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Aécio recebe exilados políticos da Venezuela






Recebi, em Brasília, ao lado do presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o senador Aloysio Nunes Ferreira, a visita do presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Venezuelana, deputado Luis Florido, e Carlos Vecchio, exilado político do mesmo país.


Eles pediram o apoio do PSDB às manifestações a favor do plebiscito que pode por fim ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.


O Brasil, através do chanceler José Serra, tem feito esforços para retirar o caráter ideológico de nossa política externa, defendendo que cada povo possa definir o seu caminho com respeito às regras democráticas.


O PSDB se solidariza com os presos políticos venezuelanos e espera que a constituição venezuelana seja respeitada para que esse povo irmão possa encontrar um caminho para a superação das suas já insuportáveis dificuldades.

 -Aécio Neves

Aécio se reúne com Henrique Capriles, líder da oposição na Venezuela



O líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, disse nesta terça-feira (14) em Brasília que espera que “tenha acabado a indiferença do Brasil” sobre a situação de seu país. Capriles falou após encontro com senadores aliados do presidente em exercício, Michel Temer, no gabinete de Aécio Neves , presidente do PSDB.

A Venezuela enfrenta uma grave crise política e econômica, com recessão, inflação em alta, falta de produtos alimentícios e medicamentos e protestos contra o presidente Nicolás Maduro.

A oposição tenta convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro e apresentou à justiça eleitoral mais de um milhão e meio de assinaturas de apoio. Mas, segundo Capriles, aliados do governo tentam impedir a realização da consulta. O líder da oposição disse que veio ao Brasil pedir ao governo que exija que a Constituição da Venezuela seja respeitada.

"Esta é a hora de o governo do Brasil defender os princípios constitucionais, os princípios democráticos, a autodeterminação de nosso povo. Maduro não pode se colocar acima da Constituição [...] Nos dói a indiferença do Brasil. Espero que tenha acabado a indiferença do Brasil, é isso que eu espero do Brasil", afirmou.

Na próxima semana, haverá uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a situação da Venezuela. Capriles espera que o Brasil defenda a realização do referendo no seu país.

Capriles evitou comentar a crise política brasileira, dizendo que não queria "se meter" nas questões internas do país. No entanto, o venezuelano lembrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez interferências na campanha presidencial que elegeu Maduro na Venezuela.

"Cada país tem sua realidade. Aqui vocês tem sua realidade, na Venezuela temos nossa realidade. Mas se alguém foi vítima da ingerência fui eu. O ex-presidente Lula se meteu na campanha eleitoral quando eu fui candidato contra Maduro. Ele fez um vídeo em que pedia votos a Maduro. Isso é inaceitável", lembrou Capriles.

Presente à reunião, Aécio disse que vai pedir a Temer que o governo brasileiro, na reunião da OEA, mude de postura e defenda o referendo venezuelano.

"Se o impeachment é uma previsão constitucional no Brasil, o referendo é uma previsão constitucional na Venezuela e deve ser respeitado", disse o senador.

Estiveram na reunião com Capriles, além de Aécio, os senadores Aloysio Nunesx (PSDB-SP), líder do governo, José Agripino Maia (DEM-RN), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Medeiros (PSD-MT), além do deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, e do ministro das Cidades, Bruno Araújo.

Ainda nesta tarde, Capriles se reunirá no Palácio do Itamaraty com o ministro das Relações Exteriores, José Serra.

Referendo

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela disse na última sexta-feira (10) que vai iniciar um processo de confirmação das assinaturas entregues de cidadãos que defendem um referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.

A etapa de confirmação de assinaturas começará no dia 20 de junho e deve durar cinco dias. Na semana que vem, a comissão eleitoral vai permitir que os cidadãos que desejem retirar os seus nomes de uma lista de 1,4 milhão de assinaturas válidas o façam, disse Tibisay Lucena, chefe da comissão, numa entrevista à imprensa.

Próximas etapas

Cumprido este requisito, o CNE fixará uma data para o referendo revocatório, em que a oposição precisará superar os 7,5 milhões de votos obtidos por Maduro em 2013, quando foi eleito para um mandato de seis anos, até 2019.

