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Aécio : "Quem rebaixou o Brasil foi o governo do PT"



É inconcebível o que o PT tem feito ao Brasil. Sob qualquer ponto de vista –econômico, político, ético–, o que assistimos é a revelação estarrecedora da dimensão do fracasso petista. Que algo ia mal já se sabia havia muito tempo, mas é inacreditável a magnitude do precipício em que fomos jogados.

A combinação letal de sandice econômica, demagogia política e irresponsabilidade gerencial provocou uma derrocada gigantesca que nos custará anos de sacrifício para ser superada. Essa é a verdade, nua e crua.

Vejamos algumas notas tristes das últimas semanas: um milhão de empregos foram eliminados neste ano, a inadimplência atinge mais da metade das empresas brasileiras, 26 dos 27 Estados encontram-se em recessão, o país lidera a fuga de capital entre os países emergentes. A lista de números negativos é enorme.

O governo mentiu ao governar, mentiu para se reeleger, mente agora para se defender. Chega a ser patético o ir e vir de posições oficiais: num dia, o governo nega de pés juntos a existência das famosas pedaladas fiscais; no outro, ao ser condenado por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União, alega que elas foram cometidas para manter os benefícios sociais.

A verdade é que os programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida não somaram nem 4% da despesa primária do governo central. O maior volume de pedaladas foi a conta de R$ 50 bilhões de subsídios concedidos e ainda não pagos pelo Tesouro a grandes empresas pelo governo, via bancos públicos.

O PT sempre desprezou a Lei de Responsabilidade Fiscal. O ideário petista não prioriza o equilíbrio das contas públicas com o pretexto do discurso do atendimento aos mais pobres. Falácia. A máscara caiu. São os programas sociais que atendem aos mais vulneráveis, os que mais sentem as consequências dos desatinos cometidos ao longo dos últimos anos. Educação e saúde foram áreas que tiveram grandes cortes. A inflação cresce, e o Bolsa Família não tem reajuste há mais de um ano.

O PT errou grosseiramente nos fundamentos econômicos. E quem paga a conta são os mais pobres.

Infelizmente o governo não tem respostas críveis. A orquestrada verborragia de suas lideranças procura mais uma vez separar o Brasil entre "eles" e "nós". O discurso da vitimização, de tão usado, já não surte efeito. É impossível salvar o que foi destruído: reputação e confiança.

Não há esteio moral para quem herdou um país arrumado, respeitado, na boa trilha do crescimento, e o coloca agora nesse estado de desequilíbrio, sem credibilidade, à deriva. Com tantas barbeiragens, quem rebaixou o Brasil não foram as agências de risco A ou B. Foi o governo do PT.

Aécio Neves : "Só assumo se vencer uma nova eleição"




Aécio diz que não substituirá Dilma sem que haja eleição

Segundo colocado na eleição presidencial de 2014, o senador Aécio Neves disse que se recusaria a assumir imediatamente o cargo mais alto do país se a presidente Dilma Rousseff tiver o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“Para enfrentar o que precisa ser enfrentado, somente alguém com a legitimidade de uma eleição”, disse Aécio, em entrevista, nesta quinta-feira. “O clima de acirramento, de conflagração hoje sugeriria isso”.

Na semana passada, o TSE abriu uma investigação sobre as práticas de financiamento de campanha de Dilma e de seu vice-presidente, Michel Temer. Dilma e Temer poderão perder seus cargos se o tribunal decidir que eles financiaram a reeleição ilegalmente. Neste caso, o tribunal poderia convocar uma nova eleição ou apontar Aécio como vencedor.

Ele ficou em segundo lugar na disputa do ano passado pela menor margem em mais de seis décadas.

O governo, que nega qualquer irregularidade, está diante do que deve ser a mais longa recessão em mais de 80 anos. O índice de aprovação da presidente Dilma atingiu uma baixa recorde depois de ela descumprir promessas de campanha e adotar medidas de austeridade, incluindo aumentos de impostos e redução nos pagamentos de pensões e seguro-desemprego.

O partido de Aécio

O PSDB, partido que Aécio preside, lidera esforços em duas frentes para tirar Dilma do Planalto. Junto ao TSE, a legenda pediu que as finanças da campanha do PT sejam investigadas.

E, no Congresso, o partido apoia o pedido de impeachment que um grupo de advogados apresentará ao Congresso na semana que vem.

“O impeachment não nos favorece do ponto de vista pragmático”, disse o senador, alegando que o partido se concentra na eleição presidencial de 2018. “Se ela conseguir chegar em 2018, para nós está OK essa agenda”.

“Agora, é óbvio que se vêm essas denúncias todas, a reprovação das contas, se o Congresso é submetido a uma proposta de impeachment, o PSDB vai votar favoravelmente, mesmo com muitas preocupações sobre o day-after”.

Aécio diz que o partido “tem responsabilidade” e não permitirá que propostas de aumento de gastos públicos sejam aprovadas no Senado. O Congresso deve analisar em novembro os vetos presidenciais feitos a medidas que poderiam aumentar o déficit orçamentário, já em 9,2 por cento do produto interno bruto.

Semana turbulenta

Os comentários de Aécio surgem ao final de uma semana turbulenta em Brasília, em que membros da oposição prometeram aumentar os pedidos de afastamento de Dilma, e o Supremo Tribunal Federal entrou na discussão, emitindo liminares contra os ritos de impeachment ditados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A ameaça de abertura de um processo de impeachment engessa o governo e o Congresso, paralisando os esforços para cortar gastos e tirar o Brasil da recessão.

O real sofreu a maior desvalorização entre as principais moedas do mundo na semana passada, com queda de 1 por cento devido ao temor dos investidores de que a turbulência política piore a recessão.

A economia deve registrar uma contração de 3 por cento neste ano, ao passo em que a inflação subirá 9,7 por cento, mais que o dobro do centro da meta fixada pelo governo, segundo a última projeção dos analistas na pesquisa Focus do Banco Central.

Na semana que vem, advogados da oposição apresentarão um novo pedido de impeachment, argumentando que Dilma violou a Lei de Responsabilidade Fiscal neste ano e no ano passado, entre outras acusações.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União recomendou que o Congresso rejeite as práticas contábeis do governo em 2014, dizendo que a administração federal usou manobras contábeis para esconder déficits orçamentários.

O núcleo jurídico do governo diz que não houve ilegalidade contábil.~

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/aecio-diz-que-nao-substituira-dilma-sem-que-haja-eleicao

Aécio cobra mais agilidade do Congresso







Aécio Neves cobra agilidade do Congresso na votação do projeto que torna obrigatório repasse dos recursos da segurança pública

Aécio Neves é autor do projeto de lei 698, que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário.

O senador Aécio Neves cobrou hoje (14/10) do Congresso Nacional maior agilidade na aprovação do projeto de lei que torna obrigatória a transferência de recursos do governo federal para os estados na área de segurança pública. Em reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), esta manhã, Aécio disse que os estados e municípios têm tido seus recursos de segurança bloqueados pelo governo federal ao longo dos últimos dez anos, impedindo os investimentos necessários à proteção da população e na ampliação e melhoria do sistema prisional.

Aécio Neves é autor do projeto de lei 698, que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário, tornando o repasse obrigatório aos estados e municípios, como já ocorre na área da educação.

