DROPS MISTO

Twitter, Facebook, Instagram, Tik Tok, Youtube, são os nomes quentes de hoje. Mas ao buscar um nome para o meu Blog lembrei-me que quando criança gostava de DROPS MISTO. Aquele que tinha vários sabores, várias cores. Talvez um conjunto de sabores me diz melhor sobre a diversidade da vida. Sou cineasta porque o cinema trabalha com muitas formas de expressão artística. Essa diversificação de interesses será o tema de nosso Blog onde conto com vocês para um animado debate de temas atuais.

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Aécio : "A presidente Dilma deixou um governo devastado. Não há tempo para perder"






O tema de minha coluna, hoje, no jornal Folha de S. Paulo, é a urgente necessidade de reconstrução do Brasil. Lembro as condições em que o presidente Fernando Henrique Cardoso deixou o governo para o presidente Lula e como ficou o país sob o governo da presidente Dilma.


Apesar de as condições já conhecidas e da grave situação fiscal dos Estados, não podemos continuar imobilizados no pessimismo.


É preciso que iniciemos, imediatamente, uma agenda de reformas, em uma importante parceria entre o governo e o Congresso, e que nos esforcemos pela retomada do crescimento, com a redução da pobreza e da desigualdade. - Aécio Neves




Reconstrução do Brasil


Aécio Neves - Folha de São Paulo

"O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso deixou para o governo Lula, em 2003, um superávit primário de 3,25% do PIB, equivalente a quase R$ 200 bilhões pelo PIB atual, além de mudanças institucionais importantes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000. Todo esse esforço foi jogado fora pelos governos do PT, desde 2009.

Intervenção em setores importantes da economia, controle nos preços da gasolina e energia, desequilíbrio financeiro das estatais e recorrentes truques contábeis para esconder da sociedade a gravidade do quadro que estava se formando nos trouxeram à crise econômica atual.

A presidente Dilma deixou para o presidente Temer um governo devastado -um rombo que não inclui o pagamento de juros e que pode chegar a R$ 170 bilhões neste ano, decorrente, entre outras coisas, de um orçamento elaborado com receitas superestimadas em mais de R$ 140 bilhões, despesas obrigatórias subestimadas em R$ 40 bilhões e despesas atrasadas superiores a R$ 15 bilhões.

A situação fiscal dos Estados também é extremamente grave. Em muitos, há atrasos recorrentes no pagamento de pessoal e o risco de atrasos no pagamento dos aposentados.

Apesar de tudo isso, o momento agora é outro e não podemos continuar imobilizados no pessimismo. O governo Temer tem o importante dever de explicitar para a sociedade a herança maldita recebida e enviar rapidamente propostas de reformas profundas para o Congresso. O êxito do governo e do país dependem disso.

Quando aceitamos o convite para que o senador Aloysio Nunes, um dos mais qualificados quadros do PSDB, assumisse a liderança do governo no Senado, o fizemos para conectar a agenda de reformas do governo às propostas que havíamos levado a debate nas eleições de 2014 -entre elas a coragem para enfrentar uma reforma política que restabeleça as condições mínimas de governabilidade no país.

Pouco mais de dois anos não serão suficientes para reverter todas as políticas equivocadas colocadas em prática até aqui. Mas é crucial realizar um grande esforço de melhoria das relações políticas para que a modernização da economia, o aumento do investimento e a recuperação do crescimento tenham reinício imediato.

É essa agenda que permitirá a retomada da redução da pobreza e a queda na desigualdade de renda, conquistas que acabaram em risco, com a grave crise econômica produzida pelos últimos governos.

O destino e a história nos deram uma nova chance e, nesse quadro de enormes dificuldades, o Parlamento, mais do que nunca, deve ser o reflexo do que a sociedade pensa e exige.



Não há tempo a perder, os caminhos já são conhecidos. É preciso, porém, que haja coragem para percorrê-los.
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Pagamento irregulares do Bolsa Família no governo Dilma chegam a R$ 2,5 bilhões






Investigação do Ministério Público Federal (MPF) apontou uma série de irregularidades no pagamento de R$ 2,5 bilhões referentes ao programa Bolsa Família durante os anos de 2013 e 2014, no primeiro mandato da presidente afastada Dilma Rousseff. Entre as fraudes estão o cadastro de beneficiários mortos, pessoas recebendo os recursos com CPFs duplicados, além de beneficiários que não teriam direito a estar no programa.



A apuração foi baseada no cruzamento de dados da Secretaria de Renda e Cidadania com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Receita Federal e de Tribunais de Contas. As informações são de matéria publicada nesta terça-feira (31) pelo jornal O Globo.



O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB), defendeu a realização de um “pente-fino” no programa para avaliar as condições dos beneficiários e manter apenas aqueles que mais precisam da fonte de renda. “O Bolsa Família não pode ser uma proposta de vida”, disse o ministro.



O deputado federal Guilherme Coelho (PSDB-PE) destacou os desafios que Terra terá pela frente e disse que é inadmissível “dar dinheiro para quem já tem”. “Cabe ao ministro Osmar Terra focar na transparência e ser muito severo nos critérios de quem é apto a receber a renda do programa. O Bolsa Família é muito importante, principalmente no Nordeste brasileiro. Porém, é um programa que tem que ser estruturador e libertador. O governo tem que capacitar e dar condições para essas pessoas deixarem de ser dependentes do Bolsa Família e continuarem a vida delas”, afirmou.





O tucano concluiu dizendo ser a favor da transparência de todo e qualquer programa que seja oriundo dos impostos pagos pela população. “Tudo que envolve dinheiro do governo tem que ser muito claro. O governo tem a obrigação e o dever de dizer como está gastando o dinheiro que recebe. A transparência não é só boa para o povo, mas também ajuda o governo a direcionar melhor os recursos”, completou.



Segundo os investigadores, foram realizados saques por pessoas sem CPF ou com mais de um documento, além de beneficiários que não se enquadrariam nos pré-requisitos necessário para o recebimento do benefício. Também houve saques de benefícios com o CPF de pessoas mortas. O MPF pediu que a secretaria apresente um cronograma detalhado com todas as providências a serem adotadas.



A procuradora da República Renata Ribeiro Baptista, coordenadora do grupo de trabalho responsável por inspecionar o programa social, deu prazo de 30 dias para o secretário de Renda e Cidadania, Tiago Falcão, informar quais providências serão adotadas para normalizar a situação.

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Aécio :" O governo Dilma simplesmente não sabe para onde ir"



Reconquistar a confiança no Brasil


Aécio Neves - Valor Econômico - 

As múltiplas crises que atingem o Brasil ­ no plano fiscal e econômico, no campo moral e político ­ se alimentam mutuamente e caminham a passos largos para um agravamento ainda maior, dada a ausência de rumo do governo Dilma Rousseff. É zero a confiança que a gestão do PT inspira hoje tanto nos investidores quanto em quem trabalha e produz. Ou, pelo menos, naqueles que ainda restam depois de o país ser novamente rebaixado.

Vivemos um retrocesso de no mínimo uns 20 anos. Experimentamos sensações que pareciam ter ficado no passado, mas ora ressurgem. Corremos céleres para uma nova década perdida.

É importante entender que as causas por trás da combinação perversa de crescimento negativo, inflação de dois dígitos, desemprego caminhando para ultrapassar 10% já no início de 2016, crescente desequilíbrio fiscal e perda de confiança da população e dos investidores no governo são domésticas, e não externas.

