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Executivo admite R$ 1 milhão de caixa dois para Pimentel





Fonte: Revista Época/Globo
Executivo admite R$ 1 milhão de caixa dois para Pimentel



Enquanto o STF não decide se Pimentel pode ser julgado sem autorização da Assembleia de Minas, surge o mais contundente depoimento à PF na Operação Acrônimo


Um executivo do grupo imobiliário JHSF, de São Paulo, admitiu à Polícia Federal o pagamento de doação eleitoral e de R$ 1 milhão em caixa dois para a campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em troca do lobby que o petista fez quando era ministro do governo Dilma.


As revelações foram feitas por Humberto Polati, então diretor de novos negócios da JHSF. O depoimento, obtido por ÉPOCA, é o mais contundente até aqui revelado pela Operação Acrônimo. Polati foi voluntariamente à PF, em Brasília, falar com a delegada do caso, um mês depois de ter sido alvo de um mandado de busca e apreensão. Polati explica que ao falar com Benedito de Oliveira Neto, o Bené (delator na Operação Acrônimo), ouviu que “era chegada a hora de devolver o apoio dado por Fernando Pimentel no projeto do aeroporto Catarina”. De acordo com a investigação, Bené era uma espécie de operador de Pimentel.


>>Delator afirma que propina a Pimentel serviu até para abrir hamburgueria gourmet


A principal demanda da JHSF era viabilizar o aeroporto Catarina, em São Roque, interior de São Paulo. De acordo com o executivo, a função de Pimentel era garantir que o projeto não enfrentasse dificuldades burocráticas na liberação do empreendimento. Humberto Polati relata encontros pessoais com Pimentel na casa do petista, em Brasília, em um jantar num restaurante português, também na capital, além de uma reunião na sede da JHSF.

Polati disse que José Auriemo Neto, herdeiro da JHSF, acertou R$ 2,6 milhões em “contribuição” para Pimentel, em doação eleitoral – ÉPOCA mapeou R$ 2,5 milhões para a direção nacional do PT.
O mais grave, contudo, veio em seguida. Era R$ 1 milhão em caixa dois, pagos diretamente ao instituto de pesquisa Vox Populi. Segundo o dirigente da JHSF, todos os pedidos eram levados a conhecimento de José Auriemo Neto, cujo apelido é Zeco. Ele topou o pedido de Bené, disse Polati. O acerto foi que uma empresa que não pertencesse à JHSF fizesse o pagamento. “Benedito sugeriu que a empresa JHSF quitasse diretamente a dívida de campanha de Pimentel, referente a pesquisas realizadas pela instituto Vox Populi. Zeco informou ao declarante que tal dívida seria quitada por outra empresa, fora do grupo JHSF, mas de propriedade de Zeco.


Segundo Polati, o acerto foi feito na própria sede da JHSF, numa reunião com Márcio Hiram, que falou em nome do Vox Populi. Polati foi além, e disse que foi ele quem recebeu as notas fiscais e encaminhou para pagamento. “Hiram avisou que havia uma dívida de campanha de Pimentel, em torno de 1 milhão, e que tal dívida seria quitada por Zeco.”

O depoimento de Polati é fruto da sexta fase da Operação Acrônimo, que justamente teve como alvos a JHSF e o Vox Populi. A origem da investigação, como ÉPOCA revelou, é a delação de Bené. 

Segundo ele, Pimentel fez lobby dentro do governo Dilma para garantir que o JHSF pudesse ter suas demandas relacionadas ao aeroporto Catarina atendidas. E cobrou para isso. Apesar das revelações, Pimentel só será levado a julgamento após o Supremo Tribunal Federal decidir se ele pode ser alvo de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Antes, o Supremo deverá definir se a Assembleia Legislativa de Minas Gerais tem de autorizar o julgamento na Justiça. Até lá, o governador não pode ser julgado.

