O Partido Democrático Trabalhista tem sido um foco de
encrencas para a administração da presidente Dilma Rousseff. Se o governo fosse
uma empresa, seria o caso de dispensar esse prestador de serviços. Mas como
trata-se de política e eleições, o PDT continua sendo um ativo relevante e será
mantido onde está enquanto for possível. Há muitos anos, a fórmula para ganhar
uma eleição majoritária no Brasil contém um item indispensável: conseguir o
maior espaço na TV e no rádio para o candidato e interditar ao máximo o campo
das alianças para os adversários --isso é obtido com o apoio formal dos
partidos.
(...)
O PT pretende repetir a fórmula em 2014, quando o ambiente
tende a ser menos favorável. Duas siglas que estiveram com Dilma em 2010
ameaçam desembarcar da aliança: o aliado histórico PSB e o diminuto PSC.
Folha de São Paulo