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Aécio : RDC para o PAC é prova de incompetência da União

Aécio Neves líder da Oposição

Aécio Neves: RDC para obras do PAC é prova de incompetência do governo federal


O senador Aécio Neves (PSDB/MG) protestou contra a aprovação do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para obras do PAC. O senador disse que, ao mudar as regras apenas dos contratos e obras federais, o governo cria um regime exclusivo para sua própria administração e facilita a prática de irregularidades nos contratos e obras públicas. O novo regime altera as exigências estabelecidas na Lei de Licitações (8.666) e flexibiliza as regras dos contratos públicos federais.

“Estamos impondo um novo e perigoso risco à licitude dos processos licitatórios no País. Estamos permitindo que o governo federal estabeleça quais obras serão licitadas pela Lei 8.666 e quais serão por esse esdrúxulo novo regime diferenciado. Salta aos olhos a razão primária dessa iniciativa do governo: ela traz o reconhecimento da absoluta falta de competência gerencial do governo, que no último ano não conseguiu executar sequer 20% das obras do PAC para as quais existiam recursos garantidos”, afirmou Aécio Neves.

A emenda do RDC foi aprovada pela base de apoio do governo no Senado junto com a Medida Provisória 559, que originalmente autorizava a Eletrobras a assumir o controle acionário das Centrais Elétricas de Goiás S.A. (Celg), concessionária de energia elétrica estadual.

Mudanças na Lei 8.666

O senador defendeu mudanças na legislação atual de licitações com objetivo de dar agilidade aos processos. No entanto, afirmou que esse debate precisa ocorrer de forma ampla no Congresso, e não por meio de uma emenda incluída numa MP, no chamado contrabando legislativo.

“Digo aos senhores como ex-governador de Estado, nosso processo licitatório precisa de aprimoramentos, mas todo aprimoramento tem que ser feito no bojo de uma lei discutida em profundidade nessa Casa, e não por uma iniciativa como essa do governo federal. Se tivermos que discutir a 8.666, criar alternativas, desburocratizá-la, estaremos dispostos. Mas aceitar passivamente mais essa violência contra o parlamento brasileiro, nós, da oposição, estaremos sempre para dizer não”, disse o senador Aécio.

Ineficiência

Em seu pronunciamento na tribuna, o senador Aécio Neves destacou que o governo federal não conseguiu executar sequer 20% das obras do PAC, embora tivesse com recursos garantidos em 2011. Para o senador, o ritmo lento que o governo federal vem imprime às obras é o verdadeiro motivo para as mudanças na lei.

O senador também alertou para a possibilidade de uso político dos investimentos a serem feitos por meio do novo regime. Segundo ele, governadores e prefeitos também irão querer as novas regras para as obras de seu interesse.

“Amanhã, governadores e prefeitos irão buscar incluir suas obras, independente da sua dimensão, no PAC, para que possam ter o RDC como ordenador da sua contratação. E pode ser que o governo federal resolva que as obras dos governos de oposição sejam aquelas que precisaram dos trâmites um pouco mais complexos para serem aprovadas e aquelas que atendam seus aliados sejam as facilitadas nesse novo e inovador processo”, disse Aécio Neves.

Aécio Neves dispara em Minas Gerais como líder absoluto


Aécio e Itamar são favoritos na disputa pelo Senado em Minas

Tucano está isolado na frente enquanto ex-presidente vence como 2ª opção
João Gualberto Jr.
Não é à toa que o Senado é tido como uma instituição composta por ex-governadores. Os únicos nessa condição em Minas e que já lançaram seus nomes para disputar, em outubro, as duas vagas da Casa são os favoritos a conquistá-las. É o que aponta pesquisa DataTempo/CP2.
Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) ocupam, nessa ordem, os dois primeiros lugares em todos os cenários analisados. No quesito estimulado - em que os pré-candidatos são apresentados -, foi perguntado aos eleitores quais são a primeira e a segunda opções para senador, já que os Estados vão substituir dois parlamentares. Depois, os dois rankings são somados.
Pelo levantamento, a eleição mais tranquila seria a de Aécio, que vence como a primeira opção nos três cenários. Já Itamar lidera como segunda alternativa em todos os quadros.
No primeiro cenário, os ex-governadores enfrentam o atual senador e pré-candidato ao governo Hélio Costa (PMDB) e o hoje suplente Clésio Andrade (PR). O tucano é a primeira opção de 61,77% dos entrevistados e o ex-presidente da República, a segunda escolha, mencionado por 32,35%. Hélio Costa fica na vice-liderança tanto como primeira quanto para segunda opção. Na soma, Aécio tem 72,88% contra 45,47% de Itamar, 44,45% do peemedebista e 6,41% de Clésio. Portanto, há um empate técnico entre o ex-presidente e Costa.
No segundo cenário, Costa é substituído pelo ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), também pré-candidato da base do presidente Lula ao governo. Aécio é primeira opção de 68,23% e Itamar, a segunda, de 41,70%. O petista fica mais bem colocado como segunda alternativa, escolhido por 14,05% do eleitorado. No acumulado, o tucano recebe 77,68%, o ex-presidente fica com 57,41% e Pimentel, com 17,77%. Nesse quadro, Clésio somou 8,52% das intenções.
No terceiro cenário, o ex-ministro Patrus Ananias (PT) está no lugar de Pimentel. A distribuição é similar. Aécio e Itamar vencem como primeira e segunda opção, com 67,35% e 43,71% respectivamente. O melhor desempenho de Patrus é como segundo candidato, ficando atrás do ex-presidente com 10,43%. Na soma, o tucano lidera com 77,09%, seguido por Itamar, com 59,76%, Patrus, com 14,30%, e Clésio, com 9,10%.