-diretor Nestor Cerveró. “O estudo produzido pela Petrobras não merece ser considerado apenas falho ou inconsistente. (...) (ele) foi elaborado com a clara intenção de majorar a estimativa de preços da Refinaria”, diz um trecho do voto. “Desde os primeiros momentos da operação de compra e venda da Refinaria, parece-me claro, compradora e vendedora atuaram alinhadas buscando objetivo comum”, escreveu o relator, apontando indícios de conluio na operação.



Críticas A oposição avaliou que o resultado já era esperado. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou, em clima de disputa eleitoral, que, no Brasil, a prática é transferir responsabilidades para os coadjuvantes e poupar os verdadeiros culpados. “Isso vem na esteira do que se estabeleceu nos últimos anos no Brasil. Os ilícitos existem, mas os responsáveis são ocultos. Na melhor das hipóteses, se responsabiliza os coadjuvantes”, alertou. O senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, avaliou que não tinha como a presidente Dilma Rousseff ser responsabilizada. “Não havia qualquer indício de cometimento de qualquer irregularidade por parte dela”, afirmou. Mesmo assim, o político pernambucano voltou a criticar o ministro do TCU e relator do processo, José Jorge. “Há um debate sobre a melhor maneira de conduzir um processo. Em oposição ao primeiro relatório produzido pelos auditores do TCU, ele procura macular o negócio que foi feito em relação à aquisição da refinaria de Pasadena e tenta responsabilizar a diretoria da Petrobras”, ressaltou. (Com João Valadares)



Investigação arquivada

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, determinou o arquivamento da investigação sobre supostas irregularidades na aprovação da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, em 2006, por parte do Conselho de Administração da Petrobras e da presidente Dilma Rousseff, que presidia o colegiado à época. A representação é de março e de autoria dos senadores Randolfe Rodrigues (Psol-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF), Ana Amélia (PP-RS), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Taques (PDT-MT), Pedro Simon (PMDB-RS), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e do deputado federal Ivan Valente (Psol-SP). De acordo com o parecer de Janot, “ainda que se esteja diante de uma avença mal-sucedida e que importou, aparentemente, em prejuízos à companhia, não é possível imputar o cometimento de delito de nenhuma espécie aos membros do Conselho de Administração”.
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Aécio escreve sobre um Brasil, que fica entre a ficção e a realidade



Fonte: Folha de S.Paulo online

Link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2014/05/1449399-ficcao-e-realidade.shtml

Ficção e realidade – Aécio Neves


O governo se torna cada vez mais refém da ficção que vem sendo criada pelos seus marqueteiros. Com dificuldades de enfrentar o debate da –e na– realidade, inventa dados e tenta transformar seus adversários no que gostaria que eles fossem.

Pressionado pela queda nas pesquisas, o petismo recorre ao terrorismo em escala, tentando demonizar as oposições para confundir e dividir o país –reeditando o conhecido "nós e eles".

O "nós" são os "patriotas" do governo e os que se servem de fatias da administração federal como contrapartida ao alinhamento e ao silêncio obsequioso. Ou, pior, os que se prestam à posição vergonhosa de atacar quem cobra transparência e exige a apuração sobre a corrupção endêmica que atinge o país.

O "eles" são as oposições e os brasileiros que, nesta versão maniqueísta, ao combater e criticar os malfeitos do governismo, trabalham contra o Brasil. Simples assim.

Esta é a estratégia que restou, desde que o PT perdeu discursos e abandonou as suas bandeiras históricas.

Primeiro foi o do pretenso monopólio da ética, destruído pelos maiores escândalos da história da República, em 12 anos de governo. Depois, o conceito de um governo que só governa para os pobres. Será?

Enquanto a inflação corrói o salário do trabalhador e o reajuste do Bolsa Família repõe apenas metade da inflação dos últimos três anos, as "elites" tão demonizadas pelo PT não têm do que reclamar.

As instituições financeiras amealham lucros recordes, grandes empresários, selecionados a dedo pelos mandatários da Corte, recebem empréstimos bilionários a juros camaradas.

