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Governo PT: Professores de Minas protestam contra política educacional do PT




Greve adia volta às aulas nas universidades federais de Minas

Patrícia Santos Dumont - Hoje em Dia (*)
A paralisação dos servidores técnico-administrativos das universidades federais de Minas Gerais, que completa nesta quarta-feira (22) 56 dias, vai afetar o calendário letivo de pelo menos duas instituições. As reitorias das federais de Ouro Preto (Ufop) e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) confirmaram o cancelamento da volta às aulas, prevista para o próximo dia 3. Há risco também para os estudantes da UFMG, segundo o sindicato da categoria.

Com cerca de 65% de adesão, o movimento, iniciado em 28 de maio, reivindica aumento salarial, fim dos cortes no orçamento da educação, extinção do fator previdenciário e melhores condições de trabalho. “Nossa proposta é um índice geral para todos os servidores públicos, com recomposição das perdas inflacionárias de 2011 a 2016”, detalha a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina del Papa.

Em nota, a Pró-reitoria de Graduação (Prograd) da Ufop informou que a volta às aulas fica adiada por tempo indeterminado em razão das greves dos docentes e dos servidores técnico-administrativos. A instituição garantiu, porém, a continuidade das matrículas dos calouros selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Dúvida

Maior universidade federal do Estado, a UFMG deve definir os rumos do segundo semestre na próxima semana quando, conforme a assessoria de imprensa da instituição, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) se reunirá.

O Sindifes garante, no entanto, que a paralisação irá prejudicar o início do semestre letivo. “Já podemos afirmar, com certeza, que o semestre da UFMG não começa no dia 3”, diz a coordenadora-geral da entidade.

A UFMG tem 33.242 estudantes matriculados nos cursos de graduação presenciais e à distância.

Mais 10

Somente o campus Teófilo Otoni da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), onde estudam cerca de 1.100 alunos, terá as aulas prejudicadas pela greve dos funcionários. A assessoria de imprensa da instituição informou que estudantes de Diamantina não serão afetados.

Servidores das universidades federais de Juiz de Fora, Lavras, Alfenas, Viçosa, Uberlândia, São João del- Rei, do Triângulo Mineiro e de Itajubá, além de funcionários técnicos e administrativos do Cefet-MG e do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) também aderiram à paralisação.

Representantes da categoria se reúnem nesta quinta-feira (23) na Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte, a partir das 9h, para deliberar sobre a continuidade da paralisação dos servidores. O governo federal ofereceu reajuste de 21,3%, de 2016 a 2019.

27,3% de reajuste salarial é o que pedem os servidores; percentual diz respeito a perdas inflacionárias de 2011 a 2016


(*) Com Raquel Ramos - Hoje em Dia

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(...)
O próprio governador de Minas, Antonio Anastasia, pediu em Brasília, na semana passada, a prorrogação do prazo de renovação das concessões, mas ontem a presidente Dilma Rousseff deixou claro que não cederá às pressões, durante encontro com os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Estado de Minas

Greve em todo país preocupa PT

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A direção do PT começou a mostrar preocupação com a onda de greves no governo federal e as consequências que elas deverão ter no resultado das eleições municipais de outubro. 

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As obras e os projetos nas rodovias federais do Brasil, incluindo as que cortam Minas, podem ser atrasados por causa de uma possível greve dos servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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Servidores marcam atos hoje e amanhã
Para pressionar o governo federal e os políticos, servidores da Justiça Eleitoral de 19 Estados marcaram paralisações para hoje e amanhã, últimos dias do prazo de registro de candidaturas para as eleições deste ano. Sindicalistas prometem um "apagão" nos cartórios eleitorais de AL, AM, BA, DF, ES, GO, MA, MG, MT, PB, PE, PI, RJ, RN, RO, RS, SC, SP e TO. Segundo a Fenajufe, a federação nacional da classe, o alcance do movimento pode ser maior, pois há uma convocação para que os funcionários do Judiciário Federal de todos os Estado participem da greve de 48 horas.

Folha de São Paulo