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Aécio recebe apoio do Solidariedade e anuncia adesão do PTB à sua candidatura
Candidato tucano à presidência afirmou que o atual governo é tão ruim que até o PT quer mudanças
POR RENATO ONOFRE
21/06/2014 12:40 / ATUALIZADO 21/06/2014 12:49
SÃO PAULO - Sem a mesma agressividade dos últimos atos, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, voltou a atacar o PT durante a convenção nacional do Solidariedade que homologou o apoio da legenda aos tucanos. No encontro, Aécio também anunciou o apoio do PTB a sua candidatura. Questionado se haveria algum tipo de constrangimento em receber apoio de um mensaleiro, já que historicamente o PTB é comandado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado e preso no processo do mensalão, Aécio minimizou.
- É uma aliança de partido. Não cabe a mim fazer avaliações individuais - afirmou Aécio.
A convenção petista, que acontece neste sábado em Brasília, e está homologando a candidatura de Dilma Rousseff à presidência, foi alvo do tucano.
- Recebo informações de que na convenção do PT a palavra que mais se fala é mudança. Chego a conclusão que esse governo é tão ruim que até o PT quer mudar - afirmou Aécio.
As especulações sobre quem vai ser o vice na chapa do senador Aécio Neves ( PSDB) à presidência da República também marcou a convenção do Solidariedade, que confirmou o apoio aos tucanos. A aproximação entre PSDB e PSD conduzida nas últimas semanas por aliados de Aécio esfriou. Aumentou a especulação sobre o nome do ex-senador Tasso Jereissati caso os tucanos optem por uma chapa puro-sangue. O PSDB, disse Aécio, já acertou o apoio do PTB, que deverá fazer o anúncio oficial.
- Deixo para as lideranças do PTB se pronunciarem sobre isso - afirmou Aécio Neves, sem deixar de esconder o sorriso no rosto.
Segundo líderes do Solidariedade e de tucanos próximos a Aécio, a provável escolha de Márcio França (PSB) para vice do governador Geraldo Alckimin (PSDB) inviabilizou a aproximação com o PSD, que queria indicar o vice na chapa tucana ao governo paulista.
- Estávamos otimistas com a possibilidade de ter o PSD na nossa chapa, mas a escolha do PSB para a vice do Alckimin inviabilizou a aproximação - afirmou o presidente nacional do PSD, o deputado federal Paulinho da Força.
Apesar de ter declarado apoio público a presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, vinha negociando o apoio da legenda aos tucanos nas últimas semanas.
- Mas ainda há chances - afirmou um tucano próximo a Aécio.