Baptista Chagas de Almeida
"Também nos saímos mal nos rankings relativos ao empreendedorismo - como o Doing Business, do Banco Mundial - e à corrupção, patrocinado pela Transparência Internacional. Um dos motivos para esse mau desempenho é a forma equivocada com que o governo destrói marcos regulatórios que funcionam e constrói marcos que não vão funcionar - seja por ideologia, por ignorância, por preconceito ou por uma mistura dos três."
Esse é um trecho da palestra de abertura do BTG Pactual CEO Conference que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), fará hoje em Nova York. Nos anos anteriores, fizeram a mesma palestra de abertura o francês Nicolas Sarkozy, o colombiano Alvaro Uribe e Luiz Inácio Lula da Silva, todos na condição de ex-presidentes de seus países.
O senador mineiro vai destacar as possibilidades brasileiras e não poupará críticas ao governo, destacando a má gestão. "Temos motivos para sermos otimistas com relação ao país: temos marcos legais e institucionais de nação desenvolvida e muito superiores aos demais países emergentes. Isso faz com que sejamos uma sociedade aberta." Mas logo mudará o discurso: "Segundo o Fórum Econômico Mundial, somos apenas o 56º país mais competitivo do mundo. Nossa posição vem piorando, principalmente em um item em especial: qualidade geral da infraestrutura, no qual já caímos 30 posições desde 2010".
De acordo com a organização do evento, estão inscritos 600 investidores para assistir à conferência. É gente da área financeira do mundo inteiro interessada na América Latina. Mais de 100 empresas enviarão seus CEOs ou CFOs.
Estado de Minas
