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Aécio : "Errei e assumo por me deixar envolver nessa trama ardilosa"




Em pronunciamento no plenário, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concentrou os seus ataques ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e disse ter sido "vítima de uma armadilha engendrada por um criminoso confesso". Aécio optou por evitar críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e até mesmo o seu habitual discurso político contra o PT.

Com isso, a oposição ficou completamente calada diante da fala de Aécio, que foi cumprimentado por parlamentares da base governista. Segundo senadores petistas, a bancada aguardava o pronunciamento do tucano para perceber qual seria o "tom" da sua fala. Como ele "poupou" a legenda, optaram por não se manifestar sobre o retorno do presidente afastado do PSDB.

Logo no início do discurso, Aécio disse que não seriam permitidos "apartes" à sua fala, ou seja, que nenhum outro parlamentar poderia se pronunciar durante a sua fala. Ele aproveitou os cerca de 15 minutos para fazer uma espécie de mea culpa, dizendo que errou ao se "deixar envolver nessa trama ardilosa", por ter deixado que os seus familiares "servissem de massa de manobra" e por ter usado palavras de baixo calão durante as conversas com Joesley.

Apesar disso, negou que tenha cometido crimes, prometido vantagens indevidas ou ter tentado obstruir a Justiça. Aécio reforçou a tese de sua defesa de que o pedido de R$ 2 milhões ao dono da JBS seria pela venda de um apartamento para pagar advogados em outros processos, e que também procurou outras quatro empresas para o negócio. "O empréstimo seria regularizado e pago. Tratou-se de um negócio entre pessoas privadas", alegou.

Aécio considerou que não seria possível classificar o suposto "empréstimo" como pagamento de propina, pois alega que nunca prometeu vantagens indevidas para a JBS. "Como alguém pode ter pagado propina sem receber qualquer benefício?", questionou. Ele citou depoimento do delator Ricardo Saud, também da JBS, que disse em trecho do seu depoimento à Justiça que Aécio "prometeu, prometeu, e nunca fez nada" pela empresa.

O tucano declarou ainda que, como presidente do PSDB, sempre "levantou a voz" em defesa da Operação Lava Jato e que pautou a sua atuação política por "boas causas e dos que mais precisam" e que "sempre respeitou a ética e honrou os votos que recebeu" da população.

Durante os cerca de 45 dias em que esteve afastado, Aécio disse que a "indignação contra a injustiça e a tristeza foram os sentimentos que mais o acompanharam" e que o episódio deixou "profundas marcas" na sua vida e de sua família.

http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pol%C3%ADtica/errei-e-assumo-por-me-deixar-envolver-nessa-trama-ardilosa-diz-a%C3%A9cio-1.540659

Aécio : "O trabalho da Lava Jato tem que continuar, sem embaraços!"



Aécio Neves / Folha de São Paulo
É necessário um diálogo amplo e esclarecedor


Os últimos dias foram pródigos em demonstrar os contornos de um novo Brasil.


Poucas vezes houve um debate tão agudo acerca de proposições, demandas, argumentos e contraditórios em torno de causas nacionais.

É uma mudança e tanto, em tempo tão curto.

São avanços que precisam ser saudados todos os dias, considerado o país que historicamente sempre foi leniente com problemas crônicos e graves como corrupção e impunidade.

Por isso, em que pese o tumulto da hora, não cabe nenhum tipo de contenção ao legítimo debate de interesse nacional, que se coloca e se multiplica entre os cidadãos. Pelo contrário, ele deve ser cada vez mais estimulado.

Na verdade, só há um caminho para superar o que muitos entendem como impasses que estariam surgindo entre instituições e mesmo entre parcelas da população: o aprofundamento da discussão em torno das questões essenciais ao país e que estão na ordem do dia.

Um diálogo amplo que precisa ser capaz de esclarecer pontos de vista, o significado e o alcance de propostas e ideias ao tirar questões importantes da superficialidade das discussões acaloradas, impedindo que o Brasil se torne refém de versões disseminadas por interesses políticos.

Colaboração importante ao aprofundamento desse debate foram as presenças, essa semana, no Senado, do ministro Gilmar Mendes e dos juízes Sergio Moro e Silvio Luís Ferreira da Rocha.

