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Aécio Neves defende no Senado carreira de policial penal!



Declaração do senador Aécio Neves:


"Os agentes penitenciários não eram compreendidos no regime de aposentadoria especial como outros policiais.


Portanto, ao criar-se essa nova carreira do serviço público brasileiro, supera-se essa questão da segurança a esses profissionais essenciais à sociedade brasileira e, obviamente, dos próprios presidiários.


Eu me lembro que, em nosso governo em Minas Gerais, criamos a carreira dos agentes em larga escala e hoje ela é uma carreira sólida, como é também em outros estados.


E não há nenhum questionamento do ponto de vista federativo que não atenta contra a questão federativa, já que elas estarão subordinadas aos governadores de estados e ao governador do Distrito Federal.


Portanto, é um projeto simples, mas atende a um objetivo importante de uma categoria cada vez mais essencial à segurança, tanto do sistema prisional quanto da sociedade brasileira.


Por isso, o PSDB está apoiando a proposta do senador Cássio Cunha Lima."


Aécio Neves

Aécio apoia proposta de fundo público de campanha do Senador Caiado




O presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), anunciou que o partido fechou questão, nesta quinta-feira, (24), em torno da proposta de fundo público para campanhas, apresentada pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Aécio explicou que a decisão leva em conta o fato de não haver tempo hábil para se formular uma nova proposta para a volta das doações privadas.

Vamos apoiar proposta apresentada pelo Caiado, que estabelece o fundo eleitoral que será alimentado pelos recursos da compensação que os meios de comunicação recebem em razão do tempo disponibilizado pelos programas partidários. 

Acabaríamos com programas partidários, esses que acontecem fora do cenário eleitoral, e essa compensação, falou-se em R$ 2 bilhões, não há um número exato, poderia sim alimentar o fundo eleitoral, sem que haja necessidade de recursos orçamentários para isso", afirmou.

O senador mineiro afirmou também que o partido vai apoiar integralmente a proposta que antecipa já para 2018 o fim das coligações proporcionais e estabelece cláusula de desempenho para as próximas eleições brasileiras, aprovada nesta quarta-feira em comissão especial na Câmara dos Deputados.

Além disso, o PSDB vai defender que as eleições continuem sob o sistema proporcional de votação já que não há apoio suficiente para se votar o "distritão" na Câmara dos Deputados. "A transição para o distrital misto em 2022 será mais adequada com o sistema proporcional", argumentou.

A decisão do partido em relação à reforma política foi tomada em reunião na sede do PSDB, em Brasília, com os presidentes dos diretórios estaduais da legenda. No encontro, Aécio se sentou ao lado do presidente em exercício da sigla, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pol%C3%ADtica/psdb-fechou-quest%C3%A3o-para-apoiar-proposta-de-fundo-p%C3%BAblico-de-caiado-diz-a%C3%A9cio-1.554119

Se sair candidato à Minas, Janot deveria estar impedido de agir contra Aécio Neves



Roberto Jefferson andou comentando sobre a situação delicada pela qual passa o Senador Aécio Neves (PSDB_MG) . `

Segundo ele, Aécio não teria condições de, no momento, querer voltar a disputar a presidência do país, mas ele vê todas as chances de sucesso caso ele dispute o Governo de Minas Gerais.

Para voltar a se candidatar presidente, disse Jefferson, Aécio vai ter que dar um tempo, assim como Lula e fazer uma caravana pelo país, mas em Minas segundo ele, diz ter visto pesquisas que o colocam a frente de Pimentel .

Segundo Jefferson, Aécio tem chances de ganhar tanto para Governo como Senado.

Ao mesmo tempo há a notícia dita pelo colunista Reinaldo Azevedo, que Janot prepara uma candidatura ao governo de Minas. Tudo indica sair pela REDE.

Então, as insistentes reclamações dos mineiros que torcem por Aécio, de que Janot persegue Aécio, passa a ter sentido.

Reinaldo Azevedo falando de Janot no link abaixo em sua coluna de hoje, diz: " Com o poder que o Estado brasileiro lhe garantia, Janot causou um prejuízo gigantesco ao PSDB, a principal legenda daquele Estado. Feito o estrago, ele pode e oferecer como salvador"

"www.redetv.uol.com.br/blog/reinaldo

Dessa forma , se for verdade essa intenção, o Sr Janot deveria retirar qualquer pedido de prisão e se declarar impedido para propor qualquer ação contra Aécio Neves, já que me parece que os interesse de ambos se conflitam.

Ou não é isso que muitas vezes o próprio Janot cobra dos outros?



Carlos G. Matos Jr.

Aécio defende o PSDB de oportunistas que querem dividir o partido






Não podemos aceitar de forma alguma essa pecha, essa marca que alguns inadvertidamente, outros de forma oportunística, tentaram trazer para dentro do PSDB como se houvesse ala, houvesse governistas e não governistas. Isso é uma balela, é uma de quem não tem responsabilidades para com o partido. 

Tem muito pouca história ou vivência dentro do partido. Somos todos brasileiros preocupados com o futuro do país. E o nosso apoio ao governo do presidente Temer, é bom que se lembre, até porque fui porta-voz disso, foi em torno dessa agenda de reformas. E se deu no momento em que nós lideramos o processo de afastamento da presidente Dilma.

Como será que o país reagiria se o PSDB, após o afastamento da presidente, lavasse as mãos por uma conveniência meramente eleitoral? 

