Ancine adia decisão sobre cota de tela para 2021 e cancela chamadas públicas


Por dois votos a um, o órgão optou por adiar a decisão, sob a justificativa de que é necessário observar o comportamento do setor entre janeiro e março de 2021 diante da pandemia de Covid-19
Por FOLHAPRESS
10/12/20 - 14h43
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Ancine adia decisão sobre cota de tela para 2021 e cancela chamadas públicas

Foto: Cinemark/Divulgação


A diretoria colegiada da Ancine, a Agência Nacional do Cinema, se reuniu nesta terça-feira (8) para deliberar sobre o adiamento da fixação da cota de tela de 2021 para o ano que vem – e não nas últimas semanas de dezembro, como costuma ocorrer.

Por dois votos a um, o órgão optou por adiar a decisão, sob a justificativa de que é necessário observar o comportamento do setor entre janeiro e março de 2021 diante da pandemia de Covid-19, para então definir os parâmetros para a nova cota de tela.

Agora, a recomendação segue para a Secretaria Especial da Cultura, para análise e deliberação. A cota de tela diz respeito à quantidade de dias em que as salas de cinema devem exibir um filme nacional ao longo do ano e visa dar espaço à produção brasileira.

Na mesma reunião, a diretoria decidiu por unanimidade cancelar inscrições e os saldos de algumas chamadas públicas referentes aos últimos quatro anos. A medida anula compromissos financeiros firmados pela agência com produtores nacionais. No total, as chamadas somam mais de R$ 300 milhões.

Também foi definida, na reunião da diretoria, a extinção do regulamento geral do Prodav, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual, responsável pelo fomento na produção, distribuição, comercialização e exibição de conteúdo audiovisual brasileiro. Agora, cada edital seguirá critérios próprios – o que pode burocratizar o processo e o tornar menos transparente.

A pandemia também fez com que a Ancine optasse por refinanciar o programa de digitalização do parque exibidor Cinema Perto de Você. Outras medidas tomadas pelo órgão na reunião incluem a prorrogação, por seis meses, do prazo para a contratação de linhas de crédito emergenciais e a autorização para novas chamadas públicas destinadas exclusivamente a série televisivas em animação e ao desenvolvimento de jogos eletrônicos.

Ainda foi criada, no encontro, a Câmara Técnica de Produção, que deverá operar por um ano com o intuito de avaliar o mercado de produção audiovisual brasileiro, coletar dados sobre o setor, discutir políticas de financiamento, planejar ações de desenvolvimento e acompanhar a aplicação de normas e critérios para o financiamento público.

Leilão da tela 'Caipirinha', de Tarsila do Amaral, está ameaçado de embargo



Advogado do proprietário da obra alega que os bancos pediram a penhora do quadro para ressarcir as dívidas do pai de seu cliente
Por ESTADÃO CONTEÚDO
09/12/20 - 13h06
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A obra "Caipirinha", de Tarsila do Amaral, foi pintada em 1923

Foto: Reprodução



O leilão da tela "Caipirinha", pintada em 1923 por Tarsila do Amaral, está ameaçado de embargo. O advogado Márcio Casado, que representa Carlos Eduardo Schahin, proprietário da obra desde 2012, alega que os bancos pediram a penhora do quadro para ressarcir as dívidas do pai de seu cliente, o empresário Salim Taufic Schahin. Em julho deste ano, a justiça determinou que o quadro fosse leiloado.

Schahin pai, acionista de uma empresa petrolífera que faliu depois que a Petrobras começou a ser investigada por não apresentar balanços, comprou a obra nos anos 1990.

Os problemas de Schahin com o banco começaram em 2014. Eles foram atrás de seu patrimônio e descobriram a obra de Tarsila, solicitando a penhora do quadro, que já havia sido transferido para Carlos Eduardo pelo pai.

O advogado do filho de Salim solicitou, então, a um juiz do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) o embargo do leilão marcado para o dia 17 na Bolsa de Arte em São Paulo.

A primeira vez que foi solicitada a suspensão do leilão foi há exatamente três meses, segundo o advogado. Quando o Tribunal suspendeu o leilão, os bancos recorreram a um juiz, que autorizou o leilão. O proprietário do quadro, Carlos Eduardo, perdeu em primeira instância e novamente em segunda instância.

