Mostrando postagens com marcador Isto É. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isto É. Mostrar todas as postagens

Aécio em entrevista na revista Isto É: "Quem governa o Brasil é o Renan!"





Aécio no Senado, na quinta-feira 19: "Sensação de engodo"

Aécio Neves

"Quem governa o Brasil é o Renan e o Cunha"

Principal nome da oposição, o presidente nacional do PSDB diz que Dilma Rousseff perdeu o controle do governo e que o PT defende apenas os interesses do partido e não dos brasileirospor Eumano Silva

No final da campanha eleitoral do ano passado, quando esteve perto de derrotar a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves se mostrava orgulhoso por ter reencontrado multidões nas ruas, sensação que não tinha desde a mobilização das Diretas Já, em 1984. No dia 15 de março, Aécio acompanhou o gigantesco protesto contra Dilma da janela de seu apartamento no Rio – e surpreendeu-se mais uma vez com a força popular. “O que aumenta o distanciamento entre a sociedade e a presidente é a sensação do engodo”, afirma Aécio, referindo-se às medidas tomadas pelo governo que contrariam o discurso de campanha de Dilma.




"O governo Dilma Rousseff terminou antes de começar. A cada dia,
as denúncias de corrupção chegam mais próximas da cúpula do PT"



Presidente nacional do PSDB e principal nome da oposição, o senador mineiro acompanha com atenção os confrontos entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. “A presidente ainda não sabe, mas hoje quem governa o Brasil é o Renan Calheiros e o Eduardo Cunha”, afirma Aécio, referindo-se aos presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente. Nesta entrevista, o parlamentar diz que ainda não há elementos para o impeachment, mas é mordaz na avaliação do trabalho de Dilma: “Este governo terminou antes de começar.”




"Eduardo Cunha vive um momento delicado, mas, mesmo
assim, assumiu uma liderança na Câmara dos Deputados"

ISTO E

Multidões protestam contra o governo, as investigações da Lava Jato trazem novas revelações todos os dias e o ministro da Educação, Cid Gomes, foi demitido depois de dizer que mais de 300 parlamentares são achacadores. O que está acontecendo com o Brasil?



AÉCIO NEVES -


Este governo terminou antes de começar. O Brasil hoje tem um interventor na economia (o ministro da Fazenda, Joaquim Levy), de quem a presidente Dilma é dependente. Ele cumpre uma agenda que não é aquela proposta pela presidente da República durante a campanha. Do ponto de vista político-administrativo, nós vivemos no parlamentarismo. A presidente não sabe ainda, mas quem governa o Brasil hoje é Renan Calheiros, na presidência do Senado, e Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados. E olha que esses são personagens que vivem um momento delicado. Enquanto isso, os indicadores econômicos se deterioram, as denúncias de corrupção cada vez chegam mais próximas da cúpula do PT e dos beneficiários dessa grande organização criminosa, como nomeia a Polícia Federal, que se instalou na Petrobras e sabe-se lá onde mais.

ISTOÉ -



Qual é a saída para a crise?



AÉCIO NEVES -


O que aumenta o distanciamento entre a sociedade e a presidente é a sensação de engodo. A mentira que conduziu a campanha da presidente Dilma, agora mostrada em todas as suas cores à população, aumenta o sentimento de indignação que já tinha razões objetivas para existir com a corrupção, o desacerto na economia, o aumento nas contas de luz e nos combustíveis. Sempre que teve que optar entre o Brasil e o PT, o partido ficou com o PT.

ISTOÉ -



Qual é o papel de Eduardo Cunha neste cenário de crise?


AÉCIO NEVES -


Eduardo inegavelmente assumiu uma liderança na Câmara dos Deputados, expressa na sua eleição em primeiro turno. Mas eu o vejo, ainda, apesar de todos esses percalços, como um líder do PMDB, um partido aliado do governo. O PMDB participa de forma muito expressiva do governo. Nós temos de fazer nosso papel e a oposição o tem feito de forma extremamente competente e vigorosa.
ISTOÉ -



O senhor tem exemplos disso?



AÉCIO NEVES -


Vou citar quatro exemplos. Foi assim na eleição de Tancredo Neves para presidente, que pôs fim ao ciclo autoritário. O PT expulsou os parlamentares que votaram em Tancredo. Depois, o PT se negou a apoiar a Constituição de 1988 (o partido se recusou a participar da homologação coletiva da Constituição). No governo de Itamar Franco, de conciliação nacional, o PT afastou Luíza Erundina por ter aceitado ser ministra. Por último, no Plano Real, o PT atrapalhou como pôde.
ISTOÉ -



O senhor defende o impeachment da presidente Dilma?