"A proibição do contingenciamento dos recursos de segurança pública - com a sua transferência por duodécimos para os estados federados e através de critérios de índice de violência e população - é algo maduro nesta Casa. Está pronto para ser colocado em votação. O tema de educação e o tema de segurança pública são aqueles mais urgentes a serem deliberados por essa Casa", disse o senador.

Aécio Neves acrescentou que, ano passado, o Fundo Nacional de Segurança, aprovado pelo Congresso, não teve sequer 30% do seu volume aprovado executado. O Fundo Penitenciário não teve executado sequer 10%.

"Quando não há prioridade do governo para a questão da segurança pública, cabe ao Congresso Nacional garantir que essa prioridade seja efetivada em lei, com a proibição do contingenciamento desses recursos", destacou Aécio Neves.


http://www.onortao.com.br/noticias/aecio-neves-cobra-agilidade-do-congresso-na-votacao-do-projeto-que-torna-obrigatorio-repasse-dos-recursos-da-seguranca-publica,53761.php

Declaração de Aécio Neves: " Decisão histórica do TCU de rejeitar as contas do governo Dilma"




Declaração do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, sobre decisão dos ministros do TCU que, hoje à noite, por unanimidade, rejeitaram as contas do governo Dilma Rousseff, em 2014, em razão das manobras fiscais (pedaladas) executadas e que violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A decisão histórica do Tribunal de Contas da União (TCU) demonstra de forma definitiva que o governo da presidente Dilma Rousseff cometeu sucessivas ilegalidades para vencer as eleições.

O fato concreto é que fica comprovado que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade e caberá agora ao Congresso Nacional determinar as sanções cabíveis.

O que me parece claro é que a sensação de impunidade e o desprezo às leis que conduziram muitas das ações desse governo não terão mais espaço no Brasil que precisamos construir.”

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Aécio Neves : Dilma é a "não presidente". Até quando?




A "não presidente"

Por Aécio Neves - Folha de São Paulo


O  arremedo de reforma ministerial que acaba de ser anunciado expõe ao limite máximo a constrangedora fragilidade da presidente da República e tem como principal efeito o adensamento da desqualificação da sua gestão à frente do país.

No momento em que o Brasil precisava de um gesto de desprendimento e coragem para fazer mais do que uma reforma, uma revolução gerencial, com intervenções profundas na estrutura governamental e a introdução de mecanismos inovadores em busca de eficiência e resultados, além de uma imperativa limpeza ética, o que se viu foi uma reforma marcada pela covardia e pela farta distribuição de nacos de poder, como se fossem mercadorias entregues àqueles que, de alguma forma, ameaçavam a permanência da presidente no cargo.

Ou alguém em sã consciência pode acreditar que a escolha dos novos ministros - para ficar apenas nas duas pastas mais relevantes - teve como objetivo melhorar a qualidade da saúde pública oferecida aos brasileiros ou colocar de pé a falaciosa "pátria educadora"?

A lógica da reforma não foi servir ao Brasil, mas, uma vez mais, atender às conveniências e aos interesses nada republicanos do governo e do PT. A verdade é que a presidente capitulou e jogou pela janela o pouco de autoridade que lhe restava.

Com o país mergulhado em crises cada vez mais graves, meses de discussões foram consumidos nos gabinetes de Brasília com o único propósito de evitar o encontro de contas com a Justiça, de uma presidente eleita através de manobras sob drástica suspeição e pressionada por sucessivas denúncias de que o dinheiro da corrupção alimentou o caixa de sua campanha eleitoral.

Está chegando a hora de esclarecer com rigor tudo o que aconteceu. Os órgãos de controle do país saberão cumprir com independência, e sob o olhar atento da sociedade brasileira, o papel que deles se espera. Porque ninguém pode estar acima da lei, em especial quem deveria dar o exemplo - a presidente da República.

Se antes tínhamos uma presidente frágil, acossada pela crise econômica que seu próprio governo criou; pelos seus efeitos sociais que atingem de forma avassaladora principalmente os mais pobres, com o desemprego alarmante, juros escorchantes e inflação crescente; e por uma crise moral sem precedentes, com denúncias que chegam cada vez mais próximas do seu governo e do seu antecessor, resta agora uma "não presidente", que, para continuar no Palácio da Alvorada e frequentando o escritório do Planalto, parece ter abdicado das suas responsabilidades constitucionais.

A sensação que nos resta está expressa na frase proferida pelo ex-presidente Fernando Henrique: "A presidente já não governa mais. Ela é governada".

Até quando?

Aécio : " O Brasil cansou de decisões paliativas"


Oportunidade

Por Aécio Neves : Folha de São Paulo

A sociedade brasileira precisa estar atenta a uma iniciativa de grande valor que está em discussão no Congresso: o Projeto de Lei 555, que trata da Lei de Responsabilidade das Estatais e está na ordem do dia para ser votado no Senado Federal.

Quem acompanha os escândalos financeiros envolvendo nossas estatais perceberá que a proposta pode significar o começo de uma revolução silenciosa e transformadora nas relações entre elas e seu controlador –o governo.

A questão central é que a atual Lei das Sociedades Anônimas estabelece que o controlador –o governo, portanto– "poderá orientar as atividades da companhia de modo a atender ao interesse público que justificou a sua criação", o que tem garantido salvo-conduto para a realização de verdadeiras atrocidades gerenciais, como as observadas nos últimos anos na Petrobras, Eletrobras e Correios, entre outras.

Como o legislador nunca se preocupou em decidir o que vem a ser "interesse público", tudo ou quase tudo é permitido. O que se propõe agora é definir o que pode ser considerado como interesse público, e a forma com que a manifestação do mesmo se dá –através de explicitação de contrato entre o controlador e a empresa.

O contrato deverá determinar a remuneração da empresa pela execução do projeto de interesse público, além de obrigar o pagamento dos serviços pelo controlador, com a necessária previsão orçamentária.

A prestação de contas inclui não somente o monitoramento periódico da execução financeira, mas a verificação se o projeto atendeu ao interesse público que justificou sua existência. Há ainda um substancial aperfeiçoamento dos instrumentos de prestação de contas, com reforços do papel do conselho fiscal e da criação de comitê de auditoria, vinculado ao conselho de administração.

Mas quem aprovará esse contrato que dirá o que é e o que não é interesse público? O conselho de administração da estatal. E é neste ponto que o projeto de lei contém outro marco importante. Pelo menos 20% da composição dos conselhos –quase sempre capturados por interesses políticos e ocupados por ministros e apadrinhados– passarão a contar com conselheiros independentes, profissionais com pelo menos 10 anos de experiência e sem vínculos com partidos, sindicatos ou com o controlador.

Processos galvanizadores que resultam em transformações da sociedade, com efeitos de longo prazo, muitas vezes precisam de uma conjuntura crítica, como a atual, para se tornarem realidade.

O Brasil cansou de decisões paliativas que, na maioria das vezes, apenas adiam a solução do problema. Neste caso da governança das estatais, temos uma oportunidade real de fazer uma revolução em favor da transparência e da eficiência.

Aécio fala de um país sem rumo




Sem rumo

Por Aécio Neves/Folha de São Paulo

Se questionados, provavelmente 9 em cada 10 brasileiros achariam o atual governo um dos mais fracos e ineptos de toda a história do país. O décimo teria certeza.

