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Aécio cobra de Dilma a sua posição sobre o fator previdenciário






Aécio cobra definição de Dilma sobre fator previdenciário


“A presidente Dilma tem o compromisso com a manutenção do texto que ora chega da Câmara dos Deputados e que poderá ser aprovado pelo Senado Federal, em consonância com aquilo que disse na campanha eleitoral?”, questiona Aécio.


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves cobrou esta tarde (27/05) do líder do governo no Senado qual será a decisão da presidente Dilma Rousseff sobre as mudanças aprovadas na Câmara dos Deputados nas regras de previdência social dos trabalhadores brasileiros.

Em pronunciamento no Senado, Aécio Neves disse que o governo federal precisa assumir com clareza quais medidas serão adotadas e, o principal, se haverá veto da presidente Dilma à mudança do fator previdenciário para os aposentados, como foi aprovado na Câmara dos Deputados.

A Medida Provisória 664 muda as regras do INSS para cálculo das aposentadorias ( o chamado fator previdenciário), atendendo reivindicação das centrais sindicais, mas também reduz conquistas dos trabalhadores ao alterar a lei das pensões por morte.

Com a mudança do fator previdenciário, as mulheres poderão se aposentar com valor integral do INSS quando a idade e o tempo de contribuição somarem 85 anos. Os homens terão o mesmo direito quando a soma for de 95 anos. Hoje, a idade mínima para mulheres é de 60 anos e para os homens 65.

Aécio Neves alertou para o risco de a presidente Dilma sancionar a perda dos direitos dos trabalhadores no caso das pensões, como defende o governo, mas vetar o novo cálculo das aposentadorias.

Segue íntegra e áudio do pronunciamento do senador Aécio Neves.

“Poucos temas foram tão debatidos e discutidos durante a campanha eleitoral e tive a oportunidade de assumir, com muita responsabilidade, o compromisso de debater com os trabalhadores brasileiros a flexibilização do atual modelo na busca de encontrarmos uma fórmula que penalizasse menos, ou que deixasse de penalizar os aposentados brasileiros.

Esse foi o meu compromisso e é dessa forma que queremos votar aqui nessa sessão de hoje. É preciso, portanto, que saibamos, isso é fundamental para o alinhamento das nossas posições. O governo federal, a presidente Dilma tem o compromisso com a manutenção do texto que ora chega da Câmara dos Deputados e que poderá ser aprovado pelo Senado Federal em consonância com aquilo que disse na campanha eleitoral?




Ou mais uma vez o discurso da campanha eleitoral terá uma desconexão forte com a ação da presidente da República.




Se for um grande engodo, se a base quiser apenas aprovar a proposta como um todo para que as maldades sejam mantidas e a questão do fator previdenciário seja vetada pela presidente da República, obviamente nosso caminho é votar contra o conjunto da Medida Provisória, destacando apenas a questão do fator previdenciário.




É preciso que saibamos qual o compromisso do governo federal e da presidente da República porque o histórico da presidente da República é não cumprir com os compromissos assumidos na campanha eleitoral”.

Aécio garante aos aposentados rever o fator previdenciário




Aécio Neves: "vamos encontrar um caminho para a substituição do fator previdenciário"

Aécio promete caminho para substituir fator previdenciário
A extinção do fator previdenciário é uma antiga reivindicação dos movimentos sindica
Paulo Whitaker/Reuters

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que, se for eleito, encontrará um caminho para a substituição do fator previdenciário

"Vamos encontrar um caminho que permita a superação, a substituição do fator previdenciário, mesmo que seja ao longo dos próximos anos, para uma forma que não penalize de forma tão grave como vem penalizando hoje os aposentados brasileiros", disse o tucano em discurso a mulheres sindicalistas, em São Paulo.

A extinção do fator previdenciário, implantado durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso(PSDB) para evitar aposentadorias precoces e desafogar as contas da Previdência Social, é uma antiga reivindicação dos movimentos sindicais.

Aécio também disse que, na reunião, reiterou o compromisso de reajustar a tabela do Imposto de Renda com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e prometeu "recuperar a defasagem" da tabela nos próximos anos.

Ele também voltou a assegurar que, se eleito, manterá a política atual de valorização no salário mínimo, calculada com base na inflação e no crescimento da economia.

"Só que como no nosso governo o país vai voltar a crescer, o reajuste vai ser muito maior", disse o tucano, aproveitando para alfinetar a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, pelo baixo crescimento da economia.

Sobre a busca do fim do fator previdenciário, Aécio disse a jornalistas após seu discurso que se trata de um "compromisso pessoal" assumido por ele.

"Minha equipe econômica vai estar mergulhada nisso", assegurou o tucano, afirmando que encontrará uma "alternativa responsável" para o fim do mecanismo sem dar detalhes.

O tucano prometeu manter um "diálogo permanente" com o movimento sindical e, ao falar para as mulheres, disse que vai cumprir a promessa feita e não concretizada por Dilma na eleição de 2010 de construir 6 mil creches.

Aécio voltou a dizer que é a melhor alternativa de mudança, numa referência à candidata do PSB, Marina Silva, e comemorou o resultado da pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta e que sinalizou crescimento de suas intenções de voto.

"A pesquisa, na verdade, aponta na direção daquilo que já estamos percebendo em todo o Brasil. A nossa candidatura cresce em praticamente todas as regiões e nós já temos a partir de avaliações internas que fazemos sinais maiores do que o que as pesquisas demonstram", disse.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta madrugada mostrou Dilma passando de 36 a 37 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, Marina recuando de 33 a 30 por cento e Aécio indo de 15 para 17 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Nas simulações de segundo turno, Marina e Dilma estão em empate técnico, com vantagem numérica para a candidata do PSB: 46 a 44 por cento. Já no confronto entre a presidente e o tucano, a petista vence por 49 a 39 por cento.
Revista Exame