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Ciro Gomes quer ser candidato em 2014

Ciro se oferece para disputar Planalto no lugar de Campos
O ex-ministro Ciro Gomes (PSB), que nos últimos dias retomou críticas ao governo Dilma Rousseff, afirmou ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos em conversa recente: "Se você não quiser disputar a Presidência da República, eu topo". A declaração é reproduzida por interlocutores, que consideram "remoto, mas não impossível" um cenário em que o ex-ministro concorreria ao Palácio do Planalto em 2014 em lugar do presidente do seu partido, até agora pré-candidato. A hipótese da troca é considerada no caso de o PSB aprofundar o desgaste com a presidente, mas Eduardo desistir do enfrentamento - ou sua candidatura não decolar.
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Valor Econômico

Ciro Gomes contra candidatura de Eduardo Campos


Candidatura do PSB é inoportuna, diz Ciro Gomes

Expoente da ala "dilmista" do PSB, o ex-ministro Ciro Gomes diz que a possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é "inoportuna". "Se meu partido tiver candidato, depois que fizer minhas ponderações, vou acompanhar. Mas vou fazer uma discussão dizendo que a candidatura é inoportuna", disse.

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"Está bom mas podemos fazer melhor? Isso é conversa de marqueteiro. O Brasil precisa de debate profundo de ideias", disse. "O PSB não tem ideia nenhuma, pelo que eu saiba", disse,
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Folha de São Paulo

PSB deve entregar cargos se quiser Presidência, diz Ciro


 O ex-ministro Ciro Gomes disse nesta terça-feira, 26, que se o PSB pretende lançar candidatura própria à Presidência no ano que vem deveria entregar os cargos que ocupa no governo da presidente Dilma Rousseff e mostrar à sociedade brasileira as falhas da atual administração. Ele voltou a criticar a articulação do presidente do seu partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, cotado para disputar o Planalto em 2014.
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Ele ponderou, no entanto, que não quis desmerecer as eventuais candidaturas de Campos (PSB), de Aécio Neves (PSDB) e de Marina Silva (sem partido). Para Ciro, esses eventuais candidatos, até então, não apresentaram ideias ou projetos para o desenvolvimento do País.

O Estado de São Paulo

Eduardo Campos desautoriza Ciro Gomes a falar pelo PSB


O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, evitou comentar diretamente as críticas do ex-ministro Ciro Gomes (PSB), que, no fim de semana, atacou o socialista, o tucano Aécio Neves e a ex-verde Marina Silva.
 Ciro não poupou os pré-candidatos à sucessão presidencial.
 Como não esconde que é favorável à reeleição de Dilma Rousseff, a presidente foi a única a não ser criticada. 
Campos ressaltou que o ex-ministro não fala pelo PSB.
O Tempo

Para Ciro Gomes equipe de Dilma é "fraquinha"

 Ministros na mira de Ciro

 Com a dura disputa contra o PT em Fortaleza (CE) ainda espetada na garganta, o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes (PSB) afirmou ontem que a equipe de governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é "muito fraquinha" e fez críticas diretas a três ministros: Alexandre Padilha (Saúde), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

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Estado de Minas

" Eleição perde sem Ciro Gomes, " afirma Aécio Neves à Folha de São Paulo


Aécio afirma que eleição perde sem Ciro e elogia proposta do Ministério da Segurança


Fonte: Folha de São Paulo

O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), pré-candidato ao Senado, disse nesta quinta-feira que a saída do deputado Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial foi uma perda para o debate político. Ele também aprovou a ideia do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, de criar um Ministério da Segurança Pública.
“Tenho uma enorme identidade com o companheiro Ciro Gomes, acho que independente de que, seja o beneficiário, se Serra, se Dilma [Rouseff], se Marina [Silva], não importa, da sua saída, acho que perde o processo eleitoral”, afirmou o ex-governador em visita ao Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, onde se reuniu com o atual ocupante do cargo, Antonio Anastasia, segundo entrevista distribuída pela assessoria do governo mineiro.

Para ele, o empobrecimento se dá pelo tom plebiscitário que a disputa pode ter sem Ciro. “Acho que, no futuro, ainda estaremos juntos em projetos importantes a favor do país”, afirmou sobre Ciro.

Sobre o Ministério da Segurança Pública, Aécio lembrou da experiência de Serra como ex-governador e ex-prefeito. “Há praticamente uma omissão, uma ausência absoluta da presença do governo federal na parceria com os Estados no enfrentamento da segurança pública.” Para ele, um novo ministério é uma opção saudável.

Segundo Aécio, não existe a hipótese de um prefeito do PSDB de Minas votar em Dilma. “Pode ser que exista um prefeito, que seja da nossa base aqui em Minas, e seja da base federal, não do PSDB, obviamente, não do Democratas, não do PPS, que pode ter essa opção. Farei o possível para convencê-lo de que o melhor para Minas Gerais é a eleição de José Serra”, afirmou.