Na semana passada, segundo o advogado, Carlos Eduardo entrou com outro recurso para que a propriedade de sua tela fosse reconhecida e não como propriedade de seu pai, o empresário Salim Taufic Schahin. O advogado afirmou que seu cliente já teria entrado com uma medida cautelar, não apresentada, ainda de acordo com ele, porque um sistema do judiciário estava suspenso na segunda e na terça-feira.

Quando o advogado Márcio Casado começou a atender seu cliente, constatou que a avaliação do perito, de R$ 40 milhões, estaria abaixo do preço de mercado.

O advogado confirmou que vai pedir a suspensão do leilão e espera receber a resposta do STJ na segunda-feira, 14, ou na terça-feira, 15. O leilão está marcado para quinta-feira, 17. O lance inicial da tela da pintora Tarsila do Amaral é de R$ 47 milhões, o maior valor para qualquer obra de arte vendida no Brasil.

Não é a primeira vez este ano que um pedido de embargo de um leilão de arte acontece. O leiloeiro James Lisboa também enfrentou um pedido semelhante quando leiloou as obras da massa falida do empresário Edemar Cid Ferreira.

Segundo o herdeiro de Salim Taufic Schahin, seu filho Carlos Eduardo, o processo judicial que envolve a tela de Tarsila do Amaral ainda está em curso e com recurso admitido pelo STJ.

"O leilão não é irreversível. Na verdade, está tudo em aberto ainda. Eu sou o dono da obra desde 2012 e tive de entrar com o embargo de terceiro numa ação de bancos contra meu pai na pessoa física, iniciada após a recuperação judicial do Grupo Schahin em 2015."

Obra

Sob a guarda inicial de dona Olívia Guedes Penteado, primeira proprietária da tela e mecenas dos modernistas, a pintura foi herdada por sua filha, Carolina Penteado da Silva Teles.

Há poucas obras do período disponíveis no mercado e poucos colecionadores têm uma Tarsila de importância histórica comparável à tela pintada um ano após a Semana de Arte Moderna de 1922.

Nunca houve, no Brasil, uma tela que tenha alcançado o valor da pintura A Lua, de 1928, comprada no ano passado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), o que vai tornar o possível leilão de Caipirinha, ameaçado de embargo, uma disputa entre colecionadores brasileiros e estrangeiros.

Segundo Jones Bergamin, da Bolsa de Arte, fiel depositário da obra, o MoMA, de Nova York, já mostrou interesse pela tela, que está disponível para visitação pública desde ontem, 8, na Bolsa de Arte (Rua Rio Preto, 63), com lotação limitada a dez pessoas por vez.

A tela, registrada no catálogo raisonné de Tarsila do Amaral, era uma obra considerada pela artista uma de suas melhores pinturas do período modernista. Tarsila, que, em 1923, estudava pintura com os cubistas em Paris, escreveu uma carta aos pais comunicando sua intenção de registrar num quadro suas lembranças de infância na fazenda. "Quero, na arte, ser a caipirinha de São Bernardo, brincando com bonecas no mato, como no último quadro que estou pintando".

A escalada internacional dos preços de Tarsila começou em 1995, quando o empresário argentino Eduardo Costantini comprou a tela Abaporu, de 1928, por 1,3 milhão de dólares (aproximadamente 2,2 milhão de dólares em valores atuais). Em 2018, a tela A Lua foi vendida ao MoMA por aproximadamente 100 vezes mais.

Se o leilão do dia 17 acontecer, é provável que, a exemplo desses ícones que foram parar fora do Brasil, Caipirinha também siga o mesmo caminho.

