Orquestra Ouro Preto faz concerto em homenagem à obra de Fernando Brant e Bituca


Apresentação acontece diretamente da Igreja Nossa Senhora do Carmo, na antiga Vila Rica, e terá a participação especial da cantora Mariana Brant, sobrinha de Fernando
Por DA REDAÇÃO
21/11/20 - 10h00
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A cantora Mariana Brant fará uma homenagem ao tio, o saudoso compositor Fernando Brant, em uma live com a Orquestra Ouro Preto neste sábado (21)

Foto: Myriam Vilas Boas/Divulgação


Um dos trabalhos mais recentes e celebrados da Orquestra Ouro Preto é o concerto "Quem Perguntou Por Mim", que faz uma homenagem à obra de Fernando Brant e Milton Nascimento.

Neste sábado, a partir das 20h30, o espetáculo será apresentado em uma live direto de um dos cartões postais mais belos e importantes da antiga Vila Rica, a Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Com transmissão ao vivo no canal da Orquestra Ouro Preto no YouTube, “Quem perguntou por mim" revive grandes clássicos dessa parceria tão profícua da Música Popular Brasileira como “Travessia”, “Milagre dos Peixes”, “Encontros e Despedidas”, “Canção da América”, "Nos Bailes da Vida" e “Maria Maria”.

Com regência e direção musical do Maestro Rodrigo Toffolo, produção executiva da Palco Marketing Cultural, direção de cena de Paulo Rogério Lage e arranjos de Mateus Freire, o espetáculo vai contar com a participação especial da cantora Mariana Brant, sobrinha do compositor homenageado.

'A gente que é de matriz africana é de fé', diz Tizumba sobre o atual cenário



Maurício Tizumba, nesta sexta-feira (13), leva o projeto Tambor Mineiro para as ondas da internet
Por FELIPE PEDROSA | @JFELIPEPEDROSA
13/11/20 - 18h49
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Maurício Tizumba, durante a pandemia, experimentou fazer lives

Foto: Patrick Arley/Divulgação



O ano de 2020 não está sendo fácil para ninguém — muito menos para a classe artística. Maurício Tizumba, por exemplo, em agosto passado, fechou as portas do Espaço Tambor Mineiro, que ficava no bairro Prado, na região Oeste de Belo Horizonte, e teve que se reinventar, ou melhor, aprender a disseminar suas mensagens e sons pelas plataformas online. O artista, no entanto, em um bate-papo com a coluna Trem Para Fazer, do programa Manhã Super, da rádio Super 91,7 FM, deixou claro que tem vários projetos sendo gerados, que o centro de referência da cultura afro-brasileira será reaberto e que ele jamais perde a fé.

"A fé sempre me acompanhou, e eu nunca tive medo de mudanças”, sinalizou Tizumba, revelando de onde vem a força, a fibra, a energia para continuar: "A gente que é de matriz africana, a gente que atravessou o atlântico sequestrado em navios negreiros, é povo de fé, é povo de resistência”, afirma ele. “E é isso o que faz a gente mover e continuar”, completa.

E uma das alternativas — não só para Tizumba, mas para tantos outros artistas independentes — é se jogar nas novas plataformas. Por isso, o músico e percussionista deixa, durante este período de pandemia, os espaços públicos e migra para o 4G, ou Wi-Fi, como você preferir. O projeto Tambor Mineiro, referência na cena cultural de BH, terá uma edição online nesta sexta-feira (13), a partir das 20h, no canal da Cia Burlantins, no YouTube.

“O Tambor na Praça, na versão virtual, é um pouco mais difícil, complexo, porque na praça você tem o calor das pessoas, da plateia ali junto… e o virtual é complicado, é um desafio, pois nós temos que colocar uma energia legal para quem está do outro lado do vídeo”, explica Tizumba, que na apresentação inédita terá a presença de Renato Motha, seu parceiro desde o início dos anos 80.



Futuro
Tizumba, no bate-papo com a rádio Super 91,7, adiantou ainda um pouco do que vem por aí, num futuro não tão distante. Ao lado de Renato Motha, seu convidado desta sexta-feira (13), e de Patrícia Lobato, ele lançará o disco “Terreiro Zen”. “Eu estou também com um disco do Vander Lee chegando, com o disco que lancei com o Sérgio Pererê, mas que ainda não fizemos o show, e tenho planos de criar um disco novo aí pela frente”, disse.