Entre os diversos desafios que precisam ser enfrentados está a crise de representatividade dos partidos políticos, vistos pela população muitas vezes como um amontoado de divisões e interesses que chegam a ser contraditórios dentro de uma mesma legenda.

Construir consensos internos para que posições possam ser identificadas com partidos colaborará certamente para o resgate da credibilidade da representação partidária, pilar fundamental da vida democrática.

A desesperança crescente da população em relação aos governantes, às instituições e a nós, políticos, faz parte desse quadro.

Os escândalos de corrupção, os desvios de dinheiro público, a ineficiência do Estado são a contraface das enormes dificuldades que os brasileiros enfrentam.

A insatisfação é justa. As duas crises —ética e econômica— terão de ser resolvidas em conjunto. O trabalho que vem sendo feito pela Lava Jato tem que continuar, sem embaraços.

Às iniciativas levadas adiante pela Justiça, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal deve se somar o esforço conjunto de governos, Congresso e sociedade em fazer avançar discussões que o país vem adiando há anos.

O importante agora é transformar indignação e ânimos acirrados em intensa participação democrática, onde haja território livre para o debate de ideias e o contraditório.

Aécio Neves


Aécio diz que investigação colocará fim em mais um boato e provará sua inocência





"Acabo de ser informado de que foi autorizada a abertura de uma investigação para apurar as citações feitas a meu nome pelo ex-senador Delcídio do Amaral.


É claro que ninguém gosta de ser injustamente acusado, como é o caso, mas tenho serenidade para compreender que esse é o papel do Ministério Público: investigar as citações e acusações que ali chegam, e o da Justiça, de dar prosseguimento a essas investigações.


Tenho a absoluta convicção de que, ao final, ficará provado mais uma vez a minha inocência, como já aconteceu no passado, o que levou, inclusive, ao arquivamento dessas mesmas acusações.


Estou convencido, de que, depois de tudo isso - não apenas desse caso em especial, mas do que vem acontecendo com o Brasil -, nós teremos um país diferente, onde os culpados sejam punidos - e punidos exemplarmente - e aqueles que são inocentes terão a sua inocência reconhecida, para que possam continuar o seu trabalho em favor do Brasil." -


Aécio Neves

Aécio apoia todas as investigações da operação Lava Jato








O senador Aécio Neves considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta.


Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.


Por isso, na época, o senador defendeu publicamente que fossem abertas investigações sobre as citações feitas ao seu nome.


Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele.


Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador.


O senador Aécio Neves reitera o seu apoio à operação Lava Jato, página decisiva da história do país, e tem convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas.


Assessoria do senador Aécio Neves

Dona da Agencia Pepper diz que recebeu R$ 54 milhoes "por fora" para abastecer a campanha de Dilma, diz revista Isto È


Brasília (DF) – Em depoimento à Operação Lava Jato, a proprietária da agência Pepper, Danielle Fonteles, afirmou que recebeu R$ 58 milhões em recursos “por fora” em um esquema de caixa dois para abastecer as campanhas de 2010 e 2014 da presidente Dilma Rousseff. A publicitária revelou que o assessor especial da petista, Giles Azevedo, foi o responsável por montar o esquema.
De acordo com a revista Istoé, que antecipou nesta quarta-feira (20) o depoimento ainda não homologado da proprietária da Pepper, Danielle disse ter recebido dinheiro por meio de contratos fictícios firmados com as empreiteiras Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht, todas investigadas na Lava Jato, além da Propeg e de uma empresa de assessoria de comunicação dona de contas no governo federal.
A publicação relata que a Propeg teria sido responsável por repasses “vultuosos”. A Pepper comanda as contas da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. Na quebra de sigilo da agência, teriam sido identificados quatro depósitos da empresa, totalizando R$ 223 mil entre 2011 e 2012.
Segundo a reportagem, a publicitária admitiu ter recebido de maneiro ilegal R$ 6,1 milhões da Andrade Gutierrez. Com os recursos, a agência teria pago, entre outras despesas, funcionários do comitê de Dilma na campanha de 2010.
Em outro trecho da delação, Danielle teria afirmado que abriu uma conta na Suíça, em 2012, sob o conhecimento de Giles, para receber US$ 237 mil da Queiroz Galvão, na chamada “Operação Angola”.
A revista destaca ainda que, somente entre 2013 e 2015, a Pepper movimentou em conta própria R$ 58,3 milhões. Parte disso teria bancado despesas das campanhas de Dilma à reeleição, principalmente o pagamento a blogs favoráveis ao PT. Entre os contemplados pela Pepper, segundo a reportagem, estaria o criador do perfil humorístico “Dilma Bolada”, que recebeu R$ 20 mil reais mensais da agência.
O dinheiro que abasteceu a Pepper, segundo orientação de Giles Azevedo, teria vindo da OAS e da Odebrecht por meio de contratos fictícios ou superestimados.

