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Aécio : "O PT falhou 10 vezes "


Presidenciável do PSDB critica o tom eleitoreiro da visita da presidente Dilma Rousseff e de Lula em Minas e lista a omissão dos três governos petistas em relação ao estado

Maria Clara Prates
Publicação: 17/04/2013 04:00


"É lamentável que a presidente da República volte a Minas movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros" Aécio Neves (PSDB-MG), governador e pré-candidato do partido à Presidência

O tom eleitoral do discurso da presidente Dilma Rousseff (PT), durante sua visita de dois dias a Minas Gerais em companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou reação imediata da cúpula do PSDB mineiro. Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) ironizou o seminário O decênio que mudou o brasil, que contou com a participação de Lula e Dilma, enumerando o que considera as 10 falhas dos petistas com Minas Gerais. Na lista, constam a omissão com obras de grande importância para o estado - como a expansão do metrô de Belo Horizonte, a duplicação das BRs 381, 040 e 116 e a revitalização do Anel Rodoviário -, a perda de postos de trabalhos, a ampliação do aeroporto internacional de Confins, entre outros.

"Toda a Minas Gerais tinha esperanças de que a vinda da presidente Dilma Rousseff ao nosso estado significasse o cumprimento, ainda que com injustificável atraso, das inúmeras promessas que vêm sendo feitas aos mineiros pelo governo federal do PT nos últimos 10 anos. No entanto, mais uma vez, isso não aconteceu. É lamentável que a presidente da República volte a Minas movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros", criticou o senador.

Aécio recebeu o apoio de todo o diretório estadual do PSDB, que, por meio de carta assinada pelo seu presidente, deputado federal Marcus Pestana, também criticou a pauta política que marcou a presença da presidente no estado. No texto, os tucanos subiram o tom dos questionamentos: "Até quando? Até onde vai o descaso do PT com Minas Gerais? É preciso sempre esperar a proximidade de uma nova eleição para o governo do PT se lembrar das promessas feitas aos mineiros? Por que o PT não gosta de Minas e dos mineiros?".

Ao cobrar o investimento prometido por Lula para a expansão do metrô de Belo Horizonte, o senador Aécio Neves lembrou que foi ainda nos idos de agosto de 2003 que o ex-presidente garantiu: "O metrô de BH será prioridade do governo federal". Agora, passada uma década, nada aconteceu. Ontem, Dilma anunciou a liberação de R$ 60 milhões para projetos que não serão suficientes para atender às necessidades da expansão. O senador lembrou, então, que, no mesmo período, o governo federal enviou bilhões para os metrôs de diversas cidades. "Só o metrô de Porto Alegre (RS), terra onde a presidente Dilma passou sua vida, recebeu mais de R$ 1 bilhão", pontuou. Pestana completou: "O governo do PT transformou em realidade a ampliação do metrô de diversas capitais, enquanto ofereceu ao de Belo Horizonte o esquecimento. Agora, com a antecipação da disputa eleitoral de 2014, a presidente anuncia recursos para projetos que não serão capazes de apagar a indiferença com que essa obra tão importante para Minas foi tratada nos últimos 10 anos".

Novela O senador Aécio Neves não deixou de lembrar a novela da duplicação da BR- 381, que até hoje ainda está em fase de edital. "Não há sequer previsão para o início das obras de duplicação das pistas da BR-381. Dois editais de vários lotes foram lançados e, em seguida, cancelados. Com a aproximação do debate eleitoral, outro edital foi aberto às pressas", afirmou, ressaltando que a estrada já é conhecida como Rodovia da Morte, em razão dos inúmeros acidentes com vítimas.

Na carta do diretório do PSDB, os tucanos ressaltaram ainda o que chamam de omissão do governo federal com o Anel Rodoviário: "Depois de 10 anos, não chegou a Minas nenhum centavo para essa obra. Recentemente, o governo federal reconheceu a sua falta de capacidade técnica e transferiu para o governo do estado apenas o recurso para que fosse feito o projeto", diz o documento. Segundo os tucanos, em 2012, houve 3.306 acidentes no local, uma média de nove por dia, com feridos e mortos.

