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Andrea Neves deixa cargo para ajudar Aécio

Irmã de Aécio deixa cargo para entrar na campanha

Irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a jornalista Andrea Neves antecipou sua saída da presidência do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social), cargo que ocupava desde 2003, para entrar na campanha do irmão. 
O tucano afirmou ontem que Andrea já atua em campanhas há mais de 20 anos e "vai assessorar, ajudar a trazer ideias". 
A jornalista integrará a equipe de comunicação da campanha, mas não deverá ser a coordenadora, segundo a assessoria do senador. "Nós achamos que há um esgotamento desse modelo centrado num único marqueteiro", disse o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas. "Andrea vai ter uma participação essencial nesse sentido de uma coordenação colegiada."
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Folha de São Paulo

No lançamento de "Tancredo, a Travessia" , Aécio reafirma: "Ninguem é dono de seu destino"

Aécio reúne tucanos em São Paulo para lançamento do documentário sobre Tancredo

25/10/2011
Fonte: Gabriel Manzano - O Estado de S.Paulo
Em tributo a avô, Aécio olha para 2014
Senador diz que 'ninguém é dono do seu destino' em pré-estreia de filme sobre Tancredo, que reuniu tucanos em cinema paulistano
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não conseguiu fugir do tema eleições presidenciais, ontem, em São Paulo, na estreia do documentário Tancredo, a Travessia, que retrata alguns dos principais episódios da vida de seu avô. Indagado sobre sua possível candidatura em 2014, como um "continuador" do destino político do avô, o senador filosofou: "O que determina isso são sempre as circunstâncias. Ninguém é dono do seu destino".
Aécio foi à exibição acompanhado da irmã, Andrea, e da mãe, Inês Maria. A cúpula tucana também prestigiou o filme, produzido pela Intervídeo, de Roberto d'Ávila, e dirigido por Silvio Tendler. Entre os convidados estavam o governador Geraldo Alckmin - que levou consigo a primeira-dama, Lu Alckmin - , os ex-governadores José Serra e Alberto Goldman e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Também estavam lá outros secretários tucanos, como Andrea Matarazzo, de Cultura do Estado, e José Gregori, dos Direitos Humanos do município, e o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário.
"O Brasil perdeu pelo menos dez anos com esse episódio", comentou Aécio sobre a morte de Tancredo, um dos momentos cruciais do filme. Ele desconsiderou as cobranças de que a produção poderia ajudar sua eventual candidatura. "Fiz questão que não fosse um filme sobre família. Queríamos a figura de Tancredobem retratada."
Eleições foram ainda o tema de Alckmin. Logo ao chegar ele comentou os apelos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para que o PSDB olhe melhor para a periferia. "É o que eu sempre disse, a gente tem de amassar barro. Já fizemos isso, e vamos continuar fazendo."
Serra também falou de 2014, ao enfatizar a importância das alianças, uma marca de Tancredo. "Alianças são fundamentais, elas fazem parte do cenário, especialmente em um cenário multipartidário como o nosso."
Participação. Em 95 minutos, o filme dá a Aécio um tratamento generoso. Embora não tivesse participação direta nos episódios mais importantes da vida política do avô - ele tinha 25 anos e era secretário particular de Tancredo em 1985 -, suas aparições são marcantes: está presente em mais de dez inserções. São bem mais breves as cenas de políticos que conviveram com Tancredo e partilharam de decisões, como os ex-presidentes FHC ou José Sarney.
O diretor se defende. "Toda vez que faço um documentário aparece alguém dizendo que favoreci alguém. Isso não procede. No filme eu ouvi Aécio, como ouvi o general Leônidas (Pires Gonçalves, ex-ministro do Exército), ouvi o Fernando Lyra (ministro da Justiça do governo Sarney, indicado por Tancredo), tantos outros, até o Jarbas Vasconcelos (que foi contra a eleição indireta que elegeu Tancredo)". O diretor lembrou, ainda, que queria, apenas, "fazer um filme histórico".
D'Ávila refutou, como ele, a tese de que o filme serviria a propósitos políticos de Aécio. "Não é um filme chapa-branca", afirmou o produtor.
Em tom contido, mas elogioso,  entrevista 28 personalidades e repassa episódios da vida do político mineiro: sua participação nos dias finais de Getúlio Vargas, toda a articulação para a posse de João Goulart em 1964, os contatos com o general Castelo Branco, a oposição ao regime militar e os discursos nos comícios das Diretas Já.

Andrea e Aécio Neves, uma parceria no social que deu vida nova a Minas Gerais

Balanço: Após sete anos à frente do Servas, Andrea Neves diz que trabalho conjunto resultou no sucesso das ações

O tom de voz determinado da mulher conhecida como grande articuladora, de repente, fica carregado de emoção. Ela para, respira e, tomada de satisfação, começa a fazer um balanço dos últimos sete anos.
Foram tempos dedicados à frente de projetos desenvolvidos pelo Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), que mudaram, para melhor, a vida de pessoas de todas as idades.

