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Triplex de Lula era parte de propina ao PT, diz empresário



Segundo delação, imóvel seria abatido de créditos que partido tinha a receber por suborno em obras
São Paulo. O apartamento triplex em Guarujá (SP) destinado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria abatido das propinas que a OAS tinha de pagar ao PT por obras na Petrobras, disse o empresário Léo Pinheiro a investigadores da Lava Jato. O depoimento, revelado pela revista “Veja” e confirmado pela “Folha de S.Paulo”, consta da negociação de delação premiada de Pinheiro, que foi suspensa pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de trechos que mencionariam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

A nova revelação vem um dia após o ex-presidente ser indiciado pela Polícia Federal (PF). No relatório, a PF acusa Lula de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no inquérito que investiga o triplex.

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“Ficou acertado que esse apartamento seria abatido dos créditos que o PT tinha a receber por conta de propinas em obras da OAS na Petrobras”, disse Pinheiro, sobre conversa com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto em 2010. “Nesse contato, perguntei para Vaccari se o ex-presidente Lula tinha conhecimento do fato, e ele respondeu positivamente”, completou.

Pinheiro afirmou ainda que a reforma feita no triplex pela OAS “não seria cobrada do ex-presidente”, porque seria abatida “também como uma retribuição dos serviços prestados por Lula com a OAS na área internacional”.

Em outra parte da delação, o empreiteiro tratou do sítio em Atibaia (SP) atribuído a Lula. Pinheiro disse que o petista solicitou “abertamente”, em 2014, uma reforma no sítio, sem perguntar quanto custaria nem mencionar como seria paga. Da mesma forma, disse, ficou “implícito que a OAS atuaria e seria remunerada com o abatimento dos créditos com o PT e em retribuição ao serviço prestado por Lula em favor dos negócios internacionais da empresa”.

Pinheiro disse ainda que contratou Lula para uma palestra na Costa Rica, em 2011, por US$ 200 mil. A OAS tinha interesses no país e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, havia dito que o petista poderia “influenciar autoridades locais em prol dos negócios da OAS”. Após a palestra, segundo Pinheiro, Lula o levou a um jantar com a então presidente Laura Chinchilla.

Em outra parte da delação, Léo Pinheiro disse que pagou caixa 2 à campanha de Dilma em 2014, por meio de contrato fictício com a agência de comunicação Pepper. Foram três parcelas de R$ 239,3 mil, segundo Pinheiro, valor solicitado pelo então tesoureiro Edinho Silva “para o pagamento de despesas da campanha”. Por fim, Pinheiro disse que, a pedido de Okamotto, custeou a armazenagem de bens pessoais de Lula a partir de 2010, em troca de ajuda para a OAS no exterior.

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http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/triplex-de-lula-era-parte-de-propina-ao-pt-diz-empres%C3%A1rio-1.1362347

Sem dinheiro para salários, Pimentel gasta R$ 100 milhóes em publicidade



A notícia do atraso dos salários dos servidores públicos, confirmada ontem (06/01) pelo governador Fernando Pimentel, causou revolta e preocupação na população mineira neste início de ano. O que muita gente ainda não sabe é que pouco antes do fim do ano, no dia 23 de dezembro, o mesmo governo que alega não ter dinheiro para

honrar sua folha de pagamento em dia lançou um edital para gastar nada menos do que R$ 100 milhões com publicidade neste ano que se inicia.

O comunicado de concorrência pública para o vultoso investimento em propagandas oficiais do governo foi divulgado no Diário Oficial nas vésperas do Natal, para minimizar a repercussão negativa. Uma semana depois, no recesso de réveillon, o governo utilizou a mesma estratégia de abafar a repercussão e informou, por meio de nota, que os salários dos servidores não seriam creditados no quinto dia útil do mês, como sempre vinha acontecendo de 2003 até 2014.

Desde que assumiu, em janeiro do ano passado, Pimentel tem criado novas despesas, inchando a máquina pública. Neste período ele não só criou novas secretarias e cargos para o alto escalão, como também dobrou os gastos previstos em orçamento para publicidade de cerca de R$ 40 milhões (de 2009 a 2014) para R$ 96,3 milhões (em 2015).

O que causa estranheza é que em um ano de agravamento da crise financeira, e quando o Executivo alega não ter dinheiro e opta por penalizar o servidor com atrasos de salário, o governador mantenha no Orçamento de 2016 os gastos para suas peças publicitárias na casa dos R$ 96 milhões e já, no apagar das luzes de 2015, abra licitação para já dar início a esses gastos, com valor maior ainda que o orçado.

“É impressionante a forma de governar do PT e sua ineficiência em apontar soluções para os problemas financeiros em suas gestões. Precisa fazer cortes nos gastos? Ok, sem problemas! O problema é que eles cortam apenas dos servidores, atrasam e até parcelam seus salários. É assim que eles agem. Será que as propagandas são mais importantes do que honrar em dia com o pagamento de quem realmente faz esse Estado andar?”, questionou o líder da Minoria na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Gustavo Valadares (PSDB-MG). O parlamentar ressalta ainda que para bancar a farra do PT, vale tudo, até promover arrocho tributário e confiscar o dinheiro público

Mentiras pagas com dinheiro público

Por diversas vezes ao longo de 2015, o governador Fernando Pimentel, do PT, utilizou recursos públicos para investir em propaganda institucional para alardear mentiras e responsabilizar antecessores pela ineficiência de seu governo. Em setembro, a Justiça chegou a suspender várias peças publicitárias que, segundo a liminar, só tinham o objetivo de atacar a administração anterior por motivações políticas e sem nenhum finalidade pública.

