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Aécio homenageia seu avô, Tancredo Neves







Em texto de homenagem ao avô Tancredo Neves, Aécio ataca PT

Senador afirmou que algumas conquistas do avô encontram-se na berlinda atualmente

O senador Aécio Neves (PSDB) homenageou o avô Tancredo Neves nesta terça-feira, dia em que a morte do ex-presidente completa 30 anos . Em coluna no jornal O Globo, o senador lembrou que Tancredo “estava destinado a se tornar o primeiro civil a tomar posse como presidente após os governos militares” e aproveitou para fazer críticas ao atual governo.



Tancredo foi eleito pelo Congresso Nacional em 15 de janeiro de 1985Foto: Célio Azevedo / Fotos Públicas

Aécio afirmou que desde a morte de Tancredo o País se modernizou, controlou a inflação e, a partir do “plano Real, promoveu programas para enfrentar os problemas sociais históricos e desenhou uma nação emergente de enorme potencial”. Contudo, Aécio ressaltou que “lamentavelmente, muitas dessas conquistas encontram-se hoje na berlinda, ameaçadas pela inépcia, a corrupção e a miopia política de um governo que, imersos em erros colossais, agoniza em praça pública”.

Falando do avô, Aécio destacou que ele tinha capacidade de dialogar e era atento ao sentimento popular, “exatamente o que está ausente hoje nas tramas palacianas”. O senador disse ainda que o PT acredita que o povo será eternamente grato “às benesses que teriam sido promovidas” nos últimos 12 anos e “perdeu a conexão com essa mesma rua que as suas primeiras lideranças percorreram nos embates pela construção da democracia”.

O candidato derrotado por Dilma Rousseff na última eleição presidencial afirmou ainda que o “mais do que nunca, o País anseia por credibilidade” e lembrou uma frase de Tancredo: “não há pátria onde falta democracia”.

Tancredo Neves morreu no dia 21 de abril de 1985. Em 15 de janeiro do mesmo ano, o mineiro havia sido eleito, em eleição indireta pelo Congresso Nacional, o primeiro civil presidente da República após a ditadura militar, porém morreu antes de tomar posse. Quem assumiu foi seu vice, José Sarney



http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/em-homenagem-ao-avo-tancredo-neves-aecio-faz-criticas-ao-pt,3278338416cdc410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html.

Aécio nos lembra, que há 30 anos, Tancredo Neves, reconstruindo a democracia no Brasil, dizia " Não vamos nos dispersar"




Tancredo posa em frente a Esplanada dos Ministérios após eleição do Colégio Eleitoral - Arquivo O Globo
Eleição de Tancredo, há 30 anos, foi a 'mais bem elaborada construção política que o Brasil viveu', diz Aécio
Ex-governador de Minas relembra eleição de seu avô, primeiro presidente civil depois de duas décadas de ditadura
POR THIAGO HERDY


SÃO PAULO - Ao desejar feliz ano novo a seus eleitores em vídeo divulgado em seus canais de divulgação no último dia de 2014, o senador e candidato derrotado à Presidência Aécio Neves (PSDB) repetiu a mesma frase do discurso da vitória da eleição de seu avô Tancredo no Colégio Eleitoral, que hoje completa exatamente 30 anos: "Não vamos nos dispersar".

A frase de Tancredo era um chamado à população para que continuasse reunida "nas praças públicas" e "com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão" que levou à escolha naquele 15 de janeiro do ex-governador de Minas Gerais como primeiro presidente civil, depois de 21 anos de uma ditadura que executou quatro centenas de opositores.

A frase de Aécio é um chamado aos 51 milhões de eleitores que no ano passado deram ao tucano votos de confiança, insuficientes para impedir a reeleição de Dilma Rousseff, naquela que ficou marcada como a mais apertada disputa da história política brasileira.

A frustração com a derrota no Congresso, em 1984, da emenda que previa eleição direta para presidente foi compensada, no ano seguinte, pela eleição de Tancredo - um dos entusiastas da campanha pela volta de um presidente civil ao poder. Entretanto, o mineiro morreu antes da posse e o cargo foi passado ao vice na chapa, José Sarney.

NOITE DE VÉSPERA INTERMINÁVEL

Na condição de secretário particular do avô, Aécio presenciou praticamente toda a articulação realizada antes das eleições junto a aliados e também a militares, naquela que o mineiro considera "a mais bem elaborada construção política que o Brasil viveu em sua história contemporânea", sacramentada em 15 de janeiro de 85.

- Era uma construção que começava por um líder de oposição que tinha uma parcela, no início, não disposta a ir para o Colégio Eleitoral, posição que depois ficou isolada apenas no PT. Ao mesmo tempo, havia uma administração para que setores ainda inconformados das Forças Armadas não tivessem chance de se rebelar - conta Aécio, que ainda tem na memória a noite insone anterior à eleição, lembrando-se até do gesto de retirar os óculos do rosto do avô quando ele adormeceu, ainda que por pouco tempo, lendo jornais na cama de seu apartamento, em Brasília.

Para ex-presidentes militares, Tancredo era o líder da oposição com quem era possível dialogar. "Tancredo não hostilizava", diria Ernesto Geisel (1907-1996) em entrevista ao projeto "Memória viva do regime militar", do economista e ex-colaborador de Tancredo, Ronaldo Costa Couto. "Era um bom relacionamento", repetiria o general Figueiredo, no mesmo livro.

Segundo Aécio, a opção do avô por fazer uma transição "sem revanchismo ou retaliações" era uma forma de fazê-la "sem traumas maiores do que aqueles já havidos durante os 21 anos do regime".

- Ele sabia que setores importantes das Forças Armadas compreendiam que o ciclo militar estava no final. Ao mesmo tempo, havia setores mais radicais, que esperavam um motivo qualquer para retroceder. Era um olho no gato e outro na frigideira - conta o tucano, lembrando que o avô ficou atento, "até o final, às movimentações mais extremadas do Exército".

AVENTURA, NÃO

Aécio admite que, para Tancredo, essa era uma eleição com resultado previsível e favorável, na medida em que ele havia tomado a decisão de ir ao Colégio Eleitoral apenas quando percebeu que as "condições mínimas de vitória estavam construídas e viabilizadas":

- Ele tinha uma frase onde dizia: para correr risco, contem comigo, isso é inerente à nossa atividade. Agora, aventura, não.

