DROPS MISTO

Twitter, Facebook, Instagram, Tik Tok, Youtube, são os nomes quentes de hoje. Mas ao buscar um nome para o meu Blog lembrei-me que quando criança gostava de DROPS MISTO. Aquele que tinha vários sabores, várias cores. Talvez um conjunto de sabores me diz melhor sobre a diversidade da vida. Sou cineasta porque o cinema trabalha com muitas formas de expressão artística. Essa diversificação de interesses será o tema de nosso Blog onde conto com vocês para um animado debate de temas atuais.

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Aécio fala das perdas da Petrobrás, vítima da gestão irresponsável do PT



Aécio Neves
Folha de São Paulo

Descendo a ladeira

O mercado do petróleo está passando por um momento de colapso nos preços. Os cerca de US$ 150/barril cotados em meados de 2008 estão cada vez mais próximos dos US$ 20/barril.

E como está a Petrobras neste cenário? Muito mal.

Vítima de uma gestão temerária e irresponsável, a companhia entra no ciclo de baixa bem pior do que outras petrolíferas. Enquanto as ações da Petrobras, entre dezembro e janeiro, caíram 31,6%%, as da Shell e da Exxon caíram 19,5% e 6,1%. Entre 2010 e 2016, durante o governo da presidente Dilma, a queda livre das ações da Petrobras foi de 82%.

A perda de valor não se explica somente pela redução dos preços internacionais. A esta altura, fica difícil separar o que foi incompetência e corrupção do populismo com o manejo dos preços da gasolina e do diesel para fins eleitorais. A política de usar a empresa como se fosse um cheque especial fez com que ela tenha que enfrentar este momento difícil com uma dívida superior a R$ 500 bilhões, a maior entre todas as petroleiras do mundo.

Tudo isso está levando a Petrobras a tomar decisões amargas, antes sempre negadas pelo governo.

A primeira é o corte nos investimentos, como o que veio logo após as eleições, em fevereiro de 2015, de 40%. Depois 20%, no biênio 2015/ 2016. E, agora, uma redução dos investimentos no Plano de Negócios 2015-2019 de mais 24%, gerando uma drástica revisão das metas para 2020.

A segunda decisão é a venda de ativos.

Seria cômico, se não fosse trágico, constatar que o governo que sempre acusou de forma oportunista seus adversários de quererem privatizar a empresa promove agora a maior venda de ativos da história da Petrobras. E o faz, sem visão estratégica, única e exclusivamente para fazer caixa e diminuir seu endividamento, negociando o patrimônio da companhia na bacia das almas.

Acrescente-se a tudo isso a produção futura do pré-sal também comprometida, não só pelo viés de baixa dos preços, mas pela total deterioração financeira da companhia.

Quando o barril estava acima dos US$ 100, por motivos políticos e ideológicos, o governo cometeu um crime contra gerações futuras de brasileiros ao deixar de realizar leilões e instituir o modelo de partilha.
E ainda amargaremos, por um bom tempo, os preços da gasolina e do diesel na bomba bem superiores aos do mercado internacional. Hoje, o triplo do mercado americano.

O caminho para recuperação da Petrobras e seu papel no desenvolvimento nacional não é simples, mas possível. Um bom começo é a discussão no Congresso da proposta do senador José Serra, que propõe mudanças importantes no modelo da partilha, acabando com obrigatoriedades que hoje engessam o bom funcionamento da empresa.
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O PT destruiu a Petrobrás



A nova queda sofrida ontem pela Petrobras é carregada de simbolismo. A empresa passou a valer no mercado o mesmo que valia no ano em que o PT ascendeu ao poder. Fica evidenciada, de uma vez por todas, a associação direta entre a gestão ruinosa adotada pelo partido – tanto na estatal quanto no país como um todo – e a destruição de valor.


Em termos nominais, os papéis da Petrobras caíram ontem ao menor nível desde novembro de 2003, o primeiro ano de Lula como presidente da República e de Dilma Rousseff como presidente do conselho de administração da companhia. Descontada a inflação, as ações passaram a valer tanto quanto valiam no fim do século passado. É o custo de 13 anos de desmanche.

Em apenas duas semanas, a Petrobras derreteu 27%. Um dos fatores é a baixa voraz das cotações mundiais de petróleo, acentuada pela volta do Irã, sétimo maior produtor global, ao mercado. Mas a situação da companhia brasileira é ímpar e o valor da estatal tem caído muito mais que o de suas congêneres internacionais. A petroleira brasileira está mais cara, além de representar risco muito maior, agravado pela má gestão e pela corrupção que o PT nela inoculou.

As ações da estatal valem hoje 14% do que chegaram a valer em 2008, na auge da euforia e do ufanismo petista em torno das “maravilhas” do pré-sal e de mentiras vendidas pela cara propaganda oficial, como a da autossuficiência na produção de petróleo e derivados. Ou seja, oito anos atrás a Petrobras valia sete vezes mais do que vale hoje.

É comum dizer que a antes maior empresa do Brasil chegou ao fundo do poço. Não mais. Ninguém mais sabe quando a desintegração da Petrobras terá fim; com o PT, ninguém é capaz de dizer que pelo menos terá algum fim. Com as quedas recentes, a Petrobras deixou de figurar entre as 500 maiores companhias do mundo.

A empresa não consegue cumprir seu papel essencial: produzir mais, com eficiência, e gerar lucro para seus acionistas e benefícios para a sociedade brasileira. A produção cresce pouco, as metas nunca são alcançadas – a estimativa para o fim desta década caiu 33% recentemente. Sua dívida é explosiva, tornando-a a maior devedora do mundo: R$ 507 bilhões.

Superendividada, mal gerida e tomada de assalto por um grupo político, no ano passado a Petrobras foi rebaixada por todas as agências de classificação de riscos e seus papéis desceram à categoria de lixo especulativo. Com isso, as portas do mercado de crédito foram fechadas à empresa, dificultando ainda mais sua gestão e diminuindo as possibilidades de recuperação. O poço não tem fim.

Os petistas vivem dizendo que seus adversários adoram depreciar o patrimônio público para entregá-lo de mão beijada a investidores privados. Mas quem dilapidou não só a Petrobras mas também outras estatais, como a Eletrobrás, foram os governos do PT, que agora avaliam vender maciçamente ativos quando os preços estão lá em baixo e ninguém está disposto a correr riscos no mercado de petróleo.

Na bacia das almas entram ativos como a Transpetro, a Braskem, a BR Distribuidora, refinarias adquiridas desastradamente, como Pasadena (EUA) e Okinawa (Japão), e até as outrora sagradas reservas do pré-sal.