Em outra situação, o governo utilizou o horário nobre – o mais caro da TV brasileira – para mentir aos mineiros que havia cortado 20% em cargos comissionados, quando na verdade o corte não chegou nem a 1% – 0,27% para ser mais exato. A mentira foi admitida dias depois pelo próprio governo em resposta feita à solicitação do bloco de oposição via Portal da Transparência.

“Este governo não corta os gastos que deveria, não reduz custos em sua estrutura, mas gasta dinheiro, e dinheiro pesado, para enganar a população. É muita incoerência dizer que não tem dinheiro para pagar servidor e continuar gastando recursos públicos em áreas que podem e devem ser enxugadas, e pior, gastando para disseminar mentiras”, avaliou Gustavo Valadares.

Acesse o edital e o comunicado de licitação publicado na página 56 do Diário Oficial do dia 23/12:


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Desgoverno Pimentel: Minas começa o ano de 2016 atrasando salários



Após atrasar dois dias no pagamento dos servidores no mês de dezembro, neste mês de janeiro o governo de Fernando Pimentel, do PT, anuncia que o pagamento ocorrerá apenas no dia 13 de janeiro, cinco dias após a data normal, no quinto dia útil.

Em dezembro, o quinto dia útil foi na segunda-feira, dia 7/12, mas os servidores receberam apenas em 9/12, e o governo justificou que o atraso seria em virtude de um feriado municipal, no dia 8 de dezembro – Dia da Imaculada Conceição. O atraso, porém, ocorreu mesmo nas mais de 700 cidades mineiras que não tiveram o feriado. Na ocasião, o governador divulgou em “tom comemorativo” o atraso no pagamento de novembro e a promessa de pagar o 13º integral em dezembro.

O ano de 2016 se inicia com um novo atraso no pagamento do funcionalismo público, desta vez de 5 dias. A justificativa dada pelo governo é da crise econômica que afeta os estados brasileiros, crise esta provocada pelas manobras desastrosas da presidente Dilma Rousseff, companheira de partido do governador Fernando Pimentel.

Os únicos ajustes promovidos pelo governador Fernando Pimentel, do PT, foram no sentido de penalizar a população: aumento de impostos para mais de 180 produtos, que começou a valer agora no dia 01/01/2016, e confisco do recurso de depósitos judiciais. Aliás, foi por meio do dinheiro confiscado dos cidadãos que o governo conseguiu adiar em alguns meses o atraso no pagamento de servidores, uma vez que usou o dinheiro para pagar inativos. Sem nova previsão de entrada de recursos de depósitos judiciais neste ano de 2016, o atraso dos salários poderá, infelizmente, se tornar uma constante.

Diante do desgoverno do PT em Minas, durante todo o ano de 2015, os deputados da oposição alertaram que, se mantida a falta de planejamento do PT, o governo Pimentel não honraria o pagamento dos servidores rigorosamente em dia, como ocorreu nos 12 anos de administração do PSDB e PP, de 2003 a 2014.

Os deputados do bloco de oposição lamentam o descaso do governo com os servidores e suas famílias e condenam a irresponsabilidade do PT com as contas públicas do estado.


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Aécio desconversa sobre nova candidatura : "O tempo dirá o caminho que tomaremos"





“Aécio desconversa sobre nova candidatura: ‘O tempo dirá o caminho que tomaremos’”, em que destaca breve entrevista do senador, Aécio Neves à rádio Metrópole em Salvador. Sobre a situação econômica do Brasil, Aécio afirmou que o país "precisa de reajustes": "Fui chamado de homem das medidas amargas. Ela [Dilma] nos privou de um debate. Eu falava sobre isso nas eleições. (...) o governo é incapaz de dar confiança ao povo, o governo não tem credibilidade", disse. O senador falou ainda que a população brasileira "aceita erros mas não aceita mentiras": "A inflação que está aí, está tirando a comida da mesa do trabalhador (...) o engodo premeditado, isso que faz que ela tenha a menor a aprovação de uma presidente no país, menor que a de Collor, ela adiou medidas e hoje estamos aqui, mergulhados nessa crise", disse. Questionado sobre uma nova candidatura em 2018, Aécio desconversou: "Não pode haver uma precipitação, o tempo dirá os caminhos que tomaremos. Nós nos reconciliamos com os setores da sociedade, os mais jovens, somos os preferidos dos mais jovens para filiações, readquirimos a confiança. Na hora certa o candidato do PSDB será o que tiver mais condições de unir as forças oposicionistas para enfrentar o PT". O senador falou ainda que a estratégia é fortalecer a oposição: "Precisamos fortalecer aliados como [ACM] Neto", completou. *Número de pessoas possivelmente impactadas: 256.201.

* Matéria disseminada pelo perfil de Bocão News (@bocaonews – 135.099 seguidores), que não recebeu RT’s no período e Metro 1 (@GrupoMetopole – 121.080 seguidores), que não recebeu RT’s no período.

