Mostrando postagens com marcador Carolina Oliveira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carolina Oliveira. Mostrar todas as postagens

Polícia Federal indicia Carolina Pimentel, mulher do Governador Fernando Pimentel




Governador Fernando Pimentel e a mulher, Carolina Pimentel

A Polícia Federal indiciou a mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); os secretários da Casa Civil e do Planejamento do governo mineiro e dois executivos no âmbito das investigações da Operação Acrônimo. Carolina Pimentel foi indiciada como partícipe em corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e o presidente do grupo Aliança, Elon Gomes, foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral, no artigo 350. Não há acusação contra as duas empresas.

Também foi indiciado o publicitário Vitor Nicolato, homem de confiança do empresário Benedito de Oliveira, o Bené, próximo a Fernando Pimentel.

A Acrônimo foi deflagrada em maio de 2015 para investigar esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES e esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação.

O indiciamento não significa culpa provada, mas certeza da autoridade policial de que há fatos para denúncia e processo. A denúncia cabe ao Ministério Público, que pode aceitar ou não a conclusão do inquérito policial.

COM A PALAVRA A DEFESA:

O criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Carolina Pimentel, diz que, “ainda não teve acesso aos autos”. “Como é de costume na Operação Acrônimo, a defesa ainda não teve acesso aos autos e, por isso, está impossibilitada de comentar o fato”.

O chefe da Casa Civil do governo de Minas Gerais, Marco Antonio Teixeira, informa que não tem informação sobre o indiciamento e que, por essa razão, não pode comentar. “Isso é muito estranho. Mas vou tentar me informar melhor durante a semana”, diz.

O secretário de Planejamento de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, foi procurado por meio da assessoria, mas não ligou de volta. A assessoria informou que não conseguiu localizá-lo no domingo.

O criminalista Eduardo Toledo, que defende o presidente da Aliança, Elson Gomes, afirma que o processo está sob sigilo. “O caso está sob segredo de Justiça, o que implica que qualquer manifestação será, como de fato está ocorrendo, no âmbito da Justiça”.

O Grupo Aliança divulgou a seguinte nota: “A Aliança informa que não tem como comentar por não ser parte do caso.”

O executivo Antonio Maciel não foi localizado pela Coluna.

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao


Governo Pimentel: Pimentel nomeia sua mulher, Carolina Oliveira, Secretária de Estado de Minas e dá a ela foro privilegiado


Investigada na Operação Acrônimo, a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, foi nomeada nesta quinta-feira secretária de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social. 

A decisão foi tomada pelo marido dela, o governador Fernando Pimentel (PT). 
Com a nomeação, Carolina agora passa a ter foro na segunda instância da Justiça.

A nomeação ocorre enquanto se aguarda a homologação do acordo de delação premiada da empresária Danielle Fonteles, dona da agência Pepper, que forneceu detalhes do esquema de corrupção apurado na operação. 
Carolina é suspeita de ser uma sócia informal da Pepper. Em breve, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode oferecer denúncia contra os envolvidos.

Os inquéritos relativos à Acrônimo estão em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pois o governador tem foro na corte. Carolina e os demais implicados também são, ao menos por ora, investigados nessa instância. 

Porém, existe a possibilidade, mesmo que improvável, de que o processo seja desmembrado, o que faria com que o caso da primeira dama fosse enviado para a primeira instância da Justiça Federal. 


Com a nomeação, se isso ocorrer, ela terá de ser processada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Carolina e Pimentel são suspeitos de receber vantagens indevidas de empresas que mantêm relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior. 
O petista comandou a pasta de 2011 a 2014, quando se desvinculou para disputar as eleições ao Palácio Tiradentes.

Veja 

PF irá convocar Pimentel sobre pagamentos feitos à sua mulher, Carolina Oliveira



26/02/2016
Polícia Federal convocará Pimentel para explicar pagamentos indevidos feitos por empresas à mulher dele

Determinação foi feita pela Procuradoria-Geral da República, que também quer explicações do governador sobre irregularidades encontradas na prestação de contas da campanha de 2014

A semana termina com mais uma má notícia para o governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, no campo da Justiça. Depois de ter a reprovação das contas de sua campanha ao governo do Estados confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) ter autorizado a utilização de provas colhidas pela Polícia Federal na Ação em que o Ministério Público Eleitoral pede a cassação de seu mandato, nesta sexta-feira (26/02) a Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou que para a mesma Polícia Federal o ouça sobre suspeitas de pagamentos indevidos de empresas à sua mulher, Carolina Oliveira.

A PGR quer que o petista preste esclarecimentos também sobre irregularidades encontradas na prestação de contas à Justiça Eleitoral referente à campanha que o elegeu governador em 2014. Além de gastos abusivos durante a campanha, já comprovados pelo TRE-MG, está sendo investigado um esquema de “caixa dois” que teria abastecido a campanha petista.

As informações sobre a determinação da PGR para que a Polícia Federal ouça Pimentel foram publicadas nesta sexta-feira (26/02) pelo jornal O Globo. O governador e a mulher são investigados em inquérito no STJ (Superior Tribunal de Justiça) na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que apura desvios de recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais.

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) considera importante que Pimentel preste contas sobre os fatos suspeitos. “Na democracia é muito importante que a sociedade perceba que ninguém está acima da lei. Todos tem que prestar contas dos seus atos, principalmente aqueles que tem vida pública”, disse Pestana.

Desvio de recursos do BNDES

Relatório da Polícia Federal, segundo o jornal, aponta que Carolina mantinha uma empresa de fachada. O empreendimento recebeu recursos do BNDES, banco vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, no período em que Fernando Pimentel era titular da pasta. Marcus Pestana ressalta que é grave que o governador seja objeto de ações tanto eleitorais quanto criminais.

“Então o governador Fernando Pimentel tem sido objeto de ações tanto na área eleitoral quanto criminal, vai apresentar suas razões, sua defesa, mas os fatos revelados são muito graves”, afirmou o deputado.
Contas de campanha eleitoral também são alvo de inquérito que investiga se o governador deixou de declarar à Justiça Eleitoral gastos com empresas em nome de um amigo, alvo da Operação Acrônimo.

Leia também:

TRE-MG autoriza utilização de provas da Operação Acrônimo no processo de cassação de Pimentel

Tribunal Superior Eleitoral mantém decisão do TRE-MG que desaprovou as contas de campanha de Fernando Pimentel em 2014

Confira abaixo íntegra da matéria do jornal O GLOBO



TSE mantém rejeição de contas de campanha de Fernando Pimentel- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-convocara-pimentel-para-explicar-pagamentos-indevidos-feitos-por-empresas-a-mulher-dele#sthash.gjSWJsrT.dpuf

Nova fase da Operação Acrônimo com alvo no casal Fernando Pimentel e Carolina de Oliveira,


Polícia Federal deflagra nova etapa de operação Acrônimo

Hoje em Dia


As investigações que têm como alvo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e sua mulher, Carolina, cumpre uma nova fase na manhã desta quarta-feira (16). A Operação Acrônimo, que investiga supostos desvios de recursos para a campanha de Pimentel ao governo de Minas, em 2014, e suspeitas de tráfico de influência por parte do petista, deflagrada com a ajuda de 35 policiais, alcança São Paulo e Brasília nesta data, conforme o blog de Matheus Leitão.

Ainda segundo o blogueiro, os mandados foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O magistrado determinou sigilo de 24 horas sobre a operação. Investigadores informaram ao blog um dos mandados estaria sendo cumprido no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. O endereço seria ligado ao empresário Elon Gomes, investigado na operação por pagamentos realizados ao o empresário do setor gráfico Benedito Rodrigues, o Bené, que trabalhou em campanhas eleitorais do PT e mantém diversos contratos com o governo federal.

A operação é consequência de investigação que começou em outubro do ano passado, durante as eleições, quando a PF apreendeu R$ 113 mil em espécie dentro de um avião, onde Bené estava, que acabara de pousar no aeroporto de Brasília vindo de Belo Horizonte (MG). A Folha de S.Paulo apurou, na época, que os contratos previam pelo menos R$ 200 milhões.

Em 2010, ele esteve no centro do escândalo no qual foi descoberto um bunker para produção de dossiês contra tucanos, montado pela pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

Também estava no avião Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades -dominado pelo PP. Ele havia pedido licença do governo naquele ano para trabalhar na campanha de Fernando Pimentel, ex-ministro do governo Dilma Rousseff e eleito governador de Minas pelo PT.

Trombiere afirmou, na época, que estava de carona no avião monitorado pela polícia e que carregava cerca de R$ 6.000 sacados de sua própria conta bancária para eventuais despesas médicas.

Também na época, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que a apreensão não poderia ser colocada na conta do partido. O mesmo fez a coligação de Pimentel, que afirmou que não não poderia ser responsabilizada pelos valores.