Sem alternativas, a estatal pode se ver socorrida pelo Tesouro, seu principal acionista, para não quebrar de vez. Isso significa que toda a sociedade brasileira pode ser chamada a pagar a conta da destruição da Petrobras pelo PT. De quebra, um possível aporte agravará ainda mais a situação da já explosiva dívida pública.

Para se recuperar, a estatal precisa, primeiro, extirpar o cancro da corrupção que o PT incrustou nela. Em segundo lugar, tornar a ser uma empresa profissionalizada, voltada a produzir benefícios para toda a sociedade brasileira, na forma de lucros.

E, não menos importante, necessita se livrar dos abacaxis que as gestões Lula e Dilma lhes impuseram, como negócios ruinosos destinados apenas a gerar dinheiro para alimentar o PT e seus aliados.

É preciso, também, acabar com o sobrepeso decorrente das regras do regime de partilha e da política de conteúdo local – que ontem começou a ser desmontada como parte das tentativas desesperadas do governo para dar algum alento à indústria de petróleo no país.

Sem isso, riquezas que poderiam estar sendo exploradas, gerando benefícios para a sociedade, tornaram-se berço esplêndido sob o qual o país repousa, paradão, destruído pelo PT.I
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Bumlai, amigo de Lula revela: "A estrutura da Petrobrás era do PT"




'A estrutura da Petrobras era do PT', diz José Carlos Bumlai
Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Julia Affonso /

Entre tantas revelações que fez durante seu interrogatório na Polícia Federal na segunda-feira, 14, uma em especial do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, chamou a atenção dos investigadores. Ele afirmou que "a estrutura da Petrobras era do Partido dos Trabalhadores".

O delegado Filipe Hille Pace, da PF, insistiu para que Bumlai explicasse melhor sua afirmação. Ele disse. "Sabia que o partido indicava grande parte dos nomes para ocupação de cargos essenciais."

A Operação Lava Jato, até aqui, trabalhava com informações de que a influência do PT na Petrobras teria ficado restrita à Diretoria de Serviços - com a nomeação do engenheiro Renato Duque, suposta indicação do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), ambos capturados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Outras unidades estratégicas da estatal, durante o reinado da corrupção e dos desvios (2004/2014), foram administradas por outras agremiações políticas - PP dominou a Diretoria de Abastecimento e o PMDB controlou a Internacional, aponta a Lava Jato.

A Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada em 24 de novembro e colocou na cadeia o amigo de Lula. Amigo de churrascos e boa prosa durante longos anos.

Num primeiro depoimento, na sexta-feira, 11, José Carlos Bumlai negou tudo. Disse que os R$ 12 milhões que tomou emprestado no Banco Schahin, em outubro de 2004, cobriram dívidas suas. Negou taxativamente que o dinheiro tivesse sido repassado para o PT.

Na segunda-feira, 14, mudou a versão. Abriu o jogo. Disse que o real destinatário dos R$ 12 milhões era mesmo o PT. Incluiu em seu relato o poder do PT na Petrobras entregue ao esquema de cartel e propinas. Acrescentou que "sabia que havia indicação por parte de outros partidos da base governista."
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/a-estrutura-da-petrobras-era-do-pt-diz-jose-carlos-bumlai-1.367185
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Aécio quer saber se Petrobrás mentiu para investidores nos EUA



O p



Aécio: oposição quer saber se Petrobras mentiu para investidores nos Estados Unidos
4 de agosto de 2015

residente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira (4) que a oposição vai solicitar acesso às informações prestadas pela defesa da Petrobras na ação coletiva movida por investidores estrangeiros contra a empresa na Corte de Nova York (EUA).

De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, o juiz distrital do tribunal federal de Manhatan, Jed Rakoff, relatou que a empresa sustentou em sua defesa que os comunicados enviados ao mercado eram “mera publicidade”.

A ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos busca reaver os prejuízos causados a eles pela corrupção e pela ingerência política na empresa.


“Houve uma cobrança por parte do juiz em relação aos comunicados que a Petrobras ao longo do tempo vinha fazendo sobre boas práticas de governança, sobre padrões de ética inquestionáveis, sobre a condução dos seus negócios com transparência e integridade, essas são algumas das informações que a Petrobras lançou ao mercado norte-americano. E a defesa da Petrobras, qual foi? O advogado da Petrobras, em nome da nossa maior empresa, disse que essas informações eram apenas peças de propaganda. Isso é absolutamente grave”, criticou o senador Aécio Neves.

De acordo com o presidente do PSDB, o pedido de acesso às informações será feito pelo vice-presidente da CPI da Petrobras, deputado Antônio Imbassahy.

“Se isso efetivamente se confirma, é a constatação de que este governo, não satisfeito em mentir reiteradamente para os brasileiros, passa a mentir também para os estrangeiros, para aqueles que investem no país. E um governo que age desta forma, cada vez se distancia mais do resgate da sua própria credibilidade”, avaliou.
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Aécio : "Balanço da Petrobras atesta má gestão e corrupção"




Balanço da Petrobras é novo episódio de “má gestão e corrupção”, diz Aécio

Estadão Conteúdo

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou nesta quinta-feira (23) nota em que diz que os dados divulgados pelo balanço da Petrobras mostram "mais um capítulo de um filme de má gestão e corrupção" e que, ao contrário do que defendem governistas, "não há nada para comemorar". O tucano afirmou que, em pouco mais de uma década, o governo do PT conseguiu "manchar anos de eficiência da estatal", que há poucos anos era a maior da América Latina e uma das empresas mais eficientes do mundo no seu setor.

"Não há nada para comemorar em relação aos dados publicados hoje. A empresa registrou um prejuízo de R$ 21,58 bilhões, em 2014, ante um lucro de R$ 23,4 bilhões, em 2013, e teve um crescimento de sua divida de mais de 30%, terminando o ano de 2014 com um endividamento total de R$ 351 bilhões. Essa dívida elevada é incompatível com o plano de investimento da companhia, o que significa que para cumprir parte do seu plano de investimento a empresa terá que vender ativos", afirmou.

O tucano afirmou que as perdas de R$ 6,194 bilhões relacionadas à corrupção, que constaram no balanço, podem ser ainda maiores. Ele ressaltou que a apuração dos escândalos de corrupção envolvendo a estatal e seus fornecedores ainda está em andamento pela Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal.

Para Aécio, a reavaliação de ativos (o impairment), que totalizou R$ 44 bilhões, é um valor elevado e evidencia o que considera como "indiscutível da falta de planejamento decorrente da má gestão e uso político da Petrobras pelo governo do PT".

O presidente do PSDB citou o fato que em 2010 o governo petista alterou o marco regulatório de exploração do setor ao instituir o regime de partilha e a criação da Pré-Sal Petróleo S.A. Segundo ele, ao invés do fortalecimento da Petrobras, o resultado foi uma maior intervenção do governo no setor, na administração da empresa, no controle dos preços dos combustíveis e a exigência onerosa de a Petrobras ser operadora única do pré-sal com participação mínima de 30% na exploração e produção do pré-sal.

