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Mesmo na cadeia, José Dirceu continua fazendo política

Dirceu on-line, mesmo preso

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"De onde vêm os recursos para ele manter essa equipe que alimenta o blog? Se for recurso do partido, pior ainda, porque mostra que o PT continua fazendo jogo de Poliana, negando a existência do mensalão e a realidade", comenta. Só na manhã e na tarde de ontem, o blog foi atualizado com seis posts. Um deles criticava uma suposta falta de articulação entre o PSB, de Eduardo Campos, e a Rede, de Marina Silva, nos estados. Os dois são possíveis adversários da presidente Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Os demais posts tratavam da Ação Penal 470 (mensalão) e criticavam a cobertura da imprensa sobre o caso.
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Estado de Minas

Aécio: "STF agiu ao encontro do que pedia a sociedade"

Tucanos criticam reação de petistas

A cúpula do PSDB, reunida em Poços de Caldas, no Sul de Minas, disse ontem que não comemora a prisão dos condenados por envolvimento no esquema do mensalão, mas criticou a postura de petistas ao pregarem que se tratou de um julgamento político. Segundo o presidente do partido e pré-candidato à Presidência, senador Aécio Neves, a postura do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-presidente do PT José Genoino "não contribui para a democracia" e o Supremo Tribunal Federal (STF) agiu ao encontro do que pedia a sociedade.
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Estado de Minas

Dilma quer distância do mensalão

Palácio do Planalto prevê mais desgaste

A presidente Dilma Rousseff quer manter o governo distante do novo julgamento do mensalão. A leitura política no Planalto é a de que a reabertura do caso pelo Supremo Tribunal Federal provoca desgaste ao governo e pode contaminar a campanha da reeleição, em 2014, mas a ordem é manter o silêncio. Em conversas reservadas, ministros do PT dizem que, para o governo, melhor seria o STF começar agora a julgar o mensalão mineiro, que atinge o PSDB do senador Aécio Neves (MG), provável candidato tucano à Presidência. Ninguém no governo e no PT gostou da escolha do ministro Luiz Fux como relator dos embargos infringentes.

O Estado de São Paulo

Familiares de Dirceu comemoram vitória no STF

Comemoração e indiferença na terra de Dirceu
O voto do ministro Celso de Mello foi comemorado, na tarde de ontem, com o V da vitória pelos amigos e familiares de José Dirceu, na cidade natal do petista - Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais, na divisa com São Paulo. Porém, grande parte dos 15,5 mil moradores da cidade reagiu com indiferença à decisão, fundamental para o futuro de Dirceu. O engenheiro eletrônico aposentado João Luiz Scianni, de 65 anos, e o despachante Douglas Mota, de 70, foram amigos de infância de José Dirceu, de 67, quando estudaram no mesmo colégio. Décadas depois eles organizaram o PT na cidade. Os dois companheiros do ex-ministro assistiram à sessão do Superior Tribunal Federal (STF) pelo computador, em uma pequena lan house que funciona na garagem da casa de João Luiz, em uma travessa no Centro da cidade.
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Estado de Minas

Janot pode pedir prisão imediata dos mensaleiros

Janot assume e pode pedir prisão

O novo procurador-geral da República, o mineiro Rodrigo Janot, pode pedir a prisão dos 14 condenados no processo do mensalão que não têm direito aos embargos infringentes - caso esse tipo de recurso seja aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) - antes mesmo do fim do julgamento. Durante a campanha pelo comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), Janot disse que "a prisão que decorre do mensalão é consequência lógica da condenação. Julgados os recursos, o pedido de prisão será imediato". A opinião de Janot foi dada no primeiro debate entre os candidatos à PGR, em abril.
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Estado de Minas

Mensalão poderá prejudicar Dilma em 2014

Palácio do Planalto quer mensalão longe da corrida eleitoral

A reabertura do julgamento dos condenados do mensalão não agrada ao governo Dilma Rousseff. Embora a presidente tenha dado ordem para que o Planalto mantenha distância regulamentar do veredicto do Supremo Tribunal Federal, ministros dizem, nos bastidores, que não interessa ao governo esticar esse desgaste, às vésperas de um ano eleitoral. Dilma vai enfrentar uma disputa difícil por um segundo mandato, no ano que vem. Tudo o que não quer agora é reviver escândalos ligados ao PT, como o do mensalão. Não é só: em conversas reservadas, candidatos do partido a governos estaduais também avaliam que seria bom sepultar o assunto incômodo o mais rápido possível.
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O Estado de São Paulo

Aécio Neves : " O mensalão explicitou a pratica do PT"



Fonte: Folha de S.Paulo - 01/04/2013 - Coluna de Aécio Neves   Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/101534-realidade.shtml

Realidade


Aécio Neves

O PT anunciou a realização de seminários para "construir uma narrativa própria" sobre os seus dez anos à frente do governo federal. É uma excelente oportunidade para um acerto de contas com a verdade.

