
O PT já admite que a presidente Dilma Rousseff pode não
vencer a eleição de 2014 no primeiro turno, ao contrário do que previa o
marqueteiro João Santana. Proposta de resolução levada ao Diretório Nacional,
no sábado, 20, diz que o partido enfrentará "intensa luta política e
ideológica, incluindo aí dois turnos de eleições presidenciais". Para os
petistas, é preciso que a autoridade de Dilma seja "preservada e
defendida" com mais ênfase porque os protestos de rua geraram uma
"nova situação política".
Em debates internos, os petistas, ao avaliar o significado
dos protestos de junho, reconheceram "graves equívocos políticos na
prática do PT" e a necessidade de "reorientação" e
"reconstrução das bases sociais e dos vínculos populares" do partido
diante dos "sinais de fadiga da velha ordem institucional".