Com relação à competitividade, o presidenciável tucano defendeu que seja declarada uma “guerra” ao chamado custo Brasil, que afeta os ganhos do setor. Segundo ele, é preciso uma simplificação do sistema tributário do país e regras claras que garantam o retorno dos investimentos no setor, especialmente em áreas como a infraestrutura.
“A nossa agenda para o agronegócio é a da competitividade, da produtividade e da busca por novos mercados”, disse Aécio, em tom de crítica ao governo.
O candidato à Presidência mencionou, entre os setores que sofrem com a falta de competitividade no Brasil, o de etanol. Disse que é preciso fazer um “resgate” da indústria do combustível à base de cana-de-açúcar. “Vamos discutir, inclusive, política de preços mínimos, para que o etanol possa resgatar sua capacidade competitiva”, afirmou.
Sobre a insegurança jurídica, disse que ela está “todas as áreas”. Questionado sobre como lidaria com discussões como a questão indígena e fundiária no país, um dos principais pontos de insegurança para o agronegócio, de acordo com lideranças do setor, disse apenas que o faria com “autoridade e liderança”, com o cumprimento da lei e da Constituição.
“O governo não vai se omitir nesses contenciosos. O que queremos é um ambiente seguro para a produção, compatibilizando com a questão ambiental e com os direitos indígenas. O que não podemos aceitar é a ideia de que a produção é inimiga da proteção ambiental.”