Se Tancredo evitou o revanchismo para viabilizar a transição democrática, o que diria Aécio sobre o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), divulgado em dezembro?

- Era um direito dos brasileiros conhecer a sua história, e das famílias e amigos daqueles que desapareceram. Isso é legítimo. Independentemente das questões de governo específicas que nos envolvem, do ponto de vista institucional, os avanços foram muito consistentes de 85 até aqui - afirma.

O tucano pede, no entanto, que o apoio ao relatório não seja confundido com o tratamento dado no texto à autoanistia promovida pelo regime, citada ali como "ilegal diante da legislação internacional”, em especial por crimes cometidos contra a humanidade.

- A Anistia foi um grande pacto, feito na sociedade brasileira em determinado tempo histórico, que se mostrou essencial para que tivéssemos avanços de lá até aqui. Não vejo a quem possa interessar hoje a sua revisão - diz.

MOVIMENTOS

Em entrevista para o livro de Costa Couto, doze anos depois da eleição do avô, Aécio analisou a estratégia de Tancredo. "Ele soube aguardar, esperar que as forças se movimentassem e se agrupassem em torno dele. Sabia exatamente o momento de avançar e o momento de recuar". Para o Aécio de 2015, este é o momento de avançar ou recuar?, pergunta o GLOBO.

- É o momento de persistir. Eu perco as eleições mas saio das urnas representando um movimento amplo da sociedade, indignado com tudo que está aí - responde o tucano, dando típicos sinais "tancredianos":

- Levo para minha militância oposicionista o mesmo vigor e a mesma coragem que eu teria se tivesse sido eleito presidente. Meu papel é organizar e fortalecer as oposições, cobrar do governo os compromissos que assumiu na campanha, suas contradições - avança.

- Mas (faço isso) sem pensar em eleições, por enquanto. Tenho os pés no chão. A oposição não pode ter uma cara, apenas, isso é um erro gravíssimo, a oposição tem que ser ampla - recua.

CONEXÃO

Aécio quer repetir o que fez Lula para encerrar oito anos de tucanos no poder. Ele aposta em seu vínculo "com setores expressivos da sociedade", que ele classifica “não como mais qualificado, porque todos são", mas "o mais antenado com o que está acontecendo com o Brasil".

- No governo Fernando Henrique, sabíamos que tinha um Lula conectado, claro que com outros setores, mas numa conexão forte com movimentos da sociedade, com os quais ele militava. Nós sabíamos que era mais difícil enfrentar uma oposição que tinha uma conexão muito forte com esses setores - diz.

No livro de Costa Couto, o ex-governador da Bahia e ex-senador Antônio Carlos Magalhães analisou o catalizador do governo militar: "1964 foi um movimento contra a corrupção e em defesa da moralidade".


Em 1997, já de volta ao regime democrático, o general Figueiredo definiu o governo de FH: "Estamos na mesma situação de 1963. Os escândalos estão aí, piores ainda".

Em janeiro de 2015, na declaração de Aécio, a história é movimento de moinho:

- Represento um movimento indignado com tudo que está aí. Indignado com a leniência com a corrupção, com a incompetência do governo. Cansado dessa forma atrasada de se fazer política.

Fonte : http://oglobo.globo.com/brasil/eleicao-de-tancredo-ha-30-anos-foi-mais-bem-elaborada-construcao-politica-que-brasil-viveu-diz-aecio-15056526

http://dropsmisto.blogspot.com

Redemocratização do Brasil : Uma ação de Tancredo Neves e vivida por Aécio.

Redemocratização completa 30 anos


Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral elegeu o primeiro civil para a presidência após 21 anos

São Paulo. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) tinha 25 anos e era o secretário particular de Tancredo Neves, seu avô, quando foi eleito presidente. Os dois moravam juntos em Brasília. Aécio se considera um espectador privilegiado daquele momento histórico.

“O mais marcante para mim foi o esforço que Tancredo fez para buscar a legitimação popular para o processo. Vimos uma eleição indireta com manifestações populares que reuniam centenas de milhares de pessoas pelo Brasil inteiro”, relembra o senador.

Aécio conta ainda que, mesmo vitorioso, Tancredo tinha receio de uma reviravolta. “Ele fez um esforço enorme andando pelo País, para impedir qualquer manobra radical”, conta.



Tancredo Neves discursa logo após ser eleito pelo Colégio Eleitoral


São Paulo. No Congresso Nacional, às 12h25 do dia 15 de janeiro de 1985, quando foi anunciado o resultado da eleição indireta para a Presidência da República, a multidão reunida na Esplanada dos Ministérios festejou. Celebrava-se a eleição de Tancredo Neves e, mais do que isso, o fim do ciclo dos governos militares. Após 21 anos, a escolha de um civil para o cargo, mesmo que por meio de eleições indiretas, significava a retomada da supremacia civil nos destinos da República.

Às vésperas do aniversário de 30 anos daquela festa, que ocorre na quinta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), diz que ela marcou o “reencontro do Brasil com a democracia”. Ainda segundo o senador, que na época tinha 25 anos e era secretário particular de Tancredo, seu avô, foi o momento culminante da “mais bem-sucedida construção política da história contemporânea”.

A candidatura de Tancredo começou a ser tecida após a derrota no Congresso, no dia 24 de abril de 1984, da emenda do deputado Dante de Oliveira (PMDB-GO) que propunha eleições diretas. Político experiente, conhecido sobretudo pela sua capacidade de conciliação, o então governador de Minas iria enfrentar no Colégio Eleitoral o ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, do PDS, sigla que dava sustentação política ao regime.

Mesmo sem o apoio de parte da oposição, incluindo o PT e setores do PMDB, Tancredo costurou uma ampla aliança. Foi decisivo o surgimento de uma dissidência no PDS, capitaneada pelos ex-governadores José Sarney, do Maranhão, e Aureliano Chaves, de Minas.

Em troca desse apoio, Sarney foi escolhido para o cargo de vice. Tancredo teve 480 votos, contra 180 dados a Maluf, que saiu do plenário sob gritos de “fora corrupto”.

