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Aécio : Quem acredita que Dilma consiga liderar o país contra a crise?


Por Reinaldo Azevedo - Veja


Aécio: “Quem ainda acredita que Dilma consiga liderar o país contra a crise?”

“Não estou cobrando ato de contrição de ninguém, mas quem faz um pacto com a população, e eleição também é isso, tem de dizer, quando menos, o que estava errado no diagnóstico e nas promessas feitos durante a campanha. Ou a política passa a ser apenas a arte da enganação”


Telefonei na noite desta terça-feira para o senador Aécio Neves (MG) para saber como o presidente do maior partido de oposição analisou o pronunciamento de Dilma Rousseff. De saída, Aécio responde: “Sempre é melhor conversar com o Congresso do que tentar cooptá-lo, o que tem sido a prática permanente do PT. Mas a conversa tem de ter um objeto”.

Indaguei se o senador tinha identificado, então, qual era o objeto da fala de Dilma. “De concreto, deu para entender que ela quer a volta da CPMF, e me parece que a reação do Congresso foi bastante eloquente. Ela não poderia esperar aplausos”.

O senador lembra que Dilma está no cargo há pouco mais de um ano e se elegeu dizendo que não aumentaria a carga tributária, sendo explícita na recusa à CPMF. Será que ele quer um mea-culpa? “Não estou cobrando ato de contrição de ninguém, mas quem faz um pacto com a população, e eleição também é isso, tem de dizer, quando menos, o que estava errado no diagnóstico e nas promessas feitos durante a campanha. Ou a política passa a ser apenas a arte da enganação”.


O senador afirma ainda: “Dilma não pode querer agora que o Congresso traia o povo em lugar dela. Ou será que fica bem vencer a eleição com uma promessa e, depois, esperar que deputados e senadores sem encarreguem de quebrá-la?”.

É, não fica bem.

Observo que o discurso da presidente no Congresso chega quase a pedir que se deixe a política de lado em nome dos interesses nacionais. O senador observa: “É curioso porque a presidente que pretendeu se mostrar não partidária está repetindo o discurso do seu partido nas inserções no horário político. Trata-se de uma tática. Quem apela a esse discurso parece aspirar ao monopólio da representação legítima. Então não se pode discordar do governo e, ainda assim, defender os interesses do país? Não me parece que o governo e o PT sejam bons exemplos de defesa do Brasil e de seu patrimônio. O descalabro na Petrobras fala por si”.

É, fala, sim!

Dilma defendeu também a reforma da Previdência. Este escriba está entre aqueles que a consideram necessária e urgente. Se Dilma também diz querê-la, não é hora, então, de apoiar o governo ao menos nisso?

Aécio dá uma resposta que me parece correta porque ancorada na história: “A presidente vai apresentar um texto a respeito com o apoio unânime de sua base? Ou, mais uma vez, eles vão cobrar a colaboração da oposição, enquanto o PT, por exemplo, faz campanha contra a proposta oficial?”.

O senador tucano tem razão. Nos primeiros tempos do governo Lula, em 2003, o PSDB e o então PFL apoiaram medidas que não eram exatamente populares, mas que se mostravam necessárias. A oposição maior partiu justamente das franjas do petismo, sobretudo nos ditos movimentos sociais e nos sindicatos.

Então foi uma fala inútil? Aécio responde: “Reitero que conversar com o Congresso e buscar a interlocução, por si, são práticas corretas. O que é um tanto patético no discurso da presidente é que, mesmo para falar em nome dessa união nacional, não há nem sequer uma agenda sobre a qual se possa debater um consenso mínimo. Pareceu-me que a fala de hoje [ontem] quer só marcar uma eventual mudança de estilo, mas não de substância”.

Lembro que os governistas acusam a oposição de também não ter projeto. Aécio responde: “Nós apresentamos nosso projeto e nossas propostas em 2014. Fomos derrotados numa disputa em que o adversário recorreu a táticas que não podem deixar ninguém orgulhoso. Nunca apostamos no ‘quanto pior, melhor’, mas governar é tarefa de quem venceu a disputa. O que sustenta as democracias no mundo são os partidos de oposição, com a sua vigilância. E cumpriremos o nosso papel. Também fomos eleitos. Mas para ser oposição”.

“Isso não é política do quanto pior, melhor?” Aécio responde: “Não! É a política do quanto mais claro e mais honesto, melhor. Quem desestabilizou Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda, não foi o PSDB, não foram as oposições. Quem pedia abertamente a sua cabeça eram membros da cúpula petista e alguns aparelhos ligados ao partido. Se um governo não sabe o que quer, tem ao menos de saber o que não quer. Parece-me que eles não sabem nem uma coisa nem outra”.

E o impeachment? “Nós entendemos que a presidente cometeu crime de responsabilidade. E a Constituição é bastante clara a respeito. A base jurídica está dada. Tanto é assim que o Supremo fez a sua proposta de rito. Não me parece que a Corte iria estabelecer os parâmetros de um golpe. Mas o impeachment tem uma dimensão que é também política”.

E o senador emenda: “Quem ainda acredita que a presidente reúna as condições políticas para liderar o país num esforço contra a crise? Acho que ninguém. Nem os petistas. Não pensem que digo isso com satisfação. O preço do desgoverno é muito alto e pune sobretudo os mais pobres”.

E Aécio cita, para encerrar, como evidência desse desgoverno o transe em que vive o país por causa do Aedes aegypti. “Era a hora de a presidente realmente liderar uma campanha nacional, mas começando por mudar os usos e costumes do seu próprio governo. A esta altura, com as ameaças representadas pelo vírus Zika, o Ministério da Saúde deveria ser um exemplo de corpo técnico, sem apaniguados, apadrinhados e correligionários políticos. Não me parece que seja o caso”.

É, não é o caso.

Mas, afinal, o que então é aquilo no Congresso? A resposta de Aécio: “Chama-se tática de ocupação do noticiário. E mais nada”.

Aécio e Lacerda se reunem após o Carnaval para decidir candidatos para a PBH


Hora de decisão

Marcio Lacerda e Aécio Neves começam a definir em fevereiro sua chapa de candidatos para a PBH. Um encontro dos dois está sendo agendado para meados do mês, provavelmente após o Carnaval. O colóquio é intenso entre os seus interlocutores designados para acompanhar a sucessão municipal: o secretário Vitor Valverde e o presidente do PSDB, Domingos Sávio.

Nomes na mesa

No momento, há cinco prefeituráveis disputando o apoio de Lacerda e Aécio. Porém, nos bastidores da PBH, apenas três nomes vêm sendo cogitados: o tucano Anastasia, preferido por todos; Josué Valadão, o indicado pelo PSB para compor a chapa na vice ou na cabeça; e o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que se tornou uma opção forte nas últimas semanas. Os outros dois postulantes, deputado João Vitor Xavier (PSDB) e o vice-prefeito Délio Malheiros (PV), nunca são lembrados no grupo do prefeito.


Teste das pesquisas

O prefeito e o senador tiveram reuniões anteriores sobre a sucessão em BH, mas em nenhuma ocasião chegaram a comentar nomes. O que já teria sido fechado é o método: a chapa deverá ser definida com base na avaliação do potencial eleitoral dos pré-candidatos em pesquisas qualitativas. Lacerda vai insistir com Aécio por tal processo de escolha.