Estou entre aqueles que acreditam que a política deve ser exercida com generosidade, reconhecendo, inclusive, as conquistas dos "adversaries". É uma pena que o pragmatismo muitas vezes acabe por prevalecer e a história passe a ser contada com os recursos da mistificação, quando não da fraude factual.

Ao longo de sua trajetória, os petistas buscaram se apropriar da bandeira da ética. Com o advento do mensalão, que explicitou o enorme abismo existente entre o discurso e a prática do PT, sob a regência do marketing, voltam agora a reivindicar o monopólio sobre as ações no campo social, até como tentativa de esmaecer suas graves e irremediáveis contradições.

É nesse contexto que devem ser compreendidos os excessos representados pela milionária campanha publicitária, para informar ao país que a miséria acabou, e pela declaração da presidente Dilma de que o PT não herdou nada, iniciativas que geraram constrangimentos até entre membros do governo e do partido.

Há, no entanto, cada vez menos espaço para esse tipo de manipulação. É o que mostra, por exemplo, estudo de grande reputação internacional feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Trata-se do relatório 2013 sobre a evolução do IDH.

Na página 74, ele informa: "Quando começou a transformação do Brasil num Estado orientado para o desenvolvimento (cerca de 1994), já o governo havia implementado reformas macroeconômicas para controlar a hiperinflação através do Plano Real". Sobre educação, na página 82, é ressaltada a importância da criação do Fundeb, em 1996.

O começo do Bolsa Família aparece de maneira inequívoca na página 87: "O Brasil reduziu a desigualdade introduzindo um programa para a redução da pobreza. O seu programa de transferência condicionada de rendimentos, Bolsa Escola, lançado em 2001, (...) em 2003 foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas num único sistema".

O relatório nos permite concluir que foram grandes virtudes dos governos petistas a manutenção e a expansão de iniciativas legadas pelo PSDB.

Os programas sociais brasileiros precisam continuar. Mas, em respeito aos beneficiados, precisam avançar para além da gestão diária da pobreza. Isso significa agregar à importante dimensão da proteção social a da verdadeira emancipação dos cidadãos atendidos.

O Brasil tem ainda um longo e duro caminho a percorrer. Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Dirceu não quer debater mensalão

Prioridade é reeleger Dilma, não debater mensalão, diz Dirceu

O ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, disse ontem que a prioridade do PT neste ano não deve ser a discussão sobre o processo, mas a reeleição da presidente Dilma Rousseff. "O enfrentamento político é questão central, para além da ação penal 470 [mensalão]. Temos uma eleição pela frente que eles [oposição] já anteciparam", disse, em "ato em defesa do PT" em Belo Horizonte. 
Segundo Dirceu, a antecipação ocorreu quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi lançado à Presidência pelo ex-presidente Fernando Henrique, e quando se aventou a possibilidade de o ex-governador José Serra (PSDB) mudar de partido para concorrer à Presidência.

Folha de São Paulo

Walfrido, réu do mensalão, desaparece da cena política

Em xeque

A propósito do PSB, seu presidente em Minas, Walfrido Mares Guia, anda um tanto ausente da cena política, ocupadíssimo em sua vida empresarial: ele desenvolve novo negócio na área de insulina e o grupo do qual é sócio, Kroton, tem crescido muito. 
Tudo isso e mais o constrangimento de ser réu do mensalão na Justiça mineira lançam dúvidas se o ex-ministro poderá conduzir o partido nas eleições de 2014.

O Tempo

Valério : " Banco do Brasil arrecadava pedágio para o PT"

Banco do Brasil arrecadava 'pedágio' para o PT, afirma Marcos Valério

O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou no depoimento prestado em 24 de setembro à Procuradoria-Geral da República que dirigentes do Banco do Brasil estipularam, a partir de 2003, uma espécie de "pedágio" às agências de publicidade que prestavam serviços para a instituição financeira pública: 2% de todos os contratos eram enviados para o caixa do PT, acusou o homem apontado como o operador do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal.
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Valério responde ainda a outros processos, como o do mensalão mineiro, no qual políticos são acusados de desviar dinheiro público do governo de Minas Gerais a fim de abastecer, no ano de 1998, a campanha à reeleição do então governador tucano Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB e hoje deputado federal.

