Lula X FHC, a polarização da vez
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A rivalidade entre PT e PSDB não é novidade. Nas últimas seis eleições, os dois partidos disputam o coração e os votos dos leitores para chegar ao Palácio do Planalto. A nova dessa disputa é a polarização entre os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva e o legado deixado por eles durante suas passagens pelo mais alto posto da República. A memória sobre os feitos de Lula é mais recente, afinal, ele deixou o poder em 2010, elegendo sua sucessora, e é hoje um dos principais cabos eleitorais do PT, principalmente nas disputas majoritárias.
Já as façanhas de FHC não estão frescas na mente dos eleitores, pois o ex-presidente foi escondido nas duas últimas disputas. Nem Geraldo Alckmin (PSDB), que concorreu contra Lula em 2006, nem, muito menos, José Serra (PSDB), que disputou contra Dilma Rousseff em 2010, quiseram transformar o ex-presidente em cabo eleitoral. Nessas campanhas pouco, ou quase nada, se falou dos anos de FHC no poder. Talvez porque o tucano não tenha deixado a Presidência surfando em bons índices de popularidade.
Pois, agora, o legado dos dois também estará na berlinda e sob o crivo do eleitor. Dilma Rousseff vai fazer de Lula, seus programas sociais e o aumento da empregabilidade seu mais importante trunfo. Aécio Neves promete resgatar a era FHC e os sucessos de sua administração, principalmente a estabilidade da economia com o Plano Real.
Já antevendo esse confronto nos programas eleitorais, os dois – que nos últimos anos sempre se estranharam, apesar de já terem sido amigos – resolveram assumir de vez esse protagonismo. E essa polarização. Nos últimos dias, os ex-presidentes têm trocado farpas via páginas de jornais e redes sociais. Um acusa, outro rebate. Um provoca, outro responde, expondo a visão antagônica que eles têm sobre como conduzir os rumos do Brasil. Com a palavra final, o eleitor. Ou a história.