O mineiro não assumiria, no entanto, a Presidência. Internado na véspera da posse para uma cirurgia, nunca se recuperou. Morreu no dia 21 de abril. No dia da votação, atendendo a orientação do partido, a bancada do PT se ausentou. Três deputados, porém, ficaram e votaram em Tancredo. Mais tarde, ameaçados de expulsão, pediram o desligamento do PT. Um deles, o advogado Airton Soares, diz que apoiou Tancredo porque ele tinha força para negociar a saída para a democracia. “Colaborei, com meu voto, para que essa negociação fosse possível”.

Fonte O Tempo : http://www.otempo.com.br/a%C3%A9cio-foi-espectador-privilegiado-1.972251

Aécio iniciou carreira política como assessor de Tancredo Neves



Aécio Neves iniciou sua carreira política como assessor do avô Tancredo Neves


Duas vezes governador e atual senador, tucano tenta quebrar a hegemonia petista

Atualmente senador e disputando pela primeira vez a Presidência da República, Aécio Neves nasceu no dia 10 de março de 1960, em Belo Horizonte, filho do ex-deputado federal Aécio Ferreira Cunha e de Inês Maria Neves Faria.
A carreira política começou efetivamente em 1982, quando tornou-se o principal assessor do avô Tancredo Neves na campanha para o governo de Minas. Tancredo foi eleito e Aécio passou a atuar com ele o assessorando na gestão do Estado.
Então membro do PMDB Jovem, Aécio participou, ao lado de Tancredo, da campanha pelas "Diretas Já" em 1984. Dois anos depois, acabou eleito deputado federal, participando do grupo de parlamentares que, na Assembleia Nacional Constituinte, produziu a Constituição Federal de 1988.
Economista, Aécio permaneceu no Congresso após ser eleito novamente em 1990 e, posteriormente, em 1994. Três anos depois, tornou-se líder da bancada tucana na Câmara Federal.
Em 1998, o tucano conquistou seu quarto mandato. No final dele, em 2001, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, o que lhe garantiu mais visibilidade.
No ano seguinte, apoiado pelo ex-presidente Itamar Franco, Aécio foi eleito governador de Minas, no primeiro turno, ao obter 5,2 milhões de votos. Quatro anos depois, foi reeleito, também em primeiro turno, com 7,4 milhões de votos.
Aécio permaneceu no governo até 2010, quando deixou o cargo para se candidatar ao Senado. Na ocasião, foi eleito com 7,5 milhões de votos, tornando-se um dos nomes importantes da oposição em Brasília.
Em 2013, já em preparação para tornar-se candidato a presidente, Aécio Neves assumiu a presidência nacional do PSDB. Um ano depois, foi escolhido como o candidato do partido à Presidência da República nas eleições de 2014.


PUBLICADO EM 21/07/14 - 05h00
DA REDAÇÃO

"Isto É" entrevista Andrea Neves: "Participei da fundação do PT"



Participei da fundação do PT”

Em sua sala no comitê de campanha do irmão, em Belo Horizonte, Andréia Neves tem sobre a mesa de trabalho um porta-retrato com a foto do avô, Tancredo Neves. A fotografia, cercada por esculturas de anjos, lhe serve de amuleto. Grande conselheira do irmão, Andréia é a principal coordenadora da sua campanha:

Quando você se interessou por política?

Quando eu nasci, sem me dar conta (risos). No casamento do meu pai com a minha mãe havia no altar, como padrinhos, de um lado Juscelino pelo PSD e Jango pelo PTB. Do lado do meu pai era Artur Bernardes pelo PR e Cláudio Salgado pela UDN. A porta da nossa casa nunca ficou trancada. Quando descíamos a escada para o café havia mais de dez políticos. Era uma falta de privacidade (risos). Eu e Aécio envelopávamos três santinhos pedindo voto. Era nossa brincadeira.

Como era sua relação com Tancredo?
Meu avô era especial, tinha uma inteligência extraordinária e um grande senso de humor. Tinha ritos que sempre fazia com a gente. Toda noite cantava a mesma música: "Se essa rua, se essa rua fosse minha..." Acho que ele não sabia outra (risos). Também contava a mesma história de terror todo fim de semana. Todos detestavam, mas ele só sabia essa (risos). Eu tinha seis anos.

Na juventude você e o Aécio tinham divergências políticas. Como era isso?

Padeci mais do chamado arroubo da juventude. Quando morei no Rio tive militância política. Participei da fundação do PT. Eu era radical. Mas aí, como se diz aqui em Minas, eu sarei (risos).

Como você se envolveu no episódio do atentado Riocentro?

No dia 1º de Maio de 1981, fui a um show no Rio de Janeiro com Sérgio, meu namorado na época. Paramos o carro e escutamos o barulho. Achei que fosse pneu estourando. O Capitão Wilson passou na nossa frente segurando as vísceras com a mão. Socorremos ele e o deixamos no hospital. No dia seguinte quiseram envolver meu namorado porque tinha sido guerrilheiro. Disseram que ele e eu jogamos uma bomba dentro do carro pela janela.

O que seu avô disse quando soube?

No dia seguinte às 7h30 da manhã liguei e perguntei se ele tinha ouvido notícias sobre o atentado. Ele respondeu bravo: "Eu vi, coisa horrorosa. Eles estão perdendo os limites, ficando loucos". Contei a história aos poucos. Ele estava saindo para um comício e disse para eu ir até sua casa e esperar. Pediu que eu ligasse para a imprensa e contasse tudo.

Como você e o Aécio superaram a morte do Tancredo?
Não posso nem entrar nesse assunto que eu choro até hoje. É difícil falar. (Silêncio). Não superamos.

Isso aproximou vocês dois?
Sim. O momento foi difícil para a gente. Na morte do meu marido ele foi extremamente solidário. Nas primeiras noites, ele pegava o avião à noite, ficava comigo no hospital e voltava para Brasília de manhã. Ele dormia segurando minha mão.