Aécio : "O PT escolheu a Justiça como adversário"



Aécio diz que PT escolheu a Justiça como 'adversário'


Na última quarta, juiz Moro divulgou áudio de ligação entre Lula e Dilma.
Senador criticou atitude do governo após divulgação de grampos telefônicos.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) disse nesta sexta-feira (18) que o PT e o governo escolheram a Justiça como "adversário".

Na última quarta (16), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, retirou o sigilo de telefonemas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interceptadas pela Polícia Federal.

Entre essas conversas, estão diálogos do petista com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-chefe da Casa Civil Jaques Wagner, atual chefe de gabinete da presidente. Desde que os diálogos foram divulgados, a presidente tem acusado o juiz de ter violado a lei e dito que tomará as providências legais.

"É muito triste quando um grupo político passa a ter como adversário não seus oponentes do campo político, mas a Justiça. É o que vem acontecendo hoje com o PT. O partido hoje trava um embate com a Justiça e a história universal mostra que o desfecho para esses momentos de tensão e radicalização é sempre em favor dos poderes constituídos, das nossas instituições",disse o tucano.

Nesta quinta, em discurso na Bahia, que durou cerca de meia hora, Dilma criticou diretamente a divulgação dos áudios por ordem de Sérgio Moro.

A uma plateia formada por beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, ela ressaltou que em outros países, como os Estados Unidos, é impensável imaginar um presidente da República como alvo de escutas telefônicas.

"Grampeia o presidente dos Estados Unidos para ver o que acontece com quem grampear. É por isso que vou tomar todas as providências cabíveis neste caso. Não é só por causa da Presidência da República, que é muito importante, é por outro motivo: se eu não tomar providências, se alguém puder me grampear sem a autorização do Supremo Tribunal Federal, o que vai acontecer com o cidadão comum?", afirmou, acrescentando que a Justiça não pode ser "politizada".

Ao ser questionado sobre as declarações da presidente Dilma, o senador Aécio Neves disse: “se um equívoco ocorreu aqui ou acolá, ele deve ser apontado, mas nem de longe levar ao ataque sistemático às nossas instituições ou à Justiça, ao Ministério Público ou à imprensa”.


http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/03/aecio-diz-que-pt-escolheu-justica-como-adversario.html

Aécio : "O Brasil chegou ao fundo do poço"






'Governo chegou a fundo do poço', diz Aécio sobre suposta delação de Delcídio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comentou por meio de publicação das redes sociais sobre o suposto acordo de delação premiada do senado Delcídio do Amaral (PT-MS), que comprometeria o ex-presidente Lula e a presidente Dilma. O acordo foi divulgado pela revista IstoÉ e, apesar de ainda não ter sido confirmado, já agita o mercado financeiro. "São afirmativas extremamente graves que dizem respeito às instituições do País, ultrapassando o debate político entre oposição e governo", disse Áecio.

"Se confirmadas, merecerão por parte dos brasileiros indignação e repúdio e teremos chegado ao fundo do poço", completou o senador.

De acordo com a revista IstoÉ, em delação premiada negociada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, o senador teria descrito a ação decisiva da presidente Dilma Rousseff para manter na estatal os diretores comprometidos com o esquema de corrupção. De acordo com o senador, Dilma teria usado seu poder para evitar a punição de corruptos e corruptores, nomeando para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) um ministro que se comprometeu a votar pela soltura de empreiteiros já denunciados pela Lava Jato.

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/03/03/governo-chegou-a-fundo-do-poco-diz-aecio-sobre-suposta-delacao-de-delcidio/

Lava Jato cumpre mandatos em Minas Gerais



A Polícia Federal cumpre mandados em Minas Gerais e outras cinco localidades na manhã desta sexta-feira (26) em uma operação relacionada à "Lava Jato", que investiga esquemas de corrupção na Petrobras. Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás também estão na mira dos agentes. Ao todo são sete mandados de condução coercitiva e 44 de busca e apreensão. Odebrecht, Queiroz Galvão, Mendes Junior, Serveng e Constran estão entre as empreiteiras investigadas nessa operação.