O Tempo /Raquel Faria 
http://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/raquel-faria/hora-de-decis%C3%A3o-1.1218627

Aécio lidera pesquisa para presidente. Venceria Lula e Marina




BRASIL - Entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o ex-presidente Lula como candidatos à Presidência da República em 2018, o petista é o mais rejeitado deles em Santa Catarina. Se as eleições fossem hoje, 73% dos catarinenses não votariam no petista de jeito algum. Provável candidata da Rede, Marina também sofre grande resistência naquele estado: 42,1% dos eleitores disseram que recusam votar na ambientalista. 

Aécio é o menos rejeitado entre os catarinenses, com 17,8%. As estimativas são do instituto Paraná Pesquisas, realizada com amostra de 1.324 eleitores de Santa Catarina. A pesquisa também revelou que Lula ficaria em terceiro lugar em uma disputa contra praticamente todos os candidatos do PSDB já cotados à Presidência, que ficariam em primeiro, e Marina, em terceiro.

Supondo que o pleito fosse hoje, Aécio ficaria em primeiro, com 46,4%, seguido por Marina, com 12,6%, e Lula, com 12,2%. Jair Bolsonaro também foi cotado e, nesse cenário, ficaria em quarto lugar, com 5,6% das intenções de voto.

Se a disputa fosse contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o tucano ganharia o primeiro turno com 34%. Marina se fortaleceria, com 18,2%, seguida por Lula, com 12,3%. Nesse caso, o quarto lugar seria ocupado por Ciro Gomes, já que 6,9% dos catarinenses optaram pelo ex-ministro.

O senador José Serra teria desempenho melhor na disputa interna entre os tucanos paulistas. Ele é candidato o preferido de 37,2% dos catarinenses. Marina tem a intensão de voto de 16,6% dos entrevistados, e Lula, 11,9%. Nesse caso, Ciro Gomes e Jair Bolsonaro empatariam no quarto lugar, com 6,4% dos votos cada.

Avaliação do governo

O instituto também consultou a população catarinense sobre o governo da presidente Dilma Rousseff. O índice de reprovação à petista chegou a 88,3%. Apenas 9,4% dos entrevistados consideram sua gestão ótima ou boa.

(...)


http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=127717

Aécio : PSDB vai ter candidato à PBH



Lacerda em palanque tucano

Prefeito compareceu a evento ao lado de Aécio, que reafirmou que PSDB terá candidato à PBH

GUILHERME REIS

Com a presença do senador Aécio Neves (PSDB), o encontro de lideranças tucanas realizado ontem, em Belo Horizonte, com vistas à eleição de 2016, chancelou que o partido terá candidato à prefeitura da capital, e a presença do prefeito Marcio Lacerda (PSB) pode sinalizar que as siglas tendem a caminhar para um apoio mútuo.

Apesar de Lacerda ter reafirmado que sua legenda terá nome próprio à disputa pelo comando da capital, uma liderança tucana afirmou que o prefeito poderia se aliar mais uma vez ao projeto aecista em troca de apoio para ser o candidato ao governo do Estado em 2018 com a bênção do PSDB. “Aécio e Anastasia já avisaram Lacerda que o PSDB não vai abrir mão da prefeitura de BH. Ele não vai querer entrar em um embate com o PSDB, ele quer ser governador e vai precisar de apoio”, disse o tucano, que pediu para não ser identificado.

Um dos fiadores da primeira eleição de Lacerda (2008), ao lado do petista Fernando Pimentel, Aécio tratou o desejo do PSDB de comandar Belo Horizonte como natural. “Claro que, pelos ótimos resultados que o PSDB teve em BH, é natural que trabalhemos para ter um nome próprio. Temos conversas, em especial com o prefeito Marcio Lacerda. No que depender de mim e de Anastasia, vamos construir um nome que dê continuidade aos avanços que o prefeito está fazendo”, sinalizou.
Por outro lado, Lacerda, que foi figura presente no palco tucano, usou tom mais ameno para posicionar o PSB no quadro eleitoral da capital. “Eu digo para os partidos não trazerem o processo eleitoral para dentro da prefeitura. A população não está preocupada com a eleição agora. Quer saber da cidade funcionando. Se o PSB vai apoiar o PSDB ou não, isso só será decidido depois do carnaval do ano que vem”, argumentou Lacerda, que faz movimentos internos para filiar o seu secretário de Obras e Infraestrutura, Josué Valadão (PP), ao PSB para tê-lo como candidato.

O ato do PSDB também pode ter dado forma ao nome que o PSDB lançará para a disputa em Belo Horizonte. Um dos mais cotados para postulante ao cargo pela legenda, o deputado estadual e secretário geral da sigla em Minas, João Vítor Xavier, apareceu, durante o evento, sempre próximo ao presidente estadual do PSDB, Domingos Sávio, e ao lado de Aécio.

No entanto, João Vítor desconversou sobre sua eventual candidatura. “Sou secretário do partido. É natural que eu tenha presença”.

Metas. O encontro de lideranças tucanas de todo o Estado evidenciou a estratégia de Aécio para o pleito municipal de 2016. O plano do PSDB é começar a se organizar para chegar ao fim deste ano com nomes estabelecidos na disputa por prefeituras na maior parte dos 853 municípios de Minas.

Aécio quer antecipar as indicações para evitar decisões “a toque de caixa” e inviabilizar alianças. A meta da sigla é eleger 200 prefeitos no ano que vem. Atualmente, o partido comanda 137 cidades no Estado.

Aécio ironiza “pré-candidatura” de Lula a três anos da eleição

Reverenciado como candidato natural à Presidência da República em 2018, Aécio Neves ironizou o posicionamento do ex-presidente Lula (PT), que disse, na semana passada, que poderá ser candidato “para não deixar a oposição vencer”.

“É legítimo o PT ter candidato, e Lula é o nome de maior visibilidade do partido. Não cabe ao PSDB avaliar o nome de outro partido. O que não é usual é o governo, que não completou nem um ano, já ter candidato. Demonstra enorme fragilidade.”

Durante o evento tucano em Belo Horizonte, correligionários, inclusive o senador Antonio Anastasia, se referiram ao presidente nacional do PSDB como “Aécio, o futuro presidente do Brasil”. O secretário geral do PSDB de Minas, João Vítor Xavier, afirmou que, para os mineiros, Aécio “já é o candidato para 2018.”

Aécio, atraves de uma carta, presta homenagem a Eduardo Campos



Amigo, escrevo nesse domingo, Dia dos Pais.

Aqui, em Brasília, os dias secos chegaram e as crianças já sentem. Balde com água e toalha molhada no quarto têm sido a solução caseira, mas acho que já está na hora de comprar um umidificador.

Nesta segunda, em que você completaria 50 anos estarei na sua Recife. Quero muito dar um beijo na Renata e nos meninos e agradecer, mais uma vez, o carinho e a generosidade que tiveram comigo no ano passado, quando você, inexplicavelmente, nos deixou.

Amanheci pensando na falta que o seu abraço e seu sorriso largo fazem a eles. Aprendi com meu pai, Aécio, que para a educação dos filhos duas coisas são muito importantes: a presença, sempre que possível, e os bons exemplos. No seu caso, os bons exemplos estão por toda parte e os acompanharão para sempre.