O avião, um turboélice King Air avaliado em R$ 2 milhões, foi apreendido pela Justiça Federal a pedido da PF.
Jornal Hoje em Dia Com Agência Estado
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/policia-federal-deflagra-nova-etapa-de-operac-o-acronimo-1.367148

Governo Pimentel: Polícia Federal cerca amigos de Pimentel




Fernando Pimentel. Foto: Dida Sampaio/Estadão
PF deflagra nova fase da Operação Acrônimo

POR FÁBIO FABRINI E ANDREZA MATAIS, DE BRASÍLIA, E FAUSTO MACEDO

Agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao governador de MG, Fernando Pimentel (PT), entre elas o presidente da Cemig, o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 1, mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga irregularidades de campanha esuposto recebimento de propina pelo governador de Minas, Fernando Pimentel (PT-MG), quando ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao petista, entre elas o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges. Ele é amigo de Pimentel e seu apadrinhado político.

Estão sendo cumpridos 40 mandados em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo e Goiás. Segundo fontes com acesso às investigações, estão sendo cumpridos mandados nos endereços da Odebrecht, Casino, Gol, CBF e Marfrig.

A PF cumpre cerca de 40 mandados de busca e apreensão em cidades como Belo Horizonte e em Brasília. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Acrônimo, desencadeada inicialmente em maio, tem também como alvos a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues, colaborador de campanhas de Pimentel e suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas.

Pimentel é investigado por receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao ministério do desenvolvimento, que ele comandou de 2011 a 2014.


http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-deflagra-nova-fase-da-operacao-acronimo/

PF vai convocar Carolina Oliveira, mulher do governador Pimentel, para depor.




Reportagem publicada na revista IstoÉ na última semana revela que a mulher do governador Fernando Pimentel, a primeira-dama do estado, Carolina Oliveira, será uma das primeiras pessoas envolvidas na Operação Acrônimo a ser convocada pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o caso. Carolina Oliveira deverá ser questionada no depoimento sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado por Pimentel. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois na campanha eleitoral do PT.

A campanha de Pimentel ao governo de Minas também enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para explicar os gastos. As contas de campanha do petista foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu multa de R$ 50,5 milhões.

Em junho, a IstoÉ já havia revelado que a PF e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel no ano passado.

Em despacho na quinta-feira (18/9), o ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador Fernando Pimentel tem a prerrogativa do foro privilegiado. Mais uma vez, a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas deixa as páginas políticas e passa a frequentar as páginas policiais, como se tornou a marca registrada dos governantes do PT.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo teve origem em outubro passado, quando o avião do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, foi apreendido fazendo o transporte de R$ 114 mil, em espécie, entre Belo Horizonte e Brasília, logo após finalizado o 1º turno das eleições para o governo de Minas. Em maio, a Polícia Federal fez busca e apreensão nas casas Carolina Oliveira, em Brasília, e do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, pai do deputado federal petista Gabriel Guimarães, em Belo Horizonte.

Na segunda etapa da operação, realizada em junho, a Polícia Federal cumpriu mandados na agência de comunicação Pepper, contratada para fazer campanhas para o PT, e em escritório de contabilidade ligado a empresa de Carolina Pimentel, ambos em Brasília. Em Belo Horizonte, os policiais estiveram na sede da antiga empresa de consultoria de Fernando Pimentel, em Belo Horizonte, e também em um hangar na capital mineira.

Ainda em junho, a Polícia Federal solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador Pimentel, por suposto crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Confira abaixo reportagem publicada pela revista IstoÉ



A vez da Primeira Dama

Polícia Federal vai convocar a mulher do governador de Minas, Fernando Pimentel, para depor em investigação sobre a origem de recursos para a campanha de 2014

Um parecer do ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), dará celeridade às investigações sobre um esquema ilegal de arrecadação de recursos para a campanha eleitoral do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). A mesma decisão também vai acelerar as apurações sobre supostas vantagens indevidas que teriam sido recebidas pelo petista e empresários ligados a ele no período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento. No documento assinado em 18 de agosto, o ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a promover todas as investigações desejadas e inclusive convocar para esclarecimentos as pessoas envolvidas no inquérito e que não tenham foro privilegiado. Dessa forma, uma das primeiras intimadas pela PF a depor deverá ser a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira. Como revelou reportagem de ISTOÉ na edição 2375, em 10 de junho passado, a Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel em 2014. Também deverão ser convocados executivos ligados à Marfrig Global Foods e à Pumpido Participações Ltda. “Há investigação sobre possíveis ilícitos praticados por prepostos dessas pessoas jurídicas com outros envolvidos”, diz o ministro. As empresas são suspeitas de repassarem recursos a grupos ligados ao governador quando ele era ministro do Desenvolvimento.


NA MIRA DA PF
Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas, terá que explicar a
origem de R$ 30 mil apreendidos em apartamento

O ministro do STJ disse ainda, no despacho do dia 18 de agosto, que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador tem a prerrogativa do foro privilegiado. Nas próximas semanas, quando for depor, a primeira-dama será questionada sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado pelo governador em Belo Horizonte. O dinheiro, todo em notas de R$ 50, foi encontrado em um apartamento no Bairro de Lourdes, na zona Sul da capital mineira, durante a segunda fase da Operação Acrônimo. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois eleitoral. Conforme documentação da PF, a ida dos policiais onde foi apreendido o dinheiro tinha como alvo o assessor especial do governo de Minas, Otílio Prado. Os R$ 30 mil estavam em um envelope branco, guardado dentro de um cofre instalado no quarto do apartamento. Como o imóvel estava fechado, os policiais chamaram o síndico do condomínio para abri-lo. Em conversa com um dos agentes, de acordo com o relatório sigiloso, o síndico disse desconhecer a quem pertenceria o apartamento, mas afirmou ter visto o “político Fernando Pimentel o acessando”.


REPORTAGEM
Em junho, ISTOÉ mostrou a investigação da PF que envolve o governador Pimentel, sua mulher e o empresário Bené

Braço-direito e amigo pessoal do governador, Otílio foi sócio de Pimentel na empresa P-21 Consultoria, que hoje atua no mercado com o nome de OPR Consultoria. Atualmente, a empresa está registrada em nome do filho de Otílio. A OPR é suspeita de arrecadar recursos milionários que teriam Pimentel como destinatário final. O dinheiro teria vindo de empresas favorecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, passado por entidades patronais e chegado a outras empresas ligadas ao governador e a sua mulher.

Fonte: Revista IstoÉ- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-vai-convocar-a-mulher-de-pimentel-para-depor-em-investigacao-sobre-a-origem-de-recursos-para-campanha-de-2014-revela-istoe#sthash.J8LzqrNx.dpuf

As coincidências de Pimentel....



Por: Márcio Doti
mdoti@hojeemdia.com.br

Já é longo o prazo dado para que fatos viessem confirmar ou desmentir coincidências nas relações do governador Fernando Pimentel com a Polícia Federal. Desde o episódio em que uma equipe da PF desembarcou na Pampulha, tentou entrar na residência, no escritório do governador e teve a autorização negada pela Justiça. A equipe voltou para Brasília. Logo em seguida, o governador Pimentel protestou energicamente, chamou às falas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Censurou a atitude da Polícia Federal, fez imensa poeira e, coincidência ou não, logo ocorreu a substituição do delegado Dênis Cali, que até ali havia conduzido a Operação Acrônimo, a que envolve Pimentel, sua esposa Carolina Oliveira, seu fiel escudeiro e ex-sócio, Otílio Prado, e um amigo-companheiro de viagens, Benedito Oliveira, o Bené, de quem usou o avião. Por sinal, o mesmo avião que entre o fim da campanha estadual e a eleição da presidente Dilma, foi apreendido em Brasília porque transportava maleta cheia de dinheiro.

A segunda fase da operação foi em 25 de junho e pelo menos 19 endereços foram visitados em Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Um dos locais visitados foi a sala onde funciona a OPR, sucessora da empresa que se chamava P-21 Consultoria e tinha como sócios Pimentel e o hoje assessor do governador, Otílio Prado.

Quando ganhou a eleição, Pimentel se afastou da sociedade e Otílio passou sua parte para o filho Alexandre Alan Prado. Segundo a polícia, Pimentel recebeu entre 2013 e 2015 pelo menos R$1,6 milhão de entidades patronais mineiras. Outra linha de investigação apura a relação entre repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à empresas que também contrataram firmas de comunicação, sob a influência da primeira dama de Minas, Carolina Oliveira, quando então Pimentel era ministro do Desenvolvimento, pasta à qual é vinculado o banco.