AÉCIO NEVES -


Essa não é a agenda do PSDB. O impeachment precisa de alguns componentes que ainda não se colocaram. Mas não podemos tapar o sol com a peneira. Essa não é uma palavra proibida. O impeachment é uma previsão constitucional e setores da sociedade falam abertamente nisso. Não dá para acreditar que o governo quer enfrentar a corrupção se aceita que o tesoureiro do partido da presidente, investigado pelo Ministério Público, com indícios graves de recebimento de propina, continue no cargo. O Brasil e o governo vivem uma crise de credibilidade.

ISTOÉ -



Como se explica a demissão do ministro Cid Gomes?



AÉCIO NEVES -


Esse é um fato inédito e mostra, claramente, o descontrole do governo. Depois do enfrentamento público, pessoal, com o presidente da Câmara dos Deputados , o ministro obviamente perdeu as condições de ficar no governo. O que fica disso é a sensação de que não há governo, que o descontrole é absoluto. Mas houve outro fato extremamente grave nesta semana no governo.

ISTOÉ -



Qual?



AÉCIO NEVES -


O documento, vazado de dentro do Palácio do Planalto, que atesta que o governo cometeu crime durante a eleição. Confirma que robôs financiados pelo governo foram usados para fazer campanha para a presidente Dilma. É a velha dificuldade do PT de separar o que é público, do que é partidário e do que é privado. Mostra que os critérios de distribuição de verba pública levam em conta, em grande parte, a vinculação ideológica e política. O documento é atribuído ao ministro Thomas Traumann (da Secretaria de Comunicação Social). Ele será convocado para vir ao Senado e à Câmara. Ao mesmo tempo, estamos entrando com um ação pública contra o ministro e uma ação de improbidade administrativa na procuradoria da República do Distrito Federal.

ISTOÉ -



Qual será a agenda do PSDB nos próximos meses?



AÉCIO NEVES -


Queremos avançar em alguns temas da reforma política no Congresso. Posso antecipar algumas: fim da reeleição, com mandatos coincidentes de cinco anos para todos os cargos majoritários; cláusula de barreira, para que os partidos voltem a ter conexão com setores da sociedade e não sejam apenas legendas a serviço de interesses menores. Não é razoável que nós tenhamos no Congresso 28 partidos funcionando. Defendemos também o voto distrital misto que, na visão do PSDB, parece ser o caminho mais adequado para aproximarmos um pouco mais a sociedade dos seus representantes.

ISTOÉ -



Quer dizer que a agenda prioritária do PSDB será a reforma política?



AÉCIO NEVES -


Claro que não. Temos também a agenda anticorrupção. Nesse aspecto, o governo requenta propostas, apresenta projetos que tramitam no Congresso, algumas até já em fase final de aprovação. Ontem (quarta-feira, 18), apresentamos na Câmara dos Deputados uma proposta que cassa o registro dos partidos políticos que, comprovadamente, tenham recebido dinheiro de corrupção em seu caixa partidário ou nas campanhas eleitorais. Estou falando inclusive de caixa 1 com dinheiro ilícito. Hoje existe essa possibilidade para partidos que recebem dinheiro do exterior. Eu gostaria que o primeiro apoio a essa proposta fosse do PT.
ISTOÉ -



O PT anunciou que vai pedir ao STF a abertura de uma investigação contra o senhor, com base nas investigações da Lava Jato, sobre desvio de dinheiro de Furnas. Qual é sua opinião sobre isso?



AÉCIO NEVES -


Abram todas as investigações. Ninguém no Brasil foi tão investigado como eu, que sou adversário frontal do PT. Eu recebi um atestado de idoneidade de todos os órgãos públicos. Na verdade, isso é uma ação de um deputado estadual de Minas Gerais (Rogério Correia, do PT) que busca um pouco de publicidade para a sua atuação.

ISTOÉ -



O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que pertence ao seu grupo político, também está na lista de investigados. Qual é a dimensão desse problema para o PSDB?