Se a consulta acontecer depois de 10 de janeiro de 2017, quando o mandato presidencial completa quatro anos, e Maduro for derrotado, os dois anos restantes serão completados pelo vice-presidente, designado pelo chefe de Estado. Se o referendo acontecer este ano e o chavismo for derrotado, novas eleições serão convocadas.

Essa hipótese é rechaçada pelos oposicionistas liderados por Capriles, que querem que o referendo seja realizado ainda em 2016.

O governo de Maduro descarta a possibilidade de um referendo revogatório em 2016, alegando que os prazos legais não permitem o que a oposição deseja.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/06/lider-da-oposicao-venezuelana-se-reune-com-parlamentares-governistas.html


Aécio cobra transparência e pede observadores internacionais nas eleições da Venezuela



Aécio Neves defende envio de observadores internacionais para acompanhar eleições na Venezuela

Senador sugeriu à Comissão de Relações Exteriores fazer pedido formal à Organização dos Estados Americanos (OEA)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, sugeriu que a Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal faça um pedido formal à Organização dos Estados Americanos (OEA) para envio de observadores para acompanhar as eleições parlamentares na Venezuela, previstas para dezembro deste ano. Durante audiência pública da CRE, realizada nesta quinta-feira (20/08), Aécio Neves demonstrou preocupação com as garantias de que eleições correspondam à vontade do povo venezuelano.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Relações Exteriores para ouvir o jornalista venezuelano Miguel Otero, que denunciou o desrespeito do governo de Nicolás Maduro à liberdade de expressão. Otero afirmou que a Venezuela vive numa ditadura que sufoca de todas as formas os meios de comunicação local.

O senador Aécio Neves defendeu que o Parlamento brasileiro possa acompanhar as eleições da Venezuela e afirmou que o respeito à democracia não tem fronteiras.

Leia abaixo os principais trechos do pronunciamento do senador

O tema democracia e liberdade na América Latina, e em especial na Venezuela, tem espaço importante nos debates, não apenas no Congresso Nacional, mas na sociedade brasileira.

Quando se trata de democracia, quando se trata de liberdade, não há que se respeitar fronteiras, porque todos acabamos por ser contaminados para o bem. Quando os ventos da democracia, de alguma forma, chegam a determinados países, de alguma forma eles alcançam países vizinhos, mas também quando há o cerceamento da liberdade. Já assistimos na nossa história latino-americana essa contaminação perversa. Por isso, uma preocupação hoje de todos nós, em relação às próximas eleições na Venezuela.

E a questão que indago é que assistimos, não sei se poderia chamar de distensionamento, mas alguns gestos, até mesmo pela pressão interna e externa, pela absoluta falência daquele modelo político e econômico. Tivemos alguns desses presos políticos, ainda não todos, em especial Leopoldo, retornando às suas casas.

No anúncio da data das novas eleições parlamentares para o final do ano, a questão que se impõe é a seguinte: pelo que sabemos até agora não há uma demanda por parte do governo venezuelano oficial para que uma comissão da OEA, ou de outro organismo internacional, se faça presente para acompanhar essas eleições.

A grande dúvida que fica é se a Venezuela está em condições de fazer hoje uma eleição que represente, que expresse a vontade livre do povo venezuelano ou temos que nos preocupar ainda com qualquer tipo de manipulação em relação a essas eleições. Porque a questão essencial nesse instante que está às nossas mãos ou pelo menos ou pelo menos às nossas vistas, é a possibilidade, de pela decisão democrática da população venezuelana, termos um resultado que corresponda à efetiva vontade desse povo.

Em que condições se apresentam as próximas eleições, a sua preparação é motivo de preocupação crescente? Organismos internacionais ou delegações de países vizinhos podem de alguma forma se articular, seja através da Unasul, do Mercosul, para se fazerem presente? Esta é a preocupação central que temos hoje. Porque está é uma oportunidade que efetivamente não pode ser perdida.

Há um dispositivo na Constituição da OEA, que, em casos extremos, em casos onde a democracia é ameaçada efetivamente, pode o Secretário-Geral daquela organização constituir uma comissão representativa para fazer este acompanhamento.

