Gov. Anastasia cobra promessa de Dilma

Minas e Pará se unem para mudar cobrança da Cfem
Minas Gerais e Pará juntaram forças para mudar a forma de cobrança da Compensação Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem) e elevar a arrecadação. Ontem, o Senado aprovou uma emenda que inclui a Cfem nas novas regras de exportação determinadas na Medida Provisória 563 (MP do Brasil Maior). Para garantir a mudança, as bancadas de deputados e de senadores e os governadores desses dois Estados lançaram um movimento suprapartidário para que a presidente Dilma Rousseff não vete essa emenda, que beneficia os produtores de minério.

A expectativa dos parlamentares é que a mudança garanta em torno de R$ 300 milhões a mais para o Estado de Minas Gerais e cerca de R$ 200 milhões ao Pará, dobrando a arrecadação dos Estados com participações pela exploração de minério no ano passado. Pela mudança, as mineradoras passarão a pagar os tributos à União, aos Estados e aos municípios com base no preço de mercado e não mais no valor declarado pelas próprias empresas.

A emenda foi apresenta pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), sob o argumento de que algumas empresas que atuam na área mineral utilizam mecanismos não previstos em lei para pagar menos impostos no país.

"No fundo, estamos encontrando uma fórmula de resolver o problema pela periferia, porque o problema verdadeiro, nuclear, tem de ser resolvido por meio de uma nova legislação sobre o marco regulatório da mineração no Brasil", afirmou o governador de Minas, Antonio Anastasia, lembrando ser promessa da presidente Dilma Rousseff o envio ao Congresso de projeto de lei nesse sentido.

O Tempo