A operação, chamada de "O Recebedor", partiu de informações colhidas em um depoimento de delação premiada e acordos de leniência que apontaram pagamento de propina para a construção de ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste. Estas informações foram obtidas nos acordos de colaboração firmados pela Camargo Corrêa e seus executivos. As investigações revelaram prática de cartel e lavagem de dinheiro ilícitos obtidos por meio de superfaturamento de obras públicas. Somente no estado de Goiás, foi detectado um desvio de mais de R$ 630 milhões, considerando somente os trechos executados na construção da Ferrovia Norte-Sul.

Os investigadores concluíram que as empreiteiras realizavam pagamentos regulares, por meio de contratos simulados, a um escritório de advocacia e mais duas empresas sediadas no estado de Goiás, utilizadas como fachada para maquiar origem lícita para o dinheiro proveniente de fraudes em licitações públicas.

Nos depoimentos de colaboração, os executivos da Camargo Corrêa entregaram provas contra o ex-presidente da Valec, a estatal das ferrovias, José Francisco das Neves, o Juquinha. Ele foi afastado do cargo em 2011, por suspeita de corrupção, na "faxina" da presidente Dilma Rousseff. Conforme as colaborações, teria recebido R$ 800 mil em propina. A PF cumpre mandado de busca e apreensão em endereços de Juquinha. Indicado à presidência da Valec em 2003 pelo PR - partido do deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), seu padrinho político -, ele precisou do aval do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) para assumir o cargo na estatal.

A Camargo, que é alvo da Lava Jato, já anunciou acordos de colaboração com o Ministério Público Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por meio dos quais se comprometeu a pagar mais de R$ 800 milhões.

Os delatores da Camargo forneceram provas documentais e indicaram testemunhas contra outras empresas e pessoas que também teriam participado do esquema criminoso apurado pela "O Recebedor". O nome da operação é referência à defesa apresentada por Juquinha na operação intitulada "Trem pagador". Seus advogados alegaram que, "se o trem era pagador, o alvo não era o recebedor". Juquinha foi preso na ocasião.

Todos os investigados responderão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Obras

A Fiol é um projeto de 1.527 km de extensão que corta o Estado da Bahia, para escoamento de grãos e minérios. Conforme reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em setembro passado, a obra já consumiu R$ 3 bilhões e ainda não foi concluída. Na ocasião, a estatal Valec, responsável pela construção, acumulava dívida de R$ 600 milhões com fornecedores. A Ferrovia Norte-Sul é um projeto dos anos 1980 e foi iniciada no governo de José Sarney (1985-1990). Na época, o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva dizia que era uma obra para ligar "nada a lugar nenhum". Anos depois, a ferrovia virou uma das vitrines do governo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto, que foi ampliado por Lula, prevê ligar Açailândia, no Maranhão, até Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Operação Crátons

Esta ação é a segunda que resulta em um desmembramento da operação "Lava Jato". Em dezembro de 2015, a PF investigou crimes ambientais e comércio ilegal de diamantes extraídos de terras indígenas da etnia dos cinta-larga, em Rondônia. A ação foi chamada de "Crátons".

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/pf-desmembra-lava-jato-e-cumpre-mandados-em-minas-e-mais-cinco-estados-1.381793

A verdade sobre a denúncia contra o senador Aécio Neves



Nota da assessoria do senador Aécio Neves:

A Folha de S. Paulo traz em sua edição dessa quarta (30/12/15) matéria sobre a declaração de uma pessoa que teria prestado serviço a Alberto Youssef, que diz ter ouvido de um diretor da empresa UTC que o senador Aécio Neves teria sido, uma vez, o destinatário de recursos da empresa.

Essa absurda e irresponsável citação do nome do senador, sem nenhum tipo de comprovação, já foi desmentida três vezes: pela empresa, que afirmou na própria matéria da Folha "que a acusação não tem fundamento", pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, que em delação premiada relacionou os políticos que teriam sido beneficiados pela empresa - entre eles não está o senador Aécio Neves - e por Youssef, que anteriormente, através de seu advogado, já havia afirmado que não conhece o senador e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio, posição reafirmada por ele em depoimento prestado à Policia Federal.


