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PT compara Marina a Collor e Jânio



PT compara Marina a Collor e Jânio

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2014/09/03/interna_politica,126665/pt-compara-marina-a-collor-e-janio.shtml

Caciques do partido fazem ataque em massa à candidata, que reage e bate em Dilma



Juliana Cipriani



Com trajetória ascendente nas pesquisas de intenção de voto, a ex-senadora Marina Silva (PSB) se tornou definitivamente a maior vidraça da campanha eleitoral neste último mês antes do pleito. Um dia depois de se tornar alvo preferencial no debate entre os presidenciáveis promovido pelo SBT/TV Alterosa, ela foi comparada ontem aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello, acusada de praticar a “velha política” que tanto condena e de adotar o “obscurantismo” em suas propostas. Em um movimento que parece orquestrado, as principais lideranças políticas do PT pregaram ontem o voto contra Marina. A candidata revidou.



Padrinho eleitoral da presidente Dilma Rousseff e “ex-patrão” de Marina, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ontem que o Brasil não pode enfrentar um “retrocesso”, sem citar nominalmente a candidata do PSB, que foi ministra do Meio Ambiente em seu governo. Lula participou de carreata com Dilma em São Bernardo do Campo (SP), seu berço político, onde a presidente disse estar “muito preocupada” com o programa de governo de Marina. “Ela reduz a pó a política industrial”, afirmou.



A crítica mais pesada, porém, veio na propaganda eleitoral da petista. Nela, a equipe de Dilma usou um infográfico para mostrar qual seria a base de apoio político de Marina, se ela fosse eleita hoje. O programa mostrou que o PSB tem hoje 33 deputados e informou que, para aprovar “um simples projeto de lei”, ela precisaria de 129 votos. Já para uma emenda constitucional, são necessários 308 congressistas. “Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos? E será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?”, questionam os apresentadores.



O raciocínio caminha para a eleição de Jânio Quadros (Janeiro a agosto de 1961) e a de Fernando Collor (1990-1992), que não concluíram os mandatos. O apresentador diz que por duas vezes o Brasil elegeu “salvadores da pátria”, do partido do “eu sozinho”, e mostra manchetes da renúncia de Quadros e do impeachment de Collor. “A gente sabe como isso terminou”, conclui o programa.



O ministro da Fazenda, Guido Mantega (PT), também criticou o programa da candidata do PSB. Segundo ele, um choque do superávit primário “pode ser temerário e paralisar a atividade econômica”. Já o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), usou a tribuna para acusar Marina de se unir a velhas raposas e ficar em cima do muro.



Artificial Marina Silva, que faltou à sessão de homenagem ao ex-governador Eduardo Campos na tarde de ontem na Câmara dos Deputados para participar de sabatina no jornal O Estado de S. Paulo, rebateu a crítica de Dilma, dizendo que a sociedade conhece sua história em cargos eletivos e os valores que há mais de 30 anos defende. “Comecei como vereadora, como deputada, senadora por 16 anos e ministra do Meio Ambiente. Imagine se eu dissesse que uma pessoa que nunca foi eleita nem vereadora ia ser eleita presidente do Brasil, aí sim, poderia parecer Collor de Mello”, afirmou, sob aplausos, em uma crítica indireta a Dilma, que não havia sido eleita para qualquer cargo até 2010. Hoje senador pelo PTB, Collor (AL) apoia a reeleição de Dilma.



A candidata rebateu também declarações recentes de Dilma de que seria antidemocrático governar com as melhores pessoas. “Acho que ser antidemocrático é imaginar que se vai governar apenas para os partidos, como está sendo feito hoje”, afirmou. Ela voltou a dizer que, se eleita, governará com os bons e citou os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “Conversar com Fernando Henrique, conversar com Lula é com certeza muito melhor do que conversar com Antônio Carlos Magalhães, com (José) Sarney, com (Paulo) Maluf, com Renan Calheiros”, disse.



A candidata condenou ainda os preços administrados pelo governo Dilma para controlar a inflação. “Isso tem um custo muito alto para todos os brasileiros. Espero que a presidente Dilma assuma as responsabilidades que tem. Ela tem que fazer a correção dos erros que cometeu administrando os preços para controlar a inflação de forma artificial”, afirmou. (Com agências).

Lula compara Eduardo Campos a Collor


Fonte: Midia News

Lula compara Eduardo Campos a Collor

Ex-presidente também reconhece que Guido Mantega errou ao fixar a taxa de retorno em concessões

Aos poucos vão aparecendo mais informações sobre o almoço na última sexta-feira (14.mar.2014) entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e empresários do Paraná.

Num determinado momento, conforme relatado ao Blog por um dos presentes, Lula disse: “A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem … e nós vimos o que deu”. Vários dos presentes entenderam a frase como uma comparação entre Fernando Collor de Mello e Eduardo Campos.

Em 1989, Collor era apenas conhecido como um governador de um Estado do Nordeste –no caso, Alagoas. Era jovem, pregava renovação e ganhou o Palácio do Planalto. Depois, sofreu um processo de impeachment e o país passou por severa crise econômica.

Hoje, Eduardo Campos (PSB) também é um político nordestino relativamente desconhecido, que governa um Estado da região (Pernambuco) e se apresenta como o jovem que vai renovar a política.

No seu discurso a empresários do Paraná, Lula não fez citações ao tucano Aécio Neves, outro candidato a presidente oposicionista.

No trecho em que fez uma citação indireta a Eduardo Campos, o ex-presidente disse que a atual ocupante do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, é a única que pode “dar garantia de manutenção de estabilidade no país”.

No seu discurso, Lula disse: “Eu vim escutar”. Foi uma espécie de contraponto à notória aversão de Dilma em ouvir empresários e políticos com frequência. Na prática, essa será a estratégia na campanha: o ex-presidente se apresentar pelo país afora como grande fiador da reeleição de sua apadrinhada política.

Os argumentos de Lula foram sempre no sentido de comparar como está o Brasil hoje e como era em 2002, último governo do PSDB. “Estamos melhor do que estávamos antes”, disse o ex-presidente. Justificou certos gargalos na infraestrutura por causa do aumento da atividade econômica. No início da década passada, os aeroportos recebiam menos de 50 milhões de pessoas durante um ano. Agora, são cerca de 110 milhões ao ano.

Num dado momento, Lula disse que todos os empresários que estavam presentes ganharam dinheiro enquanto o PT esteve no poder. “Se não tivessem ganhado dinheiro não estariam aqui”. Alguns dos presentes riram.

Carismático, Lula falou o que os empresários gostariam de ouvir. Sobrou então uma crítica ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que “demorou muito” para perceber que estava errada a taxa máxima de retorno fixada pelo governo nas concessões de serviços públicos, como rodovias.

É claro que Lula não citou que Dilma Rousseff errou junto com Guido Mantega nesse episódio de taxas de retorno –causando atrasos no programa de concessões à iniciativa privada. É que Dilma é candidata. Já Guido Mantega é apenas um ministro à espera do fim do governo para sair da cadeira que ocupa.