ISTOÉ Gente
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Aécio reedita gesto de Tancredo Neves

Abre a corrida

Geraldo Alckmin está vindo a Poços de Caldas no próximo dia 18 para um evento emblemático de apoio à candidatura presidencial de Aécio. O ato marcará os 30 anos da carta em que Tancredo e Franco Montoro, então governadores de Minas e São Paulo, propuseram pela primeira vez as diretas para presidente no país. Alckmin, Aécio e Anastasia vão reeditar o gesto dos antecessores, lançando uma nova carta à nação, desta vez com as principais bandeiras do PSDB.
(...)
O Tempo

Homenagem a Tancredo Neves

Homenagem a Tancredo Neves

O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves recebeu políticos e autoridades, em uma cerimônia na noite de ontem, para a abertura da exposição permanente sobre a trajetória do primeiro presidente eleito após a ditadura militar no Brasil.
(...)
Ao lado do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), neto de Tancredo, parlamentares e ministros viram, em primeira mão, o que o público poderá conferir gratuitamente a partir de hoje: fotos e vídeos que contam a história do político mineiro, além de documentos como o diploma de presidente da República, que ele jamais chegou a receber.
(...)
Estado de Minas

PT, um partido com vocação autoritária

(.
..)O PT já não consegue esconder mais sua vocação autoritária
(...)
O partido não apoiou Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, única saída, na época, contra a ditadura. (...)
Depois do mensalão e das (constantes) investidas contra a liberdade de imprensa, o governo do PT, nos melhores moldes autoritários, quer agora impedir a criação de novos partidos, afastando com isso os adversários considerados indesejáveis ou inconvenientes. (...)

O Tempo / Acilio Lara Rezende

Aécio : " O PT precisa de férias !"

O PT precisa de férias

Em recente entrevista à imprensa, o senador Aécio Neves, de quem a República brasileira anda precisando muito, saiu com uma bem-lançada "boutade": "O PT precisa de férias para se reorganizar e voltar às suas origens". Homem público inteligente, ameno e educado, lembra, dentre outras, figuras dos seus avoengos: Tancredo Neves, Tristão da Cunha e Aécio Cunha, dos quais, infelizmente, conheci o segundo apenas por informações dos da sua geração.
(...)
Esse duelo, personificado por Aécio Neves contra o PT, seja lá quem for que o represente, já tardava e, na minha opinião, não foram apenas o PSDB e o seu candidato que perderam.

O Tempo /Márcio Garcia

O valor do DNA de Aécio Neves


Veja . Com 01/04/2011 - Coluna de Ricardo Setti
às 20:01 \ Política & Cia

Impulsionado pelo DNA político, Aécio promete fazer oposição dura após 100 dias de Dilma


Na semana seguinte à próxima, que começa no dia 10, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), provável presidenciável tucano em 2014, anuncia um “discurso contundente” para celebrar o final da trégua de 100 dias que a oposição, em vários países, concede ao novo governo. “Vamos dar o sinal de largada para essa agenda propositiva de nosso partido, que será, ao mesmo tempo, uma agenda fiscalizadora dura”, avisou o senador no começo do mês passado.
O senador de frondosa mas não tão conhecida árvore genealógica na política — neto do presidente Tancredo Neves pelo lado da mãe, como todos sabem, mas também neto do importante político mineiro Tristão da Cunha por parte de pai e filho de um experiente deputado de oito mandatos, Aécio Cunha –, impulsionado pelo DNA, terá sua primeira participação de peso desde que assumiu a cadeira no Senado, a 1º de fevereiro passado. E seu foco, que ele naturalmente não proclama, é ter visibilidade nacional como a grande estrela da oposição.
Estofo para isso não se pode negar a Aécio. Ele desempenhou um importante papel como presidente da Câmara dos Deputados no biênio 2001-2002 quando, entre outras ações importantes, articulou o fim da execrável imunidade parlamentar para todo tipo de ilícitos, mesmo crimes graves — a imunidade, hoje, se refere apenas e exclusivamente a atos praticados pelos parlamentares no exercício do mandato. Depois disso, teve um governo muito bem avaliado em Minas Gerais (2003-2010).
A política veio do berço
Mas o ex-presidente da Câmara dos Deputados e duas vezes governador de Minas Gerais não aprendeu política apenas com o avô, o presidente Tancredo Neves. Ela lhe veio literalmente do berço, com o pai, Aécio Cunha, falecido justamente no dia 3 de outubro de 2010, domingo, dia que consagraria a espetacular vitória eleitoral do filho. eleito senador com votação recorde no Estado.
Aécio Neves, ainda criança, com a irmã mais velha, Andrea, e os pais, Aécio Cunha e Inês Maria Tolentino Neves, no batizado da caçula, Ângela
Aécio Ferreira da Cunha morreria em Belo Horizonte, aos 83 anos, em consequência de falência hepática, sem tempo de comemorar o sucesso do Aécio filho, que, além da própria vitória, elegeu o sucessor, o governador Antonio Anastasia, e o segundo senador por Minas, o ex-presidente Itamar Franco (PPS).
Com sua partida, Aécio perdeu também um grande conselheiro político. Aécio Cunha, cujo primeiro dos dois casamentos seria com Inês Maria, filha de Tancredo, percorreu uma longa carreira política: exerceu dois mandatos de deputado estadual em Minas e nada menos do que seis de deputado federal, em Brasília.
O pai, deputado influente
Fechou a carreira pública, em 1987, com um belo gesto: nomeado ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) pelo então presidente José Sarney, renunciou à mordomia vitalícia antes de tomar posse.
Não se conformou com o silêncio do presidente diante de rumores, espalhados pelo governador Newton Cardoso (PMDB), adversário do filho, segundo os quais Aécio Neves deixaria de apoiar o candidato tucano à Prefeitura de Belo Horizonte em troca da nomeação do pai.
Gesto não apenas belo, mas sobretudo raríssimo: é o único caso registrado nos 119 anos de história do TCU.
Fisicamente um pouco mais baixo mas, quando mais jovem, quase um retrato de Aécio Neves, Aécio Cunha não tinha o desalinho chique do filho: sempre em ternos formais, cabelos divididos e rigorosamente penteados, era um daqueles deputados que dispunham de grande habilidade e boa dose de influência, que, contudo, não exibia.
Trabalhava duro nas comissões, chegou duas vezes a ser o relator do Orçamento-Geral da União e exercia a política em silêncio, fazendo jus às raízes mineiras e ao aprendizado que, por sua vez, lhe propiciou em casa o próprio pai, avô paterno de Aécio Neves.
O outro avô foi quatro vezes deputado e trabalhou com JK
Tristão da Cunha, o outro avô de Aécio, foi um dos signatários do famoso “Manifesto dos Mineiros”, que prenunciou, em 1943, a derrubada de Getúlio Vargas, quatro vezes deputado federal pelo velho PR (Partido Republicano), ex-secretário de Estado de três governadores mineiros, inclusive Juscelino Kubitschek, e, durante dez anos, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão destinado a preservar a concorrência empresarial.
O filho de Tristão e pai de Aécio Neves, Aécio Cunha, militou, desde o início da carreira, no mesmo partido de Tristão, o PR que surgiu em 1945 do velho Partido Republicano Mineiro (PRM), fundado para combater a monarquia em 1888 e, mais tarde, feudo político do presidente Arthur Bernardes (1922-1926). O PR, enquanto existiu, até a extinção dos partidos políticos pelo regime militar, em 1965, era essencialmente mineiro e, no estado, exercia a característica de partido pendular, que decidia as coisas entre o PSD e a União Democrática Nacional (UDN).
Aécio pai com Aécio filho
Em 1965, extintos os partidos surgidos na redemocratização do país, vinte anos antes, filiou-se à sigla criada pelo regime militar, a Arena e, mais tarde, a seu sucedâneo, o PDS. Isso nunca o impediu de manter uma convivência intensa com o sogro, e depois ex-sogro, Tancredo, um dos cardeais do MDB. Na Câmara, costumava visitar com frequência o modesto gabinete do futuro presidente.
Conservador moderado, governista relutante, não por acaso juntou-se no finzinho de 1984 à Frente Liberal, formada por dissidentes do PDS que se juntaram ao PMDB na Aliança Democrática, elegeram Tancredo presidente e liquidaram o regime militar.
O pai de Aécio Neves passou boa parte dos últimos anos refugiado em sua fazenda na Teófilo Otoni natal com a segunda mulher, Sônia Maria Bastos, mas gostava da companhia dos filhos – além de Aécio, as irmãs Andrea e Ângela.
Muito afetuoso com o filho, de quem tinha grande orgulho, certa vez, modesto, confidenciou a amigos:
– Ele é muito melhor do que eu fui.