Contrariando a máxima de que toda unanimidade é burra, vai se consolidando no país a convicção de que vivemos um período de desgoverno sem paralelo, agravado pela reiterada incapacidade de quem o comanda de se colocar à altura da complexidade da crise. Crise, aliás, urdida e fomentada nas hostes do partido governista, sob as bênçãos de suas maiores lideranças.

O que mais assusta é a ausência de perspectivas. Não há uma agenda visível e factível para o país.

Para onde vamos, afinal? O que estamos assistindo, entre assustados e indignados, é a erosão crescente do nosso futuro. O presente, por sua vez, é uma incógnita que se sustenta na falta de uma coordenação efetiva. Este é um governo que reage apenas a espasmos, quando se sente acuado.

Foi preciso perder a nota de crédito de uma agência de risco para anunciar o esforço necessário para apresentar um Orçamento que não fosse deficitário. O pacote improvisado está longe de reduzir o ônus do Estado obeso e ineficaz que a nação é obrigada a carregar e impõe sacrifícios a quem já paga uma das taxas de tributação mais altas do planeta.

O receituário de plantão é um só: aumentar a arrecadação com mais impostos. Já pressionado pela conjugação de inflação e recessão, o brasileiro se vê forçado a pagar ainda mais ao Estado. A verdade é que parece que a presidente não quer mudar nada. Ao que tudo indica, ela nunca achou que estivesse errada. Para que tenha êxito, qualquer programa de ajuste depende da confiança em quem o conduz.

Mas como confiar em quem usou e abusou da mentira, omitindo do país uma realidade que já se anunciava extremamente grave, apenas para vencer as eleições? Como confiar em um governo que diz uma coisa hoje e amanhã age de forma contrária?

Os movimentos erráticos proliferam em todas as direções, desnorteando empresários, investidores e cidadãos. Os ministros da área econômica divergem sem constrangimento, as bases de sustentação da atual administração clamam contra as medidas e o próprio Planalto dá sinais ambíguos sobre as políticas e medidas que defende em público.

Nas relações conflituosas com o Poder Legislativo e no desrespeito com as forças legítimas da oposição, o governo tem sido pródigo em contrariar todos os fundamentos da boa política.

O que mais falta acontecer?

P.S.: Em meio a todo o debate sobre a grave crise econômica, chama a atenção o ensurdecedor silêncio do ex-ministro Guido Mantega. Nem uma palavra em defesa da obra que conduziu sob as bênçãos dos presidentes Lula e Dilma.

Aécio : " Golpe é usar dinheiro do crime para obter votos"




Para Aécio, golpe é 'usar dinheiro de crime' para obter votos
Frase do tucano é uma resposta à declaração da presidente Dilma Rousseff.
Dilma disse que usar crise para chegar ao poder é 'versão moderna do golpe'.

Do G1, em Brasília
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), respondeu nesta quinta-feira (17) a declaração da presidente Dilma Rousseff de que "usar a crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe". Para Aécio, "golpe é utilizar de dinheiro do crime ou de irresponsabilidade fiscal para obter votos".

O senador comentou a fala da presidente antes de participar de um seminário promovido pelo PSDB em Brasília. Ele disse ainda que Dilma está "obcecada" com a palavra golpe.

"Golpe e atalho para se chegar ao poder é utilizar de dinheiro do crime ou de irresponsabilidade fiscal para obter votos. Não faço aqui prejulgamentos, mas nós temos que garantir que as instituições estejam blindadas", afirmou Aécio. Ele fez referências a uma ação no Tribunal Superior Eleitoral que apura se houve irregularidades nas doações de campanha da presidente e também a uma ação no Tribunal de Contas da União sobre supostas "pedaladas" fiscais do governo.

Nesta terça-feira, deputados de seis partidos da oposição (PSDB, DEM, PPS, SD, PSC e PTB) apresentaram uma questão de ordem indagando formalmente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre os mais de dez pedidos de abertura de processo de impeachment da presidente da República enviados à Casa. A estratégia abre caminho para que se discuta oficialmente o tema na Câmara.

Depois da frase sobre usar a crise ser uma versão moderna do golpe, dada em uma entrevista a uma rádio de Presidente Prudente (SP), Dilma voltou ao tema durante discurso em evento de entrega de casas na cidade paulista. Ela declarou que "usar atalhos questionáveis" para alcançar o poder é golpe.

"Nós hoje quando abrimos os jornais vimos uma presidente da república obcecada com o próprio fim do seu governo. A presidente ontem por duas vezes, sem ser instada fala em golpismo, fala em atalhos pra se chegar ao poder", criticou Aécio.
Fonte: G1
http://dropsmisto.blogspot.com.br

Aécio : " Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político"


Na contramão

Aécio Neves/Folha de São Paulo

Na semana passada, o Brasil perdeu o grau de investimento, pelos sucessivos erros de política econômica dos governos Lula e Dilma.

Como se sabe, de 2003 até 2008, o governo do PT se caracterizou pela continuidade da política econômica do governo FHC. Nesse período, o maior crescimento da economia mundial, o boom de commodities e a melhora da produtividade, fruto de reformas iniciadas no final de década de 1980, nos levaram a conquistar o grau de investimento no auge da crise financeira internacional em 2008.

A partir dali, o presidente Lula começou a implementar o programa econômico do PT, que partiu da premissa de que o governo é onipotente e decide quem serão os vencedores; que taxa de juros poderia ser fixada por decreto; que o aumento da dívida pública e a concessão exagerada de subsídios levariam a um maior crescimento; que o controle de tarifas públicas poderia conter a inflação e que o gigantismo do Estado era a única forma de aumentar oferta de serviços de educação e saúde.

O resultado foi que, a partir de 2011, a produtividade parou de crescer, o buraco das contas externas mais do que dobrou –um superavit primário que era de R$ 128 bilhões em 2011 transformou-se em um deficit de R$ 32,5 bilhões, em 2014 e a dívida bruta do Brasil cresceu em mais de R$ 500 bilhões decorrente de empréstimos para bancos públicos e da concessão indiscriminada de subsídios.

O Brasil, já neste ano, será o país emergente com maior endividamento bruto e com a maior conta de juros e, mesmo assim, a presidente Dilma mandou para o Congresso uma proposta orçamentária que prevê deficit primário de mais R$ 30 bilhões e um drástico crescimento da despesa.

Que ajuste fiscal é esse?

Ao final, a perda do grau de investimento não chegou a ser uma surpresa diante da avalanche de erros, agravada pelo maior escândalo de corrupção da história do Brasil, a Lava Jato, e a incapacidade política deste governo de planejar o futuro e de apresentar um caminho minimamente confiável para a superação da crise.

Recuperar o grau de investimento exige credibilidade para negociar com o Congresso e com a sociedade um ajuste fiscal estrutural e uma ampla agenda de reformas que aumente a produtividade e acelere o crescimento do país. Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político para essa tarefa.

Em resumo: em 2008, no auge da crise, o Brasil recebe o selo de bom pagador, fruto das reformas do governo FHC e até ali mantidas em grande parte pelo governo Lula. Agora, enquanto o mundo se recupera e as principais economias voltam a crescer, o Brasil vê sua nota de crédito ser rebaixada. Obra de responsabilidade exclusiva do PT e seus governantes.