AÉCIO NEVES -


É uma grande injustiça. Eu tenho absoluta convicção que o senador Anastasia será o primeiro inocentado. A investigação em relação a ele é a única que não vem das delações premiadas. Tem como base o depoimento de um ex-policial federal que disse ter entregue dinheiro para alguém em Minas Gerais que se parecia com uma fotografia do Anastasia. Imagina, ele não era apenas um candidato, já era governador de Minas Gerais. A história é tão sem pé nem cabeça que não se sustenta. Já há uma afirmação do advogado de quem seria o “mandante” desse dinheiro, de que jamais enviou dinheiro para o Anastasia.
ISTOÉ -



Alguns setores do PT dizem que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é “tucano”. O que o senhor acha da atual política econômica?



AÉCIO NEVES -


Joaquim Levy é um homem de bem. Agora, o ajuste fiscal proposto por ele, que se sustenta no aumento da carga tributária e na supressão de direitos trabalhistas, não seria o ajuste do PSDB. Na verdade, não se mexeu até agora na questão estrutural. Não se discutiu, por exemplo, a profissionalização das agências reguladoras, para que elas sejam realmente instrumentos do Estado, estimuladoras do investimento privado. Tivemos uma redução de 8% no investimento privado no último ano. Fevereiro foi o pior mês em geração de empregos com carteira assinada dos últimos quinze anos. A inflação já beira os 8%. Onde está o governo?

PF vai convocar Carolina Oliveira, mulher do governador Pimentel, para depor.




Reportagem publicada na revista IstoÉ na última semana revela que a mulher do governador Fernando Pimentel, a primeira-dama do estado, Carolina Oliveira, será uma das primeiras pessoas envolvidas na Operação Acrônimo a ser convocada pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o caso. Carolina Oliveira deverá ser questionada no depoimento sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado por Pimentel. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois na campanha eleitoral do PT.

A campanha de Pimentel ao governo de Minas também enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para explicar os gastos. As contas de campanha do petista foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu multa de R$ 50,5 milhões.

Em junho, a IstoÉ já havia revelado que a PF e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel no ano passado.

Em despacho na quinta-feira (18/9), o ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador Fernando Pimentel tem a prerrogativa do foro privilegiado. Mais uma vez, a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas deixa as páginas políticas e passa a frequentar as páginas policiais, como se tornou a marca registrada dos governantes do PT.

Operação Acrônimo

A Operação Acrônimo teve origem em outubro passado, quando o avião do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, foi apreendido fazendo o transporte de R$ 114 mil, em espécie, entre Belo Horizonte e Brasília, logo após finalizado o 1º turno das eleições para o governo de Minas. Em maio, a Polícia Federal fez busca e apreensão nas casas Carolina Oliveira, em Brasília, e do ex-deputado federal Virgílio Guimarães, pai do deputado federal petista Gabriel Guimarães, em Belo Horizonte.

Na segunda etapa da operação, realizada em junho, a Polícia Federal cumpriu mandados na agência de comunicação Pepper, contratada para fazer campanhas para o PT, e em escritório de contabilidade ligado a empresa de Carolina Pimentel, ambos em Brasília. Em Belo Horizonte, os policiais estiveram na sede da antiga empresa de consultoria de Fernando Pimentel, em Belo Horizonte, e também em um hangar na capital mineira.

Ainda em junho, a Polícia Federal solicitou ao STJ abertura de inquérito sobre o governador Pimentel, por suposto crime de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores.

Confira abaixo reportagem publicada pela revista IstoÉ



A vez da Primeira Dama

Polícia Federal vai convocar a mulher do governador de Minas, Fernando Pimentel, para depor em investigação sobre a origem de recursos para a campanha de 2014

Um parecer do ministro Herman Benjamin, relator da Operação Acrônimo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), dará celeridade às investigações sobre um esquema ilegal de arrecadação de recursos para a campanha eleitoral do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT). A mesma decisão também vai acelerar as apurações sobre supostas vantagens indevidas que teriam sido recebidas pelo petista e empresários ligados a ele no período em que ocupou o Ministério do Desenvolvimento. No documento assinado em 18 de agosto, o ministro do STJ autoriza a Polícia Federal a promover todas as investigações desejadas e inclusive convocar para esclarecimentos as pessoas envolvidas no inquérito e que não tenham foro privilegiado. Dessa forma, uma das primeiras intimadas pela PF a depor deverá ser a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira. Como revelou reportagem de ISTOÉ na edição 2375, em 10 de junho passado, a Polícia Federal e o Ministério Público suspeitam que Carolina e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, tenham liderado um esquema para levar recursos irregulares à campanha de Pimentel em 2014. Também deverão ser convocados executivos ligados à Marfrig Global Foods e à Pumpido Participações Ltda. “Há investigação sobre possíveis ilícitos praticados por prepostos dessas pessoas jurídicas com outros envolvidos”, diz o ministro. As empresas são suspeitas de repassarem recursos a grupos ligados ao governador quando ele era ministro do Desenvolvimento.