Para a ex-presidente do Servas, Andrea Neves, a construção de programas sociais requer persistência. “Nenhum governo, por mais correto e bem intencionado que seja tem condição de enfrentar sozinho a questão social na gravidade com que ela existe no nosso país. Isso não tem relação apenas com recursos ou vontade política. Quando somos capazes de estabelecer parcerias, conseguimos fazer com que iniciativas andem mais rápido e cheguem mais longe”, diz Andrea, que durante o governo do irmão, Aécio Neves, dirigiu a entidade.

Parcerias firmadas com empresas, entidades de classe, ONGs e cidadãos comuns garantiram que os programas do Servas fossem respeitados e até copiados no Brasil e no exterior. Digna Idade, Brinquedoteca, Valores de Minas, Vita Vida e Vozes do Morro são alguns dos projetos que saíram do papel para transformar a realidade de idosos, crianças, jovens, pacientes de hospitais e moradores de vilas e aglomerados. Eles ganharam humanização, resgataram valores e a autoestima. Alguns dos beneficiados se encontraram com o lúdico por meio da leitura. Outros conheceram a arte, a música e sua própria cultura. Sem contar os que se libertaram da fome em ação contra o desperdício.

Andrea Neves não esteve sozinha nas conquistas. Tinha a companhia de profissionais que, segundo ela, fizeram do trabalho a própria vida. “Muitas vezes, não basta ter uma boa ideia se você não tem pessoas comprometidas. Se não for assim, nenhuma questão sai do papel”, afirma. Para Andrea, o esforço da equipe do Servas somado ao dos parceiros explica o fato de o Servas ter conseguido implantar projetos que têm feito diferença na vida das pessoas.
O serviço também atuou em fortes campanhas de mobilização social, como o “Volta”, que convocava a população na busca de pessoas desaparecidas. E quem não se lembra do filme da campanha contra a exploração sexual de crianças em que uma menina pedia “socorro” por meio de uma canção?

Outra grande mobilização ocorreu em torno dos cuidados com os idosos e teve a participação do cantor Zezé di Camargo. Uma moda de viola dizia que um pai cuida de dez filhos, mas dez filhos não cuidam de um pai. “É tão verdadeiro esse sentimento de que alguma coisa está acontecendo em nossa sociedade. Estão se esfacelando laços, que deveriam ser de permanente afeto. A questão do idoso é dolorosa. Eles não podem ser excluídos da sociedade”, disse Andrea Neves.

Qual a avaliação que a senhora faz do trabalho realizado no Servas? Foi um trabalho construído aos pouquinhos e que hoje nos enche de surpresa em perceber que conseguimos abraçar, em tão pouco tempo, tantas pessoas. O Servas, hoje, tem programas muito diferenciados. Eles nos permitem estar em todas as regiões do Estado. Construir programas sociais requer muita persistência. Não trabalhamos com estatísticas, ajudamos pessoas de verdade.

A senhora acredita que os programas desenvolvidos e reestruturados durante sua gestão vão ser mantidos ao longo de outros governos? Me preocupa muito essa questão de um governo que começa e resolve anular tudo que foi feito antes. Acho uma covardia com a sociedade brasileira. Tenho um profundo respeito pelas ações desenvolvidas por entidades sociais de Minas. Portanto, fechamos muitas parcerias. Somamos esforços e o resultado cria condições para que os projetos existam além de qualquer gestão política. Só as parcerias garantem as condições de continuidade dos programas.

Foram muitas as ações desenvolvidas pela equipe do Servas. Há algum dos programas que tenha tocado a senhora de maneira especial? O Digna Idade. Ele é voltado para idosos que vivem em instituições de longa permanência, os antigos asilos. Muitos deles têm seus vínculos familiares esgotados, vivem sozinhos.

Como nasceu o Digna Idade? Ele nasceu de uma parceria com o Ministério Público Estadual. Em 2003, o órgão tinha um diagnóstico muito duro sobre a realidade de grande parte das entidades do tipo que existem em Minas Gerais. Com isso, priorizamos o tema.

Como o programa atua? Ele atua em três frentes diferenciadas: capacita a gestão da entidade, capacita os cuidadores de idosos e possibilita a reforma e a aquisição de equipamentos necessários para cada instituição. O Digna Idade também se soma à campanha de mobilização social.

De fato, o Servas priorizou campanhas de mobilização social como a dos desaparecidos e a da violência doméstica. Como a senhora avalia essas ações? Foram campanhas fortes ao longo dos últimos anos. Todas criadas com o objetivo de sensibilizar as pessoas sobre questões presentes na vida de cada um de nós. Tivemos, obviamente, resultados concretos. No caso da atenção aos idosos, por exemplo, houve um aumento no número de denúncias de violência.

