O cenário preferido do Planalto é uma eleição sem Marina
Silva na cédula, mas assessores presidenciais acreditam que a ex-senadora,
derrotada na sua tentativa de criar a Rede Sustentabilidade, pode se filiar a
outro partido para disputar a Presidência, apesar de suas evasivas. A avaliação
reservada no governo é que Marina pode se filiar ao PPS, presidido pelo
deputado Roberto Freire (PE), que vinha tentando atrair o tucano José Serra
para ser seu candidato em 2014.
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Num cenário de eleição em dois turnos, a equipe presidencial
prefere que Dilma não tenha Marina como rival na fase final, mas o tucano Aécio
Neves. Seria mais fácil traçar a estratégia contra o candidato do PSDB, sigla
derrotada pelo PT nas três últimas eleições presidenciais.
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Folha de São Paulo