Como deve estar vendo aí de cima, por aqui as coisas não vão nada bem.

Estava me lembrando da nossa conversa no apartamento de sua mãe, dona Ana, no fim de 2013, quando, após uma apetitosa carne de sol, falamos da necessidade da correção de rumos na economia. Lembro-me que chegamos à conclusão de que deveríamos concorrer à Presidência em trincheiras próprias, para fortalecer as oposições, e de que nos encontraríamos mais adiante, para somarmos forças em um novo projeto de Brasil, caso um de nós dois viesse a ser vitorioso.

Nesses dias de incertezas, Eduardo, sinto falta das nossas conversas francas, verdadeiras, em que falávamos do futuro com responsabilidade, mas também com alegria e com o bom humor que nunca lhe faltou. Disse a você, muitas vezes, como me chamava atenção a união da sua família e o afeto que toca a todos que têm o privilégio de conviver com ela. Nesse último ano, você não tem ideia dos exemplos que Renata e os meninos deram a todos os brasileiros.

Não me sai da cabeça um dos últimos jantares na sua casa, com carne de boi e frutos do mar à mesa, que naturalmente você não comeu. Após muitas histórias sobre Arraes e Tancredo (que adaptávamos ao sabor do ouvinte), nos reunimos em volta daquela máquina de música na varanda, que funciona com fichas, e que o José, até então seu caçula, com um sorriso no rosto, manejava como ninguém. Miguel ainda não havia chegado.

Após ouvirmos algumas vezes a sua preferida, "Evidências", na voz dos amigos Chitãozinho e Xororó, colocamos "Tocando em frente", de Renato Teixeira e Almir Sater: "Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais"...

É isso que fica. A lembrança do seu sorriso franco e leal. Os nossos sonhos comuns. E uma amizade para toda vida.

Você faz muita falta ao Brasil, amigo.

O abraço do Aécio.

Aécio sobre pedido de conversa de Lula : "Não se conversa com quem não se confia "



O senador Aécio Neves (PSDB-MG) endossou a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de rejeitar uma aproximação com o governo e com o ex-presidente Lula em um momento em que a presidente Dilma Rousseff enfrenta uma “grave crise” de confiança.

Lula tentou articular uma conversa entre os petistas e o ex-presidente tucano com o intuito de discutir a crise e tentar impedir que a oposição aumente a pressão pelo impeachment de Dilma. No fim de semana, no entanto, FHC publicou uma nota afirmando que o “momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo”.

Após a revelação da estratégia petista, tucanos pressionaram Fernando Henrique a não aceitar o encontro. Para Aécio, FHC deu o tom certo. “Em torno do que o ex-presidente Lula quer discutir com o ex-presidente Fernando Henrique? Só se for para ele fazer um mea-culpa e assumir a responsabilidade por tudo o que está aí. Ou então querem é criar um pano de fundo para mostrar que somos todos iguais ao PT. Não somos. Nossa aliança é com o povo”, disse.

Ele sinalizou ainda que não há espaço para este tipo de diálogo no momento. “Não se conversa com quem não se confia e nós não confiamos no PT”, disse. Segundo Aécio, a frase de Fernando Henrique sintetiza “um sentimento amplamente majoritário nas oposições”.

O tucano ironizou a dificuldade do governo em lidar com a crise política e econômica que o assola desde o início do ano. “Mesmo quando a oposição dá uma folga, o governo não dá alívio a ele próprio. […] A instabilidade que atravessam é obra desse governo. Não nos culpem. Isso não é mais um governo. É um arremedo de governo e o desfecho da presidente Dilma é responsabilidade exclusiva dela, não das oposições”, disse.


fonte: http://www.dm.com.br/politica

A crise não dá trégua!



A crise não dá trégua
O ESTADO DE S.PAULO 

Água morro abaixo e fogo morro acima, diz a sabedoria popular, ninguém segura. É o que se pode dizer também da crise política em que a soberba e o sentimento de impunidade do PT mergulharam o País ao longo de 12 anos em que a gestão da coisa pública foi colocada prioritariamente a serviço de um projeto de poder. Dia após dia, novas revelações sobre desmandos do governo e investigações criminais no âmbito público explicitam as razões pelas quais os índices de avaliação popular da administração petista e do desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff situam-se em níveis baixíssimos. 

A gravidade da situação fica evidenciada, do ponto de vista político-institucional, pelo fato de que o efeito bola de neve da crise está levando ao fortalecimento da demanda popular pelo "fora Dilma", reiteradamente apoiada por pesquisas de opinião e pelas manifestações de rua. E a novidade é que essa reivindicação, até agora tratada com a indispensável cautela pela representação política institucional, começa a ser adotada como bandeira pelos partidos de oposição. Isso significa que o debate sobre o impeachment passa a fazer parte da pauta política do Congresso Nacional e poderá resultar, talvez mais brevemente do que se possa imaginar, no pedido formal de afastamento da presidente da República. Conforme já foi mais de uma vez dito neste espaço, impeachment não é golpe, como deseja fazer crer o PT. 

Trata-se de recurso constitucional, remédio amargo para situações extremas, sempre com as cautelas legais e políticas necessárias para minimizar o inevitável impacto da deposição de um governante que tenha perdido a legitimidade com que foi eleito. Estabelece a Constituição que o presidente da República pode ser acusado, no exercício de suas funções, tanto por infrações penais comuns quanto por crimes de responsabilidade. Em ambos os casos a acusação formal deve ser submetida à Câmara dos Deputados, que a aceitará ou recusará pela maioria qualificada de dois terços de seus integrantes. Aceita a acusação pelos deputados, quando se tratar de crimes comuns, o julgamento será feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos crimes de responsabilidade, a decisão cabe ao Senado, também com quórum qualificado de dois terços. 

Os crimes de responsabilidade do presidente da República, previstos no artigo 85 da Constituição, são, entre outros, aqueles praticados contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes da República, o exercício dos direitos políticos e a probidade na administração. Nesses casos, o julgamento assume caráter essencialmente político, pelo simples fato de a decisão caber não a magistrados, mas aos senadores da República. Essa certamente é uma condição que será levada em conta pelos partidos de oposição ao propor à Câmara um pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Até agora as investigações da Operação Lava Jato não levantaram nenhuma prova direta do envolvimento de Dilma Rousseff no escândalo da Petrobrás. 

Mas, como afirmou o procurador-geral, Rodrigo Janot, as investigações que envolvem políticos serão necessariamente demoradas. No mesmo dia o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, que as manobras que foram realizadas pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos para maquiar as contas públicas constituem crime de responsabilidade. Essa decisão não atinge Dilma, mas envolve 17 ministros, ex-ministros ou altos executivos de seu governo, como Guido Mantega, Luciano Coutinho, Nelson Barbosa, Alexandre Tombini e Aldemir Bendine, este hoje presidente da Petrobrás. Todos têm 30 dias para se explicar junto do TCU. 

Na mesma quarta-feira, estimulados pelos últimos acontecimentos, os partidos de oposição - PSDB, PPS, DEM, PSB, SD e PV - reuniram-se em Brasília e decidiram que apresentarão à Câmara, em conjunto e em breve, pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente. Pelo jeito, depois de mais de 12 anos os tucanos, no embalo da água que desce e do fogo que sobe, parecem ter descoberto que formam o principal partido da oposição e só serão levados a sério se seus atos tiverem alguma contundência.

