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Aécio Neves presidente do PSDB critica relação do governo do PT com partidos aliados






Fonte: [VIA EMAIL] Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves
Data: 12/03/2014

Aécio Neves critica relação do governo do PT com partidos aliados



Aécio Neves critica relação do governo do PT com partidos aliados

“Um governo autoritário que não quer aliados, quer vassalos. Um governo que não quer partidos para compartilhar um projeto de Brasil, quer aliados para vencer as eleições”, diz senador

O senador Aécio Neves criticou, nesta quarta-feira (12/10), a relação política mantida pelo governo federal do PT com os partidos que compõem sua base de apoio. Em entrevista coletiva concedida à imprensa no Senado Federal, AécioNeves afirmou que a crise que atinge os trabalhos do Congresso Nacional nos últimos dias é resultado da ação autoritária de um governo que quer aliados para obter vantagens eleitorais, e não desenvolver um projeto para o Brasil.

Para Aécio Neves, o grande objetivo do governo do PT é obter maior de tempo na propaganda eleitoral gratuita, que vai ao ar durante as eleições, por meio da distribuição de dinheiro e cargos públicos para aliados.

“Essa crise é consequência daquilo que anunciávamos há muito tempo, de um governo autoritário que não quer aliados, quer vassalos. Um governo que não quer partidos para compartilhar um projeto de Brasil, quer aliados para vencer as eleições. Isso tudo é consequência da arrogância com que o PT vem conduzindo o governo até aqui, e agora colhe esses frutos. Todo esse esforço do governo, à custa de cargos públicos e dinheiro público, especialmente através de emendas, para manter o PMDB na base, pode ter um ganho para o governo, que são os minutos a mais no tempo de televisão. Porque a base do PMDB, do PMDB histórico, da resistência, da democracia, do PMDB que quer ver avanços no Brasil, essa o PT já perdeu”, disse o senador.

Aécio Neves cobrou que o governo e o Congresso retomem a discussão de assuntos de interesse da sociedade brasileira, como as deficiências em áreas sociais e o baixo crescimento da economia.

“É preciso propostas, uma discussão séria sobre a crise no setor elétrico, sobre o crescimento pífio da nossa economia, sobre a tragédia da nossa segurança pública, com a omissão e a passividade do governo, a crise na saúde. Não há espaço no Brasil para essa discussão mais. A agenda do governo é a agenda eleitoral única e exclusivamente. É ela que toma conta da presidente da República. E o Brasil tem problemas seríssimos a serem enfrentados que, infelizmente, não vêm tendo a atenção que deveriam estar tendo por parte do governo. É um final triste de um governo que perdeu a capacidade de ousar e de transformar para se contentar única e exclusivamente com um projeto de poder”, disse o presidente tucano.

A presidente da República foge do povo, diz Aécio

O senador Aécio Neves também destacou a decisão da presidente Dilma Rousseff de não discursar nas partidas de abertura e de encerramento da Copa do Mundo, como divulgado pela imprensa ontem. Durante o carnaval, a presidente já havia cancelado agenda anunciada em Salvador (BA) com receio de receber vaias. Para o senador, ambas as decisões demonstram que presidente tem evitado ficar frente a frente com a população.

"Na verdade existem dois Brasis. O Brasil virtual, da propaganda virtual, onde distribui-se fotografias com sorrisos da presidente da República, e o Brasil real, aquele em que a presidente da República foge do povo, como fugiu no carnaval e pretende, ou de alguma forma prepara-se, para aparecer camuflada nos jogos da Copa do Mundo. Esses dois Brasis serão colocados frente a frente na propaganda eleitoral. O Brasil tem problemas seriíssimos a serem enfrentados que, infelizmente, não vêm tendo a atenção que deveriam estar tendo por parte do governo. É um final triste de um governo que perdeu a capacidade de ousar e de transformar para se contentar única e exclusivamente com um projeto de poder", afirmou Aécio Neves.

Política de Segurança Pública feita por Aécio Neves reduziu drasticamente os crimes violentos


Estudo mostra redução dos homicídios, roubos e estupros entre 2008 e 2009 na maioria dos municípios mineiros. BH, Betim e Contagem estão entre os que comemoram


A taxa anual de crimes violentos, como homicídio, tentativa de assassinato, estupro e roubo, em Minas Gerais, caiu de 29,04 ocorrências, por grupo de 100 mil habitantes, para 24,64, em 2009, em comparação com 2008. É o que mostra o Anuário de Informações Criminais 2009, divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro (FJP), estudo que avalia os índices de criminalidade no estado. A redução dos homicídios no estado no período de um ano foi de 5,5% – de 3.621 para 3.452 – e de crimes contra o patrimônio (roubos e furtos), 15,1%.

Mas, quando é analisada a situação de alguns municípios, as autoridades da Secretaria de Estado de Defesa Social não escondem a preocupação em relação aos homicídios: Patos de Minas, no Alto Paranaíba, com aumento de 153,7% no número de assassinatos; Divinópolis, na Região Centro-Oeste, com 127,1%; Uberaba, no Triângulo, com acréscimo de 22,6%; e Uberlândia, na mesma região, com crescimento de 46%.