Procurado, o JHSF disse que “não comenta investigações em andamento que estão sob segredo de Justiça”. “A empresa apoia e colabora com as investigações.” O Vox Populi afirmou que não comentaria. Eugenio Pacelli, advogado de Fernando Pimentel, disse que o governador não cuidava das doações de campanha. “O valor doado foi feito oficialmente, ou seja, declarado. E foi obtido mediante a insistência de Benedito. Pimentel jamais cuidou dessas questões de doações de campanha.” Ele afirma que, como ministro, era papel de Pimentel se reunir com empresários. “Sempre ouviu pedidos e variadas solicitações. Algumas eram viáveis, outras não. Apenas isso.” Pacelli nega as acusações de caixa dois. “O pagamento de dívida de campanha por outra empresa não tem qualquer relação com as reuniões mencionadas no depoimento, que ocorreram muito antes da campanha de Pimentel (um ano pelo menos). O então ministro nunca fez solicitação alguma em seu benefício ou de sua campanha. Toda a suposta atuação de Pimentel – nas reuniões mencionadas – ocorreu um ano antes da campanha. Apenas Benedito pode responder por atos ilegais e realizados à margem da lei e sem o conhecimento do então candidato.”

STF julgará ação contra Fernando Pimentel no dia 01/12



O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar no dia 1º de dezembro a validade da norma da Constituição de Minas Gerais que impede o governador do estado de responder a uma ação penal sem autorização da Assembleia Legislativa. A decisão que for tomada pela Corte será aplicada ao atual governador, Fernando Pimentel, que é investigado na Operação Acrônimo, da Polícia Federal.

A ação foi proposta pelo partido Democratas. A legenda afirma que a norma é inconstitucional e pede que a Corte declare que não há necessidade de autorização da Assembleia Legislativa para o recebimento de denúncia contra o governador.

Em outubro, o STJ decidiu encaminhar a denúncia contra o governador à Assembleia Legislativa após a maioria dos ministros entender que precisavam de autorização previa do Legislativo local para dar prosseguimento ao processo.

Operação Acrônimo

A denúncia contra Pimentel presentada pela PGR em maio é baseada nas investigações da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Acrônimo, instaurada para apurar esquemas ilegais que teriam beneficiado o governador na campanha eleitoral de 2014. Segundo a PF, empresas teriam pago vantagens ilegais durante o período em que Pimentel comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre 2011 e 2014.

O advogado do governador, Eugênio Pacelli, sustenta que a denúncia da PGR é frágil e “feita com base exclusivamente em depoimento de colaborador, não se apoiando em nenhum meio de prova admitido pela Justiça”.
http://istoe.com.br/stf-deve-julgar-acao-contra-fernando-pimentel-na-proxima-semana/

Operação Acrônimo: PF aumenta o cerco a Fernando Pimentel e aliados


PF deflagra nova fase da operação Acrônimo

Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR


AGÊNCIA ESTADO


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) mais uma fase da operação Acrônimo, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo verbas do BNDES na gestão do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), quando este comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.


Dentre os alvos da 9ª fase da ação, está o chefe da Casa Civil de Minas Gerais, Marco Antônio Rezende, e outras pessoas relacionadas às empresas de consultorias MOP e OPR em MG. Essa fase também investiga outro esquema paralelo supostamente envolvendo o governador de Minas com a empresa OAS, alvo de busca. Não há prisões. Apenas mandados de condução coercitiva e busca a apreensão.


A MOP Consultoria e Assessoria, um dos alvos da ação da PF, foi aberta em novembro de 2012 pelo atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura, e por Rezende. Eles integravam o primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) e ficaram nos cargos até 2012, já na administração Marcio Lacerda (PSB).


Investigadores da operação Acrônimo suspeitam que o governador seja o dono da consultoria e beneficiário de recursos recebidos por ela. Em 25 de junho do ano passado, numa das fases da Acrônimo, a PF recolheu notas fiscais dos pagamentos à MOP e a outras empresas atribuídas pelos investigadores ao governador. Os documentos estavam numa sala alugada por Pimentel para ser seu escritório político em BH.


No local da apreensão funcionavam outras empresas supostamente de propriedade de Pimentel, como a OPR Consultoria Imobiliária, em nome Otílio Prado, um dos principais assessores do petista.


A MOP é investigada por ligações com Fernando Pimentel. Ela recebeu R$ 635 mil do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra). A entidade representa as viações de ônibus da capital mineira, contratadas na gestão do petista, em 2008, para operar as linhas da cidade por 20 anos, com faturamento previsto de R$ 10 bilhões. Rezende coordenava a licitação. A empresa dele teve ainda mais sete clientes e faturou R$ 1,9 milhão em 21 meses.