Não foi esquecida pela oposição também a intervenção dos petistas para retirar de Minas importantes postos de trabalho. Aécio cita pelo menos dois exemplos: a transferência de uma fábrica da Fiat de Minas para Pernambuco, em razão de incentivos fiscais oferecidos por Lula a seu estado natal, e também a transferência para a Bahia do polo acrílico da Petrobras, que seria construído na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "O empreendimento foi tirado dos mineiros pelo governo do PT e anunciada sua transferência para a Bahia, estado administrado pelo PT e terra natal do então presidente da empresa à época, José Sérgio Gabrielli, provável candidato ao governo daquele estado pelo partido em 2014", acrescentou a carta.

AS COBRANÇAS

1 - Por que o PT abandonou o metrô de BH?
2 - Por que até hoje não duplicou a BR-381?
3 - Por que o PT tirou dos mineiros milhares de empregos da nova fábrica da Fiat?
4 - Por que até hoje as obras do Anel Rodoviário não foram executadas?
5 - Por que as obras da BR-040 e da BR-116 não aconteceram?
6 - Por que o PT abandonou o aeroporto internacional de Confins?
7 - Por que o PT não defende os royalties do minério?
8 - Por que a presidente Dilma vetou pessoalmente os benefícios aprovados pelo Congresso para os municípios mais pobres de Minas?
9 - Por que o governo do PT tirou dos mineiros os milhares de empregos que seriam gerados pelo polo acrílico da Petrobras?
10 - Por que o governo do PT impediu Minas de ter acesso asfaltado a 100

Estado de Minas

Aécio Neves consegue financiamento para Minas


Aécio Neves (PSDB-MG) durante reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto George Gianni / PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu, nesta quarta-feira (7/11), a aprovação pelo Senado de mais um empréstimo ao Governo de Minas. O governo estadual irá captar € 300 milhões com a Agência Francesa de Desenvolvimento. Além de articular a aprovação em plenário e na Comissão de Assuntos Econômicos, o senador conseguiu que o empréstimo tramitasse em “urgência urgentíssima”, o que acelerou sua aprovação.

O financiamento visa ao pagamento de dívidas do governo estadual com a Cemig, após renegociação que permitirá condições de pagamento mais vantajosas para o Estado. Na última semana, outros dois empréstimos no valor de US$ 1,75 bilhão, com o mesmo objetivo, já haviam sido aprovados por intermédio do senador Aécio.

Aécio Neves destacou a importância dos financiamentos externos para a ampliação da capacidade de investimentos e criticou a omissão do governo federal na execução dos investimentos públicos.

“Conseguimos aprovar o financiamento para Minas Gerais, essenciais a investimentos de desenvolvimento da infraestrutura do Estado. Temos percebido com clareza que os estados federados têm ocupado uma lacuna no momento em que o governo federal, por razões diversas, não conseguem avançar nos investimentos públicos. Tem sido exatamente a capacidade renovada de endividamento dos estados a garantia para que não tenhamos crescimento ainda pior, não tenhamos tido um crescimento ainda menor que o que vamos ter”, afirmou Aécio Neves.

Aécio Neves : " Somos todos transitórios"




Aécio Neves Senador

Fonte: Folha de S.Paulo - 16/04/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/37355-eleicoes-e-cidadania.shtml
Eleições e cidadania


São Paulo, segunda-feira, 16 de abril de 2012

AÉCIO NEVES

O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea -e, claro, da condição política aqui no Brasil.

O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração. Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d'além-mar.

No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios. Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias. Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política. Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios. Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.

Aécio saúda decisão de Jose Serra


Aécio Neves participa de encontro com líderes de partidos em Minas



O senador Aécio Neves (PSDB/MG) anunciou que participa, na próxima segunda-feira (05/03), em Belo Horizonte, de reunião com lideranças dos partidos aliados para debater as eleições deste ano nos principais municípios mineiros. O senador disse que o encontro dará início ao processo de definição das alianças que serão formadas para as disputas municipais. A reunião acontece na sede do PSDB de Minas Gerais.

