Aécio discute a renovação do PSDB

Aécio discute a renovação do PSDB com ex-presidente



São Paulo. Potencial candidato do PSDB à Presidência em 2014, o senador Aécio Neves desembarcou em São Paulo, anteontem, logo depois da derrota do tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo, para discutir a renovação do partido.

Aécio não participou da campanha de Serra no horário eleitoral na TV nem de atividades de rua. Segundo tucanos, o próprio grupo de Serra dispensou a presença de Aécio, com quem disputa poder dentro e fora do partido. Sobre sua ausência durante a campanha paulistana, Aécio disse: "Tenho consciência das minhas limitações em São Paulo".

O senador esteve em São Paulo para uma reunião com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o objetivo de avaliar a saúde da oposição após as eleições municipais.

Além de discutir a necessidade de adoção de uma nova agenda para o PSDB, os dois fizeram um balanço dos resultados eleitorais em busca de um discurso que mitigue o impacto da vitória de Fernando Haddad na capital paulista.

A eleição de Artur Virgílio em Manaus, de ACM Neto em Salvador e de Jonas Donizete (PSB) em Campinas (SP) são apontados como paliativos para a oposição. Aécio pediu votos para esses três candidatos.

"O resultado superou nossas expectativas", disse Aécio, ao fazer a análise do desempenho do PT, que perdeu em outras capitais do Brasil, Aécio afirmou que, à exceção de SP, "o PT caminha de forma célere para os grotões". Segundo ele, um roteiro típico dos partidos tradicionais.

"Não há partido hegemônico. No PSDB, não nos incomodamos tanto com o crescimento do PSB, que parece incomodar o PT", disse o senador.

Em São Paulo, ele também visitou o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, que se recupera de cirurgia. Apesar dos elogios públicos ao candidato derrotado pelo PSDB, Aécio falou com Serra apenas pelo telefone.

Em toda a sua história, o PSDB lançou apenas três nomes - Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra - como candidatos nas eleições majoritárias de São Paulo, se considerados apenas o governo estadual e a Prefeitura da capital - exceção feita a Fábio Feldman, que disputou a prefeitura em 1992. "Diante de tal cenário, 2012 não era o momento de o partido lançar novas lideranças na cidade, com o objetivo de, no mínimo, oxigenar-se?", questiona o cientista político e professor do Insper Humberto Dantas.

Fonte : O Tempo