Abertas as inscrições para formação do novo grupo da Orquestra Jovem Minas



Os participantes terão tutela profissional para dominar ainda mais seus instrumentos e capacitação para reverberar o projeto
Por DA REDAÇÃO
08/12/20 - 12h50
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O músico Toninho Horta é um dos que apoiam a iniciativa: ele se apresentará na abertura da apresentação de estreia da orquestra 2020, que, claro, será online

Foto: Gustavo Pains/Divulgação

Toninho Horta: o músico se apresentará virtualmente na apresentação do grupo deste ano, na abertura

Foto: Gustavo Pains/Divulgação

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Estão abertas até o próximo dia 6 de janeiro as inscrições para o novo grupo da Orquestra Jovem Minas, que será formado e ensaiado também no ano que vem. Poderão se candidatar pessoas entre 18 e 29 anos, mas que já toquem um instrumento. Os participantes terão a tutela profissional necessária para aprender a dominar a arte de seus instrumentos e, ainda, capacitação para reverberar esse projeto por meio de uma rede de transmissão cultural. Os instrumentistas de orquestra deverão ter formação básica em violino, viola, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompa, trompete, trombone, tuba, tímpano e percussão.

O processo, assim como a participação na orquestra, é totalmente gratuito.
Ao entrar no projeto, os jovens serão apresentados a um grande acervo musical, com repertórios variados, ritmos, gêneros, estilos, manifestações que venham das ruas ou dos grandes teatros. Os participantes serão convidados a refletir a sua própria cultura incorporando rap, funk, beats eletrônicos, baião, forró, clássicos da MPB, e ícones da cultura brasileira.

O grupo terá 58 músicos, arregimentados de forma mista, entre profissionais qualificados e jovens em formação. Além de aprimorar suas habilidades, eles serão estimulados a multiplicar novas formações e abrir conjuntos, quartetos, big bands ou apresentações individuais.

No caso da orquestra, a regência ficará a cargo do maestro Marcelo Ramos, professor de música da UFMG e com extensa bagagem profissional, através de passagens pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e convites para regências dentro e fora do país.


A Orquestra Jovem Minas, integrante do projeto Umoja, faz parte de mais uma ação da Associação Arebeldia Cultural, com sede na comunidade do Alto Vera Cruz, na região leste da capital mineira, fundada por Flávio Renegado e Danusa Carvalho. O centro das ações da Umoja, que significa união em swahili, dialeto africano, éo estudante de música desprovido de recursos financeiros, aquele jovem que, aos 18 anos, sai da escola de música e se vê sem perspectiva de continuidade profissional, sem apoio, longe das práticas coletivas fundamentais para a qualificação e expansão da sua arte.

O processo de inscrição consiste em duas etapas. O preenchimento do formulário on-line e a audição ao vivo, prevista para janeiro de 2021 em local a definir e seguindo os protocolos de segurança e distanciamento social: umoja.com.br/inscricoes.

Com público, Filarmônica de Minas Gerais celebra Beethoven nesta quinta-feira


Concertos na Sala Minas Gerais acontecem também na sexta e em outras datas de dezembro; apresentações serão transmitidas pela web
Por BRUNO MATEUS
03/12/20 - 13h34
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A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais abre os concertos de dezembro - nos formatos presenciais e virtuais - nesta quinta-feira (3)

Foto: Flora Silberschneider/Divulgação


No início de novembro, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais interrompeu o hiato de oito meses sem concertos com plateia para voltar a se apresentar para o público, naquela ocasião formado apenas por assinantes. Um mês depois, as portas da Sala Minas Gerais se abrem para o público em geral.

A partir desta quinta-feira (3), às 20h30, a Filarmônica recebe o pianista Ricardo Castro para interpretar Concerto para piano nº 1 em Dó maior, op. 15, Concerto para piano nº 2 em Si bemol maior, op. 19, e Concerto para piano nº 5 em Mi bemol maior, op. 73, "Imperador", todos de Beethoven, cujo aniversário de 250 anos em 2020 norteou a programação da companhia.

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“Esses concertos concluem a Maratona Beethoven, é a reta final para completar o que começamos em agosto”, comenta o diretor artístico e regente titular da Filarmônica, Fabio Mechetti. Mesmo com a reabertura da Sala Minas Gerais, o público de casa também vai poder conferir os músicos da orquestra em ação, já que a apresentação será exibida gratuitamente no YouTube da companhia.



Nesta sexta-feira (4), a programação se repete, mas somente no formato presencial. Em dezembro, a Orquestra Filarmônica ainda volta aos palcos da Sala Minas Gerais nos dias 12, 17 - com ambas os concertos também transmitidos virtualmente - e 18. “A internet trouxe uma apreciação mais ampla, essa é uma vantagem. Tivemos um sucesso bastante grande, embora o ao vivo com o público seja sempre melhor. Na pandemia, o recurso é muito válido e foi uma experiência interessante. Vamos aprimorar para o ano que vem”, pondera Mechetti.