NA MIRA DA PF
Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas, terá que explicar a
origem de R$ 30 mil apreendidos em apartamento

O ministro do STJ disse ainda, no despacho do dia 18 de agosto, que a investigação é complexa e cheia de ramificações, mas que apenas o governador tem a prerrogativa do foro privilegiado. Nas próximas semanas, quando for depor, a primeira-dama será questionada sobre a origem de R$ 30 mil em espécie que a Polícia encontrou durante busca e apreensão num imóvel usado pelo governador em Belo Horizonte. O dinheiro, todo em notas de R$ 50, foi encontrado em um apartamento no Bairro de Lourdes, na zona Sul da capital mineira, durante a segunda fase da Operação Acrônimo. Segundo revelações feitas por um delegado que participa da investigação, há indícios de lavagem de recursos e sobra de caixa dois eleitoral. Conforme documentação da PF, a ida dos policiais onde foi apreendido o dinheiro tinha como alvo o assessor especial do governo de Minas, Otílio Prado. Os R$ 30 mil estavam em um envelope branco, guardado dentro de um cofre instalado no quarto do apartamento. Como o imóvel estava fechado, os policiais chamaram o síndico do condomínio para abri-lo. Em conversa com um dos agentes, de acordo com o relatório sigiloso, o síndico disse desconhecer a quem pertenceria o apartamento, mas afirmou ter visto o “político Fernando Pimentel o acessando”.


REPORTAGEM
Em junho, ISTOÉ mostrou a investigação da PF que envolve o governador Pimentel, sua mulher e o empresário Bené

Braço-direito e amigo pessoal do governador, Otílio foi sócio de Pimentel na empresa P-21 Consultoria, que hoje atua no mercado com o nome de OPR Consultoria. Atualmente, a empresa está registrada em nome do filho de Otílio. A OPR é suspeita de arrecadar recursos milionários que teriam Pimentel como destinatário final. O dinheiro teria vindo de empresas favorecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, passado por entidades patronais e chegado a outras empresas ligadas ao governador e a sua mulher.

Fonte: Revista IstoÉ- See more at: http://psdb-mg.org.br/agencia-de-noticias/policia-federal-vai-convocar-a-mulher-de-pimentel-para-depor-em-investigacao-sobre-a-origem-de-recursos-para-campanha-de-2014-revela-istoe#sthash.J8LzqrNx.dpuf

Revista Isto É: As idéias de Aécio para fazer o Brasil voltar a crescer



Olho nas soluções: o presidenciável Aécio Neves quer recolocar a economia nos trilhos ( foto: Pedro Dias / Ag. Istoé)

As ideias econômicas de Aécio

O candidato do PSDB tenta convencer os eleitores de que tem a melhor estratégia para fazer o PIB voltar a crescer
Com a bandeira da “candidatura da responsabilidade”, o tucano Aécio Neves intensificou sua campanha, nos últimos dias, com o foco na economia. De um lado, deixou claro que “o Brasil não merece mais um governo do PT”, em referência à candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. De outro, destacou suas diferenças em relação à candidata do PSB, Marina Silva. “O Brasil não merece um novo quadro de insegurança.” Para enfatizar que seu nome representa “uma travessia segura”, Aécio tem revelado as suas armas para tirar o País de um quadro de letargia.

“Só tem um caminho para recuperar a geração de empregos, que é o caminho do crescimento”, afirmou na quarta-feira 3 à revista ISTOÉ, da Editora Três, que promove uma série de entrevistas com os principais candidatos. “O País se desindustrializou.”Aécio explicou que o anúncio antecipado do nome do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do PSDB, tem o objetivo de sinalizar a direção que imprimirá ao País. “É muito cômodo dizer ‘ah, eu vou governar com os melhores’, mas quem é que vai governar com os piores?”, indagou o tucano, que não quis revelar o seu nome preferido para a presidência do Banco Central.

O candidato também disparou críticas ao que chamou de “populismo cambial”, mencionando o controle do governo Dilma sobre a cotação do dólar para evitar uma alta ainda maior dos preços. “Transparência é essencial para iniciarmos uma curva declinante da inflação.” As intervenções do governo na Petrobras, através do represamento do preço da gasolina, também foram fuziladas pelo candidato, que promete “reestatizar” a empresa e o Banco do Brasil. “Eu quero é tirár essas estatais desse núcleo de poder, dessa submissão a um projeto de poder que elas vivem hoje e entregá-las à sociedade brasileira com gestão absolutamente profissional”, afirma o presidenciável.

