Inflação pode derrotar Dilma


O consumo piscou

É alta a probabilidade do cenário cogitado pelas pré-campanhas do senador Aécio Neves e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à corrida presidencial: o governo tendo de explicar inflação alta, crescimento baixo, sem faltarem os atributos que ajudaram o PT em outras eleições. O dilema do crescimento versus inflação já falado por Dilma é real. A questão, diz Montero, é como crescer sobre um INPC de 7,22% e que será piso nas próximas negociações salariais. A indústria pode ter o benefício das desonerações, mas são menores os amenizantes em serviços, os grandes empregadores. A convergência dos salários nominais para a produtividade setorial, viés apontado pelos índices de inflação, é outro desafio do debate sobre juros.

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Correio Braziliense