Tancredo Neves, líder permanente do cotidiano e decisivo em momentos cruciais

por Roberto  Satunirno Braga

Foi tudo. Na História e na Política do Brasil. Deputado, senador, ministro, primeiro-ministro, governador, presidente eleito. Foi líder permanente no cotidiano e decisivo em momentos cruciais.
Após a renúncia de Jânio, em 61, evitou o que poderia ter sido um conflito armado entre brasileiros, intermediando e negociando o acordo de João Goulart com os militares, pelo qual ambas as partes aceitavam a solução do parlamentarismo. Solução artificial, claro, eminentemente casuísta, mas que permitiu ao vice-presidente assumir a presidência sem confronto, como lhe era de direito, e, depois recuperar por inteiro o seu poder.
Isso foi fortemente rejeitado por outros líderes da época. Eles reclamavam o puro, simples e direto respeito à regra constitucional vigente. A maioria desses críticos colimava o esmagamento definitivo da direita golpista, que havia derrubado Vargas e, posteriormente, derrubaria o próprio Jango.
Tancredo Neves tinha esperteza política. Jamais foi aliado de golpistas. Ao contrário. Na chefia do gabinete parlamentarista, costurou o caminho da volta ao presidencialismo, através do plebiscito que aplastou o da direita opositora a Jango.
A habilidade do mineiro mostrou-se por inteiro quando João Goulart, um ano depois do acordo do parlamentarismo, assumiu a Presidência da República com plenos poderes, sem nenhuma ameaça de conflito militar. A volta política tinha sido dada.

O que sucedeu depois é outro capítulo. Ao poder ascendeu, também, junto com Jango, o grupo do confronto definitivo.
Diante da nova encruzilhada, pouco mais de dois anos depois, não restava mais espaço para qualquer negociação. O processo de radicalização ganhou força irrefreável com o acirramento da guerra fria no plano internacional e com o crescimento, dentro do poder nacional, dos referidos grupos mais à esquerda, que rejeitavam frontalmente a “política de conciliação”, como chamavam.

A negociação até foi tentada pelo presidente, cuja intuição lhe mostrava o risco elevado do enfrentamento direto, “mandando brasa” nas reformas de base mal definidas, que produziriam a desorganização econômica propiciadora do golpe.

Jango tentou, sim, a nova rodada de negociação política, através do próprio Tancredo e principalmente de Santiago Dantas, além de Celso Furtado, com seu plano trienal que procurava racionalizar as reformas.
Mas o clima de confronto estava definitivamente instalado e o presidente acabou fazendo a opção pelos seus companheiros políticos de toda vida, que sustentavam otimisticamente o avanço, com base na força do poder legítimo. Falou mais forte o caráter de Jango que a conveniência política.
Tancredo, embora mais experiente e realista, possivelmente prevendo a vitória dos golpistas, e vendo muitos dos seus pares do velho – e extinto – PSD se passarem para o lado do golpe, também fez a opção dos seus companheiros ligados ao nacionalismo de Vargas, e ficou com Jango.
O outro momento de liderança decisiva foi aquele que levou Ulysses Guimarães, o chefe inconteste da resistência à ditadura, aquele que a lógica política indicava como primeiro presidente civil após o período militar, Ulysses convenceu-se e aceitou a ideia de que Tancredo era o único que tinha condições políticas para assumir a chefia da nação na restauração democrática.
Por que Tancredo era o único? Pela sensibilidade fina, pela habilidade, pela esperteza, sim, tão importante na política.
Esperteza positiva e válida, pois era associada à honestidade e à lealdade.
Pela força da liderança que possuía, pelo comportamento político durante toda a ditadura, orientado por essas qualidades inexcedíveis, Tancredo não deixou queimar as pontes que tinha com alguns antigos chefes militares.

Eu o conheci através de meu pai e encontrei-me com ele na Câmara, na Comissão de Economia, de 63 a 66. Convivemos mais na direção nacional do MDB, cuja cúpula tinha Ulisses na presidência, Brossard, eu e Tancredo nas três vices, e Thales Ramalho na secretaria geral.