É verdade que o menor crescimento mundial, em especial da China, derrubou os preços de commodities a partir de 2011. Mas nossos vizinhos exportadores de matérias-primas, ao contrário de nós, continuaram e continuam crescendo.

No Brasil, uma sucessão de decisões erradas e políticas de governo ruinosas adotadas desde 2009 geraram o cenário atual, que não é outro senão o de um desastre de grandes proporções, que ora se transforma em aguda crise social. O fracasso poderia ter sido pelo menos atenuado se houvesse nos últimos anos algum compromisso do governo petista que não fosse apenas com seus interesses próprios. Nunca houve.

Neste e no próximo ano duas quedas sucessivas importantes acontecerão: do PIB e da renda per capita, esta acumulando baixa de 9% entre 2014 e 2016. São os brasileiros empobrecendo, é o país andando para trás.

Um exemplo da irresponsabilidade com que o governo vem conduzindo o país ­ e tudo indica que a vontade da presidente da República é perseverar nos erros ­ foi a expansão da dívida pública a partir de 2009. O que deveria ter sido um instrumento temporário de combate à restrição do crédito decorrente da crise mundial naquele ano acabou se transformando em política permanente de concessão de subsídios, aumentando o endividamento bruto em mais de R$ 500 bilhões. Quem ganhou com isso?

Em momento posterior, essa expansão da dívida pública e das subvenções dadas levou às pedaladas fiscais, quando o Tesouro Nacional atrasou de forma planejada o ressarcimento dos subsídios concedidos pelos bancos públicos. O problema das pedaladas não foi o Minha Casa Minha Vida ou outros programas sociais, mas sim os empréstimos para empresas amigas e o atraso em pagamentos de subsídios de mais de R$ 50 bilhões.

Ao invés de promover reformas estruturais fundamentais para o país (tributária, trabalhista e previdenciária) e definir marcos regulatórios adequados para atrair investimento privado em infraestrutura, o governo do PT percorreu o caminho contrário: agigantou o Estado, interviu onde não deveria e aprofundou distorções.

Junto a isso, uma política pretensamente nacionalista voltada a aumentar o investimento nos setores de petróleo, gás e energia transformou-­se num desastroso controle de preços que levou ao crescente desequilíbrio financeiro das duas principais estatais brasileiras, a Petrobras e a Eletrobras. A conta está sendo paga agora pela população.

A redução forçada das tarifas de energia ­ em torno de 20% ­ em 2013 resultou em aumentos de mais de 76% nos últimos dois anos, na queda de investimentos e na paralisia do setor, que precisará ainda de novos aumentos de tarifas para restaurar o equilíbrio dos contratos. Ao mesmo tempo, nossa matriz energética tornou-­se mais suja, na contramão da sustentabilidade.

Com o controle artificial dos preços dos combustíveis, a Petrobras foi afetada não apenas no seu fluxo de caixa e no aumento exponencial de seu endividamento, mas também pela sua utilização como instrumento de desvios de recursos públicos para financiar, segundo o STF, uma organização criminosa. Uma empresa de excelência com mais de 60 anos de história foi desestruturada, está hoje imersa em graves problemas administrativos e financeiros, obrigada a cortar investimentos e a vender ativos na bacia das almas.

Como se não bastasse, a estratégia de equívocos foi ainda agravada pela política ideológica que nos isolou do comércio mundial e atrasou ainda mais nosso parque produtivo, hoje reduzido a uma sombra do passado. A cada ano, despencamos nos rankings mundiais de competitividade.
Às consequências de todos esses erros somou­-se a constatação de que os brasileiros foram deliberadamente enganados durante as eleições do ano passado: a bonança apresentada e prometida pela presidente-­candidata em sua campanha não existia. Com isso, o segundo governo Dilma começou com enorme déficit de credibilidade, o que contribuiu para inviabilizar a agenda de reformas estruturais, muitas vezes adiada, mas necessária para nos tirar da crise.

Ao contrário do que costuma apregoar o governo, o problema do país não é a oposição. O governo Dilma simplesmente não sabe aonde ir e não mobiliza mais sequer sua base política em torno de suas propostas. Como liderar assim um país como o Brasil?

Mesmo se contasse hoje com apoio suficiente no Congresso para fazer os ajustes necessários, como já teve, falta ao governo e ao PT a convicção sobre o quê fazer. Falta-lhes clareza até sobre quais metas almejam com suas políticas públicas. Sua única certeza é tentar dar continuidade a seu projeto de poder, custe o que custar, doa a quem doer.

Vive o país hoje sem parâmetros fiscais, sem perspectiva de retomada de crescimento, sem horizonte para investimentos. O que deveria ser um ajuste fiscal se revelou mero corte de investimentos públicos (redução de 40% reais) e arrocho sobre os trabalhadores. Terminaremos o ano com um déficit primário de 1% do PIB ou de 2% do PIB com o pagamento das pedaladas fiscais. Em qualquer hipótese, o pior resultado já registrado. Ou seja, o buraco fiscal aumentou ao invés de diminuir. Agora, em plena recessão, a saída encontrada pelo PT é aumentar ainda mais os impostos. Assim não dá.

À paralisia e dificuldade em apontar rumos soma-­se o cruel aparelhamento da máquina pública feito por um governo que parece acreditar que partido, governo e Estado são as mesmas coisas. Não são.
A verdade é que depois de 13 anos no poder o PT não tem respostas para os principais desafios do país, como educação e saúde com qualidade, oportunidades de trabalho, a simplificação tributária para quem empreende ou a reforma da previdência, entre outros tantos. Não sabe como lidar de maneira equilibrada com o orçamento público, não consegue levar adiante os projetos estruturantes necessários.

O atual governo perdeu a confiança da população, das forças produtivas e as condições básicas para formular e liderar uma ampla coalizão política pró­ reformas, capaz de promover a retomada do nosso crescimento econômico. E essa é a base para a construção de soluções capazes de nos tirar do abismo em que fomos colocados: confiança.

O país só retomará o rumo da prosperidade, do desenvolvimento e da verdadeira superação das desigualdades sociais quando voltar a dispor de um novo governo com credibilidade e que inspire confiança em quem trabalha, em quem produz, em quem investe.

Esse caminho precisa ser construído com responsabilidade, dentro dos limites da Constituição, respeitadas as nossas instituições. É pelo que o PSDB vem lutando no Congresso, nas ruas e onde governa. Para o bem do Brasil e dos brasileiros.
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Aécio Neves : "Felizmente a sociedade avança pela força e mobilização das mulheres"






A defesa dos direitos das mulheres mobilizou o país nas últimas semanas. A grave crise econômica e política perdeu espaço para discussões imperativas e para campanhas que denunciam o assédio e condenam machistas, racistas e retrocessos que envergonham a sociedade.

Embora estejam cada vez mais integradas ao mercado de trabalho e ao comando de instituições, as mulheres que devem ser centro das políticas públicas ainda são as principais vítimas de preconceitos, discriminadas até mesmo na remuneração inferior a dos homens. Estão sub-representadas na política e na sociedade, o que precisa ser superado.

Neste momento de defesa e valorização das mulheres, e em meio a uma grave crise social da qual elas são grandes vítimas, é oportuno resgatarmos o legado da professora e antropóloga Ruth Cardoso.

Ela personificou um tipo de ação fundamental no país em que vivemos. Buscava o fortalecimento da iniciativa e da responsabilidade individual e coletiva. Contribuiu para a defesa das minorias e o fortalecimento dos movimentos sociais.