Essa nunca foi a nossa marca. Essa pode ter sido a marca do PT. Colocar sempre os seus interesses eleitorais acima dos interesses do país. Nunca fizemos isso. E se apoiar um governo que tem baixa popularidade for o preço para que uma agenda de reformas que sempre defendemos seja implementada, acho que devemos pagar esse preço. 

Não estamos atrás de cargos, de benesses de poder. Estamos agindo com enorme responsabilidade em relação ao que cobra de nós o país e o nosso programa partidário.

Sobre os nomes cotados à presidência, o sr. é um?
Não.

Parte da entrevista com Aécio Neves

Marcus Pestana, assim como outros deputados do PSDB, quer que Aécio retome o partido.

Aliado do senador Aécio Neves (MG), o deputado Marcus Pestana (MG) defendeu nesta segunda-feira, 21, a saída do senador Tasso Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB. Pestana afirmou que, se o parlamentar permanecer no posto, o partido sairá esfacelado do governo.

"Infelizmente caminhamos para um impasse. Tasso agiu por seis vezes em curto espaço de tempo contra a posição majoritária. Agora ou ele se afasta e prevalece a visão da maioria, ou ele fica e o partido sai esfacelado do governo", afirmou o deputado mineiro à reportagem. A declaração de Pestana é uma reação ao programa partidário do PSDB veiculado na quinta-feira passada, 17, em cadeia nacional de rádio e TV, no qual o partido critica o governo do presidente Michel Temer. Na propaganda, a legenda faz uma "autocrítica" por ter "aceitado o fisiologismo".

O programa provocou forte reação da ala do PSDB que defende a permanência no governo. Na sexta-feira passada, 18, vários tucanos já defendiam a saída de Tasso da presidência interina, só que apenas nos bastidores.

Como mostrou o Estado/Broadcast Político, tucanos da ala governista querem que Aécio reassuma a presidência do PSDB temporariamente e escolha outro vice-presidente para comandar o partido até dezembro, quando haverá nova eleição da executiva.

Nos bastidores, apostam no senador Flexa Ribeiro (PA) ou no deputado Giuseppe Vecci (GO) como substitutos de Tasso. As apostas em Flexa e Vecci se dão por exclusão entre os oito vice-presidentes da sigla.

Além deles e de Tasso, são vice-presidentes os deputados Carlos Sampaio (SP) e Mariana Carvalho (RO), o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman e os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades).

Os ministros, por ocuparem os cargos no governo, não poderiam assumir a presidência do partido. Já Sampaio, Marina e Goldman fizeram declarações públicas a favor do desembarque do PSDB do governo Temer. Os dois primeiros, inclusive, votaram pela aceitação da denúncia contra Temer na Câmara, no início de agosto.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pol%C3%ADtica/aliado-de-a%C3%A9cio-marcus-pestana-defende-sa%C3%ADda-de-tasso-da-presid%C3%AAncia-do-psdb-1.553291


Aécio cobra de Temer medidas em defesa de Minas e da Cemig






Estive nesta tarde com o presidente Michel Temer para voltar a defender a Cemig e, acima de tudo, os interesses dos mineiros.


Sabemos que, em razão de uma iniciativa desastrada e irresponsável da presidente Dilma, em 2012, a Cemig vê hoje a possibilidade de perder 50% do seu parque gerador de energia. Iniciativa fortemente criticada por mim à época.


As hidrelétricas de Jaguara, São Simão e Miranda estão com leilão marcado para o mês que vem. Conversei hoje com o governador Pimentel, a bancada mineira tem se movimentado nessa direção, o deputado Fabio Ramalho tem liderado essas movimentações.


O que estamos buscando é uma alternativa que permita ao governo receber, mesmo que não integralmente, uma parcela daquilo que seria previsto em eventual leilão, mas que permita à Cemig também não ver uma parcela fundamental do seu patrimônio, que é um patrimônio dos mineiros, ser levado dessa forma.


A Cemig está buscando opções, entre elas a construção de uma parceria para que se faça uma oferta ao governo federal, onde a Cemig teria a preferência de aquisição da operação sem a necessidade de ir a leilão. Uma outra alternativa, seria a possibilidade de a Cemig adquirir, por um valor um pouco menor do que o previsto no leilão, a concessão novamente dessas hidrelétricas. Pagaria isso ao longo do tempo, em 10, 15 anos ao mercado financeiro.


O presidente ficou de examinar a proposta que será levada, na próxima quinta-feira, ao Ministério do Planejamento. Conversei com o ministro Dyogo de Oliveira, do Planejamento, e ficamos de, após a reunião técnica, voltarmos a falar do assunto.

Aécio Neves diz que Congresso irá regulamentar o financiamento de campanhas


Aécio Neves: Congresso definirá financiamento das campanhas

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), em entrevista à TV Senado, afirmou que o Congresso Nacional se dedicará nas próximas semanas ao debate sobre o financiamento das campanhas eleitorais, mudança proposta na PEC 77.

Autor da PEC 36 que trata de novas regras para as eleições, com a criação da cláusula de desempenho para os partidos e o fim das coligações de partidos, Aécio disse que há consensos sobre as novas regras, mas falta definir o financiamento eleitoral.

O fundo eleitoral prevê financiamento exclusivo com recursos públicos, ficando proibida a contribuição de empresas a campanhas políticas.

“Já há um consenso em torno da proposta de minha autoria e do senador Ferraço que acaba com as coligações proporcionais e estabelece uma cláusula de desempenho de 1,5% do eleitorado já a partir do ano que vem e o fim das coligações já a partir de 2020. Sobre esta matéria há consenso. Isso significa que haverá uma redução dos cerca de 28 a 29 partidos que hoje funcionam na Câmara para menos da metade disso. Já é um avanço. 

