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Aécio : "Sem disfarces, é muito difícil a realidade deixada pelo PT"


Sem disfarces, é muito difícil a realidade deixada pelo PT
Aécio Neves ? coluna Folha de São Paulo

A informação divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), de que o Brasil ficou estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), chamou a atenção. Foi a primeira vez, depois de 11 anos, que deixamos de avançar.

Antes que os opositores do atual governo digam que essa estagnação é culpa do impeachment, vale avisar aos desavisados: o estudo refere-se a 2015.

A PNAD daquele ano já havia mostrado que a pobreza crescera mais de 19%, segundo dados da FGV Social. Com a recessão instaurada, o desemprego e a crise social legados pelo governo petista, é de se esperar que o próximo relatório sobre o IDH brasileiro traga ainda mais notícias ruins.

Os dados divulgados pelo PNUD com base no quinto ano do governo Dilma mostram que o Brasil se mantém na 79ª posição do ranking de IDH. Quando levada em conta a desigualdade, o Brasil é o terceiro país que mais perdeu posições. Dados trágicos e inaceitáveis.

Por ironia, é desse mesmo governo o slogan: "O fim da miséria é apenas o começo". Hoje -e especialmente depois da campanha de 2014- vemos que a eficácia da propaganda petista estava não em comunicar de forma eficiente a realidade, mas em mascará-la.

Vale a pena ver as contradições entre os números de pessoas que teriam deixado a miséria e a pobreza apresentados oficialmente pelo PT e pelas administrações do partido, que evidenciam a falta de consistência das estatísticas então apregoadas.

Foi para impedir manipulações como essa que apresentei no Congresso iniciativa que obriga os governos a identificarem a fonte oficial e o responsável pelas informações divulgadas à população.

O desempenho brasileiro no IDH começou a estagnar em 2014, com a falta de reajustes do Bolsa Família, o desemprego e o descontrole da inflação somados à má qualidade da educação. O modelo petista, que optou em fazer a gestão diária da pobreza durante 13 anos, começou a desmoronar por não ter se preocupado de fato com uma inclusão social sustentável.

O número de pessoas inseridas no Bolsa Família passou a ser apresentado como um fim, ao invés de ser tratado como um primeiro e fundamental passo da travessia para uma verdadeira emancipação social desses brasileiros. Estatísticas alimentavam propagandas que davam a entender que o benefício, por si só, havia resolvido definitivamente o problema de parcela importante da população. Isso nunca foi verdade.

O alerta dessa estagnação deve servir para construir uma agenda social responsável, efetiva e de longo prazo no Brasil.

É hora de agir em respeito a milhões de brasileiros que alimentaram estatísticas e propagandas sem que efetivamente tenham tido a real oportunidade de deixarem de ser pobres.

Aécio Neves 

Operação Acrônimo: PF aumenta o cerco a Fernando Pimentel e aliados


PF deflagra nova fase da operação Acrônimo

Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR


AGÊNCIA ESTADO


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) mais uma fase da operação Acrônimo, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo verbas do BNDES na gestão do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), quando este comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.


Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR em MG. Essa fase também investiga outro esquema paralelo supostamente envolvendo o governador de Minas com a empresa OAS, alvo de busca. Não há prisões. Apenas mandados de condução coercitiva e busca a apreensão.


A MOP Consultoria e Assessoria, um dos alvos da ação da PF, foi aberta em novembro de 2012 pelo atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura, e por Rezende. Eles integravam o primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) e ficaram nos cargos até 2012, já na administração Marcio Lacerda (PSB).


Investigadores da operação Acrônimo suspeitam que o governador seja o dono da consultoria e beneficiário de recursos recebidos por ela. Em 25 de junho do ano passado, numa das fases da Acrônimo, a PF recolheu notas fiscais dos pagamentos à MOP e a outras empresas atribuídas pelos investigadores ao governador. Os documentos estavam numa sala alugada por Pimentel para ser seu escritório político em BH.


No local da apreensão funcionavam outras empresas supostamente de propriedade de Pimentel, como a OPR Consultoria Imobiliária, em nome Otílio Prado, um dos principais assessores do petista.


A MOP é investigada por ligações com Fernando Pimentel. Ela recebeu R$ 635 mil do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra). A entidade representa as viações de ônibus da capital mineira, contratadas na gestão do petista, em 2008, para operar as linhas da cidade por 20 anos, com faturamento previsto de R$ 10 bilhões. Rezende coordenava a licitação. A empresa dele teve ainda mais sete clientes e faturou R$ 1,9 milhão em 21 meses.


A consultoria teve vida curta. Em dezembro de 2014, logo após Pimentel vencer as eleições para o governo de Minas, os dois sócios a fecharam. Ambos trabalharam na campanha e, em seguida, na equipe que cuidou da transição do governo. Rezende era coordenador financeiro e jurídico do comitê.



Outro lado


Procurados pela reportagem de O Tempo, o governo de Minas afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto, por se tratar de algo que o investigado teria feito antes de ser uma figura pública; já o advogado de Rezende, não atendeu as ligações.


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/pf-deflagra-nova-fase-da-opera%C3%A7%C3%A3o-acr%C3%B4nimo-1.1375700

Governo Pimentel: Bené assume ter pago R$ 20 Mi ao governador Fernando Pimentel



São Paulo e Brasília. O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, afirmou em delação premiada que o Grupo Caoa pagou R$ 20 milhões ao governador Fernando Pimentel (PT). Os pagamentos, segundo Bené, ocorreram entre 2013 e 2014, ano em que o petista deixou o Ministério do Desenvolvimento para candidatar-se ao governo.

Dos R$ 20 milhões, afirmou o delator, R$ 7 milhões foram repassados diretamente a Pimentel no exterior. O restante teria sido usado na campanha.

Bené assinou acordo de delação com o Ministério Público Federal. São 20 anexos, cada um correspondendo a uma suposta irregularidade envolvendo não apenas Pimentel, mas outros políticos. Segundo o delator, ele alterava portarias para atender pleitos de segmentos empresariais desde que fizessem doações eleitorais.

Bené afirmou aos investigadores que os R$ 20 milhões foram divididos em duas partes. Os primeiros R$ 10 milhões foram transferidos quando o então ministro promoveu alteração no mix de modelos de veículos autorizados pelo Programa de Importação Inovar Auto a pedido do grupo.
Os outros R$ 10 milhões foram acertados e pagos, de acordo com Bené, por Pimentel ter garantido um benefício no pagamento de Imposto de Importação e de IPI do modelo ix 35 da Hyundai.

O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, rechaçou as acusações. “A defesa de Fernando Pimentel esclarece que o governador não recebeu qualquer tipo de vantagem em qualquer tempo de quem quer que seja. Se existente, é falsa e absurda a acusação de pagamento no exterior”, afirmou.

“Basta um elemento para desacreditar a suposta acusação: é atribuição da Receita Federal do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda, a redução ou não de alíquotas de impostos cobrados em âmbito federal.”, disse.