Certo de sua missão, com a cultura afro-brasileira e com a cultura popular, Tizumba não pretende parar. Além dos discos e shows, assim como os projetos que sempre tocou na capital mineira, ele pretende encontrar uma nova casa para o Tambor Mineiro. “Espero que possa ter um espaço novo em 2021 para continuar trocando essa ideia de tambor na praça, tambor na rua e tambor em todos os lugares possíveis”, finaliza o artista.

O Tambor na Praça, versão virtual, pode ser conferido nesta sexta-feira (13), às 20, no canal da Cia Burlantins, no YouTube. Para conferir, clique aqui!

Kalil,faz vídeo de agradecimento para seu líder de governo Léo Burguês.



Raiva contra a Igreja católica está longe de se extinguir nos EUA



Em 2002, a Igreja Católica nos Estados Unidos adotou regulamentos internos que preveem a comunicação sistemática aos tribunais em caso de suspeitas
Por AFP
11/11/20 - 15h52
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Ex-arcebispo de Washington Theodore McCarrick foi afastado trinta e cinco anos depois de ser acusado de abuso sexual

Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP



A publicação de um relatório do Vaticano sobre um ex-cardeal americano acusado de crimes sexuais reacendeu a ira das vítimas contra a Igreja católica nos Estados Unidos, acusada de ainda não ter assumido todas as suas responsabilidades.

Trinta e cinco anos de impunidade. Esse foi o tempo entre a primeira denúncia de um seminarista contra o ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick, e sua demissão, no ano passado, aos 88 anos, segundo o relatório da Santa Sé publicado na terça-feira.

"Como vítima, é sempre repugnante", reagiu Mark Rozzi, um legislador da assembleia da Pensilvânia, estuprado por outro padre na pré-adolescência. "É de partir o coração para as vítimas ver que eles preferem acreditar nesses predadores do que neles."

Depois de uma longa lei do silêncio, a Igreja Católica americana tem sido regularmente contestada publicamente nas últimas duas décadas por casos de abusos sexuais e por encobri-los.

O último gesto de transparência, iniciado pelo papa Francisco, é apreciado, mas "o relatório me parece culpar principalmente homens que já morreram", disse Zach Hiner, diretor-executivo da rede Snap de apoio às vítimas.

Segundo ele, alguns nomes foram omitidos "porque ainda estão em seus cargos".

Em 2002, a Igreja Católica nos Estados Unidos adotou regulamentos internos que preveem a comunicação sistemática aos tribunais em caso de suspeitas, abandono de acordos de confidencialidade e sanções internas.

Desde então, os abusos relatados diminuíram significativamente.

No entanto, "a conferência episcopal (USCCB) se comporta como se fossem escândalos antigos, algo que não acontece mais hoje", mas casos recentes, especialmente aqueles que ocorreram em Nova Orleans entre 2013 e 2015 e em Michigan em 2013, mostram que não é assim ", enfatiza Zach Hiner.

O chefe do Snap lembra que a idade média em que as vítimas de agressão sexual se declaram como tal é de 52 anos, por isso costuma haver um efeito de atraso.

"Traição"

Para compensar a demora entre os fatos alegados e as denúncias, vários estados recentemente prorrogaram o prazo de prescrição para esses crimes.

Alguns, como Nova York, chegaram a abrir uma janela por alguns meses que permitia às supostas vítimas iniciar processos judiciais, independentemente da data dos supostos fatos. Mais de 3.000 pessoas se beneficiaram com essa opção.

A medida visa combater a impunidade de centenas de padres sancionados, que normalmente foram afastados da Igreja, mas nunca foram identificados ou acusados em juízo até, finalmente, serem cobertos pela prescrição.

Mark Rozzi espera trazer essa janela para a Pensilvânia no próximo ano. Para ele, a única maneira de chegar ao coração da Igreja é atacando seu bolso. “A única coisa que a Igreja Católica sempre amou foi o dinheiro”, diz ele.