O tucano disse ainda que, mesmo com a capitalização da estatal, cinco anos atrás, de R$ 120 bilhões, "a maior capitalização já realizada no mundo", a empresa hoje está com um endividamento excessivo, com problema de geração de caixa para financiar o seu plano de investimento e pagar a sua dívida, e teve que reconhecer no balanço de 2014 divulgado nesta quarta-feira, dia 22 de abril de 2015, uma perda de mais de R$ 50 bilhões decorrente dos escândalos de corrupção e reavaliação de ativos.

"A forma de recuperar a capacidade de investimento da Petrobras e da sua rede de fornecedores no Brasil já é conhecida. O governo deve, entre outras ações, eliminar a obrigatoriedade de a Petrobras ser a operadora única do pré-sal, voltar a usar o regime de concessão da Lei 9.478/1997 (Lei do Petróleo), profissionalizar a gestão da Petrobras e o Conselho de Administração da companhia com profissionais respeitados e de ilibada reputação", enumerou o tucano.

Aécio disse que é preciso "salvar" a Petrobras do seu uso político em mais de uma década de governos do PT. "Se o governo deixar a empresa trabalhar, ela voltará novamente a ser uma das maiores empresas do mundo e a maior da América Latina para o benefício de todos os brasileiros", concluiu a nota.
O Tempo

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Aécio : " Quem vai recuperar a Petrobras será a Justiça e o povo brasileiro"

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Chega a ser patético que a presidente da República, responsável pelas maiores perdas da Petrobras em seus 60 anos, diga que seu governo vai recuperar a empresa. 

A Petrobras será recuperada pela indignação dos brasileiros, que não aceitam o criminoso aparelhamento da empresa, e pelas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. 

A presidente perdeu mais uma oportunidade de pedir desculpas pelo que aconteceu à Petrobras sob seus olhos. - 

Aécio Neves
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Aécio cobra de Levy informações mais precisas.




Levy merece nosso respeito pelo esforço que vem fazendo, diz Aécio

Agência Estado
O senador Aécio Neves usou os cinco minutos em que poderia questionar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para fazer discurso e criticar o governo Dilma Rousseff. O senador começou sua fala, entretanto, elogiando o ministro. "Levy merece nosso respeito pelo esforço que está fazendo", disse.

Parlamentares petistas, por outro lado, não têm poupado Levy. Sobre o governo, Aécio disse que considera o conjunto inicial de medidas enviadas ao Congresso "extremamente rudimentar", porque se concentra principalmente em aumento de tributos. Ele disse ainda que os "desatinos" da presidente Dilma foram os motivos do atual cenário econômico.

Encerrados os cinco minutos de prazo, Aécio fez então perguntas. Uma delas diz respeito a quando o País vai atingir o centro da meta de inflação. Ele também perguntou se Levy cogita usar reservas internacionais para ajudar a Petrobras.
O Estado de Minas
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Aécio : " Rebaixamento da Petrobras é um desastre provocado pela incompetência do governo"




Cunha vê rebaixamento da Petrobras como 'alerta'; Aécio fala em 'desastre'

Presidente da Câmara e senador do PSDB repercutiram decisão da Moody's.
Agência de risco rebaixou notas e Petrobras perde grau de investimento.

Do G1, em Brasília


Um dia após a agência de classificação de risco Moody's rebaixar as notas de crédito da Petrobras, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDb-RJ), classificou nesta quarta-feira (25) a medida como um "alerta". Na visão do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o rebaixamento da estatal do petróleo é "um desastre provocado por incompetência do governo".


Arte problemas na Petrobras_Versão03_02_2015_VA2 (Foto: Arte/G1)


Com a decisão da agência de risco, a Petrobras perdeu grau de investimento – aplicações consideradas seguras para os investidores. A Moody's foi a primeira das três grandes agências de risco a rebaixar a nota de crédito corporativo da Petrobras para grau especulativo. A empresa ainda tem grau de investimento pelas agências Fitch e Standard & Poor's.


Para o presidente da Câmara, a sociedade vai acabar pagando um custo maior pela necessidade que a empresa tem de captar recursos para investimento. O peemedebista disse ainda que está na hora de repensar o "papel" da Petrobras.


Desafeto do Palácio do Planalto, Eduardo Cunha destacou que a perda do grau de investimento se deu por conta do atraso na divulgação do balanço da estatal e pela dificuldade de se quantificar o impacto dos desvios causados por irregularidades. O deputado do PMDB, entretanto, evitou fazer uma ligação entre o rebaixamento da Petrobras e a possibilidade de mudança da nota do Brasil.


Já o senador Aécio Neves, derrotado pela presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, aproveitou o rebaixamento do grau de investimento da Petrobras para criticar a gestão petista. Por meio de nota, o tucano afirmou que a decisão da Moody's ocorreu pelo "excessivo intervencionismo" do Executivo federal e pelo "aparelhamento da empresa".


"O rebaixamento não prejudica apenas a Petrobras, já que o custo de capitalização de todas as empresas brasileiras será mais caro. É uma péssima sinalização. Além disso, se o governo decidir socorrer a Petrobras, ajudando a pagar a dívida da empresa, o ajuste fiscal do país fica ainda mais prejudicado", opinou Aécio.


O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reconheceu que já esperava essa reação do mercado. “Dificilmente, eu esperaria outra avaliação de risco da empresa. Eu já estava esperando”, admitiu. No entanto, Guimarães ressaltou que a mudança no comando da Petrobras aponta para uma recuperação no futuro e afirmou que não vê impacto no reerguimento da empresa.


“O presidente [Aldemir Bendine] mal começou. As primeiras manifestações dele sinalizam um novo caminho de recuperação dos ativos da empresa, de recuperação do valor de mercado da Petrobras. Portanto, isso não vai impactar em nada o trabalho de recuperação da empresa, do prestígio como grande petroleira brasileira”, disse, concordando com Lobão de que se trata apenas de uma “tempestade”. “A Petrobras é forte, é robusta”, acrescentou o líder do governo.


saiba mais

Moody's rebaixa todas as notas e Petrobras perde grau de investimento
Para oposicionistas e aliados, queda na nota da Petrobras era 'esperada'


Candidato a vice na chapa de Aécio Neves na corrida presidencial do ano passado, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse ver com pessimismo a atual conjuntura da principal estatal brasileira.


“É terrível porque isso vai ter consequências não só na Petrobras, mas nas empresas que fornecem para a Petrobras. O setor de petróleo e gás no Brasil é 13% do PIB em uma economia que já está em recessão e agora recebe um golpe muito forte”, declarou.


Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo senador Aécio Neves:


O rebaixamento da Petrobras é um desastre provocado pela incompetência do governo. Uma empresa que até poucos anos era a que mais investia, hoje é a que tem o maior endividamento do mundo. Isso ocorreu pelo excessivo intervencionismo do governo e pelo aparelhamento da empresa, culminando com o maior escândalo de corrupção de nossa história.


O rebaixamento não prejudica apenas a Petrobras, já que o custo de capitalização de todas as empresas brasileiras será mais caro. É uma péssima sinalização. Além disso, se o governo decidir socorrer a Petrobras, ajudando a pagar a dívida da empresa, o ajuste fiscal do país fica ainda mais prejudicado.


Uma empresa com corpo técnico competente, que ainda é a empresa que mais investe em inovação, não merecia uma condução tão desastrosa, o que é exclusiva responsabilidade dos governos do PT.

fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/02/cunha-ve-rebaixamento-da-petrobras-como-alerta-aecio-fala-em-desastre.html
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Aécio : "Dilma demitiu Graça Foster quando ela falou a verdade sobre a Petrobrás"





As denúncias tornadas públicas hoje do depoimento de um ex-dirigente da Petrobras são estarrecedoras. Mais de US$ 200 milhões, segundo ele, foram desviados ao longo dos últimos anos da nossa maior empresa para o Partido dos Trabalhadores.

Durante a campanha eleitoral, eu várias vezes cobrava, inclusive da candidata Dilma Rousseff, uma posição sobre se ela confiava ou não no tesoureiro do seu partido, hoje, denunciado por este dirigente da Petrobras como o receptor de parte deste recurso desviado. Nada como o tempo para trazer luz à verdade.

É absolutamente fundamental que as investigações continuem ocorrendo e os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da nossa história sejam punidos exemplarmente. E nós da oposição estamos e estaremos atentos para que não haja qualquer manobra que desvie o centro desta questão. É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema. É triste para o Brasil. Estamos absolutamente atentos para que no Congresso Nacional, através da CPI na Câmara, possamos avançar nessas investigações.

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Aécio cobra investigação dos beneficiários de R$ 200 Mi desviados da Petrobras para o PT



O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comentou a deflagração da nona fase da operação Lava Jato da Polícia Federal, que levou à intimação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Leia abaixo a fala do senador.

“As denúncias tornadas públicas hoje do depoimento de um ex-dirigente da Petrobras são estarrecedoras. Mais de US$ 200 milhões, segundo ele, foram desviados ao longo dos últimos anos da nossa maior empresa para o Partido dos Trabalhadores. Durante a campanha eleitoral, eu várias vezes cobrava, inclusive da candidata Dilma Rousseff, uma posição sobre se ela confiava ou não no tesoureiro do seu partido, hoje, denunciado por este dirigente da Petrobras como o receptor de parte deste recurso desviado. Nada como o tempo para trazer luz à verdade.

É absolutamente fundamental que as investigações continuem ocorrendo e os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da nossa história sejam punidos exemplarmente. E nós da oposição estamos e estaremos atentos para que não haja qualquer manobra que desvie o centro desta questão. É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema. É triste para o Brasil. Estamos absolutamente atentos para que no Congresso Nacional, através da CPI na Câmara, possamos avançar nessas investigações

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Aécio : "Oposição cobrará demissão da diretoria da Petrobrás"



Oposição cobrará na CPI demissão da diretoria da Petrobras, diz Aécio
Oposicionistas preparam relatório paralelo ao do deputado Marco Maia.
Segundo tucano, documento poderá pedir responsabilização de Dilma.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira (16) que o relatório paralelo que será apresentado pela oposição na CPI mista da Petrobras pedirá a demissão da atual diretoria da empresa. Segundo o parlamentar, é preciso “uma mudança radical” no comando da petroleira.

O

Partidos da oposição preparam um segundo relatório para ser apresentado nesta quarta-feira (17) na CPI mista, uma alternativa ao parecer elaborado pelo relator, deputado Marco Maia (PT-RS). Oposicionistas, segundo Aécio, estão “inconformados” com o documento do petista, que não recomendou indiciamento de nenhum dos envolvidosno suposto esquema de corrupção instalado na Petrobras.

“Nosso relatório vai propor indiciamentos e pedir de forma muito clara que essa direção não tem condições de permanecer”, afirmou Aécio durante entrevista coletiva nesta tarde. Ele não antecipou quais nomes devem ser apontados no relatório, mas disse que vai “corrigir” o parecer de Marco Maia. “O deputado Marco Maia lavou as mãos”, criticou o senador.

O documento da oposição poderá pedir também a responsabilização da presidente Dilma Rousseff, segundo Aécio Neves. O senador, porém, não detalhou de que forma o tema será abordado no relatório.

Aécio Neves disse ainda que é preciso “investigar” a denúncia de que uma ex-gerente da empresa já teria alertado a direção sobre irregularidades em contratos. O senador voltou a dizer que a presidente Graça Foster “mentiu” ao dizer que não tinha conhecimento de suposto esquema de pagamento de propina a funcionários da Petrobras.

“Isso tem que ser investigado. Eu me refiro ainda a outro documento que ela [Graça Foster] recebeu em abril já da empresa holandesa confirmando o pagamento de propina por funcionários da Petrobras. Isso foi perguntado a ela durante o seu depoimento [à CPI mista da Petrobras] e disse que não tinha nenhuma informação nessa condição”, afirmou.
saiba mais


No mês passado, esse assunto foi objeto de uma queixa-crime apresentada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ao Ministério Público Federal. O parlamentar acusa a dirigente de ter prestado falso testemunho durante depoimento à CPI mista da Petrobras, em junho deste ano.

Após a queixa do deputado, a Petrobras informou, em nota, ter tido conhecimento em maio deste ano, pela SBM Offshore, de que o Ministério Público holandês identificou transferência da conta do representante comercial da empresa no Brasil para um empregado ou ex-empregado da Petrobras. Segundo a estatal, no entanto, o assunto só foi divulgado pela petroleira em novembro porque o entendimento, até então, era de que a informação estava sob sigilo.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/12/oposicao-cobrara-na-cpi-demissao-da-diretoria-da-petrobras-diz-aecio.html
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Aécio : "Roubo da Petrobrás alimentava conta oficial do PT"



Roubo da Petrobras alimentava conta oficial do PT, afirma Aécio Neves

"Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, afirmou.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considerou gravíssima a denúncia, feita por um empresário no acordo de delação premiada da operação Lava-Jato da Polícia Federal, de que dinheiro da corrupção na Petrobras abasteceu a conta oficial do PT na campanha de 2010.

Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, em depoimento à Polícia Federal, parte da propina paga ao ex-diretor da

Petrobras Renato Duque foi destinada para doações oficiais feitas ao PT. O empresário afirma que doou R$ 4 milhões ao PT entre 2008 e 2011.