José Roberto Batochio, que defende a Caoa, disse que o grupo desconhece a existência da delação e declarou: “Isso é um delírio”.




http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/ben%C3%A9-acusa-pimentel-de-receber-r-20-mi-em-propina-1.1306660


Andrade Gutierrez confessa que propina abasteceu campanha de Dilma em 2014


Andrade Gutierrez diz que propina abasteceu campanha de Dilma em 2014, afirma jornal

A empreiteira Andrade Gutierrez teria feito fez doações legais às campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e de seus aliados em 2010 e 2014, utilizando propinas procedentes de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico.

As informações, divulgadas nesta quinta-feira (07) pelo jornal Folha de S.Paulo, são de delação premiada do ex-presidente da construtora Otávio Marques de Azevedo, sendo apresentada pelo empresário em uma planilha à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Conforme a matéria, o ex-presidente e o ex-executivo Flávio Barra esmiuçaram os detalhes do documento em depoimentos ocorridos em fevereiro, enquanto negociavam a delação premiada que aguarda homologação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa seria a primeira vez que um empresário detalha o esquema — apurado pela Operação 'Lava Jato' — de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos legalizadas na forma de doação eleitoral.

Repasse de R$ 20 milhões

De acordo com a apuração da Folha de S.Paulo, em 2014, a Andrade Gutierrez repassou R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Na tabela, que inclui também doações realizadas em 2010 e 2012, cerca de R$ 10 milhões destinados às campanhas da presidente estão vinculados à participação da construtora em contratos de obras públicas.

A matéria pondera ainda que não está claro se o valor endereçado à petista foi entregue ao comitê ou ao Diretório Nacional do PT.

Segundo a delação de Azevedo, a propina que teria servido à campanha tinha origem em contratos da Andrade Gutierrez para as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, da usina nuclear de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte, que estão entre as 10 maiores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A tabela, segundo a Folha de S.Paulo, também relaciona valores para as campanhas de Dilma em 2010 e para o Diretório Nacional do PT nas eleições municipais de 2012. O jornal ainda salienta que não há menção à campanha dos adversários tucanos da presidente.

Resposta

Em contato com o periódico paulista, o comando da campanha de Dilma em 2014 negou, por meio de nota, qualquer irregularidade nas doações feitas à petista.

"Aliás, a empresa fez doações legais e voluntárias para a campanha de 2014 em valores inferiores à quantia doada ao candidato adversário", diz o texto, assinado pelo coordenador jurídico da campanha presidencial, Flávio Caetano.

http://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/andrade-gutierrez-diz-que-propina-abasteceu-campanha-de-dilma-em-2014-afirma-jornal-1.374804

Aécio : "O PT escolheu a Justiça como adversário"



Aécio diz que PT escolheu a Justiça como 'adversário'


Na última quarta, juiz Moro divulgou áudio de ligação entre Lula e Dilma.
Senador criticou atitude do governo após divulgação de grampos telefônicos.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) disse nesta sexta-feira (18) que o PT e o governo escolheram a Justiça como "adversário".

Na última quarta (16), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, retirou o sigilo de telefonemas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceptadas pela Polícia Federal.

Entre essas conversas, estão diálogos do petista com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-chefe da Casa Civil Jaques Wagner, atual chefe de gabinete da presidente. Desde que os diálogos foram divulgados, a presidente tem acusado o juiz de ter violado a lei e dito que tomará as providências legais.

"É muito triste quando um grupo político passa a ter como adversário não seus oponentes do campo político, mas a Justiça. É o que vem acontecendo hoje com o PT. O partido hoje trava um embate com a Justiça e a história universal mostra que o desfecho para esses momentos de tensão e radicalização é sempre em favor dos poderes constituídos, das nossas instituições",disse o tucano.

Nesta quinta, em discurso na Bahia, que durou cerca de meia hora, Dilma criticou diretamente a divulgação dos áudios por ordem de Sérgio Moro.

A uma plateia formada por beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, ela ressaltou que em outros países, como os Estados Unidos, é impensável imaginar um presidente da República como alvo de escutas telefônicas.

"Grampeia o presidente dos Estados Unidos para ver o que acontece com quem grampear. É por isso que vou tomar todas as providências cabíveis neste caso. Não é só por causa da Presidência da República, que é muito importante, é por outro motivo: se eu não tomar providências, se alguém puder me grampear sem a autorização do Supremo Tribunal Federal, o que vai acontecer com o cidadão comum?", afirmou, acrescentando que a Justiça não pode ser "politizada".

Ao ser questionado sobre as declarações da presidente Dilma, o senador Aécio Neves disse: “se um equívoco ocorreu aqui ou acolá, ele deve ser apontado, mas nem de longe levar ao ataque sistemático às nossas instituições ou à Justiça, ao Ministério Público ou à imprensa”.


http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/03/aecio-diz-que-pt-escolheu-justica-como-adversario.html

Aécio pede serenidade mas diz que manisfestantes não se intimidarão com a militância do PT



TÂMARA TEIXEIRA

O senador Aécio Neves (PSDB) disse na tarde desta segunda-feira (7) que o momento atual exige serenidade das lideranças do PT e da oposição. O tucano criticou o fato de alguns militantes que apoiam o governo programarem uma manifestação para o próximo domingo, mesma data quando a oposição convocou para protestos em todo o país contra a presidente Dilma Rousseff. “Não aceitaremos provocação, mas não nos intimidaremos”, disse o mineiro em visita a Belo Horizonte. Ele almoçou com membros de nove partidos aliados para discutir a sucessão da capital mineira, na casa do ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro.

“Não vamos aceitar provocações, acho natural que o PT se manifeste, que eles possam ir para as ruas defender suas bandeiras, mas que façam isso em paz. Esse momento exige responsabilidade. No dia 13 os brasileiros estarão pacificamente indo às ruas dizer o que pensam dessa crise econômica. Tenho certeza que os movimentos que apoiam o PT poderão fazer a mesma coisa num outro momento”, disse. Segundo o senador, marcar atos para o mesmo dia “não é manifestação, é confronto”.

Aécio Neves também rebateu as críticas que o PT e o ex-presidente Lula fizeram sobre a atuação do Judiciário e da Polícia Federal no caso da condução coercitiva do líder petista no último dia 4, em São Paulo. “Devemos alertar os brasileiros sobre a tentativa torpe, vergonhosa de ataque às nossas instituição, de ataque, inclusive, a liberdade de imprensa. O que vai nos permitir sair dessa crise são as nossas instituições fortes, preservadas. Cabe a nós, da oposição, proteger as nossas instituições”.


Questionado sobre o anúncio do ex-presidente Lula de que irá viajar pelo país em sua defesa e do governo depois da condução coercitiva da qual foi alvo, Aécio disse que “não vai entrar em provocação” e que o momento é de serenidade. “É preciso que as lideranças políticas dessa país tenham a compreensão do momento do qual passamos e não invistam no acirramento dos ânimos. Isso não faz bem ao Brasil, não faz bem aos brasileiros. Estamos vivendo a maior crise econômica da nossa história comtemporânea, obra do PT”.