Com o Comunidade Solidária, ouviu a sociedade, os mais pobres. Defendia a autonomia, não a dependência. A superação, não a administração diária da pobreza. Por isso, priorizava a educação, a capacitação e a participação social.

Com uma equipe comprometida, Ruth Cardoso trabalhou movida pela convicção de que os pobres têm o direito fundamental de fazer a travessia a uma inclusão social verdadeira e permanente. Sustentável.

Acima de tudo foi uma entusiasta da parceria entre sociedade e Estado. Suas ideias nunca foram tão atuais em um tempo em que o estatismo social do PT submete as políticas sociais à perversidade da lógica e do calendário políticos.

Essencial na consolidação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, criado em 1985, com seu humanismo, ela estaria hoje condenando com veemência as tentativas de coerção, abuso e violência contra cada brasileira.

Felizmente a sociedade avança pela força e mobilização das mulheres. Assistimos ao Outubro Rosa deste ano se espalhar com delicadeza e firmeza por todo país. A defesa de direitos que antes se traduzia em manifestações segmentadas, hoje une profissionais de todas as áreas e estratos sociais, mães, estudantes, negras, idosas e vítimas generalizadas de preconceitos ainda enraizados em nossa cultura.

Os desafios são enormes, mas os movimentos das últimas semanas em defesa da dignidade nos mostram que as vozes a favor dos direitos das mulheres não devem ter gênero. Precisam ser de toda a sociedade.

É importante estar e lutar ao lado delas. Sem a força, inteligência e sensibilidade femininas não há mundo que resista. Nem que valha a pena.
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Aécio Neves sobre Cunha: "PSDB votará com as provas e elas são contundentes."





- Matéria publicada pelo portal Bocão News: “PSDB votará com as provas e elas são contundentes, diz Aécio Neves sobre Cunha”, em que destaca declarações do senador, Aécio Neves sobre a situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Prestes a enfrentar um processo instaurado no Conselho de Ética, o deputado carioca enfrenta dificuldades para esclarecer as acusações que pesam contra sua pessoa. Em entrevista à rádio Metrópole nessa sexta-feira (5), o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirma que a situação de Cunha é cada dia mais frágil e antecipou o voto do PSDB, caso o Conselho de Ética opte por recomendar a cassação do peemedebista: “Isso tudo é muito ruim. Eu continuo achando a posição dele muito frágil. Ele terá que provar exatamente a origem desses recursos e nós do PSDB votaremos com as provas e elas são contundentes. O sentimento majoritário é que a situação do presidente da Câmara contamina toda a instituição e o Brasil”, disse. Aécio Neves lembrou que o PSDB não votou em Cunha para a presidência da Câmara. Os tucanos votaram no candidato do PSB, Júlio Delgado: “Agora quando acabou a eleição (para a Mesa Diretora), nós fizemos o que a população mandou, fomos para a oposição e com Cunha
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Aécio Neves recebe parlamentares da União Europeia





Aécio Neves recebe parlamentares da União Europeia


O senador Aécio Neves recebeu, nesta quarta-feira (04/11), delegação de parlamentares da União Europeia, presidida pelo português Paulo Rangel, que visita pela primeira vez o Brasil.

Durante a reunião, os parlamentares europeus mostraram-se preocupados com a crise brasileira. O presidente nacional do PSDB avaliou que a face mais grave da crise é a social, com a crescente alta do desemprego no país.

Aécio Neves ressaltou que desde presidente da Câmara, em 2001, incentivou a diplomacia parlamentar e considerou como injustificável o atraso nas negociações comerciais do Brasil com a União Européia.

O senador lamentou ainda que o governo brasileiro não faça valer a natural liderança que o Brasil exerce na América do Sul para rechaçar com veemência a escalada autoritária que ocorre na Venezuela.

Além dos parlamentares europeus, estavam presentes ao encontro o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, e os senadores Antonio Anastasia e Tasso Jereissati, e os deputados Eduardo Barbosa e Bruna Furlan.
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Pronunciamento do senador Aécio Neves - Senado Federal


Pronunciamento do senador Aécio Neves - Senado Federal

A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta da gravíssima cri




"Tudo o que vem acontecendo no Brasil hoje era apontado por nós com absoluta clareza. A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta da gravíssima crise social por que passava o país", diz o senador Aécio Neves, ao criticar hoje (03/11), em plenário, o documento lançado pelo PMDB com um diagnóstico da crise econômica já feito pelo PSDB nas eleições do ano passado.


Aécio destacou que o PT e os partidos de apoio ao governo Dilma Rousseff não promoveram o verdadeiro debate sobre o país com os eleitores.


"A raiz disso foi o desprezo que a atual presidente da República, enquanto candidata, teve para com os brasileiros ao não apresentar um programa, ao negar-se a fazer aquilo que a Justiça Eleitoral determina que seja feito, e com a palavra de menosprezo disse: 'meu programa é o meu governo', lembrou Aécio.

Veja aqui:

Aparte do senador Aécio Neves - Senado Federal - Brasília


"O Brasil tem assistido cenas inusitadas ao longo desses últimos meses ou dessa última quadra da política nacional. Assistimos agora, recentemente, e essa foi a razão pela qual o senador Jucá, a quem de público agradeço o apoio na última eleição, veio aqui prestar contas ou traduzir, se é que isso é possível, algumas das propostas do documento assinado pela direção do PMDB.


O inusitado é que um partido que está no governo, na vice-presidência da República, apresenta uma proposta de governo. Isso é louvável. É louvável se nós não tivéssemos vivendo hoje 13 anos desta aliança que lamentavelmente, não obstante o esforço de alguns peemedebistas ilustres pelos quais tenho enorme apreço, essa aliança trouxe o Brasil à maior crise econômica, moral e social da nossa história contemporânea. E lembrava de um aparte sempre adequado do senador Tasso Jereissati, quando ele perguntava, indagava à qual oposição, à qual governo o PT fazia oposição ou qual proposta o PT fazia oposição já que o governo encaminhava determinada votação de uma forma e o PT se opunha à essa votação.


E a raiz disso foi o desprezo que a atual presidente da República, enquanto candidata, teve para com os brasileiros ao não apresentar um programa, ao negar-se a fazer aquilo que a Justiça Eleitoral determina que seja feito, e com a palavra de menosprezo disse 'meu programa é o meu governo'. Então não houve sequer a condição de travarmos um debate sério, profundo, em relação à gravidade da situação que já se anunciava no ano passado, e até antes dele. Tudo o que vem acontecendo no Brasil hoje era apontado por nós com absoluta clareza.


A necessidade de termos regras absolutamente claras, profissionalizarmos as agências reguladoras, termos uma política econômica com previsibilidade, a incapacidade dos programas de transferência de renda, exclusivamente eles, darem conta ainda da gravíssima crise social por que passava o país, a maquiagem dos números ao sabor dos ventos e das circunstâncias e, portanto, o menosprezo do atual governo na campanha eleitoral, que negou-se a apresentar ao país um documento para o debate, e ali eu faço o único senão à proposta do PMDB: não ouvi naquele momento nenhuma liderança do PMDB dizer 'não, estamos participando de um projeto que tem que ter um programa para delineá-lo, um programa para de alguma forma apontar o caminho.