Governo Pimentel quer acabar com benefícios dos servidores do Estado criado por Aécio Neves



Pimentel quer dar o calote nos funcionários do Estado que cumpriram metas em 2013 e 2014 e não vai estipular as novas metas para 2015

O deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB), do Bloco Verdade e Coerência, criticou, nesta quinta-feira (03/9), a decisão do governo do PT em Minas Gerais de acabar com o Prêmio por Produtividade, bônus pago aos servidores públicos mineiros pelo cumprimento de metas e resultados na prestação dos serviços públicos. O anúncio foi feito pelo secretário de Planejamento do Estado, Helvécio Magalhães, pela imprensa, e deixou apreensivos cerca de 365 mil servidores da ativa que ficarão sem receber os bônus relativos aos anos de 2013 e 2014.

Desde que foi criado, na gestão do governador Aécio Neves, o Prêmio por Produtividade já pagou mais de R$ 2,4 bilhões e já foi reconhecido pelo Banco Mundial como uma das melhores práticas de gestão do mundo.

“É lamentável que o PT reconheça que deve, mas faça a ameaça de não pagar. Isso é calote com seus próprios servidores, que se comprometeram com metas ousadas e agora poderão ficar sem receber um dinheiro que é deles. O modelo implantado em Minas e que vigorou nos últimos 12 anos direcionava o empenho dos servidores para a melhoria dos resultados entregues aos cidadãos. O não pagamento e a extinção do Prêmio vai desestimular os servidores a produzirem mais”, afirma Mourão.

O deputado lembrou que o conjunto de medidas de gestão do governo mineiro, conhecido como Acordo de Resultados, foi marcado por metas audaciosas e contribuiu, por exemplo, para fazer com que Minas tivesse a melhor educação no Ensino Fundamental, de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb 2013) e a melhor saúde do Sudeste, segundo a avaliação do Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde 2012 (IDSUS), último ano de apuração.

Na primeira etapa do Acordo de Resultados, os secretários se comprometiam com o governador, por exemplo, a aumentar a nota no Ideb, a reduzir a mortalidade infantil e a reduzir os índices de criminalidade. Na segunda etapa, as metas para alcançar esses desafios eram pactuadas com os servidores de cada escola, de cada Gerência Regional de Saúde, de cada unidade das polícias Civil e Militar e com cada equipe. O valor do bônus pelo cumprimento das metas correspondia a até um salário do servidor.

Modelo reconhecido

O modelo implantado na gestão tucana atraía a atenção de outros estados e países. Delegações do Banco Mundial e outras vindas de diversas regiões visitaram o Executivo para conhecer a experiência mineira. Apenas nos últimos dois anos, o governo de Minas recebeu comitivas do governo indiano, do Ministério do Meio Ambiente, dos governos de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, prefeituras de Blumenau, de Santos e de Salvador

O Prêmio por Produtividade e o Acordo de Resultados foram instituídos pela Lei nº 14.694/2003. Em 2008, esse instrumento foi ampliado para o conjunto de servidores. As alterações foram feitas por meio da Lei nº 17.600/2008, regulamentada pelo Decreto nº 44.873/2008.

O cumprimento das metas era avaliado por uma Comissão de Acompanhamento e Avaliação, responsável por atribuir a nota ao desempenho alcançado. O alcance das metas era pré-condição para o pagamento do bônus, que levava em consideração também os dias efetivamente trabalhados.

Fonte: Bloco Parlamentar Verdade e Coerência- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/pt-quer-acabar-com-premio-por-produtividade-importante-conquista-dos-servidores-publicos-de-minas#sthash.NZDVJ4yl.dpuf

Aécio declara apoio à recondução de Rodrigo Janot à PGR





Dilma Rousseff formalizou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje a indicação de Janot para continuar à frente da instituição por mais dois anos.

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), declarou nesta terça-feira, 11, apoio à recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao comando do Ministério Público Federal. A presidente Dilma Rousseff formalizou no Diário Oficial da União (DOU) de hoje a indicação de Janot para continuar à frente da instituição por mais dois anos.

"As oposições não têm nenhuma razão para não votar pela recondução do PGR Rodrigo Janot. Este é sentimento unânime dentro da nossa bancada no Senado Federal. Obviamente não somos maioria, mas minha avaliação é que o nome passa, e passa com relativa tranquilidade. Vamos fazer isso com absoluto respeito às instituições", ressaltou o senador Aécio Neves após participar de encontro em Brasília com dirigentes estaduais do partido.

A permanência do procurador-geral no posto ainda depende de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e também de aprovação do Plenário da Casa, na qual ele deverá enfrentar resistência por parte de alguns senadores, já que 13 são alvo de investigações da Operação Lava Jato, conduzida por Janot junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da CCJ do Senado, senador José Maranhão (PMDB-PB), disse nesta terça-feira que pretende dar prioridade ao processo de Janot assim que receber a notificação do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). "Ainda não fui notificado. Mas quando for vamos fazer o que está previsto no regimento interno, a começar pela escolha do relator e, em seguida, a realização da sabatina. Acho que o clima não é desfavorável ao procurador", afirmou José Maranhão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi o mais votado na eleição interna do Ministério Público realizada na semana passada. Ele obteve expressiva maioria, com 799 votos, o que significou um apoio de 81% dos votantes.

Aécio : "Não se enxerga verdade ao se olhar para Dilma!"




Instabilidade do governo Dilma impede solução para crise econômica, avalia Aécio Neves

"Se as pessoas olham para a presidente da República e não enxergam ali verdade, sinceridade no que diz, certamente a confiança vai se distanciar cada vez mais", diz Aécio.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, se reuniu nesta terça-feira (4) com lideranças do partido em Brasília para avaliar o quadro político, agravado com os novos desdobramentos da Operação Lava Jato e pela piora dos indicadores econômicos. Após o encontro, o senador afirmou que a falta de credibilidade e a instabilidade política do governo da presidente Dilma Rousseff impedem uma solução de curto prazo para a crise da economia brasileira.

"Lamentavelmente vivemos uma política econômica extremamente grave e que, na verdade, impede uma solução de curto prazo pela absoluta instabilidade do governo. O Brasil tem um desgoverno. As coisas já não caminham minimamente na direção correta porque falta ao governo autoridade, falta ao governo credibilidade. E isso não se conquista com palavras vazias, com discursos de boas intenções. E as ações do próprio governo e das empresas do governo federal só agravam este descrédito", declarou Aécio Neves em entrevista à imprensa na sede do partido.

O senador também afirmou que a presidente Dilma Rousseff precisa assumir sua responsabilidade pela grave crise na qual seu governo mergulhou o país. Sem isso, avalia, ela terá grandes dificuldades para governar.

"A presidente Dilma tem que governar o Brasil, tem que assumir esse mandato e para isso é fundamental que ela faça mea culpa, que ela pare de dizer que a responsabilidade com o que ocorre no Brasil é responsabilidade da crise internacional ou é da seca do Nordeste. Enquanto a presidente não olhar para os brasileiros e dizer a verdade, ela terá muitas dificuldades para recuperar aquilo que é essencial para quem governa: confiança, credibilidade. Momentos difíceis todos os governos passam por eles, mas se as pessoas olham para a presidente da República e não enxergam ali verdade, sinceridade no que diz, certamente a confiança vai se distanciar cada vez mais", avaliou.