Preocupado com o encolhimento do superávit da balança comercial, que em 2014 deve ser de apenas US$ 2 bilhões, Aécio afirmou que é possível diminuir a dependência do Brasil em relação à Argentina, que vive uma crise econômica. “O País se submeteu às amarras do Mercosul e acho que há um viés ideológico que limita as nossas ações.” Se vencer as eleições, o tucano pretende ampliar os acordos bilaterais que, nos últimos quatro anos, foram firmados apenas com Egito, Israel e Palestina.

Aécio salienta que, desde o governo Lula, a orientação da política externa tem sido de distanciamento dos Estados Unidos. “Estamos fora das cadeias globais de produção e deixamos de fazer entendimento com outras partes do mundo.” Em relação ao peso dos impostos que recai sobre empresários e consumidores, o presidenciável acredita numa diminuição ao longo do mandato. “Eu não vou dizer que vai haver uma redução imediata da carga tributária, mas eu acho que dá para haver uma racionalização no sistema para que nós busquemos esse espaço fiscal, a médio prazo”, afirmou.

"Isto É" entrevista Andrea Neves: "Participei da fundação do PT"



Participei da fundação do PT”

Em sua sala no comitê de campanha do irmão, em Belo Horizonte, Andréia Neves tem sobre a mesa de trabalho um porta-retrato com a foto do avô, Tancredo Neves. A fotografia, cercada por esculturas de anjos, lhe serve de amuleto. Grande conselheira do irmão, Andréia é a principal coordenadora da sua campanha:

Quando você se interessou por política?

Quando eu nasci, sem me dar conta (risos). No casamento do meu pai com a minha mãe havia no altar, como padrinhos, de um lado Juscelino pelo PSD e Jango pelo PTB. Do lado do meu pai era Artur Bernardes pelo PR e Cláudio Salgado pela UDN. A porta da nossa casa nunca ficou trancada. Quando descíamos a escada para o café havia mais de dez políticos. Era uma falta de privacidade (risos). Eu e Aécio envelopávamos três santinhos pedindo voto. Era nossa brincadeira.

Como era sua relação com Tancredo?
Meu avô era especial, tinha uma inteligência extraordinária e um grande senso de humor. Tinha ritos que sempre fazia com a gente. Toda noite cantava a mesma música: "Se essa rua, se essa rua fosse minha..." Acho que ele não sabia outra (risos). Também contava a mesma história de terror todo fim de semana. Todos detestavam, mas ele só sabia essa (risos). Eu tinha seis anos.

Na juventude você e o Aécio tinham divergências políticas. Como era isso?

Padeci mais do chamado arroubo da juventude. Quando morei no Rio tive militância política. Participei da fundação do PT. Eu era radical. Mas aí, como se diz aqui em Minas, eu sarei (risos).

Como você se envolveu no episódio do atentado Riocentro?

No dia 1º de Maio de 1981, fui a um show no Rio de Janeiro com Sérgio, meu namorado na época. Paramos o carro e escutamos o barulho. Achei que fosse pneu estourando. O Capitão Wilson passou na nossa frente segurando as vísceras com a mão. Socorremos ele e o deixamos no hospital. No dia seguinte quiseram envolver meu namorado porque tinha sido guerrilheiro. Disseram que ele e eu jogamos uma bomba dentro do carro pela janela.

O que seu avô disse quando soube?

No dia seguinte às 7h30 da manhã liguei e perguntei se ele tinha ouvido notícias sobre o atentado. Ele respondeu bravo: "Eu vi, coisa horrorosa. Eles estão perdendo os limites, ficando loucos". Contei a história aos poucos. Ele estava saindo para um comício e disse para eu ir até sua casa e esperar. Pediu que eu ligasse para a imprensa e contasse tudo.

Como você e o Aécio superaram a morte do Tancredo?
Não posso nem entrar nesse assunto que eu choro até hoje. É difícil falar. (Silêncio). Não superamos.

Isso aproximou vocês dois?
Sim. O momento foi difícil para a gente. Na morte do meu marido ele foi extremamente solidário. Nas primeiras noites, ele pegava o avião à noite, ficava comigo no hospital e voltava para Brasília de manhã. Ele dormia segurando minha mão.

ISTOÉ Gente
http://dropsmisto.blogspot.com.br