Não fomos dizimados, pelo contrário, crescemos em número de votos e de prefeituras ( Rodrigo de Castro)
O secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, faz um balanço positivo da disputa deste ano, a despeito de o partido ter perdido para o PT o comando de São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Para ele, os números são bons não só para os tucanos mas também para outros partidos de oposição que fincaram estacas em redutos do PT nas últimas eleições presidenciais, como o Norte e o Nordeste, regiões do Brasil em que PSDB e DEM tiveram melhor desempenho eleitoral. "Não fomos dizimados, pelo contrário, crescemos em número de votos e de prefeituras", destaca o parlamentar.
Mas além dos números, alvo de disputas entre os partidos sobre quem teria sido o ganhador da batalha em busca dos votos, Rodrigo de Castro aponta outros fatores positivos e também as estratégias do partido para reconquistar o poder central, perdido para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 e para sua sucessora Dilma Rousseff. "Além de crescermos no Norte e no Nordeste, ganhamos quadros novos como o jovem Daniel Coelho, que terminou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura do Recife, à frente do PT". O tucano foi a surpresa da eleição recifense, ao sair da lanterna e deixar para trás na disputa o senador Humberto Costa (PT), ex-ministro da Saúde. Segundo ele, a eleição deu visibilidade à nova geração de políticos do PSDB em vários estados e isso é muito importante para a renovação do partido.
A valorização do governo FHC, segundo ele, também foi um fato importante nessa campanha. "Era uma nódoa do partido não valorizar a figura do nosso ex-presidente". Outro destaque, de acordo com ele, foi a consolidação do nome do senador Aécio Neves (PSDB) como a maior liderança do partido. Apesar disso, segundo o dirigente tucano, o PSDB pretende se reorganizar antes de tratar de nomes para 2014. Entre as estratégias está a divulgação dos projetos que são bandeiras do partido, o aumento do diálogo com a população, a inserção do partido em áreas até então controladas por outras legendas, como o meio sindical, e uma melhora na articulação com os partidos que fazem parte da base de governo da presidente Dilma. Sobre uma possível indicação de José Serra, derrotado na capital paulista pelo petista Fernando Haddad, foi taxativo: "Isso não está em discussão. São apenas especulações".