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Dirceu coloca suspeita em indicação de Dilma para o STF

Oposição coloca em dúvida indicações da presidente Dilma

A declaração do ex-ministro José Dirceu de que o ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Luiz Fux prometeu absolvê-lo no processo do mensalão motivou a oposição a levantar suspeitas sobre indicações feitas pela presidente Dilma Rousseff a tribunais.
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"As declarações do ex-ministro nos levam a pensar que isso pode ser uma das suas razões de sua indicação. A situação é mais grave porque estamos às vésperas da indicação de um novo ministro do Supremo que vai participar desse processo", afirmou o senador Aécio Neves, que deve ser o candidato do PSDB à Presidência em 2014.
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Estado de Minas

Dirceu não quer debater mensalão

Prioridade é reeleger Dilma, não debater mensalão, diz Dirceu

O ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, disse ontem que a prioridade do PT neste ano não deve ser a discussão sobre o processo, mas a reeleição da presidente Dilma Rousseff. "O enfrentamento político é questão central, para além da ação penal 470 [mensalão]. Temos uma eleição pela frente que eles [oposição] já anteciparam", disse, em "ato em defesa do PT" em Belo Horizonte. 
Segundo Dirceu, a antecipação ocorreu quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi lançado à Presidência pelo ex-presidente Fernando Henrique, e quando se aventou a possibilidade de o ex-governador José Serra (PSDB) mudar de partido para concorrer à Presidência.

Folha de São Paulo

Cúpula do PT é condenada por formação de quadrilha


Brasília – Por seis votos a quatro, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta segunda-feira (21) o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado José Genoino, o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares por formação de quadrilha. A punição soma-se à por corrupção ativa que já fora imputada previamente pela Corte. Outros oito réus, entre eles o empresário Marcos Valério, foram também condenados pelo mesmo crime. Vinicius Samarane tem cinco dos 10 votos pela sua condenação e terá sua situação revista posteriormente.

O último ministro a votar no capítulo sobre formação de quadrilha, o presidente do Supremo, ministro Ayres Britto, condenou 11 dos 13 réus pelo crime. Desta forma, estão condenados criminalmente no último capítulo os réus José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos, José Roberto Salgado e Kátia Rabello. Ayanna Tenório e Geisa Dias tiveram sua absolvição pedida.

“Lembro que nosso desafio é mais de ordem teórica do que propriamente factual. Ninguém está discutindo mais os fatos na sua materialidade e na sua autoria, isso parece estar superado”, afirmou o ministro. Para ele, concluído o julgamento do item, o problema agora é de enquadramento dos fatos aos moldes legais.

O presidente do Supremo afirmou que “o trem da ordem jurídica não pode descarrilar”. Para ele, paz pública é o bem jurídico relacionado à ordem jurídica. “É o quanto a ordem jurídica tem de penal”, declarou. “A tranquilidade é filha da confiança, é produto da confiança.”

O ministro ressaltou o vínculo da sociedade com as instituições democráticas. “A sociedade não pode decair da confiança, seja qual for o desafio, no Estado garantidor da paz pública”, disse.

“Associação denota sociedade”, afirmou o ministro. Para ele, a relação de enquadrilhamento é uma “relação de pertencimento”. Uma alusão de que os mensaleiros do PT o fizeram debaixo de um projeto de estabilidade, de solidez, de firmeza. “Não é uma coisa fragmentada, uma coisa orgânica, invertebrada”. Para o juiz, “permanência não é durabilidade, mas tão somente continuidade, perdurabilidade”. E citou que o mensalão do PT perdurou por vários meses até a eclosão do escândalo. “Como seria de se esperar, com o propósito de fazer alianças partidárias, com parlamentares avulsos mas expressivos em sua liderança, à base de dinheiro, de corrupção”. Segundo Ayres Britto, “é esse tipo de aliança que o Direito execra, excomunga, desse modo espúrio de fazer política”. Para o ministro, a política á a mais importante instituição coletiva. “É Deus no céu e a política na Terra”, afirmou.

Núcleos do mensalão

Ao se referir aos três núcleos do esquema, o presidente do STF afirmou que eles “realmente se entrelaçaram no plano de execução. Houve divisão de tarefas. Tenho uma relação de R$ 153 milhões que foram levantados, na ponta do lápis. Não há como fechar os olhos para essa evidência”, disse.
PSDB/MG

Dirceu diz a Lula que não tem esperanças de absolvição



Dirceu diz a Lula não ter esperança de conseguir absolvição no Supremo
O ex-ministro José Dirceu afirmou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a outros aliados que não espera mais ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.
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Na avaliação dos participantes, há reflexo negativo, especialmente nas grandes cidades, mas outros partidos, como o PSDB, não estão imunes ao desgaste. No caso dos tucanos, por causa do "mensalão mineiro", que envolve o empresário Marcos Valério em campanha de Eduardo Azeredo em 1998.
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Folha de São Paulo

Lula e Dirceu acompanham juntos o julgamento do mensalão

Lula discute com Dirceu desdobramentos do mensalão

Um dos principais réus do mensalão, o ex-ministro José Dirceu tem se reunido semanalmente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os encontros ocorrem na casa do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, ou no instituto Lula, em São Paulo. Em pauta, o julgamento do escândalo no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção. Lula e seu ex-ministro também discutem a situação eleitoral deste ano, principalmente nas cidades escolhidas como prioritárias pelo PT: São Paulo, Recife e Belo Horizonte.

O Globo