Mostrando postagens com marcador .Aécio Neves da Cunha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .Aécio Neves da Cunha. Mostrar todas as postagens

Aécio : "Projeto de Dilma é querer o poder a todo custo"




Aécio diz que pesquisa mostra que Dilma deve se preocupar e 'pedir desculpas'
O tucano comentou o levantamento feito pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) sobre avaliação do governo federal


O senador Aécio Neves (PSDB) disse que a pesquisa mostra que o projeto de Dilma "quer o poder a todo custo"
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comentou a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira, que aponta que 64,8 % dos brasileiros avaliam negativamente a gestão da presidente Dilma. Segundo Aécio, o levantamento traz dados “que devem preocupar o governo” e que os números apresentados refletem a “perda de credibilidade” da presidência.

“A crescente falta de confiança na presidente Dilma, bem como a reprovação da maioria dos brasileiros à sua conduta pessoal à frente do governo são prova de que ela e o seu partido falharam ao terem optado por manter um projeto de poder a todo e qualquer custo e em prejuízo do Brasil”, comentou o tucano.

Ainda conforme Aécio, que disputou com Dilma as eleições para a Presidencia no final do ano passado, mas saiu derrotado do pleito, a presidente deve “bem mais que um pedido de desculpas”. “ Ela deve se desculpar por ter tirado de milhões de brasileiros a perspectiva de um futuro melhor”, afirmou.

De acordo com a pesquisa, 64,8% dos entrevistados fazem uma avaliação negativa do governo Dilma, 23,6% regular e apenas 10,8% classificaram como bom o desempenho do Palácio do Planalto.Quando questionados sobre a avaliação pessoal da presidente Dilma Rpusseff o quadro apresentado também mostra descontentamento com a petista. Ao todo 77,7% desaprovam a postura da presidente e 18,9% aprovam.

Sobre o desempenho no segundo mandato, 7,5% avaliam como positivo e 72,2% classificam como negativo. Ao comparar o início deste período de governo, em relação ao anterior, 75,4% concluíram que está pior e 16,4% que está a mesma coisa. Para 2,8% está melhor e 40,4% não souberam.

Empresários estão muito pessimistas com governo Dilma



Empresário, descrente com a economia, já reduz empregos

http://www.otempo.com.br/capa/economia/empres%C3%A1rio-descrente-com-a-economia-j%C3%A1-reduz-empregos-1.888209

Confiança da indústria, comércio e construção civil despenca diante de cenário de poucas vendas



JULIANA GONTIJO E QUEILA ARIADNE



O adjetivo “pior” virou uma constante na divulgação de indicadores econômicos. Na semana passada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou o pior resultado de geração de vagas formais para um mês de junho dos últimos 16 anos. Nessa quarta, o adjetivo voltou a despontar nos índices de confiança da indústria, comércio e da construção. E tamanha descrença do empresariado na recuperação a curto prazo já pode ser sentida com demissões.



De acordo com a Sondagem Industrial da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), o emprego no setor apresentou recuo pelo 14º mês seguido. A Fiemg também divulgou nessa quarta o pior índice de confiança desde 2005, para um mês de julho. “É mais um recorde negativo”, observa a economista da entidade Annelise Rodrigues Fonseca.



Ela explica que o resultado de 42,8 pontos significa pessimismo e diz que o empresário está com esse sentimento por causa do desempenho das variáveis macroeconômica e da incerteza da eleição. Para a produção, o índice de desconfiança é de 38 pontos. “Aliás, já era esperado um resultado negativo por causa da Copa. Durante o período, a produção foi menor. Afinal, muitas fábricas concederam férias coletivas para seus funcionários”, diz.



Diante do cenário, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) calcula que serão criados 140,87 mil postos formais de trabalho no comércio em 2014, o que seria o pior desempenho do setor desde 1998 e metade do que foi previsto no início deste ano. “Há certa decepção com o ritmo de vendas no varejo. Como a situação está pior e as expectativas estão caindo, o empresário coloca o pé no freio em investimentos e contratações”, disse o economista da CNC, Fabio Bentes.