Governo Pimentel: Polícia Federal cerca amigos de Pimentel




Fernando Pimentel. Foto: Dida Sampaio/Estadão
PF deflagra nova fase da Operação Acrônimo

POR FÁBIO FABRINI E ANDREZA MATAIS, DE BRASÍLIA, E FAUSTO MACEDO

Agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao governador de MG, Fernando Pimentel (PT), entre elas o presidente da Cemig, o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 1, mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga irregularidades de campanha esuposto recebimento de propina pelo governador de Minas, Fernando Pimentel (PT-MG), quando ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Os agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao petista, entre elas o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges. Ele é amigo de Pimentel e seu apadrinhado político.

Estão sendo cumpridos 40 mandados em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo e Goiás. Segundo fontes com acesso às investigações, estão sendo cumpridos mandados nos endereços da Odebrecht, Casino, Gol, CBF e Marfrig.

A PF cumpre cerca de 40 mandados de busca e apreensão em cidades como Belo Horizonte e em Brasília. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Acrônimo, desencadeada inicialmente em maio, tem também como alvos a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues, colaborador de campanhas de Pimentel e suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas.

Pimentel é investigado por receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao ministério do desenvolvimento, que ele comandou de 2011 a 2014.


http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/pf-deflagra-nova-fase-da-operacao-acronimo/

PT sai em defesa de mais um condenado por corrupção: Vaccari o ex- tesoureiro



Com a notícia da condenação do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto (foto), o segundo ocupante do cargo a ser punido por participação em esquemas de corrupção, a tradição do Partido dos Trabalhadores (PT) de defender os seus condenados volta a se repetir.

Três anos após sua condenação no julgamento do mensalão, o ex-ministro José Dirceu voltou a ser réu em uma nova ação penal, dessa vez por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já o ex-tesoureiro João Vaccari Neto teria recebido pelo menos R$ 4,26 milhões em propinas, em forma de doações oficiais ao PT. O partido recebeu as “contribuições” por dez anos, de 2004 a 2014.

Em resposta às denúncias contra Vaccari, o líder do PT na Câmara, deputado federal Sibá Machado (AC), afirmou que a prisão do petista foi política. “Estamos extremamente desconfiados de que existe orientação deliberada nas delações premiadas para prejudicar o Partido dos Trabalhadores”, disse em abril deste ano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou, dizendo ser preciso impedir que as investigações da Polícia Federal “contaminem” a política e a economia. Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou como um “equívoco” a condenação “sem provas” de Vaccari.

Para o deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE), a prisão de Vaccari não pode ser vista apenas como “infração do homem, do indíviduo”.

“Ele cometeu atos ilícitos como tesoureiro do partido. Não há como desvincular isso, é um crime do PT. Os principais líderes estão envolvidos, mas é preciso chegar em quem está em cima da pirâmide. Porque todas essas atividades ilícitas foram cometidas em nome do partido”, afirmou.

História se repete

O PT tem um histórico de defesa dos seus associados envolvidos em escândalos de corrupção. Apesar das investigações envolvendo o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, suspeito de receber dinheiro ilegal para campanha ao governo de São Paulo em 2010, e o ministro da Comunicação Social Edinho Silva, suspeito de ter conseguido dinheiro para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff por meio de propina da construtora UTC, fontes do governo afirmaram que não há motivo para o afastamento de ambos dos cargos, por falta de provas.

As reações se assemelham às ocorridas durante o julgamento do Mensalão, escândalo de compra de apoio político no Congresso denunciado em 2005. Na época, quatro nomes da cúpula petista foram condenados: o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, e o ex-deputado federal João Paulo da Cunha.

Em ato do partido no Rio de Janeiro, os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foram classificados como “heróis”. A então candidata à reeleição Dilma Rousseff declarou que o mensalão petista era tratado “com dois pesos e 19 medidas”. Já o ex-presidente Lula foi mais enfático: questionou a decisão da Corte e chegou a dizer que se tratava de um julgamento político. “Esse processo foi um massacre que visava a destruir o PT, e não conseguiram”, afirmou.

O PT também realizou um ato de desagravo aos “companheiros injustiçados” e incentivou a criação de uma “vaquinha” virtual para ajudar os condenados a pagarem suas devidas multas.- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/e-o-pt-mais-uma-vez-sai-em-defesa-de-companheiros-condenados-por-corrupcao#sthash.6VdVZSN2.dpuf

Aécio : "Condenação de Vaccari prova que PT institucionalizou a corrupção"



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Condenação de Vaccari prova que PT institucionalizou corrupção, diz Aécio


FOLHAPRESS

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou nesta segunda-feira (21) que a condenação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a 15 anos de prisão por seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras representa a institucionalização da corrupção promovida pelo PT para se manter no poder.

O tucano cobrou ainda uma posição da presidente Dilma Rousseff em relação ao tesoureiro, que ajudou na arrecadação de recursos para a campanha eleitoral que levou à reeleição da petista.

"Com a condenação hoje do primeiro agente político do processo do petrolão, na verdade nós assistimos à condenação de todo esse esquema institucionalizado de corrupção que o PT estabeleceu para se manter no poder. Mais do que o enriquecimento pessoal dos agentes que participaram desse processo, a gravidade é maior quando o dinheiro da propina interfere no processo político e democrático como atestam os fatos que levaram a essa condenação", disse.

Candidato derrotado à Presidência no ano passado, Aécio cobrou que Dilma diga novamente se confia ou não em Vaccari. De acordo com o tucano, questionada durante a campanha se confiava em Vaccari ou não, a presidente permaneceu em silêncio. "O seu silêncio foi a confirmação de que confiava", disse.