Essa nova onda de processos poderia aumentar as despesas por danos, juros e outras indenizações para mais de quatro bilhões de dólares no total desde o início dos anos 1980.

Declarando-se incapazes de cumprir suas obrigações financeiras, pelo menos 11 dioceses foram colocadas sob proteção nos últimos dois anos, segundo o site Bishop Accountability.

“Na maioria das vezes é falso”, contesta Mark Rozzi.

Eles "transferem o dinheiro para outro lugar para proteger seus bens" e não compensar as vítimas. De acordo com o independente Pew Research Center, a população católica é, entre as principais religiões, a que diminui mais rapidamente nos Estados Unidos.

“A traição de sua confiança” sofrida por membros da Igreja Católica “atravessou várias gerações”, explica Stephen White, diretor do Projeto Católico, iniciativa da Universidade Católica dos Estados Unidos.

“Restaurar a confiança abalada levará décadas”, acrescenta.

E apesar de a associação CHILD USA revelar, em relatório publicado em outubro, que a implementação foi desigual, insuficiente e prejudicada por conflitos de interesse, muitas dioceses buscam aprimorar suas práticas para melhorar a transparência, mostrando-se mais vigilante e protegendo melhor as supostas vítimas.

“Estão começando a perceber que, se não começarem a fazer as coisas direito, vão desaparecer”, diz Mark Rozzi. "Mas pode ser tarde demais."

“Tenho esperança e confiança”, diz Zach Hiner, que afirma confiar em suas conversas com os paroquianos, “que tentam fazer sua Igreja avançar”. “Pode não ser tão rápido quanto gostaríamos”, admite, especialmente devido ao envelhecimento e à falta de renovação da hierarquia eclesiástica, “mas está em andamento”.

Consumidores denunciam Azul por preços abusivos depois de apagão no Amapá



Procon do Amapá autuou a empresa aérea pela suposta prática de aumento abusivo nos preços das passagens para o trecho Macapá-Belém
Por AGÊNCIA BRASIL
11/11/20 - 16h34
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Consumidores denunciam Azul por preços abusivos depois de apagão no Amapá

Foto: Embraer/reprodução


O Procon-AP autuou a empresa aérea Azul pela suposta prática de aumento abusivo nos preços das passagens para o trecho Macapá-Belém na terça-feira (10). Segundo o órgão, após receber denúncias de consumidores, os fiscais constataram que, em determinados dias e horários, os bilhetes para uma única pessoa estavam sendo vendidos por mais de R$ 4 mil.

Segundo o Procon, a Azul é reincidente em práticas que violam o Código de Defesa do Consumidor, já tendo sido autuada outras vezes, por outros motivos. A companhia tem 48 horas de prazo para apresentar sua defesa, sob pena de ser multada por violação do Código de Defesa do Consumidor.

Em nota, a Azul confirmou que foi notificada nesta segunda-feira (9), e que prestará os devidos esclarecimentos ao instituto. “A companhia ressalta que adota um sistema de precificação dinâmico no valor de suas passagens”, informou a empresa, explicando que os valores do serviço variam conforme a disponibilidade de assentos, a proximidade entre a compra do bilhete e a data do voo, o dia e horário em que o cliente queira viajar e a variação do valor do dólar e do preço do combustível de aviação.

Produtos Vencidos

Desde o último fim de semana, o Procon vem fiscalizando estabelecimentos comerciais para conter abusos e irregularidades. Além da Azul, foram atuadas duas grandes redes locais de supermercados e pequenos comerciantes. Entre os produtos mais visados em meio ao apagão que potencializou os efeitos do calor e da umidade típicos do estado, estão água engarrafada, gelo, velas e pão.

“Alguns empresários têm tido um comportamento deplorável, aproveitando-se de um momento em que todos estamos sofrendo”, disse à Agência Brasil o diretor-presidente do Procon do Amapá, Eliton Franco, acrescentando que, até a tarde de ontem, mais de 20 estabelecimentos tinham sido alvo da fiscalização. Em um deles, foram encontradas dezenas de frangos congelados com prazo de validade já vencidos.