Qual das ações alcançou mais retorno? A dos idosos. Essa campanha alcançou retorno inclusive no exterior. O comercial foi traduzido para outras línguas. Recebemos comunicados da Itália e dos Estados Unidos. Ocorreram correntes na internet divulgando a campanha e isso foi muito gratificante.

E o programa Vozes do Morro? Ele também foi bastante divulgado e revelou grandes talentos. À primeira vista, ele tem uma função de revelar talentos na área musical de pessoas que moram em vilas, favelas e aglomerados. Mas, na verdade, tem um sentido muito maior, porque trata de reforçar a identidade e criar valores nessas comunidades. Claro que você tem um resultado individual dos artistas. Mas o que é mais precioso para a gente no projeto é como a sociedade passa a se organizar em torno da criatividade e da solidariedade.

Outro projeto bastante reconhecido é o Vita Vida. A ideia pode ser multiplicada em todo o país? Estamos comemorando em 2010, com muito orgulho, a primeira parceria com a Pastoral da Criança e ela envolve o repasse da tecnologia do Vita Vida. Ao longo do último ano, a pastoral experimentou o uso do alimento desidratado nas crianças atendidas pela entidade. O resultado é extraordinário.

Quantas refeições já foram distribuídas por meio do Vita Vida? Foram 12 milhões. Um grande exemplo do combate às duas piores chagas da sociedade: o desperdício e a fome. As fábricas recebem excedentes de alimentos de produtores rurais e de comerciantes da Ceasa. Frutas e legumes que não servem para ser vendidos, mas estão em perfeitas condições de consumo.

O que o trabalho no Servas significou para a senhora? Eu também me transformei muito. Às vezes, a gente começa a trabalhar motivada para tentar colaborar com a transformação da vida dos outros e não percebe o quanto esse trabalho também nos transforma ao longo do processo. Essa foi uma experiência definitiva na minha vida.

A senhora descarta qualquer possibilidade de, no futuro, candidatar-se às eleições? As hipóteses estiveram descartadas no passado e todas estão descartadas no futuro. Faço política como instrumento para colaborar com a sociedade, para ajudar a transformá-la. Tem pessoas que optam por disputar um mandato eletivo, outras não.

Quais são os planos da senhora para o futuro? A partir de julho, estarei ao lado de Aécio Neves e Antonio Anastasia dando a minha contribuição na campanha eleitoral. Depois, vamos esperar chegar mais perto para enxergar melhor. (RN)

Andrea Neves : Eu e Aécio temos um jeito complementar !



Ela prefere os bastidores


Andrea Neves, irmã do ex-governador Aécio Neves e considerada peça fundamental na gestão do irmão à frente do governo mineiro, descarta qualquer possibilidade de compor chapa com Anastasia. Ela anuncia sua saída como presidente do Servas e diz que volta suas atenções, a partir de julho, para a campanha de Aécio ao Senado e de Anastasia ao governo de Minas Gerais

Texto: Eliana Fonseca
Fotos: Daniel de Cerqueira


Ela avisa que não será candidata a nada. Nem a vice de José Serra, na chapa do PSDB à Presidência da República. Tampouco de Antonio Augusto Anastasia, ao governo de Minas. Andrea Neves também não quer ser candidata a deputada federal e nem a estadual. No momento, ela está de despedida do governo de Antonio Anastasia. Neste mês, deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) depois de sete anos à frente da entidade, em um trabalho no governo do irmão Aécio Neves no qual ficou conhecida não só como o braço direito, mas também como uma das peças fundamentais das estratégias políticas do governo. Também é coordenadora do Grupo de Comunicação do Estado, mas diz que ocupa a função até o fim do próximo mês, quando sai para iniciar a campanha de Aécio ao Senado, além de engajar-se na de Anastasia para o próximo governo. Para o futuro, prefere não antecipar nada. Diz que saberá o que fazer quando o momento chegar.

Aos 51 anos, mãe de Maria Clara, 15, e casada com Luiz Márcio Haddad Pereira Santos, Andrea Neves é capaz de falar horas sobre as motivações que a levaram a desenvolver o trabalho no Servas. O resultado foram projetos que, em sua avaliação, valeram a pena por terem modificado a vida das pessoas. Brinquedotecas hospitalares e em cidades do interior, programas para valorizar a autoestima de crianças e de adultos; outros para levar dignidade aos cidadãos da terceira idade. “A vida da gente só tem sentido quando ultrapassa a nossa própria vida e é capaz de tocar a vida do outro”, diz. Além dos programas, outro motivo de alegria foram as campanhas do governo como Volta, para localizar pessoas desaparecidas; contra a exploração sexual de crianças e adultos; ou como a que trouxe Zezé de Camargo recitando a música Tira Couro para conscientizar as pessoas sobre a importância do respeito e dignidade aos idosos. “O texto da campanha é uma moda de viola muito antiga. Passava férias no interior e essa moda era muito tocada. Ela sempre me impressionou muito por isso, então a elegemos como tema para a campanha”, conta.