Brossard estava ali pelo peso do saber e pelo enorme prestígio pessoal que tinha, mas destoava politicamente do trio pessedista, pela sua origem de Partido Libertador (PL), eminentemente anti-getulista, num meio de formação densamente varguista.
Eu, jovem, socialista, não destoava tanto por ser filho de um velho amigo deles, pessedista também, e por professar uma definitiva admiração pela política desenvolvimentista de Vargas, marcada pela forte presença do Estado. Eles me tinham na conta de um moço ingênuo, mas confiável.

Assim é que o círculo de decisão partia das conversas entre os três velhos pessedistas (Ulysses, Tancredo e Thales), e agregava, em seguida, a mim e, só depois, ao Brossard e aos demais membros da Executiva.
Ulysses gostava do meu estilo e frequentemente me pedia que redigisse as minutas de notas que o partido emitia diante de fatos políticos relevantes. Numa dessas minutas, cujo tema já não me lembro, eu carreguei demasiado na contundência da expressão oposicionista. Os três reconheceram, na leitura prévia do texto, e eu aceitei; Tancredo refez a nota, amenizando-a e ela foi publicada. Dois dias depois, reservadamente, ele me avisou de que, no meu gabinete, tinha alguém do SNI, que havia passado aos militares a primeira versão da nota, a minha, a mais contundente.
Ele sabia. Como? Evidentemente não perguntei, mas ele sabia. E o aviso se confirmou logo depois: a pessoa que havia datilografado a minuta, de minha inteira confiança, no fim de semana seguinte, induziu Mangabeira Unger, que usava meu gabinete em suas articulações em Brasília, vistas como perigosas pelos militares, induziu-o a almoçar e passar uma a tarde de um domingo no agradável Clube do Congresso, que ele não conhecia. Ao voltar ao Hotel, Mangabeira encontrou seu apartamento vasculhado e vários documentos levados. A
pessoa de minha confiança foi demitida na segunda-feira.

Tancredo sabia. Porque mantinha pontes, e por isso mesmo, só ele, podia presidir a transição. O destino, oh, o destino, levou-o, já eleito, antes de tomar posse. Mas a tarefa estava executada, a missão cumprida, e Tancredo, em memória, hoje é reverenciado pelos brasileiros como herói inscrito no nosso Panteão Político Nacional.


Link do artigo: http://jb.ideavalley.com.br/flip/

Andrea Neves homenageia seu avô Tancredo Neves, um homem por inteiro



Fonte: Andrea Neves – para o Valor Econômico


Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século XX, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.
À primeira vista, parecem existir dois Tancredos. Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos. A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas. E, surpreendentemente, não jogava para a plateia, não buscava os holofotes.
Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assume lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como seu ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogava para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getúlio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.
Foi fiel ao presidente até o seu último instante. Na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.



Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção. Até os seus últimos dias, dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o presidente o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha, Alzira, a socorrer o pai. Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixar nos da filha. Morreu olhando para ela.
Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em dez anos o golpe militar. O ano de 1964 poderia ter chegado em 1954.
Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente, João Goulart – ou Jango, como era mais conhecido -, se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse. Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice-presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que Jango chegasse ao país e ao governo.



Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, em que o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência. Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião.
Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.



Chegou 1964. O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar, nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Uma voz se destaca: “Canalhas!” Era Tancredo.
Naquela época também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.
O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!” Enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.
E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do marechal Castelo Branco. Tancredo foi o único deputado do PSD de Minas a se abster na votação.
Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.
Exilado, o talvez mais festejado presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da Republica que seguia rumo ao exílio. Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei!”, disse Juscelino na primeira carta enviada do exílio.
São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.
Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar a princípio se recusa a permitir que ele seja enterrado no Brasil. Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!” E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.
Juscelino morre. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.
Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha das Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a história. Ali estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída. A porta que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961 precisava agora ser fechada.



De novo, era ele que precisava tomar aquele avião. Do ponto de vista da história, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Esta foi a última eleição indireta deste país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.
Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?

O avião decolou novamente. O piloto não desembarcou. Mas conduziu o voo a um pouso seguro. Afonso Arinos disse que “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte”.
Lembro-me dos olhos marejados de Tancredo recordando com respeito e reconhecimento o extremado senso de compromisso de Getúlio com o país. “Ele sabia o que estava em risco”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do presidente. Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas, que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.
Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão velaria o corpo de um outro presidente.

E que ele também deixaria a vida para entrar na história.

Andréa Neves, neta de Tancredo, é jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas)

Tancredo, um homem por inteiro



Link da matéria: http://www.valoronline.com.br/?impresso/cultura/92/6153538/tancredo,-um-homem-por-inteiro&scrollX=0&scrollY=2514&tamFonte=

Aécio e seu professor Tancredo Neves



Lições de Tancredo 
Por Ana Vasco, 10 de Outubro de 2009, 23h53
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Nesta semana, o jornalista Augusto Nunes publicou, em seu blog, mais uma das lições que aprendeu com o avô de Aécio, Tancredo Neves, quando esteve ao seu lado, nos últimos anos de sua trajetória política.

Com seus textos, bem temperados e recheados com o humor sofisticado de Tancredo, Augusto Nunes nos leva a pensar no quanto as lições desse personagem fantástico da história do Brasil podem ser aplicadas nos tempos atuais...

Nesta quinta lição, Augusto Nunes nos conta sobre as dificuldades para se atuar na política e saber lidar, ao mesmo tempo, com as intrigas e as condições desfavoráveis criadas por aqueles que temem os processos democráticos.
Quer saber logo qual é a lição?
"Um acordo entre contrários é muito mais difícil do que uma vitória eleitoral"
Vale pensar sobre isso... Depois de tirar daí o recado mais óbvio, interpreto à minha forma, menos simplista e rasa. É preciso entender que muitas vezes os maiores opositores de alguém disposto a trabalhar com seriedade podem ser os que permitem que ele atue, mas dentro de limitações e condições inflexíveis, que essas mesmas pessoas estabelecem, seguindo critérios restritos. Como identificar esses indivíduos? Eles sempre correm por caminhos inversos ao da democracia ampla e da liberdade pessoal... Um acordo entre esses contrários é realmente muito difícil. Foi assim na história registrada por Augusto Nunes...
Para quem quer aprender um pouco sobre a "política do bem", feita com leveza e uma boa pitada de ironia, sugiro que navegue pelos textos de seu blog:



Lição nº 1 -"Fazer visita é bem melhor que ser visitado"
Lição nº 2 - "Não se tira o sapato antes de chegar ao rio. Nem se vai ao Rubicão para pescar"
Lição nº 3 - "Escolher o adversário, às vezes, é muito mais importante que escolher o aliado"
Lição nº 4 - "Só examine a espuma depois que as ondas pararem de bater"
Lição nº 5 -"Um acordo entre contrários é muito mais difícil do que uma vitória eleitoral"

Aécio Neves , Jucelino Kubitschek, Tancredo Neves, Oscar Niemeyer, Minas para o Brasil.