A outra questão é o sistema eleitoral. Vamos para o distrital misto que é o que nós do PSDB sempre defendemos com uma transição passando pelo distritão, onde cada cidadão vota no seu candidato e os candidatos mais votados são aqueles eleitos. Isso como transição é razoável e aceitável para que cheguemos em 2022 no distrital misto. E a questão do fundo eleitoral é a grande discussão.

 De onde sairão os recursos que irão compor este fundo, já que o Congresso Nacional proibiu o financiamento de empresas, de pessoas jurídicas. Essa é a grande questão e sobre este tema que o Congresso vai se debruçar na próxima semana.”


Mais uma delação falsa contra Aécio Neves é comprovada


Delcídio Amaral corre risco de ter benefícios cortados após dificuldades com delação premiada

Em situação semelhante estão alguns executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, mas em uma escala menor e em casos laterais
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SÃO PAULO - Um ano e cinco meses depois de firmar acordo de delação premiada, o ex-senador Delcídio Amaral corre o risco de ter seus benefícios reavaliados e até cortados por não oferecer qualquer resultado prático.

Conforme conta reportagem do jornal O Globo, a negociação que o livrou da prisão e provocou sérios abalos ao meio político, sobretudo no PMDB, PT e PSDB, pode estar ameaçada.

Nos depoimentos que prestou, o ex-parlamentar distribuiu acusações contra o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), além dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. 
Segundo os investigadores, o problema é que os elementos oferecidos pelo ex-senador não foram suficientes para fazer as investigações avançarem.

Um dos casos mais emblemáticos envolvendo a delação de Delcídio foi a acusação de suposta manobra de Dilma para nomear o ministro Marcelo Navarro, para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), e, com isso, tirar da cadeia Marcelo Odebrecht, o que reduziria os riscos de uma delação premiada -- que acabou ocorrendo adiante.

Conforme conta a reportagem, o acordo não deve ser anulado, mas a tendência é que o ex-senador perca parte dos benefícios. Em situação semelhante estão alguns executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, mas em uma escala menor e em casos laterais.

http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/6860335/delcidio-amaral-corre-risco-ter-beneficios-cortados-apos-dificuldades-com

Aécio Neves pede ao Senador Tasso Jereissati que permaneça na presidência interina do PSDB até Dezembro





O Presidente licenciado do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) anunciou nesta quinta-feira (3), em uma entrevista coletiva em Brasília, que o senador Tasso Jereissati (CE) permanecerá na presidência interina da legenda, pelo menos, até o fim do ano.

Tasso assumiu o comando tucano interinamente em maio, depois que Aécio foi citado por delatores do grupo J&F, que controla o frigorífico JBS.

Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador mineiro chegou a ser afastado do mandato no Senado, mas retornou às atividades parlamentares no final de junho.

A decisão, segundo o senador mineiro, foi tomada após consulta a vários caciques do PSDB, entre os quais o vice-presidente do Senado, Cássio Cunha Lima (PB), o líder da legenda no Senado, Paulo Bauer (SC), além de governadores tucanos.

Aécio ainda afirmou aos repórteres que os dirigentes tucanos elaboraram consensualmente um cronograma para que, “até o fim do ano”, sejam convocadas eleições municipais, estaduais e para a direção nacional do partido. Enquanto isso, ele continuará licenciado da presidência da sigla.

“Fiz hoje de manhã um apelo ao senador Tasso Jereissati que, ao meu ver, é quem tem as melhores condições, mesmo do ponto de vista pessoal, tendo demonstrado um grande desprendimento, inclusive, de deixar a presidência do partido. Fiz a ele um apelo em nome da unidade do partido para que o senador Tasso Jereissati continue como presidente do partido”, relatou Aécio aos jornalistas.

“Tasso tem as melhores condições para conduzir a renovação do PSDB e a sua reinserção em setores importantes da sociedade”, acrescentou o parlamentar de Minas.

Eleições de 2018

Aécio disse ainda que, caso haja mais de um pré-candidato tucano à presidência da República no ano que vem, a nova direção do partido vai convocar, entre fevereiro e março de 2018, uma consulta prévia para definir quem irá concorrer ao Palácio do Planalto pelo PSDB.

O senador mineiro foi questionado durante a entrevista sobre se as investigações das quais é alvo na Lava Jato pesaram na decisão de permanecer afastado do comando do PSDB. Ao responder, Aécio se limitou a dizer que essa questão está sendo resolvida na Justiça.

De acordo com Tasso Jereissati, Aécio continuará licenciado da presidência da sigla. O senador do Ceará ressaltou que vai conduzir a transição até a eleição da nova diretoria.

“Agora, a condução do partido nesse período de transição, que termina no fim do ano, e que nós vamos desembocar com a eleição do novo diretório, de um novo presidente, nova executiva, em todos estados, passando por uma ampla rediscussão dos ideais do partido, dos princípios, passando por uma autocrítica sobre onde nos desviamos desse partido, uma revisão e um novo programa, isso será conduzido por mim de acordo com toda a cúpula do partido”, destacou Tasso.