Assalto aos cofres públicos

Aécio Neves também avalia que a 17ª fase da Operação Lava Jato, que resultou na prisão do ex-ministro da Casa Civil da Presidência no governo Lula, José Dirceu, aproxima o Palácio do Planalto do escândalo de corrupção da Petrobras.

"Acho que já chegaram muito perto [do Planalto] porque o extrato desse assalto aos cofres públicos em boa parte serviu para alimentar esse projeto de poder. As denúncias e, obviamente, elas precisarão vir acompanhadas também de comprovações, de provas, mostra que isso atendeu aos interesses de um projeto de poder. Se alguns sim se enriqueceram lateralmente desse processo devem responder por isso. Mas a montagem dessa organização e dessa estrutura, segundo o Ministério Público, continuada após o mensalão, teve um objetivo central: manter esse grupo político que está no poder", afirmou.

O presidente nacional do PSDB classificou de inadmissível o fato de as investigações do Ministério Público Federal apontarem que o assalto aos cofres da Petrobras ocorreu paralelamente ao julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Essa questão relativa à prisão do ex-ministro José Dirceu, como disse ontem o nosso líder, senador Cássio Cunha Lima, o que nos salta é a continuidade da obra, não bastassem as condenações que ocorreram muito pouco tempo atrás. O crime foi, segundo diz o Ministério Público, continuado, reiterado. Isso é absolutamente inadmissível", disse Aécio Neves aos jornalistas.

O senador destacou a gravidade das novas investigações da Lava Jato que apontam para a cobrança de um 'pedágio' também das empresas que prestavam serviços para a Petrobras. "Quando nós assistimos agora empresas prestadoras de serviços também tendo que pagar propina, como denuncia o Ministério Público nessa última fase da delação que levou inclusive em parte à prisão do ex-ministro José Dirceu, é a demonstração de que para se trabalhar com esse governo tinha que se pagar pedágio. E isso fica cada vez mais claro. E se isso terá efeito nas manifestações do dia 16, só o dia 16 vai dizer isso, mas que a indignação das pessoas é cada vez maior, isso se constata em qualquer esquina do Brasil, em qualquer reunião da qual você participe".

Inserções do PSDB

Aécio Neves também anunciou que as próximas inserções do PSDB no rádio e na TV irão convidar as população para as manifestações previstas para o dia 16 de agosto. "O PSDB vai apresentar na quinta e no sábado, nas suas inserções, no horário da propaganda eleitoral, um claro convite aos brasileiros que estão, como nós, indignados com a corrupção e com a mentira, para que participem, ressaltando sempre o protagonismo desses movimentos que as organizam. O PSDB vai participar como parcela da sociedade brasileira", destacou.

Aécio : "Pacote de Dilma foi feito no total improviso e vai frustrar"




Pacote de concessões é feito no improviso e vai frustrar os brasileiros, diz Aécio
Em discurso no plenário do Senado, o ex-presidenciável do PSDB lembrou, ainda, que a medida vai na direção oposta à pregação histórica do PT

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira, 9, que o pacote de concessões lançado pela presidente Dilma Rousseff e a equipe dela nesta manhã no Palácio do Planalto é feito com "tamanho improviso" que frustrará novamente os brasileiros. "A coisa é feita com tamanho improviso que o conjunto de intenções certamente nos frustrará como ocorreu em 2012", disse Aécio, em discurso no plenário do Senado.


Segundo o senador tucano, o pacote prevê que, dos R$ 198,4 bilhões previstos para serem gastos, apenas R$ 60 bilhões serão empregados no atual mandato de Dilma - na verdade, o número preciso é de R$ 69,2 bilhões. Para ele, derrotado pela petista na eleição presidencial em outubro passado, o governo carece daquilo que é essencial para alavancar a economia, credibilidade e confiança.

Aécio disse que, para além das crises econômica e moral, a crise de confiança impede que "os agentes econômicos venham a ser parceiros de um governo que não confia".

O ex-presidenciável do PSDB afirmou que o pacote também vai na direção oposta à pregação histórica do PT ao propor uma série de privatizações. Segundo ele, a atitude até agora do governo impediu que o país avançasse na área da infraestrutura.

O tucano qualificou a ferrovia bioceânica, com investimentos previstos de R$ 40 bilhões, como mais uma "vertigem, uma ilusão de um governo que perdeu o chão". Ele disse que, ao contrário do mundo cor de rosa pregado por Dilma nas eleições, quando teria assegurado a ampliação de direitos das pessoas, o horizonte é cinzento. "A montanha pariu o rato", concluiu Aécio.

http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2015/06/09/internas_economia,656497/aecio-pacote-de-dilma-e-feito-com-tamanho-improviso-que-vai-frustrar-novamente.shtml

Aécio fala sobre a posição do PSDB sobre a maioridade penal

  Video: Entrevista coletiva do presidente do PSDB, senador Aécio Neves

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou hoje (09/06), em Brasília, o consenso do PSDB em torno de três propostas no debate sobre a maioridade penal no Brasil.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, anunciou hoje (09/06), em Brasília, o consenso do PSDB em torno de três propostas no debate sobre a maioridade penal no Brasil.

Em coletiva, o senador disse que os tucanos defenderão a PEC que flexibiliza a aplicação da lei no caso de crimes graves cometidos por menores, modifica o ECA e aumenta a pena para autores de crimes graves e o projeto de lei que torna crime hediondo e triplica a pena para adulto que usar menores em práticas criminosas.

Acima trechos da coletiva do senador Aécio Neves.

Propostas do PSDB sobre redução da maioridade penal

http://www.onortao.com.br/noticias/video-entrevista-coletiva-do-presidente-do-psdb-senador-aecio-neves,43821.php

Aécio cobra de Dilma a sua posição sobre o fator previdenciário






Aécio cobra definição de Dilma sobre fator previdenciário


“A presidente Dilma tem o compromisso com a manutenção do texto que ora chega da Câmara dos Deputados e que poderá ser aprovado pelo Senado Federal, em consonância com aquilo que disse na campanha eleitoral?”, questiona Aécio.


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves cobrou esta tarde (27/05) do líder do governo no Senado qual será a decisão da presidente Dilma Rousseff sobre as mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados nas regras de previdência social dos trabalhadores brasileiros.

Em pronunciamento no Senado, Aécio Neves disse que o governo federal precisa assumir com clareza quais medidas serão adotadas e, o principal, se haverá veto da presidente Dilma à mudança do fator previdenciário para os aposentados, como foi aprovado na Câmara dos Deputados.

A Medida Provisória 664 muda as regras do INSS para cálculo das aposentadorias ( o chamado fator previdenciário), atendendo reivindicação das centrais sindicais, mas também reduz conquistas dos trabalhadores ao alterar a lei das pensões por morte.

Com a mudança do fator previdenciário, as mulheres poderão se aposentar com valor integral do INSS quando a idade e o tempo de contribuição somarem 85 anos. Os homens terão o mesmo direito quando a soma for de 95 anos. Hoje, a idade mínima para mulheres é de 60 anos e para os homens 65.

Aécio Neves alertou para o risco de a presidente Dilma sancionar a perda dos direitos dos trabalhadores no caso das pensões, como defende o governo, mas vetar o novo cálculo das aposentadorias.

Segue íntegra e áudio do pronunciamento do senador Aécio Neves.