Digo isso, porque acho que essa deveria ser a nossa ação pontual neste instante, além da solidariedade que, obviamente, jamais deixamos de expressar. Mas, quem sabe até por iniciativas a comissão, em contato com outras comissões de relações exteriores de outros países vizinhos, uma moção à OEA, para que a OEA, que ainda também não tomou esta iniciativa, possa decidir por enviar uma comissão.

Obviamente, saberá fazer as tratativas com o governo venezuelano, mas como uma decisão do organismo, para que não percamos a oportunidade de ver essas eleições acompanhadas adequadamente.

Acho que essa pode ser uma ação pensada depois por nós aqui, para que tenhamos pelos menos alguma tranquilidade de que essas eleições terão como resultado a vontade majoritária do povo venezuelano.

Aécio Neves defende viagem de comitiva de senadores brasileiros à Venezuela



Jefferson Rudy/Agência Senado


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a defender as razões da visita da comitiva de senadores à Venezuela na semana passada. Ele afirmou que a missão teve caráter humanitário em solidariedade aos presos políticos opositores do governo venezuelano.

Aécio destacou o fim da greve de fome de Leopoldo Lopes, um dos líderes presos, que agradeceu pela motivação da visita dos senadores. Ele também ressaltou a manifestação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, que articula uma comitiva internacional de advogados para ir a Caracas avaliar as prisões.

O senador comemorou ainda a definição da data das eleições parlamentares na Venezuela, marcadas para 6 de dezembro, que ele atribui ao conjunto de pressões do exterior mobilizando vários países e a Organização das Nações Unidas (ONU).

- Não fomos à Venezuela armados. Não fomos atentar contra um presidente da República eleito. Fomos sim, cobrar aquilo que cobraremos até o dia das eleições: a transparência nas eleições que estão por vir. A grave omissão do Brasil nesta questão foi suprida pela presença firme, corajosa e altaneira dos senadores brasileiros - afirmou o senador.

Pressionado, governo venezuelano autorizou grupo liderado por Aécio a viajar para Caracas.



Liderados por Aécio, senadores brasileiros viajam a Caracas

Estadão Conteúdo

Liderados por Aécio Neves (PSDB), um grupo de senadores brasileiros viajará a Caracas esta semana para pedir a libertação de três líderes opositores presos na Venezuela. "O governo venezuelano autorizou o pouso de um avião da Força Aérea Brasileira", informou Aécio no Twitter.

O senador viajará a Caracas com outros cinco legisladores - da oposição e da base do governo - com uma missão política e ao mesmo tempo "humanitária" para pedir a libertação dos líderes opositores Leopoldo López, Antonio Ledezma e Daniel Ceballos.

Os três políticos são acusados de conspirar contra o governo de Nicolás Maduro. "Com o nosso gesto, na realidade vamos suprir a omissão do governo brasileiro em relação a esta questão.

Não estamos falando de tal ou qual apoio, estamos falando de respeito à democracia", disse Aécio. O grupo chegará a Caracas na quinta-feira, onde também exigirá a definição de uma data para as eleições legislativas deste ano.

A presidente Dilma Rousseff se referiu à situação na Venezuela durante a recente cúpula União Europeia/Comunidade dos Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac), em Bruxelas, onde rejeitou a ordem executiva do governo de Barack Obama que considera Caracas como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.

Os "países latino-americanos e caribenhos não admitem medidas unilaterais, golpistas e políticas de isolamento", afirmou Dilma.

Líder da ala radical da oposição, López está detido em uma prisão militar na região de Caracas, enquanto Ledezma cumpre prisão domiciliar e Ceballos está em uma dependência do serviço secreto.

Lilián Tintori, mulher de López, disse que seu marido - detido desde fevereiro de 2014 - manterá a greve de fome iniciada há mais de três semanas para exigir a fixação da data das eleições legislativas, o "fim da perseguição e da repressão" e a libertação de todos os "presos políticos".