(...)
http://g1.globo.com/politica/noticia/aecio-anuncia-que-tasso-permanecera-na-presidencia-interina-do-psdb.ghtml


Aécio Neves retoma o PSDB em Agosto e pede apoio a Temer para evitar candidatura de Lula




É  claro que Aécio Neves apoia Temer para evitar o seu impeachment e com isso bloquear possível candidatura de Lula antes que ele seja impedido. Todos sabem que Aécio não votou em Temer nas eleições passadas. Mas ele sabe que se Temer sair agora,  o campo estaria livre para Lula se candidatar a presidência. Com a crise econômica provocada pelo recém governo do PT , mas sentida ainda pela população, seria fácil para Lula usá-la demagogicamente a seu favor. ( Editoria do Blog)


( Materia Jornal Hoje em Dia)

Aécio retoma PSDB e tenta conter saída do governo Temer.

O senador Aécio Neves (MG) deve retomar a presidência do PSDB em agosto para coordenar a eleição e transição de seu substituto definitivo no comando da legenda e, ao mesmo tempo, tentar evitar o rompimento dos tucanos com o presidente Michel Temer



O senador Aécio Neves (MG) deve retomar a presidência do PSDB em agosto para coordenar a eleição e transição de seu substituto definitivo no comando da legenda e, ao mesmo tempo, tentar evitar o rompimento dos tucanos com o presidente Michel Temer. Licenciado da direção partidária desde 18 de maio, após ser atingido pela delação da JBS, ele trabalha ativamente nos bastidores para manter a sigla na base do governo.

No esforço para reverter votos de tucanos, Temer convidou Aécio para um jantar na noite de sábado, 29. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, onde o presidente mora com a família, e contou com os ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), do PMDB, e das respectivas esposas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado, mas não compareceu.

Aécio tem ligado para deputados do PSDB em busca de reverter votos daqueles que são favoráveis à aceitação da denúncia por corrupção passiva contra Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A votação da denúncia no plenário da Câmara está marcada para esta quarta-feira. E pelas previsões do líder do partido na Casa, Ricardo Tripoli (SP), a maioria dos 46 deputados tucanos deve votar pela aceitação da denúncia.

"A maioria deve votar para que a investigação seja aberta. Hoje, o placar está na faixa de 28 a 30 (deputados) a favor da denúncia e de 17 a 19 contra", disse Tripoli ao Estado/Broadcast. No Placar do Estado, 18 deputados do PSDB já declararam voto a favor da aceitação da denúncia e apenas seis se disseram contra. Dos outros 22 parlamentares, 19 não quiseram responder e três se disseram indecisos sobre como se posicionarão.

O líder do PSDB ressaltou que dificilmente a bancada fechará questão a favor ou contra a denúncia, como fizeram outros partidos da base aliada. Sigla de Temer, o PMDB fechou questão para barrar a abertura de investigação do presidente, assim como PSD, PP, PR, PRB e PTB, legendas que integram o chamado Centrão. "Vamos nos reunir nessa semana para discutir o assunto, mas fechar questão é difícil", afirmou Tripoli.

Na votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cinco dos sete deputados do PSDB que integram o colegiado votaram contra Temer. Os outros dois votaram a favor, entre eles, Paulo Abi-Ackel (MG). Aliado de Aécio, ele foi o responsável por apresentar parecer pela rejeição da denúncia contra o presidente, em substituição ao do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ). O relatório do peemedebista recomendava a aceitação da denúncia, mas foi rejeitado.

Sucessão

Aécio combinou com o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), de se reunirem no início de agosto para decidirem juntos a data da convenção do partido para eleger uma nova executiva nacional. Segundo Tripoli, a previsão é de que essa eleição ocorra no fim de agosto. É durante esse intervalo que aliados pressionam Aécio a retomar a chefia do partido para comandar a transição. Segundo aliados, o senador já topou.

"É legítimo que isso (transição) seja feito pelo próprio Aécio. Não tem nada que o impeça de conduzir a transição. Como já se decidiu que vai ter uma eleição fora de época, não há razão para o Aécio não conduzir isso", afirmou o deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara e segundo-secretário da legenda. "O partido não o afastou. Ele se licenciou. Estamos falando de uma transição. Não podemos sentenciá-lo."

Hoje dois nomes são colocados pelos tucanos como candidatos à sucessão de Aécio. O próprio Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Considerado o favorito, o senador cearense é favorável ao rompimento do partido com Temer. Já Perillo é favorável à permanência do PSDB na base do governo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aécio : "Na defesa de Minas temos que valorizar os royalties de nossos minérios"




Com as medidas anunciadas pelo governo federal para o setor da mineração, estima-se que, finalmente, estados e municípios mineradores serão melhor recompensados. Essa é uma de minhas principais lutas no Senado.
Com o aumento da alíquota dos royalties, sobretudo de nosso principal minério, do ferro, o governo prevê um aumento de arrecadação de 80%. Os recursos que estados e municípios receberão são fundamentais para que eles possam, além de recuperar os diversos danos que a mineração causa em suas regiões, também se preparar para buscar a implantação de uma nova fonte de renda para quando acabar a atividade mineradora. 

As medidas avançam ainda em pontos que venho defendendo: o minerador passa a ter responsabilidade na recuperação das áreas afetadas e se não cumprir as regras estipuladas será multado.


Essas medidas podem por fim ao desrespeito com que Minas Gerais e seus municípios, assim como outros estados mineradores, vinham sendo tratados, gerando, anualmente, perdas de milhões de reais que poderiam ser investidos para melhorar a qualidade de vida para nossa população.

Aécio Neves 

Aécio Neves anuncia liberação de R$ 20 milhões do Governo Federal para Santa Casa de Belo Horizonte





O senador Aécio Neves anunciou, nesta quarta-feira, em Brasília, a decisão do governo federal de liberar de forma emergencial R$ 20 milhões para socorrer a Santa Casa BH, que vive uma grave crise financeira após meses sem receber recursos do governo do Estado.

