Para oposição, o governo pendurou a conta de luz



onte: Exame.com

A oposição reagiu às medidas do governo para tentar reduzir o rombo das distribuidoras de energia elétrica com uma injeção de R$ 12 bilhões no setor

Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso,

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE): para ele, o governo "pendura" o reajuste pensando nas eleições presidenciais deste ano

Brasília - A oposição na Câmara dos Deputados reagiu na quinta-feira, 13, às medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tentar reduzir o rombo das distribuidoras de energia elétrica com uma injeção adicional de R$ 12 bilhões no setor.

O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), criticou duramente o pacote e disse que, ao anunciar que os consumidores ajudarão a pagar as ações, via aumento de tarifa em 2015, o governo "pendura" o reajuste pensando nas eleições presidenciais deste ano, evitando o impacto impopular da medida na reeleição da presidente Dilma Rousseff.

"Esta é a primeira conta do desastre de gestão da presidente Dilma Rousseff que, além de ter quebrado o setor elétrico, passa para o povo a conta salgada de sua medida populista e eleitoreira", disse o deputado da oposição, em nota encaminhada à imprensa.

Para ele, ao bancar a redução nas tarifas de energia no início de 2013, a presidente Dilma Rousseff "interferiu no setor elétrico sem medir as consequências para proporcionar uma suposta queda na conta de luz".

A renovação antecipada de contratos com as geradoras e transmissoras de energia foi o que deu origem a boa parte dos problemas não resolvidos do setor elétrico, já que algumas empresas não aderiram ao pacote. A estiagem e consequente necessidade de usar energia mais cara produzida por usinas térmicas movidas a combustíveis fósseis completou o quadro.

Ontem foi divulgada a liberação, pelo Tesouro Nacional, de R$ 4 bilhões para o setor, que, serão compensados com aumentos programados de alguns tributos ao longo deste ano e com recursos do pagamento facilitado de impostos atrasados devidos pelas empresas brasileiras com operações no exterior, o chamado Refis das coligadas.