Aécio : " Quem vai recuperar a Petrobras será a Justiça e o povo brasileiro"

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Chega a ser patético que a presidente da República, responsável pelas maiores perdas da Petrobras em seus 60 anos, diga que seu governo vai recuperar a empresa. 

A Petrobras será recuperada pela indignação dos brasileiros, que não aceitam o criminoso aparelhamento da empresa, e pelas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. 

A presidente perdeu mais uma oportunidade de pedir desculpas pelo que aconteceu à Petrobras sob seus olhos. - 

Aécio Neves

Advogado de Youssef confirma que ele nunca falou de Aécio Neves, e que nem conhece ele.





Advogado de Youssef sai em defesa de Aécio

'Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio.
brasil247.com 05 Março de 2015 - 07:29




Uma mensagem encaminhada pelo advogado Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, descarta a especulação sobre suspeita de envolvimento do presidente do PSDB, Aécio Neves, no esquema de corrupção montado na Petrobras.

O pedido de investigação contra o senador mineiro foi arquivado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Leia a mensagem de Figueiro Basto:

“Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio. Quando questionado sobre fatos envolvendo o ex-deputado federal José Janene, Youssef esclareceu que nunca esteve com o senador Aécio Neves ou com sua irmã, e que somente "ouviu dizer", que Aécio teria "negócios" ou influências em Furnas, sem contudo indicar um fato concreto que justificasse tal suspeita.

Na condição de advogados inclusive alertamos ao MPF que ele Youssef somente esclareceria fatos que pudesse comprovar e que tivesse efetiva participação e não faria qualquer colaboração por "ouvir dizer", posicionamento vencido frente a firme posição do MPF.

Portanto, não existe qualquer fato concreto ou prova que vincule o Senador Aécio Neves com meu cliente.


Figueiredo

Lula soma ao discurso de Aécio e também critica Dilma


Blog do Josias
Desenvoltura de Lula torna Dilma subpresidente



Nas últimas 72 horas, Lula substituiu Aécio Neves no papel de líder da oposição. Fez três aparições, uma no Rio e duas em Brasília. Em todas elas apontou para os calcanhares de vidro de Dilma Rousseff. Com isso, diminuiu um governo que já havia começado por baixo. E converteu a inquilina do Planalto numa espécie de subpresidente da República.

Numa noite, no Rio de Janeiro, Lula enfiou dentro de um discurso em “defesa” da Petrobras, uma crítica ao acanhamento de sua afilhada: “A Dilma tem de levantar a cabeça e dizer: ‘Eu ganhei as eleições’.'' Na noite seguinte, em Brasília, queixou-se aos senadores do PT da incapacidade do governo de explicar à plateia os objetivos das medidas econômicas que enviou ao Congresso.

Na manhã subsequente, ainda na Capital federal, reclamou da desarticulação política do Planalto num café da manhã com as raposas do PMDB do Senado. E tomou as dores do vice-presidente Michel Temer, excluído por Dilma do grupo de conselheiros da República, o G6, hoje 100% feito de ministros do PT.

Os políticos governistas vêem a volta de Lula à Presidência da República com grande otimismo, como se as coisas finalmente retornassem ao seu devido lugar, ainda que temporariamente. Embora sem trono, o rei do petismo exerce o poder de fato no Brasil.

Em verdade, o trono é o último lugar em que Lula deseja ser visto. Como eminência parda, ele maneja os fios de sua marionete e usufrui de todos os privilégios que o poder propicia. Com a vantagem de não ter de dar expediente no Palácio do Planalto.

Admita-se, para efeito de raciocínio, que o objetivo de Lula fosse o de socorrer Dilma. Para ficar no mais óbvio, poderia reconhecer que foi ele, não a madame, quem loteou as diretorias da Petrobras, entregando-as a prepostos corruptos de partidos com fins lucrativos.

Ao silenciar as próprias culpas, o presidente acidental deixa a impressão de que opera freneticamente para ajudar a si mesmo, escondendo suas pegadas embaixo de um discurso em que os ataques à ex-supergerente se misturam a declarações de guerra à oposição elitista e estocadas na mídia golpista. São ingredientes que não ornam com um plano de resgate da pupila. Combinam mais com uma plataforma pessoal para 2018. Como se não bastasse criticar a criatura, o criador antecipa o debate sucessório.

fonte: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2015/02/27/desenvoltura-de-lula-torna-dilma-subpresidente/

Governo admite reajuste extra na conta de luz



Governo admite reajuste extra na luz

Publicado no jornal O Estado de S.Paulo -

Com a disputa entre os Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda sobre o novo socorro às distribuidoras de eletricidade, o governo já admite conceder um reajuste extraordinário nas contas de luz. Após reunião com a presidente Dilma Rousseff, o novo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, declarou que “o reajuste extraordinário é uma alternativa”.


Esse aumento extra pode ter um grande impacto na inflação, segundo Braga. O ministro disse que o Banco Central (BC) ainda não foi consultado sobre o assunto. “Nós ainda não discutimos qual será o cenário. Quando isso for definido, vamos conversar com a área pertinente. Aí, cabe ao ministro (da Fazenda) Joaquim Levy fazer essa conversa”, disse o ministro.


Braga afirmou que o setor elétrico precisa de uma “solução estruturante” para 2015, envolvendo, além do empréstimo, outras fontes de recursos para o problema. Sem o empréstimo, a conta de luz teria de subir 26% em um único mês. Ele afirmou que Dilma deu aval para negociações sobre o financiamento.


“A presidente Dilma deu sinal verde para que possamos avançar nos estudos”, disse. “Este será o último empréstimo e será feito pelo mercado com taxas de mercado. Não vamos estender a Conta ACR (que recebe os recursos dos empréstimos) para 2015. Teremos uma solução estruturante para este ano.”

Híbrida

Ainda sem confirmar o tamanho do novo empréstimo para cobrir o rombo das distribuidoras de novembro e dezembro de 2014 - estimado em R$ 2,5 bilhões -, Braga afirmou que a solução buscada pelo governo terá de ser “híbrida”. “Parte da despesa deve ser coberta por um empréstimo e parte de outras fontes”, disse. “É preciso haver uma solução estruturante.”


O ministro disse que essa sequência de empréstimos ao setor - que somaram R$ 17,8 bilhões em 2014 e podem chegar a R$ 20,3 bilhões agora - não voltará a se repetir em 2015. O Ministério da Fazenda, disse Braga, não é contra o empréstimo, mas sim contra novos aportes do Tesouro ao setor elétrico.

Embate. Na primeira disputa de força na Esplanada neste segundo mandato da presidente Dilma, Joaquim Levy resiste à concessão de mais um empréstimo via bancos públicos às distribuidoras.


Essa posição diverge completamente da solução defendida por Braga, que não quer ser o ministro do “tarifaço” nem herdar uma inadimplência recorde entre as empresas de energia, além de administrar um setor já fragilizado. A Casa Civil, porém, sinalizou que está do lado de Braga.


Fontes consultadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, informam que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) estima uma inadimplência de 38% em janeiro - 2.157 empresas deixariam de receber pagamento.