Hoje em Dia






Aécio diz que Governo da Venezuela proibiu missão de apoio aos opositores







Aécio diz que Venezuela vetou missão de apoio aos opositores no país

Geraldo Magela/ Agência Senado


O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio de sua assessoria, disse na segunda-feira (15), que a Venezuela vetou o pouso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que levaria uma missão de senadores brasileiros em apoio a opositores do governo venezuelano. Mas o Ministério da Defesa não confirmou a informação e disse que Caracas ainda não havia dado uma resposta ao pedido para pouso de um avião militar.

Na segunda-feira, senadores da oposição aprovaram na Comissão de Relações Exteriores a ida de uma delegação à Venezuela para uma visita de solidariedade aos opositores venezuelanos que estão presos, acusados de incitar o uso da violência nos protestos contra o presidente Nicolás Maduro no ano passado. A comitiva partiria na quinta-feira.

Segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), como se trata de uma missão parlamentar, ele e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), procuraram o ministro da Defesa, Jaques Wagner, perguntando se seria possível ceder um avião da FAB.

Jaques Wagner disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a FAB encaminhou à Aeronáutica venezuelana pedido de sobrevoo e pouso no país e ainda está aguardando uma resposta. "Não houve negativa do governo venezuelano a nenhum pouso de avião militar brasileiro a Caracas", disse.

A assessoria de Aécio, porém, já teria a informação do veto. Em entrevista, o senador disse que "havia dificuldades para autorização de pouso por ser uma aeronave militar", mas que, se não fosse possível, o Senado encontraria outra forma de eles chegarem à Venezuela.

Jaques Wagner contou que os senadores Renan Calheiros e Aloysio Nunes o procuraram na sexta-feira, 12, e perguntaram se seria possível ceder um avião da FAB para que um grupo de parlamentares fosse à Venezuela para uma visita de solidariedade aos opositores. O ministro explicou que para todos os voos em aviões militares há uma protocolo a ser seguido.

Uma das exigências é que no pedido de sobrevoo e pouso esteja especificado o número de pessoas a bordo e qual a missão dos passageiros. O procedimento foi cumprido, incluindo a informação de que se tratava de visita a opositores do governo de Nicolás Maduro.

O senador Aloysio Nunes disse que o objetivo da delegação é visitar os presos. "Houve votação e deliberação do Congresso para irmos lá e ver os presos. Eles podem até negar, mas queremos ir", disse. "Os direitos humanos e a liberdade são universais e não admitem negativas", comentou ele, acrescentando que, caso o pouso seja recusado, ele irá em avião de carreira. "Os senadores irão de avião de carreira ou até de ônibus."

Segundo Aloysio Nunes, o governo venezuelano pode até não deixar que os senadores visitem os presos, mas não podem impedir que eles, enquanto brasileiros, entrem na Venezuela, já que não há exigência de visto e ambos são signatários de acordos de reciprocidade.

Mais cedo, em entrevista, Aécio negou que a visita fosse uma "intromissão" em assuntos internos do país vizinho. O senador afirmou que Congresso estava agindo em razão da "omissão" do governo Dilma Rousseff, que mantém relações com Maduro. "Não é uma intromissão, porque estaremos lá pregando aquilo que é essencial no mundo civilizado, que é o respeito à democracia e às liberdades."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aécio : "Governo de Dilma flerta com o bolivarianismo"





Waldemir Barreto/Agência Senado

Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, senador criticou a adoção do discurso ‘nós contra eles’.
Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, o senador Aécio Neves afirmou que o governo federal flerta com o bolivarianismo.

Candidato na última eleição presidencial, o tucano criticou a “solidariedade política explícita” do Palácio do Planalto perante Nicolás Maduro e relacionou o discurso do “nós contra eles”, adotado durante a campanha e reciclado após os protestos de março, à estratégia bolivariana.

“Felizmente, no Brasil nós temos instituições sólidas, democráticas e que funcionam muito bem. Mas, quando a gente vê, volta e meia, o discurso de controle social da mídia, que é um eufemismo para censura, permear as discussões do partido que está no governo, quando nós assistimos à radicalização do discurso de classes, o ‘nós contra eles’, ‘elite contra povo’, é algo que se aproxima do bolivarianismo”, exemplificou.