"Cabe agora à presidente dizer aos brasileiros se continua confiando no 'seu' João Vaccari Neto, responsável pela arrecadação de parte importante dos recursos que irrigaram a sua campanha ou se o juiz Moro e a Justiça Federal cometeram com ele uma grande injustiça. Com a palavra, a senhora presidente da República", completou.

Em discurso na tribuna do Senado, Aécio destacou um dos trechos da sentença do juiz Sérgio Moro escreveu que o elemento "mais reprovável" da corrupção na Petrobras talvez seja a "contaminação da esfera política pela influência do crime", em uma referência ao benefício ao PT. "A corrupção gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos", afirmou.

"Se apoderaram do Estado nacional com o objetivo de se perpetuarem no poder. A utopia foi jogada fora. O mais grave é que roubaram a alma dos brasileiros, a crença na atividade política. Não existe futuro para nenhuma sociedade sem democracia, sem que os cidadãos façam suas escolhas com liberdade", disse.

Aécio afirmou ainda que está "cada vez mais próxima" a comprovação de que a campanha de Dilma usou dinheiro da propina e da corrupção. "Todos têm que respeitar a legislação e não podem se eleger financiados por dinheiro da propina, da corrupção como cada vez fica mais próximo de ser comprovado como a campanha da presidente Dilma", disse.

Além de Vaccari, foram condenados também o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e mais oito acusados de desvios na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato.

É a primeira condenação na Justiça Federal do Paraná do ex-tesoureiro e do ex-diretor, que foram presos em abril e março deste ano. Cabe recurso, mas os dois vão permanecer detidos.

A ação penal abordava obras da Petrobras em quatro empreendimentos: as refinarias de Paulínia (SP) e de Araucária (PR), o gasoduto Pilar-Ipojuca, no Nordeste, e o duto Urucu-Coari (AM).

De acordo com a sentença, foram pagos R$ 23,4 milhões em propina na Diretoria de Abastecimento, pelos consórcios Interpar e CMMS, e outros R$ 43,4 milhões na Diretoria de Serviços.
Vaccari foi acusado de articular repasses de ao menos R$ 4,3 milhões da propina para o PT, inclusive por meio de doações oficiais. Para o juiz Sergio Moro, havia coincidência entre as doações e os pagamentos da Petrobras ao consórcio Interpar.

O ex-tesoureiro petista, que também é réu em outras ações, foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção. Também precisará pagar multa de cerca de R$ 820 mil.

PT

Em nota, o PT afirmou que considera um "equívoco" a condenação de Vaccari e que confia numa reforma da sentença -considerada "injusta" pelo partido- nas instâncias superiores.


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/condena%C3%A7%C3%A3o-prova-que-pt-institucionalizou-corrup%C3%A7%C3%A3o-diz-a%C3%A9cio-1.1119220

As coincidências de Pimentel....



Por: Márcio Doti
mdoti@hojeemdia.com.br

Já é longo o prazo dado para que fatos viessem confirmar ou desmentir coincidências nas relações do governador Fernando Pimentel com a Polícia Federal. Desde o episódio em que uma equipe da PF desembarcou na Pampulha, tentou entrar na residência, no escritório do governador e teve a autorização negada pela Justiça. A equipe voltou para Brasília. Logo em seguida, o governador Pimentel protestou energicamente, chamou às falas o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Censurou a atitude da Polícia Federal, fez imensa poeira e, coincidência ou não, logo ocorreu a substituição do delegado Dênis Cali, que até ali havia conduzido a Operação Acrônimo, a que envolve Pimentel, sua esposa Carolina Oliveira, seu fiel escudeiro e ex-sócio, Otílio Prado, e um amigo-companheiro de viagens, Benedito Oliveira, o Bené, de quem usou o avião. Por sinal, o mesmo avião que entre o fim da campanha estadual e a eleição da presidente Dilma, foi apreendido em Brasília porque transportava maleta cheia de dinheiro.

A segunda fase da operação foi em 25 de junho e pelo menos 19 endereços foram visitados em Minas, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Um dos locais visitados foi a sala onde funciona a OPR, sucessora da empresa que se chamava P-21 Consultoria e tinha como sócios Pimentel e o hoje assessor do governador, Otílio Prado.

Quando ganhou a eleição, Pimentel se afastou da sociedade e Otílio passou sua parte para o filho Alexandre Alan Prado. Segundo a polícia, Pimentel recebeu entre 2013 e 2015 pelo menos R$1,6 milhão de entidades patronais mineiras. Outra linha de investigação apura a relação entre repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à empresas que também contrataram firmas de comunicação, sob a influência da primeira dama de Minas, Carolina Oliveira, quando então Pimentel era ministro do Desenvolvimento, pasta à qual é vinculado o banco.

Assumiu no lugar do delegado, que conduzira as duas primeiras fases da Operação Acrônimo, a delegada Denise Dias Rosa Ribeiro, trazida de Roraima. Em despacho, ela explicou que estava diante de um caso complexo, com 500 gravações e mais de 20 mil páginas de processo. Mas obteve do ministro Herman Benjamim, relator do caso, a autorização para colher depoimentos de investigados e envolvidos, desde que não tivessem a prerrogativa de fôro privilegiado. Por coincidência, o único nessa situação é o governador Fernando Pimentel. E aproveitou para também afirmar que “o caso apresenta complexidade ímpar…” Mas o governador responde a inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob sigilo.