E a não apresentação desse programa permite que hoje o Brasil não tenha um projeto de país, um projeto de governo. O que existe é apenas a necessidade de a presidente se sustentar por mais algumas semanas no cargo, distribuindo espaços de poder como se fossem mercadorias e como se fossem de sua propriedade. E o mais grave em relação a essa gravíssima crise é que nós olhamos para o futuro com o otimismo de sempre, mas não conseguimos enxergar uma luz no final desse túnel, porque o descompasso entre aquilo que se disse e prega aqui neste plenário, por exemplo, as lideranças do governo, e aquilo que o governo pratica é tão grande que, infelizmente, não há na sociedade brasileira, nem nas hostes do atual governo, quem acredite que esse governo, com essa estrutura que aí está, tenha condições de levar o Brasil à saída dessa crise, com a recuperação da confiança, dos investimentos, para minimamente minimizarmos a mais aguda crise social da nossa história recente".
Autor: Assessoria PSDB Nacional
Fonte: Assessoria
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Aécio : (In)feliz aniversário do governo Dilma"




(In)feliz aniversário
Aécio Neves / Folha de São Paulo


Há exatamente um ano os brasileiros foram às urnas carregados de esperança. Era enorme a expectativa de que o país iniciasse uma era de prosperidade e reencontrasse seus valores mais caros.

Um breve olhar para esses 12 meses só faz aumentar minha convicção de que a oposição travou na eleição o bom combate.

Falando a verdade, apresentamos aos brasileiros os problemas que o país precisava enfrentar e as nossas ideias para superá-los. Infelizmente a candidatura vitoriosa privou o Brasil desse debate, optando por criar uma grande ilusão em relação à situação do país, usando e abusando da mentira e da calúnia como principais armas de campanha.

O que prevíamos –e a presidente negava– aconteceu: o país parado, a economia em recessão, corrupção institucionalizada, ineficiência do governo escancarada, inflação e desemprego em disparada.

Os riscos se avolumaram. Soluções que apresentamos e foram hostilizadas passaram a ser agora perseguidas, ainda que de forma deturpada. A candidata vencedora fez o inverso do que prometera na campanha.

Mesmo sabendo da gravidade da situação fiscal do país e da necessidade urgente de ajustes, a presidente candidata insistiu na estratégia ilusionista até a última hora. No dia da eleição, publicou nesta Folha artigo pródigo em autoelogios e repleto de indicadores que já sabia serem insustentáveis.

Nele, ela se vangloriou das baixas taxas de desemprego, da inflação sobre controle e de "um importante equilíbrio macroeconômico". Vendeu a ideia de um país governado com responsabilidade fiscal, quando já havia sido gestado o desastre em curso.

Somos um povo generoso que tende a perdoar erros e até mesmo a relevar a incompetência, quando percebe que há boa intenção. O engodo deliberado e a má-fé é que são imperdoáveis para nós, brasileiros. E é exatamente isso o que a população está dizendo todos os dias à presidente Dilma e ao PT.

Não há na política, especialmente nas crises, ativos mais valiosos do que confiança e credibilidade. A perda desses atributos é extremamente grave porque dificilmente se consegue recuperá-los. Essa é a verdadeira crise que atormenta o petismo.

Se a vitória nas urnas não nos coube, a missão que nos foi delegada pela população não foi menos nobre: fiscalizar o governo eleito e zelar pelo país.

Em um dos anos mais difíceis das últimas décadas, enfrentamos dois desafios centrais: proteger os brasileiros do caos econômico e social ao qual fomos dragados pelo governo do PT e, em aliança com a sociedade, defender a verdade, as instituições e a democracia, bases do novo Brasil que buscamos.

Aniversários são datas em que o tempo ganha concretude e nos lembra que colhemos o que plantamos.
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Aécio : " Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político"


Na contramão

Aécio Neves/Folha de São Paulo

Na semana passada, o Brasil perdeu o grau de investimento, pelos sucessivos erros de política econômica dos governos Lula e Dilma.

Como se sabe, de 2003 até 2008, o governo do PT se caracterizou pela continuidade da política econômica do governo FHC. Nesse período, o maior crescimento da economia mundial, o boom de commodities e a melhora da produtividade, fruto de reformas iniciadas no final de década de 1980, nos levaram a conquistar o grau de investimento no auge da crise financeira internacional em 2008.

A partir dali, o presidente Lula começou a implementar o programa econômico do PT, que partiu da premissa de que o governo é onipotente e decide quem serão os vencedores; que taxa de juros poderia ser fixada por decreto; que o aumento da dívida pública e a concessão exagerada de subsídios levariam a um maior crescimento; que o controle de tarifas públicas poderia conter a inflação e que o gigantismo do Estado era a única forma de aumentar oferta de serviços de educação e saúde.

O resultado foi que, a partir de 2011, a produtividade parou de crescer, o buraco das contas externas mais do que dobrou –um superavit primário que era de R$ 128 bilhões em 2011 transformou-se em um deficit de R$ 32,5 bilhões, em 2014 e a dívida bruta do Brasil cresceu em mais de R$ 500 bilhões decorrente de empréstimos para bancos públicos e da concessão indiscriminada de subsídios.

O Brasil, já neste ano, será o país emergente com maior endividamento bruto e com a maior conta de juros e, mesmo assim, a presidente Dilma mandou para o Congresso uma proposta orçamentária que prevê deficit primário de mais R$ 30 bilhões e um drástico crescimento da despesa.

Que ajuste fiscal é esse?

Ao final, a perda do grau de investimento não chegou a ser uma surpresa diante da avalanche de erros, agravada pelo maior escândalo de corrupção da história do Brasil, a Lava Jato, e a incapacidade política deste governo de planejar o futuro e de apresentar um caminho minimamente confiável para a superação da crise.

Recuperar o grau de investimento exige credibilidade para negociar com o Congresso e com a sociedade um ajuste fiscal estrutural e uma ampla agenda de reformas que aumente a produtividade e acelere o crescimento do país. Falta a este governo competência, credibilidade e apoio político para essa tarefa.

Em resumo: em 2008, no auge da crise, o Brasil recebe o selo de bom pagador, fruto das reformas do governo FHC e até ali mantidas em grande parte pelo governo Lula. Agora, enquanto o mundo se recupera e as principais economias voltam a crescer, o Brasil vê sua nota de crédito ser rebaixada. Obra de responsabilidade exclusiva do PT e seus governantes.
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Aécio : " Governo de Dilma Rousseff está por um fio"






Senador Aécio Neves (PSDB-MG): Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal
Gustavo Porto e Ricardo Brito, do Estadão Conteúdo


Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), avaliou nesta quinta-feira, 10, que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) "está por um fio", com o agravamento da crise econômica e após a perda do grau de investimento pela agência Standard & Poor's.

"Temos hoje uma presidente sitiada e um governo que não governa mais", disse ele a jornalistas no Senado.

Aécio citou, além do agravamento da crise econômica, o "esgarçamento da crise política" para justificar a avaliação e cobrou cortes do governo federal.

Para o tucano, há um sentimento de ingovernabilidade no país e até mesmo setores da iniciativa privada, antes solidários ao governo, perderam a confiança em Dilma. "Estamos, como todos brasileiros perceberam, vivendo hoje o caos anunciado", afirmou.

Ele reafirmou que a presidente, que o derrotou na eleição presidencial em 2014, sabia do agravamento da crise desde a primeira metade do ano passado, mas não tomou medidas necessárias e impopulares para a correção.

"A presidente ampliou os gastos. Não quis perder popularidade para vencer as eleições e nos colocou nessa crise profunda."

Aécio criticou ainda o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por ele ter afirmado que os gastos discricionários do Orçamento estão retornando ao mesmo patamar de 2013.

"É verdade, mas esse retorno ao patamar de 2013 é corte de investimentos públicos. O ajuste do governo se dá por corte de investimentos e aumento de tributos", frisou o senador, reafirmando a posição contrária do PSDB sobre reajustes tributários.