De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem e região (Sindimetal), Geraldo Vargas de Araújo, na semana passada o dono de uma fábrica de autopeças abandonou 140 funcionários dentro da empresa e simplesmente voltou para São Paulo. “Ele deixou os empregados sem nenhum aviso, sem acordo trabalhista, sem nada. Isso aconteceu na semana passada e estamos acompanhando o caso”, afirma.



Efeito cascata. O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso, afirma que o setor está no zero a zero desde o ano passado e, agora, a situação é de retração. “Já vemos um efeito em cadeia. As grandes contratantes não conseguem pagar em dia as empreiteiras, que não pagam em dia os fornecedores, o que reflete no pagamento dos salários da indústria dos fabricantes de máquinas e também de quem faz manutenção”, diz.



Em Juiz de Fora, a Mercedes-Benz já demitiu neste ano por volta de 80 trabalhadores, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Juiz de Fora e Região (STIM/JF), João César da Silva. Além da redução do quadro, atualmente o sindicato dos metalúrgicos e a montadora de caminhão estão em negociação para a suspensão temporária do contrato de 120 a 150 funcionários pelo prazo de cinco meses.



O índice

A confiança do empresário é medida em uma de 0 a 100. Menor que 50, indica desconfiança do empresário na economia. O indicador da Fiemg está em 38,3 pontos, o que indica muito pessimismo.

Aécio " cabra bom" lança jingle com tema nordestino




(....)

O vídeo, intitulado "Uma história no ritmo do Brasil", traz um forró, cantada por alguém com sotaque nordestino e trata o senador como "cabra bom" antes de contar sua trajetória política e familiar. No fim, Aécio é chamado de "cabra do bem".

(...)
Carta Capital

Eduardo Campos na direção de Aécio Neves

Todo poder aos Estados

(...)
 Ele diz que não é candidato ao Planalto, mas o governador Eduardo Campos (PSB-PE) adotou a mesma tese do candidato do PSDB, o senador Aécio Neves (MG): a "desconcentração do poder e das receitas da União", em favor dos Estados.

O Globo / Ilimar Franco

Aécio Neves busca o diálogo no PSDB

 

 Aécio quer diálogo antes de assumir comando do PSDB

 Durante encontro com a bancada de deputados federais do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) afirmou que não tem receio de assumir a presidência nacional do partido a partir de maio de 2013. Porém, antes de aceitar o convite - que tem o apoio do atual presidente da legenda, Sérgio Guerra (PE), e do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso -, Aécio quer conversar e pedir a aprovação de todos os senadores e governadores da legenda.
(...)

O Tempo

O caminho de Aécio



Nas próximas horas, o senador Aécio Neves terá aquela conversa reservada com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na qual perguntará, olho no olho, se ele tem alguma pretensão à candidatura presidencial. Pois, se não tiver, o senador mineiro apreciaria que ele externasse então que apoia seu nome, pondo fim a boatos e ambiguidades. Mas talvez não sejam necessárias agora as manifestações de apoio que coloquem, com muita antecedência, a candidatura do mineiro na roda. A proposta de que Aécio seja eleito presidente do partido em maio partiu do ex-presidente Fernando Henrique e ganhou outros apoios no PSDB. Ficaria claro, para gregos e troianos, que o partido está com ele. E não seria necessário jogá-lo tão cedo na arena sangrenta da disputa.

Estado de Minas / Tereza Cruvinel

Aécio volta a criticar concentração de recursos na União



Aécio afirma que União concentra recursos e prejudica estados e municípios » PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira


Brasília – O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou a concentração de recursos públicos nas mãos da União – o que, segundo o parlamentar, tem se elevado nos últimos anos, e prejudicado a qualidade de vida dos brasileiros.