“Essa é a denúncia mais grave que surgiu até aqui. O dirigente de uma das empresas que pagou suborno, segundo ele, ao diretor da Petrobras, recém solto pelo ministro Teori, diz que parte dessa propina foi depositada na campanha do PT em 2010”, disse Aécio Neves em entrevista à imprensa no Congresso Nacional.

De acordo com reportagens publicadas pela imprensa, nesta quarta-feira (03/12), além das doações oficiais, o dinheiro da propina da Petrobras chegava ao PT por meio de parcelas em dinheiro e em contas indicadas no exterior.

Para Aécio, as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras, pagos pelas empresas como propina.

“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”, afirmou.
http://www.onortao.com.br/noticias/roubo-da-petrobras-alimentava-conta-oficial-do-pt-afirma-aecio-neves,30134.php
Autor: Assessoria
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Aécio para Dilma " Somos muito diferentes do PT" Eu não bebo desse cálice do PT"




O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, reagiu nesta sexta-feira à declaração da presidente Dilma Rousseff, que, durante sabatina realizada pelo GLOBO, disse que todos os partidos têm corruptos. O tucano, que cumpriu agenda nesta tarde na capital paulista, disse que o PSDB é diferente do PT e acusou o partido adversário de ser "leniente" com a corrupção na Petrobras.


— Nós somos muito diferentes do PT. Eu não bebo desse cálice do PT. O PT permitiu que a maior empresa pública brasileira fosse instrumento de uma organização criminosa — afirmou o tucano.

Aécio também questionou as declarações de Dilma de que ela desconheceria os feitos na estatal.

— Esse diretor que hoje está preso e começa a denunciar para onde ia esse dinheiro era alguém que convivia com alguma intimidade com o governo, como um todo, e com ela própria (Dilma) quando presidente do conselho (da Administração da estatal).

Em seguida, o tucano afirmou que considera o governo conivente com supostos desvios de recursos da Petrobras.

— Não há como tapar o sol com a peneira.O governo do PT foi absolutamente leniente com todas as estruturas que se montaram dentro do estado brasileiro.

O candidato do PSDB comentou a afirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse nesta quinta-feira, em Manaus, ser "amigo" do tucano.

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— O Lula era um bom reserva da lateral esquerda do meu time quando éramos deputados em Brasília. Depois, quando presidente, tivemos uma relação institucional correta e republicana. Não trato meus adversários como inimigos e fico feliz que o presidente Lula, diferente do que disse em outras ocasiões, vem nessa mesma direção.

Aécio voltou a criticar o tom adotado por Dilma na campanha e disse que a adversária "baixou o nível do debate". Por outro lado, o tucano acusou a candidata Marina Silva (PSB) de "não querer o debate".

— Temos uma candidata que baixou o nível do debate e uma outra que não quer o debate e que se ofende simplesmente com a lembrança de que ela militou por mais de 20 anos no PT.

fonte : http://www.paraiba.com.br/2014/09/13/89063-aecio-neves-para-dilma-eu-nao-bebo-desse-calice-do-pt

180 Graus
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Aécio defende devassa na Petrobrás



Aécio Neves defende devassa na Petrobras


O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB) disse nesta terça-feira que, se eleito, pretende fazer uma devassa na Petrobras para investigar práticas de corrupção na empresa. Ele também acusa o Palácio do Planalto de ter "fraudado a CPI" para que não viessem a público escândalos na estatal. "(Faria uma devassa) sem dúvida, faria uma auditoria direto. E nós não vamos fazer como a presidente Dilma Rousseff que fez que olhou e disse que estava tudo bem. E não será apenas devassa. Vamos devolver a Petrobras para os brasileiros", prometeu.

O tucano, que está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e aposta nos novos escândalos da Petrobras para recuperar espaço político definindo-se como a verdadeira oposição, falou em fraude na CPI. "Agora compreendo porque o Palácio (do Planalto) se envolveu, junto com a direção da Petrobras, para fraudar a CPI. Os funcionários do governo quiseram fazer uma blindagem dos depoentes que foram convocados a depor, fraudando a CPI. Está aí: temiam que esse descontrole da empresa viesse à luz. Será que ninguém sabia?", perguntou o candidato.

E atacou a petista diretamente. "Ela (Dilma) comandou a Petrobras com mão de ferro e fazia questão que todos soubessem, como ministra de Minas e Energia e presidente do conselho. Quando foi para a Casa Civil não transferiu a presidência do conselho para o ministro de Minas e Energia, preferiu ela continuar como presidente do conselho, e depois como presidente da República. Nunca escondeu de ninguém que ela é que mandava."

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/09/09/interna_politica,528371/aecio-neves-defende-devassa-na-petrobras.shtml
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Pimenta da Veiga liga cacifes do PT aos desvios da Petrobrás


Ataque sem trégua em MG

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/09/09/interna_politica,127289/ataque-sem-tregua-em-mg.shtml

Pimenta da Veiga vai ligar caciques do PT às denúncias de desvio de recursos da Petrobras



O candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, afirmou ontem que mostrará aos eleitores mineiros a proximidade de integrantes do PT com políticos denunciados em um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. O tucano afirmou que a recorrência de escândalos de desvios de verbas envolvendo caciques do PT deve ser motivo de reflexão por parte do eleitor na hora de fazer suas escolhas diante da urna. “Vamos agir politicamente, mostrando quais são as companhias do candidato adversário”, disse Pimenta.



O tucano alfinetou Fernando Pimentel (PT), dizendo que o petista tem escondido políticos que participam de sua campanha e até mesmo sua legenda nos comerciais e durante eventos. “Do mesmo modo que nosso adversário, que curiosamente não exibe seu partido e suas companhias, está contestando nossas ações administrativas sem nenhuma base, nós vamos agir politicamente, mostrando quais são essas companhias”, disse Pimenta.



Ele também atacou o governo federal, ressaltando que até a data da eleição mostrará aos mineiros as “omissões em relação a Minas Gerais” e comentará os escândalos ligados ao Palácio do Planalto. “Vamos ajudar o mineiro a refletir sobre os fatos. Sobre o que aconteceu na Petrobras. Não me lembro de ter visto, até hoje, uma corrupção mais escandalosa e mais escabrosa. Envolve, segundo a imprensa, um número próximo a R$10 bilhões para financiar apoio ao PT no Congresso. Não conheço número mais forte do que esse”, disse o tucano, se referindo ao montante investigado pela Polícia Federal na Operação Lava a Jato desviado pelo doleiro Alberto Youssef.