A falsidade da acusação pode ser constatada também pela total ausência de lógica: o senador não exerce influência nas empresas do governo federal com as quais a empresa atuava e não era sequer candidato à época mencionada. Além disso, a UTC não executou nenhuma obra vinculada ao Governo de Minas Gerais no período em que o senador governou o estado.

O senador não conhece a pessoa mencionada e de todas as eleições que participou a única campanha que recebeu doação da UTC foi a de 2014, através do comitê financeiro do PSDB.

Trata-se de mais uma falsa denúncia com o claro objetivo de tentar constranger o PSDB, confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações, como ocorreu no caso do senador Antonio Anastasia. Não deixa de ser curioso observar que essa nova falsa denuncia surge exatamente um ano depois da que atingiu injustamente o senador Anastasia, coincidentemente durante período de recesso das instituições.

Em respeito ao país e ao importante trabalho que vem sendo desenvolvido pela Operação Lava Jato, é importante que sejam investigadas as verdadeiras motivações daqueles que misturam denúncias verdadeiras com afirmações nitidamente falsas, sem nenhum tipo de comprovação, desmentidas até mesmo pelas próprias pessoas citadas pelo denunciante, com o claro intuito de tumultuar as investigações.

Bumlai, amigo de Lula revela: "A estrutura da Petrobrás era do PT"




'A estrutura da Petrobras era do PT', diz José Carlos Bumlai
Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Julia Affonso /

Entre tantas revelações que fez durante seu interrogatório na Polícia Federal na segunda-feira, 14, uma em especial do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, chamou a atenção dos investigadores. Ele afirmou que "a estrutura da Petrobras era do Partido dos Trabalhadores".

O delegado Filipe Hille Pace, da PF, insistiu para que Bumlai explicasse melhor sua afirmação. Ele disse. "Sabia que o partido indicava grande parte dos nomes para ocupação de cargos essenciais."

A Operação Lava Jato, até aqui, trabalhava com informações de que a influência do PT na Petrobras teria ficado restrita à Diretoria de Serviços - com a nomeação do engenheiro Renato Duque, suposta indicação do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), ambos capturados por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Outras unidades estratégicas da estatal, durante o reinado da corrupção e dos desvios (2004/2014), foram administradas por outras agremiações políticas - PP dominou a Diretoria de Abastecimento e o PMDB controlou a Internacional, aponta a Lava Jato.

A Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada em 24 de novembro e colocou na cadeia o amigo de Lula. Amigo de churrascos e boa prosa durante longos anos.

Num primeiro depoimento, na sexta-feira, 11, José Carlos Bumlai negou tudo. Disse que os R$ 12 milhões que tomou emprestado no Banco Schahin, em outubro de 2004, cobriram dívidas suas. Negou taxativamente que o dinheiro tivesse sido repassado para o PT.

Na segunda-feira, 14, mudou a versão. Abriu o jogo. Disse que o real destinatário dos R$ 12 milhões era mesmo o PT. Incluiu em seu relato o poder do PT na Petrobras entregue ao esquema de cartel e propinas. Acrescentou que "sabia que havia indicação por parte de outros partidos da base governista."
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/a-estrutura-da-petrobras-era-do-pt-diz-jose-carlos-bumlai-1.367185

Aécio : " Oposição vai entrar com uma representação na PGR contra Dilma"



Brasília - Após trechos da delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, virem a público, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) anunciou nesta terça-feira, 30, que os partidos de oposição vão entrar com uma representação na Procuradoria-Geral da República por crime de extorsão contra a presidente Dilma Rousseff e o então tesoureiro da sua campanha, ministro Edinho Silva.
"Há ali explicitado por ele (Pessoa), uma clara chantagem. Ou ele aumentava as doações ao Partido dos Trabalhadores e à campanha da presidente da República, ou ele não continuava com suas obras na Petrobrás. Apenas a presidente da República é quem teria as condições de efetivar essa chantagem, e não o então tesoureiro do partido", afirmou Aécio.

