Mostrando postagens com marcador Jaques Wagner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jaques Wagner. Mostrar todas as postagens

Jaques Wagner do PT, lamenta que partido não tenha aperfeiçoado privatizações de FHC



Fonte: Diário do Congresso

Jaques Wagner diz que PT deveria ter aperfeiçoado privatizações de FHC


Para Jaques Wagner, o partido poderia ter ajudado a melhorar a proposta do tucano: ‘Acabou que, para defender as privatizações, o governo depreciava seu ativo à venda’

Considerado um forte candidato a ministro em um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), acredita na experiência das principais forças políticas do País, na oposição e no governo, para amenizar o clima após as eleições de outubro. A pauta a ser discutida durante o primeiro ano de mandato do próximo presidente parece consenso: as reformas política e tributária. Resta saber quais as mudanças e como serão feitas. Wagner faz uma autocrítica ao PT pela atuação durante o processo de privatizações, na gestão FHC, e quer que o erro não se repita de nenhum dos lados. Para ele, o partido poderia ter ajudado a melhorar a proposta. “Acabou que, para defender as privatizações, o governo depreciava seu ativo à venda”, disse.

O governador disse temer que o processo eleitoral se torne uma “destilaria de ódio”. Ele defendeu o PT das denúncias de corrupção durante os governos Lula e Dilma. “Não somos os santos, mas não somos os marginais. Somos um partido de homens e mulheres que fazem coisas boas e ruins”. Wagner disse, no entanto, que não acredita no sucesso da estratégia, que estaria sendo usada por partidos oposicionistas de tentar “criminalizar o partido”, segundo ele, com o apoio de setores da imprensa. “O povo não é besta, sabe que não há um partido puro”, disse. Em São Paulo, Wagner defendeu mudanças na lei de licitações e nos mecanismo de combate à corrupção para reduzir a burocracia e torná-los eficientes. Um bom início, na sua visão, é o financiamento público de campanhas, para que “os políticos eleitos não sejam meros despachantes do interesse privado”.

Por mais independência funcional

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF, Marcello Terto e Silva, enviou um ofício ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), contra a tramitação da lei orgânica da categoria no Estado. Argumenta que a proposta enfraquece o controle interno da legalidade dos atos administrativos, além de concentrar poder nas mãos do Procurador Geral do Estado. O titular do cargo, nomeado pelo governador, poderá fazer remoções sem justificativa, decidir quais licitações, contratos projetos ou licitações serão analisados pelos procuradores, além de subordinar as áreas de sindicâncias e processos disciplinares, a ouvidoria e a consultoria legislativa.

Sempre contrários

O projeto de lei, elaborado pelo procurador-geral Elival Ramos, já sofria resistências dentro da categoria antes mesmo de ser apresentado ao governador. Levado à Assembleia Legislativa, sua tramitação está suspensa por conta de uma liminar obtida pela Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo no Tribunal de Justiça.

Cuidado com a pauta eleitoral

Jaques Wagner teme o resultado do mensalão

Wagner admite que mensalão pesa e teme por eleições de 2014

 O petista Jaques Wagner, governador da Bahia, não tem medo de contrariar as palavras de ordem do PT. Ao fazer um balanço das eleições deste ano, mesmo exaltando o crescimento do número de prefeituras, reconhece o peso do mensalão na disputa e não descarta que o PT pode perder as eleições presidenciais nos próximos anos "por cansaço do eleitor". Ele diz, no entanto, que é difícil apontar o escândalo do mensalão como o responsável direto por algum resultado eleitoral.

O Globo