Aécio falou sobre o tema no mesmo dia que, em Brasília, cerca de 1.500 prefeitos protestaram por mais aumento de repasses de recursos públicos às cidades. O evento contou com a participação dos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Para Aécio, há um contraste entre a retenção cada vez maior de recursos com a União e a elevação das responsabilidades impostas aos estados e municípios. “Hoje, cada vez mais o governo federal concentra receitas, mas participa menos dos financiamentos da saúde, educação, segurança. Apenas como exemplos: na área de Segurança Pública, estados e municípios respondem por 81,7% das despesas, a União, apenas 18,3%. Em Educação e Cultura, a União participa com 22,7%, um total de 77,3 % são de recursos de origem estadual e municipal. Em Saúde e Saneamento, estados e municípios se responsabilizam por 68,4% dos recursos, a União só aloca 31,6% do investimento público”, declarou.

O parlamentar ressaltou que, além de proporcionar o empobrecimento das máquinas públicas, a situação tem nos moradores das cidades seus principais prejudicados. “[A concentração de recursos] impede que os problemas do cidadão sejam resolvidos com a agilidade e eficiência que somente aqueles que os conhecem de perto, os estados e, principalmente, os municípios, conseguem fazer”, disse.

Na avaliação do senador, a falta de preocupação do governo federal com estados e municípios se torna ainda mais evidente com situações como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), implantada pela Presidência da República para estimular as vendas no setor automotivo. Apesar de proporcionar aquecimento a um extrato da economia, a medida prejudicou a arrecadação de entes federativos – o IPI abastece os fundos de participação dos estados (FPE) e municípios (FPM), decisivos para a gestão pública.

“A isenção é importante, pois garante a produtividade da indústria brasileira e empregos, mas deve vir acompanhada da justa compensação aos municípios e estados, para que os fundos de participação sejam recompostos”, declarou o parlamentar.

Aécio é autor de dois projetos no Congresso Nacional que determinam as perdas nos fundos, ainda que o governo crie pacotes que os atingiriam. “Mas, infelizmente, a ampla base do governo federal tem impedido que eles sejam analisados com a rapidez desejável”, afirmou.

Aécio : " Derrota de Serra não diminui o papel do PSDB"


Fonte: O Estado de S.Paulo - 30/10/2012 - Entrevista com Aécio Neves - Chamada na Primeira Página
Link para assinantes: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-de-serra-nao-diminui-papel-do-psdb-,953125,0.htm?p=1

'Derrota de Serra não diminui papel do PSDB'


O senador e presidenciável afirma que a influência de Lula e Dilma nas eleições já não existe como se imaginava
30 de outubro de 2012 | 2h 03 - JULIA DUAILIBI - O Estado de S.Paulo

Para o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o resultado dessa eleição mostrou que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff "não existe mais do modo que a gente imaginava". Aécio, no entanto, minimiza o impacto para o PSDB da derrota de José Serra em São Paulo: "Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil".

O tucano destaca o desempenho do PSDB no Norte e Nordeste e tece elogios à aliança com o PSB. Aécio vê um "antagonismo" entre PT e PSB nas cidades onde disputaram eleição, que não deve ser superado em 2014. Leia abaixo a entrevista.



Qual avaliação o sr. faz da derrota do PSDB em São Paulo?

Numa eleição em que 50 cidades estavam em jogo, não dá para avaliar uma. É uma derrota que tem repercussão, mas ressalto que Serra foi candidato porque o partido quis que fosse, para fazer justiça a ele. Serra não brigou para ser candidato. É claro que não foi bom perder, mas, no geral, nessa eleição não teve um grande derrotado. No nosso caso, nos saímos de forma muito vigorosa no Nordeste e no Norte, de onde havíamos sido dizimados nas últimas eleições.

O PSDB precisa se renovar?

Há figuras novas que já surgiram: o Eduardo (Leite), que ganhou em Pelotas, o menino de Blumenau (Napoleão Bernardes), Firmino (Filho, em Teresina), Maceió (com Rui Palmeira). Tem uma geração nova se afirmando.