Quem mais reclama –e tem motivos de sobra para isso– são os mais pobres. Afinal, são eles que penam, horas a fio, todos os dias, no trânsito, porque as obras de mobilidade urbana prometidas simplesmente não aconteceram.

Que vão ao hospital público e não conseguem ser dignamente atendidos, porque milhares de leitos foram fechados pela irresponsabilidade oficial.

São os mais pobres que precisam das creches prometidas e não construídas.

É a classe média que não tem como blindar os carros e tem medo de andar na rua, porque o governo acha que segurança pública não é assunto do qual deva se ocupar, terceirizando responsabilidades a Estados endividados e prefeituras beirando à insolvência.

A verdade é que, por mais que o governo tente fugir da realidade, ela se impõe todos os dias. Denúncias sobre as falcatruas na Petrobras não param de surgir e a imprensa já lança luz naquele que parece ser o grande temor do governo: os negócios realizados nos fundos de pensão das estatais, que têm tudo para desafiar a paciência do mais crédulo dos brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras.
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"Aécio é quem inspira mais confiança" dizem eleitores em pesquisa




Eleições 2014: Aécio é o que inspira mais confiança


Datafolha: eleitores do senador Aécio Neves têm entre 45 e 49 anos e renda de mais de 3 salários mínimos.

Eleições 2014

‘Ele tem postura que inspira mais confiança’

Aos 32 anos, o funcionário público Júlio Rocha quer ver mudanças na condução do país. No leque de nomes que podem disputar o Palácio do Planalto em outubro, acredita que Aécio Neves (PSDB) é quem mais se aproxima das ideias que considera fundamentais: a defesa de um Estado mínimo e pouco intervencionista.

Nascido em Brasília, o técnico em Sistemas da Informação e em Contabilidade aposta seu futuro na carreira jurídica. Iniciou o curso de Direito neste ano, depois de ter sido nomeado, em novembro de 2013, para seu primeiro emprego público. Hoje trabalha na área técnica da assessoria de comunicação de um órgão federal. Espera se tornar procurador.

Júlio mora sozinho em Vicente Pires, uma das regiões administrativas de classe média baixa do Distrito Federal, a 13 km de Brasília.

A família é petista, mas ele afirma que suas referências culturais e políticas o levaram a se distanciar da opção dos parentes.

“Acredito que o Aécio tem uma postura que inspira mais confiança. Eu acho que tanto a postura dele quanto a carreira que ele tem são um diferencial em relação aos presidenciáveis anteriores do PSDB“, afirma.

Com uma rotina apertada, sai de casa por volta das 6h e segue para a faculdade. De lá, encara sete horas de trabalho. Mesmo assim, consegue se divertir. “Gosto de sair para comer. Acho Brasília um excelente polo gastronômico, apesar de ser caro.”

PERFIL DO ELEITOR DE AÉCIO*

Sexo Homem

Idade 45 a 59 anos

Renda Mais de 3 SM

Região Sudeste

Ensino Superior

Cidade Mais de 500 mil

* Características que mais destoam da média ** Não é possível identificar tendência nessa categoria

Fonte: Datafolha /19 e 20.fev / 2.614 entrevistas em 161 municípios / Margem de erro: 2 pts
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Aécio : " Momento do país começar novo ciclo"



Um dia após o anúncio do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) de que não deve disputar internamente a candidatura tucana ao Palácio do Planalto, o senador mineiro e provável candidato pelo partido a presidente Aécio Neves foi à tribuna do auditório Nereu Ramos, nesta terça-feira (17), na Câmara dos Deputados, para lançar uma série de propostas da sigla com vistas ao pleito do próximo ano.

“É um conjunto de ideias colhidas a partir de debates e conversas em todo o País. Propostas do Brasil real, que se contrapõem ao Brasil virtual da propaganda oficial”, disse o tucano.

O senador mineiro, que incorpora cada vez mais o papel de candidato, disse que é momento de “o País começar um novo ciclo”. Além disso, Aécio elogiou a postura de Serra, que, na última segunda-feira (16), usou uma rede social para deixar claro que o candidato do partido ao Planalto é Aécio. “Não deixo de reconhecer que é um gesto importante na direção da unidade partidária, um gesto que chamaria de desprendimento do ex-governador”, disse.