“Conversei com o presidente Michel Temer e o ministro da Saúde sobre a gravidade da crise na Santa Casa de Belo Horizonte. Acertamos que o governo federal, a nosso pedido e a pedido da bancada federal, feito através do deputado Fábio Ramalho e de vários outros mineiros aqui que apoiam o governo Temer, a liberação de recursos na ordem de R$ 20 milhões.

Segundo me disse o provedor da Santa Casa, o ex-deputado Saulo Coelho, isso permitirá a retomada de determinadas ações que estavam sendo paralisadas e, obviamente, uma sobrevida à Santa Casa”, afirmou o senador Aécio Neves.

A Santa Casa BH é o maior hospital público do Estado e atende pacientes de várias cidades mineiras. Sem aporte de recursos do governo estadual há vários meses, o hospital enfrenta uma grave crise financeira que já resultou no fechamento de 450 leitos.


“Ela tem um débito enorme, o governo do Estado já há vários meses não paga a sua parte, isso faz com que vários serviços da Santa Casa estejam sendo paralisados e até a perspectiva de umas férias coletivas para uma boa parte de corpo de funcionários”, disse Aécio.

A gravidade da situação financeira da Santa Casa BH foi discutida com deputados estaduais de Minas no gabinete do senador Aécio Neves. Presente no encontro, o deputado Gustavo Valadares (PSDB) afirmou que a atuação do senador Aécio Neves foi essencial para a liberação do recurso emergencial para o hospital.

“O senador Aécio, por conta da relação que tem com o governo federal e com o ministério da Saúde, liberou R$ 20 milhões para salvar a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, um dos principais hospitais que atende não apenas os belo-horizontinos, mas todo o povo de Minas Gerais. Aquilo que era obrigação do governo do Estado fazer, ele não faz. Foi o senador Aécio quem liderou esse movimento para agora levantar R$ 20 milhões para salvar, mesmo que temporariamente, a Santa Casa de Belo Horizonte”, destacou Valadares.

Aprovada emenda de Aécio Neves que cria mais de 126 mil vagas no programa Criança Feliz





O Congresso Nacional aprovou na noite, dessa quinta-feira (13/7)), emenda apresentada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem que cria 126 mil vagas no Programa Criança Feliz.

A emenda tem o objetivo de ampliar no país o atendimento de pais e crianças até seis anos de idade, em especial famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Sob responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social, o Criança Feliz presta atendimento por meio de gestores e técnicos municipais que fazem a integração de ações de assistência social, saúde, educação e justiça, formando uma rede de proteção a crianças na chamada primeira infância.

“Queremos assegurar a essas meninas e meninos, sobretudo os de baixa renda, a garantia mínima necessária para que possam crescer e se desenvolver de forma segura e plena”, ressaltou Aécio.

Um total de 2.547 municípios já dispõem do Criança Feliz. São atendidas preferencialmente crianças de 0 a 3 anos de idade, e suas famílias, quando já são beneficiárias do Bolsa Família. Crianças de até 06 anos quando atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e também crianças vítimas de violência ou afastadas do convívio familiar em razão da aplicação de medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Educação básica

O Congresso também aprovou emenda do senador Aécio Neves que amplia em 4.578 o número de projetos antedidos com financiamento federal para apoio à capacitação e formação inicial e continuada na Educação básica.



Na área de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aécio Neves apresentou emenda, também aprovada, que amplia em 1.087 o número de projetos que serão financiados pelo governo federal.

Aécio Neves articula lideranças mineiras tendo em vista 2018





Menos de duas semanas após o arquivamento da denúncia por corrupção passiva na Comissão de Ética do Senado e o retorno ao Congresso, Aécio Neves (PSDB-MG) retomou articulações políticas, numa demonstração de que continua com prestígio junto a aliados em Minas. Na última terça-feira, deputados federais e estaduais tucanos e de partidos próximos (PP, PTB e PPS) fizeram uma visita ao senador, em Brasília, cuja pauta oficial foi a eleição estadual em 2018.

Estiveram presentes, entre outros, o presidente do PSDB em Minas, Domingos Sávio, o líder da Minoria na Assembleia, Gustavo Valadares, o deputado estadual João Leite e o deputado federal Paulo Abi-Ackel, que foi indicado, ontem, como novo relator da denúncia contra Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.

Nos bastidores, circulam rumores de que Aécio teria articulado um troca-troca com o governo federal, na qual aliados dele votariam a favor de Temer na Câmara em retribuição a uma possível ajuda do Planalto para enterrar o processo contra o mineiro na Comissão de Ética do Senado. No primeiro discurso na tribuna após a volta, em 4 de julho, Aécio defendeu que o partido siga apoiando o presidente.

Domingos Sávio, no entanto, rejeita os boatos. “Essa especulação é ridícula”, diz o deputado federal. “O que o Aécio vai determinar nisso? Ele é um senador e o processo está no Senado. Aqui na Câmara, cada deputado vai votar de acordo com a própria consciência”, afirma. O presidente estadual do PSDB disse que ainda não decidiu o voto sobre a denúncia contra Temer, mas acredita que a aprovação poderia causar um “caos político” com o afastamento do peemedebista. Segundo ele, a tendência é a de que o partido libere a bancada para votar.

EM CASA
Também haveria um esforço para o resgate da imagem de Aécio como liderança em Minas. Presente na reunião de terça, o deputado federal Rodrigo Castro (PSDB-MG) disse que o senador está “animado”.