Assumiu no lugar do delegado, que conduzira as duas primeiras fases da Operação Acrônimo, a delegada Denise Dias Rosa Ribeiro, trazida de Roraima. Em despacho, ela explicou que estava diante de um caso complexo, com 500 gravações e mais de 20 mil páginas de processo. Mas obteve do ministro Herman Benjamim, relator do caso, a autorização para colher depoimentos de investigados e envolvidos, desde que não tivessem a prerrogativa de fôro privilegiado. Por coincidência, o único nessa situação é o governador Fernando Pimentel. E aproveitou para também afirmar que “o caso apresenta complexidade ímpar…” Mas o governador responde a inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob sigilo.

Não é preciso ser especialista em coisa alguma para saber que o delegado que coletou, ou viu coletar, essas tantas gravações e esses 20 mil documentos sabe o que nem lendo tudo isso saberá a sua substituta. E a série de coincidências nos permite, pelo menos, deduzir que já está avisado pelo magistrado e pela delegada que as investigações podem levar imenso tempo, e aí dizemos nós, quem sabe até mais do que o próprio mandato do governador mineiro.

Coluna do Hoje em Dia

Governo Pimentel: Operação Anacrônimo tem quase 500 equipamentos na perícia





O volume de informações impressiona os investigadores. Só num equipamento há 20 terabytes de dados

Investigadores da Operação Acrônimo, que tem o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, como protagonista, estão assustados com o volume do material apreendido pela Polícia Federal. São cerca de 500 equipamentos entre celulares, tablets e computadores. Somente um deles tem 20 terabytes de dados - mais que o dobro do total apreendido pela procuradoria da Suíça durante a operação de prisão de dirigentes da FIFA.

Revista Época

Pepper torna-se suspeita de corrupção na Lava Jato

        Fernando Pimentel e Carolina Oliveira



Pepper torna-se suspeita de corrupção na Lava Jato
Agência é mais uma a ser investigada pela operação da Polícia Federal, como adiantou a Revista Época. Ações de Marketing obscuras estão em xeque diante de diversas acusações

Por Renata Leite | 17/08/2015
renata.leite@mundodomarketing.com.br


Mais uma agência foi parar no banco dos réus na investigação dos casos de corrupção da Lava Jato. Desta vez é a Pepper Interativa a acusada de desvio de recursos em um contrato firmado para receber valores da construtora Queiroz Galvão, em 2012, como adiantou a Revista Época. Segundo a reportagem, a Pepper criou, em nome de laranjas, uma offshore no Panamá e uma conta secreta na Suíça para movimentar o dinheiro proveniente do esquema.

A empresa aberta na época, a Gilos, teria recebido US$ 237 mil para realizar ações de Marketing Digital para a construtora, mas não há qualquer detalhamento dos serviços que seriam prestados à empreiteira. Além da Lava Jato, a agência também é investigada na operação Acrônimo, de acordo com a Revista Época. As suspeitas pairam sobre supostas intermediações de recursos entre o BNDES e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Segundo a revista, entre 2013 e 2014, a Pepper teria recebido R$ 520 mil do banco por serviços de publicidade e teria repassado R$ 236 mil à mulher de Pimentel, Carolina Oliveira. Em nota oficial publicada em seu site, a agência afirma que “Carolina Oliveira jamais indicou a Pepper para o BNDES ou qualquer outro cliente público, de forma que não recebeu qualquer remuneração pelo contrato. O trabalho para o BNDES foi solicitado à Pepper por uma agência de publicidade contratada pelo banco, que cotou o serviço com outras empresas concorrentes”. A Pepper teria apresentado a melhor proposta.

A Pepper admitiu, segundo a reportagem, ter pago duas contas de cartões de crédito da mulher do político, alegando que foi em nome da amizade da dona da agência, Danielle Fonteneles, e Carolina Oliveira. Documentos que foram apreendidos pela Polícia Federal podem conter dados da contabilidade dessas operações obscuras.

A revista diz ainda que a mulher de Pimentel distribuía cartões da agência, atuando como uma espécie de sócia oculta. A Pepper, por sua vez, afirma que Carolina era de fato uma representante sua. “A Pepper tem o costume de confeccionar cartões de visita para aqueles que mantêm contatos externo, mesmo colaboradores. Foi o caso da sra. Carolina Oliveira”. “Durante os 28 meses em que trabalhou conosco, Carolina Oliveira recebeu cerca de R$ 440.000 reais – uma média de R$ 15.700 reais por mês -, absolutamente dentro dos padrões de mercado”, complementa a nota.

O caso não aparece sozinho na área. Muito pelo contrário, ao longo dos últimos anos, pelo menos três escândalos jogaram luz sobre práticas ilegais e antiéticas que fazem parte da rotina do Marketing. O cenário escancarado com o pedido de prisão do ex-Diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, passando pela operação Lava Jato e, mais recentemente, com as denúncias envolvendo dirigentes esportivos não chega a surpreender quem trabalha na área.

Veja a nota completa disponível no site da Pepper:

“A revista Época publicou uma reportagem sobre a Pepper, na qual faz afirmações gravíssimas, sem lastro factual. Pior, sem nos dar o direito de responder às duas maiores acusações, absolutamente infundadas:

1) a de que Carolina Oliveira, esposa do governador Fernando Pimentel, seria “uma espécie de sócia oculta” nossa.

2) que teríamos intermediado recursos do BNDES a Pimentel, no tempo em que era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

No questionário encaminhado por Época à Pepper, não há referência às duas imputações. Em vez de perguntar claramente o que temos a dizer sobre as acusações que constituem o coração da reportagem, a revista se valeu de questionamentos laterais, tirando de nós o direito básico à defesa.

Para sustentar a afirmação pesada de que Carolina Oliveira seria “uma espécie de sócia oculta” nossa, Época se ampara na informação de que ela “distribuía cartões no mercado como se fosse representante da Pepper”. Não é “como se fosse”. Carolina Oliveira era uma representante nossa. Mesmo sem ser informados de que a suspeita da revista era essa, explicamos os cartões de visita, da seguinte forma: “A Pepper tem o costume de confeccionar cartões de visita para aqueles que mantêm contatos externo, mesmo colaboradores. Foi o caso da sra. Carolina Oliveira”. Durante os 28 meses em que trabalhou conosco, Carolina Oliveira recebeu cerca de R$ 440.000 reais – uma média de R$ 15.700 reais por mês --, absolutamente dentro dos padrões de mercado.

Para sustentar a segunda grave acusação, de que a Pepper teria intermediado recursos do BNDES a Pimentel, a revista escreveu: “Funcionou assim: entre 2013 e 2014, a Pepper recebeu R$ 520 mil do BNDES por serviços de publicidade e repassou R$ 236 mil a Carolina Oliveira”. Como informamos à reportagem, Carolina Oliveira jamais indicou a Pepper para o BNDES ou qualquer outro cliente público, de forma que não recebeu qualquer remuneração pelo contrato. O trabalho para o BNDES foi solicitado à Pepper por uma agência de publicidade contratada pelo banco, que cotou o serviço com outras empresas concorrentes. Vencemos com a melhor proposta.

Posto que seu interesse era sugerir que tudo não passou de um repasse de recursos, Época poderia ter nos solicitado provas de que o serviço foi realizado ou, valendo-se da legislação de transparência, requerer os dados ao próprio BNDES. O questionário encaminhado pela reportagem não pede o envio de evidência contratual para este trabalho. Ressalte-se que 520 mil reais por dois anos dá, recolhidos os impostos, um rendimento médio mensal de R$ 17.700 reais.

Época tem o direito de não acreditar nas respostas que recebe, mas tem o direito de simplesmente não perguntar? Tem o direito de deixar de fora do questionário encaminhado justamente as graves acusações que planejava formular? E que respondidas, como só podemos fazer agora, mostrariam a fragilidade do material apurado? A Pepper entende que não.

Apresentar a Pepper como uma empresa de fachada não é apenas uma mentira, é uma agressão. A Pepper soma mais de 100 clientes atendidos, tem 51 calaboradores diretos, participou de várias campanhas eleitorais vitoriosas e já recebeu premiação internacional por seu trabalho em campanhas políticas, além do reconhecimento por ações promovidas na web.

A Pepper tomará todas as medidas para defender sua imagem e reputação e para evitar que sua atuação profissional seja deturpada.

https://www.mundodomarketing.com.br/ultimas-noticias/34281/pepper-suspeita-de-corrupcao.html

Empresários denunciado pelo MPF tem ligações pessoais com Pimentel e Carolina de Oliveira



Ministério Público denuncia Bené, 'operador' do PT

Thiago Ricci - Hoje em Dia





Cercado por suspeitas de desvio de dinheiro público, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, foi formalmente denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília por crimes de peculato e fraude em licitações. Segundo os procuradores, o empresário pode ter que devolver R$ 2,9 milhões supostamente desviados em um contrato com o Ministério das Cidades.

Além do empresário, conhecido pela proximidade com o governador Fernando Pimentel (PT), foram denunciados o sócio dele, Luiz Cézar Ribeiro da Silva, e sete ex-funcionários do Ministério, com o qual Bené conseguiu contrato para a realização de 14 eventos. Os crimes apontados pelo Ministério Público teriam ocorrido de 2007 a 2009.

O procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes ainda denunciou o grupo em outra ação, por improbidade administrativa, na qual pede o ressarcimento ao erário.

Operação

O contrato pelo qual Bené e aliados foram denunciados foi firmado entre uma de suas empresas, a Dialog Serviços de Comunicação e Eventos – hoje rebatizada com o nome de Due Promoções e Eventos – e o Ministério das Cidades, em 2007. As fraudes teriam começado ainda na elaboração do edital, aponta o MPF.

A Dialog venceu o pregão apresentando uma proposta de R$ 24,8 mil, bem abaixo do valor previamente estimado pela administração pública, de R$ 554 mil.

“Houve, na verdade, o lançamento no edital, pelos funcionários do Ministério das Cidades, de uma lista de preços eivada de vícios que tinha como objetivo real favorecer a prática do jogo de planilha e do sobrepreço pela empresa Dialog”, diz Lopes.

O chamado jogo de planilhas consiste na apresentação de preços irrisórios para unidades de bens ou serviços poucos utilizados pela administração pública e sobrepreço em itens bastante usados, como serviço de limpeza. O concorrente, então, oferece preço global baixo para vencer a licitação. “Quando se inicia a execução do contrato, resta demonstrado seu real caráter desvantajoso”, define o procurador. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos denunciados.


AÇÃO – Encontro de prefeitos, promovido pela Confederação Nacional de Municípios, em Brasília, foi alvo de atuação de Bené (Foto: Luiz Antônio/Agência CNM/Arquivo Hoje em Dia

Empresa abocanhou contrato com itens superfaturados em até 4.862%

O chamado jogo de planilhas, com o superfaturamento de itens de varejo, presente em um contrato público vencido por Bené, não é surpresa para as autoridades. Conforme o Hoje em Dia publicou em junho, a mesma irregularidade foi identificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em acordos fechados com os ministérios da Pesca e Aquicultura e do Turismo, além do Iphan.

Um desses contratos possuía preços absurdos, como o cafezinho de 50 ml a R$ 18, e garrafa de água, de 500 ml, a R$ 20. O edital do Ministério das Cidades, objeto da denúncia do MPF, segue a mesma linha.

A Dialog recebeu, nesse contrato, R$ 72 pela revisão de texto de uma lauda (grosso modo, uma folha de papel A 4), enquanto o preço médio em licitações públicas era de R$ 5,30. Resultado: a empresa de Bené recebeu R$ 7,2 mil por cem laudas, ante R$ 530. Situação se repetiu em diversos itens, como serviço de limpeza. Dos R$ 4,40 cobrados normalmente pelo m², a Dialog recebeu R$ 72,84.

O MPF pede que Bené e os outros integrantes do esquema respondam por peculato, cuja pena varia de dois a 12 anos de reclusão, fora multa. Como o contrato engloba 14 eventos, o procurador pediu que a pena seja multiplicada pelo mesmo número.

PF investiga ligação de empresário com Pimentel

Desde outubro do ano passado, Bené é investigado pela Polícia Federal na Operação Acrônimo. Logo após o primeiro turno das eleições, Bené foi detido no Aeroporto de Brasília em um avião particular com R$ 116 mil em dinheiro vivo – ele estava acompanhado de Marcier Trombiere Moreira, que trabalhou na campanha de Fernando Pimentel.

Trombiere e Bené foram presos, mas saíram sob fiança. A polícia chegou a vasculhar a residência da primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, em Brasília. “Entre os endereços que foram objeto da operação, estava um apartamento que nós usamos em Brasília, apartamento alugado em nome da minha esposa. Ocorre que o mandado de busca e apreensão foi expedido numa alegação, definição inverídica, absolutamente inverídica”, afirmou, à época, o governador mineiro.

Em Belo Horizonte, a PF realizou buscas no apartamento do ex-deputado federal Virgílio Guimarães. Em junho, a segunda etapa da operação resultou em buscas e apreensões em 19 endereços – seis em BH, um em Uberlândia, dez em Brasília e o restante em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Dois dos alvos dos policiais federais foram o escritório político de Pimentel e a sede da empresa OPR Consultoria Imobiliária. A OPR foi criada, com o nome de P-21 Consultoria, pelo atual governador mineiro e por Otílio Prado, braço direito do petista – que deixou a sociedade após denúncias de consultorias fantasmas.

O Hoje em Dia revelou, ontem, a existência de uma rede de empresas montada por Otílio que prestou serviços para o PT durante as eleições de 2014 – parte do pagamento foi alvo de auditoria do corpo técnico do TRE, que reprovou as contas petistas.

Inquérito da PF ainda revela que um sócio de Bené pagou R$ 12 mil por diárias em um resort de luxo, na Bahia, no qual se hospedaram Pimentel e a primeira-dama em novembro de 2013. Outro documento mostra que Carolina e Bené viajaram juntos em uma aeronave, em março de 2014, a Punta del Leste, no Uruguai.

Por nota, o Ministério das Cidades informou ter aberto procedimento administrativo para investigar a culpa dos funcionários
O MPF está pedindo penas como suspensão de direitos políticos e proibição de contratar com o poder públicos aos denunciados
525 milhões de reais foi o que as empresas de bené, entre as quais a dialog e a gráfica brasil, faturaram entre 2005 e 2014, segundo PF

Governo Pimentel: Empresário ligado a Pimentel é denunciado pelo MPF




MPF denuncia Bené e outras oito pessoas por crimes de peculato e fraude em licitações

Thiago Ricci - Hoje em Dia
O empresário Benedito Rodrigues Oliveira Neto, o Bené, e outras oito pessoas - entre elas sete ex-funcionários do Ministério das Cidades - foram denunciados por crimes de peculato e fraude em licitações pelo Ministério Público Federal em Brasília (MPF-DF). Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2009 e gerado um prejuízo aos cofres públicos de R$ 2,9 milhões. O MPF ainda propos ação por improbidade administrativa, com pedido de ressarcimento ao erário, pelos mesmos fatos.

Conforme a denúncia, entre 2007 e 2009, a Dialog Serviços de Comunicação (hoje, rebatizada com o nome de Due Promoções e Eventos LTDA) teria vencido um pregão eletrônico fraudado e executado o contrato para organização de 14 eventos. As irregularidades iniciaram ainda na fase de elaboração do pregão, do qual a Dialog - na época de propriedade de Bené - teria se aproveitado do chamado jogo de planilhas. O esquema consiste em definir preços baixos a itens pouco utilizados e valores superfaturados aos produtos mais consumidos.

“Com um lance de apenas R$ 24.862,61, que é bastante inferior ao valor de R$ 554.050,14 previamente estimado pela Administração, a empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos Ltda. saiu vencedora do certame”, enfatiza um dos trechos da ação.

SUPERFATURAMENTO

Em apenas um dos eventos, a 3ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em dezembro de 2007, o grupo teria desviado R$ 1,2 milhão em benefício à Dialog, sempre conforme a denúncia do MPF. Nessa conferência, dos 37 itens fornecidos pela empresa, 20 estavam com preços entre 40% e 1.559% acima dos contidos em contratos feitos por outros órgãos da Administração Pública.

“Embora a pesquisa de mercado tenha sido feita, os preços contidos no Edital do Pregão Eletrônico 15/2007 evidenciam que seus resultados não foram utilizados como parâmetro para a fixação dos preços. O que se constatou foi a adoção irrestrita de preços superiores aos pesquisados no mercado”, enfatiza o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, que assina a ação.

O MPF pede que os nove integrantes do esquema respondam à ação penal por peculato – cuja pena prevista no Código Penal varia entre dois e 12 anos de reclusão, além de multa. Como entende que a prática ilegal se repetiu em todos os eventos organizados pela empresa durante a vigência do contrato, o MPF solicitou que a pena imposta pela Justiça seja multiplicada por 14. Foi pedida ainda a condenação das nove pessoas às penas previstas pela Lei de Licitação (8.666/93) para o caso de fraude em licitação por práticas que “tornem, por qualquer modo, injustamente, mais onerosa a proposta ou a execução do contrato.

Além de Bené, foram denunciados a ex-subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração Substituta do Ministério das Cidades Magda Oliveira de Myron Cardoso e o coordenador de Licitação do Ministério, Francisco de Assis Rodrigues Froés.

OUTRAS IRREGULARIDADES
O Hoje em Dia publica, desde o início de junho, diversos contratos públicos firmados pela Dialog entre 2007 e 2010 questionados pelo TCU. Segundo o tribunal, a planilha fraudada do Ministério das Cidades teria servido como base para outras licitações vencidas pela empresa de Bené.