Sempre próxima do irmão, Andrea afirma que a parceria dos dois não é uma relação de trabalho. Promotora e uma das principais realizadoras das homenagens ao centenário do avô Tancredo Neves, Andrea fala também da relação com o político, de quem foi extremamente próxima.
“Cada um de nós tem uma forma de lidar com a política. Nunca tive vontade de disputar uma eleição”
Já é possível Andrea Neves falar em planos imediatos?

Vou continuar no governo, na função de coordenadora da área de comunicação, até junho. Estou me preparando para ajudar na campanha do Aécio e do Anastasia. Daqui a pouco, em julho, entraremos em campanha. Também terei um pouco mais de tempo para a minha filha, o meu marido, a minha família.

A senhora sempre foi considerada braço direito do seu irmão no governo. Como foi iniciada essa parceria em que ambos assumiram planos distintos na vida política, mas sempre juntos um do outro?

Sou um ano mais velha do que o Aécio. Sempre trabalhamos juntos. Quanto ao mundo da política, vivemos isso a vida inteira. Meu avô convidou, em 1982, o Aécio para trabalhar no governo de Minas, quando eleito governador. O Aécio tinha vindo para cá em 1978 e a partir dessa convivência, inteirou-se com esse uni­verso e disputou, em 1986, sua primeira eleição. Estava aqui e sempre trabalhei nas campanhas do meu irmão. Em 1999, fiquei viúva e voltei para o Rio, onde permaneci por quatro anos. Em 2002, voltei para a campanha. Costumo falar que a política para a gente não é trabalho, por­que perpassa todos os aspectos da nossa vida. Não é uma relação profissional. É a vida da gente. Sempre foi. Eu e Aécio temos um jeito complementar.

São perfis complementares, uma relação de muita confiança e fico contente de poder ajudar, de dar uma colaboração no traba­lho que ele fez e que o Anastasia vem fazendo.

O nome da senhora sempre está associado à habilidade e poder na política. Já quis se candidatar a um cargo público?

Nunca tive vontade. Acho que cada um de nós tem um temperamento, um perfil, uma forma de lidar com a política. Nunca tive essa disponi­bilidade ou vontade de disputar uma eleição.



Diante disso, como a senhora recebeu essa possibilidade de convite para ser vice na chapa do PSDB à Presidência da República?

Isso eu acho que é um zumzumzum. Na minha vida já teve muito zumzumzum. Já teve uma onda de que iria ser vice do Anastasia, depois, vice do Serra. No meio do caminho, que poderia ser candidata a deputada estadual, depois federal. Fico, claro, lisonjeada, de saber que alguém chegou a cogitar ou pensar em meu nome, mas isso não procede. Até porque estou inelegível em função de ter permanecido no Servas além do prazo 30 de março.

A senhora foi uma das principais articuladoras das homenagens ao seu avô Tancredo Neves que ocorreram em abril. Há alguma outra homenagem programada ainda para este ano?

O que está previsto e ainda não ocorreu é o lançamento, no segundo semestre, do filme do Sílvio Tendler, que é um documentário. Ele fez os anos JK, os anos João Goulart e vai terminar a trilogia com Tancredo. Na opinião dele, esses três personagens marcaram e moldaram a segunda metade do século passado. Então, isso está previsto como parte das comemorações.


“Saio do Servas com o coração apertado. Meu sentimento é de que esses programas, mais do que transformar as comunidades, transformaram-nos”


O que aproxima o seu modo de fazer política com o do seu avô Tancredo?

Acho que todo mundo que teve perdas importantes na vida sabe que tem algumas que são tão absolutas que estão presentes para sempre. Tive uma relação muito próxima com o meu avô e sinto a presença dele, e de outras pessoas que não estão entre a gente, permanentemente comigo. São presenças muito fortes. E tenho dele memória muito afetuosa: Tancredo era extremamente bem humorado, ele fazia política com muita alegria – e nisso o Aécio é muito parecido com ele, com muita disposição, digamos assim. Então, acho que sem saber, nós, lá em casa, tivemos a oportunidade de aprender muita coisa sem sabermos que estávamos aprendendo.


E depois das eleições, tem algum plano para 2011?

Confesso que minha ideia é tocar as coisas até o fim do ano e pensar nisso somente neste momento.

A senhora acabou de deixar a presidência do Servas. Em sete anos contínuos de trabalho, qual o balanço faz dos projetos desenvolvidos na área social?