O Estado de São Paulo

Oposição pede hoje investigação contra Lula


Oposição pede investigação que envolva o ex-presidente

A oposição vai pedir hoje investigação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aprovou ontem requerimento para convocar o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para ir ao Congresso dar explicações sobre seu depoimento à Procuradoria. 

Pré-candidato tucano à Presidência, o senador Aécio Neves (MG) ironizou as declarações feitas por Valério: "Está difícil até para a gente acompanhar. Estávamos nos articulando diante das denúncias da semana passada [Operação Porto Seguro] e agora mais essas denúncias".
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Folha de São Paulo

Ministros do STF entendem que Lula deve ser investigado

Ministros do STF entendem que Lula deve ser investigado

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (presidente), Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello defenderam ontem que o Ministério Público investigue o suposto envolvimento do ex-presidente Lula com o mensalão e ainda que o empresário Marcos Valério, que envolveu o petista no esquema em novo depoimento à Procuradoria Geral da República, receba proteção do Estado.
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Pré-candidato tucano à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ironizou ontem as denúncias feitas pelo empresário Marcos Valério ao MPF.
O Tempo

Oposição prepara ofensiva contra Lula

Oposição prepara ofensiva

A oposição montou uma ofensiva em diversas frentes para tentar furar o bloqueio do governo e avançar nas denúncias feitas pelo publicitário Marcos Valério ao Ministério Público Federal. 
O PSDB e o DEM assinaram um pedido conjunto solicitando à Procuradoria-Geral da República a íntegra do depoimento em que Valério afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve despesas pessoais pagas pelo esquema do mensalão e que deu o aval para os empréstimos fraudulentos do BMG e do Banco Rural ao PT em 2003. 

"Se eu fosse o PT e o governo, terminaria o ano de luto", declarou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República.
Estado de Minas

Marcos Valério diz que PT paga a sua defesa

Empresário afirma que PT paga a sua defesa no Supremo

Os R$ 4 milhões pedidos pela defesa de Marcos Valério para defendê-lo dos processos que envolvem o mensalão são pagos pelo PT, segundo afirmou o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República. Valério afirmou que esta foi a única "contrapartida pela ajuda" que prestou ao governo e ao PT nas operações que viriam a bancar o mensalão.
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Ele ainda responde a outros processos. Em um deles, foi denunciado por envolvimento com o mensalão mineiro, que envolve tucanos de Minas, entre eles Eduardo Azeredo, ex-governador, ex-presidente do partido e hoje deputado.

 http://www.estadao.com.br/noticias

Cúpula do PT é condenada por formação de quadrilha


Brasília – Por seis votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta segunda-feira (21) o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares por formação de quadrilha. A punição soma-se à por corrupção ativa que já fora imputada previamente pela Corte. Outros oito réus, entre eles o empresário Marcos Valério, foram também condenados pelo mesmo crime. Vinicius Samarane tem cinco dos 10 votos pela sua condenação e terá sua situação revista posteriormente.

O último ministro a votar no capítulo sobre formação de quadrilha, o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto, condenou 11 dos 13 réus pelo crime. Desta forma, estão condenados criminalmente no último capítulo os réus José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, José Roberto Salgado e Kátia Rabello. Ayanna Tenório e Geisa Dias tiveram sua absolvição pedida.

“Lembro que nosso desafio é mais de ordem teórica do que propriamente factual. Ninguém está discutindo mais os fatos na sua materialidade e na sua autoria, isso parece estar superado”, afirmou o ministro. Para ele, concluído o julgamento do item, o problema agora é de enquadramento dos fatos aos moldes legais.

O presidente do Supremo afirmou que “o trem da ordem jurídica não pode descarrilar”. Para ele, paz pública é o bem jurídico relacionado à ordem jurídica. “É o quanto a ordem jurídica tem de penal”, declarou. “A tranquilidade é filha da confiança, é produto da confiança.”

O ministro ressaltou o vínculo da sociedade com as instituições democráticas. “A sociedade não pode decair da confiança, seja qual for o desafio, no Estado garantidor da paz pública”, disse.

