Guerra interna
(...) A ameaça velada de
romper com a unidade do apoio do PMDB ao governo Dilma caso a candidatura do
vice Pezão não seja a oficial da base governista traz embutida a ideia de uma
possível dissidência para apoiar uma candidatura alternativa, que tanto pode
ser a de Aécio Neves como a de Campos.
Também em Minas o
PMDB pressiona para ganhar um ministério em troca de não aderir à candidatura
Aécio. Outros partidos da base governista estão na mesma situação. Para o
governo, diante do futuro incerto especialmente na economia, tirar um
compromisso agora é o melhor cenário, pois garantiria o tempo de propaganda
eleitoral em rádio e TV que inviabilizaria outras candidaturas. Quanto mais
candidatos, menos tempo de TV para o PT e mais chance de a disputa ir a segundo
turno.
O Globo / Merval Pereira