Assumi a presidência do Servas no começo do governo Aécio, em janeiro de 2003. Quando chegamos, optamos por passar a fortalecer o trabalho do Servas junto às entidades sociais de Minas Gerais. E o nosso foco principal nos últimos anos foi no sentido de apoiar e fortalecer as entidades que atuam na área social do estado. A preocupação era a de desenvolver um trabalho que realmente significasse algo de diferente na vida das pessoas atendidas por instituições como creches, Apaes, asilos, hoje chamados de instituições de longa permanência. O objetivo era encontrar formas e desenvolver projetos que pudessem ter condições de se viabilizar. Sempre defendo muito que esses programas hoje implementados no Servas não são programas de uma gestão, de um governo, da gestão do governo Aécio, ou, no caso da gestão do governo Anastasia. Eles são programas que, se têm realmente a importância que a gente acredita que têm e que as pessoas, que de alguma forma são beneficiadas por ele dizem ter, são programas da sociedade. Pertencem a Minas Gerais. São programas que têm a possibilidade da continuidade garantida porque se transformaram em ações preciosas para as comunidades nas quais estão inseridos.

E como está sendo deixar o Servas depois de todo esse trabalho?

O coração está apertado. O meu sentimento é de que esses programas, mais do que transformar as comunidades, transformaram-nos. Claro que é muito grati­fi­can­te ver os resultados, os impactos em várias famílias. Às vezes, estou em algum lugar e de onde menos espero surge uma mãe querendo agradecer pela parti­ci­pação do filho. E ela me fala em como isso mudou a vida do filho e da família toda. É emocionante. Acredito que um dos diferenciais do trabalho desenvolvido pela equipe do Servas seja exatamente fazer um programa dessa envergadura com afeto, com carinho. É perceber que não estamos lidando só com estatísticas, mas, com pessoas, com histórias. A vida da gente só tem sentido quando ultra­passa a nossa própria vida e é capaz de tocar a vida do outro. Foi um privilégio ter podido tocar a vida do outro, ajudar a desenvolver isso. Aécio, no início do governo, disse que colocaria em prática em Minas a equação da solidariedade que era de somar esforços, dividir responsabilidades para multiplicar resultados e diminuir as diferenças. É isso que o Servas vem fazendo ao longo desses anos.



Revista Viver Brasil

Andrea Neves recebe prêmio da ABAP por importantes projetos sociais no SERVAS

O Programa Vozes do Morro e o Centro Mineiro de Referência em Resíduos receberam, dia 25 de maio de 2010, no Museu Inimá de Paula, o 2º Prêmio Abap de Sustentabilidade nas categorias Melhoria Social e Inovação, respectivamente.


O prêmio, oferecido pela Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP), é entregue a personalidades e instituições que em diversas áreas contribuíram para o desenvolvimento cultural e sócio-ambiental de Minas Gerais.

Os homenageados em cada uma das sete categorias foram escolhidos em duas etapas: a primeira foi uma pesquisa de lembrança espontânea com formadores de opinião através do Instituto Vox Populi e, posteriormente, através de votação aberta pelo site do prêmio. Foram mais de 10 mil votos computados e a seleção dos concorrentes foi variada, com empresas de diversos portes e grande representatividade em suas devidas categorias.

O Programa Vozes do Morro é uma iniciativa social do Servas,( Leia-se Andrea Neves)  em parceria com o Governo de Minas ( Leia-se Aécio Neves)  e o SERT-MG, e visa mobilizar as comunidades, fortalecer os laços comunitários e criar novas oportunidades para divulgação da produção musical de artistas e grupos, moradores de vilas, favelas e aglomerados de Belo Horizonte. Podem participar também os moradores de Ibirité, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, municípios da região metropolitana que têm população igual ou maior que 100 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0,65.

O Centro Mineiro de Referência em Resíduos é uma ação do Servas e Governo de Minas em resposta à necessidade de mudança de hábitos e atitudes para o uso racional dos recursos naturais. O CMRR tem como desafio contribuir para a construção de sociedades sustentáveis por meio de ações que visam melhorar a qualidade de vida; gerar novas oportunidades de trabalho e renda; estimular a incorporação de valores e atitudes ambientalmente corretos; fomentar as iniciativas voltadas para pesquisa, ensino e extensão em resíduos sólidos.

Projetos Sociais de Excelência, foi a marca deixada por Andrea e Aécio Neves em Minas Gerais


Campanha de Valorização do Idoso

Lançada em outubro de 2009, a Campanha de Valorização do Idoso teve por objetivo sensibilizar e mobilizar a sociedade em torno da terceira idade. Veiculada em TVs, rádios e impressos, a campanha chamou a atenção para a atitude de respeito em relação ao idoso e disponibilizou um serviço gratuito e sigiloso para o recebimento de denúncias, o Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19).

Brinquedotecas para as crianças
Destinado a estimular e desenvolver as funções psicomotoras e emocionais das crianças atendidas, o Brinquedoteca reúne três iniciativas. Na primeira delas, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foram capacitados 734 educadores de 468 creches de Minas Gerais. A segunda iniciativa buscou dar apoio à recuperação de crianças hospitalizadas, em cinco hospitais da capital mineira, com mobiliário próprio, equipamentos de som, TV, DVD e computador e brinquedos pedagógicos e obras infantis como livros, CDs e DVDs educativos para crianças até 14 anos. A terceira iniciativa é a das Brinquedotecas móveis, já em número de 170, entregues em hospitais públicos e filantrópicos em todas a regiões de Minas. São dois grandes cubos sobrepostos e articulados, equipados com 96 itens: brinquedos, livros, filmes, jogos, lápis, CDs, DVD, TV LCD e mesinhas de apoio para crianças no leito.