A consultoria teve vida curta. Em dezembro de 2014, logo após Pimentel vencer as eleições para o governo de Minas, os dois sócios a fecharam. Ambos trabalharam na campanha e, em seguida, na equipe que cuidou da transição do governo. Rezende era coordenador financeiro e jurídico do comitê.



Outro lado


Procurados pela reportagem de O Tempo, o governo de Minas afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto, por se tratar de algo que o investigado teria feito antes de ser uma figura pública; já o advogado de Rezende, não atendeu as ligações.


http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/pf-deflagra-nova-fase-da-opera%C3%A7%C3%A3o-acr%C3%B4nimo-1.1375700

Governo Pimentel: Fernando Pimentel cada vez mais comprometido na operação Acrônimo



A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a sexta etapa da Operação Acrônimo. Os alvos são a construtora JHSF e o instituto de pesquisa Vox Populi. Os agentes da polícia cumprem mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais e de São Paulo. Não há mandados de prisão. O secretário-geral da Governadoria do governo de MG, Eduardo Serrano, foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento.


A Operação Acrônimo investiga um esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), é suspeito de ter utilizado os serviços de uma gráfica durante a campanha eleitoral de 2014 sem a devida declaração dos valores e de ter recebido "vantagens indevidas" do proprietário dessa gráfica, o empresário Benedito Oliveira, conhecido como Bené.

Nesta 6ª fase, a polícia apura suspeita de que Bené e Pimentel intermediaram empréstimo do BNDES para a JHSF. Além disso, a polícia acredita que a campanha do governador tenha recebido verba irregular do instituto de pesquisa.

Em delação premiada, o empresário disse que o governador de Minas cobrou R$ 5 milhões em propina do grupo JHSF, responsável pelo aeroporto Catarina, em São Roque, na Região Metropolitana de São Paulo. O valor teria sido usado como compensação pelo lobby que Pimentel fez para que o grupo pudesse operar no aeroporto.

A delação de Bené afirma ainda que a JHSF pagou caixa dois de campanha, simulando um contrato com o Instituto de Pesquisas Vox Populi. “Cerca de R$ 750 mil foram pagos mediante a quitação de despesas da campanha eleitoral de Pimentel junto ao Instituto Vox Populi. E, para viabilizar esse pagamento ao Instituto Vox Populi, o colaborador conversou com Humberto e com um diretor comercial do instituto, Marcio Hiran, para que eles ajustassem a emissão da nota fiscal e a efetivação do pagamento. Os serviços declarados na nota fiscal não foram efetivamente prestados ao grupo JHSF, mas sim à campanha eleitoral de 2014 de Fernando Pimentel”, diz trecho da delação.

Nesta manhã, policiais federais estiveram em dois endereços da Rua do Ouro, no bairro Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em um deles, funciona o escritório da Vox Populi.

O advogado Eugênio Pacelli, que representa Pimentel, afirmou que não houve medida contra o governador nesta terça-feira (16). Perguntado sobre esta fase da operação, disse que “trata-se de factoide criado para influenciar o julgamento do recurso de Pimentel no STJ, em que as especulações são no sentido de sua vitória”, disse o advogado. Em 3 de agosto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou o julgamento do recurso apresentado por Pimentel, que reivindica que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) decida sobre eventual abertura de ação penal contra ele referente à Operação Acrônimo.

A Vox Populi confirmou a realização de buscas no instituto e informou que colabora com as investigações. "A Vox Populi informa que na manhã dessa terça-feira recebeu em seus escritórios uma equipe da PF, em cumprimento de diligência determinada pelo Superior Tribunal de Justiça. A empresa disponibilizou a documentação solicitada e continua pronta a atender quaisquer outras solicitações das autoridades”, disse em nota.

A JHSF confirmou a realizaçao de busca. Por meio de nota, reafirmou que não está envolvida em qualquer ilícito e sempre obedeceu à legislação vigente. Informou também que está à disposição para colaborar com as investigações e que "é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, a fim de demonstrar a sua lisura".