“Estamos fazendo reuniões para unir o partido em torno de um nome forte, e o Aécio tem participado desses encontros”, afirma Castro, que no entanto vê como mais provável uma candidatura de Neves para a reeleição no Senado.

“Não vejo ele com planos de disputar a Presidência, mas com foco em Minas Gerais”, diz Domingos Sávio. “Esperamos que ele possa provar a inocência e isso não vai mudar a rota do PSDB em lutar para ganhar a eleição do Estado”.



De acordo com um aliado, porém, o nome natural para disputar o governo em 2018 seria o do ex-deputado estadual Dinis Pinheiro, do PP. “Ele vem sendo entendido pelas lideranças como a principal oposição ao Fernando Pimentel”, analisa o interlocutor, para quem Aécio estaria mais preocupado em se defender das acusações. Além do PP e de alas do PSDB, Dinis teria o apoio de PTB, DEM, PPS e Solidariedade.
Fonte Jornal Hoje em Dia

 

Aécio : "Errei e assumo por me deixar envolver nessa trama ardilosa"




Em pronunciamento no plenário, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concentrou os seus ataques ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e disse ter sido "vítima de uma armadilha engendrada por um criminoso confesso". Aécio optou por evitar críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e até mesmo o seu habitual discurso político contra o PT.

Com isso, a oposição ficou completamente calada diante da fala de Aécio, que foi cumprimentado por parlamentares da base governista. Segundo senadores petistas, a bancada aguardava o pronunciamento do tucano para perceber qual seria o "tom" da sua fala. Como ele "poupou" a legenda, optaram por não se manifestar sobre o retorno do presidente afastado do PSDB.

Logo no início do discurso, Aécio disse que não seriam permitidos "apartes" à sua fala, ou seja, que nenhum outro parlamentar poderia se pronunciar durante a sua fala. Ele aproveitou os cerca de 15 minutos para fazer uma espécie de mea culpa, dizendo que errou ao se "deixar envolver nessa trama ardilosa", por ter deixado que os seus familiares "servissem de massa de manobra" e por ter usado palavras de baixo calão durante as conversas com Joesley.

Apesar disso, negou que tenha cometido crimes, prometido vantagens indevidas ou ter tentado obstruir a Justiça. Aécio reforçou a tese de sua defesa de que o pedido de R$ 2 milhões ao dono da JBS seria pela venda de um apartamento para pagar advogados em outros processos, e que também procurou outras quatro empresas para o negócio. "O empréstimo seria regularizado e pago. Tratou-se de um negócio entre pessoas privadas", alegou.

Aécio considerou que não seria possível classificar o suposto "empréstimo" como pagamento de propina, pois alega que nunca prometeu vantagens indevidas para a JBS. "Como alguém pode ter pagado propina sem receber qualquer benefício?", questionou. Ele citou depoimento do delator Ricardo Saud, também da JBS, que disse em trecho do seu depoimento à Justiça que Aécio "prometeu, prometeu, e nunca fez nada" pela empresa.

O tucano declarou ainda que, como presidente do PSDB, sempre "levantou a voz" em defesa da Operação Lava Jato e que pautou a sua atuação política por "boas causas e dos que mais precisam" e que "sempre respeitou a ética e honrou os votos que recebeu" da população.

Durante os cerca de 45 dias em que esteve afastado, Aécio disse que a "indignação contra a injustiça e a tristeza foram os sentimentos que mais o acompanharam" e que o episódio deixou "profundas marcas" na sua vida e de sua família.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pol%C3%ADtica/errei-e-assumo-por-me-deixar-envolver-nessa-trama-ardilosa-diz-a%C3%A9cio-1.540659

Aécio retoma mandato e volta ao Senado para reunião com partido



Após mais de um mês fora, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou por volta de 13h50 na tarde desta terça-feira, 4, ao Senado para participar da reunião da bancada com o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). 

Esta é a primeira vez que Aécio volta ao Congresso Nacional desde a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restabelecer o seu mandato, na semana passada. 
O tucano esteve afastado por 46 dias por determinação do ministro Edson Fachin, após ser acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça.


No período da tarde, Aécio usará o horário reservado ao PSDB na tribuna do plenário da Casa para fazer um pronunciamento para se defender das acusações que pesam contra ele, baseadas em gravações entre ele e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, que fazem parte de um acordo de delação premissa. 
O senador não deve, entretanto, fazer críticas à Procuradoria-Geral da República, que o denunciou e pediu seu afastamento e sua prisão.

Durante reunião da bancada, será definida a situação de Aécio no comando do partido. 

Embora correntes do partido ligadas aos deputados e aos tucanos de São Paulo defendam seu afastamento definitivo da presidência do partido, Aécio quer ganhar tempo até passar a votação do recurso pedindo a cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado e a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, na Câmara, para que a decisão seja tomada. (AE)

http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=83090445800

Ministro do STF determina retorno de Aécio Neves ao Senado



O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou nesta sexta-feira (30) o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) das funções parlamentares. Com isso, Aécio poderá retomar as ativades no Senado.


Na mesma decisão, o magistrado negou um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o senador.


Por meio de nota, o senador disse que recebeu com "absoluta serenidade" a decisão de Marco Aurélio. " da mesma forma como acatei de forma resignada e respeitosa a decisão anterior. Sempre acreditei na Justiça do meu país e seguirei no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros", afirmou o Aécio (veja a íntegra da nota ao final desta reportagem).