O partido errou ao não arriscar um nome novo em São Paulo?

O momento em que o Serra resolveu ser candidato ele fez por um apelo do partido. E parecia a candidatura mais sólida. Enfim, perdeu. Ele vai ser uma figura que terá sempre um papel importante nas decisões do PSDB. Isso (a derrota) não diminui o papel do PSDB. Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil.

O desempenho do PSDB em Estados importantes, como São Paulo, ficou abaixo do esperado.
Nas últimas eleições presidenciais, ganhamos nos três Estados do Sul e do Centro-oeste. No Sudeste, nenhum outro partido tem uma situação mais sólida que o PSDB, com o governo de Minas e o de São Paulo. O PSDB, em relação a um cenário de seis, oito meses atrás, teve resultado muito além do que a gente poderia imaginar.

Há setores do PSDB paulista que defendem uma aliança em 2014 com o PSB, de Eduardo Campos (PE), na cabeça de chapa em troca do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.

O PSDB é a única força de oposição para se apresentar como uma alternativa. Problema quem tem hoje é o governo, para manter a base unida. Vamos apresentar um projeto alternativo e atrair ao longo do caminho forças que estão hoje com o governo. As alianças que fizemos com o PSB, que brinquei que votei mais 40 que 45, criam lógicas locais. Pega Campinas, Fortaleza, a cidade se divide em dois grupos. Então, amanhã, é difícil que os grupos se aliem. Vai todo mundo para uma candidatura do PT? É difícil. Fizemos alianças importantes com o PSB, e, mesmo que amanhã o PSB esteja com o PT, e hoje é o caminho mais natural, nessas praças vai haver sempre um antagonismo, com tendência do eleitorado que não é PT ficar com outra alternativa. A eleição do ACM Neto (Salvador), do Arthur Virgílio (Manaus), pelo fato de Lula ter ido, de Dilma ter ido muito agressiva, mostra que essa influência, do modo como a gente achava que existia, não existe mais. Tem um País aberto para uma proposta nova.

O PSDB deve definir logo o presidenciável. Serra é um nome?

Não tem que antecipar. Ninguém é candidato dois anos antes de uma eleição. Acho que o momento é a virada de 2014.

Qual espaço Serra terá?

Não sei nem se ele pretende objetivamente algo. Ele vai ser sempre uma figura central no PSDB. Não dá para desprezar os votos que ele teve. Não dá para desprezar o que representa, mesmo que tenha perdido a eleição.

O sr. acha que ele pode ocupar a presidência do PSDB?

Não pensei nisso. Nem sei se ele quer isso.


http://dropsmisto.com

Minas e Nordeste versus São Paulo




Publicado no Jornal OTEMPO em 27/08/2012

TILDEN JOSÉ SANTIAGO
Jornalista; ex-embaixador

Alguns fatos demonstram que a liderança do governador Eduardo Campos ganha expressão e autonomia, apesar da ligação umbilical com Lula, na medida em que surgem contradições entre PT e PSB, com o crescimento, surpreendente para os petistas, do último.

Sinal claro disso é o lançamento de candidaturas próprias por ambos os partidos em Recife, Belo Horizonte e Fortaleza. A maneira como o deputado pernambucano Maurício Rands se afastou do PT e se aproximou de Eduardo é outro sinal.

Esse pode ser o início da quebra da bipolarização dominadora do PT de Lula e do PSDB de FHC, do rodízio antidemocrático no poder, durante 18 anos.

Do lado tucano, há trincas entre um tipo de tucanato progressista liderado pelo senador Aécio Neves e o tronco central do PSDB conservador, liderado pelo paulistano Serra, representante do poderio econômico da avenida Paulista.