Irritado, o senador respondeu o petista Gilberto Carvalho, amigo de Lula, que declarou, em entrevista ao jornal "Folha S. Paulo" que a Andrade Gutierrez “banca” Aécio Neves. A empreiteira é uma das envolvidas no esquema de corrupção na Lava Jato. “É uma figura de menor estatura não merece sequer a minha resposta. O PT, acuado como está, esse cidadão mesmo, alvo de tantas e graves denúncias passa a atacar os adversários. Eu estou pronto para o ataque e não é de hoje, enfrento o PT há pelo menos duas décadas e sei como eles agem”, disse.

Aécio : "O Brasil chegou ao fundo do poço"






'Governo chegou a fundo do poço', diz Aécio sobre suposta delação de Delcídio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou por meio de publicação das redes sociais sobre o suposto acordo de delação premiada do senado Delcídio do Amaral (PT-MS), que comprometeria o ex-presidente Lula e a presidente Dilma. O acordo foi divulgado pela revista IstoÉ e, apesar de ainda não ter sido confirmado, já agita o mercado financeiro. "São afirmativas extremamente graves que dizem respeito às instituições do País, ultrapassando o debate político entre oposição e governo", disse Áecio.

"Se confirmadas, merecerão por parte dos brasileiros indignação e repúdio e teremos chegado ao fundo do poço", completou o senador.

De acordo com a revista IstoÉ, em delação premiada negociada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, o senador teria descrito a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema de corrupção. De acordo com o senador, Dilma teria usado seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/03/03/governo-chegou-a-fundo-do-poco-diz-aecio-sobre-suposta-delacao-de-delcidio/

Choque entre Dilma e PT mostra fragilidade do governo



Choque' entre Dilma e o PT mostra fragilidade do governo

Bruno Moreno - Hoje em Dia

A saída de José Eduardo Cardozo (PT) do Ministério da Justiça é a mais recente marca do isolamento do governo Dilma Rousseff (PT) em relação ao Partido dos Trabalhadores. Se a presidente já dava sinais de que governa sem considerar os pedidos do partido dela, agora pode se distanciar ainda mais.

Cardozo era o último petista dentre os seus aliados mais próximos. Em função da operação “Lava Jato”, sofreu forte pressão do partido para limitar a atuação da Polícia Federal, mas não atendeu aos pedidos.

Sua saída (veja infográfico e matéria ao lado) e os recentes desentendimentos de Dilma com o PT, assim como os agravantes da crise econômica, trarão uma nova configuração para o cenário político nacional.

O deputado federal Julio Delgado (PSB/MG), oposição a Dilma, avalia que a saída de Cardozo é um sinal do enfraquecimento do PT no governo dela. Mas ele até mesmo acredita que essas movimentações podem ser um sinal de que Dilma quer diminuir a importância do PT no governo federal.

“Emaranhado”

“A Dilma pode até encontrar um ponto de chamar a sociedade para fazer um governo de União nacional, e mudar algumas coisas que ela está segurando por conta deles (PT). Ela pode aproveitar a oportunidade para ter governabilidade, com estabilização econômica, fazer as reformas estruturantes, a da Previdência, o ajuste fiscal, a ponto de sair desse emaranhado”.

Já o deputado Rodrigo de Castro (PSDB/MG) avalia que a liberdade com que os delegados da Polícia Federal atuam na operação “Lava Jato” é um dos principais motivos para o racha entre Dilma e o PT.

“Dilma está com uma agenda desconectada do ideário petista por conta das crises política e econômica que o PT ajudou a criar. Nesse momento, o PT era parceiro. Quando ‘a casa caiu’, o PT não quer mais. É como um noivo que só quer os bons momentos”, avalia.

Nesse cenário, o deputado acredita que será ainda mais difícil a aprovação das medidas do ajuste fiscal, como a reforma da Previdência e a CPMF.

Em relação à troca no comando no Ministério da Justiça, Rodrigo de Castro acredita que a liberdade com que os investigadores trabalham será mantida. “Se até agora não exerceram um controle sobre a Polícia Federal, não será agora que conseguirão colocar essa pressão”, avalia.

Já o deputado federal por São Paulo Paulinho da Força (Solidariedade) avalia que a troca no Ministério da Justiça pode impulsionar o processo de impeachment. “Se Dilma permitir isso (o cerceamento do trabalho da PF na 'Lava Jato'), o impeachment ganha mais força. Não vamos aceitar que um partido político trabalhe para livrar o Lula e a Dilma”, afirmou em nota.

Lealdade

Na opinião do deputado federal Reginaldo Lopes (PT/MG), não há distanciamento entre Dilma e o PT e essa crise entre a presidente e o partido seria alimentada pelo PSDB e pelos oposicionistas do PMDB.

No entanto, ele reconhece que há interesses dissonantes entre eles e, indiretamente, cobra maior participação de ideias petistas no governo Dilma.



Editoria de Arte/Hoje em Dia






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Aécio : "Novo rebaixamento do Brasil é de responsabilidade exclusiva do governo Dilma"



Com o rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Moody's nesta quarta-feira (23), líderes da oposição no Congresso atacaram o governo, a quem culpam pelo resultado.
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O senador Aécio Neves, presidente do PSDB e uma das principais lideranças da oposição, considerou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) de irresponsável na condução da política econômica e afirmou que o atual governo não tem capacidade para fazer as reformas necessárias.

"É o pior sinal possível e, ao contrário do que o PT gosta de afirmar, é de responsabilidade exclusiva do governo brasileiro, dos inúmeros equívocos do governo do PT. A verdade, que esse rebaixamento significa: as empresas com maior dificuldade de rolar suas dívidas, com mais dificuldade, mais desemprego, descontrole da economia cada vez maior".

De acordo com o tucano, o rebaixamento já havia sido alertado diversas vezes, inclusive durante a campanha eleitoral, mas foi ignorado pelo governo.

"A responsabilidade por esse rebaixamento não é de nenhuma crise internacional, até porque ela não existe", disse Aécio.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o deputado Pauderney Avelino (AM), líder do Democratas na Câmara, disse que a decisão da agência de rebaixar a nota de crédito do Brasil reflete a situação calamitosa das contas públicas do país, destroçadas pelos repetidos erros deste governo e pela gastança pré-eleitoral, quando os petistas fizeram de tudo para se perpetuar no poder.

"Infelizmente não só o governo petista perde com o rebaixamento. Quem perde é o país", disse o líder.

TRE-MG reprova as contas de Fernando Pimentel




TRE reprova contas de Fernando Pimentel
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais reprovou as contas do diretório estadual do PT referentes à disputa de 2014. Entre as irregularidades está uma transferência no valor de R$ 11,7 milhões para a campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.

A decisão foi obtida por quatro votos a um. O relator do processo, juiz Wladimir Dias, votou pela aprovação das contas do partido com ressalvas. O primeiro posicionamento contrário foi do juiz Carlos Roberto de Carvalho, seguido por outros três integrantes da corte.