Da rampa do Auditório Juscelino Kubitschek,


Aécio supervisiona os trabalhos

Na década de 40, Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, mudou o eixo de desenvolvimento da capital mineira para o norte. Com o objetivo de ocupar uma área pouco habitada, o futuro presidente da República encomendou ao arquiteto Oscar Niemeyer, ainda um desconhecido, o complexo que embeleza a Lagoa da Pampulha.

Niemeyer projetou um cassino (hoje, um museu), um salão de baile, o Iate Clube e a Igreja de São Francisco de Assis, um marco da arquitetura moderna brasileira. Na década seguinte, Juscelino e Niemeyer repetiriam a parceria na construção de Brasília. Setenta anos depois, o governador Aécio Neves retomou o projeto de JK. Em dezembro, abrirá as portas da Cidade Administrativa Tancredo Neves, no limite norte de Belo Horizonte, perto do Aeroporto de Confins. Também desenhada por Niemeyer, ela abrigará a nova sede do governo mineiro.


Na área de 800 000 metros quadrados, cinco prédios imponentes estão sendo concluídos. Dois deles alocarão 16 000 funcionários públicos que hoje dão expediente em nada menos que 53 endereços. No terceiro haverá um centro de convivência, equipado com restaurantes, lojas e bancos. O quarto edifício é um auditório, cujas linhas lembram as da igreja projetada por Niemeyer para a Pampulha.

Com capacidade para 490 pessoas, esse prédio será batizado com o nome de Juscelino Kubitschek, em homenagem ao mais ilustre antecessor de Aécio. Quanto ao quinto edifício, ele é um resumo da obra de Niemeyer. O Palácio Tiradentes, onde o governador despachará com seus assessores mais próximos, tem arcos, pilotis e pavimentos que misturam vidro e concreto armado. Seus quatro andares se mantêm suspensos por uma estrutura de concreto. Totalmente vazado, o térreo será o maior vão livre de concreto do mundo, com 147 metros de comprimento – o dobro do vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Anexo ao palácio, Niemeyer dispôs uma torre encimada por um heliponto, que dará acesso ao gabinete do governador. Verticais, as edificações ocuparão apenas 10% do terreno da área da Cidade Administrativa. O restante foi reservado a um estacionamento para 5 000 veículos e um gramado, no meio do qual se destacarão dois lagos artificiais e dezenas de palmeiras. "Acredito que é uma aula magna de arquitetura e de administração pública, pois, além de concentrar milhares de funcionários em apenas dois prédios, valoriza ao máximo as áreas livres e verdes", disse Niemeyer a VEJA.


A Cidade Administrativa encomendada pelo governador mineiro a Oscar Niemeyer retoma o projeto urbanístico traçado por Juscelino Kubitschek para Belo Horizonte.

A maioria dos servidores está lotada na região central de Belo Horizonte, nas imediações da Praça da Liberdade, onde está o atual Palácio do Governo. Em torno dele cresceu a cidade, que foi planejada no fim do século XIX para substituir Ouro Preto como a capital de Minas Gerais. Mas, hoje, a zona central sofre com congestionamentos de trânsito, comércio de ambulantes e sujeira.

A Cidade Administrativa permitirá que ela seja recuperada. Quando as repartições públicas saírem de lá, os palácios da Praça da Liberdade serão convertidos em um centro cultural, o que ajudará a restaurar a antiga elegância da vizinhança. Embora distante, essa região central terá uma conexão rápida com a Cidade Administrativa pela Linha Verde, uma via expressa construída por Aécio Neves que interliga o centro ao Aeroporto de Confins.

A expectativa do governador é que os prédios públicos, a avenida e uma área industrial que ele está criando junto ao aeroporto desviem a atenção dos empreendedores privados para o Norte, uma região pobre da capital. Diz Aécio: "A Cidade Administrativa é uma obra que resume o princípio que norteou minha gestão: conferir eficiência e qualidade à administração pública e, ao mesmo tempo, fazer com que ela seja indutora de desenvolvimento econômico e social".

AÉCIO NEVES DO BRASIL

(foto capa Revista ÉPOCA 575 by Frederick Jean)