Centros Solidários de Educação Infantil
Os Centros Solidários de Educação Infantil são unidades com cerca de 700 metros quadrados, construídas e equipadas pelo Servas, com o apoio de empresas e entidades, com o objetivo de promover e assegurar o bem-estar, o crescimento e o desenvolvimento integral de crianças até 6 anos de idade. As unidades são entregues aos municípios, os quais assumem a sua administração e manutenção. Cada unidade abriga berçários, sala multimeios, salas de atividade por faixas etárias, refeitório, parque recreativo, áreas administrativas e de apoio. O Servas igualmente doa às unidades mobiliário, brinquedos, uniformes, mochilas e equipamentos. Já são 18 centros em funcionamento em Minas Gerais.

Centro Mineiro de Referência em Resíduos
Novo modelo de gestão integrada de resíduos, com estímulo a uma nova cultura de valores e atitudes ambientalmente corretas, o Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) qualifica estudantes da rede pública estadual, capacitandoos para o mercado de trabalho e potencializando o papel do jovem na melhoria da qualidade socioambiental de Minas. Entre os cursos oferecidos aos alunos do 3º ano do ensino médio, está uma nova profissão, a de gestor de resíduos, com especialização em resíduos do serviço de saúde.

Digna Idade: em apoio aos idosos
O programa Digna Idade busca melhorar o atendimento aos idosos e a estrutura física das instituições que abrigam pessoas da terceira idade. Assegura conforto, segurança e moradia de qualidade. Já foram beneficiados mais de 17 mil idosos e instituições de todas as regiões do Estado.

Programa Mobilização de Comunidades
Incentivo às entidades comunitárias em ações de geração de renda, o Programa Mobilização de Comunidades (PMC) foi realizado pelo Servas em várias regiões de Minas, e, em 2003 e 2004, executou 145 projetos em 50 municípios do Estado, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os projetos abrangem atividades como tecelagem, apicultura, processamento de mandioca, queijaria, fabricação de biscoitos ou processamento de frutas e artesanato, entre diversas outras. O PMC desenvolveu metodologia própria, com articulação entre a sociedade civil, por meio das entidades sociais, para criação e fortalecimento de projetos geradores de renda nas regiões carentes.

VitaVida: receita de solidariedade
Evolução de outro programa anterior (VitaSopa), o VitaVida reúne excedentes agrícolas, doados por produtores rurais e comerciantes. Produz alimentos desidratados para serem distribuídos gratuitamente a entidades sociais do Estado. De 2003 a meados de 2009, foram produzidas e distribuídas mais de 10 milhões de refeições para quase 600 entidades assistenciais em todo o Estado. Reconhecido pelo Certificado de Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil e vencedor do Prêmio Maria Regina Nabuco em segurança alimentar e nutricional, o VitaVida estabeleceu parceria com a Pastoral da Criança em Minas Gerais.

Andrea Neves homenageia seu avô Tancredo Neves, um homem por inteiro



Fonte: Andrea Neves – para o Valor Econômico


Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século XX, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.
À primeira vista, parecem existir dois Tancredos. Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos. A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas. E, surpreendentemente, não jogava para a plateia, não buscava os holofotes.
Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assume lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como seu ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogava para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getúlio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.
Foi fiel ao presidente até o seu último instante. Na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.



Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção. Até os seus últimos dias, dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o presidente o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha, Alzira, a socorrer o pai. Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixar nos da filha. Morreu olhando para ela.
Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em dez anos o golpe militar. O ano de 1964 poderia ter chegado em 1954.
Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente, João Goulart – ou Jango, como era mais conhecido -, se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse. Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice-presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que Jango chegasse ao país e ao governo.



Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, em que o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência. Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião.
Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.



Chegou 1964. O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar, nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Uma voz se destaca: “Canalhas!” Era Tancredo.
Naquela época também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.
O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!” Enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.
E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do marechal Castelo Branco. Tancredo foi o único deputado do PSD de Minas a se abster na votação.
Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.
Exilado, o talvez mais festejado presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da Republica que seguia rumo ao exílio. Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei!”, disse Juscelino na primeira carta enviada do exílio.
São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.
Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar a princípio se recusa a permitir que ele seja enterrado no Brasil. Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!” E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.
Juscelino morre. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.
Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha das Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a história. Ali estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída. A porta que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961 precisava agora ser fechada.



De novo, era ele que precisava tomar aquele avião. Do ponto de vista da história, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Esta foi a última eleição indireta deste país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.
Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?