Pela manhã, Pimenta recebeu dos diretores do Hospital Santa Casa uma carta com demandas da instituição, entre elas, o pedido por uma aproximação maior do hospital com o governo estadual. “A prefeitura é a gestora municipal da Santa Casa e tem uma relação mais próxima, mas a ideia é ter uma relação próxima também com o estado”, disse Porfírio Andrade, superintendente-geral do grupo Santa Casa. A carta será entregue a todos os candidatos ao Palácio Tiradentes.



Segundo ele, uma das propostas é buscar apoio junto ao BDMG para custeio e investimentos na instituição. “A Santa Casa não tinha acesso aos bancos de fomento, como BDMG e BNDES, porque não tinha a certidão negativa. Agora, com a adesão ao programa pró-SUS, vamos ter essa certidão e, a partir daí, podemos usar os bancos estatais, que têm melhores taxas. Esperamos que a saúde seja tratada como outros setores da economia, como a agricultura, que tem valores muito bons, com taxas abaixo dos bancos comerciais”, explicou Andrade.



PARCERIA O candidato do PSDB destacou a importância do hospital para o estado e classificou como fundamental a parceria com a instituição. “Discutimos vários pontos, e o que ficou estabelecido é que teremos uma parceria constante com a Santa Casa, que passará por convênios que devemos fazer, dando seguimento aos que já foram firmados. Mas também estabelecer novos pontos de parceria, por exemplo, com financiamento pelo BDMG para investimentos”, disse Pimenta.



Ele cobrou do governo federal maiores investimentos na saúde pública e prometeu concluir obras em hospitais no estado, apontando a importância de centros regionais para atender a população. “Já existem alguns hospitais prontos e vários em construção, alguns em projeto. Nós haveremos de concluir todos eles, equipá-los e colocá-los em funcionamento nas melhores condições. O esforço do estado é muito grande, porque o governo federal não fez um hospital sequer em Minas nos últimos 10 anos. A responsabilidade ficou toda para o governo do estado”, afirmou o tucano. No fim da tarde, Pimenta participou de encontro no Fórum Mineiro de Comitês de Bacias Hidrográficas, onde ouviu propostas de representantes de associações ligadas ao meio ambiente. Na reunião, o candidato afirmou o que pretende valorizar o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e priorizar sempre o diálogo com os grupos ambientais.
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Marcadores: Petrobras, Pimenta da Veiga

Marina fala que PT mantém "quadrilha" na Petrobrás



Marina poupa Dilma, mas fala em quadrilha

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/09/09/interna_politica,127292/marina-poupa-dilma-mas-fala-em-quadrilha.shtml


Marina Silva (PSB), candidata a presidente da República, que fez campanha em São Paulo ontem

São Paulo – A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, acusou ontem o governo do PT de manter “essa quadrilha que está acabando com a Petrobras”, mas evitou responsabilizar pessoalmente a presidente Dilma Rousseff pelo escândalo de corrupção que acometeu a estatal. “Quem manteve toda essa quadrilha que está acabando com a Petrobras é o atual governo que, conivente, deixou que todo esse desmande acontecesse em uma das empresas mais importantes do país”, disse Marina, após visitar uma creche na capital paulista. “A presidente tem responsabilidades políticas. Eu não seria leviana em dizer que ela tem responsabilidade direta”, concluiu.


A candidata do PSB defendeu a investigação do esquema bilionário de desvio de dinheiro na Petrobras doa a quem doer. “Não vou querer ganhar uma eleição a qualquer custo, a qualquer preço.” No sábado, a revista Veja informou que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa citou dezenas de políticos, em regime de delação premiada, que estariam envolvidos no escândalo, entre eles o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, companheiro de chapa de Marina, morto em 13 de agosto em um acidente aéreo em Santos (SP)


Marina não levantou dúvidas sobre a veracidade das denúncias de Costa, mesmo com a referência direta a Eduardo Campos. “É uma delação premiada. Com certeza o Ministério Público não iria premiar aquilo que não tenha base de realidade.”


CRECHES Marina visitou uma creche na região central de São Paulo que tem convênio com a prefeitura da capital, comandada por Fernando Haddad (PT). A candidata disse que aquela era uma boa experiência com exemplos que poderiam ser transformados em políticas públicas. No entanto, afirmou que a visita era técnica e que não significava nenhum alinhamento político. A candidata fez críticas à gestão do governo federal e disse que a presidente Dilma havia prometido 6 mil creches, “mas só entregou 400, e 700 estão em construção”. Questionada sobre quantas creches vai fazer caso seja eleita em outubro, Marina não quis se comprometer e disse que não trabalha com números. “Alcançaremos um número significativo e compatível com nossos quatro anos de governo”, declarou.


Durante a visita, Marina aproveitou para reforçar sua mensagem de não ser contra o pré-sal e dizer que essa será uma fonte importante de recursos para a educação. Também alfinetou o governo em relação às acusações de corrupção na Petrobras. “Queremos o bom uso dos recursos do pré-sal para a educação, e obviamente jamais para a corrupção, para que possa nos ajudar significativamente a aumentar o número de creches em todo o país”, disse. A creche Betty Lafer, na Região Central da capital paulista, atende a 200 crianças carentes em tempo integral, com atividades físicas, culturais, artísticas e fornecimento de seis refeições diárias. Marina foi recebida por crianças que fizeram uma apresentação de coral.


AGRONEGÓCIO A presidenciável do PSB disse não ter recebido qualquer tipo de pressão do agronegócio para fazer alterações em seu programa de governo. “Não houve nenhum tipo de pressão para que se mude isso no programa de governo, até porque não entendo em que isso faria bem ao agronegócio brasileiro”, disse ainda na capital paulista. Segundo reportagem, entidades ligadas ao agronegócio não gostaram da promessa colocada no programa de Marina de rever a política do uso de indicadores de produtividade para facilitar processos de desapropriação de terras destinadas à reforma agrária.


Marina defendeu que a função social da terra está na Constituição brasileira e que a maioria do agronegócio defende melhorar a produtividade. “Todos querem que nossa agricultura possa se dar em bases técnicas”, disse, e reafirmou sua proposta de que a produção brasileira cresça a partir de ganhos de produtividade.
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Marcadores: Marina, Petrobras, PT, quadrilha

CPI da Petrobras: Governo escolhe senadores patrocinados por fornecedores da Petrobras



Fonte: Em.com.br

Data: 16/05/2014 — 09h32
Link: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/05/16/interna_politica,529446/membros-da-cpi-tem-doacoes-de-fornecedores-da-petrobras.shtml

Membros da CPI têm doações de fornecedores da Petrobras


O relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), está entre os que receberam doações

Agência Estado

Brasília - Um terço dos 12 titulares da CPI da Petrobras do Senado indicados até agora recebeu dinheiro de fornecedoras da estatal nas eleições de 2010. O relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), está entre eles. Ele recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa, empreiteira que lidera o consórcio responsável por obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo de suspeitas.

