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Mineração fica dez vezes maior na década.


 A despeito da crise econômica mundial, a produção mineral brasileira deverá fechar 2012 com crescimento expressivo em relação à década passada e em perspectiva de investimento recorde de US$ 75 bilhões até 2016.
A estimativa do Ibram (Instituto Brasileiro da Mineração) é que o valor da produção mineral brasileira atinja US$ 55 bilhões em 2012, um avanço de 900% em relação à marca de 2002 (US$ 5,5 bi).
O crescimento da última década colocou o Brasil em posição privilegiada no mercado mundial -os aportes previstos para o país até 2016 correspondem a 20% de todo o investimento global do setor previsto no período.
Nesse cenário destacam-se Minas Gerais e Pará com, respectivamente, 48% e 28% da produção nacional.

Folha de São Paulo


Governo de Minas faz novo mapa de minerações

Governo mapeia os projetos de mineração

O governo de Minas Gerais assinou ontem a ordem de serviço para elaboração do Plano Regional Estratégico em torno de grandes projetos minerários do Norte de Minas (que compreende as microrregiões de Janaúba, Salinas e Grão Mogol) e do Plano Regional Estratégico em torno de grandes projetos minerários no Médio Espinhaço. Nos próximos anos, a previsão é que essas regiões recebam investimentos bilionários na exploração de jazidas de minério de ferro por empresas nacionais e multinacionais.O plano vai traçar diretrizes para a estruturação dos municípios nas áreas da saúde, educação, defesa social, formação profissional, mobilidade urbana, habitação, saneamento, entre outros, visando atender ao aumento de demandas a curto, médio e longo prazo.
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O Tempo

Minas quer trazer o Congresso Mundial de Mineração





Missão especial
Falando no poderoso Fernando Coura, o líder dos mineradores vai defender nos dias 16 e 17, em Viena, a candidatura do Brasil para sediar em 2016, pela primeira vez, o Congresso Mundial de Mineração. O concorrente é o Cazaquistão. Coura tem nessa missão o apoio da CNI e da Vale, além do governo federal. Espera-se que ele, como bom mineiro, puxe a sardinha para BH.
O Tempo / Raquel Faria
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Aécio propõe reforma do código de mineração

Proposta de Aécio aumenta royalties da mineração
Senador critica atraso do governo e propõe reforma do código de mineração que institui cobrança extra sobre grandes jazidas
24 de setembro de 2011 | 0h 00 - ANDREA JUBÉ VIANNA, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A demora do governo em encaminhar a reforma do código de mineração ao Congresso levou a oposição a se movimentar: o senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresenta na próxima semana um substitutivo que aumenta o valor dos royalties e institui uma cobrança extra sobre as grandes jazidas.
Ex-governador de Minas Gerais - principal produtor de minérios no País -, Aécio quer tomar as rédeas desse debate, diante da inércia governista. "Agora é o governo que vai ter de atrelar o projeto dele ao nosso", desafiou.
Aécio deve apresentar na terça-feira da semana que vem o seu substitutivo ao projeto de lei do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que eleva o porcentual da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), o "royalty da mineração".
O mineiro propõe uma alíquota de até 5% para a Cfem, incidente sobre o faturamento bruto da empresa, e cria uma "participação especial" de 2,5% sobre as jazidas mais lucrativas, nos moldes da taxa extra cobrada sobre a exploração de petróleo.
Em linhas gerais, o parecer de Aécio assemelha-se às propostas do governo, que miram o reajuste da Cfem, a mudança da base de incidência (da receita líquida para o faturamento bruto) e a criação da participação especial. Mas a alíquota máxima pretendida pelo governo é menor, de 4%. E o Executivo cogita um sistema de cobrança flexível, em que as alíquotas sejam reduzidas em períodos de baixa demanda das commodities.
Defasagem. Aécio critica o atraso no envio da proposta governista, alegando que a situação dos Estados e municípios onde se localizam as minas se tornou insustentável.
"Há uma defasagem absurda, injustificável (da Cfem). As mineradoras têm lucros crescentes, enquanto as regiões exploradas estão cada vez mais degradadas", protestou.
"É preciso que os municípios se preparem para o pós-minério", alertou, lembrando a natureza indenizatória dos royalties face às áreas exploradas.
Aécio e Flexa Ribeiro articulam para que a matéria seja votada na quinta-feira na Comissão de Infraestrutura, presidida pela também tucana Lúcia Vânia (GO). Se aprovado, o projeto segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde sua apreciação é terminativa.
"(As mineradoras) vão reclamar, mas estamos prontos para o embate", avisa o senador mineiro.
Senadores por Minas Gerais e pelo Pará, Aécio Neves e Flexa Ribeiro representam os maiores produtores de minério no País, de acordo com o recolhimento da Cfem. Minas Gerais respondeu por 48% da arrecadação no ano passado, seguido pelo Pará (28%), Goiás (5%) e São Paulo (4%).
Os dados são do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), segundo o qual a Cfem teve recorde de arrecadação em 2010, totalizando R$ 1 bilhão, 46% a mais que o ano anterior.