A Secretaria-Geral do Senado informou que o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi notificado da determinação do STF e que Aécio já pode retornar ao trabalho. Não é necessário nenhum outro trâmite,


Aécio havia sido afastado em maio por determinação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, após a Operação Patmos, fase da Lava Jato baseada nas delação da JBS. A Procuradoria Geral da República apontou risco de o senador usar seu poder para atrapalhar as investigações e havia pedido a prisão de Aécio. No entanto, Fachin entendeu que a Constituição proibia a prisão do parlamentar e determinou o afastamento.


Ao atender pedido da defesa, Marco Aurélio reproduziu voto que daria numa sessão do último dia 20, quando a Primeira Turma do STF decidiria, de forma conjunta, por cinco ministros, a situação do senador. No entanto, a turma não definiu o caso.


Em vez de aguardar a deliberação do colegiado, o que poderia ocorrer só em agosto, em razão do recesso do Judiciário em julho, Marco Aurélio decidiu sozinho nesta sexta.


Na decisão, o ministro contestou os argumentos da PGR de que Aécio usaria o poder do cargo para interferir nas investigações. A procuradoria mencionava, por exemplo, conversas do senador com críticas ao ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio. Aécio também criticava tentativas de aprovar projetos de lei que anistiavam o caixa 2 e endurecia punições a juízes e procuradores por abuso de autoridade.


“Críticas à atuação do Ministro da Justiça são normais, esperadas e, até mesmo, decorrentes do exercício legítimo da função do Legislativo, não revelando perigo concreto de influência nas atividades do Presidente da República ou de embaralhamento de investigações em curso", escreveu Marco Aurélio.


“No tocante à mobilização para aprovação de alterações e inovações legislativas, tem-se atividade ínsita à função parlamentar, protegida pela imunidade constitucional alcançar palavras, votos e opiniões", completou em seguida.


O ministro também considerou que o afastamento do senador é uma medida que coloca em risco a harmonia entre os poderes Legislativo e Judiciário. Por isso, entendeu que caberia somente ao próprio Senado afastar Aécio, lembrando da tramitação de um pedido na Casa para cassar o mandato do tucano.



Em nota, o advogado do senador, Alberto Toron, disse que a decisão do ministro Marco Aurélio "reafirma a confiança" no Judiciário. Segundo a defesa de Aécio, o afastamento de um senador não é previsto pela Constituição, por isso não deveria ter ocorrido.


"A decisão do Ministro Marco Aurélio, mais que restabelecer a legalidade e a soberania da Constituição, reafirma a confiança de todos os brasileiros no Poder Judiciário. O afastamento de um mandatário do povo, um parlamentar, só pode ser feito dentro do figurino previsto pela própria Constituição. Todavia, o documento maior da cidadania não prevê este tipo de afastamento cautelar", afirmou a defesa na nota (veja a íntegra ao final desta reportagem).


O advogado disse ainda que a defesa de Aécio reafirma a inocência do senador e que a "trama criada" na delação por Joesley Batista, dono da JBS, é uma estratégia do empresário para "se ver livre da incomum, vasta e sórdida prática criminosa que confessou".


http://g1.globo.com/politica/noticia/ministro-marco-aurelio-mello-derruba-afastamento-de-aecio-neves.ghtml


" Na verdade não há provas contra Aécio Neves"



Com efeito, o presidente do Conselho, João Alberto, tomou a única decisão sensata. Ainda vale no país a presunção de inocência, não a de culpa

Por: Reinaldo Azevedo


Ah, sim, está a maior gritaria nas redes sociais. A dos esquerdistas, como sói acontecer em casos que envolvam adversários políticos, era, portanto esperada. Até porque o alarido é lógico, dados os valores da turma. Afinal, para os companheiros, os seus são sempre inocentes, mesmo quando culpados; já os outros são sempre culpados, mesmo quando inocentes. O que não é óbvio, mas também não surpreende, é ver correntes de direita cair na conversa de Randolfe Rodrigues, o senador do PSOL do Amapá que se finge de verde-marinista para poder ser ainda mais vermelhinho por dentro. É aquele tipo de melancia sem semente…

Refiro-me, como deixa claro o título do post, à decisão de João Alberto Souza (PSDB-MA), presidente do Conselho de Ética, de arquivar a denúncia oferecida contra o tucano por Randolfe, que pretende ser o maior cassador de cargos do Brasil. Ah, não custa lembrar: ele foi o mais bravo dos senadores na luta contra o impeachment. Ele queria o Brasil à mercê de Dilma. Esse é o sujeito que quase virou um plantonista do “Jornal Nacional”.

Volto a Aécio. Indagado sobre por que arquivou o pedido, João Alberto disse a coisa certa: “Por falta de provas”. E, com efeito, prova contra ele não há. Investigações estão em curso. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não as apresentou na denúncia oferecida ao Supremo. Qual foi a contrapartida dos R$ 2 milhões que recebeu de Joesley? Os tais R$ 60 milhões repassados para a campanha em 2014 foram declarados à justiça Eleitoral — parte considerável do dinheiro deve ter irrigado campanhas estaduais do PSDB.

Pode ser que a prova apareça? Bem, se acontecer, que se faça uma outra denúncia. Randolfe conferiu tal estatuto ao que é, por enquanto, simples delação. E se vai dar curso a um pedido de cassação nessas condições?

Há coisas que não fazem o menor sentido, e uma delas é a reação do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia. Disse ele:
“Ao arquivar sumariamente a representação contra o senador Aécio Neves, o presidente do Conselho de Ética do Senado consegue, ao mesmo tempo, debochar da sociedade, que espera esclarecimento para as gravíssimas acusações, e agredir o Estado Democrático”.