A doação da empreiteira equivale a 20% de tudo o que o petista conseguiu arrecadar para a sua campanha ao Senado quatro anos atrás. Outros três titulares da comissão, instalada nesta semana e controlada pelos aliados da presidente Dilma Rousseff, também receberam de fornecedores da Petrobras.

Até o momento, são conhecidos 12 titulares da CPI no Senado. Ainda falta a indicação de um nome da oposição, que resiste em fazê-lo por defender uma comissão mista, com a presença de deputados na apuração.

Humberto Costa (PT-PE) também recebeu R$ 1 milhão da Camargo Corrêa para sua campanha ao Senado. A construtora OAS doou outros R$ 500 mil à campanha do senador. Juntas, as duas fornecedoras com contratos com a Petrobras respondem por 30% das doações obtidas pelo petista.

A Camargo Corrêa também contribuiu para as campanhas de Ciro Nogueira (PP-PI), com R$ 150 mil, e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), com R$ 500 mil, outros dois membros da CPI. Ciro ainda conseguiu recursos R$ 100 mil da Votorantim Cimentos.

Os fornecedores da Petrobras foram responsáveis por 10% de todas as doações feitas em 2010 à campanha de Grazziotin e 6,25% do arrecadado pelo comitê de Nogueira.

Conforme revelou o Estado em abril, os fornecedores da Petrobras respondem por 30% das doações nos pleitos de 2010 e 2012 aos postulantes à Presidência e ao Congresso Nacional. Isso não implica que a estatal tenha direcionado as doações ou que haja ilegalidade, mas revela o potencial de alcance político e econômico da estatal.

Operação

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, revelou em março deste ano suspeitas sobre as obras em Abreu e Lima tocadas pela Camargo Corrêa. A partir da intermediação do doleiro Alberto Youssef, a empreiteira teria sido favorecida por superfaturamento nas obras. O favorecimento teria ocorrido, segundo a Polícia Federal, com a ajuda do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ele e Youssef estão presos no Paraná.

A Justiça deu na semana passada prazo de 20 dias para que a Petrobras apresente todos os pagamentos feitos entre 2009 e 2013 à Camargo Corrêa, a principal financiadora dos membros da CPI.

A estatal e a empreiteira tiveram o sigilo bancário quebrado pela Justiça Federal do Paraná, que apura se houve desvios de recursos da estatal que eram destinados a obras da Abreu e Lima. A estatal terá de abrir para a PF e para o Ministério Público Federal as transações feitas entre Petrobras, Camargo Corrêa e Sanko Sider.

Nas investigações do Ministério Público e da PF, Costa e Youssef receberam cerca de R$ 7,9 milhões por meio do consórcio da Camargo Corrêa, para a Sanko Sider, que teria feito depósitos em contas para a MO Consultoria, comandada pelo doleiro.

Financiadora da campanha de Humberto Costa, a construtora OAS fechou contrato de R$ 185 milhões com a Petrobras em novembro do ano passado para a construção e montagem de dutos para o emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O contrato vai até agosto do ano que vem. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontou "conduta omissiva" da alta administração da estatal em relação aos atrasos nas obras de tubulação do Comperj, cujo custo total foi estimado, em fevereiro de 2010, em R$ 26,9 bilhões, com expectativa de conclusão em 2021. Só o primeiro trem de refino (o complexo é composto por dois) possui previsão de conclusão em agosto de 2016.

Já a Votorantim Cimentos, doadora da campanha de Ciro Nogueira, foi contratada pela petroleira estatal por um ano para fornecer cimento para poços de petróleo pelo valor de R$ 10,8 milhões. O contrato, que se encerra hoje, ainda teve um aditivo.

Como não concorreu à vaga de senador, o vice-presidente da CPI, Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), não recebeu nenhuma doação dos fornecedores da estatal. No entanto, a petista Marta Suplicy, hoje ministra da Cultura e eleita para o cargo, ganhou R$ 2,5 milhões das construtoras Camargo Corrêa e OAS de um total de R$ 12 milhões de contribuições na campanha de 2010.

Controle

A CPI da Petrobras no Senado foi instalada anteontem (14) e é controlada pela maioria governista. Os aliados de Dilma aprovaram convites para ouvir a atual presidente da estatal, Graça Foster, e o seu antecessor, José Sergio Gabrielli.

Também colocaram no plano de trabalho apurações com potencial para atingir adversários de Dilma na sucessão presidencial. Serão investigados o afundamento da plataforma P-36 no governo Fernando Henrique Cardoso, aliado de Aécio Neves (PSDB), e uma obra de dragagem no Porto de Suape, em Pernambuco, paga pela Petrobras em parceria com o governo estadual - até abril comandado por Eduardo Campos (PSB).

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Marcadores: .Aécio Líder da Oposição, Aécio Neves, CPI, Petrobras

Aécio sobre CPI " Estamos nos preparando para uma guerra, uma guerra que não acaba nunca"



Fonte: Portal G1

Link: http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/05/aecio-diz-que-oposicao-se-prepara-para-guerra-da-cpi-da-petrobras.html

Aécio diz que oposição se prepara para ‘guerra’ da CPI da Petrobras


Pré-candidato do PSDB à Presidência defendeu instalação de CPI mista.

Ele argumentou que inclusão de deputados ajudaria a ampliar a apuração.

Filipe Matoso

Do G1, em Brasília

Um dos principais líderes da oposição, o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (7) que os partidos oposicionistas se preparam para uma "guerra" contra o governo federal na CPI da Petrobras.

Em entrevista a rádios de Alagoas, o presidenciável disse que a grande "disputa" na sessão desta quarta do Congresso Nacional – conjunta da Câmara e do Senado – será tentar assegurar a instalação de uma CPI mista de deputados e senadores para investigar a estatal do petróleo.

"Estamos nos preparando para mais uma guerra da CPI [da Petrobras]. Uma guerra que não acaba nunca", ressaltou durante entrevista à rádio Jovem Pan AM, de Maceió (AL).

Diante de uma série de denúncias recentes contra a Petrobras, a oposição protocolou dois pedidos de CPI no Legislativo: um exclusivo para o Senado e outro para uma comissão mista. A oposição, no entanto, insiste na criação de uma CPI mista, que integre senadores e deputados, mas o PT quer uma CPI exclusiva no Senado.

Segundo o senador do PSDB, a instalação da CPI não se trata de “invenção” dos partidos de oposição. Aécio disse defender uma CPI composta por senadores e deputados porque “ajudaria” que as investigações fossem mais ampliadas.

“Nós vamos insistir para que as investigações no Congresso possam incorporar deputados. Quanto mais amplas as investigações, melhor. Essa vai ser a grande disputa de hoje à noite [garantir a CPI mista]”, destacou o tucano ao ser entrevistado na manhã desta quarta pela rádio Correio AM, de Maceió.