A reportagem tenta contato com a defesa do empresário Bené. O G1 procurou o BNDES e aguarda o posicionamento. O retorno será incluído assim que recebido.

Em maio, a Procuradoria-Geral da República denunciou Pimentel ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em razão de fatos apurados na Operação Acrônimo. O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, também foi denunciado. A denúncia se refere a fatos da época em que o governador era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Condução coercitiva em MG
O secretário-geral da Governadoria do governo de Minas Gerais, Eduardo Serrano, foi conduzido coercitivamente à sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte, para prestar depoimento, segundo o advogado dele, Marcelo Leonardo. Contudo, preferiu usar o direito de ficar em silêncio. Sem dar detalhes, o defensor disse que o nome de Serrano foi mencionado na delação feita por Bené.

Leonardo falou que não era necessária a condução coercitiva e que somente bastava intimar Serrano para que ele comparecesse à sede da PF, mas que de qualquer maneira o secretário ficaria calado. O advogado contou que ainda não teve inteiro conhecimento do inquérito e que vai a Brasília pedir acesso aos documentos.

A assessoria de imprensa do governo de Minas Gerais informou que o governo do estado não tem condições de se manifestar sobre o depoimento e que orientou procurar o advogado de Serrano.

Delação
Bené foi preso preventivamente e firmou acordo de delação premiada. O empresário relatou que repassou R$ 10 milhões em propina a Pimentel. As investigações apontam que Bené teria recebido propina para atuar em favor da montadora Caoa junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio na época em que Pimentel comandava a pasta. As investigações indicam que o pagamento de propina ocorreu em troca de benefícios fiscais.


Segundo reportagem de "O Globo", em um de seus depoimentos aos procuradores da República, Bené afirmou que, só da Caoa, representante da Hyunday no Brasil, Pimentel teria recebido R$ 10 milhões.

O delator destacou ainda que houve irregularidades em negócios financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na Argentina e em Moçambique. Ainda de acordo com Bené, Pimentel seria um dos possíveis beneficiários dos subornos.

Os procuradores da República já classificaram Pimentel de "chefe da quadrilha". Eles afirmam, na denúncia ao STJ, que, na época em que comandou o Ministério de Desenvolvimento, Pimentel atuou para favorecer a Caoa. Em troca, dizem os investigadores, ele recebeu propina de R$ 2 milhões.

No entanto, os R$ 10 milhões em propina revelados na delação premiada de Bené são cinco vezes maior do que o valor inicialmente identificado pela PGR.



Segundo a defesa de Fernando Pimentel, a suposta delação premiada de Bené, por si só, não é elemento de prova, e a divulgação de parte do conteúdo desses depoimento é ilegal, o que poderia invalidar o acordo do empresário com o Ministério Público.

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2016/08/policia-mira-construtora-e-instituto-de-pesquisa-em-nova-fase-da-acronimo.html

Mais suspeitas: Situação de Pimentel se complica ainda mais.


Empresa vinculada a Pimentel recebeu de viações de ônibus

Escritório recebeu R$ 635 mil de empresas de transporte

Brasília. Uma empresa investigada pela Polícia Federal por ligações com o ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro do Desenvolvimento e atual governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), recebeu R$ 635 mil do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra). A entidade representa as viações de ônibus da capital mineira, contratadas na gestão do petista, em 2008, para operar as linhas da cidade por 20 anos, com faturamento previsto de R$ 10 bilhões.

A empresa que recebeu os pagamentos foi a MOP Consultoria e Assessoria, aberta em novembro de 2012 pelo atual presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas (Prodemge), Paulo de Moura, e pelo secretário da Casa Civil do governo Pimentel, Marco Antônio de Rezende. Eles integravam o primeiro escalão da prefeitura de Belo Horizonte na gestão Pimentel (2001-2008) e ficaram nos cargos até 2012, já na administração Marcio Lacerda (PSB).

Investigadores da operação Acrônimo suspeitam que o governador seja o dono da consultoria e beneficiário de recursos recebidos por ela.

Além do Setra, a empresa teve mais sete clientes e faturou R$ 1,9 milhão em 21 meses. Em 25 de junho, numa das fases da Acrônimo, a PF recolheu notas fiscais dos pagamentos à MOP e a outras empresas atribuídas pelos investigadores ao governador, conforme auto de apreensão obtido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Os documentos estavam numa sala alugada por Pimentel para ser seu escritório político.