“Poucos temas foram tão debatidos e discutidos durante a campanha eleitoral e tive a oportunidade de assumir, com muita responsabilidade, o compromisso de debater com os trabalhadores brasileiros a flexibilização do atual modelo na busca de encontrarmos uma fórmula que penalizasse menos, ou que deixasse de penalizar os aposentados brasileiros.

Esse foi o meu compromisso e é dessa forma que queremos votar aqui nessa sessão de hoje. É preciso, portanto, que saibamos, isso é fundamental para o alinhamento das nossas posições. O governo federal, a presidente Dilma tem o compromisso com a manutenção do texto que ora chega da Câmara dos Deputados e que poderá ser aprovado pelo Senado Federal em consonância com aquilo que disse na campanha eleitoral?




Ou mais uma vez o discurso da campanha eleitoral terá uma desconexão forte com a ação da presidente da República.




Se for um grande engodo, se a base quiser apenas aprovar a proposta como um todo para que as maldades sejam mantidas e a questão do fator previdenciário seja vetada pela presidente da República, obviamente nosso caminho é votar contra o conjunto da Medida Provisória, destacando apenas a questão do fator previdenciário.




É preciso que saibamos qual o compromisso do governo federal e da presidente da República porque o histórico da presidente da República é não cumprir com os compromissos assumidos na campanha eleitoral”.

Aécio cobra serenidade e responsabilidade do PSDB na decisão sobre pedido de impeachment de Dilma



Aécio convence tucanos da Câmara a adiar pedido de impeachment de Dilma

FOLHAPRESS

Pressionado por deputados do PSDB favoráveis à apresentação imediata de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu ganhar tempo até a semana que vem para discutir o assunto com os demais partidos da oposição.

Em um freio na decisão dos parlamentares de representarem contra a petista na Câmara, Aécio convenceu os tucanos a esperarem uma reunião, que terá a presença de líderes e presidentes de quatro partidos da oposição, para discutir o impeachment.

O encontro foi marcado para a próxima quarta-feira (6).

A bancada do PSDB da Câmara prometia apresentar o pedido até esta quarta (29), mesmo sem aguardar fatos novos ou pareceres jurídicos solicitados pelo partido. Após o apelo de Aécio, os deputados recuaram e prometeram esperar o encontro da semana que vem.

"A ideia é que o movimento seja único e mais forte. O nosso receio é que não se torne algo pedido apenas pela bancada", disse o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP).

Na reunião, PSDB, DEM, PPS e SDD pretendem definir conjuntamente se vão entrar oficialmente com o pedido de impedimento e quando isso deve acontecer.

"Com serenidade, vamos definir os passos que daremos a seguir. Não deixaremos impunes os crimes cometidos pelo atual governo. Mas definiremos as etapas que serão tomadas por nós", afirmou Aécio. "Os partidos de oposição farão isso de forma conjunta. Com a coragem necessária, mas com a responsabilidade devida."

http://www.correiodoestado.com.br/politica/aecio-convence-tucanos-da-camara-a-adiar-pedido-de-impeachment/245304/

Aécio lembra que também os "Correios" foram ocupados pelo PT




E os Correios?

Dias atrás, a Justiça atendeu ao pedido da Associação dos Profissionais dos Correios e suspendeu o pagamento das contribuições extras de participantes do fundo de pensão Postalis como forma de equacionar o enorme rombo existente, resultado da negligência e da crônica má gestão.

Revisito a matéria porque, com todas as atenções voltadas para os graves desdobramentos do escândalo da Petrobras, outras situações não menos graves vão se diluindo sem conseguir mobilizar o país.

É exatamente o que acontece com a crise dos Correios, outra empresa que se transmudou em uma espécie de resumo das mazelas que ocorrem no país: corrupção, compadrio, ineficiência e uso vergonhoso do Estado em favor de um partido político.

Nos últimos anos, os Correios, assim como outras empresas públicas e seus fundos de pensão, foram ocupados pelo PT. Na campanha eleitoral do ano passado, a estatal foi instrumento de graves irregularidades.

A propaganda da candidata oficial à época foi distribuída sem o devido e necessário controle. A consequência foi que milhões de peças podem ter sido encaminhadas sem o pagamento correspondente. Recentemente, o TCU concluiu que a empresa agiu de forma irregular. Até aqui, pelo que se sabe, ficou por isso mesmo.

Mas não foi só isso. Além de fazer o que não podiam, os Correios não fizeram sua obrigação: deixaram de entregar correspondências eleitorais pagas pelos partidos de oposição. Ação na Justiça denuncia que correspondências de partidos com críticas ao PT simplesmente nunca chegaram aos seus destinatários.

Some-se a isso o escândalo do vídeo gravado durante uma reunião, no qual um deputado petista cumprimenta funcionários da empresa e, sem nenhum pudor, reconhece o uso político dos Correios. Diz ele: "Se hoje nós estamos com 40% [de votos] em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios".

Denúncias como essas foram feitas por funcionários da estatal indignados não só com o prejuízo financeiro, mas com o comprometimento da imagem de uma empresa que até pouco tempo atrás tinha a confiança de todos os brasileiros. A conta é alta: o rombo do Postalis pode ser de R$ 5,6 bilhões.

O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados, de uma forma ou de outra, pela doença do aparelhamento e da má gestão, com prejuízos incalculáveis aos trabalhadores e ao país.

O Brasil aguarda e exige que investigações rigorosas alcancem também as autênticas caixas-pretas em que esses fundos se transformaram e que resumem o que há de pior na vida pública brasileira. É hora de cobrar responsabilidades e transparência.

Entrevista com o Senador Aécio Neves




Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Nev

Brasília – 08-04-15

Assuntos: reunião da Executiva, campanha de filiação do partido, IPCA, manifestações do dia 12, abertura do capital da CEF, concessões na Petrobras.

Sobre reunião da Executiva do PSDB

Fizemos uma reunião da Executiva com uma pauta pré-definida e tomamos aqui algumas decisões. No dia 5 de maio o PSDB estará lançando nas redes, também de forma presencial, em cada um dos estados uma ampla campanha de filiação, para que em um sentimento crescente que percebemos hoje e a aproximação de setores importantes da sociedade com o PSDB possa ter como consequência a militância dessas pessoas no PSDB. Compreendemos que esse é um momento importante para o partido de reafirmação das suas propostas, de contraponto ao governo que aí está, cada vez mais fragilizado.

Então, vamos fazer uma campanha com uma linguagem visual única focada principalmente em dois segmentos da sociedade: os jovens, e as últimas pesquisas nacionais já mostram que o PSDB é o partido preferido pelos jovens entre 16 e 24 anos, algo que não acontecia anteriormente, e nas mulheres. Há também uma movimentação grande do segmento feminino do PSDB e uma presença, quase que uma demanda muito grande de mulheres de todas as regiões do Brasil para participarem da vida partidária. O que temos é que mostrar que essa insatisfação, essa indignação precisa ser canalizada para uma agenda positiva para o país. E isso se faz, em parte, através da atuação dos partidos políticos.

Portanto, vamos fazer uma ampla campanha que permita que novos filiados tenham uma relação ativa com o partido, trazendo informações, demandas, sugestões e obviamente recebendo do partido também sobre os nossos vários posicionamentos. Estou muito otimista de que com isso vamos fazer uma grande renovada no partido, vamos ter um foco especial já nas universidades, já há uma presença crescente de lideranças com afinidade com o PSDB, disputando diretórios acadêmicos, diretórios estudantis de inúmeras faculdades públicas e privadas do país e queremos canalizar esse sentimento, esse despertar de uma parcela grande da sociedade brasileira para a militância partidária.