Entre elas, um contrato fechado com o Ministério da Pesca e Aquicultura para a realização de eventos. Nesse caso, além de receber aditivos irregulares de R$ 8 milhões, o TCU identificou - mais uma vez - itens superfaturados e cobrança de serviços não realizados que totalizaram um dano ao erário de cerca de R$ 1,8 milhão.

Outro contrato foi celebrado, também pela Dialog, com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no valor de R$ 4,7 milhões, entre 2008 e 2010. Foram encontrados itens superfaturados na realização de ao menos três eventos.

RELAÇÃO COM PIMENTEL
O Hoje em Dia também revelou documentos da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que mostram a ligação íntima entre o governador Fernando Pimentel (PT) e Bené. A investigação da PF indica que o petista e sua mulher, Carolina de Oliveira Pereira, ficaram hospedados em um resort de luxo tendo as despesas pagas por um sócio de Bené.

Ainda segundo o inquérito, Pedro Augusto Medeiros, apontado como sócio e laranja do empresário, pagou R$ 12 mil pela hospedagem, realizada entre 15 e 17 de novembro de 2013.


André Carvalho/Agência O Globo/Arquivo Hoje em Dia

Benedito Oliveira, o Bené, foi preso na Operação Acrônimo

PF descobre que pagamento de viagem de Pimentel e Carolina Oliveira foi feito por Bené


O governador de Minas, Fernando Pimentel (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

O passeio foi descoberto por meio de mensagens interceptadas pela PF
FILIPE COUTINHO= Revista Época 

O passeio em 2013 do então ministro Fernando Pimentel e da primeira-dama Carolina de Oliveira a um luxuoso resort da Bahia, bancado pelo empresário Benedito Oliveira, o Bené, custou cerca de R$ 30 mil. Aproximadamente R$ 12 mil com despesas de hospedagem e outros R$ 18 mil com o avião de Bené. A viagem foi descoberta por meio de mensagens interceptadas pela PF.
Revista Época
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2015/07/empresario-preso-pela-pf-bancou-viagem-de-r-30-mil-para-pimentel.html

Prestação de contas Comitê Financeiro PT- MG tem notas duplicadas


Pagamento a Bené tem nota fiscal duplicada
Thiago Ricci - Hoje em DIA



A prestação de contas relativa às eleições 2014, registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), contém notas fiscais da Gráfica e Editora Brasil com a mesma numeração. Os documentos são referentes a supostos pagamentos feitos pelo Comitê Financeiro do PT-MG e pela ex-candidata do partido a deputada estadual Helena Ventura à empresa. O proprietário da gráfica é Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, investigado pela Polícia Federal suspeito de desviar dinheiro público para campanhas petistas.

São três as notas duplicadas (numerações 11049, 11035 e 11028), todas relativas à contratação de publicidade por materiais impressos. “É um erro. O comitê pode fazer uma contratação para diversos candidatos. Nesse caso, o número da nota será o mesmo para os candidatos contemplados, que devem remeter a despesa ao comitê, e não para o fornecedor”, explica o coordenador de Controle de Contas Eleitorais e Partidárias do TRE, Júlio César Diniz Rocha.

Helena Ventura, no entanto, informou ter contratado o serviço diretamente com a Gráfica Brasil. Para isso, a numeração da nota fiscal deveria ser diferente e o valor do pagamento, coberto pelas receitas.

R$ 36 milhões

Uma das notas fiscais duplicadas, a de número 11035, é relativa a um suposto pagamento de R$ 36 milhões feito por Helena Ventura por meio do fundo partidário. A contadora responsável pela prestação da ex-candidata, Rosilene Alves Marcelino, afirmou que o pagamento milionário é fruto de um erro de lançamento. “Coloquei valor total onde deveria informar o valor unitário”.

O valor correto, segundo a contadora, seria R$ 725. A nota fiscal 11035 declarada pelo Comitê Financeiro do PT-MG tem o valor de R$ 55 mil (veja infográfico).

O Ministério Público Eleitoral apura os lançamentos de pagamentos feitos à Gráfica Brasil, o que inclui um pedido do PT para que o DEM, partido ao qual a contadora é filiada, seja investigado pelo alegado erro.

Mistério

O PT mineiro não respondeu, ao ser questionado pelo Hoje em Dia sobre quais são os outros candidatos – além de Helena Ventura – contemplados com os serviços da Gráfica Brasil. Ao todo, saíram do Comitê Financeiro do partido, nas eleições 2014, R$ 3,2 milhões destinados à empresa de Bené, todos por materiais impressos.

“Quando o gasto (do comitê) beneficia mais de um candidato, a doação deve ser feita proporcionalmente à parte de cada um. Por isso, quem paga a despesa lança na sua própria prestação de contas o valor total, e o beneficiado, a parte que lhe coube. Ambos informam o mesmo número de nota fiscal”, diz nota do PT. Entretanto, a única nota com numeração duplicada é referente à Helena Ventura.


BETIM – Dona da Contabilidade Shalon, Rosilene Alves Marcelino afirmou que o pagamento milionário foi fruto de um erro de lançamento. (Foto: Luiz Costa / Hoje em Dia)

Helena Ventura retifica informações pessoais com novo endereço inexistente em Betim

A ex-candidata Helena Ventura, alçada a pivô da confusão envolvendo o pagamento de R$ 36 milhões à Gráfica Brasil, protocolou no TRE-MG um novo endereço para ser notificada. No entanto, a numeração passada ao tribunal não existe no registro cartográfico da Prefeitura de Betim, responsável pela área informada pela petista.

A Corte, no último mês, tentou notificar Helena Ventura no endereço passado inicialmente no registro de candidatura. A técnica de enfermagem de 61 anos não foi encontrada. À reportagem, a petista admitiu na última semana que sabia dos R$ 36 milhões lançados na sua prestação de contas. “Achei que não ia dar em nada”, disse.

Apenas nesta semana, Helena fez a retificação do endereço e também constituiu um advogado. A falta de procuração determinando um defensor, inclusive, foi outra irregularidade de sua candidatura. O advogado nomeado por Helena é conhecido por defender processos relacionados ao PT. “Não tenho interesse algum em informar a população, apenas em defender meu cliente”, disse Wederson Advíncula Siqueira, ao ser abordado pela reportagem.

Conta

Documento obtido pelo Hoje em Dia revela que os R$ 36 milhões registrados na prestação de contas não passaram pela conta bancária usada por Helena Ventura durante a campanha de 2014. Ao todo, foram descontados R$ 19,9 mil entre agosto e outubro. No entanto, segundo o TRE-MG, a conta do Banco do Brasil também pode ser alvo de investigação já que nove cheques – cujo valor é exatamente de R$ 19,9 mil – foram devolvidos por falta de fundo. “Pode significar que algum fornecedor tenha ficado sem receber, o que é ilegal”, explica o coordenador de Controle de Contas Eleitorais e Partidárias do tribunal, Júlio César Diniz Rocha.

Erros

Além dos possíveis erros de lançamento protagonizados por Rosilene Alves Marcelino – resultando no suposto pagamento milionário e nas notas fiscais duplicadas –, a contadora pode ter falhado em outra ocasião. O Extrato de Prestação de Contas de Helena Ventura foi assinado por Rosilene, mesmo com o valor de R$ 36 milhões constando em dois pontos. “A Helena estava com muita pressa e nem li direito”.

O documento também foi assinado pela ex-candidata (veja no infográfico). Em entrevista ao Hoje em Dia, a contadora afirmou que nunca havia prestado serviço ao PT, mas que era contadora do PR, em Betim. O partido informou que a comissão na cidade foi encerrada em 2011.

Entrevista Rosilene Alves Marcelino

‘tive que fazer a prestação com pressa porque helena estava atrasada. peguei, imprimi e assinei. eu não cheguei a ver, nem prestei atenção que o valor registrado era de R$ 36 milhões’

Como foi feita a prestação de contas de Helena Ventura?

Nunca tinha visto a Helena até a prestação de contas, em setembro. Foram três prestações de contas, a última em novembro. Ela chegou aqui muito apavorada, que ela tinha que dar entrada nisso, que tinha que dar entrada no Pimentel, pá pá pá. Veio com um muita conversa. Tinha que chegar em BH às 12h e já eram 10h.

Mas como R$ 725 foram confundidos com R$ 3,6 milhões?

Pois é... Uma coisa é errar para R$ 726 ou R$ 825, né?! Mas R$ 36 milhões? Um erro de digitação desses não existe. Fui conferir o que ocorreu na quinta-feira, após a Helena vir aqui, e percebi que lancei o valor total como valor unitário. Como eram 50 mil panfletos, 50 mil vezes 725 resultou em R$ 3,6 milhões.

É normal ocorrer um erro tão discrepante?

Não, não é normal. Foi o maior erro da minha vida.

Você se filiou ao DEM em 2003. Qual sua relação com política?

Ah, sobre a filiação, fui mesária há 11 anos e decidi que nunca mais iria trabalhar de graça para política. Aí falei: ‘primeiro partido que eu vir na TV, vou anotar o número e me filiar pela internet’. Então, para mim, eu era filiada até no PFL, entende?!

