Entre o mar e a pedra
Para as relações da presidente Dilma Rousseff com a maioria
governista no Congresso não fez diferença ela ter se humilhado ao dizer que
"Lula não vai voltar porque ele não saiu", numa tentativa de esvaziar
o movimento no PT pela candidatura do ex-presidente em 2014.
A base aliada do
Planalto, a começar dos caciques do PMDB, sabe que a vida com Lula era uma
coisa e com Dilma, outra. Ela consegue a um só tempo ser avessa à política e
negar autonomia a quem quer que tenha escolhido para fazer o que ela não gosta
nem sabe. Some-se a isso a campanha sucessória antecipada por Lula também para
neutralizar as pressões pela sua volta e a queda violenta da popularidade da
apadrinhada, na esteira da inflação e dos protestos de junho, para completar o
cenário de desafio à autoridade presidencial entre os partidos da sua vasta
coalizão.
(...)
O Estado de São Paulo