“Associação denota sociedade”, afirmou o ministro. Para ele, a relação de enquadrilhamento é uma “relação de pertencimento”. Uma alusão de que os mensaleiros do PT o fizeram debaixo de um projeto de estabilidade, de solidez, de firmeza. “Não é uma coisa fragmentada, uma coisa orgânica, invertebrada”. Para o juiz, “permanência não é durabilidade, mas tão somente continuidade, perdurabilidade”. E citou que o mensalão do PT perdurou por vários meses até a eclosão do escândalo. “Como seria de se esperar, com o propósito de fazer alianças partidárias, com parlamentares avulsos mas expressivos em sua liderança, à base de dinheiro, de corrupção”. Segundo Ayres Britto, “é esse tipo de aliança que o Direito execra, excomunga, desse modo espúrio de fazer política”. Para o ministro, a política á a mais importante instituição coletiva. “É Deus no céu e a política na Terra”, afirmou.

Núcleos do mensalão

Ao se referir aos três núcleos do esquema, o presidente do STF afirmou que eles “realmente se entrelaçaram no plano de execução. Houve divisão de tarefas. Tenho uma relação de R$ 153 milhões que foram levantados, na ponta do lápis. Não há como fechar os olhos para essa evidência”, disse.
PSDB/MG

Jaques Wagner teme o resultado do mensalão

Wagner admite que mensalão pesa e teme por eleições de 2014

 O petista Jaques Wagner, governador da Bahia, não tem medo de contrariar as palavras de ordem do PT. Ao fazer um balanço das eleições deste ano, mesmo exaltando o crescimento do número de prefeituras, reconhece o peso do mensalão na disputa e não descarta que o PT pode perder as eleições presidenciais nos próximos anos "por cansaço do eleitor". Ele diz, no entanto, que é difícil apontar o escândalo do mensalão como o responsável direto por algum resultado eleitoral.

O Globo

Para Lula condenação de Dirceu foi hipocrisia

 Para Lula, condenação é 'hipocrisia'

 "Foi uma hipocrisia". Assim o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu ontem, em conversas reservadas, a condenação dos réus petistas do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Com o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu nas cordas, a estratégia de Lula para dar o troco nos adversários consiste, agora, na cobrança diária do julgamento do "mensalão tucano" e na divulgação de malfeitos que teriam sido cometidos por integrantes do PSDB.
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A estratégia de pôr o mensalão tucano na roda também foi planejada com o ex-ministro. A denúncia atinge o ex-presidente do PSDB Eduardo Azeredo, que foi governador de Minas Gerais. A situação que mais preocupa o ex-presidente, entre os réus do PT, é a de Genoino.
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O Estado de São Paulo

PT planeja apoio aos líderes do mensalão

PT fará desagravo a Dirceu após julgamento
 O comando do PT articula, nos bastidores, um desagravo ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, ao ex-presidente do partido José Genoino e ao ex-tesoureiro Delúbio Soares, mas a ação será levada adiante somente depois do julgamento do mensalão. A ideia é organizar a defesa pública dos três réus até o fim de novembro. A data não está fechada, pois depende do ritmo do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
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No Palácio do Planalto e no PT, a avaliação é que a condenação de Dirceu deixa uma mancha no legado do governo Lula e no partido. É por isso que petistas preparam uma reação, que pode incluir um contra-ataque ao PSDB, com lembranças sobre o mensalão mineiro.

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O Estado de São Paulo

Aécio diz que não precisa usar o mensalão para vencer

Aécio recomenda cautela no uso do mensalão na campanha

 O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recomendou ontem, em Porto Alegre, que o julgamento do mensalão não seja usado como o principal discurso dos tucanos contra as candidaturas do PT nas eleições municipais. "A questão do mensalão é algo que paira sobre toda a classe política", disse ele, que afirmou preferir argumentos como a "eficiência e a capacidade de gestão" do partido. "Eu tenho muito cuidado de utilizar ou fazer com que o mensalão seja o principal argumento contra candidaturas do PT, porque nós temos outros mais fortes, que é a nossa capacidade de gestão, a nossa eficiência", disse o senador.

Valor Econômico

Mensalão não chegou à campanha de BH




 Apesar do clima de guerra entre os ex-aliados Márcio Lacerda e Patrus Ananias em Belo Horizonte, a propaganda eleitoral da cidade não tocou-e nem tocará-no explosivo tema mensalão. Segundo petistas ouvidos pela coluna, seria um tiro no pé. Se o julgamento aparecer em cena como munição de ataque, a resposta viria na mesma moeda com a retomada do "mensalão mineir", que respingou nos tucanos. Já o PSDB tem outra tese. "Não tocaremos no caso do mensalão para evitar a nacionalização da campanha", afirma o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro. A estratégia dos tucanos é restringir o uso do julgamento aos discursos públicos do senador Aécio Neves para evitar a institucionalização do embate.

Brasil Econômico