Não é preciso ser especialista em coisa alguma para saber que o delegado que coletou, ou viu coletar, essas tantas gravações e esses 20 mil documentos sabe o que nem lendo tudo isso saberá a sua substituta. E a série de coincidências nos permite, pelo menos, deduzir que já está avisado pelo magistrado e pela delegada que as investigações podem levar imenso tempo, e aí dizemos nós, quem sabe até mais do que o próprio mandato do governador mineiro.

Coluna do Hoje em Dia

Governo PT: Mais um escândalo envolve Fernando Pimentel



02/09/2015
Polícia Federal investiga nova suspeita de caixa dois envolvendo campanha de Fernando Pimentel

Reportagem veiculada nacionalmente no Jornal da Band na noite de terça-feira (1º/9) abordou o mais novo escândalo envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel: um esquema de caixa dois envolvendo o repasse irregular de recursos do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) para a OPR Consultoria Imobiliária, antiga P-21 Consultoria, que até 2012 tinha como sócios Pimentel e seu assessor Otílio Prado. De acordo com a reportagem, a Polícia Federal suspeita que cerca de R$ 1,1 milhão tenham sido destinados ao caixa dois da campanha do petista ao governo de Minas em 2014.


Reportagem publicada no jornal “O Globo” de domingo (30/8) já havia noticiado a investigação da Polícia Federal sobre ligação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram), que reúne concessionárias do transporte público na Grande BH, com suposto caixa 2 de Fernando Pimentel. Oficialmente, foram feitos pagamentos de R$ 1,1 milhão a uma antiga empresa de consultoria de Pimentel, a título de “avaliação mercadológica” do patrimônio do sindicato e das empresas.

No entanto, várias empresas negam terem tido os bens avaliados. O patrimônio do Sintram também não justifica o pagamento de R$ 1,1 milhão: é de apenas R$ 2,5 milhões, segundo balanço patrimonial oficial.

A empresa que recebeu os pagamentos, a OPR Consultoria Imobiliária, se chamava P-21 Consultoria até 2012 e tinha sociedade composta por Pimentel e seu assessor Otílio Prado. Pimentel deixou a sociedade no mesmo ano em que a empresa mudou de nome e de objeto social. No fim de 2014, depois da eleição do petista, Otílio transferiu a empresa para o seu filho, Alexandre Allan Prado. Atualmente, Otílio é assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda, com vencimento de R$ 23 mil.

Leia abaixo matéria completa do jornal “O Globo”

PF investiga ligação de sindicato com suposto caixa 2 de Pimentel

Antiga empresa do governador de MG recebeu R$ 1,1 milhão de entidade- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-investiga-nova-suspeita-de-caixa-dois-envolvendo-campanha-de-fernando-pimentel#sthash.fd8apMrz.dpuf

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Governo Pimentel: Empresário ligado a Pimentel é denunciado pelo MPF




MPF denuncia Bené e outras oito pessoas por crimes de peculato e fraude em licitações

Thiago Ricci - Hoje em Dia
O empresário Benedito Rodrigues Oliveira Neto, o Bené, e outras oito pessoas - entre elas sete ex-funcionários do Ministério das Cidades - foram denunciados por crimes de peculato e fraude em licitações pelo Ministério Público Federal em Brasília (MPF-DF). Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2009 e gerado um prejuízo aos cofres públicos de R$ 2,9 milhões. O MPF ainda propos ação por improbidade administrativa, com pedido de ressarcimento ao erário, pelos mesmos fatos.

Conforme a denúncia, entre 2007 e 2009, a Dialog Serviços de Comunicação (hoje, rebatizada com o nome de Due Promoções e Eventos LTDA) teria vencido um pregão eletrônico fraudado e executado o contrato para organização de 14 eventos. As irregularidades iniciaram ainda na fase de elaboração do pregão, do qual a Dialog - na época de propriedade de Bené - teria se aproveitado do chamado jogo de planilhas. O esquema consiste em definir preços baixos a itens pouco utilizados e valores superfaturados aos produtos mais consumidos.

“Com um lance de apenas R$ 24.862,61, que é bastante inferior ao valor de R$ 554.050,14 previamente estimado pela Administração, a empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos Ltda. saiu vencedora do certame”, enfatiza um dos trechos da ação.

SUPERFATURAMENTO

Em apenas um dos eventos, a 3ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em dezembro de 2007, o grupo teria desviado R$ 1,2 milhão em benefício à Dialog, sempre conforme a denúncia do MPF. Nessa conferência, dos 37 itens fornecidos pela empresa, 20 estavam com preços entre 40% e 1.559% acima dos contidos em contratos feitos por outros órgãos da Administração Pública.

“Embora a pesquisa de mercado tenha sido feita, os preços contidos no Edital do Pregão Eletrônico 15/2007 evidenciam que seus resultados não foram utilizados como parâmetro para a fixação dos preços. O que se constatou foi a adoção irrestrita de preços superiores aos pesquisados no mercado”, enfatiza o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, que assina a ação.

O MPF pede que os nove integrantes do esquema respondam à ação penal por peculato – cuja pena prevista no Código Penal varia entre dois e 12 anos de reclusão, além de multa. Como entende que a prática ilegal se repetiu em todos os eventos organizados pela empresa durante a vigência do contrato, o MPF solicitou que a pena imposta pela Justiça seja multiplicada por 14. Foi pedida ainda a condenação das nove pessoas às penas previstas pela Lei de Licitação (8.666/93) para o caso de fraude em licitação por práticas que “tornem, por qualquer modo, injustamente, mais onerosa a proposta ou a execução do contrato.

