O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu ontem a
cadeira número 36 da Academia Brasileira de Letras (ABL), que estava vaga desde
a morte do escritor João de Scantimburgo, em março. Na solenidade de posse, ele
não demonstrou desconforto com o fardão e disse que vai tentar adequar a agenda
da Academia aos seus compromissos profissionais e partidários. "Moro em
São Paulo e, apesar da idade avançada, tenho muitos compromissos, viagens ao
exterior, mas vou tentar participar dentro desse limite". Sobre política,
disse apenas que o momento atual "está tenso". No discurso, FHC fez
questão de homenagear a mulher, a socióloga Ruth Cardoso, que morreu em 2008.
"Ela foi meu esteio, me abriu a mente", disse. Entre os convidados, o
ministro do Supremo, Marco Aurélio Mello e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). FHC
é o terceiro presidente da República a integrar a ABL. Em 1941, foi eleito Getúlio
Vargas e, em 1980, José Sarney.
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Estado de Minas