O PFL virou DEM.

Pois é, fiquei sabendo agora. Não importa para mim, só não quero trabalhar.

Você nunca havia feito prestação de contas?

Não. Eu sou contadora de partido político, isso eu sou.

Quais partidos?

Do partido. Sou contadora do... PSDB? Deixa eu ver... Porque é tanto nome, né?!

A senhora não sabe para qual partido faz contabilidade?

Do PR! Para o diretor do PR, ele mudou de partido recentemente.

Qual o nome dele?

Não vou te dar essa informação.

Rosilene Alves Marcelino é contadora, proprietária da Contabilidade Shalon, e assinou a prestação de contas de Helena Ventura. A contadora afirma ter assinado, na quarta-feira, um documento escrito pela ex-candidata no qual assume a culpa pelo lançamento do pagamento no valor de R$ 36 milhões à Gráfica Brasil

fonte: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/pagamento-a-bene-tem-nota-fiscal-duplicada-1.324736



Governo Pimentel: A primeira-dama Carolina Oliveira, a enfermeira e o operador do PT



O governador mineiro Fernando Pimentel e a primeira dama Carolina de Oliveira: laços financeiros com o empresário Benedito de Oliveira(Luiz Costa/Jornal Hoje em Dia/VEJA)



A primeira-dama, a enfermeira e o operador do PT

Há um grande segredo envolvendo esses três personagens. Entenda o que une a mulher do governador mineiro Fernando Pimentel, a mulher humilde que teria gasto 36 milhões de reais numa campanha eleitoral e o já notório Bené, acusado de alimentar o caixa do Partido dos Trabalhadores com dinheiro desviado dos cofres públicos

Por: Rodrigo Rangel e Adriano Ceolin
As duas mulheres que aparecem nesta reportagem não se conhecem. Carolina de Oliveira é jornalista. Cresceu na periferia de Brasília e hoje é a primeira-dama de Minas Gerais. Helena Maria de Sousa, ou Helena Ventura, como também é conhecida, mora em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, é enfermeira da rede pública de saúde e se candidatou a deputada estadual nas últimas eleições pelo PT. Apesar das trajetórias aparentemente distintas, as duas são suspeitas de envolvimento no mais recente escândalo de corrupção investigado pela Polícia Federal. Ambas, cada uma à sua maneira, estão conectadas a Benedito de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília que, na última década, fez fortuna como parceiro do governo federal, teve como cliente a campanha da presidente Dilma Rousseff, foi preso e está indiciado por formação de quadrilha.

O acaso levou Carolina a Bené. Formada em comunicação, ela trabalhou numa empresa que prestava serviços ao então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel. Logo, foi promovida a assessora pessoal dele - e não se separaram mais. Em 2010, Pimentel foi indicado para coordenar a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Carol o acompanhou. O prefeito delegou a Benedito de Oliveira, seu amigo, a montagem do comitê central. Bené alugou a casa e organizou toda a infraestrutura para o início da campanha. Ele era um mero desconhecido, e continuaria nas sombras se não fosse um escândalo que eclodiu antes mesmo do início da campanha. Além de marqueteiros e jornalistas, o empresário contratou para o comitê uma equipe de ex-policiais e arapongas para bisbilhotar a vida de adversários. Revelado por VEJA, o caso provocou o afastamento da dupla Pimentel-Bené do comando da campanha - mas só da campanha.

Eleita, Dilma nomeou Fernando Pimentel para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O ministro, por sua vez, contratou Carolina como sua assessora no ministério. Ela cuidava dos compromissos oficiais, acompanhava as viagens e estava presente na maioria dos eventos de que ele participava. Em 2012, motivado por rumores, Pimentel recomendou que a assessora deixasse o cargo. A pedido do ministro, ela foi contratada por uma agência que presta serviços ao PT. Montou a própria empresa, a Oli Comunicação, e, recentemente, oficializou a união com o agora governador Fernando Pimentel. Nesse período, Bené continuou ganhando dinheiro. Foram mais de 500 milhões de reais em contratos superfaturados com o governo. Tudo estaria bem para todos se, no ano passado, Bené não tivesse sido apanhado outra vez com a boca na botija. A polícia apreendeu um avião do empresário com 113 000 reais em dinheiro e documentos que sugeriam que ele repetia na campanha de 2014 o mesmo papel que desempenhara em 2010 - o caixa paralelo que financiava o PT.
A enfermeira Helena Ventura: sua campanha a deputada federal, que lhe rendeu apenas 29 votos, repassou 36 milhões de reais a Bené(VEJA.com/VEJA)

​As investigações indicam que Bené montou uma ampla rede criminosa envolvendo empresas-fantasma para financiar as campanhas petistas, incluindo a do governador Pimentel. Basicamente, ele superfaturava contratos com o governo e repassava parte do que arrecadava aos partidos através de doações legais, como no petrolão, ou clandestinas, através das empresas-fantasma. Na operação policial que prendeu o empresário, a polícia realizou buscas no apartamento onde Carolina Oliveira morava antes de se mudar para Belo Horizonte. Procurava documentos que mostrassem negócios entre ela e o empresário. A sede da Oli Comunicação estava registrada no mesmo endereço de uma empresa-fantasma de Bené.

É nesse ponto que a história de Carolina converge com a de Helena Ventura. Sindicalista e filiada ao PT, a enfermeira disputou três eleições. Foi candidata a deputada federal em 2010, a vereadora em 2012 e, no ano passado, tentou uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas. Somando o resultado das três eleições, ela teve incríveis 29 votos. Mas o que chamou atenção foi o custo de sua última campanha. Dona de um salário de 2 000 reais, Helena declarou ter gasto 36 280 000 reais com a candidatura. E o mais interessante é que praticamente todo o dinheiro, 36 250 000  reais, foi pago a um único fornecedor - a Gráfica Brasil, cujo proprietário é Benedito de Oliveira. É evidente que existe algo muito estranho nessa história.

Há um grande segredo envolvendo esses personagens. Segundo um relatório do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o dinheiro a ser repassado para a Gráfica Brasil tinha como origem declarada o fundo partidário - a verba que os partidos políticos recebem dos cofres públicos. O PT não quis se pronunciar. A enfermeira disse que desconhece tanto a origem quanto o destino do dinheiro. "Se eu tivesse esse dinheiro, seria eleita com certeza", afirmou ela ao jornal Hoje em Dia. Helena também garante que nunca ouviu falar do empresário. Benedito de Oliveira, já solto, disse, por meio de seu advogado, Celso Lemos, que nem sabe quem é Helena. Caroline Oliveira não foi localizada. Seu advogado, Pierpaolo Bottini, informou que a primeira-dama de Minas Gerais mantém apenas relações de amizade com a família de Bené. Negócios? Nenhum. A coincidência de endereços teria sido apenas um grande mal-entendido. O advogado diz que a Oli funcionou num escritório no centro de Brasília até julho de 2014 e, depois disso, uma das empresas de Bené se instalou no mesmo endereço. Por equívoco, alguém se esqueceu de formalizar a mudança. Simples assim.

Com reportagem de Hugo Marques
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-primeira-dama-a-enfermeira-e-o-operador-do-pt

Eleição PT: R$ 36,2 Milhões destinados à gráfica de Bené. Assessor de Pimentel é citado



Fachada da casa onde mora a técnica em enfermagem Helena Maria de Sousa, em Betim


O suposto pagamento de R$ 36,2 milhões da candidata ao cargo de deputado federal Helena Maria de Sousa (PT) à Gráfica e Editora Brasil, durante as campanhas eleitorais de 2014, foi realizado com recursos do fundo partidário. A informação consta de um relatório do Tribunal Regional Eleitoral, que investiga a quantia paga à empresa de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, preso pela Polícia Federal na última semana, suspeito de desviar dinheiro público para campanhas do PT.

Uma diligência foi realizada pelo TRE-MG no endereço de Helena Maria no mês passado. Entre os questionamentos, estavam a ausência do instrumento de procuração (a candidata não constituiu legalmente um advogado) e diversas falhas na declaração de recursos e receitas.

A principal delas é o pagamento no nome da candidata Helena Maria, através do fundo partidário, de R$ 36,2 milhões à gráfica do empresário Bené “sem o correspondente lançamento do recebimento de recursos dessa natureza”.

“Solicitam-se esclarecimentos, a apresentação de todos os recibos eleitorais relacionados aos recursos recebidos do fundo partidário e dos documentos fiscais correspondentes às despesas realizadas com recursos desta natureza”, diz trecho de documento assinado pela examinadora do TRE, Ana Cristina Bastos.