Com a devida vênia, pergunto onde o doutor Lamachia arquivou a presunção de inocência. Levar adiante um processo contra um senador quando a única prova é uma delação e quando não se tem a evidência de que aqueles R$ 2 milhões eram propina constitui a chamada presunção de culpa.

A ser assim, que se denunciem os 24 senadores que serão investigados pela Lava Jato. A propósito: Gleisi Hoffmann (PT-PR) já é mais do que uma acusada. E olhem que ela é ré desde setembro de 2016. O apreço do PT pela investigação é tal que fez dela presidente do partido. E Randolf, este soprano da pureza e da moralidade, não a denunciou ao Conselho de Ética. Foi seu companheiro de armas contra o impeachment. Com Gleisi, como se vê no alto, ele faz selfie.

Para Janot, é crime Aécio Neves conversar em casa sobre política com seus companheiros


A desculpa absurda



DE PESOS E MEDIDAS*
O ESTADO DE S. PAULO - SP

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal afirmando que é "imprescindível" a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para provar essa urgência, Janot usou como argumento uma fotografia em que Aécio aparece em uma reunião com os senadores tucanos Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP). Segundo Janot, tal imagem, publicada na própria página de Aécio no Facebook, comprova que o senador "continuou exercendo suas funções" parlamentares, e isso, na opinião do procurador-geral, contraria a determinação do Supremo de que ele se afaste do cargo de congressista.

Mais do que isso: Janot considera que Aécio, ao se encontrar com colegas do Senado, está fazendo "uso espúrio do poder político", possibilitado pelo "aspecto dinâmico de sua condição de congressista representado pelo próprio exercício do mandato em suas diversas dimensões, inclusive a da influência sobre pessoas em posição de poder". O procurador-geral considera que a "plena liberdade de movimentação espacial e de acesso a pessoas e instituições" confere a Aécio a possibilidade de "manter encontros indevidos em lugares inadequados".

Essa destrambelhada manifestação de Janot é resultado não apenas do peculiar momento que vive o Ministério Público, em que o bom senso tem dado lugar ao ímpeto justiceiro contra os políticos em geral, mas principalmente das brechas abertas por algumas decisões estapafúrdias do Supremo, uma das quais, citada pelo procurador-geral, foi justamente o afastamento de Aécio Neves.

Ora, não há nenhuma previsão constitucional que dê ao Judiciário o poder de afastar políticos do mandato obtido nas urnas. Essa é uma inovação recente, implementada pelo ministro Teori Zavascki, em maio de 2016, quando decidiu, em razão de "situação extraordinária, excepcional e, por isso, pontual", mandar afastar o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Mas a excepcionalidade invocada por Zavascki, de certa forma justificada no caso de Cunha, que usava o cargo e o mandato para escapar das consequências de seus atos, parece ter se tornado perigosa rotina. Tudo isso parece inspirar os ativistas judiciais, para os quais político bom é político preso.

Bem, nem todos os políticos. A sofreguidão da Procuradoria- Geral da República para prender Aécio não se repete, por exemplo, no caso do ex-presidente Lula da Silva. O chefão petista responde a nada menos que cinco processos, sob acusação de corrupção passiva, organização criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. A despeito de todas essas denúncias, o Ministério Público não pediu a prisão preventiva de Lula da Silva, nem mesmo depois que o empresário Joesley Batista delatou o petista, informando que o Grupo JBS mantinha contas na Suíça tanto para o ex-presidente como para a presidente cassada Dilma Rousseff.

Em nenhum momento Janot considerou que Lula devesse estar atrás das grades, como alegou no caso de Aécio. Enquanto considera que uma simples foto do senador tucano com outros parlamentares prova que ele faz uso de seu mandato parlamentar para se proteger e se locupletar, Janot parece não ver nada demais nas intensas atividades políticas de Lula da Silva, que está em permanente campanha para presidente. Enquanto cita a "periculosidade de parlamentares corruptos do quilate de Aécio Neves" para sustentar seu pedido de prisão preventiva do senador mineiro, Janot, que já qualificou Lula da Silva de "chefe de organização criminosa" no caso do petrolão, acredita que o ex-presidente pode continuar solto até seu julgamento.

Vivêssemos tempos normais, nem Aécio nem Lula poderiam ser impedidos de exercer suas atividades, muito menos por meio de prisão preventiva, uma vez que eles ainda não tiveram seus direitos políticos cassados. Mas não vivemos tempos normais, razão pela qual a Constituição, hoje, serve para uns, mas não serve para outros.

Aécio se reúne com senadores do PSDB para discutir votação no Congresso





Afastado das funções de senador, o mineiro Aécio Neves (PSDB) postou, nas redes sociais, uma foto que mostra uma reunião entre ele e os senadores tucanos Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima, José Serra e Tasso Jereissati. Esse último preside o PSDB após o afastamento de Aécio também da direção da legenda.

O senador mineiro diz que, na reunião, foram discutidas as votações no Congresso. "Me reuni hoje com os senadores Tasso Jereissati, Anastasia, Cássio C. Lima e José Serra. Na pauta, votações no Congresso e agenda política", diz a legenda da foto.



O PSDB decide se fica ou desembarca do governo de Michel Temer (PMDB). Ontem, o presidente teria pedido a caciques do partido apoio à aprovação das reformas da Previdência e trabalhista. Os tucanos aguardam julgamento da chapa Dilma/Temer para decidir se abandonam o peemedebista. Enquanto isso, decidiram avalizar as reformas.