A medida foi anunciada após um encontro com lideranças do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade. Apesar de parte da oposição considerar que já há elementos suficientes para que se entre com um pedido de impeachment na Câmara, Aécio e outros nomes tucanos têm colocado um freio no processo e defendido que é preciso "cautela" ao tratar do tema.

Além da representação na PGR, o grupo de partidos da oposição vai apostar em outras duas frentes para desgastar o governo: entrar com um novo pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão investigue também a suspeita de que Dilma continuou com as chamadas pedaladas fiscais em 2015 e acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a delação de Pessoa seja levada em conta no processo que já foi aberto no órgão contra a campanha da petista.

Para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), essas três ações vão pavimentar o caminho para um eventual pedido de impeachment de Dilma. O senador afirma que hoje falta "muito pouco" para que fiquem configuradas as provas necessárias para abrir o processo.

Segundo líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT), há consenso hoje na oposição que Dilma não tem mais condições de se manter no cargo. "A forma que ela vai sair, a oposição vai continuar discutindo", afirmou.

Novo delator da Lava Jato compromete ainda mais o José Dirceu




Novo delator da Lava Jato detalha elos com José Dirceu
Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, eniado especial

O lobista Milton Pascowitch - novo delator da Operação Lava Jato - detalhou suas ligações com o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil no governo Lula) em acordo de delação premiada fechado com a Procuradoria. Para a força-tarefa da Operação Lava Jato, as revelações de Pascowitch são importantes para definir as próximas linhas da investigação sobre o ex-ministro.

Em troca da delação, na segunda-feira, 29, Pascowitch deixou a Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da Lava Jato, após 39 dias preso. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, homologou a colaboração e autorizou prisão domiciliar para Pascowitch, monitorado com tornozeleira eletrônica - a exemplo de alguns dos principais empreiteiros do País também alvos da investigação sobre corrupção e cartel na Petrobras.

Dirceu teria indicado o engenheiro Renato Duque para cargo estratégico na estatal petrolífera, no comando da Diretoria de Serviços. Duque está preso, por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Pascowitch é suspeito de operar propina para a empreiteira Engevix. Seu elo com o PT e com o ex-ministro Dirceu são peças centrais da delação que ele acaba de fechar com a força-tarefa da Lava Jato.

Os investigadores insistiram, nas audiências com o novo delator, em esmiuçar as relações da empresa de Pascowitch com a JD Assessoria e Consultoria, do ex-ministro em sociedade com um irmão, que é advogado, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva.

A JD, segundo o criminalista Roberto Podval, defensor de Dirceu, já encerrou suas atividades.

A PF suspeita de lavagem de dinheiro na compra da casa onde funcionou a JD Assessoria. A JD, segundo investigadores, teria captado propinas de empresas do cartel da Petrobras por meio de contratos fictícios. Dirceu, por sua assessoria, nega taxativamente irregularidades no negócio.

Os investigadores identificaram que Pascowitch pagou R$ 400 mil do imóvel comprado pelo ex-ministro, em 2012, onde funcionou a sede da empresa de consultoria de Dirceu em São Paulo.

Ao todo, uma das empresas de Pascowitch, a Jamp Engenheiros Associados, pagou R$ 1,4 milhão para o ex-ministro entre 2011 e 2012, por supostas consultorias prestadas para a Engevix, no exterior.

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/novo-delator-da-lava-jato-detalha-elos-com-jose-dirceu-1.328978

Lava Jato: Executivo cita Bené como operador de Pimentel



EMBARQUE – O empresário Rodrigues Oliveira Neto, o Bené, deixando Belo Horizonte

Investigações da Operação 'Lava Jato' indicam que o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), enviou um emissário ao Rio de Janeiro, em 2013, para pedir recursos de campanha a uma das empreiteiras atualmente investigadas por cartel e desvio de recursos da Petrobras. A contribuição foi solicitada a Gerson Almada, da Engevix, por um arrecadador que ele identificou à Polícia Federal como "Bené".

O apelido é o mesmo do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, cuja família é dona da Gráfica Brasil, um dos fornecedores de Pimentel na disputa eleitoral de 2014 e investigado em outra operação da Polícia Federal - a Acrônimo - por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro.

No mesmo inquérito também é alvo de investigação a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira. Bené chegou a ser preso no fim de maio, mas deixou a cadeia após pagamento de fiança.