Nessa vertente, Aécio Neves cresceu vertiginosamente, emergindo como forte candidato à Presidência, mas engana-se quem pensa que Serra se contenta em ser prefeito de São Paulo. O ex-presidente da UNE, hábil conspirador, desde as lutas estudantis dos anos 60, nos bastidores das eleições, com os olhos em 2014, tentou quebrar a crista em ascensão de Aécio, por meio de sua amizade com Kassab. O presidente nacional do PSD fez tudo para que seu partido em Minas apoiasse Patrus do projeto Dilma e não Marcio Lacerda do projeto Aécio. Curioso! Quem diria Dilma, Kassab, Patrus, juntos!

Kassab cumpriu a determinação de Dilma sob olhares complacentes de Serra. Este sim, cabo eleitoral conspirador de Patrus, interessado na derrota de Lacerda, para que Aécio em 2014 dispute o governo de Minas e se cristalize como um político das Alterosas, que brilhe só em nossos vales e montanhas. Seria sepultar o político Aécio em Minas, como no Rio Sérgio Cabral está fadado a morrer carioca com sua auréola provinciana.

O PSD nacional de Kassab continua a lutar por Patrus e Dilma. O PSD mineiro de Alexandre Silveira continua a lutar por Lacerda e Aécio. Nem Serra, nem Kassab, Patrus ou Dilma conhecem o quanto o ex-presidente do Dnit, agora deputado federal e secretário de Estado, é bom de briga e se esquecem de que o senador Aécio Neves possui DNA republicano e da vocação de Minas para servir o Brasil, junto com o Nordeste e outras unidades da Federação, sem o complexo de hegemonismo e superioridade de São Paulo.

O importante é olhar para frente e perceber, desde já, os germes da decomposição dos dois blocos monopolizadores, antidemocráticos de dominação do poder pelo poder no Brasil das últimas décadas: PT e PSDB. Esta bipolarização dá sinais de um eclipse que já se anuncia.

O surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças, Aécio e Eduardo, se conseguirem se entender, depois de romperem a ligação umbilical que ainda carregam com o PSDB da avenida Paulista e com Lula, respectivamente. É Minas e o Nordeste na busca de um novo Brasil, sem dominação da Pauliceia.

http://dropsmisto.com



Privatização do PT é o tema do novo artigo de Aécio

Fonte:  Folha de S.Paulo - 20/08/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/61788-privatizacao.shtml


Privatização

Aécio Neves

O Brasil assiste à espetacularização das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff com o objetivo de fazer o país reagir ao pífio crescimento nacional.

O novo pacote de concessões anunciado para destravar obras já prometidas com pompa e circunstância em várias oportunidades chega com enorme atraso, ainda longe de se materializar em realidade e com uma surpreendente reembalagem, agora como solução para a crônica ineficiência do governo do PT.

Sempre tão criticada pelos ideólogos do petismo, a privatização de rodovias, ferrovias e portos é, em diversas situações, solução necessária para um país refém de gargalos de todo tipo na área da infraestrutura. E o governo poderia fazer muito mais do que tem feito para ampliar os investimentos públicos e estimular os privados, verdadeiras alavancas do crescimento sustentado e duradouro.

Na área do saneamento básico, bastaria desonerar as empresas estaduais que respondem pela quase totalidade dos investimentos no setor, uma das promessas de campanha esquecidas pela presidente. A medida resolveria a contradição das empresas terem que pagar ao governo federal quase o mesmo volume de recursos que têm para investir. Isso em um país em que somente 37% do esgoto é tratado, metade da população não conta com rede de coleta e, entre as cem maiores cidades, somente seis tratam mais de 80% de seus efluentes.

Poucas medidas, no entanto, teriam o poder de destravar tanto o crescimento nacional quanto solucionar a injusta equação da dívida de Estados com a União. Como se sabe, são dívidas contratadas em outra realidade econômica e que hoje poderiam ser renegociadas sob os mesmos critérios que o governo utiliza, via BNDES, para atender a uns poucos setores eleitos da iniciativa privada.