REFORMA POLÍTICA
Segundo Aécio Neves, o PSDB apresentará após a Páscoa suas sugestões para a reforma política.

As medidas principais do pacote envolvem o fim da reeleição para todos os cargos, a adoção da eleição unificada a partir de 2022, o fim das coligações proporcionais, a entrada do voto distrital misto, a limitação do financiamento privado de campanha e a adoção da cláusula de barreira para estancar a distribuição de dinheiro do fundo partidário e de espaço na TV.empresas tenham limites mais rígidos para participar das campanhas eleitorais.

http://noticias.portalvox.com/politica/2015/03/aecio-neves-diz-que-governo-de-dilma-rousseff-flerta-com-o-bolivarianismo.html

Aécio : " Rebaixamento da Petrobras é um desastre provocado pela incompetência do governo"




Cunha vê rebaixamento da Petrobras como 'alerta'; Aécio fala em 'desastre'

Presidente da Câmara e senador do PSDB repercutiram decisão da Moody's.
Agência de risco rebaixou notas e Petrobras perde grau de investimento.

Do G1, em Brasília


Um dia após a agência de classificação de risco Moody's rebaixar as notas de crédito da Petrobras, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDb-RJ), classificou nesta quarta-feira (25) a medida como um "alerta". Na visão do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o rebaixamento da estatal do petróleo é "um desastre provocado por incompetência do governo".


Arte problemas na Petrobras_Versão03_02_2015_VA2 (Foto: Arte/G1)


Com a decisão da agência de risco, a Petrobras perdeu grau de investimento – aplicações consideradas seguras para os investidores. A Moody's foi a primeira das três grandes agências de risco a rebaixar a nota de crédito corporativo da Petrobras para grau especulativo. A empresa ainda tem grau de investimento pelas agências Fitch e Standard & Poor's.


Para o presidente da Câmara, a sociedade vai acabar pagando um custo maior pela necessidade que a empresa tem de captar recursos para investimento. O peemedebista disse ainda que está na hora de repensar o "papel" da Petrobras.


Desafeto do Palácio do Planalto, Eduardo Cunha destacou que a perda do grau de investimento se deu por conta do atraso na divulgação do balanço da estatal e pela dificuldade de se quantificar o impacto dos desvios causados por irregularidades. O deputado do PMDB, entretanto, evitou fazer uma ligação entre o rebaixamento da Petrobras e a possibilidade de mudança da nota do Brasil.


Já o senador Aécio Neves, derrotado pela presidente Dilma Rousseff na eleição de 2014, aproveitou o rebaixamento do grau de investimento da Petrobras para criticar a gestão petista. Por meio de nota, o tucano afirmou que a decisão da Moody's ocorreu pelo "excessivo intervencionismo" do Executivo federal e pelo "aparelhamento da empresa".


"O rebaixamento não prejudica apenas a Petrobras, já que o custo de capitalização de todas as empresas brasileiras será mais caro. É uma péssima sinalização. Além disso, se o governo decidir socorrer a Petrobras, ajudando a pagar a dívida da empresa, o ajuste fiscal do país fica ainda mais prejudicado", opinou Aécio.


O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reconheceu que já esperava essa reação do mercado. “Dificilmente, eu esperaria outra avaliação de risco da empresa. Eu já estava esperando”, admitiu. No entanto, Guimarães ressaltou que a mudança no comando da Petrobras aponta para uma recuperação no futuro e afirmou que não vê impacto no reerguimento da empresa.


“O presidente [Aldemir Bendine] mal começou. As primeiras manifestações dele sinalizam um novo caminho de recuperação dos ativos da empresa, de recuperação do valor de mercado da Petrobras. Portanto, isso não vai impactar em nada o trabalho de recuperação da empresa, do prestígio como grande petroleira brasileira”, disse, concordando com Lobão de que se trata apenas de uma “tempestade”. “A Petrobras é forte, é robusta”, acrescentou o líder do governo.


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Candidato a vice na chapa de Aécio Neves na corrida presidencial do ano passado, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse ver com pessimismo a atual conjuntura da principal estatal brasileira.