O avião decolou novamente. O piloto não desembarcou. Mas conduziu o voo a um pouso seguro. Afonso Arinos disse que “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte”.
Lembro-me dos olhos marejados de Tancredo recordando com respeito e reconhecimento o extremado senso de compromisso de Getúlio com o país. “Ele sabia o que estava em risco”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do presidente. Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas, que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.
Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão velaria o corpo de um outro presidente.

E que ele também deixaria a vida para entrar na história.

Andréa Neves, neta de Tancredo, é jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas)

Tancredo, um homem por inteiro



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Andrea Neves e um de seus gols de placa na solidariedade humana






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Tempo de Solidariedade
Por Ana Vasco,
 

O jogador de futebol Juan Pablo Sorín, em uma parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e com o Cruzeiro Esporte Clube entregou, hoje (19/11), na companhia da irmã de Aécio, Andrea Neves, a presidente do Servas, parte das 90 toneladas de alimentos que foram arrecadadas na partida de despedida do atleta, realizada no início deste mês, para entidades que atendem crianças e adolescentes carentes e para Apaes localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).




Sorín e Andrea entregaram 600 quilos de alimento, distribuídos em 30 cestas, para a
Associação Dinâmicas, que atende cerca de 180 bebês, crianças e adolescentes,
na região do Aglomerado Morro das Pedras. Foto: Carlos Alberto / Secom MG


Com os alimentos arrecadados no dia da partida e doados por Sorín, o Servas montou 45 mil cestas, que serão doadas a instituições que atuam no terceiro setor e a cidades mineiras que decretaram "situação de emergência" por causa das chuvas, em Minas Gerais.



Sorín, Andrea  e as crianças da Associação Dinâmicas,
em Belo Horizonte. Foto: Carlos Alberto / Secom MG



“O Servas busca fazer a ponte entre entidades empresariais e entidades,
sempre com o objetivo de fortalecer ainda mais as nossas
ações de solidariedade. Toda vez que visito instituições beneficentes
de crianças e idosos sinto uma emoção muito grande, mas mais forte ainda
é o sentimento de responsabilidade do nosso trabalho”.

(Andrea Neves, sobre o trabalho quem tem sido desenvolvido
pelo Servas durante o governo de Aécio Neves)

Aécio Neves e Andrea Neves a serviço da energia do Bem.




 - O governador Aécio Neves lançou nesta quinta-feira (19), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o programa Conta com a Gente, uma ação do Governo de Minas em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). O objetivo é apoiar entidades assistenciais que atuam no Estado através da redução dos seus gastos com manutenção. As entidades participantes terão desconto de 25% nas contas de água e luz. Em outra vertente, o Conta com a Gente se propõe a mobilizar sociedade e empresas para apadrinharem as entidades e auxiliarem na redução ainda maior destes custos.

Para participar, os interessados poderão contribuir com qualquer quantia acima de R$ 5,00 mensais, por meio de suas contas de água ou luz, doando para entidades escolhidas. Para se beneficiar, as entidades devem se cadastrar a partir de hoje no site www.contacomagente.mg.gov.br, onde estão disponíveis todas as orientações. Copasa, Cemig e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) são importantes aliados, atuando de forma articulada na execução do programa. O Ministério Público Estadual também apoia o Conta com a Gente.

“Todas as entidades sociais de Minas que se cadastrarem no Conta com a Gente vão contar inicialmente com desconto de 25% nas suas contas de água e luz. Em seguida, estamos criando agora uma grande corrente de solidariedade para conseguir sensibilizar todos os cidadãos, todas as empresas de Minas, para que cada um de nós possa, na sua comunidade, apoiar de perto aquela entidade que ele conhece e cujo trabalho ele respeita. Cada um de nós pode escolher a entidade que participa do programa e doar a partir de R$ 5,00 por mês na sua conta de água ou na sua conta de luz”, explicou a presidente do Servas, Andrea Neves, em entrevista.

O programa está aberto à participação de entidades assistenciais localizadas em municípios da área de concessão da Copasa e Cemig. A expectativa é de que 3 mil entidades se cadastrem no Conta com a Gente.

Andrea Neves incansável na valorização e formação de jovens carentes mineiros



O Valores de Minas, programa do Servas e Governo Aécio Neves, recebeu, nesta terça-feira (10), a visita de Guti Fraga, diretor e fundador do grupo Nós do Morro, da comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Ele foi recebido pela presidente do Servas, Andrea Neves, pelo coordenador geral do Valores de Minas, Carlos Gradim, e pela coordenadora executiva-pedagógica do programa, Iara Fernandez Falcão, e participou de um bate-papo com os alunos.