Uma fonte da área econômica afirmou que não há clima nem vontade dos bancos em dar mais empréstimos sem a quitação dos dois financiamentos anteriores. A solução defendida pele equipe econômica é via aumento das tarifas. “Chuva e tarifa”, disse a fonte.

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Dilma rasga promessas de campanha e adota propostas de Aécio


Contradições marcam o início do segundo mandato de Dilma

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TÂMARA TEIXEIRA


Nos jogos de baralho, se diz que carta não tem mola, ou seja, não é permitido voltar atrás após uma jogada. Mas, no jogo político, a presidente Dilma Rousseff (PT) mostra que as suas cartadas na eleição estavam com cordas que, agora, são arremessadas na direção contrária às suas promessas de campanha. A petista inicia seu segundo mandato com ideias novas, diferentes das que propagou até chegar às urnas.

Dentre as contradições estão medidas que alteram direitos trabalhistas, a não correção imediata da tabela do Imposto de Renda, como era esperado, a escolha dos ministros, que se imaginava com perfil mais técnico, e até a sutil economia sobre o salário mínimo.

Depois de dizer que não mexeria em direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”, Dilma fez o bicho pigarrear, segundo analistas políticos, ao tornar mais rígida as regras de concessão de benefícios como o seguro-desemprego e o auxílio-doença.

Segundo o cientista político da Fundação Getúlio Vargas Cláudio Couto, esse “ajuste” entre campanha e realidade era esperado. “O discurso é sempre mais generoso. Esse deslocamento marca as necessidades do governo. Mas, a lógica da diferenciação usada na campanha cai por terra”, analisa.

Para o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, há uma “enorme incoerência” entre o discurso e a prática da petista. “O maior ministério de Dilma é o da propaganda, que não existe. A propaganda se mostrou distante dos números oficiais da economia e dos resultados divulgados pós-eleições”, afirma.

Para Manhanelli, o eleitor só começará a sentir o descompasso quando perceber no bolso as mudanças nos benefícios trabalhistas. “A vaca tossiu, mas o cidadão vai perceber mesmo quando ele precisar dos serviços alterados”, diz.

Durante a campanha, Dilma bateu na tecla da garantia e ampliação dos direitos dos trabalhadores e ganhos sociais para se distanciar do principal adversário, o senador Aécio Neves (PSDB). Segundo o governo, as mudanças são para corrigir distorções históricas do sistema.

Dentro deste contexto, a cientista política Sandra Starling analisa que as mudanças, justo na área trabalhista, são simbólicas. “É uma punição ao trabalhador. A vaca nem precisou tossir, e ela já mudou as regras”, avalia.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) não vê incoerências nas medidas que, segundo ele, irão garantir mais investimentos e obras. “Não houve diminuição de direitos. Em países com pleno emprego, você tem regras mais rígidas para incentivar a formalização”, ameniza as críticas o parlamentar.

fonte:
http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/contradi%C3%A7%C3%B5es-marcam-o-in%C3%ADcio-do-segundo-mandato-de-dilma-1.968910

Aécio : "Base aliada concede anistia para Dilma por crime fiscal"







Aécio: Base aliada concede anistia para Dilma por crime fiscal


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lamentou nesta terça-feira (09/12) a aprovação do PLN 36, projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na prática livra a presidente Dilma Rousseff de cumprir a meta fiscal de 2014.


Em entrevista, Aécio Neves disse que a mudança, aprovada depois de o governo já ter realizado gastos acima dos autorizados, concede anistia à presidente e fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, criando insegurança no cumprimento das metas do ano que vem.


"Isso ao meu ver afugenta investimentos, desaquece a economia e deixa de gerar empregos para os brasileiros. Infelizmente, o que assistimos aqui foi a base da presidente da República dar a ela uma anistia para um crime que foi cometido. O que se faz agora é modificar a lei para que ela seja anistiada. A base do governo começa muito mal", afirmou Aécio Neves.


Popularmente conhecido como Lei do Calote de Dilma, o projeto foi aprovado após uma longa batalha entre oposição e governo. Durante duas semanas, lideranças do PSDB e de outros partidos usaram vários instrumentos regimentais para obstruir a votação, mas o governo pressionou, inclusive com liberação de verbas para emendas parlamentares, para aprovar o projeto.


O PLN 36 foi a saída encontrada pelo Palácio do Planalto para livrar a presidente da República do crime de responsabilidade por ter gasto além do previsto e não ter feito a economia necessária para o pagamento de juros da dívida, o chamado superávit primário.


A LDO fixou a meta de superávit primário para 2014 em R$ 116,1 bilhões. O governo já havia aprovado no Congresso autorização para descontar até R$ 67 bilhões. Ocorreu, no entanto, o pior cenário: o governo perdeu o controle sobre os gastos e o Tesouro Nacional acumulou até o mês de setembro déficit de mais de R$ 15,7 bilhões.


"Isso traz uma sinalização para a economia extremamente preocupante. O governo já anuncia um superávit para 2015. Quem garante que esse superávit será efetivamente cumprido? O governo estabelece agora um novo padrão. Quando a lei não é cumprida, muda-se a lei, mudam-se as metas", criticou o senador.
http://dropsmisto.blogspot.com

Neymar desmente campanha do PT e apoia Aécio Neves





Neymar divulga vídeo em rede social onde declara voto em Aécio Neves. Outros nomes importantes do futebol brasileiro como Ronaldo Fenômeno, Romário, Zico, Bebeto, Júlio Baptista e Fábio também apoiam o candidato do PSDB à Presidência da República

Notíci
Alessandra Alves

Depois de Ronaldo Fenômeno, Zico, Bebeto, Júlio Baptista, Fábio e Romário anunciarem apoio ao candidato do PSDB à Presidência da República, foi a vez de Neymar declarar seu voto em Aécio Neves. Na noite desta quinta-feira, o ídolo da Seleção Brasileira e jogador do Barcelona divulgou um vídeo por meio da rede social Twitter dizendo que votará no tucano.

Na gravação, o atleta explica sua decisão e fala sobre a importância de pessoas públicas se posicionarem na política. O atleta também pede aos brasileiros que não votem nulo ou em branco, já que este tipo de escolha “não mudará o país”.

No início do vídeo, Neymar diz ter conversado muito com a família antes de tomar a decisão e afirma que este é um momento decisivo para o Brasil. Ele também ressalta a importância do voto de cada um. “Temos, sim, que ter a certeza de que, independentemente do candidato que você apoie, a vitória na urna seja a vitória da democracia".

Ao final, o jogador declara seu voto no candidato do PSDB e diz que continuará à disposição do Brasil. “Eu vou apoiar o candidato Aécio Neves porque eu me identifico muito com a proposta que ele tem pro Brasil, mas tenho a certeza que, seja qual for o resultado de domingo, continuarei a disposição do meu país e do presidente eleito pelo povo”.

Apoio de outros craques

Eleito senador no Rio de Janeiro pelo PSB com 4,6 milhões de votos, o ex-jogador de futebol e deputado federal Romário gravou na quarta-feira dois depoimentos para a propaganda eleitoral de Aécio Neves. Ele afirma ter escolhido o candidato porque ele representa mudanças e porque o tucano se comprometeu a apoiar a moralização do esporte e a causa das pessoas com doenças raras ou deficiências.