“É terrível porque isso vai ter consequências não só na Petrobras, mas nas empresas que fornecem para a Petrobras. O setor de petróleo e gás no Brasil é 13% do PIB em uma economia que já está em recessão e agora recebe um golpe muito forte”, declarou.


Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo senador Aécio Neves:


O rebaixamento da Petrobras é um desastre provocado pela incompetência do governo. Uma empresa que até poucos anos era a que mais investia, hoje é a que tem o maior endividamento do mundo. Isso ocorreu pelo excessivo intervencionismo do governo e pelo aparelhamento da empresa, culminando com o maior escândalo de corrupção de nossa história.


O rebaixamento não prejudica apenas a Petrobras, já que o custo de capitalização de todas as empresas brasileiras será mais caro. É uma péssima sinalização. Além disso, se o governo decidir socorrer a Petrobras, ajudando a pagar a dívida da empresa, o ajuste fiscal do país fica ainda mais prejudicado.


Uma empresa com corpo técnico competente, que ainda é a empresa que mais investe em inovação, não merecia uma condução tão desastrosa, o que é exclusiva responsabilidade dos governos do PT.

fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/02/cunha-ve-rebaixamento-da-petrobras-como-alerta-aecio-fala-em-desastre.html

Aécio Neves : "Omissão de Dilma na questão venezuelana, nos tornará cúmplice dos crimes que lá acontecem."



Pronunciamento do senador Aécio Neves sobre violação aos direitos humanos na Venezuela
24 de fevereiro de 2015



O tema que me traz neste instante a essa tribuna é um tema de extrema importância para todos nós latino-americanos. Já que voltamos ao tema da Venezuela nesse último final de semana. Vem trazendo enorme preocupação a todos nós, o radicalismo que vem tomando conta das decisões do presidente Maduro. E eu gostaria que o Senado Federal, ao receber uma nota que, assinada não apenas por mim com presidente nacional do PSDB, mas por nosso líderes no Senado e na Câmara e com o respaldo de toda a bancada, pudesse servir de inspiração para que o Senado Federal, ao lado da Câmara dos Deputados, pudesse se manifestar no sentido de externar a nossa preocupação com o cerceamento das liberdades democráticas naquele país com a prisão, algumas delas, inclusive as mais recentes, sem qualquer justificativa legal, de opositores do regime.

Portanto, com extrema preocupação assistimos o contínuo processo de aprofundamento do autoritarismo e desrespeito às liberdades democráticas na Venezuela, país vizinho e parceiro do Mercosul.

Em 2009, quando o Senado brasileiro analisou e aprovou o ingresso da Venezuela em nossa comunidade, o PSDB posicionou-se fortemente contra, com base na Cláusula Democrática do Tratado.

O Protocolo de Ushuaia, que objetiva a defesa do estado de Direito em bloco, vedava a entrada ou permanência de países onde não se respeitam as regras básicas da democracia. Naquela ocasião, apontamos uma série de ações e práticas do cotidiano político da Venezuela, governada por Hugo Chavéz, não compatíveis com um regime democrático.

Desde então, a situação vem se agravando. O atual Presidente, Nicolás Maduro, confrontado pelo fracasso da política econômica chavista, por taxas de homicídios sem precedentes e pela perda crescente de apoio popular, apela para táticas autoritárias clássicas, encarcerando opositores, intimidando a população e criminalizando manifestações. Tudo isto sob o olhar benevolente, para não dizer cúmplice, de seus parceiros do Mercosul.

As principais lideranças políticas da oposição têm sido sistematicamente perseguidas, impedidas de exercerem mandatos políticos, encarceradas e agredidas pelo aparato de estado oficial e extraoficial.

Desde 18 de fevereiro de 2014, encontra-se preso Leopoldo López Mendonza, Coordenador Nacional do partido político venezuelano Vontade Popular, sob acusações penais baseadas em análises do teor de seus discursos políticos.

Lilian Tintori, esposa de López, há um ano percorre o mundo denunciando a situação de preso político de seu marido. Do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ao Papa Francisco, Lilian tem recebido solidariedade dos principais líderes mundiais – uma solidariedade que, infelizmente, tem faltado do governo brasileiro – e também de inúmeros organismos dos de organismos de defesa de direitos humanos. Agora, apelos, como o da Anistia Internacional ou do Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza, pela liberação imediata dos presos políticos e garantias de justiça em todas as causas, têm sido sumariamente ignorados pelo governo venezuelano.