“Houve um aumento brusco no preço do pãozinho. O preço da vela também aumentou de forma exagerada. O garrafão d´água de 20 litros, que era vendido por, em média, R$ 8, do nada subiu para R$ 15 – mas eu mesmo já identifiquei um estabelecimento onde ele estava custando R$ 25”, contou Franco, garantindo que não há o que justifique a alta dos preços. “Monitoramos também as indústrias, que não elevaram seus preços”.

Perguntado se os comerciantes não estariam repassando aos consumidores os custos com que tiveram que arcar devido à falta de luz e água, como, por exemplo, a instalação de geradores ou a perda de parte do material armazenado, Franco disse que não. “Não há justificativa. Alguns destes produtos, como a água, são produzidos aqui mesmo, no estado, por empresas que estão operando com geradores que já possuíam, e que nos garantiram que não aumentaram seus preços.”

Espanha passa a exigir teste PCR negativo a visitantes de 'países de risco'


Totalizando 40 mil mortes e 1,4 milhões de contágios, a Espanha é um dos países europeus mais afetados pela pandemia
Por AFP
11/11/20 - 16h44
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Espanha passa a exigir teste PCR negativo a visitantes de 'países de risco'

Foto: Guillaume Souvant / AFP



A Espanha exigirá aos visitantes vindos de "países de risco" com alta incidência do novo coronavírus um exame PCR negativo realizada em menos de 72 horas a partir de 23 de novembro, anunciou o Ministério da Saúde nesta quarta-feira (11).

Todo passageiro vindo de um desses países terá que garantir que "dispõe de um PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores à sua chegada na Espanha", e as autoridades poderão solicitar "a contra-prova do resultado" a qualquer momento, explicou o ministério em um comunicado.

"As agências de viagem, as operadoras turísticas e as companhias de transporte aéreo ou marítimo (...) deverão informar aos passageiros" sobre este novo requerimento, afirmou.

Até agora, os viajantes internacionais deviam responder a um questionário de saúde antes de entrar na Espanha e ter sua temperatura tomada.

Para determinar os "países de risco" dentro da Europa serão seguidos os critérios aprovados pela União Europeia, que levam em consideração a incidência acumulativa do vírus em catorze dias, a taxa de positividade dos testes e a quantidade de testes realizados por 100 mil habitantes.

Para países terceiros, a decisão se baseará na incidência acumulada em catorze dias.

Esta disposição responde a uma recomendação europeia que busca uniformizar as medidas adotadas nos diferentes países da UE, indicou o ministério.

No momento em que a segunda onda da pandemia atinge a Europa, a Grécia já solicita um PCR negativo para permitir a entrada em seu território, a Itália exige o exame apenas de visitantes de alguns países, enquanto a França realiza testes rápidos em aeroportos em passageiros vindos de países fora da Europa.

Totalizando 40 mil mortes e 1,4 milhões de contágios, a Espanha é um dos países europeus mais afetados pela pandemia.

'Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação': Maia rebate Bolsonaro


Presidente da Câmara usou o Twitter para criticar falas de Bolsonaro e reafirmar compromisso com vacina contra a Covid-19
Por DA REDAÇÃO
10/11/20 - 20h20
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Rodrigo Maia

Foto: José Cruz / Agência Brasil


O presidente da Câmara do Deputados Rodrigo Maia (DEM) usou o Twitter na noite desta terça-feira (10) para rebater falas do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) durante um evento do setor de turismo na tarde de hoje.

Segundo postou Maia, “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no país, uma economia frágil e um estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal”.

O parlamentar ainda completou: “E a todos os parentes e amigos de vítimas da covid-19 a nossa solidariedade.”


Mais cedo, falando sobre a crise gerada pela Covid-19, Bolsonaro afirmou que é preciso que o Brasil deixe de ser "um país de maricas". O chefe do Executivo continuou, afirmando que "tudo agora é pandemia" e que "tem que acabar esse negócio".

O chefe do executivo também disparou em provocação ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden, sobre possíveis sanções econômicas pela falta de preservação da Amazônia, que uma solução “apenas pela diplomacia não dá” nessa situação. “Depois que acabar a saliva tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, afirmou.