Por que, afinal, o governo não desonera quem pode investir e não transforma em mais investimento parte do pagamento da dívida dos Estados, ressuscitando o nosso federalismo, tão fragilizado?

Registre-se ainda que mais uma estatal acaba de ser criada: a Empresa de Planejamento e Logística, com a tarefa de planejar, definir critérios e negociar com os investidores privados, o que poderia ser feito pela ANTT ou pelo próprio ministério, pois esta deveria ser sua função essencial, e não a de executar obras.

O cronograma prevê para o grupo de nove trechos rodoviários e 12 ferroviários, a assinatura de contratos entre abril e setembro de 2013. Prazos muito pouco prováveis de serem cumpridos, especialmente os que se referem aos novos trechos. Por fim, as novas privatizações dependerão de eficiência, de agilidade e, fundamentalmente, de um artigo raro no governo do PT: capacidade de gestão.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

http://dropsmisto.com

Aécio critica interferência de Dilma na política de BH

Aécio Neves, líder da oposição




O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou nesta quinta-feira (5) a presidente Dilma Rousseff, o PT e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), pelo que chamou de “interferências”, na disputa eleitoral em Belo Horizonte, contra a candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

Aécio rechaçou intervenções feitas por pessoas com militância política em outros Estados, e disse que “Minas não é uma província de segunda categoria”.

“Eu confesso que me surpreendi em ver a própria presidente da República –no momento em que o Brasil se vê aí paralisado por uma crise que o governo até ontem desconhecia–, ela para a sua agenda para interferir nos partidos e impor, como fez ao PMDB, que também interviesse”, disse.
A presidente Dilma atuou para que o PMDB desistisse de candidatura própria na capital mineira e passasse a apoiar o candidato petista, o ex-ministro Patrus Ananias.

O tucano emendou outra crítica ao mencionar Kassab, que preside o PSD nacional. Ao citar o fato de Dilma também ter “solicitado” a intervenção do prefeito de São Paulo na disputa em BH, afirmou que o prefeito de São Paulo “conhece muito pouco a realidade de Minas Gerais”.

Kassab havia acertado na quarta-feira (4), diretamente com a presidente Dilma Rousseff, o apoio do PSD-BH ao petista Patrus. Mas a situação está indefinida, porque o PSD de Belo Horizonte se rebelou e registrou na Justiça Eleitoral apoio à reeleição de Lacerda.

Aécio disse que o pedido a Kassab foi para ele “violentasse o sentimento de seus companheiros para intervir no partido”.

O tucano atacou também o PT, lembrando que há quatro anos os petistas impediram que o PSDB se aliasse a Lacerda formalmente, mas que agora “o partido abraça o Maluf em São Paulo”. Ele se refere ao fato de o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) ter se aliado ao PT na disputa paulistana.

Ele ainda criticou as intervenções do PT em São Paulo, contra a senadora Marta Suplicy (PT), e em Recife, quando anulou a prévia petista e impôs o senador Humberto Costa como candidato. “Sempre que o PT tem que optar entre o interesse público e o PT, fica com o PT”.

Aécio, que é um dos tucanos com pretensões de concorrer à sucessão presidencial de 2014, afirmou que não vai nacionalizar a campanha eleitoral em BH e que “em momento algum vai cair na armadilha de trazer 2014 para 2012″.

ALIANÇA

A aliança que o PT tinha em BH com o PSB e o PSDB deixou de existir depois que Lacerda negou aos petistas participação na chapa de vereadores. Aécio não quis que Lacerda cedesse a essa vontade petista e falou com o prefeito.

Ele negou que tenha imposto e ameaçado Lacerda. “Foi ponderação, solicitação nossa. Em nenhum momento impusemos absolutamente nada”, afirmou, acrescentando que Lacerda teve liberdade para tomar a decisão.

Fonte: www.boainformacao.com.br/ Paulo Peixoto/ BH

http://dropsmisto.com