A deputada Maria Corina Machado, que a convite desta Casa, do senador Ricardo Ferraço, aqui esteve alguns meses atrás, destacada parlamentar de oposição, viu seu mandato político ser cassado em março de 2014, após denunciar na OEA violações de direitos humanos ocorridas na Venezuela.

Agora, enfrenta uma acusação fantasiosa de conspiração para assassinar o Presidente Maduro baseada, entre outros absurdos, em troca de e-mails comprovadamente forjados por documentos a nós enviados pela própria Corina. Ela vive em estado de permanente perseguição, podendo, segundo sua própria explanação, ser presa a qualquer momento.

Na quarta-feira, 19 de fevereiro, ultrapassando qualquer limite da normalidade democrática, Maduro ordenou o encarceramento do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma. A prisão foi efetuada por agentes do Serviço Bolivariano de Informações (Sebin), em seu escritório privado, de forma truculenta, com cenas que horrorizaram a todos nós e sem mandato de prisão ou qualquer outro instrumento legal.

Incapaz de lidar com os graves problemas do dia-a-dia da gestão governamental, o presidente Maduro cria falsas tramas e golpes contra seu governo, tenta calar a oposição, cerceá-la e criminalizá-la, em escalada rumo a uma ditadura, cada vez mais sem disfarces.

A posição conivente e silenciosa do Brasil com tudo isso é inaceitável e, a meu ver, vergonhosa.

A presidente Dilma não pode esconder-se sob o princípio de não interferência nos assuntos internos de outro país, para deixar de agir em caso de tamanha gravidade. Essa foi a desculpa dada até aqui à imprensa, quando foi questionada se não havia constrangimento ao receber as credenciais da nova embaixadora venezuelana no Brasil.

Se o Brasil não pretende manifestar-se diretamente pelo respeito aos direitos democráticos na Venezuela, como fizeram Colômbia e Chile, o Protocolo de Ushuaia, porém, obriga que os países do Mercosul ajam nesse sentido.

Anuncia-se a ida de uma missão da Unasul para inteirar-se da situação. E esse Congresso tem de participar deste movimento. O resultado, provavelmente, será trazer a todos nós maiores luzes mas informações sobre o que acontece na Venezuela.

Não são apenas políticos da oposição que o governo Maduro persegue e tenta silenciar. Com a recente promulgação da Resolução 8610, militares venezuelanos foram autorizados a utilizar armas letais na repressão de manifestações políticas. Isso não ocorre em nenhum outro país da nossa região, ocorrendo apenas em regiões absolutamente autoritários em outras regiões do mundo.

Não será de se estranhar se, em breve, ocorrer um banho de sangue na Venezuela, e o Brasil, certamente, pagará um alto preço pela sua omissão até aqui.

Portanto, a omissão brasileira nos tornará cúmplices daquilo que eventualmente ocorrerá na Venezuela.

A ação ou inação do governo Dilma, mais do que falar sobre o que ocorre nesse país de povos irmãos, desnudará o grau de respeito que consignamos aos princípios democráticos em nossa região e em nosso País.

Portanto, considero urgente, já que a omissão do governo federal parece cada vez mais clara em relação a esta questão, que o Congresso Nacional, voz da sociedade brasileira, possa se manifestar em solidariedade, não à oposição, a este ou à aquele partido, mas aquilo que a todos nós é mais caro, as liberdades democráticas.

Aécio Neves 

Aécio denuncia que diplomacia brasileira se tornou partidária



Fonte: Folha de S.Paulo online

Link:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2014/02/1416724-diplomacia-a-deriva.shtml

Diplomacia à deriva – Aécio Neves

O Brasil perdeu mais uma oportunidade histórica de se colocar à altura de seu papel de liderança no continente.