Nos demais municípios com mais de 100 mil habitantes, os crimes violentos caíram 17,3%: homicídios, 8,8%, e roubos e furtos, 18%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte houve diminuição de 16% nos crimes violentos. A taxa de assassinato teve queda de 10% e de crimes contra o patrimônio, 16,6%. Na capital, o crime violento caiu 15,1%, a taxa de homicídio 12,6% e crimes contra o patrimônio, 15,4%. Três cidades da região que antes amargavam altos índices, já respiram mais aliviadas. Em Betim, os crimes caíram 15,4%; Contagem, 22,5%; e Ribeirão das Neves, 13,9%, com redução de 22,7% nos assassinato.

De acordo com o secretário de Estado de Defesa Social, Moacyr Lobato, há uma série de causas e circunstâncias que determinam a incidência de assassinatos. “Temos questões pontuais que merecem atenção especial no sentindo de rapidamente voltarmos ao quadro de normalidade decrescente em relação aos homicídios”, disse, anunciando que vai visitar as cidades onde esse tipo de crime aumentou, para discutir estratégias com os comandos regionais das polícias Civil e Militar. Ele citou como programa de redução de homicídios o Fica Vivo, que atende 15,5 mil jovens em Minas. “O tráfico de drogas é uma das principais razões da incidência de homicídios”, afirmou.

Para o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Cícero Nunes, o aumento dos homicídios em Uberlândia está relacionado ao tráfico de drogas. “As polícias Civil e Militar se organizaram, identificaram e prenderam criminosos e fizeram composições de grupos para a contenção desse tipo de crime em Uberlândia, que lá está ligado ao tráfico de drogas. Há também a questão da migração de pessoas que vão trabalhar em canaviais e usam armas brancas, como facas e foices”, disse. Quanto a Divinópolis, o problema, segundo ele, é também ligado ao tráfico de drogas.
Apesar da diminuição dos crimes violentos em BH em 15%, em 2009 (12,6% nos homicídios e 15,4% nos roubos), no primeiro trimestre deste ano, comparando aos três primeiros meses do ano passado, o aumento das mortes em 2010 já atinge o patamar de 22,6%. De janeiro a março, houve 216 assassinatos no capital, contra 177 no mesmo período em 2009.
Segundo o coronel Cícero, a polícia está se organizando, principalmente as delegacias de homicídios e antidrogas, para criar equipes de combate. A PM, segundo ele, criou três grupos especializados de patrulhamento em áreas de risco (Gepar). “Já fizemos, de maneira integrada, a prisão de 18 autores contumazes de homicídios e, em abril, já tivemos redução significativa das mortes”, disse. “Trabalhamos com o monitoramento da criminalidade, qualificação das informações, quem são as pessoas que estão agindo, onde e hora os crimes estão ocorrendo para pôr nossas equipes para prendê-las.”

O coordenador do Núcleo de Estudos de Segurança Pública da FJP, Eduardo Batitucci, responsável pela pesquisa de 2009, disse que em cada cidade o crime tem uma característica . “Eventualmente, teremos aumento da violência em cidades específicas, como ocorreu em BH no início do ano, Uberaba e Uberlândia. Mas a tendência genérica é de queda, como já vem sendo observada há muito tempo”, explicou.

TAXA MENOR A média mensal de assassinatos em BH para cada grupo de 100 mil habitantes passou de 2,76 casos em 2008 para 2,41 em 2009. Na região metropolitana, o índice passou de 2,97 ocorrências para 2,6 no mesmo período. Betim teve redução expressiva de 19,3% na taxa média mensal de homicídios. As mortes em Contagem diminuíram 20%, passando de 3,03 ocorrências para 2,42 para cada grupo de 100 mil pessoas.

Mas duas cidades da Grande BH não tiveram a mesma sorte. Em Sabará, o número de homicídios saltou de 43 em 2008 para 61 em 2009, variação de 40,8%. A taxa média mensal saltou de 2,85 ocorrências por grupo de 100 mil habitantes para 4,01. Santa Luzia teve 81 homicídios em 2008, contra 93 no ano passado, crescimento de 13%.

Entre os municípios com mais de 250 mil habitantes, Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, registrou queda de 26,9% nos crimes violentos, mas, em se tratando de homicídios, aumentou 0,6%. No entanto, os roubos caíram 31,4%. Juiz de Fora, na Zona da Mata, comemora queda de 19,7% nos crimes violentos: 4,3% nos homicídios e 22,8% nos roubos e furtos. Em Montes Claros, no Norte de Minas, os homicídios caíram 35,9%.

A pesquisa da FJP avaliou também o sistema prisional mineiro, apontando que o número de vagas aumentou 520% de 2004 para 2009, chegando a 34,5 mil. O déficit de 17,6 mil vagas em 2004 caiu para 12,3 mil. O número de presos, que era de 23 mil em 2004, passou para 46,9 mil no ano passado, crescimento de 100%.



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