"Vamos iniciar um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro", afirmou.

Aécio Neves disse que o encontro político marcará uma nova mobilização dos partidos responsáveis pelos avanços sociais ocorridos em Minas Gerais nos últimos nove anos, hoje reconhecidos em todo país e pelo governo federal.

"As principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais. Será um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais deste ano", afirmou.

Prioridade social

O senador Aécio Neves afirmou ainda que as coligações a serem feitas pelo PSDB e por aliados possuem chances expressivas de vitórias nas cidades mais populosas de Minas. Mas, segundo ele, as alianças devem ser feitas com base em prioridades comuns, em especial no campo social. Levantamento nacional realizado pelo Ipea, divulgado mês passado, comprovou que Minas tem reduzido a pobreza numa velocidade maior que a média do país.

Aécio Neves saudou a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo e disse que compatibilizará a agenda no Senado com viagens pelo país em apoio aos candidatos do PSDB nas eleições municipais.

"A candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional. Ali também serão debatidos temas de interesse nacional. Estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que  possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está", afirmou.

Aécio chama atenção do silêncio do PT para com a ditadura de Cuba


O silencio do PT

Aécio Neves

Já passa da hora de vermos a questão cubana além do limite da ótica ideológica.

É visível o incômodo de setores, que se dizem democráticos, de reconhecer o autoritarismo do regime cubano, como se existissem duas Cubas: a real, que muitos preferem não enxergar, e a outra, da fantasia, que cada um constrói no seu imaginário como quer.

Não podemos mais ver o país e o regime dinástico dos irmãos Castro como se a ilha fosse o último enclave da Guerra Fria. Precisamos, isso sim, mobilizar as melhores energias da nossa diplomacia e da comunidade internacional na direção da única realidade que, de fato, interessa: o povo cubano.
São 11,2 milhões de pessoas submetidas ao cotidiano cruelmente caricato das cotas de alimentos, esse malfadado regime das cadernetas, a uma carência crônica, ao desabastecimento histórico, que desmentem, há muito, a fantasia do socialismo igualitário.

Ao mal-estar econômico agrega-se o pior que uma sociedade pode vivenciar: a falta de horizonte para as novas gerações. A imensa maioria da população nasceu pós-Fidel e, portanto, desconhece o usufruto da palavra liberdade, o direito de ir e vir, de discutir, de recusar, de dissentir. "Me sinto como um refém sequestrado por alguém que não escuta nem dá explicações", diz a blogueira Yoani Sánchez, proibida pela 19ª vez de viajar a outros países.

No entanto nem mesmo o isolamento forçado tem conseguido impedir que, pelas frestas da fortaleza do castrismo, infiltre-se a brisa que dá notícia aos cubanos da mais simples equação da vida política de uma nação: não há dignidade possível numa ditadura.

Recordo o ainda nebuloso episódio do asilo-não-asilo aos boxeadores cubanos durante os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara abandonaram a delegação, mas foram recambiados a Cuba pelo governo do PT. Lá os atletas sofreram retaliações. E pensar que o Brasil é tão pródigo em acolher até mesmo criminosos comuns

Os silêncios e os temas evitados na viagem da presidente Dilma a Cuba agridem as consciências democráticas. O mal disfarçado flerte com regimes fechados e totalitários, como o de Cuba e o do Irã, entre outros, expõe publicamente a tentação autoritária que o PT tenta dissimular e que, no entanto, parece estar inscrito no DNA do partido.

A ambiguidade explode em episódios como este. Quem no passado foi perseguida por defender ideias, deveria identificar-se com os perseguidos de hoje, e não sentir-se tão confortavelmente à vontade ao lado de dirigentes de um país onde não há resíduo de democracia há mais de meio século.
Volto a Yoani: "Dilma foi a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados". Foi pouco.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. - Folha de São Paulo