Os atletas do Cruzeiro, Fábio e Julio Baptista, também gravaram vídeos para a campanha de Aécio. Nas gravações, ambos os jogadores dizem acreditar nas propostas do candidato para um país melhor.

Em setembro, Ronaldo Fenômeno, que já havia declarado voto no amigo, começou a acompanhá-lo em alguns eventos de campanha. Durante agenda na Central Única das Favelas (CUFA), na zona norte carioca, o ex-jogador disse que “o povo está cansado de tanta corrupção” e que é preciso virar esse jogo.

Outros nomes famosos do futebol, como Zico e Bebeto, apoiaram o candidato ainda no início da campanha.

Polêmica com foto

Nesta semana, a 9ine, empresa que cuida da imagem de Neymar, divulgou um comunicado informando que uma montagem espalhada nas redes sociais onde ele, supostamente, apoiava a candidata Dilma Rousseff (PT), era falsa. De acordo com a nota, a imagem foi manipulada em cima de uma foto onde o jogador mostrava um cartaz para o filho.

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/2014/35,154,35,14/2014/10/23/interna_politica,582725/neymar-junior-divulga-video-em-rede-social-onde-declara-voto-em-aecio-neves.shtml

Debate CNBB: Aécio coloca Luciana Genro como: "Linha auxiliar do PT"


Caso Petrobras provoca confronto entre Dilma, Aécio e Luciana Genro em debate

Por iG São Paulo | 16/09/2014 23:53

Engessado pelas regras e morno em boa parte do tempo, debate da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil só esquentou em sua parte final

Oito candidatos à Presidência da República participaram nesta terça-feira (16) de um debate promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na cidade paulista de Aparecida. Com um grande número de participantes e com apenas um bloco destinado ao confronto direto entre os presidenciáveis, a discussão entre os líderes da corrida presidencial ficou dificultada no evento da entidade da Igreja Católica.

Líderes, nesta ordem, da corrida eleitoral, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) não tiveram oportunidade de se confrontar, mas nem por isso deixaram de tecer críticas aos seus adversários diretos. Também participaram do debate Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC).

O único momento realmente quente do debate aconteceu quando se discutiu as denúncias de corrupção na Petrobras, envolvendo PT, PMDB e PP, partidos da base aliada do governo Dilma. Aécio usou o escândalo para atacar Dilma, que se defendeu.

Mas o tucano recebe um ataque duro da candidata do PSOL, que acusou o PSDB de ter começado a corrupção no Governo Federal quando o tucano Fernando Henrique Cardoso estava na Presidência.

Aécio Neves, Marina Silva e Dilma Rousseff participam de debate na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade paulista de Aparecida (16/09). Foto: DIVULGAção/PSB

O confronto teve início quando Aécio foi questionado pelo Pastor Everaldo sobre o caso Petrobras. "Os brasileiros estão envergonhados, indignados com aquilo que vem acontecendo com a nossa mais importante empresa pública, submetida a sanha de um grupo político que para se manter no poder permitiu que um vale tudo fosse feito na nossa maior empresa", criticou o tucano. Dilma pediu e obteve direito de resposta sobre as denúncias na estatal.

"Ao longo da minha vida eu tive sempre tolerância zero com a corrupção. No caso da Petrobras, eu quero lembrar ao candidato Aécio que quem investigou e descobriu todos os crimes de corrupção foi um órgão do Governo Federal [Polícia Federal]", se defendeu a petista.

Na sua oportunidade de perguntar, Aécio questionou a candidata do PSOL sobre educação, mas acabou sofrendo um ataque duro de Genro. "O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção, quando na realidade nós sabemos que o PSDB foi o precursor do mensalão, com o seu correlegionário e conterrâneo Eduardo Azeredo e o PT deu continuidade a essa prática de aparelhamento do Estado que o PSDB já havia implementado durante o governo do Fernando Henrique."

Ela prosseguiu, dizendo que as críticas do tucano ao PT eram "o sujo falando do mal lavado". "Empreiteiras que fizeram o escândalo de corrupção da Petrobras são as mesmas empreiteiras que financiam a sua campanha, financiam a campanha da Dilma, financiam a campanha da Marina. As mesmas também que realizaram as obras superfaturadas da Copa, inclusive aquela que desabou lá em Belo Horizonte", prosseguiu a candidata do PSOL.

Depois de acusar Genro de ser uma "linha auxiliar do PT", Aécio conseguiu também um direito de resposta. "Aprendi muito cedo que a ética e a política devem caminhar quase que como irmãs siamesas. Foi vencendo o radicalismo da candidata que aqui se apresenta sem propostas para o Brasil, construirmos uma obra no Brasil que é respeitada por todos os brasileiros da qual me orgulho imensamente", respondeu o tucano.

Independência do Banco Central

Dilma criticou mais uma vez a proposta de Marina de tornar o Banco Central independente. A presidente chamou a proposição da candidata do PSB de hiperliberalismo.

“De fato a independência do Banco Central é um equívoco, até porque a Constituição só prevê a independência para poderes, como Executivo, Legislativo e o Judiciário”, defendeu Dilma. “Eu sou a favor da autonomia, que o Banco Central seja livre para perseguir as metas de inflação. Mas não independente a ponto de seus diretores não poderem ser demitidos”, completou a petista.

Divulgação/PT
Candidatos no debate da CNBB, que foi conduzido pelo jornalista Rodolfo Gamberini, da Rede Aparecida

Cadê o programa de governo?

Em suas considerações finais, Marina insinou que Aécio, Dilma e Genro tinham perdido a linha ao discutir o caso Petrobras. "Eu tenho dito que essas eleições não precisam do embate entre os candidatos, que deve ser o debate, o debate de ideias, de propostas, por isso que fizemos um programa, apresentamos esse programa para a sociedade, que está sendo lido pelos adversários, que ainda não apresentaram o seu programa", provocou a candidata PSB.

Aliás, assim como nesse momento, Marina ressaltou em outras vezes que Dilma e Aécio não tinha apresentando seus programas de governo, algo que ela já fez.

Criminalização da homofobia e descriminalização do aborto

Questionado por um jornalista de um veículo católico, Aécio defendeu a criminalização da homofobia, tema que conta com oposição de grande parte das denominações religiosas cristãs. Mas o tucano se mostrou a favor de um projeto de lei diferente do que está no Congresso Nacional.

“Defendo que qualquer tipo de discriminação, em especial a homofóbica, seja tratada como crime. O que precisamos é definir se esse é o instrumento adequado”, argumentou Aécio.

Outro tema caro às denominações religiosas, a criminalização aborto também foi discutida numa pergunta feita ao candidato do PV. Jorge defendeu que a prática deixar de se ser crime.

“A minha posição, eu já falei, é pela revogação dessa lei cruel, machista, que considera criminosas 800 mil mulheres, a maioria delas católicas e evangélicas, que fazem interrupção da gravidez por algum motivo”, defendeu Jorge.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2014-09-16/corrupcao-na-petrobras-provoca-confronto-entre-dilma-aecio-e-genro-em-debate.html

Aécio, Dilma e Campos juntos hoje na CNI



Brasília - A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, se encontrará nesta quarta-feira pela primeira vez na campanha eleitoral com seus dois maiores adversários,Aécio Neves e Eduardo Campos, em um evento de apresentação das propostas econômicas.