Assim como o Valores de Minas, o Nós do Morro aposta no poder transformador da arte e possibilita formação cidadã e crescimento pessoal oferecendo oficinas artísticas. O diretor do grupo carioca viu outras semelhanças entre as duas iniciativas.
“As principais semelhanças que vejo são que os dois programas oferecem oportunidade para quem tem vontade de desenvolver um trabalho artístico de qualidade. Além disso, ambos têm função multiplicadora”, disse.
O bate-papo de Guti Fraga com os alunos aconteceu sob a tenda onde acontecem as aulas de circo do programa. O diretor disse que se surpreendeu ao entrar no Valores de Minas e ver os alunos em atividade. “Vocês estavam ensaiando, todos envolvidos com a arte. Fiquei emocionado. Tudo é feito com muita organização, o que é muito importante para garantir qualidade”, disse aos alunos.
Ele falou aos estudantes sobre a importância da disciplina, organização e responsabilidade para o desenvolvimento do trabalho artístico. Contou ainda um pouco de sua história. “Era pobre e sempre morei no Vidigal, mas tive muitas oportunidades. Fui ajudado e aproveitei”, disse. Fundou o Nós do Morro em 1986, após voltar de uma viagem a Nova York, onde ficou impressionado com o que viu: peças de teatro encenadas para público pequeno, mas de muita qualidade.
Segundo Fraga, o Nós do Morro, além de ser uma escola de arte, também é uma escola de filosofia de vida amparada no coletivo, na solidariedade. Ao final, aconselhou: “Se continuar trabalhando com a arte é o desejo de vocês, então lutem por isso. Muitas vezes é necessário ter trabalhos paralelos que garantam o sustento, mas isso não precisa impedir que vocês façam o que desejam”, disse.
O estudante Valdênio Martins, de 19 anos, do Módulo Multiplicadores, se identificou quando Fraga falou da importância do trabalho de multiplicação. Ele já está passando adiante a sua experiência adquirida no Valores de Minas. “Dou aulas de teatro e circo na minha comunidade, no bairro Jardim Filadélfia, em Belo Horizonte. E também vejo o poder transformador do que faço. Falamos sobre cidadania, respeito, educação. Às vezes ajudo os alunos com os deveres da escola. As aulas vão além da arte”, disse.

Para Mestre Negoativo, coordenador de música do Valores de Minas, a visita de Guti Fraga foi muito importante, especialmente porque ele falou de valores fundamentais, como a importância do trabalho coletivo, o que pode auxiliar os jovens em qualquer profissão que forem seguir

Aécio e Andrea Neves cumplicidade na busca da justiça social

A política pode ser um instrumento de agregação de forças, de partilha, de solidariedade para o bem comum; ou pode ser um meio utilizado, legitimamente, para a conquista do poder, da soberania e do centralismo. A responsabilidade de trabalhar com a política para fazer o bem social é enorme, mas não depende unicamente de desejos ou de intenções. Para trilhar esse caminho, com responsabilidade, um indivíduo precisa ter, sobretudo, experiência, princípios e consciência de que esse não é um projeto para se executar só.
Aécio Neves é o bom exemplo de alguém que sabe dar à política o seu valor real. Ele nasceu em uma família acostumada ao meio político e a cultivar sonhos grandes em relação ao país. Um grupo de pessoas que compartilhava desejos, respeitando eventuais divergências, pregando o entendimento e a tolerância, para somar e ir além. O seu grande mestre na arte da conciliação, a linha forte que costurava a união, dentro e fora de sua casa, foi Tancredo, que dividia com dona Risoleta a responsabilidade de ensinar aos filhos e netos a importância de deixa-se guiar por seus valores.
Já sem o avô, logo depois de entregar-se inteiramente à política, Aécio Neves percebeu, dentro de casa, sua grande parceira - Andrea Neves da Cunha, sua irmã mais velha, que até então havia tomado direções bem distintas às dele. A amizade divertida e trôpega da infância, se solidificou na vida adulta, com o apoio mútuo e a cumplicidade que foram as mais importantes lições das primeiras décadas de suas vidas.
A política de alianças, de agregação de forças, que se atesta em toda a trajetória pública de Aécio Neves começou no espaço privado, na troca de saberes e na humildade da escuta mútua. Andrea é de Aécio uma companheira e amiga, que com ele compartilha sonhos e, principalmente, o mesmo senso de responsabilidade e a coerência de princípios.
Atualmente, Andrea ocupa, no governo de Minas, o espaço de uma "primeira-dama". É a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação. Tímida, de temperamento bem distinto ao do irmão, Andrea abdica, na política, de papéis de destaque, para ser companheira e incentivadora de Aécio.
Com cumplicidade e seriedade, Aécio e Andrea carregam juntos os compromissos de Tancredo com a vida e com o país. E dividem princípios semelhantes. Eles não abrem mão de sua união, pois aprenderam, com a história, que só com alianças e partilha é possível conquistar avanços e fazer a vida ter valido a pena, no final do trajeto. Juntos, como cidadãos, dedicando-se à boa política, descentralizada e solidária, eles podem muito mais, pelos sonhos que todos nós temos... e que são, como o amor entre eles, do Tamanho do Brasil.
fonte: Ana Vasco Aécioblog