O presidente do PSDB disse que não será a oposição a indicar ao governo de onde virão os cortes e emendou: "Não podemos, até porque perdemos a eleição, subir a rampa do Palácio do Planalto e começar a governar. Não podemos fazer aquilo que ela não está fazendo."

No entanto, o partido fará, na próxima quinta-feira, 17, um seminário, no Senado, sobre a crise econômica.

Estão previstas as presenças, segundo Aécio, dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Gustavo Franco, dos economistas Marcos Lisboa, Mansueto Almeida e Samuel Pessôa, além do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Indagado se iria se engajar ao movimento pró-impeatchment da presidente Dilma, Aécio disse que a iniciativa é da sociedade, apesar de ter a simpatia de parlamentares do PSDB.

"O movimento não é do PSDB e parte do pressuposto que o governo perdeu as condições de governabilidade. É legítimo, constitucional, mas é da sociedade", disse.

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/aecio-diz-que-governo-dilma-esta-por-um-fio-e-a-presidente-sitiada
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Aécio : "Economia do país mostra que o governo Dilma acabou"



Um desastre anunciado. Resultado da incompetência e dos erros do governo.

O Brasil perdeu hoje o grau de investimento da agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P).

Em 2008, no auge da crise financeira mundial, o país havia conquistado o grau de investimento em decorrência de anos de reformas e da manutenção do tripé macroeconômico do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

No entanto, a partir de 2009, o PT colocou em prática a sua política equivocada de intervenção na economia, expansão desenfreada de gastos públicos, crescimento exagerado da dívida pública em dez pontos do PIB de 2009 a 2014.

A oposição há anos vem alertando que a política econômica do segundo governo Lula, intensificada no governo Dilma, levaria a uma forte queda do investimento e do crescimento.

A oposição tentou na campanha de 2014 discutir rumos para o ajuste da economia e foi atacada pela propaganda partidária do PT que negava a existência de uma grave crise econômica que se aprofundava em decorrência da não adoção de medidas corretivas pelo governo em conjunto com a expansão da despesa pública para eleger a presidente candidata.

O Brasil perdeu hoje o grau de investimento fruto de erros sucessivos de política econômica dos últimos seis anos, agravados pelo desvio de recursos públicos e aparelhamento político das estatais.

O cenário é ainda mais grave porque estamos em um governo no qual a presidente terceirizou a sua política econômica. Um governo que não tem hoje uma base política com força para aprovar reformas estruturais e um governo que não tem sequer um plano de governo.

Infelizmente, a perda do grau de investimento do Brasil e a perspectiva de revisão negativa nos próximos doze meses mostram que o governo da presidente Dilma acabou.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB
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Aécio Neves "O improviso hoje é quem governa o Brasil"




O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou que lideranças do partido e da oposição se reunirão hoje para discutir a proposta orçamentária de 2016 apresentada pelo governo federal ao Congresso Nacional com rombo de R$ 30 bilhões. Durante encontro de lideranças políticas de Minas Gerais, realizada em Belo Horizonte, nessa segunda-feira (31/08), o senador afirmou que a gestão petista governa sem planejamento e à base do improviso.

“Vamos nos reunir para ver de que forma vamos enfrentar essa questão. É tão inusitado, pelo menos na nossa democracia recente, um governo não ter a capacidade de apontar as fontes de receitas que deverão financiar as suas despesas. Depois de 13 anos de governo do PT, o governo sequer consegue apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de orçamento equilibrado”, disse.

Aécio Neves lamentou a improvisação do governo Dilma que anunciou recentemente superávit no orçamento e em um mês apresentou proposta orçamentária com déficit bilionário nas contas da União.

“Estamos assistindo ao definitivo atestado de incompetência desse governo que, ao gastar de forma perdulária e irresponsável para vencer as eleições, não consegue fazer o que é essencial. Há pouco mais de 30 dias atrás, o governo anunciava um superávit 0,7% no orçamento. Hoje anuncia um déficit de 0,5%. Em um mês o governo altera a sua previsão de forma tão drástica, que é a demonstração clara do improviso. O improviso hoje governa o Brasil”, afirmou.

O presidente do PSDB alertou que as medidas improvisadas, prática rotineira do governo petista, ainda trarão graves consequências para as empresas brasileiras e para toda a população.

“O Brasil está hoje em recessão técnica, com dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. Não tomaram as providências que deveriam ter sido tomadas para minimizar, pelo menos para uma parcela da população, os efeitos do desemprego. As consequências são preocupantes, não podemos, infelizmente, afastar de um cenário próximo, o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, que pode nos tirar o grau de investimento. E isso, lamentavelmente, impacta, não sobre o governo, mas sobre os cidadãos brasileiros, sobre as empresas brasileiras que terão mais dificuldades para obter, por exemplo, financiamentos fora do Brasil”, disse.
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Aécio : "O Governo Dilma fez um estrago considerável nas contas públicas"


MADE IN BRASIL
por Aécio Neves - Folha de São Paulo

Agora é oficial: com a queda de 1,9% do PIB no trimestre, o país entra de vez em grave recessão. Carimbada e assinada pelo PT.

A notícia é catastrófica e triste. Assusta pelo tamanho e profundidade, e entristece pelos danos causados à sociedade e pela ineficácia das propostas apresentadas pelo governo para superá-la.

Nunca em nossa história republicana ostentamos tantos índices ruins. O tamanho do rombo na economia é proporcional ao desgoverno em ação. Com rara originalidade e exemplar mediocridade, o primeiro governo da presidente Dilma fez um estrago considerável nas contas publicas. Agora não adianta chorar o leite derramado, alegar desconhecimento prévio das dificuldades e impor ao país uma cota de sacrifícios que está levando a nossa economia à bancarrota.

É preciso consertar o mal feito. Mas alguém acredita que sairá alguma solução eficaz deste emaranhado de ideias frouxas e reencarnações assustadoras, como a tentativa de recriação da CPMF? Neste filme de horror, as vítimas são as mesmas: os trabalhadores perdem os seus empregos, as famílias pobres perdem os seus benefícios, os segmentos de classe média perdem as duras conquistas advindas desde a redemocratização do país.

Não adianta culpar o mundo. Quem não cresce é o Brasil, que ostenta um dos piores desempenhos entre os emergentes. A crise é 100% nacional, criada e alimentada no Brasil, com insumos preparados nos laboratórios petistas. O governo não apenas demorou a enxergar a crise, como postergou as medidas de correção e perdeu importantes oportunidades possíveis de reorientar o país para o crescimento.

Foi um desastre e tanto, agravado pelas revelações de um esquema de corrupção sem similar em magnitude no mundo, arquitetado para enriquecer alguns e sustentar um projeto longevo de poder. O resultado de tal combinação é trágico. Nos últimos meses, milhares de trabalhadores perderam seus empregos formais. Entre os jovens até 24 anos, a perspectiva é de um dramático crescimento no número de desempregados nos próximos seis meses. A inadimplência cresceu, o consumo caiu, o brasileiro ficou mais pobre.

Nos tempos de bonança, o país não cuidou dos problemas estruturais e das reformas indispensáveis. O retrato é este: indústrias paralisadas, carga tributária excessiva, inflação crescente, juros na estratosfera e desconfiança generalizada dos agentes econômicos.