Tomamos uma decisão por unanimidade da Executiva Nacional do partido que vai possibilitar uma renovação também das nossas bases. Todos os diretórios ou comissões provisórias que nas últimas eleições parlamentares não obtiveram ou para deputado federal ou para deputado estadual a marca de 6% dos votos, que é a metade da média do desempenho do partido em todo o Brasil, não estarão autorizados a fazer as convenções municipais. E os estados em que não se alcançou o número mínimo de municípios com diretórios que estatutariamente define aqueles que estarão aptos a fazer essas convenções também não farão as convenções estaduais.

O sr. tem um mapa disso?

Vamos divulgar esse mapa hoje ainda. Queremos com isso estimular que haja um vínculo cada vez maior das bases partidárias com as lideranças do partido. O que percebemos é que em determinados diretórios não houve qualquer empenho, qualquer vínculo maior com as candidaturas colocadas pelo partido.

Não fiz esse casamento com as eleições majoritárias porque elas têm uma dinâmica própria, mas eu acho que é fundamental que os diretórios municipais do partido, se nós queremos ter um partido cada vez mais nacional, cada vez mais fortalecido, é preciso que haja um compromisso das bases do partido, das lideranças municipais, com as candidaturas do partido.

É algo absolutamente novo, mas eu ressalto que foi aprovado por unanimidade. Isso significa que cerca de 30% dos diretórios e comissões provisórias do PSDB não realizarão as convenções marcadas para maio. Poderemos ter uma segunda chamada, vamos chamar assim, em setembro, prazo final para a filiação daqueles que vão disputar as eleições municipais, onde esses municípios eventualmente estarão realizando as suas convenções, ou com o mesmo grupo, ou com outras filiações que poderão vir.

Por isso nosso empenho em antecipar esse processo de filiação porque muitos desses municípios e em outros onde o PSDB sequer estava organizado nós achamos que poderemos reorganizá-lo com novas lideranças. O partido vai se oxigenar, vai rejuvenescer, tanto na sua militância, quanto nos seus dirigentes municipais.

Nesses locais, como vai funcionar?

Simplesmente a comissão provisória. O diretório vai ser extinto a partir do cumprimento do prazo de validade daquela direção, que é agora o mês de maio porque foram prorrogados até maio. Em junho, assumirão novas direções estaduais, e caberá a essas novas direções estaduais reativar que essa comissão provisória onde ela se justifique, haja expectativa de que ela possa crescer, ou no lugar daquela que foi extinta atrair outros grupos políticos. O que nós queremos é acabar com os cartórios que existem hoje no PSDB. Diretórios que não demonstraram ao longo do tempo qualquer compromisso com o partido. Então, nesses municípios, haverá uma estratégia nova de atração de novas lideranças. E, a partir das eleições municipais, ou das eleições desses diretórios, serão estabelecidos também critérios de desempenho para as eleições municipais, que vão ser ainda estabelecidos e para as próximas eleições parlamentares. O que nós queremos é conectar as nossas bases com os nossos representantes, seja na Câmara de Vereadores, no caso das municipais, seja no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.

O que o sr. diz sobre a auditoria do governo Pimentel em Minas?

Acho que é um atestado de fracasso de um governo que não começou. Eu costumo dizer que quem dirige olhando pelo retrovisor, corre o risco de bater, bater forte. E no caso do PT de ter perda total. Então acho que é uma grande encenação.

O sr. contesta os números?

Isso será contestado em Minas Gerais por quem está avaliando. Uma encenação de um governo que ainda não começou. Desejo que o governador eleito de Minas Gerais esteja à altura do cargo de governador e possa atender a todas as promessas e compromissos que assumiu com a população.

Quero fazer apenas um comentário em relação a essas últimas movimentações do governo, e acho que a presidente Dilma Rousseff introduziu algo novo na vida política do Brasil: a renúncia branca. Há, hoje um interventor na economia, que pratica tudo aquilo que ela combateu ao longo de todo o seu primeiro mandato, e agora ela delega a coordenação política ao vice-presidente da República a quem ela desprezou durante todo o seu primeiro mandato. Já é hoje refém das presidências da Câmara e do Senado na condução da agenda legislativa. E a grande pergunta que resta é: que papel desempenha hoje a presidente da República? Acredito que praticamente nenhum mais.

O sr. vai às ruas dia 12?

Estou avaliando. Hoje houve aqui uma discussão muito amistosa em relação a isso e vou avaliar até o último momento, mas eu quero aqui dizer que esse movimento é absolutamente legítimo. Os nossos companheiros devem estar nas ruas e estarão nas ruas demonstrando mais uma vez a sua indignação.

Há hoje apostas de reação ao governo de que o movimento será menor. Não importa o tamanho do movimento, porque a indignação da população brasileira é cada vez maior. O PSDB, que não é dono desse movimento e nem deve ser, é absolutamente solidário a todas essas manifestações. E o que eu vejo é uma presença cada vez maior da nossa militância, dos nossos companheiros, dos nossos líderes, dos nossos dirigentes nesse movimento. Eu vou avaliar domingo se estarei presente.

E o que o sr. achou do IPCA divulgado hoje? Em 12 meses está acima de 8%, bem acima do teto da meta.

É o pior março de toda essa série, o que demonstra que aquilo que nós dizíamos durante a campanha eleitoral se confirma a cada dia. Inflação está sem controle, a inflação de alimentos já está acima de dois dígitos há muito tempo. Então, na verdade, os governos que têm esse viés populista, que se utilizam das massas ou da divisão de classes para se manter no poder acabam por prejudicar em primeiro lugar aqueles mesmos que eles dizem defender, porque os que sofrem de forma mais imediata os efeitos dessa crise que se agrava a cada dia são exatamente os que menos têm, que veem sua renda corroída pela inflação, que veem o desemprego aumentando no Brasil com perspectiva de crescimento negativo neste ano.

Aquilo que traz a meu ver maior indignação à sociedade brasileira, além da corrupção deslavada, casada com esta gravíssima crise econômica, é a sensação de engodo. Os brasileiros têm a sensação de que foram enganados pela presidente da República e esta é a razão maior da sua fragilização permanente. Repito, o que assistimos a partir desta decisão da presidente de ontem é uma renúncia branca. Hoje, quem governa o Brasil não é mais a presidente Dilma.

Dois dogmas do PT estão caindo num dia só: o sistema de partilha e a abertura do capital da caixa.

O PT se transforma na maior fraude da história política recente do Brasil. Nada que se disse durante a campanha eleitoral se sustenta agora. Em relação à questão das concessões ou o de partilha eu alertei durante a campanha por inúmeras vezes. As perdas que o Brasil vinha tendo. Ficamos cinco anos sem leiloar nenhuma área no Brasil no momento em que mais de US$ 300 bilhões da indústria petroleira foram investidos no mundo. Exatamente porque prevaleceu a visão ideológica. Hoje, a Petrobras, sucateada e assaltada, não tem condições de manter a sua participação de 30% em cada um dos blocos que deveria estar sendo explorado. Isso significa os prejuízos que a inoperância deste governo, a irresponsabilidade deste governo causou ao país, ela não se limita apenas aos prejuízos da Petrobras, de Pasadena, de outros maus negócios ou da corrupção, se estende por toda a cadeia econômica. Nós, infelizmente, tivemos uma extraordinária descoberta que foi o Pré-sal, mas o atual governo inviabilizou a Petrobras para ser a principal exploradora desse tesouro encontrado.