Além de Bené, foram denunciados a ex-subsecretária de Planejamento, Orçamento e Administração Substituta do Ministério das Cidades Magda Oliveira de Myron Cardoso e o coordenador de Licitação do Ministério, Francisco de Assis Rodrigues Froés.

OUTRAS IRREGULARIDADES
O Hoje em Dia publica, desde o início de junho, diversos contratos públicos firmados pela Dialog entre 2007 e 2010 questionados pelo TCU. Segundo o tribunal, a planilha fraudada do Ministério das Cidades teria servido como base para outras licitações vencidas pela empresa de Bené.

Entre elas, um contrato fechado com o Ministério da Pesca e Aquicultura para a realização de eventos. Nesse caso, além de receber aditivos irregulares de R$ 8 milhões, o TCU identificou - mais uma vez - itens superfaturados e cobrança de serviços não realizados que totalizaram um dano ao erário de cerca de R$ 1,8 milhão.

Outro contrato foi celebrado, também pela Dialog, com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no valor de R$ 4,7 milhões, entre 2008 e 2010. Foram encontrados itens superfaturados na realização de ao menos três eventos.

RELAÇÃO COM PIMENTEL
O Hoje em Dia também revelou documentos da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que mostram a ligação íntima entre o governador Fernando Pimentel (PT) e Bené. A investigação da PF indica que o petista e sua mulher, Carolina de Oliveira Pereira, ficaram hospedados em um resort de luxo tendo as despesas pagas por um sócio de Bené.

Ainda segundo o inquérito, Pedro Augusto Medeiros, apontado como sócio e laranja do empresário, pagou R$ 12 mil pela hospedagem, realizada entre 15 e 17 de novembro de 2013.


André Carvalho/Agência O Globo/Arquivo Hoje em Dia

Benedito Oliveira, o Bené, foi preso na Operação Acrônimo

Aécio : "Difícil saber, entre tantas, qual é a pior crise nesse país"

Qual crise ?

por Aécio Neves, Folha de São Paulo

No país das múltiplas crises, já não se sabe qual é a pior e a mais danosa: a que alcança o cotidiano dos cidadãos ou a que compromete o futuro do país?

São, como se sabe, crises diferentes, ainda que de certa forma complementares e com a mesma gênese, o mesmo ponto de partida.

A crise, vista de Brasília, é, hoje, essencialmente moral e política, mistura explosiva de aparelhamento da administração federal, compadrio político, corrupção endêmica, má gestão e, agora, risco de comprometimento de algumas das condições básicas de governabilidade.

Acuado pelos seus próprios erros e incomparável arrogância, o PT enfrenta dificuldades crescentes para governar. Acabou refém da realidade, temendo que a responsabilidade sobre irregularidades, desvios e escândalos de toda ordem se aproxime ainda mais do governo.

Enquanto o quadro se agrava, outra crise avança, atingindo inúmeros setores da economia e, especialmente, a população mais pobre. O Brasil parou, literalmente.

O cenário é de recessão com inflação alta, a pior equação entre os países emergentes. O Brasil está, de novo, na contramão da história, com o esperado crescimento negativo para este ano.

Com o país mergulhado em desconfiança e descrédito, desapareceram os investimentos e perdemos nossa dinâmica econômica, migrando para um quadro de profundo marasmo e letargia.

Assistimos agora à escalada progressiva do desemprego, que não poupa mais nenhum setor, região ou classe social.

Como se tudo isso não bastasse, no mundo real, longe de Brasília, os cidadãos estão enfrentando a forte inadimplência gerada pelo engano do crédito farto e barato. Juros na estratosfera e os drásticos aumentos das tarifas, em especial de energia, alimentam as dificuldades das famílias brasileiras.

Há ainda que se contabilizar os cortes orçamentários em áreas capitais do serviço público, como saúde e educação, a paralisia das obras públicas, e, apesar do avanço da inflação, a ausência de reajuste, já há um ano, para o Bolsa Família, do qual dependem milhões de famílias brasileiras.

Difícil saber, portanto, qual, entre tantas, é a pior crise.

Ouso dizer que talvez seja a de esperança, pois tiraram dos brasileiros a capacidade de acreditar em seu próprio futuro.

Ao final, dissemina-se a sensação de que nunca antes na história do país fomos tão iludidos pela propaganda e pela má-fé.

Não tenho dúvidas, no entanto, de que seremos capazes de superar essas graves dificuldades, que, em muitos aspectos, poderiam ter sido evitadas ou amenizadas.

E, ao superá-las, seremos um povo mais amadurecido, menos sujeito a manipulações e mais atento ao verdadeiro significado das ações e omissões dos governos.

Lobista preso é alvo central de apurações que envolvem Dirceu e PT




Lobista preso na "Lava Jato" é alvo central de apuração que envolve Dirceu e PT

Estadão Conteúdo

O lobista da construtora Engevix Milton Pascowitch, preso na manhã desta quinta-feira (21), na 13ª fase da Operação "Lava Jato", é o alvo central das investigações envolvendo o suposto recebimento de propinas pelo ex-ministro José Dirceu, pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras e o PT. Pascowitch pagou R$ 1,4 milhão ao ex-ministro José Dirceu e R$ 1,2 milhão para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque - também preso, desde 16 de março, envolvido no escândalo de corrupção e cartel na estatal.