O Acrônimo começou depois que Bené e um outro colaborador de campanha do petista foram detidos em outubro de 2014 ao desembarcar de um avião em Brasília com R$ 113 mil em dinheiro. O voo partira de Belo Horizonte. Na semana passada, a PF pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de envolvimento de Pimentel no esquema.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, um dos investigadores da Lava Jato informou nesta terça-feira, 23, que a PF fará averiguações para confirmar se o arrecadador enviado à reunião com o empresário da Engevix é Benedito de Oliveira. A referência a "Bené" aparece numa agenda que lista encontros de Almada no ano de 2013. Na página referente a 5 de dezembro, consta a anotação "Bene/Pimentel".

Questionado pela PF a respeito, Almada disse em depoimento prestado em abril deste ano que recebeu uma visita no escritório da Engevix, no Rio, "de uma pessoa que conhece pelo nome de Bené, tendo este solicitado apoio financeiro para a campanha de Fernando Pimentel, candidato do PT".

O advogado de Pimentel, Pierpaolo Bottini, disse que o governador desconhece qualquer fato relacionado ao caso. "Isso estranha muito ao governador, uma vez que a única pessoa que estava autorizada era o tesoureiro. Além disso, não consta doação dessa empresa para a campanha de Pimentel", afirmou Bottini.

Ministro

Na época em que Almada foi procurado, Pimentel comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, mas já era pré-candidato ao governo de Minas. Ele deixou o cargo em fevereiro de 2014 para se preparar para as eleições, nas quais foi eleito em primeiro turno.

No depoimento, o executivo da empreiteira não deu mais detalhes sobre o emissário que pediu a ajuda financeira. Aos investigadores, disse que não "forneceu o auxílio pretendido".

Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram, no entanto, que a Engevix doou R$ 190 mil em 2014 ao PT nacional que, por sua vez, fez repasses ao comitê do partido em Minas. Na prestação de contas da campanha de Pimentel não consta doação da Engevix.

A reportagem entrou em contato com Celso Lemos, que respondia como advogado de defesa de Bené na Operação Acrônimo, mas foi informada que o advogado deixou ontem o caso. Por esse motivo, a reportagem não conseguiu contato com a defesa do empresário.
O advogado de Almada, Antônio Sérgio Pitombo, disse que não falaria sobre o assunto.

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/executivo-cita-bene-como-arrecadador-de-fernando-pimentel-1.327281

Lula critica PT na hora do perigo chamado "Lava Jato!




Lula tenta sair da mira da 'Lava Jato' com críticas ao PT, diz instituto tucano

Estadão Conteúdo

Análise divulgada nesta terça-feira (23), pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), braço de formulação política do PSDB, diz que as recentes críticas feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu partido, o PT, são apenas uma maneira de tentar sair da mira da Justiça da mais recente fase da Operação 'Lava Jato', que culminou com a prisão dos donos das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

"Bastou o foco criminal virar-se contra ele para Lula ensaiar, desde o fim da semana passada, um movimento para tentar mudar a direção das atenções. Primeiro, num encontro com religiosos, e depois, ontem (22), numa palestra pública, o ex-presidente tenta agora transformar a discussão sobre o enfraquecimento do PT no centro do debate", destaca o instituto tucano. Lula se encontrou com religiosos na quinta-feira (18), e suas falas na ocasião vieram a público no sábado (20).

Para a entidade, as prisões de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo colocam o ex-presidente petista na mira da Justiça e no centro das atenções. "Lula sabe que é o alvo da vez, e age", afirma o Instituto Teotônio Vilela. O instituto diz que as prisões, realizadas na última sexta-feira (19), levaram o Ministério Público a escalar mais alguns degraus e chegar ao topo da cadeia alimentar, ou seja, perto de quem de fato mandava no esquema. Para os tucanos, Lula foi o que mais se beneficiou do esquema de desvios de recursos da Petrobras, tanto em sua gestão quanto na administração de sua afilhada política, a atual presidente Dilma Rousseff.

O instituto tucano afirma ainda que, no momento, é menos importante discutir o "esfacelamento do PT" do que esclarecer a participação de Lula no escândalo da estatal petrolífera. "Lula pode querer debater seu partido com seus filiados. Mas antes precisará explicar-se a juízes, investigadores e à sociedade brasileira tanto mais fique comprovado que o esquema que pôs o Estado a serviço de seu projeto político foi arquitetado por ele desde o mensalão. A hora agora é de prestar contas com a Justiça e não de esticar o PT no divã - para o que sobrará tempo suficiente quanto o partido estiver apeado do poder."