Contradições

Helena Maria de Sousa, de 61 anos, técnica em enfermagem do Hospital Júlia Kubitschek e estudante de Enfermagem na PUC Minas, foi alçada ao turbilhão gerado pela operação da Polícia Federal – que chegou a fazer buscas na casa da prima-dama de Minas, Carolina de Oliveira – há menos de sete dias. Em uma campanha que nem foi aprovada pelo TRE-MG, Helena Ventura – nome escolhido para ir às urnas – desembolsou R$ 36,28 milhões. Desse total, R$ 36,25 milhões (99,9%) foram pagos à gráfica de Bené, oficialmente, por publicidade em materiais impressos.

“Nunca ouvi o nome dessa pessoa, nunca procurei por essa gráfica. A pessoa que fez isso deve ser uma pessoa de muita má índole”, afirmou a técnica em enfermagem ao Hoje em Dia. Moradora de uma rua sem asfalto e com iluminação precária na região central de Betim, na Região Metropolitana, Helena Ventura é considerada por vizinhos e familiares como uma pessoa discreta e trabalhadora.

A residência, avaliada pelo mercado em R$ 290 mil, é o único bem declarado ao TRE-MG. Embora tenha de se deslocar diariamente de Betim a Belo Horizonte para trabalhar e estudar, a técnica em enfermagem disse nunca ter tido automóvel. “Sempre andei de ônibus”.

Contrariando a própria família, que garante que a aventura política de Helena começou em 2010, a técnica em enfermagem afirma que seu engajamento começou há décadas. “Fui simpatizante ao PT desde a criação do partido. Maria do Carmo (ex-prefeita de Betim) sempre foi minha amiga, da Lute (sindicato), sempre fui sindicalista atuante, fiz muita amizade nessa área”, relata.

Vizinhos afirmam que, mesmo em época de campanha, não viram propaganda na casa de Helena.



Em três eleições, Helena Ventura teve 29 votos contabilizados

A técnica de enfermagem Helena Ventura iniciou a carreira política em 2010. Desde então, a mulher de 61 anos concorreu às três eleições possíveis, sendo que em duas dela o TRE-MG rejeitou a candidatura.

A moradora de Betim chegou a se candidatar a um cargo de deputado federal em 2010. Gastou cerca de R$ 5,5 mil durante a campanha, devidamente discriminados na prestação de contas. No entanto, a técnica em enfermagem perdeu o prazo para se filiar e teve a candidatura negada pelo tribunal.

“Alguém dentro do partido queria fazer algo comigo e esqueceu de registrar”, justifica. A regularização só ocorreu, de fato, em março daquele ano.

Dois anos depois, Helenva Ventura se candidatou a vereadora de Betim. Recebeu 29 votos e omitiu a prestação de contas. “Esqueci”, justifica.

Em 2014, enfim, tentou se eleger deputada estadual e gastou R$ 36,28 milhões, mesmo tendo previsto gasto de no máximo R$ 3 milhões. Do total, R$ 36,25 milhões foram pagos, através de recurso do fundo partidário petista, à Gráfica e Editora Brasil.

Questionada, em um primeiro momento, a técnica em enfermagem afirmou à reportagem que desconhecia o pagamento. “R$ 36 milhões? Uai, isso aí é mentira. R$ 36 milhões é muito dinheiro. Está publicado R$ 36 milhões, tem certeza?”, perguntou.

Em nova entrevista, Helena Ventura admitiu que recebeu a notificação do TRE-MG. “Ainda não fizemos nada, eu e minha advogada, porque estamos fazendo uma garimpagem para descobrir como ele (Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, empresário) chegou ao meu nome, como ele conseguiu meus dados, como usou meu nome sem autorização”, disse.

A petista chegou a dizer que não havia assinado nenhuma procuração. Em seguida, disse que havia concedido o direito a uma advogada de confiança, mas se recusou a passar o contato dela. O nome passado por Helena, no entanto, não está nos registros da OAB-MG.

Técnica em enfermagem afirma ter pedido auxílio a assessor da campanha de Pimentel

A técnica em enfermagem Helena Maria de Sousa afirmou ter recorrido a um assessor da campanha de Fernando Pimentel, quando foi encontrada pelo Hoje em Dia. A petista, no entanto, não quis divulgar o nome a quem pediu ajuda. O PT de Minas Gerais preferiu não se manifestar sobre o assunto.

“Você não sabe a que horas fui dormir, depois de você me ligar. Eu não sabia que estava nesse pé. Fiquei até tarde olhando, ligando, mandando e-mails, enviando ‘Whatsapp’ para quem trabalhou comigo, entrei em contato com o assessor da campanha do Fernando Pimentel”, afirmou Helena.

Ao ser questionada sobre a quem se referia, ela desconversou. “Mandei (a mensagem) para o assessor do Pimentel. Um dos assessores dele. Recebi todo material de doação dele, nem me preocupei. Ela falou: ‘dona Helena, nem precisa se preocupar’... Ele deu todo material, desde adesivos até esses banners. Eu sei quem é, mas não vou te falar agora, vou esperar a resposta dele”.

A reportagem procurou a assessoria do PT mineiro, responsável pela campanha de 2014, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Entrevista Helena Ventura

‘Se eu tivesse esse dinheiro, teria sido eleita com certeza. nem precisava disso tudo, era eleita com R$ 1 milhão’

Você conhece o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, dono da gráfica para a qual a sua candidatura pagou R$ 36 milhões?

Nunca nem tinha ouvido falar. Para nós (eu e minha advogada) o maior problema é como esse senhor chegou aos meus dados. Se existe esse pagamento, isso foi falso, totalmente falso.

Você assinou procuração a alguém?

Não, para ninguém. Não tenho a mínima ideia de quem possa ter sido. Única procuração que eu assinei foi para minha advogada, a gente tem que ter uma ajuda jurídica porque a política é um meio obscuro que a gente entra sabendo que um caminho que não sabe o que pode surgir, não é mesmo?!

Como e quando você ficou sabendo desse pagamento?

Alguém teria me falado de alguma coisa com a minha prestação de contas e eu pensei que não havia dado nenhum problema porque o TRE não mandou nenhuma diligência.

Você fez algum santinho para sua campanha?

Os santinhos que tive eu ganhei, a gráfica do PT é em São Paulo. Tudo feito na gráfica do PT. Não sei qual foi o total de unidades de publicidade em impresso que eu fiz, teria que olhar nas minhas notas fiscais, lá em casa.

Por que perdeu o prazo de filiação nas eleições de 2010?

Foi indeferida por problemas internos do PT, isso já passou, a gente já conversou. Não quero entrar nesse detalhe porque se eu fosse levar muito a sério ia dar muito problema, eu relevei e deixei passar. Dentro do partido alguém queria fazer alguma coisa comigo. Esqueceu de registrar a minha filiação.

Governo Pimentel: TCU identifica superfaturamento em contrato envolvendo empresa de Bené


TCU identifica superfaturamento em contrato envolvendo empresa de Bené

Ezequiel Fagundes - Hoje em Dia

ANESP/Divulgação

Levantamento do TCU apontou superfaturamento em contratos celebrados por Bené

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou superfaturamento em contratos celebrados entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e uma empresa controlada pelo empresário ligado ao PT Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené. O Ministério das Cidades elaborou as atas dos preços.

A Dialog Serviços de Comunicação Ltda., que teve a denominação alterada para Due Promoções e Eventos Ltda., foi contratada para prestar serviços “de organização de eventos visando todas as atividades de operacionalização, execução e acompanhamento” em Brasília e outros estados”.

Relatado pelo Ministro-substituto Augusto Sherman Cavalcanti, o acórdão 1366/2014 do TCU faz parte do relatório parcial da operação Acrônimo da Policia Federal (PF).

Desencadeada na última sexta-feira em Minas e outros três estados para coibir um esquema de lavagem de dinheiro a partir de desvios de recursos da União, a operação tem como um dos principais alvos o empresário Bené.

Em 2014, outra empresa controlada por ele, a Gráfica e Editora Brasil foi contratada pela campanha do governador Fernando Pimentel (PT) por R$ 3,2 milhões. Essa despesa, por sua vez, foi omitida da prestação de contas do petista, um dos motivos que ensejou a desaprovação da campanha de Pimentel, conforme o Hoje em Dia adiantou em novembro do ano passado. Bené foi preso e libertado após pagar fiança de R$ 78 mil.

De acordo com relatório do TCU, o Iphan emitiu empenhos à Dialog (Due) no valor de R$ 4,7 milhões, no período de 2008 a 2010. Já a Gráfica Brasil assinou, entre 2006 e 2015, contratos que somam R$ 465 milhões com diversos órgãos do governo federal.

No caso do Iphan, foram celebrados acordos “sem a respectiva previsão em projeto básico ou proposta, itens orçados pelas propostas da Dialog e pagos pelo Iphan em desacordo com o projeto básico, além de itens orçados pelas propostas da Dialog e pagos pelo Iphan em consonância com a ata de registro de preço, porém, em valores superiores aos pagos pela administração pública em outras licitações”.