“No local funcionam empresas supostamente de propriedade do nacional Fernando Damata Pimentel, empresas estas de nome P-21 Consultoria e Projetos, OPR Consultoria Imobiliária e MOP Consultoria e Assessoria Empresarial”, registrou a PF num dos relatórios da operação. Os investigadores apuram as relações das contratantes das empresas com órgãos já comandados por Pimentel, entre eles o BNDES, foco da Acrônimo.

O Setra representa as 40 empresas que exploram o Transporte de BH. Quando o contrato foi firmado, Rezende era procurador geral do Município. Coube a ele coordenar a licitação dos ônibus, elaborar e assinar os contratos.

Filiado ao PT e próximo de Pimentel, Rezende continuou na prefeitura durante a execução dos contratos. Saiu em julho de 2012, menos de cinco meses antes de abrir a MOP com Moura. Os pagamentos feitos pelas viações à empresa foram a título de “serviços de consultoria”, a serem prestados em 2013 e 2014, para readequar os mesmos contratos que o secretário formatou. Em abril de 2014, a prefeitura firmou aditivos com as empresas, cedendo às reivindicações do Setra.

O secretário, que é advogado, alega que os serviços prestados têm relação com sua experiência profissional. “Não podia sair (da prefeitura) e fazer cirurgia”. Ele não quis abrir a lista de clientes, com o argumento de não os “expor”.

A MOP também recebeu pagamentos a título de assessorar um grupo de empresas sobre o Imposto sobre Serviços (ISS), tributo municipal; e de montar projetos de interesse de um fundo português e de uma empresa agropecuária.

A consultoria teve vida curta. Em dezembro de 2014, logo após Pimentel vencer as eleições para o governo de Minas, os dois sócios a fecharam. Ambos trabalharam na campanha e, em seguida, na equipe que cuidou da transição do governo. Rezende era coordenador financeiro e jurídico do comitê.

Defesa nega vínculo com empresa citada

Brasília. O advogado de Pimentel, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou que o governador seja dono da MOP. Rezende disse que abriu a empresa como forma de assegurar sua sobrevivência e a do sócio. Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, ele explicou que as notas fiscais foram levadas para o escritório de Pimentel por falta outro lugar para guardá-las após o encerramento das atividades da consultoria.

Rezende sustentou que, diferentemente do que registrou a PF, documentos da empresa não foram apreendidos, pois os originais permanecem no imóvel. “Podem é ter fotografado.”

O secretário disse não ver conflito ético ou de interesse em trabalhar para as empresas de ônibus após contratá-las na prefeitura. Justificou também que só aceitou prestar a consultoria em 2013, após esperar os seis meses de quarentena previstos em lei. Além disso, argumentou que o serviço foi de aconselhamento, sem implicar contato com servidores do município.

O Setra informou que o contrato foi feito quando os secretários já haviam deixado a prefeitura, já está encerrado e não envolveu valores vultosos.
http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/empresa-vinculada-a-pimentel-recebeu-de-via%C3%A7%C3%B5es-de-%C3%B4nibus-1.1146434

PF vai convocar Carolina Oliveira, mulher do governador Pimentel, para depor.




Reportagem publicada na revista IstoÉ na última semana revela que a mulher do governador Fernando Pimentel, a primeira-dama do estado, Carolina Oliveira, será uma das primeiras pessoas envolvidas na Operação Acrônimo a ser convocada pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o caso. Carolina Oliveira deverá ser questionada no depoimento sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado por Pimentel. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois na campanha eleitoral do PT.

A campanha de Pimentel ao governo de Minas também enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para explicar os gastos. As contas de campanha do petista foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu multa de R$ 50,5 milhões.

Em junho, a IstoÉ já havia revelado que a PF e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel no ano passado.