A Jamp pagou a JD Assessoria e Consultoria Ltda., do ex-ministro José Dirceu, em 2011 e 2012. O ex-ministro alegou que foi por serviços de consultoria internacional prestados para a construtora Engevix Engenharia, em Cuba e no Peru.

Para os investigadores da Lava Jato, a Jamp era uma empresa de fachada de Pascowitch usada para esquentar o dinheiro da propina. Não há aparente relação justificável para a relação comercial formal entre as partes, acreditam os procuradores.

O que reforça a suspeita é o depoimento de um dos sócios da Engevix, Gérson de Mello Almada, no dia 18 de março. O vice-presidente da empreiteira confessou ter pago por serviços de "lobby" ao operador de propina, como forma de garantir seus contratos na Petrobras.

Pascowitch seria um abridor de portas na estatal, graças aos seus contatos com membros do PT, entre eles o tesoureiro do partido João Vaccari Neto. O que chamou a atenção dos investigadores foi que Almada admitiu ter contrato as consultorias internacionais da JD para abrir mercado em Cuba e no Peru, mas disse desconhecer a relação comercial entre Jamp e a empresa do ex-ministro - conforme justificou Dirceu em nota oficial à imprensa, um dia depois.

A JD nega qualquer irregularidade e diz que os contratos foram legais. Jamp e a própria Engevix pagaram juntas R$ 2,6 milhões ao ex-ministro José Dirceu - também por serviços de consultoria, entre 2008 e 2012.

Duque

Na casa de Duque, no Rio, a Polícia Federal já havia encontrado contrato de consultoria da D3TM Consultoria e Participação, empresa de Duque, com a Jamp Engenheiros Associados, de 2013, no valor de R$ 1,2 milhão.

"(A D3TM) A empresa era fachada do ex-diretor para receber propina de quando ele era ex-diretor da Petrobras, que continuou até 2014", afirmou o procurador da República Carlos Fernando Lima, um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato, em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira, em Curitiba.

A própria Engevix, também contratou os serviços de consultoria do ex-diretor de Serviços em 2014, segundo comprovam contratos e notas apreendidas nas buscas feitas pela PF.

Duque está preso desde o dia 16, depois que foi deflagrada a Operação Que País é Esse - décima fase da Lava Jato. Pelo menos 11 notas fiscais apreendidas mostram pagamentos mensais da Jamp de R$ 100 mil para a D3TM entre maio de 2013 e abril de 2014, quando Duque comunicou que não poderia mais cumprir seu contrato. O documento de encerramento da parceria foi encontrado também.

Além da Jamp, a D3TM foi contratada também por outras empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobras, como a UTC, a OAS e a Iesa. O ex-diretor de Serviço - principal alvo da Lava Jato no esquema de corrupção da estatal - era indicado do PT e ocupou o cargo entre 2003 e 2012. Ele nega qualquer irregularidade envolvendo os contratos da estatal. Preso pela primeira vez em 14 de novembro, foi solto dias depois por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/lobista-preso-na-lava-jato-e-alvo-central-de-apurac-o-que-envolve-dirceu-e-pt-1.319734

Aécio propõe cassação de partido que receba dinheiro da corrupção



O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (18) que o partido vai apresentar um projeto de lei na Câmara dos Deputados prevendo a cassação do registro de partido político que receber dinheiro de corrupção.

“Quero afirmar que o PSDB está apresentando hoje um projeto, através do seu líder na Câmara dos Deputados, que determina que partido político que comprovadamente tiver recebido dinheiro da corrupção, tiver recebido propina, tenha imediatamente o seu registro cassado. E queremos pedir o apoio do PT para a tramitação deste projeto”, afirmou Aécio Neves.

A proposta do PSDB é uma resposta às reivindicações da sociedade por mais ética na vida pública. “Nós temos que resgatar a confiança da sociedade brasileira também na classe política”, ressaltou o presidente do partido.

De acordo com o senador Aécio Neves, o pacote contra a corrupção apresentado pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira não traz novidade. Ele lembrou que as propostas feitas pela chefe do Executivo já tramitam no Congresso há vários anos e nunca contaram com o apoio do PT.

“Em todos os momentos que o governo é pressionado, ele volta com as mesmas e inócuas propostas. Na verdade vários desses projetos já tramitavam aqui no Congresso há muito tempo sem o que o governo se mobilizasse para que fossem aprovados”, criticou o presidente nacional do PSDB.

O senador Aécio Neves criticou também a falta de credibilidade das medidas anunciadas por Dilma Rousseff, citando, como exemplo, a falta de uma posição firme da presidente sobre o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no escândalo envolvendo a Petrobras.

“O que o Brasil clama é por exemplos. Na campanha eleitoral, já perguntava a presidente da República se ela confiava no tesoureiro do seu partido, responsável por arrecadar recursos para as campanhas eleitorais. Ela disse que sim. Eu volto a fazer a pergunta: a presidente da República ainda confia nas ações do tesoureiro do seu partido? Porque ele não é afastado até como um exemplo para que a sociedade acredite efetivamente na sinceridade das ações do governo. Mas lamentavelmente as respostas estão muito aquém das expectativas da sociedade brasileira”, disse Aécio Neves.

Apesar de avaliar que as propostas do governo são paliativas, o presidente do PSDB garantiu que a oposição irá analisa-las.