A Maratona Beethoven foi criada em agosto para substituir as apresentações suspensas pela pandemia e contempla concertos que exploram tanto a obra camerística quanto sinfônica do compositor alemão.

“Imaginamos esse maratona para preservar essa celebração a Beethoven. Ele teve uma produção muito grande em vários gêneros, então conseguimos manter a ideia com obras para câmeras e agora, neste mês, com obras contando com uma orquestra mais cheia, mesmo assim respeitando todas as limitações impostas pelos protocolos”, destaca Fabio Mechetti, em menção ao fato de a programação ter começado com poucos músicos e, hoje, a orquestra já poder se apresentador com cerca de 50 deles.

Protocolo

Os concertos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais com a presença de público obedecem um rigoroso esquema de medidas adotadas devido à pandemia. A capacidade da Sala Minas Gerais foi reduzida a, no máximo, 412 pessoas, ou 30% do espaço total. Além da disponibilização de álcool em gel e uso obrigatório de máscaras, o público será incentivado a utilizar as escadas, ficando os elevadores para uso das pessoas que tenham dificuldades de locomoção, entre outras normas para manter o distanciamento social.

Programe-se

O quê: Orquestra Filarmônica de Minas Gerais - Maratona Beethoven

Quando: Nesta quinta e sexta-feira (4), às 20h30

Onde: Rua Tenente Brito Melo, 1090 - Barro Preto

Ingressos: R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 55 (Balcão Palco), R$ 75 (Balcão Lateral), R$ 100 (Plateia Central), R$ 130 (Balcão Principal) e R$ 150 (Camarote lado Par).

*Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Concessões: Extração de árvores no Amazonas só serão permitidas com replantio


O contrato de exploração de florestas no Amazonas por investidor privado deve ter duração de 40 anos, segundo Programa de Parcerias de Investimento
Por ESTADÃO CONTEÚDO
02/12/20 - 17h24
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Replantio da árvore que for derrubada no Amazonas passa a ser obrigatório

Foto: Vinícius Mendonça / Ibama



O investidor privado que arrematar a concessão de florestas no Estado do Amazonas poderá extrair das áreas um número previamente estipulado de árvores para a comercialização da madeira, com a obrigação de fazer o replantio do que for extraído. O contrato deve ter duração de 40 anos. Além disso, o empresário ainda irá somar esforços junto ao governo para coibir atividades ilegais nessas regiões, como incêndio e grilagem. A explicação é da secretária do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), Martha Seillier.

Hoje, o órgão qualificou em sua carteira três projetos de concessão de áreas da Floresta Nacional de Balata-Tufari, da Floresta Nacional de Jatuarana e da Floresta Nacional de Pau Rosa, todas unidades de conservação federal geridas pelo ICMBio, no Amazonas.

De acordo com o PPI, a expectativa é de que sejam investidos R$ 387 milhões nos projetos, com a concessão de 1,2 milhão de hectares no total que poderão ser destinados ao manejo empresarial. "Sabemos das atividades ilegais que infelizmente acontecem na região, o que tem levado também a situações de redução da preservação desse ambiente tão importante", disse Seillier, após a reunião do conselho do PPI.

Segundo ela, nessas concessões, o investidor terá de mapear toda a riqueza existente nas áreas e apresentar um plano de manejo, que esteja de acordo com o aprovado pelo Serviço Florestal Brasileiro. "Nesse sentido, a gente permite a extração de algumas madeiras previamente estipuladas, e de algumas riquezas da floresta, com a garantia de que elas serão replantadas", afirmou a secretária.

A título de exemplo, Seillier explicou que a cada área dentro da floresta, equivalente a um campo de futebol, o investidor tem o direito de extrair uma única árvore, e assim sucessivamente. "Todas essas árvores são mapeadas, legalizadas, controladas, então essa madeira é legal quando estiver sendo comercializada, e ao final de 40 anos quando ele volta para o 'primeiro campo de futebol', a floresta está perfeita e recomposta", disse.