O magistrado afirmou que "após o esforço do setor técnico em regularizar a prestação de contas junto à agremiação partidária do PT/MG e seu Comitê Financeiro Único, foram apresentados documentos e justificativas; entretanto, remanescem falhas graves e insanáveis que, em conjunto, são capazes de comprometer a regularidade, a transparência e a confiabilidade das contas".

A regulamentação da prestação de contas em campanhas eleitorais é feita por resolução do Tribunal Superior Eleitoral. Na demonstração, o partido apresentou despesas de R$ 25.648.100,60, com sobra de R$ 47.599,40, e gastos de R$ 26.741.585,08, com sobra de R$ 531.914,92 do comitê financeiro.

Em 2014, houve disputa eleitoral na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e nos governos estadual e federal.


Por causa das irregularidades, foi determinado que o partido deixará de receber as cotas do Fundo Partidário a que tem direito por seis meses, além de ter que pagar R$ 1.600.492,99 ao Tesouro Nacional por uso de recursos de origem não identificada. O prazo para o pagamento vence na segunda-feira.

No processo, conforme o TRE-MG, entre as irregularidades encontradas estão "a omissão sobre a origem da doação estimada e destinação das despesas realizadas pelo partido, caracterizando recurso de origem não identificada no valor de R$455.291,19; transferências estimadas a outros prestadores de contas sem registro na prestação de contas no importe de R$11.750.899,74, correspondendo a 45,82% do custo total da agremiação; omissão de despesas na prestação de contas, e utilização de recursos sem trânsito na conta bancária, no valor de R$ 608.747,71".


'Insanável'


Conforme as notas técnicas do tribunal, em relação à transferência para a campanha de Dilma Rousseff, o PT estadual anotou o repasse como "agrupamento de lançamento de despesas doadas para a campanha nacional". O envio dos recursos, ainda conforme o tribunal, não foi registrado na prestação de contas, o que foi considerado uma irregularidade "insanável".



Segundo a assessoria do PT, o partido vai recorrer da decisão.



As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadao Conteudo

Justiça impede PT de gastar R$ 3,4 Mi para pintar fachadas de farmácias de Minas de vermelho



Juiz concedeu liminar em ação movida pelos deputados da oposição que denunciou uso indevido dos recursos públicos enquanto falta medicamento nas unidades

Os deputados da oposição conseguiram barrar na Justiça a gastança de R$ 3,4 milhões do governo Fernando Pimentel, para pintar de vermelho – a cor do PT (partido do governador) – a fachada das 513 farmácias públicas espalhadas pelo Estado, do programa Farmácia de Minas. Liminar concedida nesta terça-feira (16/02) à ação movida pelo bloco de oposição Verdade e Coerência determina a suspensão das obras. Na decisão liminar, o juiz Mauro Pena Rocha, da 4ª Vara da Fazenda Pública, ainda questiona o valor elevado para pintar as fachadas das unidades em função do déficit das contas públicas – que o PT provocou.

O líder do bloco de oposição, Gustavo Corrêa (DEM), critica o uso de recursos públicos para trocar a cor das farmácias enquanto o governo deixa de abastecê-las com medicamentos para a população. Corrêa comemorou a decisão liminar uma vez que a medida do governo é uma clara promoção do partido de Fernando Pimentel. O parlamentar assina a ação juntamente com o deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da Minoria.

“Ficou comprovado o viés partidário da medida. O governo queria gastar mais de R$ 3 milhões para trocar o verde das fachadas pelo vermelho, a cor adotada pelo PT. Em vez de desperdiçar dinheiro com isso, assim como na gastança com propagandas mentirosas, o governador Pimentel devia estar preocupado em fornecer medicamentos para a população, em reduzir o rombo que provocou nas contas públicas, em pagar em dia os servidores públicos e pagar o aumento de 11,36% que deve aos professores”, afirma Corrêa.

Criado em 2008, o programa estadual é responsável pela distribuição gratuita de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. Em 2015, quando assumiu o governo, Pimentel optou por promover mudanças no Farmácia de Minas, todas elas políticas, na tentativa de desassociar o programa de seus antecessores. O nome do projeto foi rebatizado para Programa Estadual de Assistência Farmacêutica e a Resolução nº 5073/15 da Secretaria de Estado de Saúde (SES), publicada no dia 18 de dezembro de 2015, determinava a substituição da cor padrão “Verde Capim Limão” pelo vermelho do PT.

A cor verde foi adotada pelas administrações anteriores por estar em consonância com o princípio da universalidade de acesso a serviços de saúde. Nessa brincadeira, enquanto as prefeituras reclamam a falta de medicamentos nas farmácias, o governo petista determinou o repasse de R$ 918 mil para as 90 unidades de 100 metros quadrados e R$ 2,5 milhões para as 523 farmácias 70 m² e 80 m². Ou seja, pretendia investir R$ 10,2 mil e R$ 4.800, respectivamente, em cada unidade, de acordo com o tamanho, para pintar as fachadas de vermelho.


Memorando do governo enviado às gerencias regionais determinando a mudança de cor das fachadas

Confira a decisão liminar à ação movida pelo bloco de oposição Verdade e Coerência que determina a suspensão das obras Acao Popular 5013403-80.2016.813.0024 – Farmacias – Decisao Liminar

Veja também matéria publicada no jornal O TEMPO:

Justiça proíbe uso de vermelho em farmácias de Minas - Na liminar, juiz ainda criticou gasto em tempos de crise

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Aécio Neves cobra aval do PT na reforma da Previdência



O presidente do PSDB, senador mineiro Aécio Neves, afirmou que a oposição só vai discutir a reforma da Previdência se a base aliada e o PT apoiarem a proposta que será enviada pelo governo ao Congresso. Após entregar uma agenda com nove projetos legislativos do partido ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o tucano disse que Dilma só tem uma proposta para o País, que é a CPMF.
"A reforma da Previdência só será discutida por nós da oposição, que compreendemos sua necessidade, no momento em que ela chegar ao Congresso com o apoio da sua base parlamentar, em especial do PT", disse Aécio, que não abre possibilidade de negociação em torno da recriação da CPMF. O senador tucano entende que o retorno do imposto representa "a transferência do ônus dos equívocos e da irresponsabilidade cometidos por esse governo para a sociedade e as famílias brasileiras".

O tucano entregou ao presidente do Senado uma lista de projetos que tramitam na Casa e são considerados prioritários para a oposição na agenda do primeiro semestre de votações. Na manhã de ontem, Renan pediu aos diferentes blocos partidários da Casa que enviassem suas propostas.

Foi uma resposta a reclamações dos demais senadores - especialmente da base do governo - sobre o presidente do Senado ter montado a pauta de votação sem consultar o colegiado. "Nós nunca nos negamos a discutir matérias que sejam de interesse do País. Fomos chamados a apresentar propostas e apresentamos algumas sugestões", afirmou Aécio.

A pauta do PSDB é composta por oito projetos que já tramitam no Senado. Segundo Aécio, o partido também vai protocolar um projeto novo, que indexa os benefícios do Bolsa Família à inflação. A proposta estava inserida na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, votada pelo Congresso no fim do ano passado, mas foi vetada pela presidente Dilma.