Em despacho na quinta-feira (18/9), o ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador Fernando Pimentel tem a prerrogativa do foro privilegiado. Mais uma vez, a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas deixa as páginas políticas e passa a frequentar as páginas policiais, como se tornou a marca registrada dos governantes do PT.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo teve origem em outubro passado, quando o avião do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, foi apreendido fazendo o transporte de R$ 114 mil, em espécie, entre Belo Horizonte e Brasília, logo após finalizado o 1º turno das eleições para o governo de Minas. Em maio, a Polícia Federal fez busca e apreensão nas casas Carolina Oliveira, em Brasília, e do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, pai do deputado federal petista Gabriel Guimarães, em Belo Horizonte.

Na segunda etapa da operação, realizada em junho, a Polícia Federal cumpriu mandados na agência de comunicação Pepper, contratada para fazer campanhas para o PT, e em escritório de contabilidade ligado a empresa de Carolina Pimentel, ambos em Brasília. Em Belo Horizonte, os policiais estiveram na sede da antiga empresa de consultoria de Fernando Pimentel, em Belo Horizonte, e também em um hangar na capital mineira.

Ainda em junho, a Polícia Federal solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador Pimentel, por suposto crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Confira abaixo reportagem publicada pela revista IstoÉ



A vez da Primeira Dama

Polícia Federal vai convocar a mulher do governador de Minas, Fernando Pimentel, para depor em investigação sobre a origem de recursos para a campanha de 2014

Um parecer do ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), dará celeridade às investigações sobre um esquema ilegal de arrecadação de recursos para a campanha eleitoral do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). A mesma decisão também vai acelerar as apurações sobre supostas vantagens indevidas que teriam sido recebidas pelo petista e empresários ligados a ele no período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento. No documento assinado em 18 de agosto, o ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a promover todas as investigações desejadas e inclusive convocar para esclarecimentos as pessoas envolvidas no inquérito e que não tenham foro privilegiado. Dessa forma, uma das primeiras intimadas pela PF a depor deverá ser a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira. Como revelou reportagem de ISTOÉ na edição 2375, em 10 de junho passado, a Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel em 2014. Também deverão ser convocados executivos ligados à Marfrig Global Foods e à Pumpido Participações Ltda. “Há investigação sobre possíveis ilícitos praticados por prepostos dessas pessoas jurídicas com outros envolvidos”, diz o ministro. As empresas são suspeitas de repassarem recursos a grupos ligados ao governador quando ele era ministro do Desenvolvimento.


NA MIRA DA PF
Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas, terá que explicar a
origem de R$ 30 mil apreendidos em apartamento

O ministro do STJ disse ainda, no despacho do dia 18 de agosto, que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador tem a prerrogativa do foro privilegiado. Nas próximas semanas, quando for depor, a primeira-dama será questionada sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado pelo governador em Belo Horizonte. O dinheiro, todo em notas de R$ 50, foi encontrado em um apartamento no Bairro de Lourdes, na zona Sul da capital mineira, durante a segunda fase da Operação Acrônimo. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois eleitoral. Conforme documentação da PF, a ida dos policiais onde foi apreendido o dinheiro tinha como alvo o assessor especial do governo de Minas, Otílio Prado. Os R$ 30 mil estavam em um envelope branco, guardado dentro de um cofre instalado no quarto do apartamento. Como o imóvel estava fechado, os policiais chamaram o síndico do condomínio para abri-lo. Em conversa com um dos agentes, de acordo com o relatório sigiloso, o síndico disse desconhecer a quem pertenceria o apartamento, mas afirmou ter visto o “político Fernando Pimentel o acessando”.


REPORTAGEM
Em junho, ISTOÉ mostrou a investigação da PF que envolve o governador Pimentel, sua mulher e o empresário Bené

Braço-direito e amigo pessoal do governador, Otílio foi sócio de Pimentel na empresa P-21 Consultoria, que hoje atua no mercado com o nome de OPR Consultoria. Atualmente, a empresa está registrada em nome do filho de Otílio. A OPR é suspeita de arrecadar recursos milionários que teriam Pimentel como destinatário final. O dinheiro teria vindo de empresas favorecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, passado por entidades patronais e chegado a outras empresas ligadas ao governador e a sua mulher.

Fonte: Revista IstoÉ- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-vai-convocar-a-mulher-de-pimentel-para-depor-em-investigacao-sobre-a-origem-de-recursos-para-campanha-de-2014-revela-istoe#sthash.J8LzqrNx.dpuf