O ex-governador negou que esteja negociando como o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que é seu primo, para que ele seja o vice de Serra. “Não cabe a mim a condução dessas negociações em relação a composição da chapa.”

Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u727979.shtml

Eleiçoes 2010 para Aécio Neves é o caminho do centro



O caminho do centro

Por Mauro Santayana

Filho de João Pinheiro, a quem se atribui a constatação de que "Minas tem o grave senso da ordem", Israel Pinheiro repetia sempre que, em política, só são possíveis as "soluções naturais". A frase de João Pinheiro sempre teve interpretação conservadora - mas o político do Serro havia sido ativo republicano, e foi dos pioneiros do desenvolvimento econômico do Estado, com o estímulo ao ensino profissional, às pesquisas no campo da agricultura e a importação de máquinas. Afastado da política ativa durante alguns anos, criou indústria cerâmica avançada para a época, em Caeté.
O filho, Israel, pragmático desenvolvimentista, foi secretário de Benedicto Valladares, incorporador da Cia. Vale do Rio Doce e construtor de Brasília. Último governador de Minas a ser eleito em 1965, logo em seguida ao golpe, manteve hábil relação com o governo federal, defendendo, com paciência, mas firmeza, os interesses do estado. Idêntica postura teve Negrão de Lima, que se elegeu governador da Guanabara na mesma ocasião. O segredo mineiro da política (ou de uma corrente mineira da política) é a busca do "caminho do meio", que não é, como muitos imaginam, posição de comodismo. Governar pelo centro é conter os arroubos inconsequentes de uns e a reação histérica de outros, na ativa defesa dos interesses permanentes da nação.
Os mineiros sempre buscaram o desenvolvimento de seu estado e do país, e nisso nunca lhes faltou ousadia. Articular os conservadores e os reformistas em torno de um projeto de progresso econômico e social é atitude que sempre tem dado certo. Assim atuou também Juscelino, tanto no governo do estado quanto na Presidência da República.
No governo do estado, ele entendeu que não bastava contar com os parcos recursos orçamentários para retirar Minas do atraso relativo em se encontrava, emperrada pela agropecuária conservadora. Buscou os recursos da poupança privada, mediante a emissão de títulos do estado (apólices do binômio Energia e Transportes). Assim nasceu a Cemig e se abriram as principais rodovias mineiras. Foi-lhe possível fazer tudo isso, porque soube conduzir bem a vida política e convencer os opositores da importância dos projetos que interessavam à comunidade montanhesa.
Essa mesma atitude ele a levou para a Presidência da República. Embora mantivesse os ritos administrativos rotineiros, rompeu a burocracia conservadora da União, criando os grupos interministeriais de trabalho, os famosos "grupos executivos", que se encarregaram de atingir as suas metas de governo, estabelecidas ainda durante a campanha eleitoral. A retórica doutrinária era contida, mas ousada a ação administrativa. Na ação administrativa se expressava o discurso político. Ele discursava com números, prometia com objetivos, regozijava-se com os resultados. Seu marketing (para usar-se esse estrangeirismo incômodo) estava nas imagens do feitor de obras de Brasília, no desbravador da selva, ao lado de Bernardo Sayão, no incansável cobrador de tarefas, muitas vezes madrugada alta, em telefonemas que arrancavam seus auxiliares da cama para saber se determinada tarefa havia sido cumprida.
Se o atual governador de Minas será candidato, ou não, à Presidência, vai depender das volúveis circunstâncias da vida partidária. Mas ele está cumprindo os ritos da velha política montanhesa, ao indicar o caminho do centro. A disputa do poder não pode transformar-se em luta ensandecida, no confronto de posições antagônicas. É certo que haverá açodados, como sempre os houve, defendendo passos insensatos, ou retorno a algumas práticas do passado. Mas não é possível governar nos extremos. Como na barra da balança, o ponto de equilíbrio é o meio exato; como na alavanca, o apoio deve localizar-se no centro do arco de gravidade. Faça-se ou não candidato, eleja-se ou não se eleja, Aécio está dando ao Brasil o velho recado de Minas. O objetivo da política é a soma, a aglutinação das pessoas em torno de projetos para o bem comum. A fronteira do entendimento, na política, é a da soberania do país. Cavalgando essa razão, Aécio não se põe como anti-Lula, mas disposto a avançar no mesmo projeto de Brasil.
Aécio almoçou ontem com Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará, que já anunciou sua postulação presidencial, dispôs-se, como se noticiou, a dela desistir - se Aécio for candidato. Conforme apontam as pesquisas, trata-se de um apoio poderoso.