Entre as propostas de emenda constitucional, constam o projeto de restrição de quantidade de cargos comissionados na administração pública e o impedimento da União de criar encargos para Estados e municípios sem previsão de origem dos recursos. Há também um projeto de resolução de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) que determina um limite para as dívidas bruta e líquida da União. Caso aprovada, a proposta não precisa ser avaliada pela Câmara e segue para sanção.

Outros projetos que causaram polêmica no ano anterior e foram apontados pelo PSDB como prioridade são a Lei das Estatais, acusada de transformar as empresas públicas em sociedade anônima, e o fim da obrigação de a Petrobrás ser a operadora única da exploração do pré-sal. Essa última é também prioridade para Renan, que pretende realizar a votação ainda nesta semana.

O PT também entregou suas propostas prioritárias para Renan, com foco em projetos de tributação progressiva e causas trabalhistas.

Oposição propositiva

As propostas entregues pelo PSDB ontem fazem parte da nova estratégia do partido de manter comportamento mais propositivo. Na Câmara, o movimento é semelhante. Lá, o PSDB também já havia firmado compromisso em apoiar as reformas estruturantes propostas pelo governo, com a condição de que PT e base de apoio entrassem em consenso. (Colaborou Igor Gadelha)

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/aecio-neves-cobra-aval-do-pt-na-reforma-da-previdencia-1.379657

O castelo de areia do lulopetismo está desabando




O Certo e o Errado


Fernando Hemnrique Cardoso


O castelo de areia das grandezas do lulopetismo está desabando ao sopro da crise econômica e da Lava-Jato, como tantas vezes escrevi. Em meio ao desmoronamento, o lulopetismo procura embaçar a vista de quem assiste à sua queda dizendo que tudo não passa de uma trama “da direita” para desacreditá-lo por ser “de esquerda”.

Para desmontar a farsa, vale a pena ler a entrevista dada às páginas amarelas da “Veja”, na semana passada, por José de Sousa Martins, importante sociólogo e insuspeito de ser “de direita”. Martins diz que, no caso do PT, a dicotomia direita/esquerda provém da metamorfose do pensamento católico, que separa os bons dos maus, os fiéis dos que não creem. Há na matriz do petismo um reducionismo que transforma os adversários em inimigos e tem dificuldade de lidar com nuances de opinião. É a essa matriz que o lulopetismo busca retornar, agora como farsa.

Sobre a “esquerda” e a “direita” no Brasil, há anos eu repito a frase que ouvi do historiador Sergio Buarque de Holanda quando examinava uma tese de livre-docência sobre a política brasileira no Império. No trabalho, o autor confrontava o pensamento liberal, conservador e progressista. Sergio, referindo-se a um personagem simbólico de nossos conservadores naquele período, perguntou com certa ironia ao candidato: “você acredita que Bernardo Pereira de Vasconcelos lia Edmund Burke (um clássico do conservadorismo inglês, que via com maus olhos a Revolução Francesa)”? “Não”, respondeu o próprio Sergio, ele não era um verdadeiro conservador, não defendia ideias; ele era apenas um “atrasado”. Boa parte dos atuais lulopetistas tampouco é de esquerda, defende ou crê apenas em noções atrasadas.

Mas a disputa política não é uma batalha para ver quem são os mais bem informados. Ela sempre envolve percepções. Assim, o chavão dos “pobres versus ricos”, por mais que seja tosco, pode funcionar. Do mesmo modo pode aliciar muita gente o embuste de que a Lava-Jato seja uma manobra para perseguir os deserdados da fortuna em favor dos poderosos, como se os poderosos nos últimos 13 anos não tenham sido eles, em ligação corrupta com parte da elite econômica e política.


Por isso, cabe aos políticos de oposição, na luta ideológica, continuar a desmantelar as fortalezas do atraso. Além de desmontar o argumento da “armação jurídica”, é preciso reduzir ao ridículo a ladainha de que a crise atual decorre de fatores externos: vejam só, dizem eles, estávamos certos, foram as ondas externas (não mais marolas, mas tsunamis) que nos afetaram. Tão certos pensam que estavam que, ao derrubar o ministro Levy, renasceu a esperança do “mais do mesmo”, ou seja, mais crédito e mais consumo (por quem já está endividado e muitas vezes com menos renda e não raro sem emprego).

O que está claro para quem tem alguma noção das coisas e da História pode ser turvo para o cidadão comum. Por isso a repetição petista de uma argumentação descabelada pode parecer inútil, mas não é; é uma tentativa de preservar a imagem de que só o PT defende os pobres e só ele se opõe ao capitalismo desumano. Convém persistir em mostrar que o que foi feito na política econômica petista não foi obra do inevitável, mas produto de erros crassos.

Erros que não remetem à divisão esquerda/direita, mas se explicam pelo atraso na compreensão da política econômica e pelo interesse em manter o poder e os bolsos dos partidos e de alguns de seus dirigentes recheados com dinheiro alheio, dinheiro do povo. Que medida no presente pode ser mais “de esquerda”, mais progressista, do que recuperar o emprego e o poder de compra da maioria da população? E como fazer isso sem debelar a inflação? E como debelar a inflação sem ajuste fiscal? E como garantir o emprego futuro sem reconquistar a confiança do setor privado, já que o Estado sem os capitais privados não pode assegurar a retomada do investimento?

Qual a alternativa “de esquerda” a essas medidas? O novo “pacote de crédito público”, versão envergonhada da política que pedalou a ilusão da prosperidade em 2013 e 2014 rumo à reeleição, e que resultou em mais dívida para as famílias e mais desarranjo das finanças públicas, esta preocupação “de direita”, que obceca os “neoliberais”?

Houve quem escrevesse, e o fez em inglês, que às vezes há uma confusão no senso comum entre os conceitos políticos de esquerda e direita (right) e as noções corriqueiras de certo (right) e errado. As políticas de crescimento econômico do lulopetismo não foram “de esquerda”, mas certamente foram erradas.

É importante repisar isso para mostrar que as políticas de distribuição de renda precisam ser sustentáveis para produzir resultados duradouros. Muito do que foi conquistado desde o Plano Real está hoje ameaçado. Para amenizar o drama da terrível crise atual, é preciso manter a rede de proteção social que foi tecida em meu governo e reforçada no governo Lula. Mas é urgente corrigir os desatinos fiscais do lulopetismo, desaparelhar o Estado, reconquistar a confiança da sociedade e retomar a agenda de reformas que o lulopetismo abandonou em favor de anabolizantes pró-crescimento que produziram medonhos efeitos colaterais para o país. Só assim será possível retomar a trajetória que corresponde às aspirações da Constituição de 1988, contra a qual o PT votou, por julgá-la conservadora: um Brasil democrático, não apenas mais desenvolvido, mas so

Há forças capazes de corrigir os desatinos cometidos. Para isso, é preciso que lideranças não comprometidas com o lulopetismo, apoiadas pelos grupos sociais que nunca se deixaram ou não se deixam mais seduzir pelo seu falso encanto, assumam a sua responsabilidade histórica, dentro da Constituição, para fazer o certo em benefício do povo e do país.