O país quer e precisa olhar para o futuro. Voltar a sonhar. Antes, porém, precisamos dos olhos bem abertos e de toda a nossa energia e coragem para denunciar as mentiras que ajudaram a erguer a falácia do governo que finge nos governar. A solução para as diversas crises que enfrentamos terá que ter necessariamente como matéria prima a verdade
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Aécio : "Governo Dilma amplia recessão e pune trabalhadores com fim das desonerações"








Governo Dilma amplia recessão e pune trabalhadores com fim das desonerações, critica Aécio Neves

A medida aprovada ontem pela base do governo no Senado aumenta a carga tributária para as empresas e terá, por consequência, o agravamento da recessão e o aumento do desemprego.

Em discurso na tribuna do Senado, na noite dessa quarta-feira (19/08), o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, criticou duramente o governo da presidente Dilma Rousseff por acabar com a política de desonerações sobre a folha de pagamento de 56 setores da economia. A medida aprovada ontem pela base do governo no Senado aumenta a carga tributária para as empresas e terá, por consequência, o agravamento da recessão e o aumento do desemprego.

"É sim papel da oposição dizer não a essa reoneração, porque ela é altamente recessiva, pune os trabalhadores. É mais uma medida na mão inversa, na mão contrária, de muitos discursos da base do governo que falam em retomada do crescimento da economia", afirmou Aécio Neves ao anunciar a posição contrária do PSDB.

Em seu discurso, Aécio Neves lembrou que o governo Dilma usou as desonerações em 2014 para vencer as eleições, prometendo que a redução de impostos seria permanente. Com isso estimulou empresários a investir em seus negócios e a ampliar a contratação de trabalhadores.

"Cai a máscara de um governo que subordinou os interesses da sociedade brasileira aos seus interesses eleitorais. Em julho do ano passado, o governo, a três meses das eleições, apresentava ao empresariado brasileiro, em reuniões com enorme cobertura da mídia e com um discurso que atingia a classe trabalhadora, para dizer que o Brasil ia muito bem e estava em condições de abrir mão de parcela da arrecadação para estimular o desenvolvimento dessas empresas e, em especial, a geração de empregos", afirmou Aécio Neves.

Trabalhadores desempregados

Aécio Neves também citou em seu discurso os recentes números da crise. Hoje, segundo a Pnad Contínua, 8 milhões de trabalhadores brasileiros estão desempregados. Na indústria, o desemprego cresceu 5,2% nos primeiros seis meses do ano, a maior alta em 14 anos.

Já o PIB, de acordo com dados do Banco Central, registrou queda de 2,5% no primeiro semestre.

"Quem vai pagar ao final a conta dessa reoneração são os empregos, os trabalhadores, porque não haverá empresa brasileira que não deixará de transferir o ônus que recebe agora do governo para os trabalhadores", lamentou.

Aécio Neves destacou que o governo perdeu a credibilidade e a confiança dos brasileiros.

"Estamos vivendo os mais altos indicadores do desemprego da nossa história contemporânea. A crise é extremamente grave e se aprofunda porque o governo perdeu o essencial, perdeu credibilidade e confiança. A crise se agrava a cada dia, os empregos estão indo embora, a atividade econômica diminui, e o governo não consegue reagir a não ser pelo mais arcaico dos caminhos, que é a distribuição, sem qualquer pudor, de cargos e funções públicas", criticou o senador Aécio Neves.
Autor: Assessoria PSDB Nacional
Fonte: O Nortao
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Aécio acusa Governo Dilma de criar uma "ação deliberada" contra a comitiva de senadores brasileiros


Aécio diz ter havido 'ação deliberada' do governo Dilma contra comitiva

Estadão Conteúdo

Eugênio Moraes/Hoje em Dia

Aécio diz ter havido 'ação deliberada' do governo Dilma contra comitiva

Estadão Conteúdo

Eugênio Moraes/Hoje em Dia
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta sexta-feira (19), que houve uma "ação deliberada" do governo brasileiro contra a comitiva de senadores que tentou visitar na Venezuela opositores ao regime comandado pelo presidente Nicolás Maduro. Líderes da oposição defenderam uma resposta da presidente Dilma Rousseff à falta de respaldo da chancelaria brasileira na viagem dos senadores ao país vizinho e pediram a exclusão da Venezuela do Mercosul por desrespeito a cláusulas democráticas.

Um grupo de oito senadores foi encurralado na chegada ao país vizinho por militantes pró-Maduro. Sem conseguirem se movimentar, os senadores decidiram voltar ao Brasil depois de cinco horas e de duas tentativas frustradas de sair do aeroporto metropolitano em direção ao centro da capital Caracas, a 21 quilômetros dali.

"Houve uma ação deliberada do governo venezuelano, como lá percebíamos, mas agora também do governo brasileiro, para expor uma delegação oficial de senadores, que nada mais fazia que prestar solidariedade aos presos políticos e defender a democracia na Venezuela", acusou Aécio, em entrevista coletiva.

O presidente do PSDB disse que os representantes do Itamaraty abandonaram os senadores da comitiva à própria sorte, embora, segundo ele, tivesse havido uma promessa do embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira, de colocar à disposição integrantes da chancelaria para acompanhar a delegação durante a viagem. Para o tucano, não há nenhuma dúvida de que a Venezuela não vive uma democracia.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Aloysio Nunes Ferreira (SP), insinuou que foi a presidente Dilma Rousseff quem deu a ordem para que a delegação do Senado não fosse acompanhada. "É evidente que foi decidido pela própria presidente Dilma, que tem simpatia pelo governo da Venezuela", criticou.

Integrantes da oposição anunciaram que vão apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para trazer para o Congresso Nacional a prerrogativa de suspender acordos do Mercosul em caso de descumprimento das cláusulas. Vão também apresentar pedidos de convocação do chanceler Mauro Vieira e do embaixador brasileiro no país vizinho.

"A Venezuela não tem condições de permanecer no Mercosul enquanto não restabelecer a democracia", afirmou o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO). "Os energúmenos não nos intimidaram", disse Aécio. "Esse conluio é canalha", criticou o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), integrante da comitiva.
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Aécio diz que população irá pagar os erros do governo Dilma





Governo faz população pagar por erros, diz Aécio

Presidente do PSDB gravou vídeo que vai ao ar na TV neste domingo (24)

Governo faz população pagar por erros, diz Aécio

Presidente do PSDB gravou vídeo que vai ao ar na TV neste domingo (24)

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (24), disse em propaganda que vai ao ar na TV neste domingo (24) que o governo "não fez a parte dele" e faz a população pagar por erros que não são dela. Ele criticou ainda medidas tomadas pela administração de Dilma Rousseff, como o aumento no preço da energia elétrica, da gasolina e as alterações de direitos trabalhistas.

"Nos últimos 12 anos, você trabalhou, pagou seus impostos, correu atrás. Você acreditou e fez a sua parte, mas o governo não fez a parte dele, e agora, sem avisar, aumenta a conta de luz, a gasolina, os impostos, os juros e corta os seus direitos", afirmou o senador em propaganda de 30 segundos do PSDB.

Procurada pelo G1, assessoria do Palácio do Planalto disse que a Presidência não vai se manifestar sobre a propaganda.

Por conta da necessidade de reequilibrar as contas publicas, o governo tem enviado ao Congresso desde o inicio de 2015 medidas provisórias e projetos que fazem parte do ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff. Duas dessas medidas, já aprovadas pela Câmara e que agora serão analisadas pelo Senado, propõe tornar mais rigorosas regras de acesso ao seguro-desemprego e ao pagamento de pensão por morte.