Governo do PT: Camargo Correia doou R$ 3 milhões ao Instituto Lula




Camargo Corrêa doou R$ 3 milhões ao Instituto Lula

Estadão Conteúdo

A construtora Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, empresa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2011 e 2013. É a primeira vez que os negócios do petista aparecem nas investigações da Operação 'Lava Jato', que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobras com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.

O registro sobre o elo da empreiteira - uma das líderes do cartel acusado de corrupção pela Lava Jato - com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado ontem aos autos da investigação. O laudo tem 66 páginas e é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto.

A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa de 2008 a 2013, período em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobras. O documento mostra que a construtora repassou R$ 183 milhões em "doações de cunho político" - destinadas a candidaturas e partidos da situação e da oposição.

O Instituto Lula, criado pelo ex-presidente após deixar o Planalto, em 2011, recebeu três pagamentos de R$ 1 milhão cada. Dois são registrados como "Doações e Contribuições": um em 2 de dezembro de 2011 e outro de 11 de dezembro de 2013. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica "Bônus Eleitoral".

No caso dos pagamentos ao LILS, cujo endereço declarado é a própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo, a empreiteira registrou o deposito em conta corrente de R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil, em 17 de dezembro de 2012, e R$ 375,4 mil, em 26 de julho de 2013. Esses valores, que somam R$ 1,5 milhão, são tratados pela empreiteira como serviços de "consultoria".

Dois executivos da Camargo, Dalton dos Santos Avancini e Eduardo Hermelino Leite, confessaram nos processos da Lava Jato, em acordo de delação premiada, que foram feitas doações eleitorais ao PT, após pedido do ex-tesoureiro João Vaccari Neto - preso desde abril, em Curitiba. Eles não citaram Lula.

O nome do ex-presidente chegou a ser mencionado pelo doleiro Alberto Youssef - peça central da Lava Jato - ao afirmar em delação à Procuradoria, em 4 de outubro de 2014, que "tinham conhecimento" do esquema de corrupção na estatal "o Palácio do Planalto" e "a presidência da Petrobras".
Lula não é alvo de investigação da Lava Jato.

Recentemente, o ex-presidente atacou o que chamou de "insinuações" envolvendo seu nome na operação. "Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações. 'Lá na Lava Jato vão citar o nome do Lula'. 'Querem que empresários citem meu nome'. 'O objetivo é pegar o Lula'", desabafou, no ato de 1.º de Maio, em São Paulo.

O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente, sem qualquer relação com a Petrobras ou eleições.

Dirceu

No mesmo documento da PF, constam os pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu. Ele é investigado por suposto uso das consultorias para empresas do cartel como forma de ocultar propina para o PT.

O laudo aponta que foram lançados como pagamentos para a JD, entre 2010 e 2011, R$ 900 mil, em dez depósitos bancários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Advogado de Youssef confirma que ele nunca falou de Aécio Neves, e que nem conhece ele.





Advogado de Youssef sai em defesa de Aécio

'Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio.
brasil247.com 05 Março de 2015 - 07:29




Uma mensagem encaminhada pelo advogado Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef, descarta a especulação sobre suspeita de envolvimento do presidente do PSDB, Aécio Neves, no esquema de corrupção montado na Petrobras.

O pedido de investigação contra o senador mineiro foi arquivado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Leia a mensagem de Figueiro Basto:

“Importante dizer que o Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio. Quando questionado sobre fatos envolvendo o ex-deputado federal José Janene, Youssef esclareceu que nunca esteve com o senador Aécio Neves ou com sua irmã, e que somente "ouviu dizer", que Aécio teria "negócios" ou influências em Furnas, sem contudo indicar um fato concreto que justificasse tal suspeita.

Na condição de advogados inclusive alertamos ao MPF que ele Youssef somente esclareceria fatos que pudesse comprovar e que tivesse efetiva participação e não faria qualquer colaboração por "ouvir dizer", posicionamento vencido frente a firme posição do MPF.

Portanto, não existe qualquer fato concreto ou prova que vincule o Senador Aécio Neves com meu cliente.


Figueiredo