PSDB quer criar CPI para investigar Lula




PSDB tentará criar CPI sobre a Bancoop para investigar Lula

Estadão Conteúdo


Com as investigações da Operação 'Lava Jato' apertando o cerco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB tenta viabilizar a criação de uma CPI para apurar irregularidades envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários).

Deputados discutem com os correligionários do Senado a possibilidade de formar uma comissão mista de investigação, mas, caso a ideia não prospere, contentam-se com um colegiado apenas na Câmara.

Dentre as principais estratégias da oposição a Dilma Rousseff e ao PT neste ano está a criação de CPIs com potencial de desgastar o partido e a presidente. Até março, devem ser abertas três vagas de CPI na Câmara. A primeira a ser instalada deve ser a do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a segunda será a da Fifa e a terceira, por ordem de inscrição, seria do DPVAT, que pode ser derrubada para dar lugar a uma CPI que mire a Bancoop.

O alvo da CPI, por trás da cooperativa, seria o ex-presidente Lula e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba por causa da Operação Lava Jato e foi presidente da Bancoop.

A mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, comprou cotas da cooperativa para o condomínio Solaris, no Guarujá (SP), empreendimento que foi assumido pela empreiteira OAS, investigada pela Lava Jato, após a falência da Bancoop. Segundo a defesa de Lula, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro foi quem teve a iniciativa de fazer a reforma em um tríplex que caberia ao casal Lula da Silva. Porém, ainda conforme a assessoria, o petista nunca soube dos valores da obra.

Em nota, a assessoria também confirmou que Lula chegou a visitar o condomínio Solaris junto com Léo Pinheiro.

Ministro

Nesta terça-feira, 2, em reunião com líderes da base aliada da Câmara, o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, fez um desabafo aos presentes. Segundo alguns líderes ele se queixou do que chamou de "perseguição ao ex-presidente Lula". Citou ocasiões em que disse ter sido alvo de acusações que foram "estampadas", porém nunca comprovadas, e pediu a união de todos na defesa das propostas do governo Dilma Rousseff.

Wagner se referia a mensagens de telefone interceptadas por investigadores da Lava Jato que apontaram a relação dele com Léo Pinheiro, um dos condenados por participação no esquema de corrupção da Petrobras.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou no mês passado diálogos entre os ministro e Pinheiro durante a segunda gestão Wagner (2011-2015) no governo da Bahia. Os investigadores suspeitam que parte das conversas trate de doações para a campanha petista na disputa pela prefeitura de Salvador. Wagner nega qualquer irregularidade nas conversas.

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/psdb-tentara-criar-cpi-sobre-a-bancoop-para-investigar-lula-1.376783

O PT destruiu a Petrobrás



A nova queda sofrida ontem pela Petrobras é carregada de simbolismo. A empresa passou a valer no mercado o mesmo que valia no ano em que o PT ascendeu ao poder. Fica evidenciada, de uma vez por todas, a associação direta entre a gestão ruinosa adotada pelo partido – tanto na estatal quanto no país como um todo – e a destruição de valor.


Em termos nominais, os papéis da Petrobras caíram ontem ao menor nível desde novembro de 2003, o primeiro ano de Lula como presidente da República e de Dilma Rousseff como presidente do conselho de administração da companhia. Descontada a inflação, as ações passaram a valer tanto quanto valiam no fim do século passado. É o custo de 13 anos de desmanche.

Em apenas duas semanas, a Petrobras derreteu 27%. Um dos fatores é a baixa voraz das cotações mundiais de petróleo, acentuada pela volta do Irã, sétimo maior produtor global, ao mercado. Mas a situação da companhia brasileira é ímpar e o valor da estatal tem caído muito mais que o de suas congêneres internacionais. A petroleira brasileira está mais cara, além de representar risco muito maior, agravado pela má gestão e pela corrupção que o PT nela inoculou.

As ações da estatal valem hoje 14% do que chegaram a valer em 2008, na auge da euforia e do ufanismo petista em torno das “maravilhas” do pré-sal e de mentiras vendidas pela cara propaganda oficial, como a da autossuficiência na produção de petróleo e derivados. Ou seja, oito anos atrás a Petrobras valia sete vezes mais do que vale hoje.

É comum dizer que a antes maior empresa do Brasil chegou ao fundo do poço. Não mais. Ninguém mais sabe quando a desintegração da Petrobras terá fim; com o PT, ninguém é capaz de dizer que pelo menos terá algum fim. Com as quedas recentes, a Petrobras deixou de figurar entre as 500 maiores companhias do mundo.

A empresa não consegue cumprir seu papel essencial: produzir mais, com eficiência, e gerar lucro para seus acionistas e benefícios para a sociedade brasileira. A produção cresce pouco, as metas nunca são alcançadas – a estimativa para o fim desta década caiu 33% recentemente. Sua dívida é explosiva, tornando-a a maior devedora do mundo: R$ 507 bilhões.

Superendividada, mal gerida e tomada de assalto por um grupo político, no ano passado a Petrobras foi rebaixada por todas as agências de classificação de riscos e seus papéis desceram à categoria de lixo especulativo. Com isso, as portas do mercado de crédito foram fechadas à empresa, dificultando ainda mais sua gestão e diminuindo as possibilidades de recuperação. O poço não tem fim.

Os petistas vivem dizendo que seus adversários adoram depreciar o patrimônio público para entregá-lo de mão beijada a investidores privados. Mas quem dilapidou não só a Petrobras mas também outras estatais, como a Eletrobrás, foram os governos do PT, que agora avaliam vender maciçamente ativos quando os preços estão lá em baixo e ninguém está disposto a correr riscos no mercado de petróleo.

Na bacia das almas entram ativos como a Transpetro, a Braskem, a BR Distribuidora, refinarias adquiridas desastradamente, como Pasadena (EUA) e Okinawa (Japão), e até as outrora sagradas reservas do pré-sal.

Sem alternativas, a estatal pode se ver socorrida pelo Tesouro, seu principal acionista, para não quebrar de vez. Isso significa que toda a sociedade brasileira pode ser chamada a pagar a conta da destruição da Petrobras pelo PT. De quebra, um possível aporte agravará ainda mais a situação da já explosiva dívida pública.

Para se recuperar, a estatal precisa, primeiro, extirpar o cancro da corrupção que o PT incrustou nela. Em segundo lugar, tornar a ser uma empresa profissionalizada, voltada a produzir benefícios para toda a sociedade brasileira, na forma de lucros.

E, não menos importante, necessita se livrar dos abacaxis que as gestões Lula e Dilma lhes impuseram, como negócios ruinosos destinados apenas a gerar dinheiro para alimentar o PT e seus aliados.

É preciso, também, acabar com o sobrepeso decorrente das regras do regime de partilha e da política de conteúdo local – que ontem começou a ser desmontada como parte das tentativas desesperadas do governo para dar algum alento à indústria de petróleo no país.