"O governo resolve que você tem que pagar por erros que não são seus e abrir mão daquilo que você conquistou. É isso que nós não aceitamos é contra isso que nós lutamos", conclui Aécio no vídeo.

Na terça-feira (19) o PSDB já havia veiculado na TV um programa partidário de 10 minutos em que Aécio e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso dirigiam críticas ao PT e ao governo Dilma.

Em resposta ao programa tucano, o presidente do PT, Rui Falcão, divulgou nota intitulada "PSDB, teu passado te condena". No texto, Falcão escreve que o PSDB é um "partido que, quando governo, escondeu a própria corrupção debaixo do tapete".
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Assembléia de Minas quer acionar Governo Dilma sobre Fies




ALMG quer garantia de renovação de contratos de estudantes mineiros no Fies

Letícia Alves - Hoje em Dia
As novas regras do Fundo de Investimento Estudantil (Fies), que barraram milhares de estudantes de conseguir o benefício, será pauta de um requerimento da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O objetivo é abrir uma ação civil pública exigindo a garantia da renovação dos contratos dos estudantes mineiros nos moldes de outros estados que conseguiram na justiça esse direito, como Goiânia.

A alternativa para sanar o impasse entre Ministério da Educação, Estudantes e Universidades foi apresentada nesta quinta-feira (7) pelo deputado Carlos Pimenta, em audiência sobre o Fies e o Pronatec. "Nós estamos recebendo e-mails de alunos, professores e universidades, mostrando a inoportunidade do Governo Federal em interromper o Fies. Mais de 40% dos alunos que fizeram o vestibular no ano passado, conseguiram o Fies, entraram para a faculdade, não estão tendo nenhuma luz para que possam fazer os seus cursos. O governo está promovendo um verdadeiro descalabro", afirmou o deputado.

Nas faculdades Promove, Kennedy e Funorte, com unidades em Belo Horizonte e Montes Claros, cerca de 24 mil alunos ingressaram nos cursos contando com o benefício. "Está impactando muito as faculdades. Tem alunos que até hoje não conseguiram fazer matrícula", disse o representante das faculdades Dante Cafaggi. Segundo ele, as instituições estão oferecendo financiamentos próprios para tentar amenizar a situação.

PRONATEC

Os cortes de recursos para cursos profissionalizantes do Pronatec já impactam o encaminhamento de beneficiários do seguro desemprego para o programa. De acordo com o chefe da Seção de Políticas de Trabalho, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho, Ernesto Faioli Nogueira, apenas 403 pessoas das 34 mil que deveriam ter acesso aos cursos conseguiram o encaminhamento este ano. "O que nos foi passado pelas entidades é que não existe homologação por parte do Ministério da Educação Teoricamente, seria por falta de verba".




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MPF abre invstigação sobre "pedaladas" do governo Dilma



MPF abre investigação por 'pedaladas' do governo Dilma

Estadão Conteúdo


O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigação para apurar a suspeita de crime contra as finanças públicas, passível de até dois anos de reclusão, nas manobras fiscais praticadas pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff. O procedimento ficará a cargo do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal, que deve convocar envolvidos para explicar as chamadas "pedaladas".

A investigação foi aberta no dia 20, após o Tribunal de Contas da União (TCU) ver irregularidade na prática, que consistiu em atrasar repasses do Tesouro Nacional aos bancos federais para o pagamento de benefícios sociais. Essas operações permitiram que, principalmente em 2013 e 2014, o governo inflasse artificialmente seus resultados para melhorar o superávit primário (economia para o pagamento da dívida).

O MPF em Brasília já tocava inquérito para apurar, na esfera cível, se houve improbidade administrativa de integrantes da equipe econômica ao autorizar as "pedaladas". Agora, os procuradores avaliam também possível afronta ao Código Penal.

O relatório diz que, ao antecipar recursos para cumprir obrigações que eram do Tesouro, os bancos fizeram empréstimos ao governo. O artigo 359-A da lei penal proíbe "ordenar, autorizar ou realizar operação de crédito, interno ou externo sem prévia autorização legislativa."

"O crime é fazer uma operação de crédito tácito", explica o procurador do Núcleo de Combate à Corrupção, Ivan Cláudio Marx. Ele requisitou cópia do inquérito que apura improbidade. A investigação deve ficar a cargo dele na esfera cível e na penal, como prevê o MPF.

Marx diz que, por ora, é prematuro apontar responsáveis pelas manobras fiscais, o que depende do envio de documentos pelo TCU e de depoimentos de envolvidos. Ele avaliará se há indícios de envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, entre elas a presidente Dilma. "Se surgir o nome da presidente, o caso passaria para a PGR (Procuradoria-Geral da República). Isso fugiria da minha esfera", afirmou.

Por lei, ministros de Estado e o presidente da República só podem ser alvos de investigação criminal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O TCU indicou responsabilidade de 17 integrantes e ex-integrantes do governo Dilma e determinou que se expliquem em 30 dias, a partir da notificação. Entre eles estão o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Os dois últimos têm foro privilegiado.

Na quarta-feira, 29, o TCU negou recursos do governo contra decisão que apontou irregularidades nas "pedaladas fiscais". A Advocacia-Geral da União e o BC apresentaram embargos de declaração tentando evitar determinações como a convocação de autoridades para explicar as falhas apontadas e o envio de relatório de auditoria para o MPF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/mpf-abre-investigac-o-por-pedaladas-do-governo-dilma-1.315047


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Interior de Minas tambem se mobiliza contra a corrupção e desmandos do governo do PT



Mobilização contra o governo e a corrupção se espalha pelo interior de Minas
Manifestações ocorreram em todas as regiões mineiras, envolvendo mais de 40 municípios, segundo organizadores. Grupos pretendem levar os protestos para Brasília na próxima vez

Gustavo Werneck , Francelle Marzano
MONTES CLAROS -
No Norte de Minas, centenas de pessoas foram às ruas protestar contra escândalos de corrupção no Brasil e a presidente Dilma Rousseff (PT)
As manifestações contra a corrupção e o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tomaram ruas, praças e avenidas em 44 municípios do interior de Minas, entre eles cidades-polo, como Uberaba e Uberlândia, no Triângulo, Montes Claros, no Norte, Juiz de Fora, na Zona da Mata, Governador Valadares, na Região Leste, Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, Varginha, no Sul, e Paracatu, no Noroeste. Vestidas de verde e amarelo – em alguns casos, de preto, simbolizando o luto pela situação nacional de crise política e econômica –, gente de todas as gerações carregou faixas, cartazes e bandeiras e procurou inovar nos protestos.


BETIM - 

Grupo de amigos uniformizados defendeu o impeachment presidencial
Em Uberlândia, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo a coordenação local do movimento Vem pra Rua, ou 6 mil, conforme a Polícia Militar, “era exatamente meio-dia quando os manifestantes se viraram de costas para Brasília (DF)”, informou o analista de marketing Marco Rodrigo Machado Lara. Ele contou ainda que, “logo em seguida, todos se viraram de frente na direção da capital federal, apontaram o dedo indicador e gritaram ‘Vamos pra Brasília’”. É que a meta dos participantes dos protestos é, agora, seguir rumo ao Distrito Federal e protestar em frente ao Palácio do Planalto.