Os três grandes protagonistas do processo eleitoral participarão de um evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apresentarão, separadamente, as propostas para o setor e escutarão os planos que têm os candidatos para impulsionar a atividade industrial.

Desde que começou a campanha, em 5 de julho, na reta final da Copa do Mundo, os três candidatos mantiveram uma atividade política limitada, principalmente por causa do torneio.

A reunião na CNI será, de algum modo, o início para valer da campanha para as eleições de 5 de outubro, que têm Dilma como favorita, mas não descartam a possibilidade de segundo turno com Aécio, o que colocaria Campos como o fiel da balança.

As últimas pesquisas mostram Dilma com quase 40% das intenções de voto, contra 22% de Aécio e 10% para Campos.

Esses resultados levariam a definição para o segundo turno, no qual, de acordo com as pesquisas, Dilma teria pouco mais de 40% e Aécio chegaria aos 35%.

A diferença entre eles diminuiu nos últimos meses, e as empresas de pesquisa atribuíram essa tendência à queda do crescimento da economia, sentida pela população principalmente pela inflação, estimada pelo Banco Central para este ano muito próxima do teto da meta.

O aumento dos preços diminuiu o consumo interno, que foi nos últimos anos o motor da atividade econômica, o que diminuiu o ritmo do investimento privado.

Segundo a CNI, há também fatores estruturais que embarreiram o crescimento, diminuem os investimentos e favorecem a inflação, como o confuso e burocrático sistema tributário.

Nos documentos que entregarão amanhã aos candidatos à presidência, os industriais apresentarão a "urgência" de encarar uma profunda reforma tributária, que permita reduzir os impostos e simplificar a tributação.

Segundo a CNI, a atual carga tributária no Brasil é equivalente a cerca de 38% do Produto Interno Bruto (PIB), mas o Estado não o devolve para a sociedade com serviços públicos adequados e ainda existem sérias carências em infraestruturas, o que encarece os produtos.

Nesse sentido, a CNI proporá amanhã uma "modernização" da atual estrutura tributária, que acabe com uma "acumulação" de impostos cobrados em nível regional e nacional, e os unifique, a fim de baratear os custos tributários e simplificar a arrecadação.

Segundo cálculos da CNI, a atual forma de arrecadação encarece em média 10,6% todo projeto de investimento, por isso a reforma tributária estimularia o desenvolvimento de novas iniciativas na empresa privada.

De acordo com os industriais, o sistema tributário é um bloqueio para o crescimento econômico, que segundo cálculos da CNI será neste ano de apenas 1%.

Essa projeção está alinhada com as do sistema financeiro, que calculam que a economia brasileira crescerá em 2014 0,9%, mas é bem mais baixa do que a do governo, que no último relatório estimou o crescimento do PIB em 1,8%.
Revista Exame

Jogador Ronaldo: "Confio em Aécio e ele é uma ótima opção para mudar o país"



Link: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/05/27/interna_politica,533019/depois-da-cornetada-a-tabela-com-aecio.shtml

Depois da cornetada, a tabela com Aéci
Agência Estado

(...)

"Confio nele (Aécio) e acho que é uma ótima opção para mudar nosso país", afirmou Ronaldo na entrevista concedida na sexta-feira. No mesmo dia, o ex-jogador e hoje empresário que vive em Londres havia dito à agência Reuters que sentia "vergonha" dos atrasos nas obras da Copa. Ronaldo é conselheiro do Comitê Organizador Local (COL), entidade privada ligada à Fifa responsável pela realização do Mundial no País.

Nas entrevistas, o ex-jogador defendeu a realização da Copa e a Fifa, ambos alvo de protestos desde junho do ano passado. "Os culpados são os governos que prometeram e criaram essa expectativa para o povo. É uma oportunidade perdida", avaliou Ronaldo. "A gente tinha tudo para aproveitar esta grande chance e fazer tudo acontecer, entregar todos os investimentos prometidos ao povo e fazer uma grande festa."

Repercussão

Acostumado a ser assunto no fim de semana e nas manhãs de segunda-feira, quando torcedores travam calorosos debates sobre os jogos do fim de semana e os gols da rodada, Ronaldo repetiu a dose ontem, mas no debate político.

(...)

Outro adversário de Aécio na disputa de outubro, o pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, limitou-se a considerar "normal" o apoio de Ronaldo ao tucano. "Qualquer cidadão tem direito, na democracia, de fazer sua escolha", disse o ex-governador de Pernambuco, no "Cafés da Manhã Estadão Corpora", realizado ontem em São Paulo.

(...)
O Estado de S. Paulo.

Aécio defende reajuste real de salários para trabalhadores e aposentados

Fon

te: Blog do PSDB de Minas Gerais

Aécio defende projeto de reajuste real do salário mínimo para trabalhadores e aposentados



O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), reforçou nesta segunda-feira (05/05) os compromissos do PSDB com o reajuste real do salário mínimo e o combate à inflação. Em palestra no Sindicato Nacional dos Aposentados, em São Paulo, Aécio voltou a cobrar a votação do projeto de lei, apresentado pelo PSDB e pelo Partido Solidariedade, que assegura ajuste real do salário mínimo até 2019.

“A correção real do salário mínimo terá o nosso apoio e espero que seja aprovado na Câmara e no Senado o mais rapidamente possível. Nosso compromisso com o reajuste do real do salário mínimo será transformado em lei, para que, a cada eleição, isso não seja uma moeda de barganha”, disse Aécio Neves.

Durante a palestra, Aécio Neves convidou o ex-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Inocentini, para ajudar o partido na construção do programa de governo que será apresentado ao País na eleição deste ano.

“Pela primeira vez, um trabalhador e líder dos aposentados estará sentado ao lado do ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, que coordenará esse trabalho, para essa pauta não seja apenas um documento, mas faça parte de todas as nossas reflexões e possa ser discutida com quem estará ao nosso lado nas áreas da economia, no trabalho e do desenvolvimento”, ressaltou Aécio durante palestra.

O senador foi o primeiro pré-candidato a presidente a visitar o sindicato nacional dos aposentados este ano. Ligado à Força Sindical, a agremiação conta com mais de 500 mil associados em todo o Brasil.

Pauta dos aposentados

Aécio recebeu dos aposentados carta, aprovada em 24 de janeiro deste, com 11 reivindicações e prometeu empenho para atendê-las em um eventual governo do PSDB. Na documento “Pelo Direito a viver com dignidade na aposentadoria”, eles cobram, entre outras coisas, o fim do fator previdenciário, o reajuste real dos benefícios e uma política nacional de assistência médica para o idoso.

“Todos esses temas serão debatidos por nós com absoluta transparência. O que há é uma disposição minha clara, e esta é a razão do gesto de este ter sido o primeiro sindicato em São Paulo que eu venho visitar, de incluir demandas dos aposentados e da classe trabalhadora na discussão do nosso programa de governo”, afirmouAécio Neves em entrevista coletiva após o evento.

O presidente nacional do PSDB ressaltou que é fundamental resgatar a credibilidade do Estado brasileiro para que as demandas da sociedade por segurança, saúde e educação de qualidade sejam atendidas. “Não existe nenhuma medida de maior alcance social do que a boa aplicação do dinheiro público, com planejamento e com metas a serem alcançadas”, defendeu o pré-candidato do PSDB.