Sem isso, riquezas que poderiam estar sendo exploradas, gerando benefícios para a sociedade, tornaram-se berço esplêndido sob o qual o país repousa, paradão, destruído pelo PT.I

Aécio : "Entre o Brasil e o PT, a presidente escolheu mais uma vez o PT"



Aécio Neves - Folha de São Paulo

Entre o Brasil e o PT

Semana passada, antes de completar um ano de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff trocou seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Não se pode dizer que houve surpresa na escolha.

O ministro Levy assumiu a pasta com a missão de fazer o ajuste fiscal necessário e aprovar uma agenda de reformas estruturais para a superação da crise econômica e a retomada do crescimento do país. O erro foi ter acreditado que a presidente Dilma -a mesma que na campanha eleitoral negava a necessidade de ajustes e afirmava que tudo estava bem- havia mudado.

Não mudou. A presidente Dilma é a mesma superministra do segundo governo Lula, a mesma presidente economista que nos legou uma grave recessão, com inflação alta, e quase quebrou duas das principais estatais brasileiras: a Petrobras e a Eletrobras.

O novo ministro da Fazenda não é alguém que chega agora ao governo do PT. Assumiu diversos cargos importantes na gestão do ex-ministro Mantega e foi um dos principais arquitetos da "Nova Matriz Econômica", a pior experiência de política econômica desde a década de 1970.

A questão em aberto é se o "novo" ministro, o mesmo que defendeu as "pedaladas fiscais" e que conta com a simpatia do PT, terá condições de encaminhar alguma agenda das reformas necessárias.

Das duas uma: ou agrada ao PT e agrava a crise econômica ou tenta implementar a agenda do antecessor que sai e que não teve apoio do partido, nem de Lula e da presidente Dilma.

Em princípio, a presença de Barbosa à frente da Fazenda é uma escolha também partidária e não apenas uma mudança na economia, porque atende a pressões de parte do petismo ao seu próprio governo.

Enquanto isso, o Brasil real fica em compasso de espera. Continuamos em uma situação de grave desequilíbrio fiscal, recessão profunda, inflação elevada, queda do investimento, aumento do desemprego e redução dos salários reais.

Analistas independentes mostram que a trajetória de crescimento da dívida pública do Brasil já é insustentável, mas muitos alimentam a esperança de que o governo Dilma se curve ao bom senso e adote as medidas necessárias para correção dos graves desequilíbrios.

A falta de rumo da economia decorre da má gestão do governo e das ideias arcaicas de quem ainda acredita que uma crise econômica se combate com aumento do gasto público, desequilíbrio fiscal e intervenções do Estado.

Por enquanto, com ou sem mudanças na equipe econômica, não existem razões para otimismo. Entre o Brasil e o PT, a presidente escolheu mais uma vez o PT. E como geralmente ocorre, quando o PT vence, quem perde é o Brasil.

Aécio : "Quando o PT vence, quem perde é o Brasil"



Não se pode dizer que a troca do ministro da Fazenda foi uma surpresa. Ao contrário. Ao que parece, a ideia do PT sempre foi usar alguém para acalmar os mercados e dar credibilidade a um governo que levou o Brasil à pior recessão de décadas.

Estamos em uma grave recessão, com inflação elevada, queda do investimento público e privado, desemprego crescente e com um crescimento do endividamento público que já é insustentável. O ministro Levy conviveu com as contradições de um governo e de um partido, o PT, que nunca aceitaram a tese do ajuste fiscal.


Se o novo ministro der continuidade à agenda fiscal em curso, terá que adotar medidas até mais duras para conseguir a confiança dos mercados, pois vários analistas ainda lembram que o novo ministro da Fazenda foi um dos principais arquitetos da Nova Matriz Econômica que nos deixou como herança a crise atual.

O maior problema do Brasil hoje é o pensamento econômico do PT e o compromisso do partido em se manter no poder custe o que custar. A troca do ministro da Fazenda no final do primeiro ano do governo aumenta as dúvidas quanto ao real compromisso do governo com o ajuste estrutural das contas públicas e aumenta as incertezas quanto ao futuro como já sinalizam os mercados.

Ao que parece, o governo ainda não tem a real percepção da dimensão da crise econômica que ele próprio ocasionou, principalmente, quando nomeia um novo ministro da Fazenda cujo maior mérito parece ser agradar setores do próprio PT.

Podemos, portanto, concluir que o PT venceu a queda de braço. É como sempre ocorre quando o PT vence, quem perde é o Brasil.

Aécio Neves - Presidente Nacional do PSDB

Bumlai, amigo de Lula revela: "A estrutura da Petrobrás era do PT"




'A estrutura da Petrobras era do PT', diz José Carlos Bumlai
Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Julia Affonso /

Entre tantas revelações que fez durante seu interrogatório na Polícia Federal na segunda-feira, 14, uma em especial do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, chamou a atenção dos investigadores. Ele afirmou que "a estrutura da Petrobras era do Partido dos Trabalhadores".

O delegado Filipe Hille Pace, da PF, insistiu para que Bumlai explicasse melhor sua afirmação. Ele disse. "Sabia que o partido indicava grande parte dos nomes para ocupação de cargos essenciais."

A Operação Lava Jato, até aqui, trabalhava com informações de que a influência do PT na Petrobras teria ficado restrita à Diretoria de Serviços - com a nomeação do engenheiro Renato Duque, suposta indicação do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), ambos capturados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Outras unidades estratégicas da estatal, durante o reinado da corrupção e dos desvios (2004/2014), foram administradas por outras agremiações políticas - PP dominou a Diretoria de Abastecimento e o PMDB controlou a Internacional, aponta a Lava Jato.

A Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada em 24 de novembro e colocou na cadeia o amigo de Lula. Amigo de churrascos e boa prosa durante longos anos.

Num primeiro depoimento, na sexta-feira, 11, José Carlos Bumlai negou tudo. Disse que os R$ 12 milhões que tomou emprestado no Banco Schahin, em outubro de 2004, cobriram dívidas suas. Negou taxativamente que o dinheiro tivesse sido repassado para o PT.

Na segunda-feira, 14, mudou a versão. Abriu o jogo. Disse que o real destinatário dos R$ 12 milhões era mesmo o PT. Incluiu em seu relato o poder do PT na Petrobras entregue ao esquema de cartel e propinas. Acrescentou que "sabia que havia indicação por parte de outros partidos da base governista."
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/a-estrutura-da-petrobras-era-do-pt-diz-jose-carlos-bumlai-1.367185

Aécio vai a Mariana prestar solidariedade aos desabrigados








Home | Agência de Notícias 08/11/2015 Aécio vai a Mariana prestar solidariedade a famílias atingidas por rompimento de barragens
“Hoje minha palavra é de solidariedade, com esperança de que as buscam possam continuar e outras pessoas possam ainda ser encontradas com vida”, diz ex-governador após encontro com moradores


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) visitou, neste domingo (08/11), o município de Mariana (MG) para prestar solidariedade às famílias atingidas pelo rompimento de duas barragens de resíduos da mineradora Samarco. Ao lado de parlamentares mineiros, o senador sobrevoou a região e conversou com moradores e parentes de desaparecidos na inundação de lama que devastou o distrito de Bento Rodrigues. “Eu vim trazer o que posso trazer neste momento, que é solidariedade a essa tragédia que acometeu sobre Mariana e sobre Minas Gerais. Talvez o maior desastre ambiental que se tem notícia em nossa história. Conversei com aqueles que estão atuando nas buscas, conversei também com famílias de desaparecidos e que cobram da empresa que sejam dadas informações. Neste momento de consternação, a informação é essencial”, afirmou o senador, em entrevista coletiva em Mariana.