O TCU identificou superfaturamento no “Seminário do Plano Nacional de Cultura”, “2° Seminário de Gestão Administrativa e Financeira para os Museus Regionais”, “Reunião Estratégica de Superintendentes e Dirigentes do Iphan”, entre outros.

De acordo com o Ministério das Cidades, é o Iphan o responsável pelos contratos com a empresa de Bené. O Iphan informou que vai se manifestar, nesta quarta-feira (3), sobre o relatório do tribunal. O advogado de Bené não foi localizado nesta terça-feira (2) para comentar o assunto.

4,7 milhões de reais é o montante que uma das empresa de Bené recebeu do Iphan, no período de 2008 a 2010
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/tcu-identifica-superfaturamento-em-contrato-envolvendo-empresa-de-bene-1.322479

Governo Pimentel: Complica mais ainda a relação de Bené com Carolina e Pimentel




CGU aponta 19 falhas em contratos da União com empresário ligado ao PT
Folhapress

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, embarca no bimotor no qual foi preso


RUBENS VALENTE

A CGU (Controladoria-Geral da União) identificou 19 falhas consideradas graves e médias em 39 contratos celebrados de 2006 a 2013, entre órgãos do governo federal e a principal empresa controlada por Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené.

A Gráfica Brasil assinou, entre 2006 e 2015, contratos que somam R$ 465 milhões com diversos ministérios, segundo a PF. Antes de 2006 e até 1998, o faturamento total da gráfica foi de apenas R$ 975 mil. Outra empresa de Bené fechou R$ 65 milhões em contratos com a União.

Empresário de Brasília ligado ao PT, Bené prestou serviços à campanha do governador petista Fernando Pimentel (MG), em 2014.

Bené foi preso pela Polícia Federal e libertado após fiança na última sexta (29), na Operação Acrônimo, sob suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Os documentos da CGU integram o inquérito aberto em outubro pela PF, e presidido pelo delegado Guilherme Torres, para apurar a apreensão de R$ 113 mil em um avião que transportava Bené e mais duas pessoas, incluindo Marcier Trombiere Moreira, que trabalhou no Ministério das Cidades e na assessoria da campanha de Pimentel.

A CGU identificou sobrepreço, "falhas no projeto básico", renovação contratual "indevida" e "irregularidades na comprovação de aplicação" de recursos de um fundo com dinheiro público.

Em um dos casos, a CGU notificou o Ministério das Cidades sobre "irregularidades [e] impropriedades" em um contrato de R$ 9 milhões. Conforme a CGU, houve "adesão indevida" a uma ata de preços de outro ministério, o do Turismo, manobra que levou à contratação da gráfica.

OUTRO LADO

Celso de Lemos, advogado, de Bené, disse que os indícios citados pela PF para obter mandados de busca e apreensão "não são claros". "A própria investigação ainda não foi concluída", disse. "Eles falaram muito, mas de substância mesmo, nada. Põe-se o carro na frente dos bois."

O Ministério das Cidades informou que "está à disposição para fornecer as informações que forem necessárias para colaborar com todas as investigações em curso".

Bené foi solto na última sexta após pagar multa, definida em R$ 78 mil pela PF. Foram soltos, ainda, Marcier, um primo de Bené –Pedro Augusto de Medeiros– e um funcionário do empresário.

Lemos disse que vai pedir a impugnação do valor da multa, que considerou "surreal". Ele orientou seu cliente a não sair de Brasília sem comunicar a Justiça Federal, onde tramita o inquérito da Operação Acrônimo.

A operação incluiu buscas em um endereço usado até 2014 pela atual primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira Pereira. Em entrevista neste sábado (30), Pimentel disse que houve "um erro" da PF e negou quaisquer irregularidades nos serviços.


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/06/1636699-cgu-aponta-19-falhas-em-contratos-da-uniao-com-empresario-ligado-ao-pt.shtml?cmpid=twfolha

Governo Pimentel: Empresa da mulher de Pimentel seria fantasma, aponta PF





Empresa da primeira-dama de MG seria fantasma, aponta PF

Relatório da Polícia Federal sobre a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, mulher do governador Fernando Pimentel (PT), aponta que uma empresa dela em Brasília seria fantasma.

O documento foi obtido pelo jornal "O Globo" e pela revista "Veja".

A empresa de Carolina, chamada Oli Comunicação, é investigada sob suspeita de ter sido usada por um grupo criminoso que atuaria em campanhas políticas do PT.
Ed Ferreira/Folhapress

Equipes apreendem documentos em empresa de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, em Brasília


"Nas salas 1810 e 1811 (onde deveria funcionar a empresa) não foi encontrada qualquer indicação da existência da mesma", diz o relatório.

A PF afirma que a empresa de Carolina teria sido usada "com a conivência" da primeira-dama. Ela é casada com o governado Fernando Pimentel desde abril.

A Polícia Federal também fez buscas no apartamento que Carolina Oliveira mantém em Brasília.

Ela morou na capital federal até meados do ano passado, quando Pimentel se candidatou ao governo de Minas.

O advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, disse à Folha que a empresa de comunicação nunca foi fantasma, pois tinha clientes, mas foi fechada quando Carolina mudou-se de Brasília para Belo Horizonte, no ano passado (leia texto abaixo).

SUSPEITAS

O documento integra a Operação Acrônimo, que prendeu nesta sexta-feira (29) o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, por conta de suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas do PT.

A PF também encontrou documentos que trazem indícios de que Bené teria atuado no caixa dois da campanha do governador. Uma tabela impressa em duas páginas traz a inscrição "Campanha Pimentel", segundo a PF.

Em outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral, a PF apreendeu R$ 113 mil em um avião de Bené que saíra de Belo Horizonte e pousara em Brasília. A suspeita é que o dinheiro seria usado em campanhas petistas.

Em 2010, na campanha que resultou na primeira eleição da presidente Dilma Roussef (PT), Bené alugou um casa em Brasília que era usada pelos petistas.

O empresário preso recebeu ao menos R$ 525 milhões em contratos com o governo federal desde 2005. O maiores contratos de Bené são com o Ministério da Saúde (R$ 105 milhões). A pasta também é investigada na Operação Lava Jato. Produtoras de publicidade que prestavam serviços para a pasta fizeram pagamentos ao ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR), que está preso.

O delegado da PF Dennis Cali afirmou nesta sexta que houve superfaturamento de contratos, desvio de recursos públicos e que alguns serviços não foram prestados.

Segundo o delegado, não são alvos da investigação o governador de Minas nem qualquer partido político.

A PF também cita no relatório troca de mensagens entre Bené e o ex-deputado petista Virgílio Guimarães que sugerem que eles tinham negócios conjuntos, classificados pelos policiais como uma "sociedade dissimulada". Ainda de acordo com a PF, o ex-deputado recebeu pelo menos R$ 750 mil de Bené.

Numa das mensagens interceptadas pela PF, Bené diz a Virgílio: "O cheque de 200 [mil] deve ter voltado. Pode pedir pra reapresentar".

Guimarães foi apontado nas investigações do mensalão como o parlamentar que introduziu o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza nos círculos do PT para operar um caixa dois que serviu para pagar uma espécie de mesada para a base aliada do partido.

Valério, que operava um esquema similar em Minas para o PSDB, segundo investigações da PF, foi condenado a 40 anos de prisão por conta do mensalão.

OUTRO LADO

A Oli Comunicação, empresa de Carolina Oliveira, não é de fachada, tinha clientes de fato e tem como comprovar que os serviços contratados foram prestados, diz o advogado da primeira-dama de Minas Gerais, Pierpaolo Bottini.

Segundo ele, a empresa foi fechada quando Carolina mudou-se de Brasília para Belo Horizonte no ano passado, para acompanhar Fernando Pimentel na campanha que elegeu-o governador.

Bottini diz que a empresa foi fechada e há documentos da Junta Comercial para comprovar o encerramento de suas atividades.

"A empresa da Carolina prestou serviços de comunicação, não tem nada de fachada ou de empresa fantasma", afirma Bottini.

Em nota divulgada na última sexta-feira, a assessoria da primeira-dama afirmou que "Carolina acredita que a própria investigação vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas".

O advogado de Benedito Rodrigues, Celso Lemos, não foi encontrado neste sábado, mas classificou na última sexta (29) as acusações da PF de "absurdas" porque o caso ainda está em apuração.

Segundo Lemos, o empresário colocou-se à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos desde que os R$ 113 mil foram apreendidos em outubro do ano passado, dentro de um avião.

Procurada, a assessoria de comunicação do governo de Minas afirmou que não comentaria fatos ocorridos durante a campanha e afirmou que o PT mineiro é que deve se pronunciar.

A Folha não conseguiu contato com a assessoria do PT na capital mineira.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1635892-empresa-da-primeira-dama-de-mg-seria-fantasma-aponta-pf.shtml?cmpid=facefolha