No entanto, Aécio desconversou sobre o conselho de Serra e de outras lideranças tucanas de que é preciso lançar logo a candidatura presidencial. Ele afirmou que não é momento para isso. “Se eu for candidato, serei candidato fruto do desejo de um conjunto de forças do partido, não de um desejo pessoal meu”, completou. As informações são do Correio Braziliense.
Folha de São Paulo




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Aécio e Campos reafirmam alianças locais


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) jantaram no domingo e reafirmaram a disposição de dividir palanques em vários Estados para acumular forças contra a presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Os dois oposicionistas tentam construir com as alianças locais uma parceria que garanta o apoio de um ao outro contra a petista no segundo turno da eleição presidencial, se um dos dois chegar lá. O encontro de domingo foi o primeiro entre eles desde o anúncio da aliança de Campos com a ex-senadora Marina Silva, em outubro. Aécio e Campos jantaram no restaurante Gero, zona sul do Rio.
(...)
Folha de São Paulo
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Aécio analisa a dura realidade da educação no Brasil

Fonte:  Folha de S.Paulo - 25/11/2013 - Coluna de Aécio Neves

Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/140590-jovem-ate-quando.shtml

Jovem! Até quando?
Aécio Neves

O maior desejo do jovem brasileiro não é ser rico ou famoso, mas ter acesso a um direito básico: educação de qualidade. Esta revelação está na pesquisa realizada pelo Ipea com jovens de todo o Brasil, divulgada neste ano. Infelizmente, não há sinal de que o clamor da juventude tenha sido ouvido. Quando se trata de preparar o jovem para o futuro, o desempenho do país é pífio.

Precisamos estimular a permanência do jovem na escola. O ensino médio, ponto nevrálgico na vida de milhões de brasileiros, deve ser reorganizado, com novos planos de formação, currículos e conteúdos. Mais do que nunca é necessário trazer a educação para o século 21, investindo em tecnologia, qualificação de professores e processos pedagógicos atraentes.

Apesar de não ter suas consequências resumidas a este aspecto, a escolaridade deficiente é um dos entraves à inserção do jovem no mercado de trabalho. Em períodos de economia aquecida, candidatos preparados conseguem as melhores vagas. Nos momentos de crise, os grupos mais vulneráveis são exatamente os que têm menos tempo de sala de aula. O jovem negro é o retrato desta vulnerabilidade. Na escada para o emprego, os brancos escolarizados sobem antes.

Não há uma medida única capaz de solucionar os desafios da educação no Brasil, mas especialistas concordam que um dos maiores gargalos está no ensino médio.

Pesquisa da Fundação Seade de São Paulo traça um retrato dramático: "A proporção dos jovens de 15 a 17 anos cursando o ensino médio é inferior a 51% (2011); entre 1999 e 2011, mais que dobrou a proporção dos que abandonaram a escola no ensino médio (de 7,4% para 16,2%); a proporção dos que nem trabalham, nem estudam atinge 24% dos jovens com 18 anos de idade e 25% daqueles com 20 anos; 58,3% dos que não estudam e não trabalham estão entre as famílias com renda familiar inferior a dois salários mínimos; os indicadores de desempenho escolar praticamente não se alteraram na comparação entre 1999 e 2011, apesar dos esforços realizados pelo setor público nesse campo".

Além do entrave do acesso ao mercado de trabalho, persiste o desafio da violência. Entre os 50 mil indivíduos assassinados por ano no Brasil, as vítimas preferenciais são jovens, em sua maioria homens pardos, com 4 a 7 anos de estudo. Esta realidade precisa ser enfrentada com urgência, coragem e ousadia.

A proteção de nossos jovens deve ser uma causa que reúna, de forma solidária, esforços de diferentes níveis de governo. E a eles devemos somar partidos políticos, famílias, comunidades e escolas. Até 2023 o país terá uma população jovem, entre 15 e 29 anos, de 50 milhões. Que presente e que futuro reservamos a eles?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. 
http://dropsmisto.blogspot.com
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