O ex-governador de Minas afirmou que o mais importante neste momento é manter as buscas de 28 desaparecidos e o atendimento das famílias desabrigadas. Aécio cobrou das autoridades públicas atenção especial aos moradores que perderam familiares, casas e todos os seus pertences. Esse apoio, avaliou, é essencial para que eles possam reconstruir suas vidas. “Hoje minha palavra é de solidariedade com esperança de que as buscam possam continuar e outras pessoas possam ainda ser encontradas com vida. 

Mas temos que atuar também para que o reparo e a reconstrução da vida dessas famílias possam ter apoio, em primeiro lugar, da empresa responsável por aquela barragem, mas também do poder público em todos os níveis, e é isso que vamos cobrar daqui por diante”, ressaltou o senador Aécio. Reunião em Brasília Aécio Neves informou que a bancada mineira do PSDB no Congresso Nacional se reunirá no início desta semana para cobrar do governo federal investimentos na reconstrução da área atingida pelo rompimento das barragens em Mariana. “A bancada mineira vai se reunir no início da semana em Brasília, na Câmara e no Senado, para ver o que podemos fazer, seja cobrando do governo federal que obviamente invista recursos na reconstrução da vida dessas famílias, e voltados também para nossa ação no Congresso.

O importante é que o governo federal se sinta também responsável ou co-responsável para dar a essas famílias atingidas e que perderam absolutamente tudo a possibilidade de um recomeço”, disse o senador. Pedido das famílias Acompanhado dos deputados federais Rodrigo de Castro e Paulo Abi-Ackel, do deputado estadual João Leite e do ex-presidente da Câmara de Atividades de Infraestrutura do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), o ambientalista Castor Cartelli, o senador visitou o centro de operações da Defesa Civil após o sobrevoo da área atingida.

 Ele conversou com representantes da Defesa Civil estadual e municipal e acompanhou os procedimentos adotados para atendimento às vítimas e familiares. Aécio Neves visitou o centro de recebimento de donativos, onde dezenas de voluntários fazem triagem do material enviado pela população de várias regiões de Minas. O senador se emocionou ao ouvir os relatos de Aline Ferreira Ribeiro e Ana Paula Alexandre (foto acima), esposas de funcionários terceirizados da Samarco que ainda estão desaparecidos, que reclamaram da falta de informação sobre as buscas das vítimas. O senador recebeu um pedido para que a Samarco receba os familiares e preste todas as informações sobre as buscas aos desaparecidos. “Me dispus a conversar com a presidência da Samarco para que convoque ou convide as famílias dos desaparecidos, no caso específicos dos funcionários, diretos ou terceirizados, para que eles possam pelo menos minimizar a agonia que estão vivendo hoje”, disse Aécio Neves.

 A hora é de união O senador ressaltou que o rompimento das barragens da Samarco deve colocar em alerta as autoridades públicas para evitar que outras tragédias como essa aconteçam em Minas Gerais ou em outros estados do país. “O tempo vai demonstrar com muita clareza se houve alguma falha e de quem foi a falha, porque regras para essas barragens existem. Me lembro em nosso governo que uma importante barragem foi proibida de ser estabelecida porque, se ocorresse um desastre ambiental, o município de Rio Acima seria dizimado. Vamos agir de forma absolutamente solidária. Repito, sem transformar isso em uma questão política, de apontar o dedo para A ou para B. É hora de todos nos unirmos porque a tragédia foi enorme e é preciso que nos precavamos para que outras tragédias como essa não ocorram mais em nosso Estado. Não ocorram mais no Brasil”, afirmou. - See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/aecio-vai-a-mariana-prestar-solidariedade-a-familias-atingidas-por-rompimento-de-barragens#sthash.UshZjGjo.dpuf

Governo PT: PF faz buscas na empresa do filho de Lula



Com prisões, PF deflagra mais uma etapa da Operação Zelotes

Empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a filho do ex-presidente Lula, é alvo de busca e apreensão na manhã desta segunda (26)


FOLHAPRESS

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda (26) mais uma fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Fazenda.

A PF está fazendo neste momento busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula.

Escritórios de advocacia de São Paulo entraram em alerta máximo na manhã desta segunda ao receberem a informação sobre a operação de busca e apreensão da PF que tem o filho do ex-presidente como um dos alvos. Advogados do filho de Lula porém disseram que não haviam sido formalmente informados sobre a operação.

Estão sendo cumpridos 33 mandados judiciais – seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em Brasília, São Paulo, no Piauí e no Maranhão.

A reportagem apurou que entre os presos está Alexandre Paes dos Santos, apontado como lobista que intermediava contatos entre empresas e conselheiros do Carf.

A etapa desta segunda mira um grupo de empresas que, além de tentarem interferir nos julgamentos do conselho, atuavam negociando incentivos fiscais para o setor automotivo.

A investigação indica suspeitas de tráfico de influência, extorsão, e corrupção de agentes públicos, com o objetivo de aprovar alterações na legislação benéficas a essas empresas.

Esquema

A primeira etapa da operação foi deflagrada em março e desarticulou um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar recursos de multas aplicadas pela Receita Federal.

Em troca de suborno, conselheiros votavam em favor da redução e, em alguns casos, do perdão das multas das empresas que os corrompiam.

A operação investiga processos que somam R$ 19 bilhões. Segundo a Polícia Federal, esse é um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos. Suspeita-se que três quadrilhas operavam dentro do colegiado, causando um prejuízo de pelo menos R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

O Carf é um tribunal administrativo formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas). Normalmente, são julgados pelo conselho empresas autuadas por escolherem estratégias tributárias que, segundo a fiscalização, estão em desacordo com a lei.

De acordo com os investigadores, formados por conselheiros, ex-conselheiros e servidores públicos, as quadrilhas buscavam anular ou atenuar pagamentos cobrados pela Receita de empresas que cometeram infrações tributárias, e que eram discutidos no conselho.

As investigações começaram em 2013 e alcançam processos de até 2005. Elas indicam que os grupos usavam o acesso privilegiado a informações para identificar "clientes", contatados por meio de atravessadores, na maioria das vezes escritórios de advocacia e contabilidade.

A operação focou em 70 processos "suspeitos de terem sofrido manipulação", que somavam R$ 19 bilhões em "créditos tributários" –valores devidos ao Fisco. A PF diz que "já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões"

http://www.otempo.com.br/capa/mundo/com-pris%C3%B5es-pf-deflagra-mais-uma-etapa-da-opera%C3%A7%C3%A3o-zelotes-1.1149998