Acho que a discussão do retorno do modelo de concessões é uma discussão que já propúnhamos lá atrás. Mais uma vez o que se percebe que o governo do PT é um na campanha eleitoral e outro contra o governo. No meu governo, por exemplo, não haveria a privatização da Caixa Econômica Federal. Não haveria partidarização do Banco do Brasil e não haveria a ocupação criminosa da Petrobras. Esta é a grande diferença entre nós e o governo que está aí. Repito, temos hoje no Brasil um governo refém de setores da sua base, com uma agenda econômica que não é a sua. Realmente não sei até onde isso vai.

O pessoal do Movimento Brasil Livre está chamando a oposição de molenga que não está participando das manifestações.

Acho que a oposição está fazendo o seu papel com absoluta responsabilidade. É obviamente a opinião de alguém que não acompanha o embate diário no Parlamento.

Eles querem que o sr. vá à marcha.

É um convite? Estou avaliando a minha presença com muita serenidade. Tenho dito sempre que este movimento não é o movimento do PSDB. É um movimento dos brasileiros. E quanto mais da sociedade ele for, mas legítimo ele será. Isso não impede que eu resolva ir. Não vou fazer nenhum anúncio prévio, nem tomar nenhuma decisão agora, porque aí sim, daria margem a todo tipo de especulação, de um certo aproveitamento do movimento que, repito, quanto mais da sociedade for, quanto mais espontâneo for, como está sendo, mais legítimo e maiores consequências ele terá. Quem sabe como cidadão eu resolva aparecer?
PsdbNacional

Aécio : "O Brasil amadurece reagindo contra as mentiras do PT"


A falta de confiança

Por Aécio Neves

Muita gente tem se perguntado qual é a crise mais grave, a econômica ou a política?

Do meu ponto de vista, a que agrava todas as demais é a crise de confiança que se instalou entre a população e o governo. Ela é tão perceptível que não é preciso sequer esperar pelos resultados das pesquisas para constatá-la.

Ao contrário do que muitos pensam, confiança não é apenas um valor simbólico. É elemento concreto, matéria prima essencial aos governos, especialmente em época de crise. Quando a população confia em um governo, acredita nos seus diagnósticos e compromissos. Quando confiam em um governo, setores produtivos investem sem medo.

A verdade é que o governo está pagando um alto preço pelas mentiras que vêm sendo ditas à população e que ficaram explicitadas de forma irreversível desde a campanha eleitoral do ano passado.

Nela, o governismo ultrapassou os limites aceitáveis da luta política, caluniou adversários e prometeu o que sabia que não ia fazer. Sem compromisso verdadeiro com a nação, não hesitou em dividir o país, tentando nos jogar uns contra os outros, com o discurso do "nós" contra "eles", pobres contra ricos, Nordeste contra Sudeste.

A constatação das manipulações feitas pela campanha do PT gerou, entre milhões de brasileiros, forte ressentimento e o sentimento de que a população foi vítima de um verdadeiro estelionato eleitoral.

Essa percepção se deu de forma muito rápida e comprometeu a credibilidade de uma gestão que já nasceu velha, sem capacidade de propor saídas para os problemas que criou e legou a si mesma.

Na campanha, a candidata oficial não admitia sequer a existência de crise. Agora, se escora nela. A necessidade de ajuste era considerada uma peça de ficção engendrada pelas oposições. A imprensa revelou que parte das medidas do ajuste proposto pelo governo já estava decidida durante a campanha.

Inflação sob controle? Chegamos à previsão de 8%.

Os "neoliberais" iriam subir os juros? Estão aí as novas taxas. Retomada do crescimento? Mais um pibinho. Energia mais barata? Tarifaço. Não iria alterar benefícios dos trabalhadores, "nem que a vaca tussa"? Deu no que deu... Pátria educadora? Estão aí os cortes de orçamento da educação, as restrições ao Fies, os problemas no Pronatec.

A reação da população brasileira a todas as mentiras e manipulações feitas pelo PT precisa ser saudada como sinal do amadurecimento da democracia brasileira. Há cada vez menos espaço para o marketing político de ocasião, oportunista, que está a serviço exclusivo da vitória a qualquer custo.

O barulho que tira o sono do governo não é o dos panelaços. É o da consciência desperta dos brasileiros.

Aécio Neves / Folha de São Paulo

http://dropsmisto.blogspot.com



Aécio: " Ciclo do governo do PT já acabou, para a felicidade dos brasileiros"





FOTO: TÂNIA RÊGO/ AGÊNCIA BRASIL

Ao comentar a crise no Brasil durante seminário em Lima, no Peru, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou ontem (27/03), que “o ciclo de governo do PT já acabou, para a felicidade dos brasileiros”. A declaração foi feita em resposta a um questionamento do escritor peruano Álvaro Vargas Llosa — filho do prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa — sobre o mistério do Brasil “que não termina de decolar e que todos os latino-americanos precisamos que decole para que se torne a potência da região, como uma Alemanha”. O tucano foi convidado para palestra durante o Seminário Internacional América Latina: Desafios e Oportunidades, organizado pela Fundação Internacional para a Liberdade (FIL). De acordo com o senador, um dos pontos principais da crise é a centralização de poder adotada pelo PT, que classificou como “presidencialismo imperial”.

O tucano afirmou ainda que governos populistas, como no Brasil, “têm muito pouco apreço” por regras de boa gestão fiscal e criticou o baixo crescimento do PIB do país em 2014, cujo índice foi de 0,1%. “Essa é a herança de um governo que abandonou os pilares macroeconômicos solidificados no governo do presidente Fernando Henrique e nos levou a uma absoluta aventura. E hoje o que existe no Brasil não é apenas uma insatisfação em relação aos vergonhosos casos de corrupção, não é apenas uma enorme indignação com a perda desses pilares econômicos que nos têm levado a esse crescimento medíocre, ao retorno da inflação, à fuga dos investimentos. Há, hoje, no Brasil, um sentimento que permeia a nossa sociedade, de engodo”, disse.

Impeachment

Em relação à pesquisa CNT/MDA, que mostrou que 59% de eleitores apoiam o impeachment de Dilma, Aécio disse que “os brasileiros se sentem enganados” e acusou o PT de abdicar de um projeto de país pra ter um “projeto de poder”, estabelecendo o “vale-tudo”. Apesar de classificar a crise brasileira como “gravíssima”, o senador Aécio Neves elogiou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em quem reconhece méritos, mas enxerga pouca margem de manobra. “É um técnico extremamente competente, mas está longe de ter a autonomia para fazer a reforma estruturante que o Brasil precisa. O que se apresenta até agora é absolutamente rudimentar, por mais que se apresente na direção correta. É rudimentar porque se limita ao aumento de tributos, e o Brasil já tem uma escorchante carga tributária de mais de 35% do PIB”, afirmou.

Com informações do Correio Braziliense
 fonte: http://www.cearaagora.com.br/site/2015/03/aecio-ciclo-de-governo-do-pt-ja-acabou-para-felicidade-dos-brasileiros/