“Nós vamos discuti-las. Tudo que vier no sentido de dar transparência ao processo político, punir de forma exemplar as empresas, os agentes públicos que cometeram delitos certamente são bem-vindas, mas falta ao governo dar exemplos claros de que essas medidas são para valer. Não adianta apenas a legislação. É preciso que as pessoas corretas, honradas, estejam na condução dos negócios públicos, o que, infelizmente, não aconteceu em várias áreas do governo do PT ao longo desses últimos 12 anos”, reiterou

Aécio cobra investigação dos beneficiários de R$ 200 Mi desviados da Petrobras para o PT



O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comentou a deflagração da nona fase da operação Lava Jato da Polícia Federal, que levou à intimação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Leia abaixo a fala do senador.

“As denúncias tornadas públicas hoje do depoimento de um ex-dirigente da Petrobras são estarrecedoras. Mais de US$ 200 milhões, segundo ele, foram desviados ao longo dos últimos anos da nossa maior empresa para o Partido dos Trabalhadores. Durante a campanha eleitoral, eu várias vezes cobrava, inclusive da candidata Dilma Rousseff, uma posição sobre se ela confiava ou não no tesoureiro do seu partido, hoje, denunciado por este dirigente da Petrobras como o receptor de parte deste recurso desviado. Nada como o tempo para trazer luz à verdade.

É absolutamente fundamental que as investigações continuem ocorrendo e os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da nossa história sejam punidos exemplarmente. E nós da oposição estamos e estaremos atentos para que não haja qualquer manobra que desvie o centro desta questão. É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema. É triste para o Brasil. Estamos absolutamente atentos para que no Congresso Nacional, através da CPI na Câmara, possamos avançar nessas investigações

O balanço da vitória do PSDB em Minas Gerais!


O que disseram as urnas de Minas e de Belo Horizonte

Fonte: Artigo Domingos Sávio – Hoje em Dia

Balanço do PSDB é positivo não apenas pela grande vitória

Passado um mês do resultado final das urnas de 2010, é possível ver com clareza o significado das eleições em Minas. A aliança PT-PMDB, reunindo em uma só chapa o senador Hélio Costa, ao lado do ex-ministro Patrus Ananias e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, com apoio de Dilma Roussef e do presidente Lula, apesar de reconhecidamente muito forte do ponto de vista político, não conseguiu transformar essa força em aceitação.
Basta anailisar os resultados: a chapa Hélio Patrus conquistou apenas  4% a mais no percentual de votos válidos que a candidatura de NIlmário Miranda em 2002.Nilmário, depois de ter feito uma campanha praticamente sozinho, fechou as eleições com 30% dos votos válidos, patamar que, inacreditavelmente, se repete.
O dique que manteve o PT e o PMDB do mesmo tamanho, apesar do diferente peso político com que se apresentaram aos mineiros em 2002 e 2010, tem um nome: Aécio Neves.
Além dessa surpreendente leitura dos números, outro dado ainda fala mais alto. Refiro-me ao recado que os mineiros de Belo Horizonte deram nas urnas. Na capital, pode-se dizer que o “aecismo” (e não apenas o voto em Aécio) preponderou fortemente no último pleito, com a candidatura de Antonio Anastasia alcançando o emblemático resultado de 71% dos votos válidos, enquanto a chapa oposicionista não ultapassou a casa dos 20%. (CONTINUA - LEIA O ARTIGO COMPLETO EM ARQUIVO PDF)

Para Aécio Neves, a corrupção na Casa Civil é uma grave ameaça ao Estado de Direito !


Para Aécio, denúncias de corrupção na Casa Civil vão além da questão eleitoral

Tucano afirmou que caso é "ameaça ao Estado de direito"
Da Agência Estado
O candidato ao Senado pelo PSDB mineiro, Aécio Neves, afirmou neste sábado (18) que a impunidade de possíveis envolvidos em irregularidades na Casa Civil é uma ameaça ao Estado de direito. Segundo o ex-governador de Minas, as denúncias de tráfico de influência que levaram à saída da ex-ministra da pasta, Erenice Guerra, vão "muito além da questão eleitoral" e não podem se restringir à saída de Erenice do ministério.
Em ato de campanha em Salinas, no norte de Minas, Aécio salientou que as denúncias de tráfico de influência no gabinete mais próximo à Presidência são extremamente graves e exigem apuração independente.
- Essa questão vai muito além da questão eleitoral. Nós estamos falando de instituições, estamos falando de Estado de direito, estamos falando de ética. É muito importante que este episódio não se limite ao afastamento da ministra, é importante que as apurações ocorram e, comprovadas as irregularidades, a punição seja exemplar. É isso que o país espera.
Acompanhado de Antônio Anastasia (PSDB), o atual governador e candidato à reeleição, Aécio também rebateu declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Juiz de Fora, na zona da mata mineira, mas evitou ataques diretos ao presidente e disse que ele foi "induzido ao erro".
Ontem, Lula participou de ato conjunto de campanha ao lado de Dilma e do candidato da base governista ao Executivo mineiro, Hélio Costa, e fez ataques à gestão tucana que está à frente de Minas Gerais há mais de sete anos. A postura do presidente foi a mesma adotada durante ato na região metropolitana de Belo Horizonte no último dia 8. Aécio afirmou que aliados do presidente no Estado induzem Lula ao erro.
- Os aliados em Minas Gerais mais uma vez têm induzido o presidente a erros e a se manifestar sobre determinados assuntos de forma equivocada. Isso já aconteceu quando ele falou dos investimentos em saúde, números diferentes dos do próprio governo federal, do qual ele é presidente.