UBERLÂNDIA - Participantes pretendem viajar para manifestar em frente ao Planalto
O ato público em Uberlândia começou às 10h e durou mais de duas horas, seguindo pelas avenidas João Naves de Ávila e Rondon Pacheco, nos bairros Centro e Tibery. “O movimento é totalmente suprapartidário”, explicou Lara, que citou os três itens da pauta, como o pedido de saída da presidente, o Fora Dilma, “por meio de renúncia, cassação ou impeachment”; transparência total na prestação de contas dos empréstimos internacionais, especialmente os feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e não ao acordo de leniência com empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras. “Somos pela democracia, contra golpe militar e medidas intervencionistas”, resumiu Lara.

TEÓFILO OTONI 

- Ato pacífico nas cores da bandeira brasileira, faixas e cartazes na praça
As cidades mineiras se dividiram em protestos pela manhã e à tarde. Em Governador Valadares, a concentração ocorreu às 9h, na Praça dos Pioneiros, no Centro, em frente à prefeitura, e reuniu entre 1,2 mil e 1,4 mil pessoas, informou a coordenadora local do Vem pra Rua, a socióloga Patrícia Rocha. Ela disse que o movimento conseguiu patrocínio e mandou confeccionar material (bandanas, banners, cartazes, faixas etc.) para distribuição ao longo da caminhada pela Avenida Minas Gerais. Umas das faixas, que se repetiu em outros municípios, foi “Eles não entenderam nada”, em referência à manifestação de 15 de março. Patrícia diz que, na pauta de revindicações, está o corte de 20 ministérios e 20 secretarias ligadas à Presidência da República. “É preciso diminuir os gastos públicos no país”, disse a socióloga.

PALAVRAS DE ORDEM A criatividade dos manifestantes marcou as manifestações. O brado contra a presidente Dilma e a corrupção levou cerca de 1,3 mil pessoas às ruas de Cataguases, na Zona da Mata, de acordo com a engenheira ambiental Beatriz Schofield, do Vem pra Rua local. Três grandes faixas chamaram atenção no protesto. Estava escrito: “Eles não entenderam nada. Vamos repetir. Fora corruptos”; “Fomos roubados, não vamos ficar calados. Fora Dilma”; e “Fora Dilma e leve o PT junto”. “As reivindicações são muito maiores, basta ver o preço dos produtos no supermercado . O PT não tem mais credibilidade para governador o Brasil”, afirmou Beatriz. Diante o prédio da prefeitura, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.

CORONEL FABRICIANO
- 

Participantes esbanjaram irreverência em manifestação no Vale do Aço
No Vale do Aço, Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo também aderiram ao movimento contra a corrupção. Em Coronel Fabriciano, a 198 quilômetros de Belo Horizonte, houve caminhada de 2,5 quilômetros com cerca de 350 pessoas, incluindo aquelas que estavam acompanhando nos carros e motos, disse o coordenador do Vem pra Rua, Maurisson Morais. A concentração começou às 9h e a caminhada, às 10h30, com apoio das lojas maçônicas da região. “O movimento cresceu muito aqui. Em 15 de março, tivemos apenas 40 pessoas e agora um número bem maior de gente demonstrando a indignação contra a corrupção, o petrolão e outros escândalos”, afirmou.

INSATISFEITOS Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, cerca de 30 pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo federal. Os manifestantes começaram a se reunir na Praça Milton Campos por volta das 9h30 e desceram em passeata pela Avenida Governador Valadares até a Praça Tiradentes, no Centro. Vestidos com camisa amarela estampada com a frase: “Chega! – Movimento Vem pra Rua – Betim” o grupo cantou o Hino Nacional e pediu a saída do Partido dos Trabalhadores e da presidente Dilma Rousseff (PT) do poder.

Segundo uma das organizadoras do movimento, a professora Neiri Rangel, o protesto mostra a insatisfação com a política do governo federal. “Nós somos só um braço do movimento que acontece no Brasil. Estamos lutando por um governo com mais moralidade, ética e respeito”, afirmou. Neiri acrescentou ainda que a solução para o país seria a reforma política. Já o auxiliar administrativo Carlos Wherbest pedia a saída da presidente Dilma e de todos os filiados ao PT. Segundo ele, é necessário que o Supremo Tribunal Federal (STF) tome iniciativas para punir os políticos corruptos. “Os juristas do STF precisam criar coragem e mandar para a cadeia todos os ladrões que usam o dinheiro público em benefício próprio. 

O Estado de Minas
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Avaliação do Governo Dilma despenca

Avaliação do governo Dilma é negativa para 64,8%, aponta pesquisa

10,8% avaliam governo como ótimo ou bom; pior registrado foi em setembro de 1999, no segundo mandato de FHC



PUBLICADO EM 23/03/15 - 17h06
FOLHAPRESS

A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff atingiu em março deste ano o segundo pior nível histórico, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (23). No total, 64,8% dos entrevistados consideram o governo da petista ruim ou péssimo, contra 10,8% que o avaliam como ótimo ou bom.

Outros 23,6% consideram que o governo Dilma Rousseff é regular e 0,8% não sabem ou não responderam.

O pior índice registrado pela pesquisa foi em setembro de 1999, no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, o governo do tucano foi avaliado positivamente por apenas 8% dos entrevistados e 65% fizeram avaliação negativa de sua gestão.

A pesquisa também mostra que a avaliação pessoal da presidente é a pior da série histórica da CNT/MDA. Entre os entrevistados, 77,7% desaprovam a presidente, contra 18,9% que a aprovam.

Outros 3,4% não sabem ou não responderam. A pesquisa começou a ser realizada em julho de 1998.

A última pesquisa CNT/MDA que fez a avaliação do governo Dilma Rousseff foi realizada em setembro de 2014, antes das eleições que reelegeram a petista. Na época, o governo Dilma foi avaliado de forma positiva por 41% dos entrevistados, contra 24% que fizeram avaliação negativa.

A pesquisa realizou 2002 entrevistas entre os dias 16 e 19 de março, logo após os protestos contrários ao governo federal, em 137 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Segundo mandato

O levantamento aponta que 75,4% dos entrevistados consideram o segundo mandato de Dilma pior que o primeiro, enquanto 2,8% o avaliam como melhor e 16,4% o consideram igual. Outros 4,4% acham não ser possível fazer essa avaliação e 1% não sabem ou não responderam.

Segundo a pesquisa, 84% dos entrevistados consideram que Dilma não cumpre em seu segundo mandato o que prometeu durante a campanha eleitoral. Outros 4,7% consideram que ela cumpre suas promessas, 12,9% avaliam que as promessas são cumpridas parcialmente e 1,4% não sabem ou não responderam.

O levantamento também questionou os eleitores sobre uma eventual disputa para a presidência da República neste momento entre Dilma e senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano seria eleito com 55,7% dos votos contra 16,6% recebidos por Dilma. Os brancos e nulos somaram 22,3% e 5,4% não sabem ou não responderam.

Entre os entrevistados, 41,6% declararam ter votado em Dilma nas eleições de outubro do ano passado contra 37,8% que votaram em Aécio. Outros 10,8% afirmaram ter votado em branco ou nulo, 8,7% não votaram e 1,1% não lembram ou não responderam.

A pesquisa também perguntou aos eleitores se o governo Aécio Neves estaria melhor que o de Dilma Rousseff neste momento, caso o tucano tivesse sido eleito em outubro.

No total, 38% dos entrevistados consideram que estaria melhor, contra 32,6% que consideram igual e 17,4% que acham que a gestão do tucano seria pior. Os que não responderam ou não sabem somam 1,2%.

Em relação a um eventual pedido de impeachment de Dilma, 59,7% responderam ser favoráveis e 34,7%, contrários. Outros 5,6% não sabem ou não responderam.
Jornal O TEMPO

Postado por GMatosJr
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