Aécio defende a redução dos impostos pagos pelos brasileiros



Fonte: Site do PSDB Nacional

Aécio defende redução da carga tributária no Brasil e critica intervencionismo do governo federal

aecio-neves-comandatuba-10Una (BA) – Diante um público de cerca de 400 pessoas, entre políticos, empresários e artistas, o presidente do PSDB, senador AécioNeves, defendeu nesta sexta-feira (2) a redução da carga tributária paga pelos brasileiros e condenou o excesso de intervencionismo da presidente Dilma Rousseff na economia.

Segundo Aécio, o PSDB deverá propor a criação de uma secretaria extraordinária que terá como meta apresentar ao Congresso Nacional, em seis meses, uma proposta de simplificação da cobrança de tributos. Esse seria o primeiro passo para um processo de redução da carga tributária, uma demanda antiga de empresários e trabalhadores brasileiros.

“Vivemos uma crescente e escorchante carga tributária que tem sido inibidora da competitividade daqueles que se aventuram a vir para o Brasil. Somos vítimas de um excesso de intervencionismo e, infelizmente, a conta perversa que será legada ao próximo governante passa por inflação alta, e já nos próximos meses, acima do teto da meta, crescimento baixo e uma perda crescente da nossa credibilidade”, declarou o senador.

Fórum

O assunto foi abordado por Aécio durante palestra proferida no Fórum de Comandatuba. O evento, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), é realizado anualmente e, em 2014, tem como tema “Uma agenda para o desenvolvimento do Brasil”.Para Aécio, a falta de capacidade gerencial do PT tem feito com que o Brasil esteja discutindo em 2014 problemas que pareciam ter sido resolvidos no passado.

“No momento em que nós deveríamos estar aqui falando de produtividade, falando de competitividade, falando de uma nova relação com o mundo, nós estamos voltando a uma antiga agenda exatamente essa, a agenda da estabilidade, entre tantas outras”, afirmou.De acordo com Aécio, o retrocesso também se verifica na questão da infraestrutura. “Infelizmente perdemos uma década de preconização das privatizações, das parcerias com o setor privado e estamos aí com a mesma agenda de dez anos atrás no que diz respeito à infraestrutura. Sabemos o estado das nossas rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos”, declarou.

Aécio fez questão de ressaltar que os avanços conquistados pelo Brasil não podem ser encarados como obra de um só governo ou partido. “Não acho que o Brasil foi descoberto a partir de 2003. O Brasil é uma construção de muitas gerações. Se nós hoje somos um país mais desenvolvido, somos um país com maiores oportunidades, uma país mais respeitado no mundo, é porque desde o processo de redemocratização nós viemos construindo etapa, etapa, esse grande edifício que hoje habitamos”, afirmou.

Modelos de administração

Aécio ressaltou ainda as diferenças entre o modelo de gestão pública defendido pelo PSDB e o atual governo. “Nada mais perverso para um país que quer se desenvolver do que essa visão paternalista, do Estado que resolve os seus problemas. Quem melhora a vida de cada um é ele próprio, que rala, que estuda, que trabalha, que se esforça. O Estado tem que ser o parceiro. É preciso reestabelecer nas pessoas a confiança do empreendedorismo, receber das pessoas a esperança de que se se dedicarem, se estudarem, vão ter uma inserção social”, apontou.

O senador voltou a destacar o compromisso do PSDB na aprovação de uma reforma política, que incluiria o fim da reeleição, o estabelecimento de um mandato presidencial de cinco anos e a adoção do voto distrital misto.

Ao falar sobre educação, Aécio destacou as conquistas de sua gestão como governador de Minas Gerais, entre 2003 e 2010, que garantiu ao estado o melhor desempenho em educação básica em todo o país. Isso foi garantido a partir de um programa estadual através do qual todos os servidores do estado são submetidos a avaliações periódicas e são recompensados com um salário extra quando atingem as metas estabelecidas.

O senador terminou sua apresentação ressaltando que não acredita em uma política pautada por divisões acirradas, como faz o PT: “Não posso permitir que continuem dividindo o Brasil entre ‘nós’ e ‘eles’. Quem apoia o governo, quem bajula o governo, são os patriotas? Quem critica, quem aponta equívocos, são os pessimistas? Não. Nós somos todos brasileiros”.

Tasso Jerissati atende pedido de Aécio e se candidata mais uma vez


 Tasso Jereissati, do PSDB: Tasso foi três vezes governador do Ceará e uma vez senador da República, mas estava afastado da vida pública desde 2010

Brasília - No dia em que senador Aécio Neves (PSDB-MG) obteve publicamente o apoio unânime de todos os diretórios estaduais do partido para ser o candidato tucano à Presidência, o tucano recebeu outra boa notícia: conseguiu garantir um palanque competitivo no Ceará. Finalmente convenceu o ex-governador e empresário Tasso Jereissati a se candidatar ao Senado pela legenda.

Tasso foi três vezes governador do Ceará e uma vez senador da República, mas estava afastado da vida pública desde 2010, quando seus 1,7 milhões de votos foram insuficientes para reconduzi-lo ao parlamento. Desolado, na época jurou que sua vida política terminava ali e passou a se dedicar apenas à prosperidade de suas empresas.

Durante reunião da executiva nacional do PSDB na manhã desta terça-feira, 22, em Brasília, Jereissati não pareceu muito entusiasmado com a nova empreitada, mas diz que aceitou a missão como uma "obrigação": "Não que eu não esteja animado, mas eu ainda acredito que encontrar um nome novo (para disputar o Senado pelo PSDB) era bom para o País, para o partido, para a política", desabafou.

"Mas eu sinto como uma obrigação, até por causa da vida que eu tive com meu partido e com meu Estado. E esse compromisso, mesmo que eu já esteja enveredando para um outro tipo de vida, de projeto pessoal, tem determinados momentos que a gente não pode fugir deles, a gente tem que saber enfrentar a realidade da vida", concluiu Jereissati.

A insistência de Aécio, que durou meses, tem motivo: precisava de um nome forte para garantir-lhe um palanque competitivo no Ceará, o terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste, com cerca de 6 milhões de votos. A disputa pelo governo cearense está uma confusão e sem Jereissati o cenário seria trágico para Aécio. O atual governador, Cid Gomes, deve indicar um nome de seu partido, o Pros, para sua sucessão, mas exige o apoio da presidente Dilma Rousseff (PT), de quem é aliado. O senador Eunício Oliveira, do PMDB, também disputará o governo do Ceará e faz a mesma exigência à presidente, já que é igualmente integrante da base aliada nacional da petista.

A Aécio coube inventar a candidatura ao Senado para Jereissati, praticamente o único tucano ainda influente no Estado. A cabeça de chapa deve ser fechada com Roberto Pessoa, do PR, que é ex-prefeito de Maracanaú.

Argumento

Um dos motivos decisivos para Jereissati quebrar a promessa e voltar à corrida eleitoral foi o fato de que não irá concorrer diretamente com Cid ou Ciro Gomes. A pessoas próximas, o empresário afirmou que não entraria na disputa se corresse alto risco de não ser eleito, pois não suportaria mais uma derrota em seu Estado.
Exame.com