Aécio Neves apresenta ao país um novo projeto nacional

O governador Aécio Neves segue firme em seu projeto de construir uma agenda positiva para o país, atento em ampliar os avanços sociais conquistados pelos brasileiros na última década e antenado com o fortalecimento da economia e da federação.
Em encontro com lideranças empresariais, políticas e do judiciário na sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, no dia 15 passado, e no Congresso Nacional, na última quinta-feira, Aecio mostrou as credenciais de um grande articulador político e de administrador moderno e bem informado.
Em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o governador
Aécio Neves defendeu o restabelecimento dos princípios federativos no Brasil. Aécio Neves acredita que a descentralização dos recursos traria oportunidades iguais para todas as regiões do país.
“Precisamos de um projeto que permita, de forma descentralizada, que cada região possa transformar suas vocações e competências em efetiva riqueza, distribuída de forma equânime, democrática e, portanto, socialmente justa e pacífica. Trata-se da recuperação dos princípios que moveram a República e o Federalismo no Brasil, e que praticamente morreram sob a égide da concentração de poder e da irremediável subordinação dos entes federados”, destacou, ao discursar durante o “Almoço do Empresário”, promovida pela Associação Comercial.
Em visita ao Congresso Nacional, em Brasília na quinta-feira (21), o governador
Aécio Neves se reuniu com o presidente da Câmara, Michel Temer, líderes do Democratas (DEM), e também com o senador Pedro Simon (PMDB). Durante a visita, o governador e os deputados debateram a proposta de reforma política que tramita na Casa e, durante reunião na liderança do DEM, foram relembrados os 25 anos da formação da Aliança Democrática Nacional. Essa aliança propiciou a eleição de Tancredo Neves à presidência da República.
Aliança Democrática
Na visita que fez à liderança do DEM, o governador conversou com o presidente nacional do partido, Rodrigo Maia, o líder da bancada, deputado Ronaldo Caiado, e mais cerca de 15 parlamentares. No encontro, o deputado e ex-governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, ressaltou a importância da Aliança para a retomada da prática democrática no país, que levou à eleição do presidente Tancredo Neves. O governador Aécio Neves relembrou fatos importantes que viabilizaram a composição dos partidos e lembrou ter iniciado, aí, a sua vida pública.
Veja mais em:
No O Globo:
Em discurso de candidato, Aécio Neves diz que país precisa de projeto nacional.
No Blog da Lúcia Hippolito:
Aécio Neves saúda o povo e pede passagem.
Na Agência Minas:
Aecio defende em palestra descentralização de recursos.
Na Agência Minas:
Aécio se reúne com líderes da Câmara e do Senado.
No site da ACRJ:
Aécio Neves defende descentralização de recursos para desenvolvimento igualitário entre as regiões brasileiras.
No Youtube:
Aécio Neves na Associação Comercial Rj.Na Folha Online: Aécio Neves defende aliança do PSDB com PMDB nas eleições presidenciais de 2010.

Aécio Neves


Aécio Neves da Cunha is the governor of Minas Gerais State in Brazil since 2002. He was born in March 10, in Belo Horizonte in 1960. He is the youngest governor to take over this position in Minas Gerais’ state. Aécio is the second-longest running governor in the state after Benito Valadares who was governor for 10 years. Aecio’s approval rate overcame 77% in his second term according to the research conducted by the DataFolha Institute in March 2009.The current governor of Minas Gerais graduated in Economics from Pontifícia Universidade Catolica de Minas Gerais. He participated in his grandfather's campaign, who was elected Minas Gerais’ governor in 1982. When Tancredo took over the governor post, he invited Aecio who was 21 years old at the time, to be his private secretary. In 1985 Tancredo was elected President of Brazil, but he passed away April 21st before his inauguration as President of the Republic. At that time, Aécio was nominated the Chairman of the International Year of the Youth’s Committee from the Ministry of Justice, leading a group of 130 people who went to Moscow to participate in the 12th World Meeting of Youth and Students.Aécio represented Minas Gerais at the Chamber of Deputies for four terms. In the first four years (1986-1990) he participated in the National Constituent Assembly in which he was Vice- Chairman of the Committee on Sovereignty and Rights and Guarantees of Men’s and Women's Rights. He also proposed the amendment that established the right to vote at the age of 16. In his second term (1990-1994) he voted in favour of the “impeachement” of President Fernando Collor de Melo. In 1992 Aécio competed for Belo Horizonte’s Mayor post but Patrus Ananias won the election. In 1995, in his third term (1994-1998) as Federal deputy, he was elected president of Minas Gerais Party PSDB. In 1997, he became the leader of that Party in the Chamber. In the 1998 election, he was PSDB deputy with the highest number of votes in the country.In 2001, Aecio was elected President of the Chamber of Deputies with more votes than the sum of all the other candidates. Among his achievements, there is the “Ethics Package” which ended the immunity of Parliamentarians for ordinary crimes. In June 2002, he applied for Minas Gerais’ governor post and he was elected in the first round with more than 5 million votes. In Minas Gerais, he implemented “Management Shock”, a policy that reorganized and modernized the State. He reduced the costs of the government state, increasing investment in the social area and in infrastructure. This policy improved the quality of service and was approved by international companies such as the World Bank and the Interamerican Development Bank. In 2006 he was reelected with 77.03% of the valid votes, confirming his high rate of approval. The second generation of "Management Shock" or “State for Results” currently implemented in Minas Gerais is advanced in relation to the first policy and focuses its planning on citizen development.Nowadays the political parties in Brazil are campaigning for the president, governor, federal and state deputies’ elections in 2010. Aécio Neves is one of the strongest candidates from the PSDB party to compete for the Presidential post.[edit] Political HistoryAécio had his first professional experience at the age of 17 as an Officer of the Administrative Council of Economic Defense of the Ministry of Justice of Rio de Janeiro. In 1980, Christmas night. Tancredo Neves called Aécio and asked him if he wanted to quit his surfer life to get to know his “hometown” better. (Aécio Neves in an interview to the magazine Revista Isto É Gente, 30/09/02). Aécio’s political life began right after that episode when he was 20 years old. At that time, his grandfather called him to say that the time had arrived and then he invited him to participate in his campaign for Minas Gerais Government. Aecio’s political influences also came from his other family’s side. His other grandfather Tristao Ferreira da Cunha, originally from Teofilo Otoni, north of Minas Gerais, was a politician, lawyer and professor. He signed the Manifesto dos Mineiros and he was Secretary of the Agriculture Industry and Trade when Juscelino Kubitschek was governor (1951-1955). Aécio Cunha, Tristao’s son and Aecio’s father was state deputy from 1955 to 1963 and federal deputy from 1963 to 1987. Although they were rivals in politics, Tancredo Neves (MDB) and his son-in-law Aecio Cunha (Arena) were friends and they shared an apartment in Brasilia for 18 years. In 1982, in Belo Horizonte, Aécio started working in his grandfather's campaign for the Government of Minas Gerais participating in meetings and rallies in more than 300 cities in Minas Gerais. Fernando Lyra, one of the main managers of Tancredo Neves’ campaign for the Presidency in 1985 has recently released a book “Daquilo que eu sei – Tancredo e a transicao democrática” (without official translation). In an interview for the website Terra Magazine regarding his book release, Lyra claimed that Aecio followed the steps of Dr. Tancredo. In this time of democratic transition in Brazil, new leaders come up, and Lyra believes that Aécio is a great leader.
Sourced from:
http://en.wikipedia.org/wiki/A%C3%A9cio_Neves