Com a crise política, econômica e social na Venezuela e a escalada crescente da violência e a ameaça real à estabilidade institucional do país, esperava-se do governo brasileiro uma ação diplomática pró-ativa e firme, coerente com a tradição centenária do Itamaraty, pautada no respeito aos direitos humanos, à defesa da liberdade e da democracia.

Ao assinar as notas do Mercosul e do Unasul que emprestam respaldo ao presidente Nicolás Maduro, o Brasil ignora as respostas que o governo venezuelano tem dado às manifestações de protesto, com flagrante repressão contra toda e qualquer oposição ao regime e o cerceamento ostensivo à liberdade de expressão. Soma-se à vocação autoritária do chavismo uma grave instabilidade econômica, com a maior inflação da América Latina (57%) e a menor taxa de crescimento (1,1%). Arruinado pela má gestão, o país expõe seus cidadãos a uma rotina de escassez de alimentos e de energia.

No lugar de oferecer colaboração institucional para a promoção do diálogo entre as forças políticas em conflito, o Brasil submete sua política externa às conveniências ideológicas, deixando de representar os interesses permanentes do Estado brasileiro para defender o ideário do governo de plantão.

Longe de ser um fato isolado, a posição se inscreve no rol de desacertos desde que o governo impôs à atuação da Chancelaria o viés partidário. Nunca é demais lembrar episódios como a aceitação dócil da expropriação das refinarias da Petrobras em Santa Cruz, em 2006; a deportação dos boxeadores cubanos nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e o tratamento dado ao senador boliviano exilado na Embaixada em La Paz. Onde está a coerência com a atitude adotada na crise paraguaia, em que foi invocada a cláusula democrática do Mercosul? Por afinidades ideológicas, o Brasil está deixando de assumir suas responsabilidades internacionais também na questão dos direitos humanos.

A partidarização da política externa tem consequências também na política de comércio exterior. As crises na Venezuela e na Argentina, pela passividade da reação do Itamaraty, estão trazendo prejuízos à credibilidade do governo brasileiro e às empresas nacionais que encontram barreiras para exportar e grandes dificuldades para receber seus pagamentos.

O mundo desconfia do Brasil, e não é à toa. Pouco adianta a presidente da República reafirmar no concerto internacional a posição do Brasil como país aberto, democrático, que respeita as regras internacionais, se, na prática, damos guarida a governos autoritários que desprezam a democracia e o Estado de Direito.
http://dropsmisto.blogspot.com


Aécio : "Os democratas precisam denunciar os apagões de informações na Venezuela"


Brasília – O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, disse no domingo (16) que a situação política da Venezuela desperta preocupações e demanda atenção por parte “dos democratas da América Latina”. O tucano destacou as denúncias de uma possível censura no país, que estaria afetando inclusive as redes sociais.

“[Os democratas precisam denunciar os verdadeiros ‘apagões de informação’ nas redes sociais e censura imposta à imprensa venezuelana, que visam impedir que o mundo acompanhe o que acontece nas ruas de Caracas”, afirmou o presidente do PSDB.

“Confirmamos que imagens vêm sendo bloqueadas no Twitter na Venezuela. Acreditamos que o governo esteja por trás disso”, disse à BBC o porta-voz do Twitter Um Wexler.

Cumplicidade

“O governo brasileiro é cúmplice da violência na Venezuela e se cala”, analisou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR). A relação entre os governos do PT e o regime venezuelano foi uma das principais marcas da política externa brasileira nos últimos anos.

A afinidade entre petistas e o governo venezuelano chegou a motivar a presença do então embaixador do país, Maximilien Sánchez Arveláiz, em ato favorável a José Dirceu promovido em fevereiro do ano passadoem Brasília.

Tensão

A Venezuela vive confrontos, nos últimos dias, entre apoiadores e opositores do regime do presidente Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez. Mais de 60 pessoas foram feridas pelos conflitos, de acordo com números oficiais.

Maduro tem apontado estrangeiros, como o líder colombiano Álvaro Uribe, ex-presidente da República da Colômbia, e funcionários da Embaixada dos Estados Unidos no país, entre os responsáveis pelos problemas – desprezando um quadro de problemas econômicos e escassez de alimentos que se instala no país.

Fonte: PSDB