'CPI política’

O pré-candidato do PSDB foi indagado durante as entrevistas sobre se a instalação de uma CPI em ano eleitoral teria “tom político”. Nesta terça (6), durante jantar com jornalistas mulheres, no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff disse não ter dúvida de que a proposta oposicionista tenha componente político.

Aécio, entretanto, alegou que o “discurso” do governo de que a CPI seria política “não cola com a realidade". “Mexeram muito no dinheiro da Petrobras. (...) Esse discurso de que a CPI é política não cola com a realidade. Nós não acordamos num dia querendo a CPI da Petrobras”, enfatizou.
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Aécio Neves : "A gorvernança da Petrobrás está em xeque"




Governança da Petrobras está em ‘xeque’, diz Aécio


Graça Foster disse que a aquisição de Pasadena 'não foi um bom negócio'.

Tucano disse que não foi à audiência porque que debaterá com Dilma.


O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta terça-feira (15) que a presidente da Petrobras, Graça Foster, é "respeitável" mas que a governança da empresa "está em xeque". A executiva, que participou de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, disse aos senadores que a aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas, "não foi um bom negócio".

O líder tucano disse que as explicações de Graça Foster não esvaziam a necessidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a transação, estimada em US$ 1,25 bilhão, valor considerado alto pela própria executiva. A presença da chefe da petroleira, segundo o senador, "estimula" a instalação de uma comissão.

"A presidente da Petrobras é uma mulher respeitável. Não é ela que está em xeque, mas a governança da Petrobras. Há um fato. A governança da Petrobras está em xeque, assim como os fatos pontuais. Ela deixou claro que foi um mau negócio", disse Aécio Neves. "Ninguém questiona a Graça Foster na sua competência, na sua idoneidade. Mas, na governança, é falha, com diretores que tomam decisões com autonomia", concluiu.

Provável candidato à Presidência da República pelo PSDB, Neves não participou da audiência de Foster na comissão, que durou cerca de seis horas. O senador disse que a intenção foi evitar ser acusado de usar o depoimento como "palanque eleitoral" e lembrou que debaterá o assunto com Dilma Rousseff na TV, durante a campanha eleitoral deste ano.

"Eu tive um certo cuidado para não mostrar que esse é um tema eleitoral. Estou me preservando para o grande debate que pretendo ter com a chefe dela. Eu estava muito bem representado lá", afirmou.

Por outro lado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que Graça Foster "convenceu a todos", mas também não descartou a instalação de uma CPI, que está pendente de decisão do Supremo Tribunal Federal, tribunal a que governo e oposição recorreram para garantir a instalação da comissão que os interessa.

"Ela convenceu a todos de que está procedendo uma rigorosa investigação interna, colaborando com a Polícia Federal. A investigação política é adicional [da CPI], extraordinária, é uma decisão política", disse Calheiros.
Expresso MT
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Marcadores: Aécio Neves, Graça Foster, Petrobras

Aécio defendeu CPI da Petrobrás em audiência no STJ com a Ministra Rosa Weber



Fonte: Site do PSDB-MG

Aécio Neves participa de audiência com ministra Rosa Weber

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou argumentos em defesa da criação da CPI da Petrobras durante audiência, nesta terça-feira (15/04), com a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra analisa mandado de segurança protocolado por senadores da oposição na semana passada para garantir a realização das investigações e sinalizou que deve anunciar sua decisão na próxima semana.

Aécio Neves ressaltou a importância das investigações sobre a Petrobras, mas afirmou que a decisão a ser tomada pelo Supremo definirá se o Congresso continuará tendo as CPIs como instrumento de investigação.

“Viemos, pessoalmente, trazer os argumentos que justificaram a oposição buscar uma liminar que garantisse a instalação da CPI da Petrobras. E dissemos aquilo que deveríamos dizer e havíamos dito no próprio plenário do Congresso. O não acatamento, a não obtenção de uma liminar ou de uma decisão do Supremo que garanta a CPI da Petrobras significa que não teremos mais o instrumento da CPI a garantir que as minorias possam investigar denúncias em relação ao governo. Nesse ou em futuros governos. O assunto Petrobras é muito grave, mas o que está sendo decidido pelo Supremo tem uma dimensão muito maior”, disse Aécio Neves, ao lado dos senadores Aloysio Nunes e Agripino Maia, também presentes à audiência.

Aécio Neves afirmou que, ao defender o direito de investigação, a oposição busca o respeito à Constituição, que não permite que o presidente do Senado escolha sobre a criação ou não de uma CPI. A instalação no Senado de uma CPI exclusiva da Petrobras cumpriu todas as condições estabelecidas pela Constituição para abertura de investigação sobre atos do Executivo: número mínimo de assinaturas, prazo fixado e fato determinado, no caso, denúncias que atingem a Petrobras.

“[A ministra] nos ouviu, certamente deve estar ouvindo a outra parte. Preferimos vir um grupo menor para que pudéssemos ter uma conversa mais aprofundada. Mostramos que se trata de um direito líquido e certo da minoria, um direito garantido no regimento e na Constituição que não pode ser violentado por uma ação da maioria. Não cabe ao presidente do Senado fazer juízo de valor, estabelecer o mérito dessa ou daquela [CPI], menos ou mais abrangente. Cabe ao presidente das Casas do Congresso, quando obtidas as assinaturas regimentalmente necessárias para a instalação da CPI, instalá-la O que estamos aqui fazendo é preservando ou buscando preservar um direito das minorias e fazendo respeitar a Constituição e o regimento do Senado”, disse.

Denúncias e manobra

O Palácio do Planalto comandou manobra no Senado para dificultar os trabalhos da CPI aprovada, ao orientar sua base na Casa a incluir diversos outros assuntos para investigação. Uma medida que, na prática, apenas impedirá que as irregularidades ocorridas na Petrobras sejam fiscalizadas pelo Parlamento. Em paralelo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, negou-se a instalar a CPI da Petrobras proposta pela oposição.

Aécio Neves e outros senadores querem investigar o prejuízo de mais de US$ 1,2 bilhão sofrido pelo Petrobras na compra da refinaria de Pasadena (EUA). À época do negócio que causou o maior rombo financeiro da história da empresa, a presidente Dilma Rousseff presidia o conselho de administração da Petrobras e deu seu aval para a compra.

Outras denúncias também atingem a gestão da estatal nos últimos anos, como os US$ 20 bilhões gastos na construção da refinaria Abreu e Lima, após uma previsão inicial de US$ 2 bi; o pagamento de suborno a diretores da estatal para beneficiar a companhia holandesa SBM; e a colocação em alto-mar de plataformas que ofereciam risco aos funcionários da Petrobras.

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